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Ana Rita Silva

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Bayer pode estar prestes a comprar gigante Monsanto

Conhecida pelo papel na área da farmacêutica, a alemã Bayer também é uma das grandes fornecedoras de pesticidas e sementes do mundo. E é graças à forte presença nesse mercado que a emblemática patrocinadora do Bayer Leverkusen está interessada noutro gigante: a Monsanto.

De acordo com informações avançadas ainda ontem pela imprensa internacional, as duas empresas estarão perto de um acordo que criaria a maior empresa do mundo no setor dos pesticidas e sementes de cultivo.

Depois de surgir a confirmação da Monsanto, a própria Bayer surgiu em público para confirmar as negociações; ambas as empresas garantem que a proposta apresentada não é vinculativa, mas não divulgam valores.

“Representantes da Bayer reuniram-se recentemente com membros da gerência da companhia Monsanto para falar, confidencialmente, sobre uma aquisição de comum acordo”, assinala o grupo alemão no seu comunicado.

O documento recorda que a tal fusão “reforçaria a Bayer como empresa global de inovação em ciências da vida, com posições de liderança nas suas atividades principais, além de criar uma condição de cultivo integrado”.

A empresa germânica assinala ainda que o seu comunicado responde à declaração difundida pela Monsanto e que, caso seja necessário, publicará informação adicional.

A multinacional Monsanto tem estado relacionada, nos últimos tempos, com noticias muito controversas, dado que vários países europeus estão contra a utilização do glifosato, substância muito utilizada nos pesticidas, designadamente do Round Up, do grupo Monsanto, e que, segundo alguns especialistas, é suspeita de ser cancerígena.

Em abril, o Parlamento Europeu defendeu a renovação da autorização para comercializar glifosato por somente sete anos, contra os 15 anos inicialmente previstos.

Várias organizações, nomeadamente ambientalistas e, em Portugal, partidos como o ecologista Os Verdes ou o Partido Pessoas Animais Natureza (PAN), além do BE, têm pedido a proibição da venda de pesticidas com glifosato.

Uma petição a decorrer em Portugal contra o uso de glifosato tem já mais de 15 mil assinaturas.

Valls pede “castigo duro” para os manifestantes que atacaram a polícia

“O castigo tem de ser duro. O inquérito já começou e as detenções efetuadas” disse o primeiro-ministro Manuel Valls à estação de rádio RTL.

A manifestação inédita de polícias contra o “ódio que se tem manifestado contra as autoridades” terminou com atos de violência, no centro da capital francesa.

Um grupo de contramanifestantes atacou um veículo policial com barras de ferro antes de terem lançado um engenho explosivo que incendiou o carro, obrigando os dois ocupantes a fugirem do local.

O chefe da polícia de Paris, Michel Cadot disse que que os dois agentes estavam no carro antes de o engenho explosivo ter sido lançado para o interior do veículo.

Os agentes, um homem e uma mulher, conseguiram abandonar o carro de serviço na altura da explosão que incendiou o veículo.

O incidente aconteceu na altura em cerca de 300 pessoas desafiaram a marcha dos polícias franceses com cânticos em que o acusavam os agentes de “porcos e assassinos”.

A presença dos contramanifestantes levou a polícia a lançar granadas de gás lacrimogéneo.

Segundo fontes oficiais consultadas pela France Presse, quatro suspeitos do ataque foram detidos na quarta-feira, sendo que um quinto indivíduo foi detido hoje de manhã.

Nas últimas semanas, tem-se registado em França uma série de manifestações contra a nova legislação laboral proposta pelo governo.

De acordo com as forças da ordem, “grupos de provocadores” têm-se infiltrado nas manifestações onde ocorrem confrontos com a polícia.

Para Manuel Valls, os organizadores dos protestos contra a legislação laboral devem evitar a presença de provocadores.

Nos últimos dois meses, 350 polícias ficaram feridos durante os protestos contra a lei laboral, em manifestações que ocorrem em todo o país.

Primeiro-ministro do Egito não descarta tese de ataque terrorista

Primeiro-ministro do Egito não descarta tese de que um ataque terrorista possa ter sido a causa da queda do avião da EgyptAir que esta manhã desapareceu dos radares com 66 pessoas a bordo.

Segundo a Reuters, quando questionado pelos jornalistas no aeroporto do Cairo sobre se poderá ter-se tratado de um ataque terrorista, Sherif Ismail disse que “não pode ser excluída nem confirmada nenhuma hipótese”.

O avião ter-se-á despenhado ao largo da ilha grega de Karpathos, no mar Mediterrâneo, confirmou à AFP fonte da aviação civil grega.

O primeiro-ministro egípcio, que é formado em engenharia, explicou ainda que não foi feito qualquer pedido de ajuda pelos pilotos do MS804. As autoridades de aviação captaram de facto um “sinal de emergência”, mas este ter sido emitido pelos sistemas do avião de forma automática depois de este se ter despenhado.

Tean-Paul Troadec, antigo chefe da unidade de investigação de acidentes aéreos francesa, diz que o desaparecimento do avião da EgyptAir terá “quase de certeza” sido provocado por um “ataque”.

“Um problema técnico, um incêndio ou uma falha no motor não causariam um acidente instantâneo”, argumentou, citado pelo Mirror.

Avião da Egyptair terá caído ao largo da ilha grega de Karpathos

O avião da EgyptAir que desapareceu dos radares esta madrugada ter-se-á despenhado ao largo da ilha grega de Karpathos, no mar Mediterrâneo, confirmou à AFP fonte da aviação civil grega.

Ainda não são conhecidos os indícios que apontam nesta direção, nem se já terão sido encontrados destroços.

Ressalva-se apenas que, apesar de grega, esta ilha localiza-se no espaço aéreo egípcio.

Segundo controladores aéreos gregos, o piloto confirmou à torre de controlo do espaço aéreo grego que o voo decorria “sem problemas”, tendo depois, 10 minutos antes da hora prevista para aterrar e já no espaço aéreo egípcio, enviado sinais a dar conta de uma emergência.

Esta manhã foi noticiado o testemunho dos tripulantes de um navio que disseram ter visto uma “chama no céu” perto da ilha de Karpathos.

Continuam a decorrer operações de buscas no Mediterrâneo envolvendo as Forças Armadas egípcias e gregas.

O avião tinha 56 passageiros a bordo, incluindo um português, três seguranças e sete membros da tripulação, num total de 66 pessoas.

Português que estava em avião que caiu vivia em Joanesburgo

A EgyptAir confirmou esta quinta-feira que havia um cidadão de nacionalidade portuguesa entre as 66 pessoas que estavam a bordo do voo que se despenhou no mar Mediterrâneo.

A RTP adianta agora que o cidadão em causa será um homem de 62 anos que vivia em Joanesburgo, na África do Sul.

Recorde-se que o voo partiu de Paris às 23h09 (menos uma hora em Portugal Continental) com destino à capital do Egito. O voo MS804, porém, desapareceu dos radares quando sobrevoava ainda o mar Mediterrâneo.

As autoridades egípcias, bem como as gregas, já confirmaram que o avião se terá despenhado, acreditando que terá sido ao largo da ilha grega de Karpathos. A Grécia, aliás, prontificou-se a dar apoio nas buscas.

Nesta fase as autoridades ainda estão à procura de destroços, não adiantando o que terá levado a este trágico desfecho.

Entretanto, o primeiro-ministro egípcio, Sherif Ismail, formado em engenharia, explicou que não foi feito qualquer pedido de ajuda por parte dos pilotos do MS804, não descartando a hipótese de poder ter sido um atentado.

AlmaLusa Baixa/Chiado – A valorização da cultura Lusa

Mais que um hotel, o AlmaLusa Baixa/Chiado é um local de valorização da cultura Lusa através da traça local e de marcas nacionais de referência, que proporcionam um encanto especial à sua estadia.

Veja, sinta e cheire a história de Lisboa, seja na suavidade da roupa dos quartos, no aroma que percorre o hotel, na gastronomia lisboeta, nos vinhos que pode degustar ou nas lembranças que pode levar consigo.

A localização privilegiada, permite que se desloque a pé para os locais históricos e determinantes da cidade de Lisboa, riquíssimos museus, zona de compras genuínas e a vida noturna com os seus restaurantes, bares e tascas. Transportes públicos como o metro, autocarros, eléctricos, Tuk-Tuk’s e até mesmo barcos são também facilmente acessíveis a partir do hotel. A Ribeira das Naus e o Terreiro do Paço, a 2 minutos de distância, permite que faça um agradável passeio à beira do Tejo, um jogging matinal ou até um tour de bicicleta.

Instalações

Cada um dos 28 Quartos (não-fumadores), incluindo 12 Suites estão equipados com internet Wi-Fi de 100mb, TVs de 42’ Led Smart TV by LG, cama “heavenly luxury bed” by Colmol e casas de banho com duche “power shower” da Sanindusa e amenities da Castelbel. Para além das facilidades anteriores, algumas categorias têm ainda Radios REVO, Kit de boas vindas da Delta e Aguas oferta. Cada quarto foi projectado para ter um ambiente tranquilo, inspirado na história do edifício e num estilo contemporâneo e cosmopolita.

A Recepção no piso térreo, na parte mais preservada do edifício e cuidadosamente recuperada, conta com uma Castelbel Retail Spot e produtos AlmaLusa, recepção e o restaurante Delfina – Cantina Portuguesa, que tem como objectivo de criar uma área de lazer onde se possa socializar, descontrair ou até mesmo trabalhar. A nossa equipe tudo fará para tornar a sua estadia única e inesquecível.

Restaurante Delfina – Cantina Portuguesa

Restaurante de cozinha portuguesa e do mundo com ingredientes frescos e locais, vinhos Portugueses, tudo servido numa atmosfera informal e descontraída, quer dentro quer na esplanada da praça.

“Embora já com outros restaurantes, não só em Lisboa, quando o Miguel me desafiou para esta aventura – desde a localização na parte antiga da cidade, até ao projeto – fiquei entusiasmado e não hesitei na minha decisão.

Daí para cá, não paro de idealizar o Menu na lógica dos muitos visitantes estrangeiros e Portugueses que vamos ter, mas também na dos Lisboetas que trabalham nesta parte da cidade com uma forte ligação ao rio e à descoberta do mundo.

Quero o Delfina convidativo, onde se pode relaxar, comer e desfrutar, com um toque de glamour, mantendo o tradicional e o clássico num  ambiente quente, envolvente e caseiro.

Dos clássicos às referências gastronómicas do mundo, e na lógica de servir durante todo o dia, a todas as horas, de forma informal e divertida, em sintonia com a atmosfera da cidade e do saber receber, característica dos Lisboetas e dos Portugueses”.

“É difícil ouvir estas declarações de alguém que quer ser Presidente dos EUA”

Angelina Jolie manifestou-se publicamente, esta segunda-feira, contra as declarações de Donald Trump que defendeu a proibição da entrada de muçulmanos nos Estados Unidos. A atriz, que discursava em Londres na qualidade de Alta Representante da ONU para os Refugiados, disse: “Para mim a América foi construída por pessoas de todo o Mundo, unidas pela liberdade, especialmente pela liberdade religiosa. É difícil ouvir estas declarações de alguém que quer ser Presidente dos EUA”.

No início de dezembro, o candidato republicano defendeu um bloqueio “completo e total” à entrada de muçulmanos nos Estados Unidos, em reação aos atentados de Paris, a 13 de novembro, que causaram 130 mortos.

“Até se identificar e compreender o problema e a perigosa ameaça, o nosso país não pode ser vítima de horrendos ataques de gente que só acredita na jihad e que não tem qualquer sentido e respeito pela vida humana”, disse Trump.

O candidato na corrida à Casa Branca, divulgou o comunicado depois de o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defender que o grupo extremista Daesh “não fala em nome do Islão” e pedir aos norte-americanos para não confundir radicais com o resto dos muçulmanos.

Jolie também se pronunciou, no evento organizado pela BBC em Londres, sobre a crise dos refugiados, comparando a situação atual com a que se viveu na Segunda Guerra Mundial. A atriz considerou que este é o momento em que as “nações tem de estar unidas” e lamentou que os esforços para ajudar os refugiados estejam a ser “drasticamente subfinanciados”.

Trump e a sua controversa campanha têm sido alvo de várias críticas. Jolie é a última de uma série de artistas que se pronunciaram sobre o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos.

George Clooney considerou o sucesso político do magnata uma “loucura” e enviou uma carta de apoio a Hillary Clinton. Jennifer Lawrence também disse que se Trump ganhar as eleições presidenciais será o “fim do Mundo”.

Agora as panelas batem por Michel Temer

No domingo à noite, enquanto o Presidente interino do Brasil, Michel Temer, dava a sua primeira entrevista televisiva num popular programa da TV Globo, vários brasileiros foram para as janelas de casa bater panelas. O “panelaço” tem sido uma forma de protesto político muito utilizada no último ano – mas contra o Governo de Dilma Rousseff, ao ponto de a Presidente brasileira ter desistido de fazer comunicações ao país ou dar entrevistas na televisão, segundo a imprensa.

Mas Dilma foi afastada do cargo na passada quinta-feira de madrugada e quando o seu vice-presidente, Michel Temer, tomou posse nessa tarde e fez o seu primeiro discurso como Presidente da República, ouviram-se as primeiras e espontâneas batidas de panelas, sinalizando que o protesto tinha mudado de mãos.  No domingo à noite, o “panelaço” foi mais sonoro – e, se não foi o protesto de escala nacional noticiado pelos media ligados à esquerda, pelo menos replicou nas principais cidades brasileiras: Rio, São Paulo, Brasília e Porto Alegre. Várias pessoas gritaram “Fora Temer” ou “golpistas” durante o protesto.

O impeachment de Dilma gerou um clima de desgaste e melancolia entre os que defendiam a Presidente. A mobilização contra um vice-presidente que trabalhou abertamente pelo afastamento de Dilma começou tímida e dispersa, mas deverá aumentar nos próximos tempos, insistindo na ilegitimidade do seu Governo. A contestação tem sido intensa nas redes sociais: nos últimos dias, a página de Facebook do PMDB, partido de Temer, e de várias figuras políticas que votaram no impeachment ou estão ligadas ao novo governo, foram alvo de um “vomitaço”: milhares de pessoas publicaram bonequinhos vomitando nas secções de comentários. A página de Facebook do Fantástico, o programa de variedades e reportagem que transmitiu a entrevista com Michel Temer, também registou um “vomitaço”.

Na entrevista, gravada na sexta-feira no palácio da vice-presidência em Brasília, Temer reconhece que não tem o apoio da população e que, para obtê-lo, terá de “produzir efeito benéfico para o país”. Mas também garantiu que não pretende recandidatar-se em 2018. “Isso dá-me maior tranquilidade, eu não preciso praticar gestos ou actos conducentes a uma eventual reeleição. Eu posso ser até, digamos assim, impopular”, afirmou.

Questionado sobre a polémica ausência de mulheres à frente dos ministérios no seu executivo – o primeiro Governo desde a ditadura militar exclusivamente masculino –, o Presidente interino afirmou que pretende trazer “uma representante do mundo feminino” para algumas secretarias, como a Cultura (o seu Governo acabou com o estatuto de ministério desta área), Ciência e Tecnologia, e Cidadania. Ele também antecipou que, se Dilma perder definitivamente o mandato presidencial daqui a seis meses, quando o Senado proceder ao seu julgamento, a sua mulher de 32 anos, Marcela Temer, irá assumir “funções na área social”. Marcela Temer tem sido uma fixação da imprensa brasileira ainda antes de Temer assumir a Presidência. Há um mês, a revista Veja publicou um perfil que causou controvérsia pelo seu enaltecimento de um modelo feminino domesticado e retrógrado – Marcela, 43 anos mais nova do que o marido, foi descrita como “bela, recatada e do lar”.

O filho de sete anos do casal, conhecido como Michelzinho, foi quem escolheu o logótipo institucional do novo Governo, que aparecerá em todos os documentos e actos oficiais: um globo igual ao da bandeira do Brasil, com a faixa “Ordem e Progresso”, em azul resplandecente. “Se uma criança gosta, é porque a gente tem algo puro, tem algo bom na mão. Foi o Michelzinho quem escolheu a marca”, disse, “extasiado”, Elsinho Mouco, o publicitário por trás da imagem do novo Governo, à Folha de S. Paulo. Mas o logo foi criticado por designers, que o consideram retrógrado e parecido com a identidade visual da TV Globo, e está a ser parodiado nas redes sociais. “”O doutor Michel queria uma marca límpida, clara, simples como ele é”, disse Elsinho Mouco. “Não fiz nada demais, mas estou vendo que bombou mesmo.”

Na Venezuela deixou de haver medicamentos e a morte e a doença andam à solta

Os bebés prematuros precisam de máquinas para os ajudar a respirar. Mas quando os apagões caem sobre a cidade de Caracas, as máquinas param. Os médicos e enfermeiras tentam mantê-los vivos bombeando ar manualmente para os seus pulmões ainda não completamente formados. Muitos não sobrevivem até regressar a electricidade.

“A morte de um bebé é o pão nosso de cada dia”, disse ao New York Times o médico Osleidy Camejo. A taxa de mortalidade dos bebés com menos de um mês subiu para 2% em 2015, quando em 2012 era apenas de 0,02%. Quanto à mortalidade materna, neste período, aumentou quase cinco vezes, diz o jornal americano.

Mas os nascimentos têm aumentado, porque não há contraceptivos na Venezuela. Faltam preservativos, pílulas, tudo. “Os laboratórios não têm matérias-primas para produzir e a maioria dos produtos são importados”, explicou ao Panama Post Carlos Meza, auxiliar de farmácia. No estado de Aragua, a taxa de gravidez aumentou 50%, disse ao mesmo jornal Dulce María Blanco de Figallo, presidente do Colégio de Farmacêuticos.

“Não há maneira de as mulheres decidirem se querem ter filhos ou não, porque não há contraceptivos. E é uma questão tabu aqui. A falta de preservativos afecta toda a população feminina”, comentou Mercedes Muñoz, directora da Associação Venezuelana para a Educação Sexual Alternativa.

Num país afectado pelo vírus Zika – que é transmitido pela picada de um mosquito, mas também por relações sexuais, e que pode causar anomalias de desenvolvimento no cérebro dos bebés – esta falta é especialmente grave. Mas o Governo não divulga números precisos sobre a epidemia, porque considera que há uma campanha de propaganda contra a Venezuela.

Encomendas aos EUA

A profunda crise económica e social venezuelana produziu uma situação de emergência na saúde pública: não há medicamentos nem equipamentos a funcionar nos hospitais, pode faltar até a água para limpar o sangue durante uma cirurgia. A falta de electricidade junta-se à falta de água – há seca, por causa do fenómeno climático El Niño, mas sobretudo por falta de investimento e manutenção no sector hidroeléctrico.

O resultado é que hoje tanto água como sabão para lavar as mãos e luvas são apenas recordações de medidas de higiene básica. Uma operação que poderia salvar uma vida pode ser adiada indefinidamente porque não funciona o aparelho de raio-X necessário para guiar a mão do cirurgião durante o procedimento.

Os medicamentos para o cancro só se conseguem adquirir no mercado negro. As farmácias da Florida, nos EUA, registaram um aumento em flecha de encomendas provenientes da Venezuela. A cadeia Locatel, em Miami, que tem origem na Venezuela, criou até uma linha telefónica especial para os pedidos venezuelanos.

“É aqui que compro o medicamento para a tensão arterial da minha mãe”, disse à AFP a venezuelana Oralia Martinez, que está nos Estados Unidos desde o ano passado, com um visto de estudante.

“Recebemos uma quantidade incrível de chamadas. Pedem anti-inflamatórios, cateteres, coisas sem as quais não se pode passar”, explicou Miguel Gonzalez, proprietário de outra farmácia em Miami. Mas no topo da lista estão medicamentos para doenças crónicas, como a hipertensão ou a diabetes. O presidente da Federação Farmacêutica da Venezuela, Freddy Ceballos, diz que faltam 85% dos medicamentos. A maior cadeia de farmácias venezuelana, a Farmatodo foi recentemente expropriada.

O maior obstáculo para as encomendas feitas a partir da Venezuela é a moeda: as farmácias americanas só aceitam dólares, que se tornaram raros no país de Nicolás Maduro, onde vigoram estritos controlos cambiais. Por isso, só 10% das encomendas se concretizam.

Os hospitais e centros de saúde transformaram-se em pesadelos que imaginamos num país em guerra – enfermarias e corredores onde as pessoas se acumulam, febre que não passa, doenças que se agravam de formas que já não imaginamos possíveis. Quando falham os medicamentos, as doenças voltam com todo o seu cortejo de horrores.

Rosa Parucho, de 68 anos, era uma das poucas doentes que tinha conseguido uma cama no hospital Luis Razetti, em Barcelona (Venezuela). Diabética, não pôde fazer diálise, porque a máquina está avariada, e tem uma infecção nos pés, que estão negros. Está a entrar em choque séptico, relata o New York Times. Precisa de oxigénio, mas não há. As suas mãos contorcem-se e os olhos rolaram para dentro das pálpebras, só se vê o branco. “As bactérias estão a resistir”, disse o médico. Três dos antibióticos de que necessitava estão esgotados há meses. “Vamos ter de lhe cortar os pés.”

Linha da Criança do provedor de Justiça com 184 chamadas até maio

Hoje assinala-se o Dia Internacional das Linhas Telefónicas de Ajuda à Criança, sendo que em Portugal existem vários contactos telefónicos que podem ser usados para denunciar ou pedir ajuda quando estão em causa os direitos das crianças.

O provedor de Justiça é uma das entidades que tem uma linha específica para tratar assuntos relativos às crianças, inserida no Núcleo da Criança, do Idoso e da Pessoa com Deficiência (N-CID), que nos primeiros cincos meses de 2016 recebeu 184 contactos.

De acordo com dados do provedor de Justiça, a Linha recebeu 37 chamadas em janeiro, 45 em fevereiro, 50 em março, 40 em abril e 12 nos primeiros seis dias de maio.

As razões dos contactos prenderam-se, sobretudo, com o exercício de responsabilidades parentais, educação e problemas escolares, cuidados de saúde, negligência, prestações sociais, mas também maus tratos, carências económicas e familiares ou exposição a comportamentos desviantes.

A atuação da Segurança Social, das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens, as visitas aos avós ou casos de bullying também foram motivo para contactos junto da linha do provedor.

Já durante o ano passado, esta linha recebeu 671 contactos, depois de em 2014 terem sido feitas 701 chamadas, sendo que em 2015 perto de um terço dos telefonemas tinham como motivo questões relativas às responsabilidades parentais.

“Os maus-tratos e a negligência integram o segundo grupo de questões mais vezes suscitadas, com um total de 153 chamadas, tendo duplicado face ao ano de 2014 (76 chamadas) “, lê-se no relatório de atividades de 2015 do provedor de Justiça.

Outra linha telefónica existente em Portugal para ajudar os mais novos é a Linha SOS Criança, do Instituto de Apoio à Criança, que, no ano passado, recebeu 1.857 telefonemas, entre 1.638 através do número para crianças em risco e 49 através do contacto específico para casos de crianças desaparecidas.

Entre as pessoas que ligaram paras as linhas, a maioria eram adultos (1.675), mas houve também 182 casos em que foram as próprias crianças a telefonar para a linha.

“A problemática referida nos apelos à linha do SOS Criança é essencialmente ‘falar com alguém'”, lê-se no relatório da instituição, que explica que aqui estão inseridos casos de adultos que precisam de apoio e suporte relativamente a saber lidar com os seus filhos ou familiares ou sobre questões relativas a crianças que precisam de apoio e ajuda.

Houve também pedidos de ajuda referentes a situações de negligência, seja em relação a cuidados básicos, falta de condições de segurança, alimentação inadequada, falta de higiene ou falta de acesso a cuidados de saúde.

Os maus tratos na família levaram 242 pessoas a ligarem para a linha, sendo que destes, 137 são referentes a maus-tratos físicos e 105 são maus-tratos emocionais ou psicológicos (como a chantagem psicológica e as discussões e agressões verbais).

Ao longo do ano de 2015 o SOS Criança encaminhou 341 novos casos e 22 processos de anos anteriores, totalizando assim 363 processos. O encaminhamento destas situações envolveu 1.213 contactos e referiu-se a 540 crianças.

 

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