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Ana Rita Silva

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Ex-Presidente do Chade condenado por crimes contra a humanidade

O antigo líder do Chade, África, foi condenado por um tribunal criminal – criado pela União Africana – a prisão perpétua pelos crimes de pedofilia, escravidão sexual e outras ilegalidades cometidas contra a humanidade.

O procurador do tribunal em Dacar, capital senegalesa, “pediu a condenação perpétua para Habre, que se tinha recusado anteriormente a reconhecer a legitimidade deste tribunal”, conta a BBC.

Habre negou até ao fim todas as acusações contra si, incluindo a ordem para matar 40 mil pessoas durante o seu mandato.

O ‘Pinochet de África’ (Habre ficou conhecido pela alusão ao ditador chileno Augusto Pinochet) já estava a viver no Senegal há 22 anos e foi preso em julho de 2013 depois de o Presidente norte-americano Barack Obama ter expresso a sua opinião e afirmado que apoiava um julgamento para o antigo ditador.

Síria: Ataque contra base extremista islâmica fez cinco mortos

Segundo a organização não-governamental, desconhecidos lançaram um assalto contra a base da Brigada al Faruq, na localidade de Binish, em Idleb.

Um dos atacantes cometeu um atentado suicida, detonando um cinto carregado de explosivos.

Por outro lado, o Observatório Sírio de Direitos Humanos indica que aumentou para 35 o número de mortos, vítimas de disparos de artilharia e ataques aéreos contra a cidade de Alepo no domingo.

Os raids aéreos fizeram 19 mortos, sendo que as restantes vítimas foram alvo da artilharia de campanha das forças governamentais, entre as quais cinco menores.

 

Isabel Moreira aponta o alvo a Assunção Cristas no Facebook

A líder do CDS tem sido a protagonista de várias publicações da socialista Isabel Moreira no Facebook, em especial devido à sua posição a favor dos colégios privados contra as alterações aos contratos de associação, mas também devido às pesadas críticas feitas ao Governo.

“Naquilo que depende do CDS, [o Governo] terá sempre um prazo de validade curto”, disse Assunção Cristas esta semana.

Foi em tom de ironia que hoje Isabel Moreira condenou a oposição ao Governo travada pelo CDS:

“Diálogo político hipotético:

António Costa : “tem de haver estabilidade no sistema de segurança social”

Assunção Cristas: “António Costa demonstra mais uma vez que está a mando da extrema esquerda”, escreveu hoje a socialista no Facebook.

“Assunção Cristas […] mente e levanta a voz a esconder a falta de coragem”, escreveu Isabel Moreira ontem, a propósito da polémica que envolve os colégios privados.

“Um partido fora do arco constitucional”, disse também ontem, sobre o CDS, e num outro post “Assunção Cristas não sabe o que é a Constituição nos debates quinzenais : confunde partidos com governo e ministros com deputados”.

Sobre a greve de estivadores, no dia 28, escreveu “Cristas desilude” e estava  “aterrada, naquela sua nova técnica de antecipar hecatombes que não acontecem”.

Mais de metade das deputadas japonesas já sofreram assédio sexual

À sondagem, realizada entre as 261 mulheres que ocupam cargos políticos no país asiático, responderam 147 deputadas, ou seja, 56,4 por cento das consultadas.

Entre elas, 59,2% disseram ter sofrido assédio sexual por “palavras e ações”, durante a sua carreira política.

No questionário, 69% declararam que foram os próprios deputados das suas assembleias que cometeram estes atos, enquanto 53% assegurou ter sofrido algum tipo de assédio por parte de potenciais eleitores durante a época de campanha eleitoral.

Os dados refletem uma vez mais o sexismo latente ou as lacunas em matéria de igualdade de que sofre o Japão – especialmente em áreas como a política – onde as mulheres constituem uma minoria.

Hoje, apenas 9,8% dos assentos políticos estão ocupados por mulheres, segundo dados do Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações do Japão.

Entre as agressões pormenorizadas no questionário, mencionam-se casos de deputados que, durante viagens de trabalho, entraram nos quartos da suas colegas para tentar beijá-las “à força”.

Também se pormenorizam as agressões de eleitores masculinos que, durante as campanhas, tocaram nas candidatas ou situações em que as deputadas foram obrigadas a servir bebidas aos homens – um costume do Japão feudal que ainda é bem visto no país – “para obterem o seu voto”.

O sexismo na política nipónica ficou exposto em junho de 2014, quando uma deputada de Tóquio, Ayaka Shiomura, foi ridicularizada e interrompida por vários colegas do hemiciclo com o grito “Devias de ter antes tu própria um filho” ou “Apressa-te e casa-te” quando defendia mais apoio para as mães trabalhadoras.

Volkswagen investe 270 milhões em rival israelita da Uber

A vida da Uber está cada vez mais difícil. Apesar de ser a dona da ideia original dos serviços de boleias privadas, a empresa norte-americana está a ser confrontada com repetidas cópias do modelo de negócio e mostra dificuldades crescentes em obter resultados positivos em vários mercados.

Depois de surgirem notícias na China de um investimento da Apple na Didi Chuxing, rival da Uber tambem apoiada pela Alibaba, voltam a ser revelados detalhes preocupantes para a gestão deravis Kalanick, desta vez na Alemanha.

De acordo com a imprensa germânica, a Volkswagen investiu 270 milhões de euros na Gett, uma startup israelita que faz concorrência à Uber na Europa e em Nova Iorque, com o objetivo de fazer crescer a empresa rumo ao papel dominante que pertence neste momento à Uber.

Contando com o dinheiro investido pela VW, a Gett já conseguiu cerca de 467 milhões de euros em investimento externo e a liquidez extra será crucial para seguir o plano de expansão delineado. A presença da Gett no mercado europeu é apreciável, apesar de ainda não ser suficiente para destronar a Uber na maior parte dos mercados; nos Estados Unidos da América, a liderança da empresa de Travis Kalanick é incontestável, mesmo com a presença da startup israelita em Nova Iorque.

Para a Volkswagen, a meta é chegar à posição de líder no mercado da mobilidade até 2025, objetivo que ficará facilitado caso a aposta na Gett seja bem sucedida.

Marca chinesa pede desculpa por anúncio em que branqueou homem negro

http://www.publico.pt/n1733462

Uma mulher prepara-se para pôr a máquina da roupa a lavar em casa quando um trabalhador das obras, negro, se aproxima. Ela chama-o e atira-o para dentro da máquina depois de lhe colocar uma cápsula de detergente na boca. No fim do programa de lavagem, a mulher abre a tampa e lá de dentro sai um homem asiático. São 40 segundos de um anúncio televisivo de uma marca chinesa de detergentes, a Qiaobi, que está a ser acusada de racismo. “A mudança começa com Qiaobi”, remata o vídeo publicitário.

A empresa já teve de se retractar por causa do anúncio. “Pedimos as vossas desculpas pelo prejuízo que causámos aos africanos por causa da divulgação do anúncio e da sua amplificação pelos media”, declarou sábado à noite o fabricante em comunicado, citado pela BBC.

A marca já retirou os links do vídeo e apelou para que não seja partilhado nas redes sociais. É que o vídeo tornou-se viral. Nos últimos dias, já foi visto mais de 6,5 milhões de vezes no You Tube.

O anúncio começou a ser exibido em Março mas só nas últimas semanas a onda de indignação engrossou, depois de ter sido alvo da atenção dos media ocidentais.

Forças iraquianas entram em Fallujah, bastião do ISIS

“As forças iraquianas entraram em Fallujah sob proteção aérea da coligação internacional, força aérea iraquiana e aviação do exército e com o apoio de artilharia e tanques”, disse o tenente-general Abdelwahab al-Saadi, encarregue da operação.

“Forças dos serviços de contraterrorismo, a polícia de Anbar e o exército iraquiano, pelas 04:00 (02:00 em Lisboa), começaram a entrar em Fallujah vindos de três direções diferentes”, disse.

“Há resistência do Daesh”, afirmou, referindo-se à sigla árabe do Estado Islâmico.

O envolvimento dos serviços de contraterrorismo marca o início de uma fase de combate urbano na cidade onde as forças norte-americanas enfrentaram, em 2004, as suas batalhas mais duras desde a Guerra do Vietname.

Apenas algumas centenas de famílias conseguiram fugir de Fallujah antes da operação, estimando-se que 50 mil civis estejam na cidade, o que gera receios de que os extremistas os usem como escudos humanos.

Gastronomia nacional pode ser modernizada “sem danificar ADN”

O leiriense descreve a sua cozinha como “um olhar para a cozinha tradicional, para perceber o que se usa, a forma como se usa, e de certa forma trazer algumas dessas coisas para esta cozinha mais contemporânea sem interferir, sem danificar esse ADN”.

Pelo menu do Climpson’s Arch, o arco debaixo de uma linha de comboio em Hackney, no este de Londres, onde está desde o final de outubro de 2015, têm passado iguarias como orelha de porco, morcela, asas de bacalhau, secretos de porco preto, bifana, bolo do caco ou camarão de Setúbal.

O espaço é usado normalmente para a torrefação e moagem de café, mas ao fim de semana as máquinas ao fundo da sala param e ganha protagonismo o forno e o churrasco situados no exterior junto a um contentor de mercadorias transformado em cozinha.

O terraço tem mesas e bancos corridos e no interior o ambiente é simples e informal, com cadeiras e mesas antigas e usadas, canecas de lata e copos de plástico, mas o restaurante é conhecido por ser uma plataforma para jovens cozinheiros com potencial.

Por ali passaram antes Dave Pynt, Tomos Parry, Mark Dobbie, Tom George e Andy Oliver, alguns dos quais acabaram por abrir depois os seus próprios negócios.

“O aspeto é um bocado rudimentar, com este espaço exterior. Eu venho da restauração fina e não sabia bem o que queria fazer. Demorou meses até definir a linha e no início, a comida era um pouco chique”, confessou Leandro Carreira à agência Lusa.

“Agora continuam a ser coisas sofisticadas, mas não requer muito o exercício do cliente para perceber o que vai comer. É apenas saboroso, bem executado, e é isso que procuramos”, referiu.

A sua carreira começou em Portugal, em pequenos restaurantes, a que se seguiram experiências na Europa e no Médio Oriente.

Entre os sítios onde trabalhou contam-se o Mugaritz, no País Basco espanhol, considerado atualmente o sexto melhor do mundo e detentor de duas estrelas Michelin, o Viajante, espaço onde trabalhou com o compatriota Nuno Mendes, Lyle’s e o japonês Koya, estes três em Londres.

Enquanto espera por uma oportunidade para abrir o seu próprio estabelecimento, Carreira tem participado em vários projetos e no ano passado aceitou o convite “bastante atrativo” para se instalar no Climpson’s Arch durante vários meses.

“Tem de se dar mais do que só para vir como cozinheiro fazer comida, tem de haver uma linha, um tema. Cada vez mais estou a voltar às origens da comida portuguesa. Temos muitos sabores de Portugal, temos redescoberto muitas coisas interessantes. O nosso repertório é tão grande e fantástico, mas só agora é que se começa a dar mais valor”, enfatizou.

Durante algumas semanas, fez um menu dedicado a cada uma das regiões portuguesas, com a sua abordagem pessoal a pratos tradicionais, que diz ter sido “bem recebido”, acompanhado por vinhos e queijos nacionais.

Em geral, privilegia o peixe e o marisco em detrimento da carne, e usa muitos legumes, sendo a maioria dos ingredientes de origem britânica.

“Acho que é importante que a dieta seja equilibrada porque, como cozinheiros, temos responsabilidade nesse sentido, não podemos só cozinhar o óbvio ou o fácil”, referiu.

Usa também técnicas como a cura de peixe e ervas selvagens que colhe nos espaços verdes em redor de Londres, mas a matriz, assegurou, é portuguesa.

O trabalho de Leandro Carreira foi classificado com nota máxima pela revista Time Out em maio e com 9,5 em 10 pelo Independent em janeiro.

No fim-de-semana passado, um casal de clientes alemães, visitantes regulares de Portugal, consideraram a refeição “uma das melhores” que já comeram, tendo acabado por repetir dois dos pratos.

“Eu gostaria de ter comido tudo do menu, o que é impossível. Nós comemos as ervilhas. Tinham uma emulsão de azeda, que tem um pouco de acidez, ervas, umas cebolinhas de picles e ervilhas frescas. É um prato simples, mas com um nível de sofisticação muito elevado”, descreveu Dagmar Reichenbach.

Na opinião deste alemão, “foi perfeito, foi mesmo muito bom. Foi absolutamente perfeito”.

Duterte proclamado Presidente em cerimónia onde não esteve presente

A sessão conjunta da Câmara dos Representantes e do Senado filipinos validaram hoje o resultado das últimas eleições gerais no país, que deram uma esmagadora vitória a Duterte, com mais de seis milhões de votos do que o segundo candidato mais votado, proclamando-o Presidente.

Duterte optou por não assistir à cerimónia, ficando em Davao, uma cidade muito urbanizada na ilha de Mindanao, no sul das Filipinas, a que presidiu durante sete mandatos, durante mais de 22 anos.

Populista eficaz, Rodrigo Duterte seduziu o eleitorado com uma linguagem musculada e crua em torno de dois problemas centrais no país, a criminalidade e a pobreza, o primeiro dos quais prometeu resolver matando milhares de criminosos.

Três décadas depois da revolução que afastou do poder Ferdinand Marcos, os opositores de Rodrigo Duterte alertaram de forma recorrente para o risco de uma nova ditadura e instabilidade social nas Filipinas.

Mas os alertas não sensibilizaram os eleitores. Pelo contrário, a falta de tradução do forte crescimento da economia do arquipélago na melhoria do nível de vida da maioria deu a Rodrigo Duterte argumentos muito mais eficazes para construir o discurso crítico contra as elites.

A eficácia Duterte é tal que nem um duro insulto ao papa num país com 80% de católicos fervorosos – chamou “filho da p…” ao papa por ter provocado engarrafamentos durante uma visita ao país -, provocou mossa relevante na campanha.

Confirmada a vitória, e antes de ser empossado, Duterte confirmou entretanto ao que vinha: já reiterou que irá reintroduzir a pena de morte no país e que dará ordens às forças de segurança para “atirar a matar” nos casos de operações contra o crime organizado ou de criminosos que resistem à prisão com violência.

Disse também que “quer visitar o Vaticano” para “homenagear o papa”, mas também “para se explicar” e “pedir-lhe o seu perdão”, pessoalmente, pelo insulto que lhe dirigiu.

João Almeida veste ‘amarelo’ e pede “liberdade de escolha”

O deputado João Almeida é um dos políticos que assumiu uma posição a favor do cumprimento dos contratos de associação com os colégios privados e está, na tarde deste domingo, na manifestação Defesa Escola Ponto, em frente à Assembleia da República, em Lisboa.

“Hoje, vesti a camisola que me ofereceram, com o orgulho de quem acredita numa causa”, escreveu o centrista na sua página oficial do Facebook, mostrando que foi “mais um na luta pela defesa da escola pública mais barata, com qualidade e liberdade de escolha”.

O membro do CDS garante que na manifestação não estão “um conjunto de privilegiados”, mas sim “pessoas normais que querem que o Estado as respeite e respeite os contratos que assinou”.

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