Angola tem vindo a consolidar o seu posicionamento como um destino que combina potencial económico, riqueza cultural e uma oferta turística em clara evolução. Iniciativas como a promoção da marca Visit Angola – The Rhythm of Life e a realização do E1 Luanda GP 2026, marcado para setembro, evidenciam uma nova etapa na projeção externa de Angola, mais dinâmica, moderna e orientada para públicos internacionais exigentes. É neste enquadramento que a Revista Pontos de Vista volta a destacar a visão de Nuno Neves, Diretor Geral do InterContinental Luanda Miramar. Saiba mais!
Como avalia a evolução recente do posicionamento internacional de Angola enquanto destino turístico e de investimento?
Angola tem ultimamente desenvolvido uma estratégia nacional e internacional de cariz muito estratégico, através dos ministérios do Turismo, Transportes e Economia. Estes ministérios têm cada um tido uma abordagem muito dinâmica e visual. A Presença de Angola nos demais centros mundiais e feiras, como ITB Berlim (Alemanha), Durban (África do Sul), ATM Dubai (EAU); a transformação gigante da TAAG (novas aeronaves, imagem, formação do pessoal); infra-estruturas como o novo aeroporto internacional Dr. Agostinho Neto, estradas eficazes, novos hotéis de luxo, Navios Cruzeiros a virem até Luanda com frequência; presença em Luanda de estrelas mundiais do Hollywoord, desporto. Deste modo, Angola começa a ser falada e conhecido mundialmente.
De que forma iniciativas como a marca Visit Angola – The Rhythm of Life contribuem para a construção de uma narrativa consistente do país?
Muitíssimo importante, porque recorre a figuras de renome internacional e também com forte presença em eventos mundiais VIP.
Qual é, na sua perspetiva, o papel da hotelaria de luxo na afirmação de Angola como destino premium?
A hotelaria de luxo, como exemplo o InterContinental Luanda Miramar, serve de auferidade de confiança e lealdade aos mais altos padrões de conforto e segurança a nível mundial para os clientes mais exigentes e habituados a viajarem pelo globo. Dado que, até à data, somos os únicos no mercado.
O anúncio do E1 Luanda GP 2026 representa um novo tipo de evento internacional para o país. Que impacto prevê ao nível da visibilidade e da procura turística?
3600 e uma visibilidade brutal. Automaticamente, Angola e Luanda irão estar no repto mundial em todos os níveis de marketing e canais sociais.
Como pode o setor da hospitalidade capitalizar estes grandes momentos para gerar valor sustentável?
Irá capitalizar a confiança de quem visitar e se hospedar; de seguida, promove-se a publicidade humana, ou seja, de boca a boca.
De que forma o InterContinental Luanda Miramar tem vindo a adaptar a sua oferta às expetativas de um turista internacional cada vez mais exigente?
Através da aplicação dos nossos standards de companhia IHG, que são muito elevados e iguais em todos os países em que estamos a operar, assim como o fator humano bastante profissional, falando idiomas estrangeiros e assegurando a garantia de serviço de excelência.
Qual a importância da experiência, do lifestyle e da autenticidade cultural na diferenciação do destino Angola?
Marca as tradições e costumes locais, através de cultura e, acima de tudo, através do capital humano local dando um serviço de elegância com primor no bem-estar dos clientes.
No contexto da CPLP, que oportunidades identifica para reforçar fluxos turísticos e parcerias estratégicas?
De uma importância extrema, mas aqui há o fator de coordenação política que terá que exercer os acordos que sejam aplicados na prática.
Que desafios ainda precisam de ser superados para consolidar Angola como destino competitivo à escala global?
Processos financeiros, como trocar divisas nos hotéis, transferências bancárias para o estrangeiro e o uso de cartões de crédito sem nenhuns constrangimentos.
Que visão tem para o futuro da hotelaria e do turismo em Angola nos próximos cinco a dez anos?
Serão anos de uma profunda dinâmica, expansão de criação de muito emprego e suporte fundamental à economia nacional.


