“O Agente Imobiliário e empresário que, em apenas dois anos, conquistou o Alto Minho”

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Em apenas dois anos, transformou ambição em território conquistado. No dinâmico panorama imobiliário do Alto Minho, há um nome que ecoa com crescente notoriedade: Fábio Neves. Determinado, estratégico e movido por uma visão clara de crescimento sustentado, o agente imobiliário e empresário protagoniza a Capa de Março da Revista Pontos de Vista, numa conversa que revela muito mais do que números — revela propósito.

Em apenas dois anos, o seu nome tornou-se uma referência no Alto Minho. Que fatores considera terem sido decisivos para esta afirmação tão rápida no setor imobiliário? 

A nossa forma de trabalhar e o modelo de negócio completamente diferente do mercado ditou o nosso posicionamento rapidamente. O facto de estarmos no estrangeiro, os nossos serviços diferenciados, as línguas que falamos, a experiência com o mercado do estrangeiro, também a formação e sabedoria dos nossos colaboradores são os argumentos principais para sermos a maior e melhor agência do Alto Minho. O ponto fundamental é mesmo a nossa ética e profissionalismo.

 

O seu projeto destaca-se por contar com uma equipa de cerca de 30 pessoas, algo ainda pouco comum no setor. Que importância tem o fator humano na estratégia e no crescimento do grupo?

O fator humano nesta área é o ponto mais importante. Quanto mais recursos humanos temos à disposição dos clientes, melhor será o serviço prestado aos clientes. Nós não poupamos no acompanhamento ao cliente.

 

Como define a cultura e os valores que procura incutir na sua equipa no dia a dia?

A compra de um imóvel é o passo mais importante na parte financeira de uma vida. A felicidade das pessoas pode também depender em parte desse processo. A nossa missão diz tudo, não deixar que os clientes tenham processos em tribunal. Usamos muito palavras como honestidade, verdade, confiança, escuta, humildade e gratidão.

 

O grupo além disso também dispõe de um gabinete de arquitetura BRIGITTE WORKS, a marca KAZEN – Construção de casas de madeira, modulares, LSF, pré-fabricadas, contentores, bungalows e ainda com o novo site FNAI – Quintas & Luxo. De que forma esta estrutura integrada e abrangente acrescenta valor aos clientes e aos investidores?

A BRIGITTE WORKS é o gabinete de engenharia e arquitetura que faz parte do grupo, é gerido pela minha esposa, sócia do grupo e engenheira civil e do ambiente, a Brigitte Tavares. Os serviços de licenciamentos, legalizações, acompanhamento de obras têm sido fundamentais para os nossos clientes, mais uma vez somos diferentes das agências tradicionais. A KAZEN ainda está no princípio, é um projeto para ajudar a dar resposta a orçamentos mais baixos. Sabemos as dificuldades do mercado imobiliário, e a ideia é que toda a gente possa ser proprietária um dia. No que diz respeito à FNAI – QUINTAS & LUXO, tínhamos de separar os imóveis “Premium”, pois já são bastantes, e temos tido muito sucesso sobretudo com imóveis de luxo ou quintas. Está na hora de atacar o imobiliário de luxo no Alto Minho, e sobretudo no Norte de Portugal.

 

A atuação internacional em mercados como o Luxemburgo e França é hoje uma realidade. Que oportunidades encontrou nestes países e quais os principais desafios da internacionalização?

Aqui foi onde comecei há 20 anos. Graças a essa experiência, à forma competitiva e diferente como se trabalha lá fora, foi possível ter uma visão completamente diferente, mas sobretudo implementar melhores estratégias no mercado português.

 

De que forma a sua vasta experiência no setor imobiliário influenciou a forma como estruturou este projeto desde o início?

A experiência foi sem dúvida um fator fundamental e decisivo neste projeto e em todo o processo. Permitiu sobretudo não cometer vários erros do passado, e acelerou o processo.

 

O Alto Minho tem vindo a ganhar cada vez mais destaque no imobiliário. O que torna esta região tão atrativa para investimento nacional e internacional?

Pessoalmente, investi nesta zona por vários motivos. O motivo principal é a qualidade de vida, ou seja, a segurança, a natureza, o mar, os rios, a alimentação, os acessos a aeroportos e autoestradas, e claro, o preço que estava ainda muito abaixo do que vem a ser. Não me enganei! Subiu cerca de 50% desde que fiz o estudo de mercado em 2023.

 

Após Ponte de Lima e Arcos de Valdevez, prepara-se para abrir em breve em Ponte da Barca. O que representa esta nova abertura na estratégia de crescimento do grupo?

Neste momento está aberto, preparamos a abertura de uma agência em Viana do Castelo. Temos de estar mais próximos dos clientes. É importante a proximidade, dar a cara, falar com o cliente cara a cara, não só por telefone.

 

Prefere um crescimento sustentado ou uma expansão rápida? Como equilibra ambição com consistência?

Sem qualquer dúvida, um crescimento sustentado. O nosso modelo de negócio é baseado num acumulado de ideias de outras agências. No entanto, nós não queremos quantidade, mas sim colaboradores de qualidade. Nunca seremos um franchising, mas estamos dispostos abrir em qualquer zona de Portugal com sócios.

 

O novo site do grupo FNAI – QUINTAS & LUXO será lançado ainda este mês. Que papel terá esta plataforma digital na relação com clientes e investidores?

Vai com certeza melhorar ainda mais a nossa visibilidade nacional, mas sobretudo no internacional. Recordo ainda que temos agentes de várias nacionalidades, com uma carteira de clientes investidores única.

 

Num setor altamente competitivo, como se diferencia enquanto agente imobiliário e empresário?

Diferencio-me sobretudo pela ética. O que me move é sem dúvida o projeto dos clientes, a segurança na transação, a verdade. De resto, todos os serviços, as línguas, a experiência, como também já mencionei.

 

Que tipo de projetos e clientes pretende atrair nos próximos anos?

Não sou esquisito, aliás sou muito grato, pois quando comecei só tinha imóveis que outras agências não queriam. Aprendi a valorizar qualquer tipo de imóvel. Para mim todos os clientes são bem-vindos.  Tenho prazer e é um desafio trabalhar com investidores, empresários e com o segmento de luxo que ainda é algo muito vago em Portugal, mas qualquer projeto de qualquer cliente é importante pra mim, pois a paixão não me deixa distinguir Todos os clientes são tratados da mesma forma na nossa empresa.

 

Como vê a evolução do mercado imobiliário em Portugal, em particular no norte do país, a médio e longo prazo?

Na minha modesta opinião, sinto que estamos seguros a longo prazo, sobretudo aqui no Alto Minho que tem tido uma procura muito interessante pelos estrangeiros.

 

Que metas ainda ambiciona concretizar no seu percurso profissional?

Acho que alcancei profissionalmente grande parte do que queria, agora é só melhorar um pouco todos os dias. O maior desafio é aprender algo dia após dia, um dia de cada vez. Não estou focado em metas, estou focado nos clientes.

 

Que mensagem gostaria de deixar a quem vê o imobiliário como uma oportunidade de investimento e de carreira?

É um emprego fantástico para quem quer ser financeiramente independente e livre, mas só para quem tem princípios e valores bem definidos.

Como estamos a terminar esta entrevista não posso deixar de enviar um especial agradecimento aos meus sócios, à minha esposa Brigitte Tavares e ao meu sócio e amigo Joel Barros por estarem ao meu lado e terem acreditado na minha visão.

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Revista Pontos de Vista Edição 149

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