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Ana Rita Silva

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Oceanário de Lisboa e Fundação Oceano Azul entregam 150 mil euros a projetos dedicados a espécies marinhas ameaçadas

Sob o tema “Espécies Marinhas Ameaçadas. Da Ciência para a Consciência”, nesta edição foram avaliados projetos de conservação dedicados a espécies marinhas classificadas como “Criticamente em Perigo”, “Em Perigo” e “Vulnerável”, segundo a «Lista Vermelha» da União Internacional para a Conservação da Natureza  (IUCN Red List of Threatened Species).

Um jurí internacional constituído por especialistas na área da conservação, selecionou como vencedores dois projetos:

| «Whale Tales Project», proposto pela Arditi – Agência Regional para o Desenvolvimento da Investigação, Tecnologia e Inovação, receberá um financiamento de 50 mil euros. Dedica-se ao estudo do cachalote (Physeter macrocephalus), cujo estatuto de conservação é “Vulnerável”. O foco do “Whale Tales” é no arquipelago da Madeira, área onde existe pouca informação sobre a utilização de habitat por esta espécie.

| «Eel Trek», desenvolvido pela Fundação Gaspar Frutuoso, receberá um financiamento de 100 mil euros. Tem como objetivo o estudo da migração da enguia-europeia (Anguilla anguilla), classificada como “Criticamente em Perigo”, e que é fundamental para a sua conservação uma vez que o seu ciclo de vida é complexo, entre o oceano e os rios.

Para João Falcato, CEO do Oceanário de Lisboa e administrador da Fundação Oceano Azul, “o financiamento de 150 mil euros do Fundo para a Conservação dos Oceanos é um apoio relevante a projetos que se dedicam à conservação de uma espécie em particular, principalmente quando se sabe à partida que as suas populações estão ameaçadas. O nosso compromisso para o futuro é a conservação do oceano sem nunca esquecer as espécies que são necessárias proteger”.

Há 20 anos a apoiar a conservação do oceano, o Oceanário de Lisboa, juntamente com a Fundação Oceano Azul, pretende não só promover a proteção de espécies ameaçadas, através de financiamento e de apoio ao conhecimento científico, mas também elevar a consciência para a importância do equilíbrio do oceano e dos recursos marinhos, partilhando a visão de que a conservação do oceano é uma responsabilidade de todos.

Fundação Portuguesa do Pulmão recomenda espirometrias antes dos 40 anos para alterar a prevalência da DPOC

Atualmente é aconselhado que a partir dos 40 anos todos os fumadores realizem espirometria – um exame que permite avaliar a função pulmonar –, mas a Fundação Portuguesa do Pulmão considera errado esperar por essa idade, uma vez que os efeitos do tabagismo na perda de função pulmonar são irrecuperáveis, sendo preciso detetar estas alterações o mais precocemente possível, de forma a evitar os casos graves, eventualmente fatais de DPOC.

Estima-se que em 2020 a DPOC seja responsável por mais de 3 milhões de óbitos, sendo a sua principal causa o tabagismo. É importante que a população saiba que os danos do tabaco são irrecuperáveis, é importante que a espirometria seja realizada o mais cedo possível. Os fumadores com DPOC são doentes muito antes de terem algum sintoma, por isso quanto mais cedo realizarem o exame, mais cedo podem deixar de fumar e tratar a sua saúde, alerta a FPP. Temos de olhar para este exame da mesma forma que um cardiologista olha para um eletrocardiograma, como um exame de rotina que deve ser realizado frequentemente para se evitar complicações.

Realizar uma espirometria com frequência pode ser um dos caminhos para diminuir a prevalência da DPOC e, consequentemente, diminuir a morbilidade e a mortalidade associadas à doença.  A espirometria mostra alterações que diagnosticam precocemente a DPOC. Conscientes deste diagnóstico podemos ser mais assertivos e interventivos na evicção tabágica, primeiro passo para diminuir o número de casos de DPOC, alerta o presidente da FPP.

Já nos casos do diagnóstico de DPOC é preciso garantir que estes doentes fazem tratamento de reabilitação respiratória. Uma vez que, apesar de pelas guidelines internacionais este tratamento ser reconhecido como uma intervenção obrigatória, em Portugal apenas 2% da população tem acesso ao mesmo.

DPOC é a designação para uma doença respiratória que causa diminuição do calibre das vias aéreas respiratórias e destruição do tecido pulmonar. Causa tosse, expectoração e dificuldade respiratória. A causa mais importante de DPOC é o consumo de tabaco. Alguns casos, no entanto, ocorrem como resultado da inspiração frequente de poeiras ou fumo de fogões a lenha. A asma também pode levar à DPOC.

O primeiro evento de retalho em Portugal arranca já no próximo ano

Organizado pela fundação AIP, o primeiro evento de retalho em Portugal promete abordar temas para pequenas e grandes empresas da área.
Durante os três dias, o evento dá voz a especialistas sobre o tema alargado do retalho omnichannel, combinado com uma mostra de um conjunto notável de empresas.

Um evento inovador e  interativo que tem como objetivos dar a conhecer as últimas tendências nas várias plataformas, físicas ou digitais, e comunicar e servir o consumidor, a fim de beneficiar o seu negócio.

Este evento procura apoiar a decisão para a mudança, o sucesso, a inovação, e a reinvenção das operações em loja, segundo as mais recentes tendências do mercado e dos consumidores.

O Omnichaneel Retail Show promete esclarecer todos os que querem mudar para esta nova forma de estar no negócio, seguindo o exemplo dos melhores do mundo que aqui se apresentam.

Um evento que fala de forma séria sobre as novas formas de comércio para o retalho, mais tecnológico, mais digital, mais omnichannel, mais para os compradores atuais e do futuro.

Para saber mais consulte o site: https://omnichannel.fil.pt/

 

Desafio de cortar a respiração quer pôr os portugueses a respirar por uma palhinha

O difícil é senti-lo, como acontece com estes doentes e, acima de tudo, viver assim. É por isso que, a propósito do Dia Mundial da DPOC, que este ano se assinala a 21 de novembro, a Respira, a Fundação Portuguesa do Pulmão, e a APMGF (Associação Portuguesa de Medicina Geral de Familiar) representada pelo seu Grupo de Estudos GRESP (Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias da APMGF), com o apoio da Boehringer Ingelheim, desafiam os portugueses a tapar o nariz e respirar através de uma palhinha, inspirar e expirar e fazê-lo, repetidas vezes, para dentro do pequeno tubinho. Porque este é também o desafio diário de quem vive com DPOC, um desafio de cortar a respiração.

Os pulmões vão fazer um esforço extra, as mãos vão suar e as pessoas vão poder parar quando quiserem, ao contrário dos 800 mil doentes em Portugal, a quem a doença corta a respiração a cada minuto. Para ajudar na divulgação, pede-se a quem aceitar este desafio que registe, com uma fotografia, esse momento de bravura e o partilhe nas redes sociais, com #cortararespiração. Para que, juntos, possamos dar um novo ar ao ar que os doentes sentem cortado.

“Esta é uma forma de chamarmos a atenção das pessoas para a sua saúde respiratória”, explica Isabel Saraiva. Isto porque, acrescenta, “a DPOC continua a ser subdiagnosticada, já que os sintomas não são valorizados”. De facto, acrescenta Rui Costa, especialista do GRESP, “as pessoas reconhecem a bronquite crónica, mas a DPOC ainda não”.

Tosse, cansaço frequente, dificuldades respiratórias são sintomas que, ainda que sentidos por muitos, tendem a ser desvalorizados, sobretudo pelos fumadores, os que mais sofrem com a doença. “Noventa por cento dos casos de DPOC estão relacionados com o tabaco”, esclarece José Alves, da Fundação Portuguesa do Pulmão, que junta outro número: “Um quinto dos fumadores vão desenvolver DPOC”. É por isso que realça a importância do diagnóstico cada vez mais precoce. “Não podemos esperar pelos 40 anos para fazer as espirometrias, o exame que confirma a DPOC. Temos de o fazer mais cedo, mesmo junto dos fumadores jovens, porque a doença leva a uma perda da função respiratória que não é recuperável. Por isso, quando mais cedo for detetada, menor será essa perda”.

Rui Costa concorda que a espirometria é “um exame essencial, fundamental e obrigatório”. No entanto, nem sempre de fácil acesso. “A nível nacional, há uma iniquidade no acesso a este exame, que a rede nacional de espirometrias tem procurado colmatar.”

Para os doentes, são vários os desafios. Isabel Saraiva identifica os principais e começa por  “deixar de fumar. Isto é muito difícil e não basta dizer que se vai deixar, mas é preciso procurar ajuda juntos das consultas de cessação tabágica”. Depois, manter alguma atividade, o que também nem sempre é tarefa fácil. “Os doentes devem andar, fazer exercício, mas como se cansam muito, costumam defender-se ficando parados.”

“Os doentes com DPOC são dos mais sedentários”, confirma Rui Costa. “Como têm dificuldade em respirar, vão evitando fazer exercício ou atividades da vida diária e isso leva a uma atrofia muscular, por alterações ao nível musculoesquelético. Quanto mais ativo fisicamente, melhor o prognóstico e melhor a sobrevida. Mesmo que seja difícil, em vez de uma caminhada de 30 minutos, devem fazer caminhadas mais curtas, ao longo do dia”.

À necessidade de exercício, José Alves junta a reabilitação respiratória, “que historicamente aparece no fim do tratamento, quando não há muito mais a fazer, quando de facto pode e deve ser feita desde o início, mesmo que não haja ainda a questão da falta de oxigénio. E pode ser feita por profissionais fora do ambiente hospitalar”.

No entanto, como salienta Isabel Saraiva, ainda que esta seja “uma das formas mais eficazes de dar aos doentes uma melhor qualidade de vida, há poucos centros que o disponibilizam e a maioria são nos hospitais, com ambientes que não são bons para os doentes com DPOC”.

A propósito deste Dia Mundial da DPOC, José Alves deixa duas mensagens simples, que podem fazer a diferença. “Quem não fuma, nem vale a pena começar. Para os fumadores, o conselho é fazer o diagnóstico tão precoce quanto o possível.”

GEFCO faz parceria com a Actility e com a Wakeo para desenvolver uma nova solução para rastrear atrelados de motociclos

Estas novas parcerias demonstram o valor acrescentado que a estratégia de inovação da GEFCO tem trazido aos clientes e que no ano passado conduziu ao início de outra importante parceria com a aceleradora Techstars.

Uma inovadora solução à medida que vai trazer valor acrescentado aos clientes

Quando saem da fábrica, as motas são armazenadas e transportadas, em atrelados, para as instalações dos revendedores. A falta deste equipamento gera custos adicionais e problemas na gestão da produção. Os atrelados não são fáceis de rastrear e, por vezes, ficam perdidos ou são roubados, o que reduz as frotas dos fabricantes e leva a atrasos nas entregas.

A GEFCO desenvolveu uma solução inovadora e personalizada para resolver problemas operacionais e simplificar a gestão de atrelados na Europa. Esta solução foi desenvolvida em parceria com a Actility, um fornecedor líder de soluções LoRaWAN e com a Wakeo, fornecedora de uma plataforma de visibilidade em tempo real.

A Actility é líder global em soluções LoRaWAN, um protocolo que usa tecnologia sem fios que permitem a comunicação com aplicações IoT, a longas distâncias (mais de 15 quilómetros) com consumo mínimo de energia e uma maior duração de bateria (até 10 anos). A Actyity capacita mais de 50 fornecedores de serviços LoRaWAN, em mais de 30 países, juntamente com redes corporativas geridas para soluções de IoT. A Actility também disponibiliza soluções de geolocalização, em vários países, através de uma plataforma de roaming LoRaWAN e Abeeway, uma subsidiária da empresa que faz rastreadores de longa duração e baixo consumo energético.

A Wakeo fornece uma plataforma SaaS para trazer visibilidade, em tempo real, dos fluxos de transporte multimodais B2B. O software agrega os dados dos fornecedores e garante a qualidade dos dados, enriquecendo-os com informações independentes (dados de IoT de parceiros de hardware, AIS e dados de satélite). Com recurso a algoritmos internos, a Wakeo prevê os horários de chegada e envia alertas pró-ativos para permitir que as equipas operacionais antecipem os atrasos.

Uma solução de inteligência coletiva para atender às necessidades dos clientes

Os localizadores inteligentes foram fornecidos pela Actility e instalados nos atrelados para indicar as localizações com uma precisão de até três metros e uma vida útil de bateria de mais de sete anos. Os dados do localizador são, então, recolhidos através das redes LoRaWAN e analisados ​​na plataforma Wakeo. Esta plataforma atualiza, em tempo real, o horário estimado de chegada dos motociclos às instalações do revendedor. A plataforma também permite que o usuário localize os atrelados, mostrando se há atrasos e envia alertas automáticos para as equipas. Com este sistema os fabricantes de motociclos podem garantir que o plano de transporte inicial está a ser seguido, ao mesmo tempo que são informados de possíveis atrasos na entrega e do regresso dos atrelados.

“A integração destas duas soluções inovadoras vai trazer aos clientes da GEFCO uma visão abrangente dos seus fluxos de transporte. Vão beneficiar de soluções em tempo real, económicas, com consumo energético eficiente e sustentáveis, ​​para gerir recursos de logística e cadeias de abastecimento complexas. Isto demonstra a eficácia da nossa estratégia de inovação e confirma o valor acrescentado que a nossa parceria com a Techstars pode trazer aos nossos clientes”, comentou Emmanuel Cheremetinski, vice-presidente executivo da GEFCO.

A parceria com a Techstars teve início no ano passado, como parte estratégia de inovação da GEFCO para explorar novas linhas de negócios. Esta estratégia tem três prioridades: detectar novas ideias e oportunidades com as equipas do Innovation Watch e do Business Intelligence, testar novas ideias propostas por equipas internas na Fábrica de Inovação da GEFCO e investir em projetos específicos com o Innovation Funding.

 

Ajude a tornar os medicamentos mais seguros: Relate as suspeitas de efeitos adversos a medicamentos em grávidas e crianças, inclusive durante a amamentação

Entre 19 e 23 de novembro, a campanha envolve 32 agências reguladoras de medicamentos da União Europeia, América Latina, Australásia e Médio Oriente. O objetivo dos reguladores será aumentar o número de relatórios de suspeitas de efeitos adversos em grávidas e crianças, e durante a amamentação.

Apesar dos medicamentos serem eficazes e seguros, os efeitos adversos podem aparecer após a sua administração. É importante que os riscos associados a todos os medicamentos sejam compreendidos e comunicados aos profissionais de saúde e seus pacientes.

Os efeitos adversos podem variar desde uma dor de cabeça ou estômago, a sintomas semelhantes aos da gripe, ou apenas “sentir-se um pouco…”. Reportar efeitos adversos, ajuda os reguladores a monitorizar os medicamentos que se encontram no mercado e, se necessário, tomar medidas apropriadas para evitar complicações.

As agências reguladoras de medicamentos, como o Infarmed, contam com a notificação de suspeitas de efeitos adversos, de forma a garantir que os medicamentos que se encontram no mercado mantém uma relação positiva entre segurança e eficácia. Infelizmente, todos os sistemas de relatórios sofrem de subnotificação – daí a importância desta campanha, para consciencializar e ajudar a fortalecer o sistema.

A campanha é promovida pelo Centro de Monitorização de Uppsala (Suécia), o Gabinete da Organização Mundial de Saúde para a Monitorização Internacional de Medicamentos, que desenvolveu as animações de campanha.

Várias organizações, incluindo a Agência Europeia de Medicamentos, a Comissão Europeia e organizações de doentes como a EURORDIS, uma aliança não governamental de Associações de pessoas com doenças raras, em 70 países, também prometeram o seu apoio.

Trabalho: Incerteza é a norma para o curto e longo prazo

A COTEC Portugal promove o 8.º Encontro PME Inovação, esta terça-feira, 20 de Novembro de 2018, pelas 14h00, no Centro Cultural Gonçalves Sapinho, na Benedita, em Alcobaça. O objectivo desta reunião, que irá juntar num mesmo espaço trabalhadores, empresários, educadores e investigadores, é discutir o maior desafio do nosso tempo: a preparação e adaptação das pessoas para a mudança constante nas competências para o mercado de trabalho. (Consulte aqui o programa do evento).

A automação é transversal à generalidade dos sectores empresariais e estão a surgir e desaparecer diferentes tipos de perfis profissionais e postos de trabalho, em simultâneo. Para se preparar para o que aí poderá vir é fundamental ter uma visão comum sobre o futuro e os seus desafios.

Governos, empresários, investidores, educadores, cidadãos têm de alinhar estratégias para encontrar, em conjunto, soluções para uma nova realidade, em que o modelo educacional da era industrial se tornou obsoleto e é necessária uma adaptação a um novo ambiente tecnológico e económico.

O desafio para os trabalhadores que virem os seus postos de trabalho impactados pela automação é o de se reajustar, criar novas competências ou criar condições para abandonar o mercado.

Para debater “as Novas Competências, a Transformação das Profissões e do Posto de Trabalho”, a COTEC Portugal vai reunir um conjunto de actores da sociedade portuguesa, neste 8.º Encontro PME Inovação.

“Estamos a falar do maior problema colectivo da nossa era”, sublinha Jorge Portugal, Director-Geral da COTEC Portugal, ao enquadrar o tema para o debate desta terça-feira que irá dar voz a múltiplos stakeholders desta transformação: empresários, trabalhadores e outros actores sociais incluindo educadores e investigadores.

Será dada voz às experiências do empresário e do trabalhador. O diálogo 4.0, terá continuidade com educadores, formadores, representantes dos trabalhadores e investigadores irão debater a necessidade de encontrar novas respostas para alinhar a oferta e procura de competências, nesta fase de aceleração da transformação tecnológica e económica.

“Esperamos que este diálogo social 4.0 possa contribuir para uma visão partilhada sobre os desafios que teremos de enfrentar e de reinventar o trabalho do futuro”, antecipa Jorge Portugal, dando assim continuidade ao desafio lançado pelo Presidente da República no Encontro COTEC Europa, realizado em Fevereiro em Mafra – http://www.cotecportugal.pt/pt/oquefazemos/think-tank/work-40-/work-40-20180928150945

O Estado da Inovação Empresarial será outro tema do 8.º Encontro PME Inovação, que terminará com a entrega do Prémio PME Inovação COTEC-BPI (clique aqui para consultar mais informação sobre o Prémio e os vencedores das edições passadas). Os seis finalistas da 14.ª Edição deste Prémio já são conhecidos:

  1. CELFINET – Consultoria em Telecomunicações, SA
  2. CONTROLAR – Electrónica Industrial e Sistemas, Lda.
  3. I.C.C. – Indústria e Comércio de Calçado, SA
  4. ITSECTOR – Sistemas de Informação, SA
  5. JPM – Automação e Equipamentos Industriais, SA
  6. MOVECHO, SA

UNAVE-UA lança nova formação avançada em Lean Management

A UNAVE- Associação para a Formação Profissional e Investigação da Universidade de Aveiro, volta a realizar já em fevereiro o programa de formação Lean Practitioner, em parceria com o Instituto de Lean Management (ILM) e a Lean Academy Portugal (LAP).

O Lean Pratitioner Program confere direito ao Lean Practitioner Certificate e é o primeiro programa do Lean Global Network a nível mundial, sendo considerado uma referência, a nível internacional, enquanto modelo de aquisição de conhecimentos e de aplicação de Lean Management.

O Lean management é, como se sabe, uma filosofia de gestão empresarial que tem como objetivo principal criar valor para a empresa – e, indiretamente, para os seus clientes – a partir da redução dos desperdícios.

Por outras palavras, trata-se de um modelo de gestão que aposta na melhoria da produtividade, através da redução e/ou eliminação de custos e da sua circunscrição às atividades que acrescentam, de facto, valor para o cliente.

O conceito, derivado, em grande medida, do Toyota Production System (TPS), tem vindo a ser aplicado, nas duas últimas décadas, na indústria e em alguns serviços, tanto nas empresas como no setor público.

Por isso, a formação destina-se, prioritariamente, às empresas interessadas em melhorar a sua produtividade e que queiram capacitar as suas equipas para a utilização dos princípios e das práticas de Lean Management, e a indivíduos que pretendam adquirir formação nesta área e obter uma certificação de competências mundialmente reconhecida, atribuída, conjuntamente, pela UNAVE/UA, ILM e LAP.

O Lean Pratitioner program realizar-se-á na Universidade de Aveiro, de 8 de fevereiro a 25 de maio, contando com um total de 104 horas de formação presencial distribuídas por 13 módulos, com aulas às sextas-feiras, das 17h30 às 21h30, e aos sábados, das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

Conteúdos principais:

  • Princípios LEAN: definições gerais, VSM & JIT, supply chain, estandardização, kaizen, estabilidade e OEE
  • História dos processos
  • Introdução ao PDCA
  • Qualidade e Jidoka
  • Gestão Visual & 5S
  • Resolução de problemas & A3

Estruturados segundo o modelo Know/Try/Experience, cada módulo incluirá simulações e estudos de caso.

Adicionalmente, estão previstas visitas de estudo a empresas de referência e sessões de tutoria, para acompanhamento dos formandos na realização do projecto obrigatório.

A conclusão do curso com aproveitamento no exame final escrito confere direito a um certificado de Lean Practitioner, emitido pelo Instituto Lean Management (ILM), pela Lean Academy Portugal (LAP) e pela UNAVE/Universidade de Aveiro.

 

DEPOIMENTOS

I

“A formação Lean nas empresas é importante para fornecer ferramentas para os conscientes, convencidos e convertidos – e, por isso, permanentemente inquietos – de que a melhoria é algo que nunca termina, ou seja, é um meio e não um fim. Os conscientes, convencidos e convertidos estão sempre inquietos para reduzir o desperdício através da melhoria contínua e, por isso, fatalmente iriam desenvolver as ferramentas em falta. Para evitar este “desperdício” a formação nas ferramentas Lean queima etapas na viagem sem fim da melhoria contínua”. (Paul Van Rooij, Administrador Operacional da Kirchhoff Portugal)

II

“Efetivamente, não tenho encontrado no mercado, nem uma grande oferta de formação em Lean nem muitos profissionais com experiência nesta área. Percebe-se que há algum conhecimento teórico dos princípios e das ferramentas, mas constata-se uma lacuna grande na componente prática. O Lean, principalmente no que se refere à sua aplicação na área fabril, não é algo recente, tendo surgido há já vários anos, com provas dadas ao nível das vantagens e resultados da sua aplicação. Como tal, dificilmente se compreende por que motivo não tem havido uma aposta mais forte das nossas instituições na formação nestes princípios e ferramentas que conduzem a uma mudança significativa da nossa forma de trabalhar, no dia a dia, e que permitem a uma organização ir de encontro aos seus requisitos de negócio, utilizando todos os recursos de forma mais eficiente”. (Anabela Rodrigues, Diretora do Departamento de Logística da Bosch Termotecnologias).

Vigílias, concentrações e greves vão provocar o caos no SNS até ao final do ano

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De forma a demonstrar claramente ao Governo, e à Ministra da Saúde, que não aceitam continuar a não ser uma prioridade para este Governo, e para o Ministério da Saúde, as estruturas sindicais representativas desta classe profissional estão a programar um novo conjunto de ações de protesto que irão causar grandes transtornos ao Serviço Nacional de Saúde, pelo menos, até ao final de 2018. Em cima da mesa estão vigílias, concentrações, novas greves e denuncias de atitudes de desinvestimento nas áreas dos meios complementares de diagnóstico e terapêutica, exemplificando com casos concretos da falta de condições e de resposta dos serviços públicos do SNS por falta de TSDT’s e de recursos materiais, especialmente de equipamentos, recorrendo cada vez mais ao setor convencionado.

19 DE NOVEMBRO: VIGÍLIA NO MINISTÉRIO DA SAÚDE

No dia 19 de novembro, entre as 16h00 e as 19h00, os Dirigentes e Ativistas Sindicais estarão em Vigília no Ministério da Saúde onde vão exigir a marcação de uma audiência com a Ministra da Saúde e a retoma do Processo Negocial. O Presidente do STSS lamenta “é inadmissível que o Governo e a nova Ministra da Saúde continuem sem responder aos TSDT e às estruturas sindicais representativas e com as quais assinaram um Protocolo Negocial a 24 de novembro de 2017, que há muito já devia estar terminado”.

24 DE NOVEMBRO: CONCENTRAÇÃO NACIONAL

UM ANO DEPOIS DA ASSINATURA DO PROTOCOLO NEGOCIAL COM O GOVERNO E NADA FOI FEITO

No dia 24 de novembro, os TSDT vão assinalar a assinatura do Protocolo Negocial com o Governo e os Sindicatos, ocorrida há um ano, e que contínua sem estar concluído, demonstrando o seu descontentamento e repúdio pelo comportamento do Governo no Processo Negocial de revisão e regulamentação das carreiras dos TSDT, pois continua a não existir acordo com o Governo em matérias fundamentais. “No decurso deste dia e nesta Concentração vão assinalar a data com ações simbólicas que vão DEMONSTRAR A NOSSA REVOLTA E INDIGNAÇÃO, REIVINDICANDO QUE ESTE PROCESSO NEGOCIAL TERMINE ATÉ AO FIM DO ANO.” reforça Luís Dupont.

DEZEMBRO: NOVAS GREVES EM CIMA DA MESA

No mês de dezembro, as estruturas sindicais vão anunciar um calendário de greves a desenvolver durante todo o mês, em defesa da conclusão do processo negocial de revisão e regulamentação das carreiras dos TSDT. Estes dias de Greve serão acompanhados por ações de protesto público.

Recorde-se que TSDTs são constituídos por 18 profissões e abrangem áreas como as análises clínicas, a radiologia, a fisioterapia, a farmácia, a cardiopneumologia, entre muitas outras, num total de cerca de 10 mil profissionais em exercício nos serviços públicos de saúde. Em caso de luta, recorrendo à greve, esta afetará praticamente todos os serviços de saúde, com especial incidência nos blocos operatórios, altas e internamentos hospitalares, diagnósticos diferenciados em todas as áreas de intervenção clínica, planos terapêuticos em curso, distribuição de medicamentos, prevenção em saúde, etc.

A LUTA VAI CONTINUAR, E OS TSDT VÃO DEFENDER OS SEUS DIREITOS, EXIGINDO QUE ESTE PROCESSO ESTEJA CONCLUÍDO ATÉ AO FINAL DO ANO

Em causa está um Processo Negocial que continua por concluir, não existindo acordo em matérias fundamentais como as grelhas salariais e a transição para as novas categorias e sendo a última proposta apresentada a 29 de setembro de 2018. Os TSDT exigem que o Governo reponha a justiça e equidade apresentando propostas com transições que preencham todas as categorias e uma grelha salarial que tenha os referenciais e impulsos salariais de outras carreiras especiais da Administração Pública com a mesma exigência habilitacional e profissional. A carreira dos TSDT tem de ser uma prioridade de qualquer Governo que diga defender o SNS e os seus profissionais, por isso vão continuar a lutar e não baixar os braços, e não aceitam ser uma carreira especial que seja do ponto de vista de desenvolvimento salarial pior do a que temos na grelha salarial ainda em vigor, e continue a manter desigualdades em comparação com outras carreiras.

Para o STSS a situação constituída pelo Governo não faz qualquer sentido, pois, se por um lado o processo negocial visa pôr fim a uma discriminação dos TSDTs que se prolonga há 18 anos, por outro lado os sindicatos têm demonstrado uma grande serenidade negocial, evitando especulações políticas que possam pôr em causa as negociações. Contudo, se o Governo continuar a manter as propostas já apresentadas que não correspondem às reivindicações dos TSDTs e não forem apresentadas novas na reunião já agendada para a próxima semana, estes sindicatos irão agravar as formas de luta agora anunciadas. Assim, estas estruturas sindicais alertam: a responsabilidade do Governo é inequívoca, seja pelos eventuais efeitos de um conflito no normal funcionamento do SNS, seja da quebra de confiança nos compromissos deste.

No âmbito da ação reivindicativa e do nosso processo negocial, as estruturas sindicais solicitaram reuniões aos Grupos Parlamentares, tendo já reunido com o PEV, PCP, PS, BE e PSD. E não foram recebidos pelo CDS/PP e PAN. Os Grupos Parlamentares reconhecem a pertinência das reivindicações e da razão que os assiste, seja do processo negocial e da falta de acordo com o Governo, seja das lacunas graves de TSDT no SNS e da necessidade de recrutamento, urgente, de mais colegas. Foram ainda alertados os Partidos para a necessidade da contabilização correta dos pontos para todos os TSDT para efeitos de descongelamento. Também sobre a discussão do Orçamento de Estado foi solicitado a todos os Partidos que o mesmo preveja o respetivo cabimento orçamental para revisão das Carreiras e do recrutamento de mais TSDT.

Saiba quais os cenários possíveis para crise política e acordo de saída

Quando anunciou a aprovação do rascunho, May avisou: “A escolha é entre este acordo, que concretiza o voto do referendo, que traz de volta o controlo do dinheiro, leis e fronteiras, põe fim à livre circulação, protege empregos, segurança e a nossa união, ou sair sem acordo, ou nenhum ‘Brexit’ de todo”.

A contestação ao texto que existe dentro do Governo, do partido Conservador e da oposição pode dar origem a vários cenários:

Moção de censura no partido Conservador a Theresa May

Deputados conservadores consideram que não têm mais confiança na primeira-ministra e líder do partido e pedem uma moção de censura. Para isto acontecer, Graham Brady, o presidente da Comissão 1922, responsável pela gestão das eleições internas no partido Conservador, tem de receber cartas de 48 deputados, equivalente a 15% do grupo parlamentar de 315 deputados.

Na quinta-feira, vários deputados, incluindo o influente eurocético Jacob Rees-Mogg, anunciaram ter subscrito a moção. “Lamentavelmente, o projeto de acordo de saída apresentado hoje no parlamento revelou-se pior do que o previsto e não cumpre as promessas feitas ao país pela primeira-ministra, seja por conta própria ou em nome de todos nós no programa do Partido Conservador”, justificou Rees-Mogg.

Porém, para ser bem-sucedida e dar origem à demissão de May e a uma eleição de um novo líder do partido, 159 dos 315 deputados conservadores terão de votar a favor da moção.

O deputado Ken Clarke, pró-europeu e antigo ministro da Saúde e da Justiça, considerou o exercício irrelevante porque uma eleição iria demorar várias semanas. “Eu acho que ela vai sobreviver e eu também diria que ela está condenada a continuar a liderar-nos ao longo desta confusão porque não há mais ninguém”, disse à BBC.

O acordo é chumbado no Parlamento britânico 

Após ser validado pelo Conselho Europeu a 25 de novembro, o acordo terá um “voto significativo” na Câmara dos Comuns, eventualmente no início de dezembro. A reação dos deputados dos diferentes partidos na Câmara dos Comuns na quinta-feira, quando Theresa May anunciou que o rascunho do acordo tinha sido aprovado pelo governo, deu a entender que será difícil o texto passar.

O Partido Trabalhista, o Partido Nacionalista Escocês, os Liberais Democratas, todos da oposição, disseram que vão votar contra. O eurocético Mark François garantiu que pelo menos 84 deputados conservadores vão votar contra. E o Partido Democrata Unionista, que tem um acordo parlamentar de apoio ao governo, também se manifestou contra o documento. Restam deputados do Partido Conservador leais à primeira-ministra ou pressionados pelo risco de falta de acordo.

Se o governo perder a votação, tem 21 dias para fazer uma declaração sobre o que pretende fazer.

Falta de acordo 

Se a primeira-ministra concluir que não é possível alcançar um acordo, ou se as negociações continuarem, mas não for alcançado um entendimento até 21 de janeiro, o governo tem de fazer uma declaração no parlamento e apresentar uma moção com um plano para o futuro. Nessa altura, a primeira-ministra pode entender que não tem condições para continuar em funções e demitir-se ou convocar eleições antecipadas.

Estender o artigo 50.º

O governo pode pedir ao Conselho Europeu para estender o artigo 50.º para além de 29 de março de 2019 para ter mais tempo para chegar a um acordo que possa ser aprovado pelo parlamento. Mas não é certo que os 27 países-membros da UE aceitassem e a primeira-ministra tem repetido categoricamente que não pretende fazê-lo e que a data do ‘Brexit’ está gravada na lei de saída da UE.

Eleições legislativas

Se Theresa May não conseguir apoio para o acordo, ela poderá convocar eleições antecipadas, mas precisa do apoio de dois terços do parlamento. Ou o processo pode ser provocado por uma moção de censura no parlamento com o apoio do próprio partido Conservador. O Partido Trabalhista, principal partido da oposição, tem argumentado que a primeira-ministra deve dar lugar para que outros possam negociar um acordo melhor.

Mas as últimas legislativas, em 2017, tiveram um resultado desfavorável ao partido Conservador ao retirar a maioria na Câmara dos Comuns, o que poderá desencorajar os ‘tories’ a enveredar por este caminho.

Segundo referendo

A falta de apoio a um acordo de saída no parlamento britânico e a perspetiva de um ‘brexit’ sem acordo pode provocar um impasse político. O governo pode decidir que a única solução é pedir aos eleitores que decidam através de um novo referendo, que pode ou não incluir uma opção para permanecer na UE.

O chamado “People’s Vote” tem ganho tração, tendo uma manifestação mobilizado cerca de 700.000 pessoas em Londres. Dirigentes de diferentes partidos, incluindo o Mayor de Londres, Sadiq Khan, o ex-secretário de Estado dos Transportes Jo Johnson ou a ex-ministra da Educação são favoráveis. Mas uma nova consulta popular teria de ser aprovada por uma maioria de deputados e muitos receiam a reação sobretudo dos eleitores eurocéticos.

Theresa May tem reiterado que o veredicto dos eleitores foi dado no referendo de 2016. E o partido Trabalhista só admite o referendo como uma opção se não conseguir eleições legislativas antecipadas.

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