Liderar com Propósito, Crescer com Pessoas – Quando cuidar faz a diferença

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Num setor onde a excelência operacional se mede diariamente no terreno, a capacidade de cuidar dos espaços e das pessoas tornou-se um fator estratégico para o sucesso das organizações. Ao longo de quatro décadas, a SAMSIC construiu um percurso sólido, assente na proximidade, na inovação, na qualidade dos serviços e na valorização das equipas, afirmando-se como uma das maiores referências internacionais na área dos facility services. Nesta edição de junho da Revista Pontos de Vista, conversamos com o CEO da SAMSIC Portugal, Bruno Melo, sobre os 40 anos do Grupo, os marcos que definiram a evolução da empresa no mercado nacional, os desafios que moldam o futuro dos serviços integrados e a importância de colocar as pessoas no centro de todas as decisões.

 

O Grupo SAMSIC assinala 40 anos. Na sua perspetiva, que valores e princípios explicam esta longevidade e como é que esses pilares se refletem, hoje, na atuação da SAMSIC Portugal?

A longevidade do Grupo explica-se, antes de mais, por uma combinação entre exigência, proximidade, ambição, compromisso e diversidade. São estes os valores que todos os 27 países defendem e que refletem a nossa entrega e a nossa operação: ouvir o cliente, adaptar respostas, manter padrões consistentes e reconhecer que um serviço de qualidade depende de equipas valorizadas. Em Portugal, isto traduz-se numa atuação muito centrada nas nossas equipas, na relação diária com os clientes e numa missão simples, mas exigente: fazer com que as pessoas se sintam bem nos espaços que cuidamos.

 

Quais foram, em Portugal, os marcos mais relevantes da evolução da SAMSIC, em termos de crescimento, consolidação de serviços e transformação do modelo operacional?

Em Portugal, existem marcos muito relevantes, tendo sido a criação da operação nacional em 2008, na área da limpeza, o ponto de partida de uma implantação com cobertura em todo o território. Reforçando a entrega operacional através do serviço de jardinagem, em 2017 e em 2021, adquirimos a Floratorres e da Profijardim, respetivamente. Em 2018, a aquisição da empresa Perfect Clean, a qual faz parte do grupo, veio para responder às necessidades de micro e pequenas empresas, bem como a condomínios empresariais e residenciais. Não ficámos por aqui, em 2022, a aquisição da
ISS Facility Services Portugal representou uma mudança e um reforço da nossa dimensão, permitindo tornar a SAMSIC, líder de mercado, disponibilizando diversos serviços complementares, reforçando sobretudo o serviço de manutenção, jardinagem, para além do IFS. Com esta aquisição alinhámos ainda, uma nova estratégia, passando de uma entrega de serviços únicos para um modelo integrado. Mais recentemente, o reforço da estrutura com a aquisição da EasyFresh mostram uma trajetória coerente de consolidação, especialização e proximidade, sendo que hoje, esta evolução reflete-se numa operação muito próxima de cada cliente, qualquer que seja a sua localização, um maior conhecimento técnico e uma proposta de valor mais completa.

 

Quando se fala em “cuidar dos espaços e das pessoas”, o que significa isso na prática para a SAMSIC Portugal? Que exemplos de decisões operacionais ou de cultura interna melhor traduzem esta visão?

“Cuidar dos espaços e das pessoas” significa perceber que um edifício bem cuidado, limpo, seguro e funcional tem impacto direto na saúde, no conforto, na produtividade e na experiência de quem o utiliza. Na prática, isto traduz-se em decisões muito concretas, entre as quais, a adaptação do serviço às exigências de cada setor, reforçar a prevenção e segurança, investir em formação e garantir um acompanhamento operacional próximo. E isto também se traduz em cultura interna, por exemplo, iniciativas como o LINKING DAY, um dia em que as equipas do escritório vão trabalhar para o terreno, ajudam-nos a decidir melhor a partir de uma realidade operacional que passam a conhecer.

 

A SAMSIC posiciona-se como grupo de referência nos serviços integrados. Que áreas compõem esse modelo em Portugal e que benefícios concretos traz aos clientes, em eficiência, consistência, controlo e qualidade?

Em Portugal, o nosso modelo integra áreas como higiene e limpeza, manutenção técnica, facility management, espaços verdes, serviços de suporte e segurança contra incêndios, podendo ser articuladas através de um modelo único de gestão. O benefício para o cliente é concreto, menor fragmentação, um único ponto de contato, maior coordenação entre equipas, melhor circulação de informação e maior capacidade de controlo e decisão. Quando os serviços são integrados, é mais fácil prevenir falhas, ganhar eficiência, estabilizar níveis de serviço e transformar dados operacionais em decisões mais rápidas e úteis.

 

O que mudou mais no setor dos facility services nos últimos anos em Portugal, nas expectativas dos clientes, nos níveis de exigência, na contratação, na fiscalização e na forma como se mede qualidade?

O setor mudou muito. Hoje, os clientes procuram parceiros capazes de assegurar continuidade, rastreabilidade, conformidade e melhoria contínua. A contratação tornou-se mais exigente, com maior atenção à especialização setorial, ao desempenho baseado em evidências, à sustentabilidade e à capacidade de resposta em operações complexas. E a qualidade mede-se cada vez menos por perceção e cada vez mais por evidências e dados: indicadores, auditorias, tempos de resposta, reporting, satisfação do utilizador e cumprimento efetivo de requisitos legais e contratuais.

 

A excelência operacional é decisiva neste setor. Que práticas, rotinas e indicadores considera essenciais para garantir qualidade, segurança, conformidade e previsibilidade em operações com escala e complexidade?

Para garantir excelência operacional, é essencial combinar métodos com disciplina de execução, na minha opinião, destacaria um planeamento claro, rotinas de supervisão, auditorias regulares, formação contínua, gestão rigorosa de incidentes e forte cultura de prevenção. Do lado dos indicadores, são críticos os níveis de cumprimento dos planos de trabalho, tempos de resposta e resolução, resultados de auditoria, absentismo, sinistralidade, conformidade documental e feedback do cliente.

 

Inovação e digitalização estão cada vez mais presentes. Em Portugal, em que frentes é que a SAMSIC está a investir ou a evoluir, por exemplo tecnologia, monitorização, reporting, automação, melhoria contínua, e que ganhos já são visíveis?

Em Portugal, a inovação tem um papel fundamental, sendo que temos um departamento dedicado a este tema e temos vindo a evoluir em plataformas de monitorização e interação com o cliente, dashboards, gestão documental, reporting operacional, QR Codes, robótica e ferramentas que melhoram a rastreabilidade e a gestão em tempo real. A estratégia tecnológica mais recente organiza-se, precisamente, em torno de eficiência operacional, inteligência aplicada e objetivos ESG. Os ganhos visíveis são maior transparência, melhor capacidade de decisão, mais produtividade, melhor afetação de recursos e uma experiência de serviço mais estável.

 

Sustentabilidade e eficiência de recursos são hoje critérios centrais. Que compromissos e soluções concretas a SAMSIC Portugal tem vindo a implementar para reduzir impacto ambiental e apoiar os objetivos ESG dos clientes?

A sustentabilidade deixou de ser uma ideia longínqua e passou para o centro das decisões das organizações. Em Portugal, este nosso compromisso ganha forma através do programa Samsic Planet 2030 e em medidas concretas, tais como a utilização de produtos e processos mais ecológicos, redução da pegada carbónica, reciclagem, eletrificação de frota em operações específicas, políticas de compra responsável e avaliação de fornecedores com critérios de sustentabilidade. Mais do que reduzir o nosso próprio impacto, o objetivo é ajudar os nossos clientes a cumprirem metas ESG com soluções que conciliem desempenho operacional, responsabilidade ambiental e transparência.

 

O setor é intensivo em pessoas e depende muito da execução no terreno. Como trabalha a SAMSIC Portugal a valorização das equipas, formação, segurança, retenção e cultura, sobretudo em operações distribuídas e com equipas grandes?

Este é um setor de pessoas e só há qualidade sustentável quando existem equipas valorizadas, formadas e reconhecidas. Na SAMSIC Portugal, isto significa um investimento em formação técnica e comportamental, reforço da segurança no trabalho, mantendo a proximidade das equipas. Temos exemplos concretos, como a formação técnica em jardinagem, prémios de reconhecimento, como o SMILE AWARD e em programas que promovem inclusão e desenvolvimento de competências. A retenção não depende apenas de remuneração, depende sim, do acolhimento, respeito, organização, perspetiva de evolução e sentido de pertença.

 

Considerando que a SAMSIC Portugal integra um grupo internacional, como se equilibra o alinhamento com padrões globais com a autonomia e adaptação à realidade do mercado português?

Integrar um grupo internacional é uma vantagem, porque este alinhamento global dá-nos método, referências, cultura de melhoria contínua, acesso à inovação e padrões de gestão já testados em vários mercados. A adaptação local garante exigência, porque cada cliente, edifício, setor e enquadramento legal em Portugal exige uma leitura própria, proximidade e capacidade de decisão no terreno. Este equilíbrio é, aliás, uma das razões pelas quais conseguimos aliar consistência com flexibilidade.

 

Quais são hoje os maiores desafios do setor em Portugal, por exemplo escassez de mão de obra, pressão de custos, exigência regulatória, transição energética, expetativas dos utilizadores dos edifícios, e como a SAMSIC se está a preparar para responder?

Os desafios são conhecidos, mas estão cada vez mais exigentes, quer seja na falta de mão de obra, na pressão sobre custos, principalmente neste momento de crise energética, maior exigência legal e necessidade de descarbonização e expetativas crescentes dos utilizadores dos edifícios. A nossa resposta passa por três pilares, o qualificar e reter melhor as nossas pessoas, digitalizar e otimizar a nossa operação, e reforçar especialização técnica para contextos de maior exigência, como saúde, indústria, transportes ou ambiente hospitalar. As organizações que quiserem estar com foco no presente e no futuro têm de ser mais eficientes, mais transparentes e mais humanas.

 

Para fechar, que ambição define para a SAMSIC Portugal no próximo ciclo, e que mensagem gostaria de deixar a clientes, parceiros e equipas sobre o significado destes 40 anos e o que querem construir a seguir?

A nossa ambição para o próximo ciclo é continuar a crescer com critério, reforçando a posição da SAMSIC Portugal como parceiro de referência em serviços integrados, com elevada exigência operacional, forte compromisso para com as pessoas e capacidade real de inovação. A mensagem que deixaria a clientes, parceiros e equipas é que estes 40 anos mostram que é possível evoluir sem perder identidade e que queremos continuar a construir relações duradouras, espaços mais seguros, mais eficientes e mais humanos, e uma organização cada vez mais preparada para antecipar o futuro sem perder a proximidade que nos define.

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