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Ana Rita Silva

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Grécia vai dominar reunião informal de hoje do Eurogrupo

Com a presença do secretário de Estado Adjunto, do Tesouro e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, os titulares das finanças na zona euro também vão discutir os próximos passos e o cronograma do processo.

Na agenda do encontro estarão ainda as insolvências, sobre as quais os governantes deverão encontrar princípios comuns, que contribuam para maior eficiência e eficácia.

A presidente do Conselho de Supervisão do Banco Central Europeu, Daniele Nouy, marcará presença para apresentar o relatório anual de 2015 e as prioridades para este ano.

De fora deverá ficar Portugal, uma vez que, como recordou um alto representante do Eurogrupo, espera-se ainda, em Bruxelas, a entrega dos programas de estabilidade e dos programas nacionais de reformas até ao final do mês.

Na quinta-feira, o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia confirmou que Portugal terminou 2015 com um défice de 4,4% do PIB, e uma dívida pública de 129%, contabilizando os custos da medida de resolução aplicada ao Banif.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, voltou a afastar a necessidade de o Governo apresentar em breve medidas adicionais face à execução orçamental deste ano.

O governante frisou que a próxima avaliação dos procedimentos por défice excessivo (PDE), em Bruxelas, terá como base de análise o conjunto dos anos entre 2013 e 2015. “O ajustamento estrutural é para esse horizonte temporal. O cumprimento dos limites de défices nominais é só por si relevante – e todos sabem a opinião do Governo sobre a avaliação da saída do PDE em 2015”, disse.

Ou seja, segundo o ministro das Finanças, sem a contabilização do saldo que resultou da resolução do Banif, Portugal ficaria “no limiar desse limite” do procedimento por défice excessivo (três por cento), mas, “com o custo do Banif, ultrapassou-se esse limite”.

O Eurogrupo deverá terminar antes da hora de almoço, seguindo-se depois o Ecofin, que tratará da interação entre Estados e bancos europeus, assim como a polémica dos papéis do Panamá. O Ecofin terminará no sábado.

 

Petição deu ‘frutos’. Licença de maternidade alargada discute-se hoje

A possibilidade de a licença de maternidade ser alargada dos atuais quatro a cinco meses para meio ano será hoje discutida na Assembleia da República graças a uma petição pública.

A petição, lançada na internet, precisava apenas de quatro mil subscrições para ser discutida mas acabou por angariar quase 33 mil.

O projeto foi criado por Carina Pereira, que notou as dificuldades das mães em amamentar segundo as diretivas da Organização Mundial de Saúde, que recomenda que “as crianças devem fazer aleitamento materno exclusivo até aos seis meses de idade”.

Como as mães que regressam ao trabalho aos quatro ou cinco meses não é possível amamentar até aos seis meses sem recorrer a bombas para tirar o leite, que tem de ser congelado para dar ao bebé na ausência da mãe.

O objetivo desta petição é alargar o período de licença de maternidade sem que as mães perdessem parte do seu vencimento.

No site onde pode ser assinada a petição Carina Pereira apela aos seus apoiantes que assistam ao debate de hoje no Parlamento e criou um evento no Facebook para pedir que se “encham as galerias”.

Polémica com transexuais, Trump alia-se à comunidade LGBT

Apesar de a lei, aprovada do mês passado pelo governo estatal e assinada pelo governador republicano da Carolina do Norte, Pat McCrory, restringir em vários campos a autoridade dos municípios para legislar contra a discriminação por orientação sexual, o aspeto que causou mais polémica foi o das casas de banho.

“Deixem-na [a lei] como estava. Gerou poucas queixas tal como estava. Agora, a Carolina do Norte fez algo muito forte e está a pagar um grande preço”, disse Trump, num encontro com eleitores.

O “preço” a que o magnata se refere é a rejeição que a medida gerou em grande parte do país, e que levou várias empresas a cancelar os planos de expansão no estado e artistas a cancelar concertos.

De acordo com Trump, as pessoas devem poder usar a casa de banho que considerem mais apropriada para si.

Entre as empresas que anunciaram o fim dos planos de expansão ou projetos neste estado devido à lei está a PayPal e o Deutsche Bank, e entre os músicos que cancelaram os seus concertos estão Bruce Springsteen e Ringo Starr.

Por seu lado, o governador defende-se, assegurando que a medida apenas afeta as casas de banho públicas em edifícios governamentais e escolas, e que as casas de banho em empresas e locais privados podem adotar as normas que lhes parecerem mais convenientes.

Após se conhecer a opinião de Trump, o seu rival Ted Cruz, do setor mais conservador do partido, manifestou o seu apoio à lei no Twitter.

“Não deveríamos facilitar que meninas pequenas fiquem sozinhas em casas de banho públicas com homens adultos. É simplesmente uma má ideia, má má má”, apontou Cruz.

 

China ativa alerta azul no sul perante chuvas torrenciais

Chuvas torrenciais deverão atingir as províncias de Hunan, Jiangxi, Guangxi, Guangdong, Guizhou, Zhejiang, Anhui, Fujian e Yunnan, ao longo dos próximos dois dias, segundo as previsões dos serviços meteorológicos chineses.china

O mesmo comunicado refere que algumas das áreas irão sofrer trovoadas, ventos fortes e quedas de granizo.

As autoridades alertaram a população para evitar atividades ao ar livre e para se precaverem contra possíveis inundações e deslizamento de terras.

 

Brasil combate Zika com cartaz que simula odor humano

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A propagação do vírus Zika é um problema que ainda está a ser combatido na América do Sul mas o Brasil parece ter encontrado uma solução para pelop menos impedir que os mosquitos, propagadores da doença, se espalhem mais.

A solução em específico está num cartaz que, apesar de há primeira vista se confundir com um comum cartaz publicitário, serve o propósito de capturar mosquitos atraindo-os com uma substância que pretende simular o suor e odor humano.

De acordo com a BBC já foram colocados dois destes cartazes nas ruas do Rio de Janeiro, com cada um a conseguir atrair mosquitos a mais de 1.5 quilómetros de distância, insetos que vão gradualmente preenchendo os espaços vazios do cartaz e morrendo.

Indústria: Portugal deve esquecer passado e entrar na “crista da onda”

O Conselho de Ministros aprovou hoje o documento do Plano Nacional de Reformas, um documento com 120 medidas de recuperação e apoio económico. Em declarações aos jornalistas, em Ílhavo, num encontro sobre a Indústria 4.0, António Costa afirmou que Portugal precisa de estar preparado para esta nova revolução. “O mundo está diferente”, disse, referindo que é preciso que Portugal acompanhe estas mudanças.“A questão que se coloca é saber se olhamos para o futuro e apostamos em estar na crista da onda da nova revolução ou continuamos a discutir revoluções do passado. O mundo está diferente e ainda bem que vejo na frente disto o presidente do CIP”, disse o primeiro-ministro, admitindo que se trata de uma “revolução crítica para a nossa indústria” mas que está a ser “assumida como primeira prioridade pela União Europeia”.

“A Europa está a recuperar a sua liderança industrial e nós temos que estar nessa europa. É evidente que esta revolução tem riscos e oportunidades.”, disse, lembrando que o Plano de Reformas hoje aprovado incluiu pilares essenciais para que seja possível  acompanhar a Europa, como é o caso da inovação, das qualificações e da capitalização das empresas.

“ O nosso futuro não está numa diferença de 30 euros no salário minino. O desafio é ver se temos talento, temos capacidade de iniciativa, capacidade de entrar neste novo mundo onde está uma revolução permanente”, atirou.

 

“Governo seguiu caminho sensato, prudente e realista”

O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa considerou que o Governo seguiu o caminho certo ao aprovar o Programa de Reformas, um documento que, segundo o próprio, vai de encontro com as exigências de Bruxelas.

“O Governo tinha dois caminhos possíveis. Não seguir os compromissos anteriores em relação à redução de défice e ir para Bruxelas contestar toda a lógica do sistema. Ou aceitar a lógica. O Governo seguiu este segundo caminho que foi muito sensato, prudente e realista”, disse, referindo que fica por saber se “a Comissão Europeia aceira esses compromissos do Estado Português”, disse.

“Espero que sim. (…). Era um começo de vida e sinal de positivo para os próximos tempos”, concluiu.

 

EUA e monarquias do Golfo unidos “para destruir” Estado Islâmico

“Estamos unidos no nosso combate para destruir o EI que é uma ameaça para todos nós”, disse Obama no final de uma cimeira do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG — Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã e Qatar).

Obama denunciou mais uma vez as “atividades desestabilizadoras” do Irão, rival xiita dos reinos sunitas do Golfo, mas também apelou ao diálogo, sublinhando que “nenhum país” tem interesse num conflito com Teerão.

O presidente norte-americano disse esperar que o Irão “desempenhe um papel responsável na região”, que tome “medidas concretas para construir a confiança”, que “resolva os seus diferendos com os vizinhos através de meios pacíficos” e que aja em conformidade “com as leis e normas internacionais”.

“Continuaremos atentos para assegurar que o Irão cumpre as suas obrigações” ao nível do nuclear no quadro do acordo internacional de 2015, afirmou Obama.

A propósito da Síria, observou que a cessação das hostilidades está “sob enorme pressão” devido a “contínuas violações” por parte do regime de Damasco.

Também apelou a todas as partes no conflito no Iémen para respeitarem as tréguas, patrocinadas pela ONU e em vigor desde 11 de abril, para que a ajuda humanitária possa ser distribuída e as negociações possam começar.

O presidente dos Estados Unidos anunciou ainda o lançamento de um diálogo de alto nível com as monarquias do Golfo, centrado “no ajustamento” dos preços do petróleo que têm estado a descer.

A iniciativa visará igualmente “reforçar os laços económicos” para ajudar os países da região a “oferecerem empregos e oportunidades” aos seus cidadãos, em particular aos jovens, adiantou Obama.

 

Quer ser estagiário de Donald Trump? Só se pagar 88 mil euros

O candidato às presidenciais dos Estados Unidos, Donald Trump há muito que gera polémica. Agora, a controvérsia surge através da informação de que está a oferecer a um estagiário a possibilidade de trabalhar com ele, mas só a quem seja priveligiado financeiramente.

Esta oferta está a ser leiloada e o The Telegraph revela, esta quinta-feira, o valor pelo qual está a ser licitado. Atenção, vai ficar surprendido. Nada mais, nada menos do que  88 mil euros. Sendo que falta, uma semana para terminar o leilão, neste momento, a licitação vai já nos 35 mil euros, mas só aqueles que chegarem aos 88 mil é que conseguirão a vaga.

O lugar está a ser oferecido no site Trump Organisation e é publicitado como “uma oportinidade única”, que “inclui momentos com pessoas ponderosas”. Mas neste estágio, que tem a duração de dez semanas, tem ainda a oportunidade de estar à frente do grande empresário. Mas por quanto tempo? Apenas 15 minutos.

Segundo o The Telegraph, este estágio não é para aqueles que vejam em Trump uma figura icónica, mas sim para os que queiram subir na carreira.

Quanto às funções, há de tudo um pouco: “Atender chamadas, fazer recados, receber e cumprimentar clientes e convidados” e muito mais. O estágio decorrerá entre 6 de junho e 11 de agosto e irá horáio é das 10 às 16 horas, de segunda a quinta-feira.

O leilão está a ser promovido pela organização Charity Buzz, conhecida por leiloar vários encontros com personalidade conhecidas. Saliente-se que 80% dos fundos angariados serão doados a instituições carenciadas.

 

Quase 20 mil passageiros de voos a partir de Portugal sem indemnização

Segundo os dados recolhidos nos principais aeroportos nacionais, ficaram por pagar mais de seis milhões de euros em indemnizações, sendo o aeroporto de Lisboa responsável por quase metade dos passageiros (9.436) que tinha direito a receber uma indemnização, num total estimado de 3,4 milhões de euros.

“Cada um destes passageiros poderia receber indemnizações até 600 euros, consoante o tipo de ocorrência, segundo a lei na União Europeia”, que prevê que passageiros com atrasos de três ou mais horas no destino final — por atrasos, cancelamentos ou sobrelotações que não sejam causados por situações extraordinárias, como condições meteorológicas adversas e greves — têm direito a ser compensados monetariamente pelas companhias aéreas.

A empresa dinamarquesa, com atividade em Portugal desde 2014, tem como objetivo proteger os direitos dos passageiros aéreos em situações de voos com atraso, cancelamentos e ‘overbooking’ (falta de lugares para todos os passageiros).

No aeroporto do Porto, o número de passageiros que poderiam ter sido ressarcidos era de 4.693, num montante estimado de 1,5 milhões de euros, em Faro, 1.144 a que corresponderiam compensações no valor de 446 mil euros.

Funchal teria 1.647 passageiros com direito a indemnização, num total de 551 mil euros, e Ponta Delgada 1.895 passageiros, que poderiam receber 532 mil euros.

“O problema é que a maioria das pessoas não tem conhecimento destas leis e, acima de tudo, as companhias aéreas dificultam o caminho para os passageiros reclamarem pelos seus direitos e receberem a indemnização que lhes é devida, por lei”, explica a Air Help.

O co-fundador da AirHelp, Nicolas Michaelsen, diz que “algumas companhias tornam o processo de reclamação quase impossível já que os seus regulamentos próprios chegam numa linguagem complexa aos passageiros”.

 

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