“Desde o primeiro dia, o nosso foco foi sempre esse: traduzir a digitalização em valor concreto para o negócio”

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André Silva fundou a DIS – Digital Innovation Systems – com uma visão clara: aproximar a tecnologia da realidade das empresas. Ao longo da sua carreira, percebeu que muitas organizações queriam evoluir, mas não encontravam parceiros que compreendessem verdadeiramente o seu negócio. Foi dessa necessidade que nasceu a DIS, um parceiro estratégico focado em traduzir a digitalização em valor concreto. Hoje, lidera uma equipa dedicada a ajudar PME a crescer de forma estruturada, eficiente e sustentável, colocando sempre a tecnologia ao serviço da estratégia e do impacto real. Saiba mais na Revista Pontos de Vista!

O que o motivou a fundar a DIS – Digital Innovation Systems?

Ao longo da minha carreira, fui percebendo que muitas empresas queriam crescer e modernizar-se, mas os parceiros tecnológicos que encontravam falavam uma linguagem que não era a delas. Havia tecnologia, sim, mas faltava contexto, proximidade, visão orientada para o negócio real e entendimento de ambas as partes. A DIS nasceu precisamente dessa vontade. Não queria criar mais uma empresa de tecnologia. Queria criar uma empresa que, através da tecnologia, ajudasse as empresas, sobretudo as Micro e PME, a crescer de forma mais estruturada, mais eficiente e mais sustentável. Desde o primeiro dia, o nosso foco foi sempre esse: traduzir a digitalização em valor concreto para o negócio.

 

Como identifica hoje o nível de maturidade digital das empresas portuguesas?

Noto uma evolução clara nos últimos anos. A dúvida das empresas portuguesas sobre a necessidade de digitalização já ficou para trás. O que vejo hoje é uma fase de transição: há consciência da necessidade, mas ainda existe dificuldade em transformar concretamente essa consciência em ação estruturada. Muitas empresas têm ferramentas digitais dispersas, processos pouco integrados e decisões que ainda reagem ao momento em vez de o antecipar. O retrato é heterogéneo: há casos muito positivos e inspiradores, mas há também um caminho longo a percorrer, especialmente nas PME, onde a ligação entre tecnologia, estratégia e cultura organizacional ainda está a ser construída.

Quais são os maiores desafios que as empresas enfrentam na transição digital?

O primeiro desafio é saber por onde começar. Parece simples, mas não é. Muitas empresas sentem que precisam mudar tudo ao mesmo tempo e esse peso paralisa. A nossa experiência mostra que o mais eficaz é começar por um ponto crítico bem identificado, criar impacto real, e construir a partir daí. Depois, há a resistência à mudança. A digitalização não é apenas um projeto de tecnologia, é também uma transformação cultural. As pessoas precisam perceber o porquê, sentir o benefício e confiar no processo. E isso exige acompanhamento, não apenas implementação. Por fim, existe uma frustração muito comum: as empresas sentem que o mercado lhes oferece soluções genéricas, quando o que precisam é de alguém que entenda o seu negócio e ajude a desenhar uma resposta à sua medida. É exatamente aí que a DIS atua.

 

Como descreveria a missão da DIS e o seu diferencial no mercado?

A nossa missão é ser o parceiro que as PME precisam na sua jornada de digitalização: próximo, estratégico e orientado para impacto real. Não vendemos tecnologia por si só. Ouvimos primeiro, compreendemos o negócio e só depois desenhamos a solução que faz sentido para aquela empresa específica. O que nos diferencia é, acima de tudo, a forma como nos relacionamos com os clientes. Posicionamo-nos como parceiros estratégicos, não como fornecedores. Isso significa estar presente não apenas na entrega de um projeto, mas ao longo do processo de transformação. É essa proximidade que cria confiança e é essa confiança que gera resultados.

 

De que forma garantem que as soluções são realmente personalizadas para cada cliente?

A personalização começa antes de qualquer linha de código. Começa na escuta ativa. Cada empresa tem a sua história, os seus processos, as suas pessoas e os seus objetivos. O nosso primeiro trabalho é compreender tudo isso, fazer as perguntas certas e escutar todas as respostas com atenção genuína ao detalhe. Só depois de entender bem o contexto do cliente é que desenhamos a solução. E muitas vezes isso implica adaptar ferramentas, repensar fluxos de trabalho, integrar sistemas ou criar algo de raiz. O resultado tem de fazer sentido para aquela organização e não para o mercado em geral.

 

Qual é a importância de alinhar tecnologia com estratégia empresarial?

É a base de tudo. Quando implementamos tecnologia sem alinhamento estratégico, corremos o risco de ter ferramentas modernas que não resolvem os problemas concretos. E isso é frustrante e caro, tanto para a empresa como para a relação de confiança que queremos construir. Defendemos que a melhor solução digital não é necessariamente a mais avançada. É a que está mais bem alinhada com o que a empresa quer construir e alcançar. Tecnologia ao serviço da estratégia, não ao contrário.

 

Entre os serviços da DIS, qual tem tido maior procura e porquê?

Temos sentido uma procura crescente em duas frentes que, curiosamente, refletem dois momentos diferentes da maturidade digital das empresas. Por um lado, continua a existir forte procura por presença digital — websites, plataformas e lojas online — porque muitas empresas ainda estão a dar os primeiros passos nessa construção. Por outro, cresce muito a procura por software à medida, automação de processos e sistemas de gestão internos. Esta segunda tendência é particularmente interessante. Mostra que o mercado está a amadurecer. As empresas já não querem apenas “estar online”, pois perceberam o real valor e querem funcionar melhor, com mais controlo e menos desperdício.

 

Pode partilhar um exemplo concreto onde a digitalização trouxe ganhos claros para um cliente?

Sem entrar em detalhes confidenciais, posso descrever uma situação que é bastante representativa do que vemos com frequência. Trabalhamos com uma empresa que tinha os seus processos internos extremamente dependentes de tarefas manuais. Refiro-me a folhas dispersas, comunicação fragmentada e pouca visibilidade sobre informação essencial como a gestão de tarefas internas e controlo de faturação. Ao redesenharmos esses fluxos e centralizar a informação, os ganhos foram imediatos e significativos: redução do tempo administrativo, menos erros operacionais, mais controlo sobre as equipas e os processos. Mas o que mais me ficou foi o comentário do cliente: ‘Finalmente consigo gerir o negócio com calma, em vez de apagar fogos o dia todo. Esse é, para mim, o verdadeiro impacto da digitalização.

 

Como é que a digitalização de processos impacta diretamente a produtividade?

De forma muito direta, porque elimina fricção. Quando os processos estão digitalizados de forma inteligente, as equipas deixam de perder tempo em tarefas repetitivas, validações manuais e na procura de informação dispersa. Libertam-se para o que realmente exige atenção, criação e decisão. A produtividade não aumenta apenas porque se trabalha mais rapidamente. Aumenta porque se trabalha com mais estrutura, mais foco e menos dispersão. E isso reflete-se não só nos números, mas também na qualidade de vida das pessoas e na cultura da empresa.

 

Que tipo de resultados as empresas podem esperar ao trabalhar com a DIS?

Apresentamos resultados que se sentem em várias dimensões do negócio. Mais eficiência operacional, processos mais claros, fáceis de gerir e maior capacidade de escalar sem perder controlo. Mas também algo que é mais difícil de medir e que é igualmente importante: mais clareza estratégica. Muitas vezes, o próprio processo de transformação digital ajuda a empresa a identificar bloqueios que não sabia que existiam e a repensar prioridades. Na DIS gostamos de dizer que o nosso trabalho não termina na entrega de uma solução. O verdadeiro resultado é a transformação que essa solução permite gerar.

 

De que forma ajudam os clientes a reduzir custos operacionais?

A redução de custos operacionais raramente é o objetivo direto com que começamos uma conversa. Mas acaba por ser uma consequência natural quando simplificamos processos, eliminamos trabalho repetitivo e reduzimos erros. Muitas empresas têm custos escondidos devido a processos antigos e nem têm essa consciência. Ao digitalizar e reorganizar essas áreas, criamos estruturas mais leves e mais inteligentes. Não se trata de cortar, mas sim otimizar. E isso traduz-se em poupança real, mas também numa melhor utilização das pessoas e dos recursos já existentes.

 

Como medem o sucesso de um projeto digital?

A entrega técnica é apenas o ponto de partida. O que realmente medimos é o impacto no negócio: o processo ficou mais eficiente? A equipa ganhou tempo? A experiência do cliente melhorou? A empresa passou a tomar decisões com mais informação e mais confiança? Uma plataforma pode estar tecnicamente impecável, mas se não trouxer melhoria real à operação ou à estratégia, o projeto ficou incompleto. Por isso, avaliamos sempre os resultados numa perspetiva prática: eficiência, adoção, retorno e capacidade de evolução futura. Queremos que cada projeto seja um passo verdadeiro na jornada de crescimento do cliente.

 

Quais são as principais tendências digitais que vão marcar os próximos anos?

Vamos assistir a uma aceleração muito forte em áreas como a automação inteligente, a inteligência artificial aplicada ao contexto real das empresas e a integração de sistemas. Mas o que me parece mais relevante é a forma como as empresas a utilizam com critério. Há também uma tendência que considero cada vez mais determinante: a Dupla Transição Digital. Digitalizar de forma mais sustentável, mais eficiente no uso de recursos, mais consciente do impacto operacional e ambiental. As empresas que conseguirem unir inovação tecnológica à responsabilidade estratégica e ambiental estarão muito mais bem preparadas para o futuro.

 

Que conselhos daria a uma empresa que ainda não iniciou a sua transformação digital?

O primeiro conselho é não esperar pelo momento perfeito. Esse momento não existe. A transformação digital começa quando a empresa decide com intenção, com visão e com abertura para mudar, dar o primeiro passo. Sem complicar, deve começar por uma análise honesta: onde se perde tempo, onde estão os erros, onde há oportunidade de melhoria imediata. E deve ser acompanhado por alguém de confiança que ajude a transformar essa análise num plano claro, realista e com resultados mensuráveis. A DIS está precisamente aí para esse acompanhamento.

 

Onde vê a DIS nos próximos três a cinco anos?

Vejo a DIS como uma referência cada vez mais sólida na área da transição digital das PME, não apenas pela qualidade do que desenvolvemos, mas pela forma como acompanhamos os nossos clientes e pelo impacto que ajudamos a criar. Nos próximos anos, queremos consolidar a nossa área de software à medida e automação, e ao mesmo tempo avançar para a criação de produtos digitais próprios. Queremos combinar o melhor das duas dimensões: a proximidade e personalização do trabalho com cada cliente, e a capacidade de transformar esse conhecimento em soluções com maior alcance e potencial de crescimento.  A DIS posiciona-se exatamente nesse cruzamento entre tecnologia, estratégia e sustentabilidade, onde a evolução digital das empresas está a criar cada vez mais impacto positivo no mundo.

Para terminar… Na DIS acreditamos que digitalizar não é apenas modernizar ferramentas. É criar melhores condições para crescer, decidir melhor e construir empresas mais preparadas para o futuro. O nosso compromisso é simples: estar presentes na jornada digital de cada PME, com proximidade, com estratégia e com impacto real.

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Revista Digital

Revista Pontos de Vista Edição 150

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