A Suportevidente celebra uma década de atividade com a mesma convicção que a viu nascer em 2015: colocar a informação financeira ao serviço das decisões empresariais. Numa era em que o cumprimento deixou de bastar, a empresa destaca-se por aproximar a contabilidade do centro da decisão — ajudando a planear, medir e agir, com serviços integrados de contabilidade e fiscalidade, recursos humanos, organização e consultoria financeira. A Revista Pontos de Vista realça no seu número de Novembro o décimo aniversário da empresa, com entrevista à sua Administração.
Como descrevem o percurso da Suportevidente ao longo destes 10 anos?
A Suportevidente nasceu com uma ambição simples e exigente: transformar a contabilidade num verdadeiro instrumento de decisão.
Começámos como um gabinete focado na execução, mas rapidamente evoluímos para um parceiro estratégico de gestão, integrando contabilidade e fiscalidade, recursos humanos, organização e procedimentos e consultoria financeira.
Fizemos da proximidade, da ética e da digitalização os nossos pilares. A digitalização foi o ponto de viragem — automatizámos processos de ponta a ponta, reduzimos tempos de ciclo e passámos a dedicar mais tempo à análise e à criação de valor.
Quais os principais marcos que definem este percurso?
Destaco cinco:
Digitalização integral dos processos, com rastreabilidade total;
Metodologia de fecho mensal orientada à ação, com dashboards de apoio à gestão;
Expansão da consultoria financeira, incluindo due diligence e apoio a investimento;
Integração dos serviços de RH, conetando números, cultura e pessoas;
Reforço da governação e da qualidade, consolidando a confiança como o nosso ativo mais valioso.
O que mudou no papel do contabilista e que lugar ocupa hoje nas empresas?
O contabilista deixou de ser apenas o garante da conformidade legal. Hoje é um copiloto da gestão — quem traduz dados em decisões e antecipa cenários. É quem ajuda a otimizar o cash-flow, definir preços, sustentar investimentos e medir riscos. Na Suportevidente, trabalhamos como Business Partners, com independência técnica e foco na criação de valor.
Que desafios e oportunidades se destacam no contexto atual?
Os desafios são conhecidos: volatilidade legislativa, pressão sobre custos e prazos, escassez de talento e crescente exigência em cibersegurança e privacidade. Mas há também oportunidades claras — a automação inteligente, o acesso a dados em tempo quase real, a integração de métricas ESG e a procura crescente por serviços de consultoria e planeamento. O futuro pertence a quem domina técnica, tecnologia e comunicação.
Qual é o impacto da fiscalidade na competitividade das empresas?
A fiscalidade influencia diretamente o preço, o investimento e a liquidez. A sua complexidade e instabilidade aumentam o custo de conformidade, sobretudo nas PME, e limitam o planeamento estratégico. Pelo contrário, regras claras e previsíveis criam confiança e libertam energia para inovar.
Que medidas considera prioritárias?
Quatro eixos são fundamentais:
Estabilidade plurianual dos regimes e calendários fiscais;
Simplificação administrativa com verdadeira interoperabilidade digital;
Incentivos orientados à produtividade, transição digital/energética e I&D;
Neutralidade e segurança jurídica, eliminando exceções e assimetrias de aplicação.
De que forma a contabilidade pode ser um motor de competitividade?
A contabilidade é o sistema nervoso da empresa — recolhe sinais, transforma-os em informação e orienta decisões. É o que permite negociar melhor com a banca e fornecedores, identificar margens e riscos e proteger a liquidez.
Aplicamos quatro alavancas de valor:
Gestão de fundo de maneio, otimizando prazos e rotação de stocks;
Análise de rentabilidade por produto/cliente, ajustando preços e margens;
Orçamentação por cenários e stress-tests antes de investir;
Controlo interno e calendário fiscal robusto, prevenindo custos imprevistos.
Que tendências moldarão o futuro da contabilidade e da fiscalidade?
Cinco movimentos já estão em curso:
E-invoicing e reporte eletrónico contínuo, com reconciliações em tempo real;
Inteligência Artificial como copiloto em conciliações, previsões e deteção de anomalias;
Integração de métricas ESG e relatórios CSRD na contabilidade de gestão;
Perfis híbridos de talento — contabilidade, dados e comunicação;
Cibersegurança e privacidade como nova fronteira da confiança.
E no caso da Suportevidente, quais as próximas etapas?
A nossa prioridade é reforçar o papel da contabilidade como ferramenta de decisão e confiança.
Estamos a:
Criar um Centro de Excelência em Reporting e Business Intelligence, com enfoque na fiabilidade e proteção dos dados;
Automatizar tarefas críticas, libertando tempo para análise e planeamento estratégico;
Expandir a consultoria financeira, com foco em due diligence, avaliação e sustentabilidade económica;
Desenvolver o People & Payroll Advisory, integrando indicadores económicos, clima e cultura organizacional;
Consolidar políticas de informação e tratamento de dados em conformidade com o RGPD e os princípios do SGSI, garantindo que cada processo cumpre padrões de confidencialidade, integridade e disponibilidade da informação.
Porque o futuro da contabilidade será não apenas digital e inteligente, mas também ético e seguro — onde a confiança nos dados é o alicerce de todas as decisões.
Que mensagem deixam neste marco dos 10 anos da Suportevidente?
Mais do que uma profissão, a contabilidade é um compromisso com o país. Cumpre-se quando o rigor se traduz em desenvolvimento e confiança. À comunidade de contabilistas, o nosso reconhecimento por um trabalho silencioso que sustenta empresas e empregos. Às organizações, reafirmamos o nosso propósito: proximidade, clareza e resultados. E ao país, a nossa ambição: uma contabilidade cada vez mais digital, ética e estratégica, ao serviço de um crescimento sustentável. ▪
“O rigor só cria valor quando acelera decisões e protege a liquidez.”
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