Introdução
O Colégio Astoria International School, localizado em Lisboa, distingue-se pelo seu projeto educativo inovador e humanista, que acompanha crianças desde os 4 meses até à adolescência. Com um método de ensino que combina rigor académico, desenvolvimento integral e multilinguismo — bilingue (Inglês/Português) até ao 2.º ano do 1.º ciclo e multilingue (Inglês/Alemão/Francês/ Português) do 1º ciclo ate ao 3º ciclo da escolaridade (9º ano da escolaridade) – o Astoria promove competências cognitivas, sociais e emocionais. O projeto pedagógico integra as ideias da Escola Moderna, promovendo aprendizagem ativa, desenvolvimento integral e autonomia do aluno, e aplica o conceito de Inteligências Múltiplas de Howard Gardner, permitindo que cada criança descubra e potencie os seus talentos únicos, seja nas artes, na lógica, na comunicação ou na inteligência emocional. Neste contexto, a diretora do Colégio, Dra Ana Paula Oliveira, com uma carreira pautada pela liderança e pelo compromisso com a excelência, partilha a sua visão sobre liderança feminina, diversidade, inclusão e o impacto das mulheres na transformação das organizações, reforçando a missão do colégio: “Formar para o Sucesso”.
No âmbito do Dia Internacional da Mulher, a Revista Pontos de Vista dá voz a Ana Paula Oliveira, diretora do Colégio Astoria International School, numa conversa inspiradora sobre liderança, diversidade e educação. Com um percurso marcado pela visão estratégica, pelo compromisso humano e pela inovação pedagógica, Ana Paula Oliveira defende que “valorizar diferentes perspetivas e experiências permite decisões mais criativas e adaptadas à comunidade educativa”. Uma partilha sobre a sua trajetória e os desafios enfrentados enquanto mulher em cargos de liderança nas próximas linhas.
Pode contar brevemente a sua trajetória profissional e o que a inspirou a assumir posições de liderança ao longo da sua carreira?
A minha trajetória começou ainda na universidade, quando complementei a formação académica com um curso de Gestão e Liderança de Jovens Empresários na Associação Industrial Portuguesa. Foi nesse período que percebi a capacidade — e a vontade — de ajudar pessoas e projetos a crescer de forma estruturada e sustentável. Trabalhei no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e na Caixa Geral de Depósitos, consolidando competências estratégicas, formação de equipas e avaliação de projetos. Paralelamente, lecionei no IFB – Instituto de Formação Bancária, reforçando a minha paixão pelo desenvolvimento de talento. Há 36 anos, fundei, com outros acionistas, o Grupo Atlas Corporation, e destaco o Colégio Astoria International School, onde a liderança surgiu naturalmente, com foco em formar pessoas para o sucesso, promovendo autonomia, criatividade e aprendizagem integral, com visão clara e paixão pela educação, transformando vidas através do conhecimento, permitindo descobrir e desenvolver talentos únicos.
Quais foram as maiores barreiras que enfrentou como mulher em cargos de liderança e como as superou?
O maior desafio foi assumir liderança jovem em contextos exigentes. Em alguns mercados internacionais, a presença feminina era inicialmente desvalorizada. Superei estas situações com preparação, conhecimento e postura assertiva. No Astoria, essa visão aplica-se à valorização de talentos diversos e à criação de equipas inclusivas e colaborativas.
Quem foram as referências femininas que mais a inspiraram?
A minha mãe foi uma grande inspiração, pela força, resiliência e integridade. Outra referência fui eu própria, desafiando limites e mantendo objetivos claros. No Astoria, essa inspiração traduz-se em metodologias que potencializam as capacidades únicas de cada aluno, promovendo crescimento pessoal e académico. No fundo, a inspiração vem da prática: transformar projetos em realidades concretas, construir comunidades educativas sólidas e preparar alunos para a vida, com foco no desenvolvimento integral, nas múltiplas inteligências e na aprendizagem ativa.
Como define “liderança feminina que transforma organizações”?
A liderança é definida pela capacidade de envolver pessoas, criar propósito e inspirar confiança. A liderança feminina destaca-se por escuta ativa, empatia e visão estratégica, aplicada no Astoria para mobilizar equipas e desenvolver cada criança em toda a sua potencialidade.
Quais as competências ou qualidades que as mulheres trazem para a liderança que provocam mudanças significativas?
Qualidades como empatia, inteligência emocional, capacidade de gerir múltiplas dimensões e visão estratégica fortalecem culturas organizacionais. No Astoria, estas competências refletem-se na forma como a equipa aplica a metodologia de Inteligências Múltiplas, reconhecendo e potenciando talentos diversos em cada criança, gerando impacto positivo e duradouro. Determinação, resiliência e adaptação tornam a liderança ágil e eficaz. No entanto, estas competências não são exclusivas de um género: transformação real surge da combinação de competência, visão, ética e coragem para tomar decisões.
Pode dar exemplos de práticas ou projetos em que a sua liderança contribuiu para transformação positiva?
No Astoria, a missão “Formar para o Sucesso” e o lema “Inovar, Criar e Crescer” são vividos diariamente:
Ensino bilingue/trilingue;
Desenvolvimento de literacia, matemática, ciências, artes e expressão dramática;
Educação emocional, autonomia e responsabilidade.
O resultado é alunos confiantes, autónomos e criativos, capazes de resolver problemas e desenvolver sentido crítico.
A transformação é visível nos alunos: não só nos resultados, mas na forma como comunicam, resolvem problemas, gerem emoções e desenvolvem sentido crítico — uma mudança que só acontece com liderança coerente e centrada nas pessoas, transformando vidas e preparando cidadãos para a vida e para o mercado de trabalho.
Como a diversidade e a inclusão influenciam decisões estratégicas e desempenho das equipas?
A diversidade é essencial: cada colaborador, aluno ou docente traz talentos únicos. Valorizar diferentes perspetivas e experiências permite decisões mais criativas e adaptadas à comunidade educativa. A inclusão cria confiança e maximiza o desempenho das equipas, refletindo-se na aplicação das metodologias humanistas e na valorização das múltiplas inteligências. Liderar é harmonizar diferenças e transformá-las em força coletiva — e é isso que fazemos no Astoria todos os dias.
Quais os desafios mais urgentes para promover mulheres em cargos de gestão?
O principal desafio é conciliar cargos de liderança com responsabilidades pessoais. A solução passa por estruturas flexíveis, apoio familiar e culturas organizacionais adaptadas. Investir na liderança feminina é estratégico: equipas equilibradas produzem resultados melhores, decisões mais criativas e impacto duradouro.
Como garantir que o Dia da Mulher resulte em ações concretas e sustentáveis?
É necessário transformar celebração em ação contínua: políticas de igualdade, e desenvolvimento de competências. Ambientes inclusivos, flexíveis e baseados no mérito prolongam o impacto ao longo do ano, refletindo os valores humanistas do Astoria.
Quais as competências que devem ser desenvolvidas para capacitar futuras líderes femininas?
Criar condições reais: horários flexíveis, apoio à família, estruturas de suporte. Desenvolver liderança inclusiva, visão estratégica e gestão de equipas diversas. No Astoria, a liderança é aplicada de forma prática: cada aluno aprende a reconhecer e potenciar competências próprias, preparando futuras líderes para agir com confiança e impacto.
Como medir o impacto da liderança feminina na performance organizacional?
Definir objetivos claros e acompanhar indicadores de produtividade, inovação e cultura. Mais do que números, trata-se de observar motivação, colaboração e decisões estratégicas, refletindo a valorização de talentos únicos, como no método das Inteligências Múltiplas e da Escola Moderna.
Que mensagem deixa para mulheres que estão a começar o percurso profissional?
Trabalho árduo, foco, consistência e metas claras. Liderança surge da soma de esforços contínuos, aprendizagem e coragem para não desistir. Persistência e confiança transformam ambição em realização — valores que aplicamos no Astoria diariamente na educação e formação integral. Trabalho árduo, foco, consistência e metas claras.
O que acha que o mundo empresarial terá conquistado daqui a 10 anos em termos de equidade de género?
Espero um mundo empresarial equilibrado, com presença feminina natural em todos os níveis. A mudança depende de educação, desenvolvimento de competências e ambientes inclusivos. A equidade será visível e sustentável, refletindo o investimento em talento e oportunidades iguais.
Se pudesse mudar algo imediatamente no mercado de trabalho global para apoiar mulheres líderes, o que seria?
Criar oportunidades reais e iguais e condições de suporte: horários flexíveis, licença parental equitativa, cuidados infantis acessíveis e ambientes inclusivos. Não se trata apenas de aumentar presença feminina, mas de permitir que talento e ambição floresçam sem barreiras, fortalecendo organizações e sociedade.
A diretora do Colégio Astoria International School demonstra que liderança é compromisso, visão e ação.
Através de um projeto educativo humanista, inovador e inclusivo — baseado na Escola Moderna e nas Inteligências Múltiplas de Howard Gardner —, mostra como a educação transforma vidas, prepara mulheres e homens para liderar com competência, empatia e impacto positivo, e reforça que o verdadeiro sucesso se mede pelo valor humano criado em cada passo.


