“Com coragem e detalhe, transformamos talento em legado”

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No Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, a Revista Pontos de Vista conversa com Anna Sousa, CEO e fundadora da Executive Nails, sobre a trajetória de uma marca que nasceu em Moçambique e hoje se afirma como referência afro-lusófona premium em Lisboa. Da internacionalização estratégica à excelência no serviço, Anna revela como liderança, inovação e compromisso com a representatividade podem transformar um sonho em legado.

De Moçambique a Portugal, que decisões foram determinantes para iniciar a internacionalização da marca?

A internacionalização da Executive Nails nasceu de duas decisões estratégicas: a primeira foi reconhecer que o nosso modelo de experiência — centrado no cuidado, no detalhe e na excelência do serviço — poderia criar valor em mercados mais maduros como o português. A segunda foi identificar que Lisboa representava um ecossistema aberto à diversidade e à inovação, oferecendo condições ideais para posicionar uma marca premium afro-lusófona. Assim, unimos visão, oportunidade e coragem para expandir um conceito já validado e bem-sucedido em Moçambique.

 

Que valores norteiam a sua liderança?

A minha liderança assenta em três pilares: respeito, humildade e aprendizagem contínua. Respeito para reconhecer cada pessoa como única, criando equipas alinhadas e com propósito. Humildade para entender que todos os dias aprendemos — independentemente dos resultados alcançados.

E aprendizagem contínua porque o setor da beleza exige constante evolução técnica e humana.

 

Como se traduz a experiência premium nos processos da marca?

Na Executive Nails, a experiência premium não é um slogan, é um sistema. Começa com processos internos bem definidos, segue para rituais de atendimento padronizados e termina em métricas de qualidade acompanhadas diariamente.

Garantimos consistência através de auditorias internas, revisão constante de protocolos, análise de feedbacks e formação contínua.

 

Que inovações têm maior impacto na satisfação das clientes?

As cabines privativas, a curadoria de produtos premium, técnicas de longa duração e a gestão eficiente do tempo.

Cada detalhe foi pensado para devolver tranquilidade, exclusividade e conforto às clientes.

 

Como garante consistência de serviço entre Lisboa e Maputo?

Criámos um Manual de Excelência que uniformiza procedimentos, atendimento, linguagem e  rituais. As equipas passam por formações técnicas e comportamentais contínuas e todos os profissionais realizam avaliação prática antes de iniciarem funções.

 

Que indicadores utiliza para medir experiência de cliente?

Monitoramos taxa de retorno, tempo médio de serviço, nível de satisfação via feedback, qualidade técnica e taxa de reclamações.

 

Como estrutura a formação e avaliação das equipas?

O processo é dividido em áreas técnica, estética e comportamental. As equipas passam por onboarding intensivo, formações periódicas e avaliações práticas, com plano de progressão interno.

 

Que modelo considera ideal para escalar a marca em Portugal?

O franchising, pela capacidade de crescer com parceiros alinhados ao propósito da marca e manter a excelência operacional.

 

Que papel pode a Executive Nails desempenhar na capacitação de jovens profissionais afro-lusófonas?

Promovemos formação, inclusão laboral e inspiração para que mulheres acreditem no seu potencial de liderar e empreender.

O que representa ser uma marca afro-lusófona premium em Lisboa?

É um ato de afirmação e representatividade.

É mostrar que excelência e diversidade caminham lado a lado.

 

Que iniciativas sociais integra na atuação da marca?

Inclusão laboral, formação de jovens, campanhas de consciencialização e apoio emocional, como o Outubro Rosa.

 

Quais são as três prioridades estratégicas para 2026?

  1. Consolidar a primeira franchise 100% moçambicana em Portugal.
  2. Expandir a marca com novas unidades.
  3. Criar a Academia Executive Nails.

Mensagem final

Com humildade para aprender, coragem para arriscar e foco no detalhe, é possível transformar talento em marca e sonho em legado.

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Revista Pontos de Vista Edição 146

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