“O sonho já não espera mais. É tempo de transformar a essência em realidade”

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Num tempo em que a liderança se redefine para além dos resultados, Catarina Paulo surge como uma voz autêntica de uma nova geração de mulheres que constroem com propósito. Fundadora da MAKE ART Essential, a sua trajetória cruza empreendedorismo, identidade e coragem emocional, refletindo uma evolução onde negócio e essência caminham lado a lado. Entre Angola e Portugal, entre a ambição e as raízes, Catarina representa uma liderança que não abdica de sentir — e que encontra, precisamente aí, a sua maior força. Saiba mais!

O que mudou mais em si ao longo do seu percurso: a empreendedora que constrói empresas ou a mulher que procura sentido no que constrói?

Ao longo do meu percurso profissional, experimentei uma evolução em etapas. Primeiramente, criei a MAKE ART em Luanda, Angola, que considero o meu primeiro “filho”. Durante sete anos, o meu foco esteve totalmente voltado para o crescimento e a autossuficiência do negócio. Nesse período, dediquei-me a mostrar ao mundo a minha competência como jovem empresária no exterior, deixando alguns dos meus sonhos de infância em segundo plano em benefício da produtividade.

Contudo, ao completar 25 anos, a maturidade trouxe novos questionamentos. Compreendi que ter uma empresa próspera não é o destino final, mas sim o início de uma busca constante por propósito. Assim, iniciei uma jornada para encontrar um sentido mais profundo na minha existência e no meu trabalho. Enfrentei momentos críticos de introspeção e desafios psicológicos ao tentar conciliar o meu futuro em Angola com o desejo de criar estabilidade em Portugal.

Embora não tenha encontrado uma resposta definitiva, criei uma solução. O resultado desse percurso não foi apenas um retorno a casa, mas o nascimento de um novo “filho”: a MAKE ART Essential. Hoje, percebo que a empreendedora e a mulher em mim já não caminham separadas. A empresa é agora o veículo para a vida estável que sempre procurei, repleta de propósito e significado.

 

A MAKE ART Essential nasce de uma evolução empresarial, mas também de um percurso humano. Que história pessoal existe por trás desta nova fase da empresa?

Esta nova etapa é o resultado direto de uma busca por coerência estratégica, onde o sucesso comercial e a verdade pessoal finalmente convergem. Eu e o meu sócio observámos uma necessidade oculta de autenticidade. O mercado angolano demonstrava sinais de saturação, com uma oferta de produtos pouco diferenciados que limitava a liberdade de escolha do cliente. Embora a subcontratação fosse uma opção, os meus princípios sempre exigiram o controlo absoluto da qualidade — algo que só a presença física nos permite.

Sendo este um projeto idealizado apenas para 2027, decidimos acelerar o processo, antecipando uma evolução que se tornou inevitável face aos novos horizontes de 2026. Este nascimento foi impulsionado pelos desafios que vivi em 2025, uma fase em que me sentia como uma “fachada” profissional, marcada por crises de ansiedade e um intenso processo de descoberta interior. Concluí que não podia continuar a sustentar um modelo que já não me representava.

Com um foco renovado, transformei a minha crise em movimento: em outubro de 2025, o meu espaço já estava em obras e, em janeiro de 2026, fundámos oficialmente a MAKE ART Essential. O nome não é ao acaso, reflete a convicção de que esta fase é, acima de tudo, essencial para a minha sobrevivência pessoal e profissional. A autenticidade não é um luxo, é o pilar Essencial: deixei de ser a “empresária perfeita” para ser, finalmente, eu própria.

 

Num mundo empresarial que muitas vezes valoriza apenas resultados, onde encontrou a coragem para tomar decisões que também respeitam a sua vida pessoal e os seus valores?

Regressar é, muitas vezes, confrontarmo-nos com partes de nós que deixámos para trás, ou das quais até fugimos. A coragem veio da consciência de que nenhum resultado financeiro compensaria a perda da minha identidade. No mundo dos negócios, existe uma pressão constante para sermos máquinas de produtividade, mas eu encontrei a minha força na coerência.

A minha coragem nasce de um trabalho interior constante: o de aceitar que posso ser uma empresária ambiciosa e, ao mesmo tempo, uma mulher que prioriza o seu bem-estar e o sonho de construir uma família. Ao honrar os meus valores, deixo de trabalhar apenas por resultados e passo a trabalhar por um propósito. Hoje, a minha maior métrica de sucesso é olhar para o que estou a construir e sentir que o meu negócio é um reflexo fiel de quem eu sou, e não uma máscara que sou obrigada a usar.

 

Expandir um projeto de Angola para Portugal é mais do que uma decisão estratégica. Foi também um regresso às suas raízes. Que emoções e reflexões vieram com esse regresso?

As reflexões são profundas e, por vezes, inquietantes. Muitas vezes acreditamos que estamos a evoluir apenas quando crescemos profissionalmente, mas a verdade é que o verdadeiro crescimento nasce de dentro para fora. No começo, o regresso a Portugal identificava-se como uma decisão puramente estratégica, mas ao longo da estadia por cá, fui confrontada com emoções e medos novos, para os quais não me sentia preparada.

Embora o projeto em Portugal fosse uma decisão planeada com capitais próprios, o verdadeiro impacto foi emocional. O momento de maior viragem aconteceu quando os meus pais me confiaram o restauro de um barracão com mais de 100 anos, construído pelas mãos do meu falecido avô paterno. Compreendi que aceitar esse desafio e a minha própria vulnerabilidade não era uma fraqueza, mas a base para uma liderança autêntica. Tomar decisões que respeitem a minha vida pessoal e o meu desejo de criar raízes não é um “atraso” no crescimento da empresa, mas sim o que garante a sua sustentabilidade.

Ter a responsabilidade de transformar aquele espaço, carregado de memórias, no berço da nova empresa MAKE ART Essential, foi onde o sonho finalmente se tornou palpável. Carregando a responsabilidade de iniciar um novo capítulo em meu nome próprio, confesso que surgiram momentos de pânico e dúvidas existenciais: como conciliar esta nova ambição com o desejo profundo de criar raízes e ser mãe? É um trabalho interior constantemente em construção.

Hoje, ao observar o novo espaço, não vejo apenas uma empresa, sinto a honra de usufruir dele e a celebração de poder iniciar o meu futuro num local cheio de história e amor familiar. O regresso às raízes: um legado de mais de 100 anos.

 

Se tivesse de definir a sua liderança em três palavras, quais seriam — e que experiências de vida a ensinaram a liderar dessa forma?

As três palavras que definem a minha liderança são Coragem, Dedicação e Movimento.

Aprendi com a experiência que a estabilidade é, muitas vezes, uma ilusão que tentamos perseguir. A vida está em constante mudança e liderar exige a agilidade de acompanhar esse ritmo, mesmo quando ele não corresponde às nossas expetativas. O movimento ensinou-me a fluir com a maré em vez de lutar contra ela.

A dedicação reflete o compromisso de não desistir quando o presente se torna desafiante. Já a coragem é o que me permite olhar para trás, reconhecer tudo o que já superei — as dúvidas, os medos e as incertezas de expandir um negócio — e usar isso como combustível para continuar. Aprendi que nada nos é dado sem que tenhamos a capacidade de o sustentar. Por isso, lidero com o coração, focada no que me faz sentir verdadeiramente viva e apaixonada pelo que crio.

 

Acredita que as mulheres estão a mudar a forma como se lidera e se constrói negócios? O que sente que a liderança feminina traz de diferente ao panorama empresarial atual?

Acredito que as mulheres estão a trazer algo que faltava ao mundo empresarial: a coragem de ser humano. Muitas vezes, o potencial feminino é reduzido a clichés, mas a nossa verdadeira força reside numa resiliência que vai muito além do físico. É uma força intuitiva, uma capacidade de “sentir” o negócio e as pessoas de uma forma que não vem em manuais de instruções.

Falo por experiência própria. Durante muito tempo, vi a minha sensibilidade como algo prejudicial, mas hoje entendo-a como o meu maior trunfo. Houve momentos na minha jornada em que, por força das circunstâncias, me senti desconetada das minhas emoções, e percebi quão solitário é liderar sem o filtro do sentir. A emoção é o que dá sentido à vida e aos negócios e é através do amor e da empatia que construímos o impossível.

Embora ainda exista um tabu em torno da vulnerabilidade, tanto para mulheres como para homens, a liderança feminina está a abrir caminho para que o mundo empresarial aceite que a emoção não é uma fraqueza. Pelo contrário: é a nossa balança. Liderar com o coração não nos torna menos competentes, torna-nos líderes mais íntegros e capazes de criar marcas que realmente conectam com as pessoas.

 

A MAKE ART Essential procura elevar padrões num setor criativo muitas vezes saturado. O que a incomoda mais na forma como o mercado funciona hoje — e o que quer transformar?

O que mais me incomoda hoje é o individualismo que domina o mercado. Parece que perdemos aquela essência do “negócio da esquina”, onde existia entreajuda e uma rede de segurança entre empreendedores. Hoje, vemos um marketing excelente para captar o público, mas um vazio no pós-venda. Existe uma pressa em vender, mas uma desconexão com o ato de realmente servir e apoiar quem confia em nós.

Estive oito anos fora, a construir o meu caminho no mercado angolano, e ao regressar a Portugal com um olhar mais maduro, senti um distanciamento da nossa “humanidade” nos negócios. O mercado parece saturado de cópias: as marcas desistem da sua identidade para fazer “o que todos estão a fazer”.

Com a MAKE ART Essential, quero transformar precisamente isto. Quero mostrar que ainda existe espaço para a estabilidade baseada na confiança e nos pequenos negócios. O meu objetivo é provar que podemos ser autênticos e, através do nosso trabalho criativo, ajudar o país a evoluir profissionalmente, sem nunca perder de vista o apoio mútuo. Quero que a minha empresa seja uma peça do puzzle que não apenas completa, mas que fortalece toda a estrutura à sua volta.

 

Ao longo do seu percurso, qual foi o momento em que mais duvidou de si própria — e o que a fez continuar?

Mentiria se dissesse que o caminho é feito apenas de certezas. Venho de uma família com um histórico de sucesso empresarial e, inevitavelmente, isso cria uma pressão silenciosa. O momento em que mais duvidei de mim própria foi precisamente ao confrontar esse legado: o receio de não estar à altura ou de não conseguir imprimir a minha própria marca de forma tão sólida.

Essas dúvidas sobre o meu valor como profissional e criativa surgem, por vezes, como uma “guerra diária”. No entanto, o que me faz continuar é a mudança de perspetiva. Entendi que o sucesso não é um destino onde deixamos de ter medo, mas sim um processo contínuo de evolução.

A máxima que levo comigo é que “a nossa mente só envelhece quando deixa de aprender”. Essa sede de conhecimento é o meu combustível. Em vez de me deixar paralisar pelo medo do falhanço, escolho usar cada desafio como uma oportunidade para aprender algo novo. É essa mentalidade de eterna aprendiz que me permite transformar a dúvida em movimento e continuar a construir a minha história, um dia de cada vez.

 

Fala frequentemente de um projeto artístico pessoal guardado “numa gaveta”. Porque é que esse sonho ficou adormecido durante tanto tempo — e porque sente agora que chegou o momento de lhe dar vida?

Durante muito tempo, acreditei que a arte era apenas um refúgio, algo que não tinha lugar no mundo pragmático dos negócios. Em criança, era criar a minha forma de expressar amor, já na adolescência, o desenho tornou-se o meu porto seguro. Lembro-me de passar horas a desenhar mandalas — o mistério das linhas e a infinidade das cores traziam-me uma paz que nada mais conseguia proporcionar.

Acabei por guardar esses desenhos “numa gaveta”, rotulando-os apenas como um hobby, enquanto focava toda a minha energia na construção da MAKE ART em Angola. O tempo era escasso e a voz da razão dizia-me que aquele projeto pessoal não seria rentável. Cheguei a tentar iniciar algo semelhante, a Muxima Uami, mas a exigência da gestão empresarial obrigou-me a fazer uma pausa longa.

Sinto que o momento de dar vida a esse sonho chegou agora, com a minha vinda para Portugal. Ao organizar o meu passado para construir este novo capítulo, reencontrei essas mandalas e percebi que a sua essência é, na verdade, a minha própria essência. Com a estrutura que estou a criar na MAKE ART Essential, as ferramentas e máquinas de que precisava já cá estão. O sonho deixou de estar adormecido e está pronto para ser partilhado com o mundo como uma marca só minha.

O sonho já não espera mais. É tempo de transformar a essência em realidade.

Hoje fala-se muito de equilíbrio entre vida pessoal e carreira. Para si, esse equilíbrio é uma meta possível ou um processo constante de reinvenção?

Acredito que o equilíbrio não é uma meta estática que se alcança e se mantém, sendo antes, um processo constante de reinvenção. Durante os oito anos em que vivi em Angola, o trabalho e a vida pessoal fundiam-se naturalmente: trabalhava 24 horas por dia ao lado do meu esposo e sócio, e essa era a nossa realidade. Não existia uma linha divisória, simplesmente funcionava.

Hoje, entendo que o equilíbrio reside na liberdade de transitar entre os nossos vários papéis. É aceitável — e, por vezes, necessário — colocar a “máscara” de empresária focada e resiliente por algumas horas. Mas é igualmente vital saber retirá-la ou até mesmo filtrá-la.

Para mim, o equilíbrio acontece nos momentos de pausa: caminhar pela praia, sentir a água nos pés e ter apenas um bloco e uma caneta para anotar pensamentos aleatórios, sem a pressão do resultado. Somos seres humanos, não máquinas, e é essa consciência que nos permite não quebrar. Se encontrei o equilíbrio perfeito? Provavelmente ainda estou a descobrí-lo, mas sinto que a beleza está precisamente nessa busca e na coragem de ser eu própria em todas as minhas versões.

 

A Catarina do passado estava focada em crescer profissionalmente. A Catarina do futuro fala em criar raízes e família. Como se concilia ambição empresarial com essa nova visão de vida?

Acredito que a maior evolução da “Catarina do passado” para a “Catarina do futuro” é a compreensão de que a ambição não tem de ser um caminho linear e rígido. Durante muito tempo, foquei-me exclusivamente no crescimento vertical da empresa, mas hoje entendo que o verdadeiro sucesso é a capacidade de integrar todas as minhas facetas.

Conciliar a gestão de dois negócios com o desejo de criar raízes e ser mãe não é um problema de matemática para ser resolvido, mas sim uma experiência para ser vivida. O segredo que estou a descobrir é que “largar o controlo” não significa desistir dos objetivos, mas sim confiar no ritmo das estações.

Existem épocas de plantar, onde a empresária assume o comando com toda a força, e existem épocas de preparar a terra, onde o foco se vira para a família e para o bem-estar pessoal. Hoje, a minha ambição é circular: quero que o meu sucesso profissional alimente a minha paz familiar, e que a minha felicidade em casa dê à minha criatividade a energia necessária para continuar a inovar. Não se trata de escolher um caminho, mas de ter a coragem de caminhar por ambos com a mesma entrega.

 

Num momento de grande transformação profissional e pessoal, que descobertas fez sobre si mesma que nunca tinha tido tempo para enfrentar?

A maior descoberta desta fase foi, sem dúvida, o peso da pressão social e a forma como ela atua como a verdadeira inimiga das nossas mentes. Vivemos num tempo que nos exige papéis quase impossíveis: a empresária de sucesso, a mãe presente, a esposa apaixonada, a filha exemplar e a amiga conselheira. Implicamos a nossa essência em tantas camadas e “máscaras” que, por vezes, ao retirá-las, o que resta é um vazio apavorador.

No entanto, procurei enfrentar esse desafio e convido todos a fazerem o mesmo: quem és tu quando não tens de provar nada para ninguém? Descobri que esse vazio não é falta de conteúdo, mas sim o espaço onde finalmente podemos ser nós próprios, sem filtros.

Hoje, pratico diariamente um mantra que me salva nos momentos de dúvida ou medo: “Eu sou Eu, e ninguém pode ser Eu”. Esta frase recorda-me que o processo de reconhecimento do “Eu” é a jornada de uma vida inteira. Aprendi que não preciso de carregar todas as expetativas do mundo, mas sim honrar a minha própria identidade, aproveitando cada pequena conquista alcançada no presente. A minha maior transformação foi compreender que ser eu mesma é a minha maior prioridade diária.

 

Se pudesse falar com a Catarina que começou a sua jornada empreendedora, que conselho lhe daria hoje?

Se pudesse voltar atrás e falar com a Catarina que deu os primeiros passos, o meu conselho seria simples, mas vital: “Liberta-te da ilusão da perfeição e foca-te na verdade do teu presente”.

Muitas vezes, começamos a nossa jornada a acreditar que os julgamentos, os medos e os falhanços são sinais para parar, quando, na verdade, eles são apenas parte da aprendizagem. Eu diria a mim própria que a mente, mente imenso — ela cria padrões de exigência que não são humanos. Diria para não ter medo de descansar quando o corpo pede, porque o descanso não é preguiça, é combustível.

O passado é inalterável, mas o futuro é o reflexo direto do que escolhemos fazer hoje. Por isso, o meu conselho final seria: não te percas no que “deveria ser”. Assume o comando, faz as tuas escolhas com o coração e, como costumo dizer de forma mais direta: deixa-te de distrações e medos desnecessários, e simplesmente vai. O presente é a tua única ferramenta real de criação, por isso vive-o com toda a tua intensidade.

 

O que gostaria que as pessoas sentissem quando ouvem falar da MAKE ART Essential pela primeira vez?

Se pudesse resumir o que me move hoje, diria que é a busca incessante por um equilíbrio onde o propósito e a verdade são os protagonistas. Sinto que estou no caminho certo, a construir algo que planta sementes para uma vida com raízes profundas e autênticas.

O regresso a Portugal, a restauração do legado do meu avô e o nascimento da MAKE ART Essential são capítulos de uma história que está a ser escrita com a minha própria voz. É a materialização de anos de aprendizagem, transformados num projeto que carrega a minha essência em cada detalhe, unindo a experiência que trouxe de fora com o respeito absoluto pelas minhas origens.

Sinto-me grata pela oportunidade de ser eu própria, com todas as minhas versões, medos e conquistas. Acredito que, se colocarmos amor e verdade em tudo o que fazemos, o resultado é sempre algo extraordinário. Hoje, sinto-me pronta para continuar este caminho, de coração aberto e pés bem assentes na minha verdade.

 

Por fim, quando olha para o futuro, qual é o verdadeiro legado que gostaria de deixar: como empresária, como criadora e como mulher?

Olhar para o futuro é, acima de tudo, olhar para a parceria que me trouxe até aqui. Trabalhar ao lado do meu esposo e sócio tem sido a maior escola de liderança e humanidade que poderia desejar. O nosso segredo não é a ausência de desafios, mas a forma como escolhemos enfrentá-los: sentamo-nos, comunicamos abertamente e não descansamos até que o equilíbrio seja restaurado.

Esta cumplicidade, cultivada ao longo de oito anos em Angola e agora transportada para este novo capítulo em Portugal, é o que me dá segurança para sonhar. Quando me perguntam sobre os próximos passos, vejo-os desenhados a duas mãos. Saber que tenho alguém ao meu lado que partilha o mesmo teto, os mesmos valores e a mesma vontade de construir algo com significado, é o que torna a jornada da MAKE ART Essential possível.

O futuro que projetamos é um reflexo dessa união. Queremos continuar a crescer, mas de forma consciente, onde o sucesso profissional nunca atropele a nossa paz e o nosso desejo de criar raízes. No final do dia, a minha maior conquista não são as marcas que crio, mas a família e a rede de apoio que sustenta cada uma delas. É o amor e o respeito mútuo que dão o verdadeiro sentido ao que o amanhã nos reserva.

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