No Dia Nacional do Contabilista, a Revista Pontos de Vista dá voz a profissionais que fazem da contabilidade muito mais do que uma obrigação legal — transformam-na numa verdadeira ferramenta estratégica de gestão. É neste contexto que ouvimos Edite Pereira, CEO da EGIS – Gestão Integrada de Serviços, uma empresa com 24 anos de história, construída sobre rigor, proximidade e confiança, mas também um compromisso com as empresas, com as pessoas e com o país.
Para começarmos, pode apresentar-nos a EGIS – Gestão Integrada de Serviços e a sua missão no mercado?
A EGIS nasceu há 24 anos de um sonho que sempre me acompanhou: criar uma empresa que fosse muito mais do que um prestador de serviços de contabilidade. Quis construir um espaço onde o rigor técnico e a competência andassem de mãos dadas com a proximidade, a verdade e a confiança. Porque, para mim, gerir uma empresa não é apenas lançar números — é cuidar de pessoas, de projetos e de sonhos.
Desde o primeiro dia assumi que a EGIS seria feita de relações. Relações com os clientes, que nos confiam o que têm de mais precioso: o fruto do seu trabalho.
E relações internas, com a minha equipa, que é, sem dúvida, o coração desta casa. Tenho um orgulho imenso em cada um deles: são profissionais dedicados, empenhados, e sobretudo pessoas com valores que se alinham com os meus. Sem a sua entrega diária, não seria possível oferecer o nível de excelência que nos caracteriza.
A EGIS é, para mim, mais do que uma empresa — é uma parte da minha vida, a minha “quarta filha”. Mas é também um reflexo coletivo: uma equipa que acredita, que se esforça e que nunca baixa os braços. A nossa missão é clara e intemporal: caminhar lado a lado com os empresários, traduzindo a complexidade da fiscalidade em segurança, e transformando desafios em soluções concretas. Queremos apoiar cada cliente a crescer de forma sustentável, com os pés bem assentes na terra, mas sem nunca deixar de sonhar.
Qual tem sido o papel da empresa no apoio às organizações, em particular no domínio da contabilidade e gestão?
O papel da EGIS tem sido dar tranquilidade e confiança aos empresários. As empresas precisam de alguém que traduza a complexidade da fiscalidade, que apoie nas decisões e que esteja presente nos bons e nos maus momentos. E é isso que fazemos. Juntos, como equipa, transformamos informação em estratégia e ajudamos empresários a sonhar mais alto.
Mais do que executar tarefas técnicas, assumimo-nos como parceiros: traduzimos a linguagem fiscal para que seja clara, antecipamos riscos, apoiamos decisões e acompanhamos de perto cada cliente.
E esse acompanhamento vai além do lado profissional. Muitas vezes somos também conselheiros pessoais, porque acreditamos que por trás de cada empresa existe sempre uma pessoa, uma família e uma história. Essa proximidade permite-nos criar relações de confiança que dão segurança ao presente e sustentação ao futuro dos negócios.
Quais são hoje os principais desafios que os contabilistas e as empresas enfrentam no atual contexto económico?
Vivemos tempos de enorme instabilidade — fiscal, económica e até emocional. As empresas lutam diariamente com a pressão da carga fiscal, a dificuldade em atrair e reter talento e a imprevisibilidade dos mercados. Para os contabilistas, o desafio é duplo: acompanhar uma legislação em constante mudança e, ao mesmo tempo, manter uma relação próxima, clara e humana com cada cliente.
Como é que a EGIS se posiciona para transformar esses desafios em oportunidades de crescimento e inovação?
Na EGIS acreditamos que cada desafio é também uma oportunidade. Apostamos em inovação, em formação contínua e na proximidade com os clientes. Mas o que faz a diferença é a nossa equipa: unida, resiliente e sempre disponível para se reinventar. Apostamos na tecnologia, sim, mas nunca esquecemos que o mais importante é ouvir, apoiar e criar soluções personalizadas. O equilíbrio entre rigor e empatia é a nossa marca.
Na sua perspetiva, de que forma a fiscalidade impacta o setor empresarial em Portugal?
A fiscalidade, tal como está, muitas vezes trava em vez de impulsionar. Empresários que investem, criam emprego e arriscam sentem-se sobrecarregados e desmotivados. Isso afeta diretamente a confiança e a competitividade das empresas.
Que melhorias ou ajustamentos considera prioritários para que a fiscalidade se torne mais amiga da competitividade das empresas?
É essencial simplificar processos, reduzir burocracias e apostar em políticas fiscais que incentivem o investimento e a criação de emprego. Precisamos de clareza, estabilidade e confiança. Enquanto equipa, procuramos diariamente encontrar soluções que deem tranquilidade aos nossos clientes, mas sabemos que só com mudanças estruturais será possível criar um ambiente verdadeiramente favorável ao crescimento.
De que modo a contabilidade deve ser entendida não apenas como uma obrigação legal, mas como uma ferramenta estratégica de gestão?
A contabilidade nunca deve ser vista apenas como uma obrigação legal ou um conjunto de números. É, na verdade, uma ferramenta poderosa de gestão. É através dela que os empresários conseguem perceber a realidade do seu negócio, identificar riscos e encontrar oportunidades. A contabilidade bem trabalhada permite antecipar cenários, definir estratégias e tomar decisões mais conscientes e seguras. No fundo, é um espelho fiel da empresa e um guia para o futuro.
Que exemplos pode partilhar em que a contabilidade tenha sido decisiva para orientar decisões empresariais?
Ao longo destes quase 30 anos desde que iniciei a minha carreira profissional, tenho inúmeros exemplos. Desde pequenas empresas que, através de uma análise cuidada das demonstrações financeiras, conseguiram perceber que estavam a comprometer a sua liquidez e, com isso, redefiniram o seu modelo de gestão; até projetos maiores, em que a leitura correta dos indicadores contabilísticos foi determinante para avançar com investimentos seguros e sustentáveis.
Também é frequente sermos procurados por empresários em momentos de incerteza. Nessas situações, a contabilidade dá-nos as respostas certas para apoiar as suas decisões, seja na renegociação de contratos, na reorganização de recursos ou na aposta em novos mercados.
Na EGIS, acreditamos que a contabilidade não é o fim em si mesma — é o ponto de partida para orientar, apoiar e dar confiança. É por isso que trabalhamos sempre próximos dos nossos clientes, mostrando-lhes que os números podem contar histórias e abrir caminhos.
O mote deste ano é «Mais que uma profissão, um compromisso com o país». O que significa, para si, ser contabilista neste enquadramento?
Ser contabilista é muito mais do que trabalhar com números. É um compromisso diário com empresas, famílias e com o país. É estar disponível, ser suporte e ser confiança. É sentir que, com o nosso trabalho, ajudamos a sustentar a economia, a dar vida a projetos e a proteger sonhos.
Que mensagem gostaria de deixar aos colegas de profissão neste Dia Nacional do Contabilista?
Neste Dia Nacional do Contabilista, a mensagem que quero deixar é de profunda gratidão e orgulho. Gratidão por cada colega que, com resiliência e dedicação, dá todos os dias o seu melhor, muitas vezes em silêncio, sem reconhecimento imediato, mas sempre com um enorme sentido de responsabilidade. Orgulho por fazermos parte de uma profissão que é, ao mesmo tempo, exigente e nobre, e que tem um impacto tão direto na vida das pessoas e das empresas.
Quero deixar uma palavra de motivação: nunca percamos a consciência da importância do nosso papel. Somos muito mais do que técnicos de números. Somos apoio, somos confiança, somos guardiões de sonhos e de projetos que ajudam a sustentar a economia e a transformar vidas.
Quero também deixar um agradecimento muito especial à minha equipa. Sem o vosso empenho, dedicação e espirito de missão, nada do que fazemos seria possível. Vocês são o coração da EGIS e a prova viva de que juntos conseguimos superar desafios, crescer e marcar a diferença na vida de quem confia em nós.
A todos os Colegas de profissão, deixo o desejo de que continuemos a dignificar a nossa classe, a apoiar-nos mutuamente e a partilhar conhecimento. Que cada um de nós sinta orgulho no trabalho que desempenha e no impacto positivo que deixa na sociedade.
Como imagina o futuro da contabilidade em Portugal nos próximos anos, tendo em conta a digitalização e a crescente complexidade fiscal?
O futuro será, sem dúvida, mais digital. A tecnologia vai libertar-nos de tarefas repetitivas e permitir-nos estar ainda mais próximos dos clientes. O contabilista deixará de ser apenas um executor para ser, cada vez mais, um consultor estratégico e um verdadeiro parceiro de confiança. Mas, mais do que máquinas, o que continuará a fazer a diferença serão as pessoas — e é a força dos profissionais da contabilidade que permitirá às empresas navegar num mundo em constante mudança.
No entanto, não podemos falar do futuro sem referir a crescente complexidade fiscal. Todos os anos surgem novas regras, regimes especiais e alterações legislativas que tornam o sistema cada vez mais exigente. O desafio para os contabilistas será enorme: garantir que as empresas se mantêm em conformidade, sem perder de vista a eficiência e a competitividade.
É aqui que o nosso papel se tornará ainda mais relevante. O conhecimento técnico aliado à capacidade de interpretação e à visão estratégica será determinante para transformar esta complexidade em valor. O futuro da contabilidade passará por sermos tradutores da lei, orientadores de caminhos e protetores da sustentabilidade dos negócios.
Quais são as ambições da EGIS para continuar a afirmar-se como parceiro estratégico das empresas?
A nossa ambição é clara: continuar a crescer com os nossos clientes, mantendo sempre a essência que nos define — integridade, rigor, proximidade e respeito. Queremos ser referência não apenas pela qualidade técnica, mas também pela forma como acompanhamos de perto quem confia em nós.
Vivemos num tempo em que as empresas enfrentam dois grandes desafios: a aceleração da digitalização e a crescente complexidade fiscal. O papel da EGIS é estar ao lado dos empresários em ambos os campos. Apostamos na inovação tecnológica para simplificar processos, mas, acima de tudo, apostamos no conhecimento profundo da legislação e na capacidade de a traduzir em soluções concretas e acessíveis.
É com enorme orgulho que partilho que estamos já a trabalhar num novo projeto que nasce precisamente desta visão. Um projeto que pretende ir além da contabilidade: formar, capacitar e inspirar pessoas. Acreditamos que as empresas só crescem de forma sólida quando os seus líderes e equipas também crescem, e é esse o propósito que nos move.
Mais do que responder às exigências do presente, queremos preparar o futuro, ajudando a criar líderes mais conscientes, organizações mais fortes e uma sociedade mais preparada. No fundo, trata-se de deixar um verdadeiro legado — algo que perdure e que faça a diferença nas próximas gerações.


