O impacto das taxas de juro em 2025: o que muda para quem quer pedir crédito

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Não é apenas o sonho que é uma constante da vida. Quem tem um crédito (ou se prepara para contratar um) tem a certeza de que vai poder contar com taxas de juros associadas ao empréstimo ao longo de todo o contrato.

Componente importantíssima dos créditos, especialmente nos de maior dimensão (como os dedicados à habitação), as taxas de juro sofrem oscilações ao longo do tempo que fazem com que, em determinado momento, um empréstimo de um mesmo valor e com o mesmo prazo de reembolso seja mais caro ou mais barato.

O que são taxas de juro e como afetam os créditos?

Da mesma forma que uma frutaria vende fruta e legumes, um banco vende dinheiro, e esse dinheiro tem um preço: as taxas de juro.
Para poder emprestar dinheiro aos consumidores, o banco “compra” dinheiro nos mercados internacionais, que, por sua vez, já tem taxas de juro associadas, embora mais baixas do que aquelas que chegam ao consumidor final.

Assim, para cobrirem as suas despesas e obterem lucro, os bancos e instituições financeiras aplicam taxas de juro ao dinheiro que emprestam que, por norma, são referência durante o período de um ano.

Como se percebe, estas taxas de juro vão ter um efeito nos custos de um crédito ao consumo, já que taxas mais elevadas significam um maior MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor), ou seja, um maior valor não só das prestações mensais, como do total a pagar pelo empréstimo findo o contrato.

É também importante considerar que existe mais do que uma taxa de juro e que cada uma delas se refere a um custo específico.

Por exemplo, existem taxas fixas, como aquelas que são aplicadas sobre um crédito pessoal ou sobre um cartão de crédito (que permanecem constantes ao longo de todo o contrato), as taxas variáveis, que, tal como o nome indica, podem sofrer aumentos ou reduções durante o contrato, e as taxas mistas, que incluem os dois mundos que acabámos de descrever.

Neste âmbito, podemos falar da famosa taxa EURIBOR, que, regra geral, é aplicada sobre os contratos de crédito à habitação com taxa variável. Caso esta taxa aumente, como aconteceu em 2022 e 2023, as prestações dos créditos indexados a esta taxa sobem.

Em sentido contrário, podemos falar do crédito pessoal, uma solução financeira que apresenta taxas de juro fixas ao longo de todo o contrato, algo que pode ser muito positivo, caso as taxas de juro subam.

Principais previsões económicas para 2025

Depois de um 2022 e de um 2023 de alta inflação e subidas nas taxas de juro, 2024 trouxe algum alívio que, de acordo com o BCE (Banco Central Europeu), deverá manter-se em 2025.
Assim, segundo o organismo que subintende o mercado financeiro europeu, podemos esperar, em 2025, uma redução das taxas de juro, sobretudo no decorrer do primeiro semestre, esperando-se que atinjam os 2% no dealbar de 2026.

Já em relação à inflação, as metas são muito semelhantes e apontam para que 2025 termine com uma taxa de 2%, o que significa um abrandar dos preços e créditos mais baratos, embora ainda longe dos anos do chamado “crédito fácil”.

Dicas para quem está a pensar contrair crédito em 2025

Quer as taxas de juro subam, quer desçam, a contratação de um crédito é um ato de enorme responsabilidade que deve ser acompanhado, antes de mais, de uma análise cuidada das suas finanças pessoais, nomeadamente através do cálculo da sua taxa de esforço (encargos mensais com créditos / rendimento mensal x 100).

Feito este apanhado, deve definir um montante e um prazo de reembolso realistas em função da sua condição financeira e do objetivo que se propõe financiar.
Neste momento, estará pronto a percorrer o mercado em busca da melhor solução para si, mas sempre com atenção às taxas de juro praticadas por cada instituição.

Para o ajudar nesta tarefa nem sempre fácil, recomendamos que utilize os simuladores de crédito pessoal que encontrará, por exemplo, na página do UNIBANCO, marca UNICRE Instituição Financeira, SA,especializada na concessão de crédito.

Tudo é extremamente simples. No momento em que entrar neste simulador de crédito pessoal, basta que defina o montante de que necessita (entre 5 mil e 75 mil euros) e o prazo de reembolso (de 24 a 84 meses) que melhor se adaptarem à sua condição financeira e simular.

Através deste recurso digital, ficará a saber não só o valor da prestação mensal para os parâmetros definidos, como também a TAN e a TAEG associadas, bem como o MTIC do contrato.

Alternativas para minimizar o impacto das subidas nas taxas

Não é fácil protegermo-nos do impacto das subidas das taxas de juro, sobretudo se tivermos um crédito à habitação em mãos, mas existem algumas soluções que podem mitigá-lo.

É o caso da amortização do crédito (ou seja, do pagamento antecipado de uma parcela), da consolidação de créditos e da renegociação das condições do contrato, nomeadamente, a passagem para um regime de taxa fixa.

Para não ser apanhado no meio de um turbilhão de subidas de taxas de juro, recomendamos que, antes de contratar um crédito, verifique as suas condições económicas a médio-longo prazo, compare propostas e analise as taxas de juro praticadas.

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