Com uma carreira que une tecnologia, liderança e a determinação de quem sempre avançou contra a corrente,
Joana Ferraria — Diretora da Amaris Consulting Portugal — celebra mais de uma década a construir, acelerar e transformar equipas. Da consultoria técnica à direção geral, o seu percurso combina visão estratégica, coragem e uma força muito própria: a velocidade certa para liderar pessoas e impulsionar impacto real. Saiba mais na sua Revista Pontos de Vista!
Trajetória Profissional e Inspiração Pessoal
A minha trajetória começou na área tecnológica. Fui consultora técnica durante vários anos e essa experiência marcou profundamente a forma como lidero hoje. Há quase 20 anos fiz a transição para a área de gestão, movida pela vontade de criar impacto através das pessoas e não apenas da tecnologia.
Foi essa visão que me trouxe para a Amaris.
Há 12 anos tive o desafio — e o privilégio — de abrir o escritório da Amaris em Portugal totalmente do zero. Foi literalmente começar do nada: sem equipa, sem estrutura, sem reconhecimento no mercado nacional. Construímos tudo com visão, resiliência e muito trabalho de terreno. Hoje, ver a Amaris Portugal consolidada, em crescimento e com presença no Porto, é um marco que me acompanha com orgulho.
Ao longo da minha evolução dentro da empresa, percorri várias etapas — Senior Manager, Department Manager, Operational Director e, atualmente, Diretora geral em Portugal. Cada etapa trouxe desafios novos e obrigou-me a crescer como líder e como pessoa.
Os marcos mais significativos foram sempre aqueles que me obrigaram a sair da zona de conforto: estruturar equipas em momentos de transformação, desenvolver líderes internos, fortalecer a presença da Amaris no mercado nacional e, mais recentemente, abrir o escritório do Porto, um movimento estratégico e emocionalmente importante para mim.
No meu percurso pessoal, sempre tive uma ligação forte ao universo da competição em duas rodas. As motas ensinaram-me algo fundamental que trago para a liderança:
– a importância da velocidade certa,
– a leitura rápida do contexto,
– a coragem de decidir em frações de segundo,
– e, sobretudo, o foco absoluto na linha da frente.
Essa mentalidade acompanha-me todos os dias.
O que me inspira no exercício da liderança é precisamente isto: ver as pessoas ganharem tração, confiança e autonomia. A liderança, para mim, é criar condições para que os outros avancem — e acelerem — com segurança, clareza e propósito.
É isso que me motiva a cada dia.
A Missão e o ADN da Amaris Consulting
A Amaris Consulting faz parte do Grupo Mantu, cuja assinatura é muito clara: “Para Pessoas”.
E esse é verdadeiramente o nosso ADN — uma cultura onde a tecnologia existe para servir pessoas, potenciar talento e acelerar impacto humano.
Na Amaris, acreditamos que as pessoas são o centro do negócio, não um recurso do negócio.
Esta visão traduz-se numa cultura profundamente empreendedora, multicultural e orientada para resultados com responsabilidade. Valorizamos autonomia, liberdade, accountability e a capacidade de cada pessoa criar impacto desde o primeiro dia.
E, de certa forma, este ADN é também o meu.
Antes de liderar equipas, fui consultora técnica e sei exatamente o que é estar num cliente, sentir-se sozinha ou tratada como apenas mais um número. Por isso, sempre defendi que a forma como cuidamos das nossas pessoas é tão importante quanto o projeto em que estão inseridas.
Na Amaris encontrei, desde o primeiro dia, uma cultura alinhada com estes valores — e é isso que ensino e reforço diariamente nas equipas nacionais e internacionais:
– proximidade real;
– acompanhamento contínuo;
– autonomia com responsabilidade;
– e respeito por cada pessoa enquanto indivíduo, e não estatística.
Esta mentalidade reflete-se diretamente na forma como gerimos projetos:
velocidade, qualidade, inovação e capacidade de adaptação, mas sempre com a componente humana como a nossa maior vantagem competitiva.
Acredito profundamente que quando cuidamos verdadeiramente das pessoas, o negócio cresce inevitavelmente.
E é isso que torna o ADN da Amaris tão único — e tão alinhado com a líder que sou.
Liderança Feminina e Inclusão
Apesar da evolução dos últimos anos, as mulheres na tecnologia continuam a enfrentar desafios muito concretos: falta de representatividade em funções de decisão, expetativas sociais diferentes, maior escrutínio e, muitas vezes, a necessidade constante de “provar” que merecem estar onde estão.
São obstáculos silenciosos, mas reais — e que ainda influenciam demasiado o percurso profissional das mulheres.
No setor tecnológico isto é ainda mais evidente, porque historicamente é um ambiente maioritariamente masculino. E, para mim, é importante dizer algo que nem sempre é referido: a diferença começa bem antes do mercado de trabalho — começa em casa, na educação, nas referências que as meninas têm e nas expetativas que lhes são transmitidas desde pequenas.
Se queremos equilibrar o topo, temos de começar por equilibrar a base.
Enquanto líder, levo este tema muito a sério. Sempre acreditei em meritocracia — mas também acredito que a meritocracia só funciona quando todos têm condições verdadeiramente iguais para competir.
É por isso que, no meu dia a dia, faço questão de:
– tornar os caminhos de progressão claros e transparentes;
– dar visibilidade ao talento feminino e levá-lo à mesa das decisões;
– normalizar a presença de mulheres em funções técnicas e de liderança;
– garantir que existe acompanhamento e desenvolvimento contínuo;
– criar um ambiente onde cada pessoa se sente segura, vista e valorizada.
E um ponto essencial para mim: não basta falar de inclusão, é preciso criar oportunidades reais.
Temos lançado academias em áreas como Quality Assurance e, neste momento, estamos a desenvolver uma academia de DevOps, precisamente para abrir portas a mais mulheres que querem entrar em tecnologia mas que, por razões estruturais, não tiveram esse acesso.
Na Amaris acreditamos profundamente que a diversidade não é um número — é cultura.
E quando criamos equipas onde as mulheres não estão apenas presentes, mas têm espaço, voz e impacto real, toda a organização se torna mais equilibrada, mais inovadora e mais forte.
Estratégia e Valorização de Talento
Na Amaris temos uma visão muito simples: atrair e desenvolver talento feminino não é apenas uma iniciativa, é uma estratégia.
Sabemos que as áreas tecnológicas ainda apresentam uma forte desigualdade na representação das mulheres, e por isso criámos práticas muito concretas para mudar essa realidade.
Em primeiro lugar, trabalhamos com processos de recrutamento desenhados para serem verdadeiramente inclusivos — desde a forma como comunicamos as oportunidades até aos critérios objetivos de seleção. Incentivamos as equipas de Talent Acquisition a procurar ativamente perfis femininos e a equilibrar os pipelines desde o início.
Depois, investimos fortemente na formação e desenvolvimento contínuo, especialmente para quem quer entrar ou reentrar na área tecnológica. As nossas Academias de QA, e agora a nova Academia de DevOps, foram criadas precisamente com este propósito: abrir portas, capacitar e dar oportunidades reais a mulheres que querem construir uma carreira sólida na tecnologia.
A nível interno, trabalhamos com planos de carreira transparentes, acompanhamento próximo, mentoria e iniciativas que dão visibilidade ao talento feminino — seja em funções técnicas, de liderança ou de gestão.
O objetivo é garantir que nenhuma mulher sente que está “sozinha” num percurso que, historicamente, sempre foi mais exigente para elas. Queremos que se sintam apoiadas, desafiadas e reconhecidas.
Estas práticas têm um impacto direto no ambiente de trabalho: equipas mais diversas são mais criativas, mais equilibradas, mais colaborativas e têm melhor capacidade de resolução de problemas.
E acredito profundamente que um ambiente onde as mulheres têm espaço e voz é, automaticamente, um ambiente mais produtivo e mais saudável para todos.
E a minha motivação para isto é também pessoal.
Cresci a ouvir muitas vezes: “isso é um mundo de meninos” — fosse na tecnologia, fosse no universo dos motores.
E, curiosamente, isso sempre me deu ainda mais força para estar lá, para competir, para provar que o talento não tem género.
Por isso, tenho uma missão muito clara: puxar por mais mulheres, abrir portas, dar palco e garantir que ninguém fica de fora só porque alguém um dia lhes disse que “não era para elas”.
O Estilo de Liderança
e a Gestão de Equipas
Defino o meu estilo de liderança como uma combinação de clareza, proximidade e alta performance.
Acredito numa liderança orientada por objetivos concretos, acompanhada de estrutura, feedback e expetativas bem definidas — mas sempre com um lado profundamente humano. Para mim, liderar é criar as condições para que as pessoas evoluam, se desafiem e se sintam capazes de ir mais longe do que pensavam.
Gosto de estar próxima, de entender o que motiva cada pessoa, e ao mesmo tempo manter um nível de exigência que eleva a fasquia.
É um equilíbrio entre o foco no resultado e o cuidado com o processo — porque acredito que só se entrega bem quando se está bem.
Tenho também uma grande ligação à mentalidade competitiva, vinda do universo das motas e da competição.
Essa vivência ensinou-me algo que aplico diariamente:
– foco;
– consistência;
– leitura rápida do contexto;
– tomada de decisão;
– e capacidade de acelerar quando é preciso.
E acredito que esta energia ajuda a criar equipas mais confiantes, mais determinadas e mais alinhadas.
Sobre as lideranças femininas, acredito que não são “melhores” ou “piores” — são diferentes, e essa diferença é extremamente valiosa.
Muitas mulheres têm uma sensibilidade natural para ler emoções, antecipar dinâmicas, comunicar de forma mais cuidadosa e gerir várias variáveis em simultâneo.
Isso traz profundidade, estabilidade e capacidade de criar ambientes seguros onde as equipas crescem com confiança.
No final do dia, liderança é sobre impacto — e quando combinamos visão, propósito e humanidade, conseguimos inspirar resultados de forma muito mais sustentável.
Desafios do Presente e da Nova Agenda 2025
A Nova Agenda das Líderes 2025 exige uma visão muito mais ampla e integrada do que aquela que tínhamos há alguns anos. Vivemos um momento em que a digitalização, a inteligência artificial, a sustentabilidade e as novas dinâmicas de trabalho estão a transformar radicalmente a forma como lideramos equipas, desenvolvemos negócio e garantimos impacto.
Um dos grandes desafios será precisamente conseguir acompanhar esta velocidade, mantendo ao mesmo tempo a capacidade de tomar decisões humanas, éticas e equilibradas.
Na minha perspetiva, três prioridades vão marcar esta nova agenda:
- Agilidade e adaptação constante
O mercado muda todos os meses. A capacidade de ajustar estratégias rapidamente, sem perder o foco, será essencial.
- Liderança humana e consciente
Quanto mais tecnologia tivermos, mais importante se torna a empatia, a escuta ativa e a clareza na comunicação.
Equipa que confia, equipa que entrega.
- Sustentabilidade — ambiental, social e humana
As líderes do futuro terão de integrar estas dimensões na tomada de decisão: impacto no planeta, impacto nas pessoas e impacto no negócio.
E há um ponto crítico que se tornou incontornável: o reskilling e o upskilling.
O ritmo da inovação faz com que competências fiquem desatualizadas em poucos meses. As organizações que não investirem em preparar as suas pessoas para o futuro vão inevitavelmente perder competitividade.
É responsabilidade das líderes criar caminhos de aprendizagem, promover a evolução constante e garantir que cada talento tem as ferramentas certas para se reinventar ao longo da carreira.
Quanto às competências essenciais, acredito que as líderes de 2025 precisam de fortalecer:
– visão estratégica e pensamento crítico;
– capacidade de leitura rápida de contextos complexos;
– literacia digital e compreensão de IA;
– gestão emocional, tanto própria como da equipa;
– coragem para arriscar e inovar;
– e a capacidade de criar cultura — porque cultura não acontece, constrói-se.
Acima de tudo, acredito que as líderes do futuro serão aquelas que conseguem equilibrar duas forças aparentemente opostas:
– a velocidade da transformação tecnológica,
com
– a profundidade da liderança humana.
É nesse equilíbrio que está a verdadeira vantagem competitiva.
Tecnologia, Inovação e Propósito
A inovação tecnológica tem um poder extraordinário de transformar não só empresas, mas também pessoas e sociedades. Quando utilizada de forma responsável, a tecnologia pode ser um grande motor de inclusão — porque democratiza o acesso à formação, cria novos caminhos profissionais e permite que pessoas de diferentes contextos entrem em áreas que antes pareciam inacessíveis.
Na Amaris temos vários exemplos disso.
As nossas Academias, têm sido fundamentais para integrar talento júnior — muitas vezes mulheres em reconversão de carreira — em áreas altamente técnicas, oferecendo-lhes formação estruturada e oportunidades reais de progressão.
Mas não ficamos apenas nas áreas técnicas.
Investimos também em formações digitais online, que permitem às nossas equipas desenvolver competências ao seu ritmo e de forma contínua, e complementamos isso com formações presenciais, especialmente focadas em temas de liderança, comunicação, gestão de equipas e relações interpessoais.
Estas formações são essenciais para garantir que, enquanto aceleramos através da tecnologia, também fortalecemos a dimensão humana — porque equipas que sabem comunicar, escutar, dar feedback e colaborar são sempre mais eficazes.
A nível da sustentabilidade, a tecnologia também tem um papel crucial:
– ajudamos clientes a digitalizar processos e reduzir pegadas de carbono;
– automatizamos tarefas que evitam desperdício;
– colaboramos em projetos ligados a “green tech”;
– e utilizamos ferramentas internas que tornam a nossa operação mais eficiente e responsável.
Outro ponto importante é como utilizamos tecnologia para promover modelos de trabalho mais inclusivos. Ferramentas de colaboração, plataformas digitais e soluções de IA permitem-nos ser uma organização mais flexível, abrindo espaço para diferentes estilos de vida, diferentes ritmos e diferentes realidades.
Mas, apesar de toda a inovação, acredito que a tecnologia só faz sentido quando tem um propósito claro: melhorar a vida das pessoas.
Na Amaris, o verdadeiro impacto acontece quando combinamos inovação tecnológica com liderança humana.
Nenhum algoritmo substitui empatia, bom senso, comunicação clara ou a capacidade de inspirar equipas.
Para mim, o equilíbrio é muito claro:
– a tecnologia é o acelerador;
– o humano é o que dá direção;
– e o propósito é o que garante que avançamos na direção certa.
O futuro pertence às organizações que conseguirem unir estes elementos: eficiência tecnológica com consciência humana.
Equilíbrio e Desenvolvimento Pessoal
Conciliar uma carreira de alta exigência com a vida pessoal é um exercício contínuo, e acredito que o equilíbrio não vem de “ter mais tempo”, mas sim de gerir energia de forma inteligente.
Para mim, há três pilares fundamentais: sono, alimentação e rotina física.
O sono é, muitas vezes, subvalorizado.
Durmo todos os dias no mesmo horário — mesmo ao fim de semana — porque variar os ciclos de sono é desregular completamente o corpo.
É cliché dizer que dormir bem é importante… mas é mesmo essencial: nada substitui um corpo e uma mente descansados.
A alimentação é outro pilar. Comer de forma equilibrada dá-me clareza mental, foco e consistência ao longo do dia.
E depois vem a minha rotina física, que é quase sagrada.
Gosto de acordar cedo, olhar para a agenda, definir prioridades e preparar-me mentalmente para o que aí vem.
E treino sempre de manhã — padel, ginásio ou treino físico.
Esse momento é o meu “reset” diário, onde alinho corpo e mente.
Costumo até brincar que, quando chego ao escritório, enquanto muitos ainda estão a acordar, eu já estou em máxima rotação.
Ao longo dos anos, percebi algo muito simples: o corpo é como um motor — se não cuidarmos dele, mais cedo ou mais tarde vai dar problemas.
Não adianta querer alta performance se não damos as condições básicas para funcionar bem. Tal como um carro preparado para competir, o nosso corpo precisa de manutenção, descanso e combustível de qualidade.
E, por fim, aprendi a importância de saber dizer não e de proteger os meus limites.
Não para fugir à responsabilidade, mas para garantir que o meu melhor está disponível onde realmente importa — tanto para mim como para a equipa.
No fundo, equilíbrio não é ausência de pressão, é saber alternar entre acelerar e recuperar, exatamente como numa corrida.
E quando cuidamos dos nossos pilares, tudo flui com muito mais constância, energia e impacto.
Impacto Social e Responsabilidade Corporativa
O impacto social é hoje um eixo central da liderança moderna, e na Amaris acreditamos que as empresas têm a responsabilidade — e a capacidade — de gerar valor muito além do negócio.
Para nós, impacto social significa investir nas pessoas, na formação, na comunidade e na sustentabilidade.
Uma das formas mais claras de o fazermos é através do desenvolvimento de jovens talentos.
Temos programas estruturados que permitem a entrada de perfis júnior em áreas tecnológicas altamente qualificadas, incluindo as nossas Academias.
Estas academias têm sido uma porta de entrada para muitos jovens — e, especialmente, para muitas mulheres — que procuram oportunidades reais de crescimento e reconversão de carreira.
Apostamos também na formação contínua com impacto social.
Disponibilizamos formações digitais acessíveis, mas também formações presenciais focadas em liderança, comunicação e competências interpessoais, preparando não só consultores tecnicamente competentes, mas também profissionais completos, éticos e conscientes.
A nível de responsabilidade social, colaboramos em iniciativas que promovem a inclusão, o acesso à educação e o apoio a comunidades locais. Participamos regularmente em ações solidárias, programas de voluntariado e parcerias com instituições que trabalham temas sociais relevantes.
Na vertente da sustentabilidade, apoiamos clientes em projetos de digitalização que reduzem pegadas de carbono, automatizam processos e promovem uma utilização mais eficiente dos recursos.
Também dentro da empresa promovemos práticas sustentáveis, desde a mobilidade até à gestão eficiente dos nossos espaços e recursos.
Para mim, enquanto líder, impacto social não é apenas um capítulo interno — é uma responsabilidade que levamos connosco todos os dias.
Acredito que empresas tecnologicamente fortes, quando alinhadas com valores humanos sólidos, têm a capacidade de transformar vidas, abrir portas e construir sociedades mais equilibradas.
É nisso que trabalhamos na Amaris: criar oportunidades, formar talento e deixar um impacto positivo que perdure para além dos resultados de hoje.
Inspiração para o Futuro
Às jovens mulheres que sonham liderar, empreender ou simplesmente deixar a sua marca, deixo três mensagens muito claras:
Primeiro:
Acreditem em vocês antes de esperarem que alguém o faça.
Nem sempre o mundo está preparado para a nossa ambição — mas isso não significa que ela não tenha lugar.
O vosso valor não depende da validação externa.
Segundo:
Arrisquem antes de se sentirem 100% prontas.
É no “quase” que crescemos, é no desafio que nos descobrimos e é no desconforto que elevamos o nível.
Se esperarem pela perfeição, o momento certo nunca chega.
Terceiro:
Rodeiem-se de pessoas que vos puxem para a frente.
Ninguém chega longe sozinha.
Mentores, colegas, líderes, equipas — escolham bem as vossas referências e sejam também referências para outras mulheres.
Acredito profundamente que liderança com impacto real exige três pilares:
coragem, consistência e propósito.
Coragem para desafiar o status quo.
Consistência para aparecer todos os dias, mesmo quando é difícil.
E propósito para garantir que aquilo que fazemos tem sentido — para nós e para os outros.
Cresci a ouvir muitas vezes “isso é um mundo de meninos” — fosse na tecnologia ou no universo dos motores — e foi exatamente isso que me deu força para lá estar, para competir e para abrir caminho para outras mulheres.
Hoje, sinto que faz parte da minha missão puxar por quem vem a seguir.
Tal como numa pista, a vida não se faz sempre em linha reta — mas quem aprende a fazer curvas com confiança chega mais longe.
E é isso que desejo a todas as jovens líderes: coragem para entrar nas curvas e determinação para acelerar na saída.
Obrigada, Joana FERRARIA – FERRARI COM A (Velocidade feminina)


