No contexto de uma nova era da liderança, onde a colaboração, o propósito e a empatia ganham destaque nas estratégias de gestão, a Revista Pontos de Vista conversou com Ana Teles, Co-Fundadora da ERA Praça de Espanha, sobre o papel transformador da liderança no feminino no setor imobiliário. Ana representa uma nova geração de líderes que abraçam a responsabilidade, promovem equipas coesas e apostam na liberdade com responsabilidade como base para o sucesso. Numa altura em que a ERA Praça de Espanha se prepara para abrir portas, a nossa entrevistada assume o desafio com confiança, propósito e a convicção de que o sucesso virá através da valorização das pessoas e da liderança com visão e humanidade.
Enquanto Co-Fundadora da ERA Praça de Espanha, que significado tem para si participar numa edição dedicada à liderança no feminino?
Esta participação não podia ser mais oportuna. Felizmente tive algumas lideranças no feminino nas empresas por onde passei, ao longo dos anos. Com exceção de um caso, todas eram mulheres fortes, determinadas e sempre prontas para mais desafios. Aprendi muito e, com modelos assim, foi fácil decidir-me por aplicar tudo o que aprendi e lançar-me neste grande desafio da ERA da Praça de Espanha. Venho determinada e forte.
A liderança feminina está a ganhar cada vez mais destaque. Na sua opinião, que caraterísticas tornam o estilo de liderança das mulheres particularmente relevante na atualidade?
Não gosto de generalizar mas basicamente o que pode fazer a diferença é que somos muito pragmáticas. A questão prende-se com o simples facto de que temos muitas responsabilidades ao mesmo tempo, o tempo todo. O trabalho, os filhos, a casa. Temos mesmo de ser práticas e “problem solving” o tempo todo, e em velocidade. Os homens são mais tranquilos. Num mundo em aceleração permanente, as mulheres adaptam-se melhor; na minha opinião, isso faz toda a diferença no dia a dia nas empresas.
Quais são os maiores desafios que ainda se colocam às mulheres líderes em Portugal, especialmente no setor imobiliário?
O setor imobiliário em Portugal é bem representado por mulheres líderes, que desempenham papéis essenciais para o sucesso das empresas e organizações.
O principal desafio será continuar a atrair mais mulheres líderes para o setor que é muito exigente e trabalhoso.
Como vê a evolução da presença feminina em cargos de decisão na ERA e no setor imobiliário em geral?
A ERA é uma rede extraordinária, ganhou a distinção “Great Place to Work” pelo 6º ano consecutivo, o que é notável. Existem muitas mulheres Franqueadas da ERA, muitas Diretoras Comerciais e muitas mulheres líderes da sua própria empresa. Assumem o risco de trabalhar arduamente para alcançar o sucesso e são um exemplo inspirador para outras mulheres no setor.
O tema da colaboração é central nesta nova agenda de liderança. Como é que promove a colaboração na sua equipa e na cultura da ERA Praça de Espanha?
A colaboração é fundamental para o sucesso de qualquer equipa e será fundamental para a nossa equipa na ERA Praça de Espanha. Acredito num ambiente onde cada membro se sente valorizado e encorajado a contribuir com ideias e soluções. Reuniões regulares para discutir abertamente os desafios e as oportunidades, a promoção do espírito de entreajuda e apoio mútuo. Além disso, é extremamente importante reconhecer e celebrar as conquistas individuais e coletivas, reforçando a importância do trabalho em equipa e da colaboração.
Qual o papel do propósito no seu estilo de liderança e nas decisões estratégicas que toma no seu dia a dia?
Manter o foco no objetivo principal é fundamental. Estamos na fase de abertura da loja, portanto ainda não possuo um histórico para avaliar o meu estilo de liderança na ERA Praça de Espanha. No entanto, vou adotar o que considero mais apropriado: total liberdade acompanhada de total responsabilidade. Prefiro uma abordagem colaborativa, valorizando o trabalho em equipa.
Na sua visão, quais serão as competências-chave para os líderes – e especialmente para as líderes – em 2025?
Os líderes em 2025 precisarão de competências técnicas e interpessoais para enfrentar um mundo digital e complexo. As principais competências-chave para os líderes, entre outras, serão a capacidade de adaptabilidade, sendo capaz de se ajustar rapidamente às mudanças e liderar em momentos de incerteza. A inovação, incentivando a criatividade e procurando novas soluções para os desafios do setor. A empatia, compreendendo as necessidades da equipa e criando um ambiente inclusivo e solidário. Comunicação, garantindo que as ideias sejam claramente transmitidas e compreendidas. Visão estratégica, definindo uma direção clara e tomando decisões informadas para promover o crescimento a longo prazo.
Que conselhos deixaria a jovens mulheres que ambicionam liderar equipas, negócios ou projetos nos próximos anos?
Eu aconselharia as jovens mulheres a serem resilientes e persistentes, a não terem medo de assumir riscos e a acreditarem no seu potencial. É essencial buscar continuamente o desenvolvimento pessoal e profissional, estar aberta a aprender e a adaptar-se às mudanças. Além disso, é importante construir uma rede de apoio, tanto profissional quanto pessoal, e não hesitar em pedir ajuda quando necessário. Confiança e determinação são fundamentais para superar os desafios e alcançar o sucesso.
Que conquistas profissionais mais a orgulham desde a fundação da ERA Praça de Espanha?
A ERA Praça de Espanha abrirá portas no final deste mês de junho. Espero vir a orgulhar-me de muitos sucessos, que sejam os sucessos da minha equipa e que resultem na melhoria das suas vidas, na concretização de sonhos e objetivos. Estou feliz por ter tomado esta decisão e nunca duvidei que iria ter sucesso. Por isso, continuamos à procura de super consultores que queiram juntar-se a nós. Criámos uma super loja para 4 equipas comerciais, um departamento de crédito, uma montra digital e uma sala de formação.
Por fim, como imagina o futuro da liderança no feminino nos próximos 5 a 10 anos, e que contributo gostaria de deixar nesse caminho?
O futuro da liderança no feminino promete ser inspirador e transformador. Vejo mulheres assumindo papéis de liderança com confiança, resiliência e independência, sem necessitar de tratamento diferenciado.
Acredito que, ao ignorar as barreiras baseadas no género e focando-se nas competências e realizações, será possível criar um ambiente de trabalho justo e inclusivo. Gostaria de contribuir para esse futuro incentivando mulheres a serem desenrascadas, a seguirem o seu caminho com determinação e a procurarem sempre evoluir, tanto pessoal quanto profissionalmente. Cada conquista será um passo importante para abrir caminho a novas líderes que continuarão a moldar o mundo dos negócios com inovação e empatia.


