Num setor marcado por exigência técnica, competitividade e transformação constante, a MANO & RODRIGUES construiu ao longo de 16 anos um percurso sustentado em três pilares: rigor jurídico, disponibilidade e proximidade com os clientes. Mais do que um marco cronológico, este aniversário reflete a consolidação de uma forma própria de exercer advocacia. Paula Mano, Ana Dias Ferreira e Cátia Silva Pereira, as três sócias desta sociedade de advogados, partilham nesta conversa o que esteve na origem da sociedade, o que define a sua cultura e como olham para o futuro desta sociedade e da profissão.
Paula Mano
Muitas sociedades nascem com ambição. No caso da MANO & RODRIGUES, qual foi a ideia fundadora?
Desde o início quisemos construir uma sociedade que combinasse exigência técnica com proximidade. A advocacia pode, por vezes, tornar-se excessivamente formal ou distante. Nós acreditámos sempre que seria possível exercer a profissão com grande rigor jurídico sem perder a dimensão humana. Queríamos que os clientes sentissem que tinham verdadeiramente alguém ao seu lado, para mim a advocacia exige conhecimento e estratégia, mas também exige presença e compromisso.
Quando olha para estes 16 anos, houve algum momento em que percebeu que o projeto estava realmente consolidado?
A consolidação raramente acontece num único momento. Vai-se percebendo gradualmente: quando os clientes regressam, quando recomendam o nosso trabalho a outras pessoas, quando novos clientes chegam até nós por referência. Esses sinais de confiança são, para mim, os mais significativos e aquilo que verificamos diariamente pois chegam mesmo muitos clientes referenciados por outros que valorizam muito a nossa postura e os nossos resultados.
O que considera que mais contribuiu para esse reconhecimento?
Sem dúvida a consistência nos resultados e na forma de atendimento. Tratamos todos os processos com o mesmo rigor e dedicação. Os clientes sabem que terão acompanhamento próximo e respostas rápidas e eficazes. E esta confiança constrói-se diariamente, nunca mas nunca damos nada por garantido, o nosso esforço e empenho são e serão sempre diários.
Entre os muitos desafios jurídicos enfrentados ao longo destes anos, o que mais a orgulha?
Sem dúvida, a equipa. Ao longo destes anos formou-se um grupo muito sólido, composto por pessoas com perfis diferentes, mas com uma enorme capacidade de colaboração e até de sacrifício, pois a família fica muitas vezes prejudicada em prol dos nossos compromissos com a advocacia e naturalmente com os nossos clientes. Muitas vezes temos de prolongar o nosso dia e adiar férias e fins de semana muito além do que desejamos, mas nesta profissão é inevitável. No entanto, o espírito de equipa que qualquer pessoa constata existir nesta sociedade de advogados é um dos seus maiores ativos e algo que diria até raro.
Quando verificaram a necessidade de abrirem outros escritórios?
O crescimento da sociedade acompanhou naturalmente o aumento da procura pelos seus serviços.
A abertura do escritório em Valença foi um passo particularmente relevante nesse percurso. Durante anos, muitos clientes da região e arredores tinham de se deslocar ao Porto para acompanhar os seus processos. A criação de uma presença local permitiu reforçar essa ligação e garantir um acompanhamento ainda mais próximo. Mais do que expansão, tratou-se de uma decisão coerente com aquilo que sempre definiu a sociedade: proximidade.
Conseguimos assim deixar mais satisfeitos os clientes que já tínhamos nessa área e angariar muitos mais, foi sem dúvida uma excelente aposta e é um escritório que já não podemos dispensar.
Ana Dias Ferreira
Num escritório com vários profissionais, a cultura interna pode fazer toda a diferença. Como descreve a da MANO & RODRIGUES?
Existe um forte espírito de equipa e uma grande consciência de responsabilidade partilhada. Cada processo é tratado com exigência, e todos sabemos que o contributo individual é essencial para o resultado coletivo, temos uma equipa muito bem preparada que se auxilia diariamente.
A sociedade está dividida por ramos do direito, tendo cada um de nós a seu cargo determinadas especialidades, e é na interação entre todos que conseguimos os resultados a que os clientes já se habituaram.
Aliás, os nossos clientes habitualmente, e dependendo da área do direito que pretendem ver tratada, já sabem a qual de nós se devem dirigir.
Que valores orientam o trabalho da sociedade?
A ética, o rigor jurídico e a competência são fundamentais. Mas também valorizamos muito a transparência, a disponibilidade e a proximidade com os clientes. A advocacia não se resume a resolver questões jurídicas. Muitas vezes implica acompanhar pessoas em momentos particularmente exigentes, e nós nunca falhamos, os nossos clientes já sabem que nunca se vão sentir desamparados, neste aspeto não tenho qualquer dúvida que marcamos pela diferença pois diversos clientes que vieram de outros escritórios de advogados referem isso mesmo, que nesta sociedade de advogados se sentem verdadeiramente acompanhados e que isso os tranquiliza muito.
Essa relação com os clientes mudou ao longo dos anos?
Mudou no sentido de se tornar mais próxima e dinâmica. Hoje os clientes procuram acompanhamento contínuo e respostas rápidas. Esperam sentir que têm ao seu lado alguém que compreende o contexto em que se encontram e, da nossa parte, já sabem que é isso mesmo que vão encontrar, por isso quem vem aos nossos escritórios dificilmente irá a outros.
A transformação tecnológica tem vindo a alterar profundamente a forma como muitos setores funcionam — e a advocacia é exceção?
Não, esta sociedade tem integrado ferramentas digitais de gestão processual, organização documental e comunicação com clientes, o que permite maior eficiência e rapidez na gestão do trabalho. A tecnologia é um apoio importante, mas não substitui o pensamento crítico nem a estratégia que caraterizam o exercício da advocacia, por isso neste aspeto apenas agiliza a gestão do trabalho.
Cátia Silva Pereira
Que prioridades orientam o futuro da sociedade?
Continuar a consolidar as equipas e apostar na especialização. A advocacia está em constante evolução, por isso exige atualização permanente.
Como vê o futuro nesta sociedade de advogados?
A evolução legislativa, a digitalização do setor e as novas expetativas dos clientes tornam o exercício da advocacia cada vez mais exigente. Para a MANO & RODRIGUES, o futuro passa por continuar a investir em conhecimento, inovação e competência. Mas também por preservar aquilo que esteve sempre na base do nosso percurso: uma advocacia rigorosa, próxima e profundamente comprometida com os interesses dos clientes.
Que mensagem gostaria de deixar aos clientes e leitores neste décimo sexto aniversário da sociedade?
Mais do que celebrar um aniversário, os 16 anos da sociedade representam a consolidação de um caminho construído com muita dedicação e confiança.
A mensagem que gostaria de deixar é simples: gratidão aos clientes que confiaram no nosso trabalho ao longo destes 16 anos e um compromisso renovado de continuarmos a exercer a advocacia com os mesmos princípios que marcaram o primeiro dia — ética, rigor e proximidade.




