Inicio Autores Posts por Ana Rita Silva

Ana Rita Silva

4085 POSTS 0 COMENTÁRIOS

LEXUS? “É fazer com que o cliente se sinta especial dentro da nossa casa”

A Lexus é uma das marcas mais prestigiadas a nível mundial no âmbito do setor automóvel, conhecida, entre outras dinâmicas, pela aposta constante e recorrente na inovação e na tecnologia. Para contextualizar junto do nosso leitor, como é que essa aposta tem permitido criar uma relação de maior proximidade com o cliente?

No centro de tudo o que a Lexus faz está o Cliente. Neste contexto, a tecnologia desenvolvida resulta predominantemente do diagnóstico de necessidades que a Marca faz junto dos seus Clientes. Sendo uma marca visionária, a identificação de necessidades ocorre com frequência na perspetiva que a Lexus tem sobre o futuro. Posto isto, citando o exemplo da tecnologia híbrida, a relação de maior proximidade surge pela forma como o Cliente sente que a tecnologia foi desenvolvida a pensar em si, e não por razões comerciais, de marketing ou de outra ordem.

De que forma é que é realizada essa aposta na abordagem à tecnologia para que a mesma possa integrar uma dinâmica pioneira e diferenciadora?

Quando a Lexus se centra no Cliente, está também a centrar-se na Sociedade. Este facto, associado à coragem que constitui um dos valores da Marca, tem permitido o desenvolvimento e viabilização de tecnologias pioneiras e disruptivas. A diferenciação na Lexus não é um propósito mas sim uma consequência de toda a estrutura de valores pela qual se rege.

Na sua opinião, sente que esta aposta na inovação com criatividade é fundamental para promover um relacionamento mais próximo com o cliente Lexus?

O Cliente Lexus já se habituou a um produto e uma mentalidade que procura, tanto quanto possível, envolver as suas necessidades. A inovação com criatividade é fundamental para criar o fator UAU que tanto caracteriza a Marca.

A diferenciação de uma marca também se revela no momento de contacto com o cliente e a Lexus é conhecida também por proporcionar experiências inesquecíveis a todos que com ela contactam. Quão importante é no seio da marca esta preocupação em provocar e criar sensações no cliente?

Para quem trabalha diariamente a Marca, esta preocupação assume com frequência o carater de filosofia de vida. A arte de bem receber, de bem servir e a necessidade de surpreender fazem parte dos fatores motivacionais que servem de combustível a quem dedica os seus dias ao Cliente Lexus. Esta forma de estar é uma característica da Marca em todos os Mercados em que opera.

Concorda que a própria filosofia da marca, que é assente na arte japonesa denominada Omotenashi, tem sido essencial para que o cliente se sinta especial? Como é que esse tratamento é realizado?

O Omotenashi pode ser traduzido para Português como a arte de bem receber, por outras palavras, a arte da hospitalidade. Fazer com que o Cliente se sinta especial dentro da nossa casa é algo dinâmico, algo que exige sempre um pouco mais da organização, uma vez que a cada visita sentimos a necessidade de superar as expectativas da anterior. Nem sempre o conseguimos e por vezes falhamos mesmo. Contudo, não baixamos os braços e tentamos aprender com os nossos erros.

É essa filosofia que tem possibilitado à marca ter sucesso?

Não será o único fator, mas sim, consideramos que tem contribuído positivamente. Mas mais do que isso, é algo que faz do trabalho na Marca algo especial uma vez que em termos humanos é muito gratificante. Sentir que conseguimos fazer o Cliente sentir-se especial é algo muito recompensador.

Que análise perpetua da presença da marca em Portugal? De que forma tem a Lexus feito a diferença perante o público luso?

A Lexus tem uma presença relativamente pequena em Portugal. Não obstante, a vasta maioria dos Clientes tende a tornar-se fã da Marca, principalmente a partir do momento em que foi introduzida a tecnologia Híbrida de forma transversal.

Como analisa a vertente da inovação no universo automóvel? É legítimo afirmar que no setor automóvel só quem consegue criar esta simbiose entre a inovação do produto e do serviço e a relação com o cliente é que singra?

A inovação ao serviço das necessidades mais genuínas do Cliente é um grande impulsionador do sucesso duradouro. Nem toda a inovação no setor automóvel serve este propósito, há uma parte que está mais dedicada a propósitos comerciais. No caso da Lexus, há uma matriz de valores que molda não só o produto, como o serviço – a atenção permanente às necessidades da Sociedade faz com que exista consistência entre a linguagem do produto e a linguagem do serviço. Isto é algo que nem sempre se explica racionalmente, mas que serena a mente – o cérebro é ávido de coerência.

Está à frente dos destinos da Lexus Portugal há sensivelmente um ano. Que balanço perpetua deste ano como diretor geral da marca em Portugal?

Estamos a atravessar um período de grande incerteza ao nível do Consumidor. Existe uma avalanche de informação conflituante em torno do impacto negativo das emissões, em particular do Diesel. A tomada de decisão de compra neste contexto é algo muito complexo. A Lexus antecipou este momento e há cerca de 15 anos teve a coragem de iniciar o seu próprio caminho. Foi uma jornada difícil com muitos obstáculos a transpor. Contudo, hoje, é talvez a única Marca que apresenta uma solução alternativa às motorizações convencionais com 14 anos de experiência e uma vasta carteira de Clientes fidelizados. Não é um risco, não é uma novidade, é uma escolha segura. Posto isto, estamos confiantes que 2019 será um ano de sucesso, ainda mais porque iremos lançar dois magníficos modelos, o ES300h e o UX250h sobre os quais temos grandes expectativas.

Quais são os principais desideratos da marca em Portugal para este ano?

Pretendemos crescer cerca de 25% face ao ano anterior, mas mais do que crescer, pretendemos proporcionar experiências fantásticas “experience amazing” a todos os nossos clientes.

O que significa escolher lexus?

É algo difícil de explicar. Deixo o desafio da experiência aos leitores.

Sustentabilidade, mobilidade e segurança: pessoas e organizações

É no mês da mulher que lhe damos a conhecer uma história e um percurso de mulher assente na persistência e determinação. Queremos felicitar, neste mês, todas as mulheres com história e percursos de reconhecimento.

Fátima Pereira da Silva é filha de Alcobaça e leva a sua terra de paixão, sempre consigo em cada evento, conferência e palestra ao nível internacional.

Coimbra é a sua segunda cidade. Professora Adjunta Convidada na Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC) do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC). Dedica-se à atividade docente desde o ano de 2000 na ESEC. ISLA (Leiria) e IPL foram também percursos que regista como docente.

Possui estudos avançados em Psicologia das Organizações do Trabalho e Recursos Humanos; é Mestre e Especialista por defesa de provas públicas no IPC; Especialista em Psicologia do Trabalho, Social e das Organizações pela Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP).

Integra o grupo de trabalho da OPP que visa definir as competências e atribuições do Perfil do Psicólogo de Psicologia do Tráfego e foi Vogal/Membro da Comissão Técnica Ad hoc para Adaptação da norma NP ISO 39001: 2017-“Gestão da segurança rodoviária nas organizações”

Membro Diretivo de vários Comités e Associações Internacionais e Nacionais, foi recentemente eleita para a Direção do International Council on Alcohol, Drugs and Traffic Safety (ICADTS), sendo a única mulher europeia neste organismo mundial, com responsabilidades nos Comités de Marketing e Educação. Assume, ainda, funções diretivas no Consortium of Adolescent Road Safety, Inc (CADROSA- Austrália) como Public Relations Officer (EU), bem como no European Workplace Drugs Testing Society – EWDTS, onde integra, o comité de Networking desde 2015.

Internacionalmente, assume ainda a coordenação das relações públicas no Traffic Psychology International, (TPI) e é membro da German Society for Traffic Psychology (DGVP- Deutsche Gesellschaft Fur Verkehrspsychologie, E. V) e ICTCT-International Co-operation on Theories and Concepts in Traffic Safety.

“O  Traffic Psychology International foi a alavanca internacional. Mais de 20 países e uma relação de amizade e elevado profissionalismo com todos os colegas de trabalho do TPI. Já estiveram em Alcobaça, em Coimbra e em Lisboa e irão concerteza voltar. Será em Portugal que em 2020 concretizarei o maior desafio de todos: Portugal será o palco dos fatores humanos, segurança e mobilidade nas suas várias vertentes onde peritos internacionais e algumas das organizações internacionais a que pertenço estarão seguramente presentes”.

PRÉMIO DE MÉRITO

“Ter sido honrada com um Prémio de Mérito e galardoada com o Prémio de Empreendedorismo pela Associação das Mulheres Empreendedoras Europa & África foi a valorização de três décadas de percurso. É e será sempre um momento nobre ao estar ao lado de outras mulheres que igualmente se destacaram nos seus percursos de vida. O Galardão de Mérito na Categoria de Empreendedorismo traduz determinação, persistência, resiliência e sobretudo a crença que devemos aliar pessoas, organizações, equilíbrio e qualidade”.

Ao longo destes anos, investiu num percurso único como perita, consultora, docente e  investigadora. Estreitar parcerias, partilhar conhecimento, aplicar novas metodologias, novas tecnologias, novas formas de intervenção nas organizações nacionais e internacionais no âmbito da sustentabilidade, qualidade e segurança das pessoas e organizações em contextos de mobilidade são a sua determinação de vida. “Olho para trás e tenho a clara consciência que só aqui cheguei porque fui persistente e lutadora e essa crença acompanha-me no dia a dia. Mas encontrei entraves e pessoas sem ética e formação. Esta é a face da “dor” do Empreendedor”.

PERCURSO CONSTRUÍDO E PROJETADO PARA O FUTURO

“Todos nós estamos conscientes de que muito há a fazer quando falamos de sinistralidade no cenário rodoviário. Os acidentes rodoviários são responsáveis pela morte de 1,35 milhões de pessoas, anualmente e são hoje a principal causa de morte de crianças e jovens entre os cinco e os 29 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS)

Organizei conferências internacionais em Portugal, sensibilizei até ao momento mais de 4 000 jovens relativamente aos perigos de condução sob o efeito de álcool e drogas. Foram mais de 10 000 avaliações psicológicas de condutores, múltiplas intervenções como consultora nas organizações, ligando o fator humano, a gestão de pessoas, a liderança, a qualidade, entre outras áreas de consultoria… mas não chega”.

Tem que haver apoio, incentivo, um discurso alinhado para a cooperação entre entidade públicas e privadas. Tem que haver controlo do que se faz e como se faz. Temos tantos países na Europa a fazer bem. Trabalho com esses colegas, conheço a forma como se faz e muitas vezes pergunto: Porque em Portugal as organizações trabalham de forma isolada?

Em 2018 e exatamente com esse objetivo, frequentei o Curso Superior em Estudos Superiores para a Implementação de Políticas Públicas em Segurança na Universidade Rey Juan Carlos/ Pons Seguridad Vial. Como colega e formador estava o atual Diretor Geral da DGT e outros colegas de renome Internacional com os quais frequentemente partilho informação. Como consultora e perita esta é e será uma área que, cada vez mais, importa atuar numa lógica de parceria/cooperação internacional e benchmarking.

 Desenvolvi a minha tese de Mestrado, já em 2004, sobre “Mental workload, aprendizagem, condução e Intelligent Transport System (ITS)”. Com orgulho, sou hoje uma das revisoras internacionais nos dois maiores congressos que irão decorrer em 2019: 26th ITS World Congress -Smart Mobility, Empowering Cities (21 a 25 de Outubro em Singapura), bem como do 13th ITS European Congress of Brainport-Eindhoven (3-6 de junho de 2019). Daqui “bebo” a atualização permanente dos desafios e contextos mundiais, permitindo partilhar com as organizações em Portugal, o saber e implementação de novos modelos numa lógica de sustentabilidade no presente e no futuro. A consultoria nestas áreas é um desafio atual projetado para o futuro, onde se ligam indiscutivelmente lógicas de cooperação entre o turismo, a mobilidade, a economia circular, entre outros desafios. Nas organizações e nas políticas públicas, temos a obrigação de fazer de Portugal um lugar de excelência em todos os contextos de mobilidade onde, os peões, devem também ter a primazia da nossa atenção”.

“Campanhas de sensibilização sobre os perigos no consumo de álcool, drogas e condução, para crianças, jovens e adultos, fazem parte, também da minha atividade profissional, atuando numa lógica inovadora e introduzindo modelos formativos criativos, práticos e motivantes São disso exemplo, a utilização de materiais de simulação de álcool e drogas, bem como a utilização das mais recentes tecnologias de despiste de álcool no local de trabalho. Estar na direção do ICADTS e EWDTS é fundamental para partilhar em Portugal o que de melhor se faz no mundo.

Assumir as funções de Public Relations Officer no Consortium Mundial com sede na Austrália (Cadrosa) e focar a intervenção nos comportamentos dos jovens condutores e perigos a eles associados é um desafio permanente. Novas ações estão já definidas com vários parceiros e clientes.

Por último: mulheres de referência que formam outras mulheres, que ajudam a definir percursos, entre tantas outras competências, são igualmente outros projetos que surgirão num futuro muito próximo.

 “Formação e Consultoria de Excelência com parceiros de referência são o suporte da minha atividade. O apoio incondicional do Crédito Agrícola sempre foi uma das referências e incentivo. Também a parceria com o Solar da Cerca do Mosteiro  (Alcobaça) assume-se como um desafio de futuro. O Solar da Cerca do Mosteiro é uma referência local, nacional e internacional no âmbito do turismo. Com uma vista privilegiada para o Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça (património da UNESCO desde 1989), inspira naturalmente qualquer processo formativo.

Chairperson no 11th EWDTS Symposium de expressão mundial (em Londres- Maio de 2019) e a coordenação do painel “Towards best practices for drug, alcohol, mobility and work”´será mais um dos desafios emergentes.

EQUILÍBRIO

O seu percurso baseia-se em modelos estruturantes nos quais cresceu e que a incentivam todos os dias. Uma família que sempre a apoiou: um pai modelo como profissional, como homem e como pai. “No universo, acompanha-me todos os dias”. Uma mãe que esteve e está sempre a seu lado, como mãe e como avó. Os seus filhos que são e serão sempre o seu incentivo permanente e que lhe dão a força para continuar. Um irmão que traçou há muitos anos um percurso internacional onde tem feito um caminho brilhante, de excelência e internacionalmente reconhecido.

“O meu percurso acontece com base nestes pilares estruturais e no equilíbrio entre a vida familiar, profissional e social. Este equilíbrio torna-se o nosso motor energético. Somos o que construímos ao longo de uma vida e o brilho nos olhos conquista-se todos os dias. Ser profissional é permanentemente a aprender com os melhores e para os melhores”. ▪

Fátima Pereira da Silva, vestida por Noivas Belina

Fátima Pereira da Silva: https://www.linkedin.com/in/f%C3%A1tima-pereira-da-silva-71b01014/

Produtos saudáveis e deliciosos que proporcionam momentos de puro prazer

A DHC Food Experience foi fundada em 1997, mas foi em 2013 que ganhou uma nova dinâmica e identidade na categoria das massas frescas. Trata-se de uma aposta ganha num nicho de mercado em clara expansão e cada vez com mais adeptos.

Hoje a DHC, sinónimo de delicious, healthy e comfort, é também sinónimo de inovação, diz-nos Carla Martins, e sinónimo de satisfação, afirma Ana Paula Teixeira. “É importante conseguir agregar todos estes produtos saudáveis, free from ou biológicos a um momento de prazer que é a refeição. Seja uma refeição social, individual ou familiar, queremos trazer satisfação no momento da preparação das refeições e no momento do consumo dos nossos produtos. O ato de cozinhar deve ser, igualmente, um ato de prazer e de satisfação” refere Ana Paula Teixeira.

Ana Paula conta-nos que sempre gostou de cozinhar, mas, sobretudo, sempre gostou de inovar no momento de elaborar refeições. “A cozinha rotineira não é para mim. Preciso de agregar criatividade à elaboração de refeições. Esta já é uma paixão de infância. O nosso pai viajava bastante e trazia-nos produtos de diferentes mercados o que nos levou a querer conhecer sempre coisas novas e a querer experienciar produtos diferentes”, partilha connosco Ana Paula Teixeira. Mas foi a partir do momento em que teve o primeiro contacto com a distribuição, e quando constituiu a sua própria família, que o prazer que tinha de encontrar coisas novas, não só em Portugal como nos países que visitava, motivou-a a querer proporcionar essa satisfação aos portugueses. Ana Paula queria facilitar o acesso a esses produtos no mercado nacional o qual, há 22 anos, tinha uma oferta escassa. Apesar de hoje o mercado nacional estar ao nível de vários mercados europeus, há sempre novidades a ser lançadas noutros países e a a DHC, sempre atenta a esses mercados, procura justamente continuar a trazer novidades e novas tendências para o mercado português.

Esta no ADN da DHC estar atenta ás novidades e coloca-las á disposição dos consumidores portugueses. Foi a DHC quem lançou pela primeira vez no mercado português uma gama de massas frescas culinárias sem glúten, com a marca Pasta do Dia, bem como a variedade de Massa para Pizza sem Glúten, sob a marca francesa Croustipate. A aceitação e a procura por estes produtos surtiram efeitos imediatos e correspondeu às expectativas da DHC.

A verdade é que setor de produtos sem glúten tem vindo a conquistar um espaço cada vez maior nas prateleiras dos supermercados, bem como são já produtos com uma presença diária à mesa dos portugueses. A DHC procura, assim, ter produtos com essas características em todas as categorias em que se posicionam. “Queremos ter uma oferta variada no que diz respeito a estes produtos, não só para celíacos, mas também para pessoas intolerantes ou para o grupo de pessoas que optam por escolher este tipo de alimentação. Os hábitos mudaram e hoje as pessoas procuram cada vez mais um estilo de vida saudável. Temos essa consciência e temos vindo a aumentar significativamente a nossa gama nesse sentido”, explica Ana Paula Teixeira.

A procura por produtos vegans e sustentáveis do ponto de vista social e ambiental tem aumentando consideravelmente e são cada vez mais os portugueses que optam por uma alimentação saudável, o que abre portas ao crescimento dos produtos free from: sem açúcar, corantes, conservantes, sabores artificiais, organismos geneticamente modificados, glúten, lactose, antibióticos ou hormonas. Este é um segmento de mercado que parece ter um futuro promissor e onde existe grande espaço para a inovação.

Neste sentido, a DHC prepara-se para reposicionar as suas massas com zero aditivos. Visando as questões da saúde, da alimentação saudável e da sustentabilidade, a DHC colocará no mercado produtos sem corantes nem conservantes e com óleo de palma, produzido de forma sustentável.

“MARÇO SERÁ UM MÊS FORTE E REPLETO DE NOVIDADES”

Ana Paula Teixeira prometeu trazer novidades ao nível das refeições prontas para o ano de 2019. Aqui estamos nós para lhe revelar as novidades e os projetos que tem em cima da mesa.

Março será um mês forte e repleto de novidades. “É o nosso mês, o mês da mulher e o mês dos nossos aniversários”, diz-nos Ana Paula Teixeira.

Por isso mesmo, vai ser lançada no próximo dia 9 de março a massa tenra Pasta do Dia. Na semana seguinte a dinâmica continuará com o lançamento da massa filo, igualmente sob a marca Pasta do Dia. Em simultâneo, vão ser lançadas saladas mediterrâneas de origem belga, à base de produtos naturais sem corantes e sem conservantes, característica transversal a todos os produtos da DHC. Para as lojas irão quatro referências sob o conceito de Grab and Go. “Queremos estar à frente das grandes tendências: a conveniência, ready to eat e saudável. Acompanhar e estar à frente das tendências do consumo faz parte da estratégia da DHC que apostará agora também e ainda durante o mês de Março em refeições rápidas, prontas a comer.

Dentro do conceito da conveniência a DHC está a preparar o lançamento de uma gama de refeições pré-cozinhadas como sejam lasanhas bolonhesa, salmão, Bio e Vegan, cannellonis de carne e vegan e tagliatelle. Tratam-se de massas italianas produzidas na Bélgica, país da Europa por excelência na produção de refeições pré-cozinhadas. “Queremos apostar fortemente nesta gama de refeições pré-cozinhadas e de refeições biológicas, um mercado a crescer significativamente”, acrescentam as nossas entrevistadas.

“MAIS DO QUE ACOMPANHAR QUEREMOS ESTAR À FRENTE DAS TENDÊNCIAS DE CONSUMO”

Ana Paula Teixeira é CEO da DHC Food Experience, uma marca que está sempre em cima da constante mudança do mercado. Olhando para trás voltaria a fazer exatamente tudo igual ao que fez até agora? Questionámo-la. “Seguramente não faria tudo igual até porque agora tenho uma aprendizagem acumulada e penso que teria feito melhor algumas coisas. Mas se me arrependo do percurso que fiz? Não. Estou muito satisfeita e sobretudo grata pelo percurso percorrido e o seu resultado”, adianta Ana Paula Teixeira.

“Juntamente com a minha irmã e toda a nossa equipa, temos conseguido alcançar resultados que nos permitem consolidar e sustentar o crescimento da empresa, agregando uma enorme satisfação por ter conseguido criar na DHC uma cultura empresarial muito focada na satisfação do cliente e ao mesmo tempo com uma componente humana e social bastante forte”, acrescenta ainda a nossa entrevistada.

Para Ana Paula Teixeira é uma enorme satisfação olhar para a DHC e ver tudo o que foi construído à sua volta, acima de tudo pela confiança dos clientes e dos seus parceiros. “Estou muito grata por todo este processo, pelo caminho percorrido e pela confiança e reconhecimento que nos motivam a continuar e a procurar sempre fazer melhor”, afirma Ana Paula Teixeira.

Sob a máxima “não vender o que nunca compraria”, Ana Paula Teixeira sabe que o mercado português está bem posicionado a nível europeu, no entanto há sempre algo para inovar mas para isso é preciso estar atenta às novidades, viajar e auscultar os clientes e consumidores, afinal são eles que devem conduzir a nossa rota. “As expectativas são boas para a aceitação destes produtos, mas temos de ter sempre em atenção as necessidades e o que o mercado nos pede para podermos procurar os produtos adequados lá fora, mas com características que assentem nos nossos valores e princípios. Temos de saber seguir as tendências, este é o segredo. Não podemos forçar nada nem tentar introduzir um produto que o mercado não esteja a pedir ou para o qual não esteja recetivo”, esclarece a fundadora da DHC.

Aqui, os clientes da distribuição têm um papel determinante para conseguirem auscultar o mercado, com base no conhecimento de quem tem o contacto direto com o consumidor. “A opinião dos nossos clientes institucionais é fundamental importante para nós para saber qual é o momento certo para trazermos, ou não, determinados produtos”, acrescenta Ana Paula Teixeira.

Para a DHC o desafio passará, portanto, por continuar a ter esta dinâmica, bem como a capacidade de inovação, a palavra-chave da DHC. “Estamos confiantes de que iremos continuar a corresponder às necessidades e exigências do mercado, mas não deixará de ser um desafio constante. Por vezes temos de   saber dar um passo atrás para depois dar dois em frente. Temos de ter a capacidade de reconhecer quando um produto não é bem aceite pelo mercado e retirá-lo por falta de performance”, refere Ana Paula Teixeira.

“Felizmente a nossa taxa de sucesso de produtos é bastante elevada e estamos muito satisfeitas com os resultados que temos obtidos, mas estamos sempre conscientes dos riscos e das falhas que podem acontecer”, acrescenta.

IRMÃS POR DESTINO, AMIGAS E SÓCIAS POR OPÇÃO

Ana Paula Teixeira já nos contou que quando fundou a DHC, o facto de ser jovem e mulher foi muitas vezes encarado como vulnerabilidade. Hoje, olha para trás e sabe que foi um desafio importante para o seu crescimento pessoal. “Homens e mulheres são diferentes, mas ambos os géneros são igualmente competentes”, refere Ana Paula Teixeira. No entanto, sabe que, pelo facto de ser muito jovem quando criou a DHC, teve de trabalhar muito mais para conseguir transmitir a confiança e credibilidade necessárias. “Felizmente, consegui construir o meu percurso assente nestes fatores. Hoje ainda me questionam, muitas vezes, se fui mesmo eu quem criou, do zero, a DHC”. Somos duas mulheres a dar a cara pela empresa e aprendemos a focar-nos no que realmente importa”, afirma Ana Paula Teixeira, referindo-se à sua irmã.

Carla Martins é licenciada em Maketing e Publicidade e o gosto pela vertente comercial levou-a a abraçar o projeto da DHC, após o término da sua formação em 2001. Numa altura em que a empresa estava já com um crescimento significativo era altura de se focarem na sua solidez, mas também na sua expansão. Hoje é com orgulho que diz que abraçou um projeto pelo qual tem uma verdadeira paixão e pelo qual vive intensamente. Durante os 18 anos que já faz parte da empresa sabe que o mercado teve as suas mutações e que a DHC teve o desafio constante, mas também a capacidade, de acompanhar a evolução do mesmo. Hoje disponibiliza um leque maior e diversificado de produtos inovadores. Mulheres, amigas, esposas, mãe, entre tantos outros papéis, Ana Paula e Carla Martins sabem que cada vez mais as pessoas precisam que o dia tenha mais de 24 horas para cumprirem com todas as suas tarefas. A DHC pretende, por isso mesmo, assumir um papel no mercado de forma a facilitar o dia a dia de cada um de nós.

Facilitar no que diz respeito à utilização prática dos seus produtos e surpreender pela qualidade. “Queremos colocar à disposição dos portugueses produtos que permitam a criatividade e a conveniência sem deixar de cuidar das pessoas e de proporcionar bons momentos na hora de cozinhar e à mesa. Queremos entrar na vida dos portugueses para facilitar o seu dia e as suas refeições. É um dos nossos grandes objetivos e é o que nos move”, dizem-nos as nossas entrevistadas.

Para 2019 têm desenhado um forte plano de marketing para ativação e divulgação da marca Pasta do Dia, com o objetivo de se focarem na marca, fazê-la crescer e continuar a representar marcas prestigiadas. “A nível de DHC é importante termos a nossa própria marca, mas o nosso ADN é a representação de marcas que correspondem aos nossos ideais e que muito no orgulham de representar em Portugal”, concluem Ana Paula e Carla Martins.

Millennium bim é parceiro de excelência das empresas em moçambique

Conquistaram o prémio “Melhor Banco Digital em Moçambique em 2018”, já em 2017 tinham conquistado a distinção. Quais diria que são as características que vos tornam um banco de confiança e de reconhecimento?

O Millennium bim é, de facto, a instituição bancária mais premiada do país, fruto de um trabalho de equipa em que os nossos Colaboradores assumem um papel central no processo de venda dos produtos e serviços disponibilizados pelo Banco aos nossos Clientes. Penso que factores estruturais e estratégicos como a solidez, a inovação e a proximidade aliadas a um serviço de excelência são as principais razões para este reconhecimento externo, mas também interno. Continuamos a trabalhar, todos os dias, para o desenvolvimento e progresso da economia moçambicana. É esse o nosso compromisso e o nosso contributo para com Moçambique. Este posicionamento tem permitido ao Banco ganhar a confiança e a preferência de um número crescente de Clientes.

Foram a única entidade financeira lusófona nomeada para os prémios “African Banker Awards” entregues no âmbito dos Encontros Anuais do Banco Africano de Desenvolvimento, em Busan, Coreia do Sul. Como descreveria o mercado bancário africano?

O mercado bancário africano está em linha com o mercado mundial na medida em que os mercados têm ficado cada vez mais, próximos e homogéneos principalmente nas grandes cidades, dado o efeito da globalização. Hoje em dia é muito difícil diferenciar um Cliente de uma cidade africana dos que vivem em outras grandes cidades do mundo. De qualquer forma há diferenças quando se olha para o país como um todo. Fenómenos como a Bancarização e a Inclusão Financeira são algumas das nossas principais prioridades tendo em conta que Moçambique é um país muito vasto e ainda com muitos dos seus habitantes sem acesso ao sistema financeiro. É uma instituição de referência junto dos moçambicanos. O Banco tem hoje um total de 193 balcões distribuídos por todas as províncias do país que, complementados por 342 Agentes Bancários (JáJá), mais de 500 ATM (aproximadamente 40% do sistema) e cerca de 7.500 POS, servem mais de 1,8 milhões de Clientes, disponibilizando serviços e produtos específicos adequados às necessidades de cada um. O Millennium bim está em todos os distritos do país e dessa forma mais próximo de todos os moçambicanos.

O banco Millenium bim nasce da parceria estratégica entre o Banco Comercial Português, atualmente Millennium BCP, e o Estado Moçambicano e tem crescido de forma exponencial. Tal crescimento é o espelho da economia moçambicana ou ainda se sentem muito os efeitos da crise?

O Millennium bim é um banco moçambicano e vê a sua posição no país como parceiro para garantir o desenvolvimento económico e social de Moçambique. O Banco tem crescido de forma estrutural e acompanhado todos os momentos da economia do país. Em 2019 queremos prosseguir com a nossa estratégia focada no desenvolvimento do país e dos moçambicanos. Obviamente, os megaprojetos que estão a ser criados no Norte do país terão um grande impacto na economia de Moçambique. A Decisão Final de Investimento (FID) no projeto da Área 1 GNL no primeiro semestre de 2019 deverá impulsionar o investimento e o crescimento económico em Moçambique. Isto cria grandes expectativas e coloca o país novamente em boa posição para atrair investimentos estrangeiros diretos, não só para os megaprojetos, mas também para as pequenas e médias empresas. Moçambique tem uma grande oportunidade para alavancar esses megaprojetos e usá-los para desenvolver, de forma sustentável, uma comunidade empresarial local forte e confiável, que poderia gerar dividendos que permaneceriam em Moçambique e teriam um efeito multiplicador na economia local. Neste contexto, a forma como as empresas locais serão capazes de integrar os chamados megaprojetos será a chave para um crescimento sustentável no futuro. O setor bancário local é um dos principais facilitadores desse desenvolvimento e o Millennium bim apresenta-se com um parceiro de excelência para auxiliar as empresas e os empresários moçambicanos a conseguirem captar esta enorme oportunidade.

Desde essa altura que o Millennium bim implementou medidas preventivas com o objetivo de garantir um acompanhamento rigoroso da carteira de crédito e monitorização dos riscos. Que balanço é possível fazer dessas medidas até ao momento?

O Millennium bim acompanhou sempre as medidas introduzidas pelo Banco de Moçambique no sentido de conter a crise e garantir a robustez do sistema financeiro. Sem um crescimento visível do sector produtivo, num ambiente de ainda elevadas taxas de juros de crédito (de encontro com as expectativas da política monetária) aliado ao sobreendividamento da sociedade no geral (Estado, Empresas e Pessoas) a expansão da carteira de crédito do Millennium bim tem sido pouco expressiva. O Millennium bim é o Banco com maior capacidade de dar crédito à economia moçambicana, e está preparado para responder às necessidades do mercado, nomeadamente das PME e de clientes particulares. Mas de facto na presente conjuntura, de taxas de juro elevadas e de redução do consumo e investimento a procura de crédito tem sido reduzida. É importante que a actividade económica retome um crescimento robusto e que as taxas de juro regressem a valores mais baixos e, do nosso lado, não faltará capacidade de dar crédito para empresas bem estruturadas, com planos de negócio robustos e bem capitalizadas e para particulares seja no crédito ao consumo como no crédito à habitação.

Especialistas afirmam que os principais desafios são o restabelecimento da estabilidade macroeconómica e o restabelecimento da confiança através de uma melhor governança económica e mais transparência, incluindo o tratamento transparente da investigação sobre dívidas ocultas. Que papel assume neste sentido o Millenium Bim?

Essa é uma questão de política interna do país e estamos certos que as autoridades e instituições moçambicanas encontrarão o caminho para a sua resolução. A transparência e estabilidade financeiras beneficiam a confiança no mercado moçambicano e isso traz consigo vantagens pelo que quaisquer medidas nesse sentido serão positivas para o desenvolvimento da economia moçambicana.

Há uns meses anunciaram que iriam disponibilizar 42 milhões de euros para projetos de ecoturismo em Moçambique. Este é um setor onde há ainda muito para explorar no país?

O investimento no ecoturismo pode e deve tornar-se numa prioridade do nosso tecido empresarial, contribuindo para a geração de riqueza, criação de postos de trabalho e inclusão dos cidadãos em zonas rurais onde estes investimentos terão o impacto transformador. Consciente da importância e da oportunidade que o ecoturismo representa para o país, o Millennium bim criou esta linha de financiamento à economia nacional com condições muito competitivas e que promovem o investimento. Este fundo promove um sector que poderá liderar esta transformação, motivando e apoiando os empresários a investir em projetos turísticos com impactos positivos para a economia, para o meio ambiente e, mais importante, para as pessoas, principalmente em zonas rurais. O Millennium bim pretende, com a criação deste fundo, apoiar e inspirar os nossos empresários a investir no ecoturismo e, assim, contribuir no esforço de desenvolvimento sustentável de Moçambique.

Sobre a aposta em transações em moeda chinesa, uma medida pensada para facilitar negócios e comércio entre os clientes do Millennium bim e fornecedores chineses, que resultados já são possíveis observar?

 Fazemos um balanço muito positivo. O mercado chinês é estratégico para Moçambique. O serviço de transações em moeda chinesa veio dar resposta a uma crescente necessidade do mercado. Estas medidas visam facilitar a concretização de negócios e o processo de trocas comerciais entre as empresas Clientes do Millennium bim e os seus fornecedores chineses, numa altura em que a China se assume como um dos principais parceiros económicos de Moçambique. O objetivo do Millennium bim é continuar na vanguarda da inovação proporcionando aos seus Clientes os melhores serviços nas melhores condições.

 

 

A questão da psicologia e a doença mental nas mulheres

Com o tempo, foi abandonando a figura de mera dona de casa e assumindo postos de trabalho, cargos importantes de variadíssima ordem, os quais lhe foram dando um papel menos submisso.

Atualmente, apesar das desigualdades entre géneros serem menores, esta continua a carregar, ainda, todo o tipo de obrigações inerentes ao seu papel de mulher, ser esposa, mãe e dona de casa, o desgaste e a fadiga vão-se acumulando, ficando assim mais vulneráveis a doenças mentais, tais como ansiedade, depressão, fobias, pânico, insónias e diminuição do desejo sexual.

Entre os transtornos mentais os mais comuns nas minhas pacientes são a depressão, a bipolaridade, Estado-Limite da personalidade e problemas relacionados com ansiedade.

As causas de cada um dos distúrbios variam de mulher para mulher e cada caso é avaliado individualmente.

Os transtornos mentais são disfunções no funcionamento da mente, que podem afetar qualquer pessoa e em qualquer idade e, geralmente, são provocados por complexas alterações do sistema nervoso central.

Charles Darwin, o brilhante naturalista britânico, famoso por ser o pai da teoria da seleção natural e da evolução, percebeu a importância de compreender a forma como nos emocionamos.

 Do ponto de vista evolutivo, o estudo das expressões de Darwin sugere que todos os organismos dispõem de mecanismos emocionais primordiais, inatos e conservados, que nos ajudam a sobreviver. Esta “sobrevivência” a que este se refere retrata, no entanto, ações psicológicas (mecanismos de defesa) têm por finalidade reduzir qualquer manifestação que pode colocar em perigo a integridade do ego, onde o indivíduo não consiga lidar com situações que por algum motivo considere ameaçadoras. São processos subconscientes ou mesmo inconscientes que permitem à mente encontrar uma solução para conflitos não resolvidos no nível da consciência. As bases dos mecanismos de defesa são as angústias. Quanto mais angustiados estivermos, mais fortes os mecanismos de defesa ficam ativados. (Freud)

A ansiedade é um dos transtornos mentais mais comuns, principalmente em mulheres. Pode ser um desdobramento da depressão, mas também aparece muitas vezes sozinha e pode causar complicações na vida de quem desenvolve esse tipo de transtorno.

Os transtornos mais comuns nas mulheres são a depressão, transtorno de ansiedade, transtorno disfórico pré-menstrual (SPM), distúrbios alimentares e o transtorno de stress pós-traumático.

Segundo a OMS em Portugal, a prevalência de sintomas de depressão (ligeira e grave) nas mulheres é de (13,59%).

Várias pesquisas mostram uma maior vulnerabilidade feminina aos transtornos mentais, isto pode ser devido às alterações no sistema endócrino que ocorrem no período pré-menstrual, pós-parto e menopausa.

Pode até parecer que estamos a falar da tensão pré-menstrual, a famosa TPM, mas o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual é algo mais forte e mais sério. Este pode atingir até 10% das mulheres e apresenta sintomas muito parecidos com os de uma Transtorno Pré-Menstrual convencional, porém, muito mais fortes. Alguns deles são, ansiedade, dores intensas nos seios, retenção de líquidos, irritabilidade e distúrbios de apetite e do sono.

A principal causa do transtorno disfórico pré-menstrual é a alteração de transmissão de neurotransmissores, os responsáveis por fazer a comunicação entre os diversos setores do sistema nervoso. Entre os neurotransmissores, o mais afetado é a serotonina, que, quando alterada, deixa de inibir os sintomas que causam o transtorno.

O Transtorno de stress pós-traumático é, também, um tipo de transtorno que atinge diversas mulheres por diferentes motivos, violência doméstica, abuso, etc, neste tipo de transtorno especificamente, além do fator hormonal, também existe o fator social. Os principais sintomas do transtorno e stress pós-traumático são, agitação e agressão, ataques de pânico, stress agudo, pensamentos suicidas e tensão extrema.

Apesar do fator social ser de extrema relevância para o número de mulheres que desenvolvem este transtorno, muitas mulheres também desenvolvem o transtorno de stress pós-traumático após um parto difícil/traumático, que pode afetar até mesmo uma próxima gravidez.

Felizmente, quase todos os transtornos têm um tratamento tranquilo, que apesar de envolver acompanhamento psicológico e medicamentos, mostram resultados e proporcionam melhoras significativas na vida de quem os faz.

A melhor forma de prevenir a depressão é cuidando da mente e do corpo, com alimentação saudável e prática de atividades físicas regulares. Saber lidar com o stress e compartilhar os problemas com amigos ou familiares é outra alternativa, que pode ser aliada à prática de alguma atividade integrativa e complementar, como yoga, por exemplo.

Ajudam a prevenir a depressão leitura, aprender coisas novas, ter hobbies, viajar e se divertir. Essas práticas mantém a cabeça ativa e a ocupam com pensamentos positivos.

VGP Parks afirma que Portugal é bom para investimento estrangeiro

VGP é uma empresa líder no desenvolvimento de projetos internacionais de logística de alta qualidade e escritórios semi-industriais imobiliários e auxiliares. Qual é a coisa mais atraente sobre Portugal?

O nosso foco estratégico está no desenvolvimento de parques empresariais e, enquanto grupo, queremos poder oferecer os nossos serviços nos países em que têm vindo a investir por toda a Europa Continental. Neste contexto, vemos Portugal como um país muito atraente para investir. É um mercado estável e tem-se mostrado atraente para investimentos estrangeiros, beneficiando-se de condições favoráveis ​​no mercado de trabalho.

É possível definir um perfil de quem quer investir em Portugal?

Os nossos clientes incluem operadores logísticos – como Rhenus, DSV, DB Schenker e DHL -, players de comércio eletrónico – como Amazon, 4PX e Zalando – e empresas industriais. Este último grupo representa metade do nosso portefólio de locatários e inclui fornecedores e fabricantes relacionados com o setor automotivo – incluindo a Volkswagen e a BMW – e uma ampla gama de empresas industriais leves.

Quais são as maiores vantagens que Portugal apresenta aos investidores?

Portugal faz parte da União Europeia, da Zona Euro e do espaço Schengen. Com um ambiente político e social estável, uma sociedade segura, uma força de trabalho altamente qualificada e muitas vezes inglesa, Portugal oferece um clima de investimento favorável. Além disso, a qualidade da infraestrutura rodoviária portuguesa está classificada como uma das melhores da União Europeia e o país beneficia ainda mais da infraestrutura aeroportuária, portuária e ferroviária de alta qualidade.

Existem desvantagens? Quais são elas?

Abrimos os nossos escritórios em Portugal em janeiro deste ano e até não nos deparamos com nenhum problema. O nosso arranque tem sido muito promissor, uma vez que já estamos em negociações avançadas e exclusivas no que diz respeito à compra de vários terrenos na região de Lisboa e Porto.

Como é que a solução “Built-to-suit” da VGP pode ser descrita e o que oferece?

Nós construímos de acordo com os requisitos dos nossos clientes, mas também como proprietários de longo prazo do ativo, portanto, usamos um projeto interno de edifícios com base em diretrizes rígidas para a utilização de múltiplos propósitos. Permitimos a adaptação de acordo com os requisitos dos locatários, mas isto tem que estar dentro dos próprios parâmetros de construção padrão de alta qualidade do VGPs para garantir que o edifício manterá sua alta qualidade nas próximas décadas. Enquanto proprietários de longo prazo e também nos preocupamos com os municípios locais ao redor dos nossos parques.

Acompanham um processo do início ao fim? Diria que essa é uma das características que mais te diferencia?

Como grupo, operamos num modelo integrado. Identificamos lotes de terrenos estrategicamente localizados e a partir daí desenvolvemos parques de negócios dinâmicos. Os nossos clientes conhecem-nos pelas nossas especificações de construção padronizadas e de alta qualidade que utilizamos em toda a Europa. Por último, mantemos os parques em portefólio e gerámo-los a longo prazo.

O vosso objetivo é criar um potencial relacionamento de arrendamento de longo prazo. Como cumprem esse objetivo?

Trabalhamos em estreita colaboração com os inquilinos na procura de soluções de longo prazo para suas necessidades de armazenagem semi-industrial e de logística, de tal forma que os nossos contratos são geralmente de longo prazo. Isso reflete-se no prazo remanescente da nossa carteira existente, que é em média sete, oito anos.

Uma palavra aos investidores… Porque é que deveriam investir em Portugal?

Portugal está aberto para negócios e a economia está no bom caminho. O país beneficia de laços estreitos e de excelente infraestrutura com o resto da UE e vemos a vantagem adicional de perder ligações com o resto do mundo, incluindo a américa do sul (brasil), áfrica (angola, moçambique e cabo verde) e ásia (china, incluindo Macau) como um diferenciador adicional.

 

“Sou quem estava destinada a ser, mulher e advogada”

Quem é Manuela Silva Marques? O que a inspira e motiva diariamente?

Exatamente a pessoa que estava destinada a ser, mulher e advogada há mais de duas décadas.

Numa sociedade baseada no respeito pelo primado da lei, motiva-me poder desempenhar um papel ativo na defesa dos direitos e na afirmação dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, colocando, com honestidade, probidade, retidão, lealdade, cortesia e sinceridade, todo o saber e conhecimento adquirido ao longo do tempo na busca de uma melhor interpretação e aplicação das leis. Em suma, pugno por uma boa administração da justiça, por uma sociedade mais justa.

Assumo o gosto e empenho pela profissão, num consciente soft style. Todavia, tendo em conta que a prestação de serviços jurídicos evoluiu de forma extremamente dinâmica com os fenómenos da globalização e da evolução tecnológica, há que aceitar dos desafios da comunicação social e o assumir de um comportamento público e profissional como instrumento e elo de contacto entre cultura jurídica e a comunidade. Um advogado não deve ser apenas um pleiteador de causas e o conselheiro do seu cliente, deve assumir a sua função como uma condição essencial para a garantia do Estado de Direito Democrático.

Existem cada vez mais casos de sucesso de mulheres de negócios e empreendedoras. Mas, na sua opinião, o caminho ainda continua a ser bastante dificultado para as mulheres ascenderem a cargos de topo?

A História, como sabemos, escreve-se no masculino. Mas, a História também no diz, por exemplo, que na Grécia Antiga as mulheres, embora sequer tivessem o estatuto de cidadãos, não podendo participar nos debates públicos nem decisões políticas e vivendo na dependência dos pais e dos maridos, eram elas precisamente quem tinha o poder de os influenciar.

Desde então e até aos dias de hoje, a evolução histórica dos Direitos da mulher revela uma marcante trajetória. Ora, se olharmos para dados atuais sobre o número de mulheres que hoje se encontram nos bancos das universidades, não será difícil fazer um prognostico muito favorável sobre a ascensão e sucesso do papel e poder feminino na sociedade.

A construção de uma sociedade igualitária implica necessariamente uma mudança de mentalidades, na qual o Direito desempenhará o seu papel fundamental. Temos como exemplo recente a Lei n.º 60/2018, de 21 de Agosto, que entrou em vigor no passado dia 21 de Fevereiro, visando promover um combate eficaz às assimetrias salariais entre mulheres e homens e aprovando medidas de promoção da igualdade remuneratória por trabalho igual ou de igual valor.

No plano da advocacia, este é por si só um ecossistema competitivo, desde sempre com uma predominância masculina. Às  mulheres licenciadas em Direito apenas foi permitido “o exercício da profissão de advogado” há pouco mais de 100 anos (pelo Decreto n.º 4676 promulgado em 19 de Julho de 1918Curiosamente, facto é que o universo da Justiça é hoje já maioritariamente feminino, conforme se pode constatar pelo número de Juízas, Procuradoras da República, Ministras e agentes da justiça. Ou seja, temos uma Justiça tramitada por mãos femininas, uma justiça provida de uma diferente competência emocional, resiliência e aptidão para o chamado work life balance.

Esta é uma realidade para si? Enfrentou obstáculos durante o seu percurso profissional pelo facto de ser mulher?

Pelo facto de ser mulher, não. É a própria sociedade em si que se encarrega do reconhecimento do profissionalismo, independentemente do género.

Para além das competências técnicas, há qualidades que são essenciais, que determinam o estatuto de advogado e a afirmação da sua liberdade e independência. Em minha opinião, o apelo não será pela igualdade mas sim pelo conjunto de valores ético-deontológicos que claramente distingue esta profissão das outras, assegurando a dignidade e o prestígio dos advogados, quer sejam estes homens ou mulheres.

Manuela Silva Marques é Of Counsel na Ilime Portela & Associados e advogada especialista em Direito Fiscal e Direito Penal Tributário. Atualmente, que assuntos ou temas suscitam uma verdadeira preocupação aos advogados nesta área do Direito?

Nestas áreas do Direito a contraparte é necessariamente o Estado. Em discussão e julgamento encontra-se a legalidade e a exigibilidade de atos da administração pública ou a procedência da acusação pública, sendo por sua vez o Estado representado em juízo pela Representação da Fazenda Pública nos tribunais fiscais e pelo Ministério Publico nos tribunais administrativos e tribunais criminais. O que nos leva para o patamar da necessária articulação, nem sempre fácil, entre a defesa dos direitos dos cidadãos e a prossecução do interesse público.

Em conflito encontram-se, na maioria dos casos, a defesa de interesses privados e defesa dos interesses patrimoniais do Estado, sendo que todas as atuações têm, necessariamente, de se pautar por critérios de legalidade, imparcialidade e objetividade, seguindo os ditames da boa fé, sob pena de vício autónomo de violação de lei e incursão do Estado em responsabilidade civil extracontratual. Com efeito, o princípio da boa fé não se esgota nos atos praticados no exercício de poderes discricionários, devendo ser colocada a possibilidade da sua aplicação em caso de atos praticados no exercício de poderes vinculados.

Por estas razões, os assuntos ou temas que suscitam uma verdadeira preocupação prendem-se com as violações do direito de defesa e do princípio da presunção da inocência, assim como com a violação do segredo de justiça.

O fenómeno atual de necessidade de contenção orçamental e arrecadação de receita determina o máximo alerta na salvaguarda das garantias de defesa e um maior foco nos princípios da proteção da confiança e do processo justo e equitativo.

Não se pode aceitar que a apreciação do julgado seja apenas uma questão técnica do julgador. Há que captar o real sentido e alcance dos textos normativos na subsunção dos factos às normas, sob pena de sermos confrontados com a instrumentalização do Direito e vermos os nossos tribunais convertidos em meros instrumentos de política orçamental.

Dito de outro modo, impõe-se uma visão esférica da realidade e sistémica do processo ajustado à realidade social e económica. A análise do contexto político, económico e social vividos à data dos factos em discussão, são fundamentais para enquadrar as condutas em juízo.

Há que flexibilizar o paradigma até aqui observado interligado à inflexível exigência das obrigações fiscais. Há que prognosticar as consequências das dificuldades enfrentadas pelos cidadãos.

Há que atender às circunstâncias envoltas ao caso concreto, à realidade e estrutura organizativa do tecido empresarial português. E, em particular, porque no âmbito específico do direito fiscal e direito penal tributário, ao facto de estarmos perante uma administração fiscal inatuante e incapaz de cobrar as dívidas aos seus respetivos devedores permitindo que revertam e deem azo à instauração de constantes e sucessivas imputações criminais, o que conduz a um deficiente funcionamento do sistema de justiça. Tendo em conta o enquadramento de criminalidade ocupacional e white collar a que respeita, esta realidade tem um impacto extremamente negativo nos cidadãos, estes, na sua generalidade pessoas com uma correta inserção social e um passado sem mácula criminal, passam a ver a sua vida tornar-se completamente impossível como consequência de uma “salamização” processual.

Impõe-se colocar a questão de saber se não será de reavaliar a hermenêutica jurídica, os critérios de imputação e de juridicialidade, se não será de nos afastarmos de uma conceção maniqueísta, onde só existem os bons e os maus. É atentatório à dignidade da pessoa humana que assim não seja. É atentatório à dignidade da pessoa humana que assim não seja. Com efeito, é a nossa Lei Fundamental um texto de cariz humanitário, protetor dos princípios da solidariedade (entre o Estado e os seus administrados), da dignidade da pessoa humana (que impede que sejam os administrados circunstanciados a realidades que lhe determinam uma vivência abaixo de um mínimo existencial) e da capacidade contributiva (no sentido de que só podem ser exigidos dos contribuintes impostos nos estritos termos da sua condição económica). Como dispõe o Artigo 266.º, n.º 2 da Constituição da República Portuguesa: “Os órgãos e agentes administrativos estão subordinados à Constituição e à lei e devem atuar, no exercício das suas funções, com respeito pelos princípios da igualdade, da proporcionalidade, da justiça e da imparcialidade.” Só com o respeito pelos mesmos se alcançará a verdade material e fará Justiça.

Que retrato podemos fazer da advocacia em Portugal? Como antecipa o ano de 2019 no que diz respeito aos desafios e oportunidades?

Temos uma advocacia que, em busca da excelência, deverá desenhar um plano de atuação sustentável, debruçando-se sobre a problemática da necessidade de medição da eficácia e avaliação das chances de sucesso. Ou seja, a conceção e posicionamento estratégico são fundamentais. Entre muitas outras possíveis, fica a pergunta, em que clientes nos deveremos concentrar e porquê?

 

“Lidero pelo exemplo”

Paula Ferreira de Almeida é Diretora Comercial da FactorChave, sendo uma função que exige um elevado nível de profissionalismo e competência. Desta forma, dê-nos a conhecer um pouco mais do trajeto profissional e como chegou até ao cargo que ocupa atualmente?

A FactorChave é uma agência de Marketing integrado com 19 anos de experiência, especializada na área da saúde. Paula Ferreira de Almeida é gestora com mais de 30 anos de industria farmacêutica. Iniciei a carreira como delegada de informação médica num laboratório nacional, evoluí para as multinacionais, para a carreira de marketing, tendo ocupado todos os cargos até à liderança de unidades de negócio onde permaneci cerca de oito anos. A passagem para a agência era desde há muito tempo ambicionada e aconteceu em 2011, alicerçada pelo conhecimento do mercado e das necessidades da Industria Farmacêutica, coincidindo com o crescimento da FactorChave até então liderada em exclusividade pelo Vasco Noronha. Orgulhamo-nos de estar a construir uma PME líder, com uma estrutura de 12 pessoas, de possuirmos para além da certificação ISO9001, o certificado n1 de qualidade em Congressos em Portugal.

Num mercado de trabalho onde as questões ligadas à liderança e à gestão de talentos são cada vez mais fulcrais, que características indicaria como sendo fundamentais para um líder e gestor de pessoas?

Um líder tem de estar disponível para a equipa, as empresas são as pessoas que lá trabalham. Se tivermos uma equipa comprometida e alinhada teremos melhores resultados. Trabalhamos de porta aberta, somos interventivos e participativos. Lideramos pelo exemplo. Ouvimos as pessoas, acatamos as suas sugestões e implementamos muitas das mudanças que sugerem. Somos adeptos de quanto maior a liberdade, maior a responsabilidade. No final do dia, somos generosos, reconhecemos e recompensamos, fazemos distribuição de lucros quando os objetivos são superados.

Quem é Paula Ferreira de Almeida como Líder de pessoas?

Posiciono-me enquanto parte integrante da equipa, lidero pelo exemplo, faço parte da solução e vejo os problemas como oportunidades. Adoro a partilha e o saborear das vitórias, motivo a aprendizagem com os erros diários. Defendo sempre que só não comete erros quem nada faz. Tenho muito orgulho quando a equipa diz que somos inspiracionais.

A desigualdade do género assume-se como um obstáculo à evolução. Durante a sua carreira, alguma vez sentiu ou enfrentou obstáculos pelo simples facto de ser mulher?

Quem nunca sentiu? A experiencia baseia-se exclusivamente na passagem pelas multinacionais onde apesar de todas as politicas de igualdade de género, senti sempre que pela mesma tarefa ainda que com maior competência, formação e resultados a remuneração era sempre inferior. Nunca senti quaisquer obstáculos à evolução pelo facto de ser mulher e mãe.

O que falta, na sua opinião, para que a igualdade de oportunidades seja cada vez mais uma realidade?

As oportunidades estão lá! Dá muito trabalho gerir tudo, é necessário um planeamento elevado, uma estrutura de apoio pessoal e familiar para hoje em dia ser profissional, mulher e mãe. Tenho por lema que o único local onde o Sucesso vem antes do Trabalho é no dicionário. É mais cómodo e mais fácil muitas vezes ficar na argumentação de género, do não posso e do não consigo do que ir à conquista dos sonhos e dos objetivos. Falta às mulheres sentirem e acreditarem que são capazes! Acreditar em si mesmo, no ‘eu vou conseguir’, no milagre do ‘eu posso’ e ‘eu quero’. A maior parte dos obstáculos existem apenas dentro da nossa cabeça.

Liderança Feminina ou Liderança Masculina? Existe alguma diferença entre ambas ou a questão da liderança nada está relacionada com a vertente do género?

Liderança pelo talento. As capacidades de liderança não dependem do género.

No seio da FactorChave, que análise perpetua das oportunidades dadas ao sexo feminino? É uma instituição que promove essa igualdade?

Somos uma equipa maioritariamente jovem e feminina. Sempre que estamos a contratar, as pessoas mais criativas, com as características que queremos na equipa tem sido mulheres.

Que mensagem gostaria de deixar a todas as mulheres que irão ler a sua entrevista?

Para acreditarem que são seres fantásticos e que conseguem tudo o que quiserem alcançar! Tudo começa com um sonho, deste para o planeamento e para a concretização depende do nosso trabalho, perseverança, resiliência e espirito positivo, o sucesso está no final.

Numa dinâmica mais empresarial, o que podemos esperar de si e da FactorChave de futuro? 

A Factorchave quer ser reconhecida enquanto o parceiro preferencial para a concretização e superação dos objetivos dos nossos clientes quer estejam a organizar o lançamento de um produto novo ou de um congresso. da Paula e do Vasco, continuarem a inspirar a equipa a superar objetivos

“Consumam ovos produzidos em Portugal”

O setor da produção de ovos está habituado a enfrentar desafios, sejam eles por imposição legal ou simplesmente por imposição comercial, a prova disso é que em Portugal se produzem ovos com o mesmo nível de qualidade que qualquer outro país, Portugal é excedente na produção de ovos, é o 4.º maior exportador de ovos da UE para Países Terceiros. No entanto, o maior desafio ocorreu há menos de 10 anos quando o sector teve que se adaptar às novas regras do Bem-estar Animal definidas no Decreto-Lei n.º 72-F/2003 de 14 de abril. Esta legislação obrigou os produtores de ovos a abandonar a produção em gaiolas convencionais, a adaptar-se ao sistema de gaiolas melhoradas ou aos sistemas alternativos. Com esta legislação surgiu esta nova designação – Sistemas alternativos – sendo eles “Ar Livre” e “Solo”. Inclui-se ainda a produção de ovos em Modo Biológico, com legislação própria que, para além do Bem-estar das galinhas contempla outras regras nomeadamente a alimentação das próprias galinhas que, por exemplo, obriga que os cereais, base da alimentação, também sejam produzidos em Modo Biológico e não podem ser OGM.

Na definição dos sistemas de produção, o Decreto-lei define que é “importante alterar os parâmetros que devem ser observados na produção de ovos por forma a melhorar as suas condições, mantendo o equilíbrio entre os diferentes aspetos a ter em consideração, quer em termos de bem-estar animal quer do ponto de vista sanitário, económico e social, quer ainda no que diz respeito às implicações ambientais”

Portanto, o que está em causa nesta legislação tem a ver com as condições em que as galinhas são criadas e não com a qualidade do produto final.

Menos de 10 anos depois deste grande desafio, que obrigou os produtores a investir largos milhões de euros, surge um novo desafio, agora por exigência do mercado – a substituição da produção de ovos em gaiolas pela sua produção em sistemas alternativos.

Como se trata de um desafio há que o enfrentar e assumir riscos, nomeadamente na seleção do sistema de produção a optar. E aqui surgem as incertezas.

Quais os ovos que os consumidores vão comprar? Serão os produzidos em Modo Biológico? No Ar Livre? Ou no solo?

Quanto é que o consumidor está disponível para pagar a mais pelos ovos produzidos em sistemas alternativos? Esta é a maior dificuldade do produtor, não só porque gostaria de saber qual o tipo de ovos que mais poderá vender, mas também porque se trata de níveis de investimentos diferentes, que vão aumentando à medida que se proporcionam melhores condições de bem-estar às galinhas. Por exemplo, o capital necessário para investir no sistema de Produção Biológico é 300% superior do que no sistema ao Ar Livre ou no Solo, para o mesmo número de galinhas.

Outro desafio a enfrentar com o desenvolvimento destes sistemas de produção tem a ver com as técnicas de produção pois, neste momento, o conhecimento técnico ainda é escasso. Estes sistemas são mais exigentes, é necessário mais tempo de dedicação aos animais e novas técnicas de maneio para produzir com o mesmo nível de produtividade que se produz no sistema de gaiolas. A este nível têm surgido algumas dúvidas, por exemplo:

A galinha que contacta mais com os seus excrementos, com aves selvagens e com o exterior onde é mais difícil controlar as condições de biossegurança, vai ter mais problemas sanitários ou vai ganhar resistência uma vez que o contacto é mais frequente?

A galinha que faz mais exercício físico será mais saudável, tal como acontece com os humanos? Nos sistemas alternativos as galinhas circulam livremente no pavilhão ou no pavilhão e no exterior.

A menor densidade animal praticada nos sistemas alternativos terá influência na saúde dos bandos?

Os ovos produzidos em sistemas alternativos serão diferentes? Uma vez que são produzidos por galinhas que fazem mais exercício físico e têm uma alimentação mais próxima daquela que teriam no seu habitat natural, comem minhocas, insetos, ervas espontâneas, etc…

Só será possível responder, com alguma certeza, a estas questões daqui por alguns anos, quando houver mais experiência e conhecimento técnico nestes sistemas de produção.

Uma coisa é certa, o sector continuará a enfrentar desafios e a garantir o abastecimento do nosso mercado, com ovos de qualidade, seguros e que cumpram com as necessidades dos consumidores. Recordamos que Portugal reúne melhores condições climatéricas para a produção de ovos em sistemas alternativos, principalmente em Modo Biológico e Ar Livre, do que outros países, principalmente do que os países do norte da europa.

Numa altura em que se fala muito nas vantagens do consumo de ovos e menos em desvantagens, porque estas não existem, apelamos aos nossos consumidores que não hesitem, consumam ovos produzidos em Portugal, consultem o código impresso nos ovos e optem por ovos com os códigos 0PT-Modo Biológico, 1PT-Ar Livre, 2 PT – Solo e 3PT – Gaiolas, pois todos cumprem com os requisitos de qualidade e nunca por ovos com código de produção noutro país.

 

 

“Uma empresa que tenha seguro de crédito vai necessariamente potenciar as suas vendas”

Enquanto referência do setor, quais diria que são as prioridades que a CESCE apresenta ao mercado e que por isso a distinguem?

A CESCE é uma Companhia que tem a característica de acompanhar os seus clientes em todo o seu ciclo de negócio, oferecendo assessoria e consultoria através dos seus serviços e ferramentas, que são consideradas as mais inovadoras do mercado.

A Companhia conseguiu implantar-se como uma das empresas líderes do sector graças ao desenvolvimento de um painel de soluções totalmente inovadoras que dinamizaram o mercado e aportaram novos conceitos e serviços.

A CESCE conseguiu alcançar estes desafios graças à sua investigação e análise das necessidades das empresas para, desta forma, desenvolver uma carteira de soluções integrais, flexíveis, adaptadas a cada empresa, que cobrem toda a panóplia de serviços inerentes à gestão do crédito comercial.

Desenvolver uma estratégia comercial, um processo de venda, obriga a estabelecer e gerir corretamente uma grande variedade de áreas do negócio, entre as quais se destacam o credit management, a pesquisa de clientes solventes, definir as condições de venda, monitorizar o rendimento dos clientes, definir e concretizar a gestão do risco de crédito, analisar a posição e ações perante a morosidade e financiar as necessidades de circulante do crédito comercial.

A nossa oferta de valor concretiza-se na CESCE MASTER OURO, a ferramenta com que a CESCE rompeu o princípio da globalidade e, inclusivamente, mudou a própria natureza do seguro de crédito. O lançamento desta solução de serviços de crédito integral transformou o Sector segurador português.

CESCE MASTER OURO conta com um amplio portefólio de serviços que configuram uma solução integral para se adequar às necessidades de cada empresa: gere de forma inteligente e eficiente os riscos de crédito em todas as fases do ciclo empresarial e conjuga na sua estrutura uma ampla carteira de instrumentos, desde a prospeção de novos clientes solventes a quem pode vender e a assessoria dos riscos comerciais, até à gestão de cobranças, a indemnização em caso de sinistro e o acesso a distintos canais de financiamento.

CESCE MASTER OURO, entre outras características, oferece a oportunidade de analisar e avaliar os riscos comerciais concretos com os quais se enfrenta cada cliente. Risk Management é um sistema de seguimento em tempo real dos possíveis riscos derivados do crédito da carteira de clientes. Esta ferramenta conta com diferentes modelos estatísticos de decisão sobre os diferentes comportamentos de pagamento dos clientes e permite às empresas controlar cada um dos riscos representados pelos seus clientes.

Através do serviço de Transferência de Risco, as empresas têm a possibilidade de controlar a evolução de riscos da sua carteira de clientes e devedores, definir que clientes cobrir ou não e estabelecer os valores sobre os quais deseja aplicar uma cobertura de riscos. Neste sentido, a CESCE põe à disposição de cada cliente duas soluções concretas, configuráveis segundo as suas necessidades: Full Cover, cobertura da totalidade da carteira, com a particularidade de que a oferta de preços é distinta segundo a qualidade do devedor. Pay Per Cover, oferece ao empresário uma flexibilidade única ao não ter a obrigatoriedade de cobrir toda a carteira de devedores e poder decidir que riscos concretos transfere para a CESCE e em que momento.

Por outro lado, as nossas apólices podem garantir até 95% das faturas dos nossos clientes tanto em Mercado Interno como no Mercado Externo, proporcionando uma ausência total de risco comercial.

Também retirámos o limite máximo de indemnização das nossas apólices MASTER OURO. Ou seja, os nossos segurados deixaram de ter um teto máximo de indemnizações.

Por fim, pagamos as indemnizações em dois meses o que permite repor as quebras de tesouraria provocadas pelos atrasos de pagamento.

No ano de 2019 estamos também a lançar o produto de risco de fabrico com o nosso produto CESCE 360º. Este produto cobre a resolução unilateral e injustificada da encomenda por parte do comprador, a resolução da encomenda pelo comprador em situação de insolvência e a impossibilidade de executar e entregar a prestação do objeto da encomenda devido ao incumprimento das obrigações por parte do comprador.

A CESCE está presente em vários países. De que forma conseguem garantir os níveis de alta qualidade de assistência e serviço que prestam?

Os produtos que comercializamos e as ferramentas que dispomos são de uma forma geral comuns em todos os dez países onde estamos presentes e por isso contamos com uma larga experiência sempre que implementamos algo de novo. No entanto, os recursos humanos são locais e também adaptamos os próprios produtos às especificidades de cada país.

Temos formação continua em todos os países e grupos multidisciplinares no desenvolvimento de produtos e serviços.

Como explica os benefícios das empresas ao aderirem a um seguro de crédito?

O seguro de crédito oferece uma proteção contra o risco de não pagamento dos créditos, especialmente depois de um período de crise que levou a que a internacionalização tenha passado a ser uma obrigação e um objetivo prioritário para as empresas portuguesas. Na CESCE os nossos eixos de atuação são e continuarão a ser a aposta na permanente inovação tecnológica e numa ampla gama de serviços, tudo isso com a finalidade de prestar um bom serviço às empresas portuguesas.

O nosso foco primordial é o cliente. Ouvimos o cliente e desenvolvemos produtos e estratégias para o acompanhar. O seguro de crédito deve ser visto como uma mais-valia que desenvolve e potencia as vendas das empresas com o apoio da informação privilegiada que uma seguradora de crédito tem, com o efeito preventivo ao incumprimento dos seus clientes pelo facto de terem as vendas seguradas e pela recuperação total dos seus créditos em caso de incumprimento.

O seguro de crédito é um aliado fundamental das empresas exportadoras. Somos quem melhor conhece os mercados de exportação e conseguimos reduzir a zero a taxa de incumprimentos. Ou seja, cobrimos o risco de não pagamento de faturas, tanto nos mercados externos como em Portugal. Isto traduz-se na segurança de que todas as vendas se convertam em cobranças.

Se o cliente não paga é a CESCE que se responsabiliza pelo pagamento. É bastante difícil conseguir abrir caminhos em mercados não tradicionais, e ainda garantir que as transações se concretizem com sucesso.

Uma empresa que tenha Seguro de crédito vai necessariamente potenciar as suas vendas porque a Seguradora, que tem informação privilegiada em todos os mercados, vai ajudá-la a encontrar novos clientes solventes, mas também a garantir que se correr mal, estará lá para a ressarcir.

Em análise, considera que muitas empresas não têm problemas de faturação, mas sim de receção de pagamentos? 

Desde os anos da crise as empresas portuguesas têm vindo a aumentar de forma significativa, de uma forma geral, a sua faturação. Seja porque ocuparam mercados de empresas que desapareceram, seja porque se viraram para mais mercados de exportação, especializaram-se e souberam aproveitar a retoma económica.

No ano de 2018 a CESCE cresceu 21% em vendas admitidas ao seguro e isto deve-se essencialmente ao crescimento das vendas dos nossos segurados e que nós acompanhámos aceitando também mais limites de risco.

No entanto, a venda só se conclui com a cobrança e temos vindo a assistir a um aumento dos incumprimentos. Os prazos de concessão de crédito continuam muito elevados e nesta fase é importante as empresas começarem a reduzi-los.

Mas também aqui é importante o seguro de crédito. Somos especializados em cobranças, temos equipas em todo o mundo a cobrar os créditos mal ocorre um incumprimento. As empresas devedoras pagam mais facilmente a uma Seguradora de crédito porque sabem que enquanto não pagarem não assumimos risco de crédito para mais nenhum outro seu fornecedor.

Na sua opinião, os empresários portugueses priorizam uma boa gestão de risco financeiro das suas organizações?

De uma forma geral os empresários portugueses preocupam-se com o risco de crédito tentando vender para as empresas que já conhecem e com quem têm boas experiências comerciais e os que têm seguro de crédito só vendem para os clientes aceites pela Seguradora. No entanto, continuam a vender com prazos de vencimento muito alargados e a aceitarem prorrogações de vencimento quando os clientes incumprem. A chave para uma boa gestão do risco é precisamente encurtar estes prazos e ter uma garantia de suporte, ou seja, vender com seguro de crédito.

Em poucas palavras, explique-nos porque motivos as empresas deverão escolher uma seguradora de crédito comercial?

As empresas portuguesas procuram um seguro que aceite garantir o maior número de vendas, com o menor risco e com total flexibilidade de serviço.

Para as empresas portuguesas, o crescente interesse no mercado internacional resultou numa procura de instrumentos financeiros de cobertura de riscos e de seguro de crédito à exportação mais completos e especializados que a oferta das entidades bancárias, o que permitiu posicionar as nossas soluções e ferramentas como as mais valoradas do mercado.

Na CESCE oferecemos aos clientes o apoio e serviço em todas as fases da sua atividade comercial de forma modular: ajudamos o nosso cliente a identificar o seu problema e propomos uma solução, mas ele escolhe-a com toda a flexibilidade. Pode segurar uma parte dos seus créditos ou a totalidade, ou ainda não segurar nada mas utilizar o nosso serviço de vigilância de risco de todos os seus clientes ou apenas utilizar o serviço de cobranças de créditos que pomos à disposição dos nossos clientes sem necessidade de contratar um seguro. Podemos ajudar a fazer o seguimento das suas faturas, cobrar, pesquisar mercados e encontrar novos clientes solventes.

Com a experiência que temos de mais de 45 anos presentes no mercado mundial de seguro de crédito, com mais de 70 analistas de crédito espalhados por vários países e com o nosso sistema de qualificação do risco cobrando menos prémio por riscos melhores e cobrando mais prémio por riscos piores, isso permite-nos aceitar e conceder mais limites de risco do que as outras seguradoras. Aliado a que o nosso seguro cobre 95% das faturas dos nossos clientes e pagamos as indemnizações em dois meses, estamos a falar de quase uma ausência total de risco para os nossos clientes.

EMPRESAS