Num contexto empresarial cada vez mais exigente e em constante transformação, onde o desempenho já não pode ser dissociado do bem-estar, nasce a Legacy Academy — um projeto que coloca as pessoas no centro das organizações. Fundada por
Edite Pereira e Patrícia Costa, esta iniciativa surge da experiência prática acumulada ao longo de anos na liderança de equipas e na gestão de contextos desafiantes. Mais do que uma academia de formação, a Legacy Academy afirma-se como uma resposta a uma lacuna ainda evidente no mercado: a necessidade de conciliar rigor técnico com desenvolvimento humano, promovendo culturas organizacionais mais conscientes, saudáveis e sustentáveis. Veja mais na sua Revista Pontos de Vista!
Como surgiu a ideia de criar a Legacy Academy?
A Legacy Academy nasceu do encontro entre duas profissionais que se conheceram no âmbito do trabalho e que, com o tempo, construíram uma amizade sólida, bonita e muito verdadeira: Edite Pereira e
Patrícia Costa.
Somos contabilistas certificadas e partilhamos um percurso muito ligado às empresas, à gestão, à formação e às pessoas. A Edite é licenciada em Gestão de Empresas, pós-graduada em Fiscalidade e Gestão Financeira e frequenta atualmente a licenciatura em Direito. A Patrícia é licenciada em Contabilidade e também pós-graduada em Fiscalidade e Gestão Financeira.
A ideia da Legacy Academy surgiu de forma natural, a partir da experiência que ambas fomos construindo ao longo dos anos na liderança de equipas e na gestão de pessoas. Sempre acreditámos que é possível trabalhar com exigência, rigor e responsabilidade sem abdicar da dimensão humana, do bem-estar e da felicidade no trabalho.
Que lacuna sentiram no mercado que vos motivou a avançar com este projeto?
O que nos motivou a avançar com este projeto foi a perceção de que ainda existe uma lacuna importante no mercado: muitas organizações continuam muito centradas em resultados e desempenho, mas ainda pouco preparadas para desenvolver culturas organizacionais mais saudáveis, líderes mais conscientes e equipas mais motivadas e equilibradas.
Qual é a visão que está na base da Legacy Academy?
A nossa visão para a Legacy Academy assenta nessa união entre competência técnica e desenvolvimento humano. Queremos contribuir para organizações mais preparadas para o futuro, com um foco especial na felicidade no trabalho, no bem-estar organizacional, mas também em áreas como a contabilidade, a gestão, o direito e a sustentabilidade.
Acreditamos ainda na visão do Contabilista Certificado 3.0: um profissional tecnicamente sólido, tecnologicamente preparado, estrategicamente relevante, mas também equilibrado, humano e feliz no exercício da sua profissão.
De que forma a vossa formação em Fiscalidade e Gestão Financeira contribuiu para a criação deste projeto?
A formação em Fiscalidade e Gestão Financeira representou uma mais-valia relevante no nosso percurso académico e profissional, por nos ter dado maior solidez técnica, capacidade de análise e visão estratégica. Ainda assim, importa dizer que a criação deste projeto não esteve diretamente ligada a essa formação. A Legacy Academy nasceu, acima de tudo, da nossa experiência de vida, do percurso que fomos construindo e da visão que partilhamos sobre liderança, pessoas e organizações. Se essa etapa teve um impacto especial, foi também no plano pessoal, porque contribuiu para estreitar ainda mais os laços de amizade, confiança e cumplicidade entre nós, e isso, naturalmente, também se refletiu na forma como hoje construímos este projeto em conjunto.
Mais recentemente concluíram uma certificação internacional em Bem-Estar e Felicidade Organizacional. Que impacto teve esta experiência na vossa visão sobre as organizações?
Foi precisamente dessa consciência que nasceu a vontade de aprofundar esta área e de avançar para a Certificação Internacional em Bem-Estar e Felicidade Organizacional. Essa formação permitiu-nos consolidar e estruturar conhecimentos numa área com a qual já nos identificávamos profundamente, dando-nos ferramentas mais robustas para trabalhar temas como liderança humanizada, segurança psicológica, cultura organizacional, gestão de pessoas, produtividade associada ao bem-estar e implementação de programas com impacto real.
Concluímos esta certificação com uma avaliação de elevado mérito e recebemos também uma carta de recomendação de alto mérito e distinção emitida pela Academia da Felicidade pertencente ao Grupo Bernardo da Costa, presidido por Ricardo Costa. Este reconhecimento veio reforçar, de forma muito positiva, competências que valorizamos profundamente, como a visão estratégica, a liderança consciente, a capacidade de transformação organizacional e a intervenção qualificada na área do bem-estar e da felicidade organizacional.
O impacto desta experiência foi muito forte na nossa visão sobre as organizações. Hoje temos ainda mais certeza de que o bem-estar é um eixo estratégico e que empresas mais saudáveis tendem também a ser mais fortes e mais preparadas para o futuro.
Na vossa opinião, quais são hoje os maiores desafios das empresas no que diz respeito à gestão de pessoas?
Na nossa perspetiva, um dos maiores desafios das empresas é conseguir conciliar desempenho, exigência e competitividade com equilíbrio, motivação e saúde emocional.
Vivemos num tempo de grande aceleração e pressão constante. As organizações enfrentam desafios económicos, tecnológicos e estratégicos cada vez mais exigentes, mas ao mesmo tempo lidam com sinais claros de desgaste humano: stress prolongado, dificuldade em desligar, perda de motivação, exaustão e burnout.
Porque consideram que o bem-estar e a felicidade organizacional são temas cada vez mais estratégicos nas empresas?
Porque as empresas perceberam que os resultados não dependem apenas de processos, tecnologia ou estratégia, mas também da forma como as pessoas se sentem no trabalho. O bem-estar e a felicidade organizacional tornaram-se temas estratégicos porque influenciam diretamente a motivação, a produtividade, a retenção de talento, a qualidade das relações e a sustentabilidade das organizações. Hoje, cuidar das pessoas deixou de ser apenas uma dimensão humana: é também uma decisão inteligente de gestão.
Que caraterísticas devem ter os líderes das organizações do futuro?
Quanto aos líderes do futuro, acreditamos que terão de reunir várias dimensões ao mesmo tempo: visão, inteligência emocional, clareza, empatia, capacidade de decisão, ética, escuta ativa e consciência do impacto que têm nas pessoas e na cultura que constroem. Mais do que gerir equipas, terão de saber criar contextos onde as pessoas se sintam valorizadas e seguras para dar o seu melhor.
Que tipo de formação e iniciativas pretendem desenvolver através da Legacy Academy?
A proposta da Legacy Academy é desenvolver formação e iniciativas que ajudem profissionais e organizações a crescer com mais consciência, competência e impacto humano.
Queremos trabalhar áreas como felicidade no trabalho, bem-estar organizacional, saúde mental no contexto profissional, liderança, gestão de pessoas, comunicação, motivação, cultura organizacional e segurança psicológica.
Ao mesmo tempo, queremos manter uma ligação forte às áreas que fazem parte da nossa identidade profissional, como a contabilidade, a gestão, o direito e a sustentabilidade. Para nós, a formação faz mais sentido quando é integrada e útil: quando alia o conhecimento técnico ao saber humano.
Que público pretendem alcançar com este projeto? De que forma a Legacy Academy pretende contribuir para empresas mais sustentáveis e humanas?
Pretendemos chegar a empresas, líderes, empresários, equipas e profissionais que sintam necessidade de evoluir e preparar-se melhor para os desafios do presente e do futuro. Mais do que transmitir conteúdos, queremos criar impacto prático e ajudar as organizações a transformar cultura em estratégia e liderança em influência positiva.
Que impacto gostariam que a Legacy Academy tivesse no tecido empresarial português?
Gostaríamos que a Legacy Academy tivesse um impacto real no tecido empresarial português, ajudando a reposicionar temas como o bem-estar, a liderança consciente e a valorização das pessoas no centro da gestão.
A nossa ambição é que a Legacy Academy seja reconhecida como um projeto com credibilidade, consistência e utilidade prática, capaz de apoiar empresas e líderes na construção de organizações mais fortes, mais equilibradas e mais sustentáveis.
Onde imaginam este projeto daqui a cinco ou dez anos?
Daqui a cinco ou dez anos, imaginamos este projeto como uma referência na formação e no desenvolvimento organizacional, com impacto efetivo em empresas, equipas e líderes de diferentes setores.
Que mensagem gostariam de deixar a profissionais e empresas que procuram crescer e desenvolver-se num contexto empresarial em constante mudança?
A mensagem que gostaríamos de deixar é simples: o futuro das organizações não se constrói apenas com resultados, tecnologia ou processos. Constrói-se, acima de tudo, com pessoas.
Acreditamos que é possível ter empresas mais exigentes e, ao mesmo tempo, mais humanas. Mais ambiciosas e, ao mesmo tempo, mais conscientes. Mais preparadas tecnicamente e, ao mesmo tempo, mais cuidadoras da saúde, do equilíbrio e do valor humano.
É essa a visão que está na base da Legacy Academy.
Queremos ajudar a formar profissionais e líderes preparados para responder aos desafios do presente, mas também capazes de construir um futuro mais saudável, mais sustentável e mais feliz dentro das organizações.
Porque, no final, o verdadeiro legado mede-se pela forma como se lidera, pelo impacto que se gera e pelas pessoas que se escolhe valorizar.


