Transformar Espaços, Atrair Capital, Gerar Impacto: A LIDERANÇA DE PRISCILA IBRAHIM

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Em 2025, a agenda feminina no mundo dos negócios ganha novas camadas de ambição e impacto. Deixou de se tratar apenas de ocupar lugares de liderança: trata-se, sobretudo, de redesenhar setores inteiros com visão, sensibilidade e firmeza. É nesse cruzamento que se destaca Priscila Ibrahim, fundadora da Metal Ballerina House of Investment, uma boutique de investimento que alia rigor financeiro, regeneração urbana e transformação social. Nesta entrevista exclusiva à Revista Pontos de Vista, Priscila partilha a visão transformadora que a move: liderar com impacto, inspirar outras mulheres e transformar cidades com coragem e propósito.

Pode contar-nos como surgiu a ideia de fundar a Metal Ballerina House of Investment? Que formação, experiências ou valores mais influenciaram a sua decisão de apostar num setor tão exigente como o imobiliário e os investimentos urbanos?

Comecei com uma vontade profunda de criar e transformar. Ao regressar de uma longa temporada na Rússia, onde vivi com a minha família, trouxe na bagagem uma visão multicultural construída entre o Brasil, o México e a própria Rússia. Tínhamos viajado muito, conhecido diferentes formas de viver, de construir e de pensar o espaço urbano. E com esse repertório, voltei com uma inquietação clara: empreender com impacto. A minha formação inicial foi em design, e o primeiro passo foi abrir uma marca de roupas. Comprei uma loja própria para as operações de rua, e esse foi o meu primeiro investimento imobiliário. Um projeto que me ensinou muito sobre risco, criatividade e execução. Esse passo, ainda que não ligado diretamente ao imobiliário, foi a semente do que viria a ser, mais tarde, a Metal Ballerina. Com a Covid-19, o negócio acabou por sofrer bastante. Mas o desejo de transformar espaços, de tornar o feio em belo, permaneceu muito vivo. foi essa mesma vontade que me empurrou para olhar com atenção para o mercado imobiliário português, que já me despertava interesse. Ao longo dos anos, fiz diversos investimentos privados. Aprendi na prática, com erros e acertos, a lidar com licenças, prazos, burocracias e obras complexas. Criei, aos poucos, uma base sólida de conhecimento que hoje sustenta os projetos que lidero. Essa construção pessoal e profissional, feita com tempo e resiliência, é o que me permite hoje atuar com confiança no setor. A Metal Ballerina nasce desse cruzamento improvável entre dois mundos: o da leveza do ballet e da intensidade do heavy metal, origem do nome. É uma metáfora da minha forma de empreender, transformar com beleza e firmeza. Reabilitar não é apenas embelezar prédios; é regenerar ruas, bairros e formas de viver. A Metal Ballerina é, acima de tudo, uma declaração de intenções: queremos transformar. Transformar imóveis, transformar mentalidades e também gerar valor (económico, estético e social).

 

Qual é a missão da Metal Ballerina e como define o seu posicionamento no mercado? De que forma articula rentabilidade, inovação urbana e responsabilidade social nos projetos que lidera?

A Metal Ballerina House of Investment nasceu em 2017. Na altura, estava a operar ainda como a marca de design. Comprei a loja onde seria a base das operações de venda, mas aquele primeiro investimento em imobiliário revelou-se não apenas uma oportunidade isolada, mas o início de uma nova etapa. Aos poucos, fiz um “pivot” estratégico: saí do design de produtos para o design de espaços, de imóveis, de experiências de habitação. E o Covid, acabou por acelerar esse movimento. A nossa missão, desde então, tem sido clara: transformar imóveis degradados em ativos renovados, rentáveis e humanizados. Atuamos numa faixa ainda pouco explorada do mercado, com foco em imóveis de pequena e média escala, sobretudo frentes comerciais desocupadas, edifícios antigos ou frações devolutas. É um segmento que exige criatividade, técnica e sensibilidade, e é justamente aí que encontramos o nosso espaço: entre o rigor financeiro e a beleza da transformação. Claro que somos uma empresa com objetivos económicos bem definidos, temos investidores a quem devemos resultados, e cada projeto precisa de retorno. Mas acreditamos que é possível fazer isso sem perder de vista o humano. Queremos gerar valor, sim, mas também tocar pessoas. Seja o inquilino com quem mantemos uma relação próxima, seja o antigo proprietário que vendeu connosco, ou o investidor que apostou no nosso modelo. Em todas essas relações, procuramos atuar com proximidade, ética e atenção. Rentabilidade, inovação e responsabilidade social não são, para nós, pilares separados, são dimensões que coexistem em cada projeto que escolhemos. A forma como desenhamos as obras, escolhemos os materiais, interagimos com a vizinhança ou estabelecemos contratos reflete sempre essa visão integrada. Somos, no fundo, uma empresa de investimento, mas com alma e missão de cidade.

 

Sabemos que a angariação de capital é um dos pilares do vosso modelo. Que desafios enfrentou neste processo, especialmente enquanto mulher empreendedora? E que estratégias revelaram ser mais eficazes na relação com investidores?

Levantar capital não é apenas uma questão técnica ou burocrática, é, acima de tudo, uma responsabilidade humana. Quando pedimos a alguém que invista connosco, seja mil, dez mil ou um milhão de euros, estamos a lidar não apenas com dinheiro, mas com histórias. Cada euro representa um esforço, uma trajetória, uma poupança, uma escolha. E é por isso que tratamos o processo de angariação com extremo respeito e transparência. Pedir um milhão ou um milhão e meio de euros para reabilitar um edifício que só estará concluído em nove, doze ou dezoito meses implica gerir expetativas, riscos e emoções. Trabalhamos com o capital de famílias reais, com sonhos e objetivos muito concretos, e temos consciência de que cada decisão nossa afeta diretamente essas vidas. Um dos grandes desafios neste processo é lidar com a perceção sobre o investimento privado. Há ainda muito preconceito, muitas expetativas desajustadas e, por vezes, uma ideia de que este tipo de investimento deve ser mágico, garantido ou imediato. E não é. Trabalhamos num setor de alto risco. E dizemo-lo abertamente. Os nossos projetos são exigentes, imprevisíveis em muitos momentos, e o nosso papel é trazer esse cenário para o chão, com realismo, sem perder o potencial de retorno que ele efetivamente oferece. Por isso, a nossa estratégia é baseada em três pilares: transparência radical, educação financeira contínua e proximidade com os investidores. Apostamos em abrir as portas dos projetos: organizamos eventos antes, durante e depois das obras, convidamos os investidores a visitar os empreendimentos, partilhamos atualizações frequentes e mantemos linhas de comunicação abertas. Mostramos os bastidores, os custos, os avanços, e também os atrasos, os imprevistos, as decisões difíceis. Queremos que os nossos investidores ganhem dinheiro, sim. Mas também queremos que entendam e aprendam como o mundo do investimento urbano realmente funciona. Apostamos numa relação de longo prazo. Neste momento, temos mais de dois milhões de euros em capital privado alocado em projetos ativos. E isso não foi construído com promessas grandiosas, mas com consistência, entrega e confiança.

 

Quais são os principais critérios que orientam a seleção de imóveis a transformar? Como equilibra fatores como retorno financeiro, localização estratégica, impacto urbano e viabilidade legal?

Ao longo dos últimos anos, desenvolvemos critérios bastante claros e consistentes para selecionar os ativos que compõem o nosso portfólio. A primeira regra é simples e essencial: procuramos ativos com baixa liquidez atual, mas com elevado potencial futuro, imóveis que, por algum motivo, estão “encalhados” no mercado, seja por questões jurídicas, sucessórias ou estruturais, mas que estão inseridos em zonas de alta liquidez como Lisboa e os seus bairros tradicionais. Muitos desses imóveis estão há anos à venda, sem conseguir atrair compradores, não porque não tenham valor, mas porque exigem uma abordagem estratégica, técnica e paciente. Podem ser casos com partilhas mal resolvidas entre herdeiros, questões de usucapião, frações sem utilização definida ou documentação incompleta. Ou seja, ativos com problemas que afastam os compradores convencionais, mas que, com a diligência certa, podem ser transformados em ativos altamente rentáveis. Outro critério importante é a viabilidade legal e urbanística da intervenção. Trabalhamos com janelas de investimento de curto e médio prazo, por isso evitamos projetos que dependam de licenciamentos complexos ou demorados. Preferimos imóveis que permitam reabilitação direta, em zonas consolidadas, com uma burocracia considerada baixa ou moderada. O fator localização é crucial, mas não basta estar bem localizado: é preciso que o ativo tenha perfil comercial claro. Avaliamos sempre o tipo de cliente final: será uma família à procura de primeira habitação? Um investidor que deseja investir para arrendar? Um profissional deslocado, um estudante ou um comprador internacional de gama alta? O imóvel precisa “encaixar” em perfis de utilização concretos, senão, por mais barato que seja, não entra na nossa carteira. Além disso, levamos muito a sério o papel do investidor no processo. Para nós, a Metal Ballerina não é uma “caixa preta” onde apenas entregamos resultados no fim. É um sistema aberto, onde o investidor acompanha de perto o projeto e se sente parte da transformação. Por isso, também selecionamos empreendimentos com valor narrativo e apelo emocional, que ofereçam ao investidor não apenas retorno financeiro, mas o prazer de participar ativamente na regeneração urbana de uma zona histórica ou na criação de um produto habitacional diferenciador.

 

Quais são os maiores entraves que enfrenta no atual enquadramento legal e administrativo para reabilitação urbana e investimento? Há algum aspeto do contexto português que considera promissor — ou, pelo contrário, um desafio crónico?

Sem dúvida, um dos maiores entraves que enfrentamos enquanto operadores da reabilitação urbana em Portugal é o enquadramento legal e burocrático, que muitas vezes trava projetos com grande potencial, não por falta de qualidade, mas por excesso de complexidade nos trâmites. Há, atualmente, uma série de restrições e exigências legais que tornam certos empreendimentos tão morosos e custosos que acabam por desincentivar o investimento. Quando o processo é demasiado complexo, seja pelas regras urbanísticas, pelas restrições sobre o que constitui um T0, T1 ou T2, ou pela dificuldade em obter aprovações para alterações ou reclassificações de uso, o capital naturalmente tende a migrar para investimentos mais fáceis ou de luxo, que não respondem à necessidade real de habitação. A morosidade dos processos é, para mim, o fator mais penoso. Aprovações que deviam durar semanas acabam por levar meses, às vezes mais de um ano. E isso encarece tudo: desde os custos de financiamento, aos custos de obra, até à capacidade de planeamento estratégico da empresa. É um obstáculo concreto à fluidez do investimento e à regeneração urbana em larga escala. Dito isto, acredito que Portugal já enfrentou e resolveu problemas mais complexos. Este é um desafio técnico-administrativo que pode e deve ser resolvido com boa vontade política, escuta ativa ao setor e simplificação inteligente da legislação urbanística. Não se trata de desregular, mas de ajustar para que o setor possa responder às urgências do presente. Vejo com bons olhos algumas iniciativas recentes, como programas de incentivo ao arrendamento acessível, propostas de redução de IVA e medidas voltadas ao apoio à habitação jovem. No entanto, considero que são medidas pontuais, importantes, mas ainda insuficientes para atacar a raiz estrutural do problema: o tempo e a dificuldade em fazer com que um projeto urbano ganhe vida. Nós, como empresa, continuamos a adaptar as nossas estratégias à realidade regulatória e económica do país. Mas o que esperamos, enquanto empreendedores, investidores e cidadãos é um ambiente mais eficiente, mais claro e mais favorável à transformação urbana com propósito.

 

Num setor ainda dominado por homens, como tem sido a sua experiência enquanto fundadora e CEO? Que tipo de preconceitos ou barreiras enfrentou — e de que forma tem procurado contribuir para uma maior diversidade e inclusão?

Não posso negar: este ainda é um setor profundamente dominado por homens. Seja por tradição, cultura ou inércia, o investimento imobiliário e a construção continuam a ser atividades lideradas, maioritariamente, por homens. E isso, inevitavelmente, causa estranheza quando uma mulher, estrangeira, empreendedora, assume uma posição de comando num canteiro de obras, numa negociação de materiais, ou à frente de um processo de captação de capital de milhões de euros. A estranheza não me incomoda. Mas é real. Quando dou orientações a uma equipa de empreitada, quando estou na obra, a tomar decisões técnicas e operacionais, ou mesmo quando ligo para um fornecedor e percebo que ele ainda não entendeu que sou eu quem lidera a empresa, percebo que ainda há uma expetativa social de que quem toma decisões nesse mundo tem que ser um homem. Mas a minha resposta nunca foi recuar. A minha resposta é presença. Eu estou quase sempre nas obras, nos bastidores, nas reuniões com investidores, nos detalhes do orçamento. Não caí de paraquedas nesse setor, são quase oito anos de experiência real, no terreno. E é através da minha presença, da minha preparação, do meu respeito por todas as pessoas com quem trabalho e da minha capacidade de entregar resultados, que conquisto o meu espaço todos os dias. Claro que enfrento desafios. Mas não os transformo em muros, transformo-os em alicerces. Acredito que liderar, enquanto mulher, é também um ato de transformação cultural silenciosa. É ir ganhando espaço com ética, com seriedade, com trabalho bem feito, até o momento em que ser mulher à frente de uma construtora ou de uma boutique de investimentos já não causa estranheza, mas sim admiração. Tenho orgulho de estar a abrir esse caminho. E mais orgulho ainda em saber que a Metal Ballerina também é isso: um espaço onde mulheres podem liderar com rigor, com visão e com sensibilidade, num setor onde tantas ainda são invisibilizadas.

 

Como lida com os riscos típicos deste setor — desde a valorização imprevisível de ativos até à morosidade legal e riscos financeiros? Que ferramentas utiliza para garantir que os projetos sejam sólidos e sustentáveis?

Sem filtros, investir em reabilitação urbana é uma atividade de alto risco. Estamos a falar de obras complexas, com dezenas, por vezes centenas de microprocessos, profissionais, fornecedores e decisões interdependentes. Há imprevistos, há atrasos, há revisões de orçamento. É impossível fazer este trabalho sem aceitar que o risco é parte do jogo. Mas o risco não é desculpa para a imprudência. Pelo contrário, é um convite à estratégia. Na Metal Ballerina, lidamos com risco com duas ferramentas fundamentais: modelação de cenários e tomada de decisão realista. Para cada investimento, criamos três cenários: o esperado, o otimista e o pessimista. Modelamos os custos da obra, os prazos reais de execução, os preços de venda esperados e, sobretudo, o que acontece se tudo correr pior do que o previsto. Se mesmo no cenário pessimista o projeto ainda se sustenta, então avançamos. Caso contrário, é um risco que não vale a pena correr. Este tipo de análise matemática, feita internamente, projeto a projeto é o que nos permite manter a sustentabilidade dos nossos investimentos. Além disso, escolhemos ativos com liquidez real, em zonas onde sabemos que há procura real. Isso é outra forma de mitigar risco: evitar projetos que apenas “parecem bons” no papel, mas que não têm saída real no mercado. Não vendemos fantasia, vendemos realidade. Claro que há também os riscos do dia a dia: empreiteiros que não entregam, obras que atrasam, revisões inesperadas. E é por isso que estamos presentes, no terreno, em cada obra. Para corrigir rapidamente, para exigir qualidade, para garantir prazos. E, acima de tudo, para proteger o capital dos nossos investidores, que confiaram a nós não apenas o seu dinheiro, mas a sua história de vida. Investir na Metal Ballerina é entrar num mundo de alto retorno, mas com os pés bem assentes na terra. Porque risco, para nós, nunca será sinónimo de irresponsabilidade. E sim de compromisso com a excelência.

 

Até que ponto os vossos projetos procuram gerar valor não apenas económico, mas também social e urbano? Pode partilhar algum exemplo concreto de regeneração ou transformação com impacto positivo na comunidade?

Sempre que falamos de reabilitação urbana, seja de um prédio centenário em Lisboa, de uma loja abandonada ou de um armazém esquecido, estamos, na verdade, a falar de futuro. Estamos a pôr a cidade a funcionar, a valorizar ruas, a gerar emprego, a ativar bairros inteiros. Mas há um impacto mais silencioso, mais humano e talvez mais transformador. É o impacto nas vidas que tocamos, nas famílias que vendem, nas famílias que compram, nas equipas que constroem connosco. E isso é parte da nossa missão. Lembro-me com especial carinho do Carlos e da Lisa, um casal de cerca de 60 anos que nos vendeu um apartamento onde viveram durante três décadas. Criaram os filhos ali, construíram memórias e decidiram reformar-se e mudar-se para o Cartaxo. Com a venda, compraram a moradia dos seus sonhos. Hoje, vivem com qualidade de vida e já nos receberam na nova casa, como amigos. Comprámos esse apartamento com respeito pela sua história e reabilitámo-lo com atenção ao futuro. Hoje, ele acolhe uma nova família, jovem casal com filhos pequenos, que começam agora o mesmo ciclo de vida que o Carlos e a Lisa iniciaram há 30 anos. Para nós, esse é o verdadeiro impacto urbano e social: transformar sem apagar o passado, valorizando o presente e abrindo espaço para o futuro. Além disso, geramos empregos em cada obra, contratamos localmente, e temos o cuidado de pagar de forma justa os profissionais que trabalham connosco. Queremos que todos ganhem: o pedreiro, o investidor, o vendedor e o comprador final. A reabilitação urbana não é apenas um modelo de negócio. É uma ferramenta poderosa para criar cidades mais humanas, mais funcionais e mais conetadas às necessidades reais de quem vive nelas.

 

Quais são os próximos passos da Metal Ballerina House of Investment? Que legado gostaria de deixar, enquanto fundadora, mulher, gestora e transformadora de cidades? E que mensagem gostaria de passar a outras mulheres que desejam liderar com impacto?

Os próximos passos da Metal Ballerina passam por crescimento, expansão e inspiração. Estamos numa fase ativa de captação de capital para dar o próximo salto estratégico: sair de Lisboa e abraçar novos territórios, novos formatos, novas tipologias. Queremos investir em construções de raiz, pequenos condomínios residenciais, hotéis boutique e também explorar oportunidades noutras cidades e regiões do país. O mercado português tem muito para oferecer e nós temos muito para construir. Do ponto de vista de negócio, o nosso objetivo é claro: dobrar o nosso volume de negócios até final do próximo ano. Mas esse crescimento não é só para nós. Queremos também fazer crescer com a gente todo o ecossistema que nos rodeia desde os empreiteiros, aos arquitetos, engenheiros, consultores e todos os profissionais que fazem parte da cadeia de valor da reabilitação urbana. Investir nas pessoas que constroem ao nosso lado é tão importante quanto investir nos imóveis. Mas, para além dos números, há um legado que me move de forma ainda mais profunda: inspirar. Quero que outras mulheres, incluindo, claro, a minha filha, vejam que é possível entrar em setores historicamente masculinos, dominar as complexidades técnicas, negociar com firmeza, liderar com empatia e vencer. Quero que mais pessoas abracem indústrias difíceis, que não tenham medo de sujar as mãos, de assumir riscos e de transformar cidades com coragem. O legado que quero deixar é este: que é possível criar uma empresa que cresce com rigor financeiro, mas que também toca pessoas, transforma comunidades e abre caminho para outras mulheres fazerem o mesmo ou mais. A Metal Ballerina é uma empresa de investimento, sim. Mas é também um movimento. Um convite à transformação. Da cidade, do setor e das lideranças que queremos ver no futuro.

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