Num momento particularmente relevante da sua história — que coincide com a abertura de uma nova filial em Santa Maria da Feira e com a celebração dos 25 anos de atividade — a Revista Pontos de Vista esteve à conversa com Edite Pereira, CEO da EGIS – Gestão Integrada de Serviços. Nesta entrevista, a líder faz um balanço dos principais marcos e desafios ao longo deste quarto de século, partilha os valores que sustentam a cultura da EGIS e revela a visão que orienta o futuro do grupo: crescer com prudência, propósito e sem nunca perder a identidade que sempre a distinguiu.
A EGIS celebra 25 anos em 2026 – o que esta data simboliza para si e para a empresa?
Celebrar 25 anos da EGIS é lembrar-me da mulher jovem que começou com mais sonhos do que certezas, mas com uma força interior que nunca me deixou parar. É olhar para trás e reconhecer um caminho feito de coragem, persistência e muito amor pelo que faço.
Esta história nunca foi construída sozinha. As minhas filhas estiveram sempre presentes, como apoio incondicional, como motivação diária e como razão maior para continuar, mesmo quando o cansaço e o medo apareciam. Cresceram com a EGIS e a EGIS cresceu connosco.
Para mim, a EGIS é como uma quarta filha. Um projeto que nasceu pequeno, que exigiu cuidado constante, decisões difíceis e uma entrega total. Cresceu com o apoio de uma equipa extraordinária, de pessoas que acreditaram, caminharam comigo e ajudaram a transformar um sonho pessoal numa casa segura para muitos empresários.
Esta data simboliza muito mais do que 25 anos de atividade. Simboliza um percurso feito com verdade, com relações humanas sólidas e com a convicção profunda de que o sucesso só faz sentido quando é vivido com propósito e partilhado com pessoas.
Quais foram os principais marcos e desafios ao longo destes 25 anos?
Houve muitos marcos, mas também muitos desafios silenciosos.
Crescer, manter a qualidade, enfrentar crises económicas, mudanças legislativas constantes e, sobretudo, aprender a liderar pessoas em contextos muito diferentes. Um dos maiores desafios foi nunca perder a essência enquanto a estrutura crescia. O maior marco foi perceber que conseguimos evoluir sem abdicar da proximidade, da confiança e da relação humana com clientes e equipa.
Que valores e cultura têm sustentado a EGIS durante este percurso?
Integridade, rigor, respeito e espírito de equipa.
Mas, acima de tudo, uma cultura de proximidade e responsabilidade. Na EGIS acreditamos que o sucesso não se mede apenas em números, mas na forma como cuidamos das pessoas, clientes, parceiros e colaboradores. A nossa cultura assenta na confiança, na transparência e na vontade genuína de ajudar as empresas a crescer de forma sustentável.
Existe alguma história ou projeto que considere emblemático desde a fundação da EGIS?
A própria longevidade da relação com muitos clientes é o projeto mais emblemático.
Temos clientes que estão connosco há décadas, que cresceram connosco, que confiam em nós nos momentos bons e difíceis. Isso diz tudo. Cada empresa que ajudámos a nascer, a reorganizar-se ou a superar uma crise representa um capítulo importante da nossa história.
Que impacto a EGIS tem sentido no tecido empresarial local (Espinho, região e agora Feira)?
Sentimos que somos vistos como um parceiro de confiança.
A EGIS tem tido um papel ativo no apoio às PME, no esclarecimento fiscal e na profissionalização da gestão. Em Espinho criámos raízes, na região consolidámos presença e, agora, em Santa Maria da Feira, queremos continuar esse contributo: estar próximos, conhecer o tecido empresarial local e ajudar as empresas a tomar decisões mais seguras e informadas.
O que motivou a opção por estabelecer uma nova filial em Santa Maria da Feira?
Foi uma decisão estratégica, mas também muito humana.
Santa Maria da Feira é uma região dinâmica, com empresários resilientes e ambiciosos. Já trabalhávamos com várias empresas da zona e sentíamos a necessidade de estar fisicamente mais próximos. Acreditamos que a presença local faz a diferença na relação, na confiança e na qualidade do acompanhamento.
Quais os objetivos estratégicos desta expansão e que serviços estarão disponíveis?
O objetivo é crescer de forma sustentada e integrada.
A nova filial disponibiliza serviços de contabilidade, consultoria fiscal, apoio à gestão, recursos humanos, acompanhamento estratégico, seguros, marketing e formação Queremos ser mais do que um prestador de serviços: queremos ser um parceiro que ajuda os empresários a pensar, decidir e crescer.
Que impacto espera que esta filial tenha para as empresas da região?
Espero que seja um ponto de apoio, de clareza e de confiança.
Num contexto económico exigente, as empresas precisam de orientação próxima, rigorosa e humana. Queremos contribuir para decisões mais conscientes, maior organização financeira e uma visão de longo prazo que permita às empresas da região crescerem com solidez.
A equipa da nova filial será maioritariamente local ou haverá transição de colaboradores de Espinho?
Será uma combinação equilibrada.
Haverá integração de talento local, o que é muito importante para nós, mas também acompanhamento e partilha de know-how da equipa de Espinho.
A EGIS cresce como um todo, mantendo a mesma cultura, os mesmos valores e o mesmo padrão de qualidade.
Há planos de novas aberturas ou expansão do portfólio de serviços nos próximos anos?
Sim, há planos, mas sempre com prudência e propósito. A expansão faz parte da nossa visão, mas nunca será feita à pressa.
Queremos consolidar o que fazemos bem, investir em formação, em inovação e em serviços que acrescentem real valor aos clientes. Crescer, sim, mas sem perder identidade. Porque o verdadeiro crescimento é aquele que se sustenta no tempo.


