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Ana Rita Silva

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Foto impressionante do eclipse solar combina duas perspetivas

Tornar um eclipse solar mais impressionante é uma tarefa difícil mas ao combinar dois pontos de vista diferentes uma equipa de investigadores parece ter conseguido.

Conta o Gizmodo que a área vermelha pertence a uma fotografia tirada a partir do satélite da SOHO, no espaço, enquanto a parte mais escura pode ser vista pelos habitantes da Terra.

Se não simplesmente para admirar, a fotografia relembra que do espaço a perspetiva dos vários fenómenos espaciais e terrestres é bastante diferente e que os astronautas não devem ter problemas em preencher  o seu Instagram e Facebook com fotografias impressionantes.

 

Reabilitação urbana deve ser “regra e não exceção”

“Queremos que a reabilitação seja entendida como uma regra, por isso, os regulamentos da edificação em Portugal têm que ser pensados essencialmente para a reabilitação urbana”, afirmou à agência Lusa o governante João Matos Fernandes, à margem da apresentação do concurso Europan 13 “A Cidade Adaptável”, que decorreu em Lisboa.

De acordo com o ministro do Ambiente, a regulamentação para a edificação em Portugal está toda pensada para a construção nova e não para a reabilitação.

“O que aconteceu nos últimos anos, é que foram criadas um conjunto de exceções para a reabilitação”, considerou João Matos Fernandes, defendendo que “já não faz sentido que a reabilitação seja entendida como uma exceção”.

Neste sentido, o governante lançou o desafio ao presidente da Ordem dos Arquitetos, João Santa-Rita, que aceitou colaborar na alteração da lei sobre a construção em Portugal.

João Santa-Rita declarou que o desafio proposto pelo governante vai ao encontro das expectativas da Ordem dos Arquitetos (OA), expressando que “é um prazer” colaborar.

“Também sentimos que é necessário rever e pensar muitas das questões que têm a ver com a própria regulamentação sobre o edificado e a reabilitação urbana é justamente um caso desses”, advogou o presidente da OA, referindo que existem muitos regulamentos que não se ajustam à realidade.

Segundo o governante João Matos Fernandes, trata-se de “um processo de alteração legislativa”, que vai envolver várias pessoas.

“Para mudar essas regras, temos que juntar arquitetos, temos que juntar engenheiros, temos que juntar também a indústria da construção, no sentido de definirmos um conjunto de regras claras, regras que permitam a garantia da exigência de qualidade dos projetos”, esclareceu o ministro do Ambiente.

O governante explicou ainda que é preciso reconhecer as especificidades dos projetos de reabilitação urbana perante as regras que são comuns na construção nova.

“Um projeto de reabilitação, naturalmente, tem que poder ter outras regras mais adaptáveis à realidade, mas sem em situação alguma abastardar aquilo que é a necessidade de conforto e as necessidades de eficiência energética”, referiu João Matos Fernandes, adiantando que é esse conjunto de regras que constituirão um código para a reabilitação.

O Governo quer “rapidamente começar” a definir o código para a reabilitação urbana, um trabalho que demorará cerca de um ano e meio e que “será utilizado por todos”, garantiu.

 

António Guterres presta provas: É hoje a entrevista na ONU

Numa tentativa para melhorar a transparência de um processo de seleção que tradicionalmente tem decorrido entre bastidores, os candidatos vão passar pela Assembleia geral para apresentar as suas propostas e submeter-se ao escrutínio dos Estados-membros.

António Guterres, que até ao final de 2015 exerceu o cargo de Alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) será o terceiro candidato à substituição do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, cujo mandato termina no final de 2016, que será entrevistado na sede da organização em Nova Ioque.

A audição está prevista entre as 15:00 e as 17:00 locais (entre as 20:00 e as 22:00 em Lisboa).

As provas vão ser hoje iniciadas pelo ex-primeiro-ministro e até há pouco o responsável pela diplomacia do Montenegro, Igor Luksic, seguindo-se a diretora-geral da Unesco, a búlgara Irina Bokova, e com António Guterres a encerrar o primeiro dia de audições.

Para quarta-feira vão ser convocados o ex-presidente esloveno, Danilo Turk, a ex-vice-presidente e ex-ministra dos Negócios Estrangeiros da Croácia, Vesna Pusic, e a ex-ministra da Moldávia Natalia Guerman, que ocupava a mesma pasta.

Na quinta-feira as audições foram reservadas para o macedónio Srgjan Kerim, que presidiu à Assembleia geral da ONU entre 2007 e 2008, e à ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, Helen Clark, que oficializou a candidatura na semana passada.

No processo participam as Nações Unidas, mas também, pela primeira vez, várias organizações não-governamentais e entidades da sociedade civil vão estar presentes para colocar questões e entrevistar os candidatos.

Cada candidato vai dispor de duas horas para expor as suas propostas aos representantes da ONU e às distintas organizações não-governamentais e depois daquele encontro também poderá falar com os órgãos de comunicação social.

Esta é a primeira vez que a ONU vai realizar a seleção do secretário-geral com candidaturas públicas, que vão ser avaliadas pela sociedade civil.

Os candidatos já remeteram à Assembleia geral breves prestações por escrito das suas ideias, onde se incluem propostas para reformar o funcionamento das Nações Unidas e adaptá-la às realidades do século XXI.

A Assembleia é o órgão que deverá eleger no outono o próximo secretário-geral da ONU, apesar de tradicionalmente o processo ser controlado pelas potências do Conselho de Segurança, que recomendam um candidato.

Habitualmente, e seguindo uma norma não escrita, o cargo tem rodado entre diversas regiões, e teoricamente corresponderia nesta ocasião à Europa de Leste.

No entanto, sublinhou na agência noticiosa Efe, as numerosas novidades introduzidas para melhorar a transparência e democratizar a eleição, as expetativas “estão por agora cristalizadas” em António Guterres e Helen Clark.

A candidatura de António Guterres foi formalizada pelo Governo português em 29 de fevereiro, ao ser sublinhado o “amplo consenso interno” em torno da candidatura do antigo Alto-comissário da ONU para os refugiados.

“Ao tomar esta iniciativa, Portugal contribui de forma ativa para o processo de seleção do próximo secretário-geral [da ONU], apresentando um candidato excecionalmente qualificado para o desempenho daquele lugar”, referiu a nota divulgada pelo Executivo.

 

Teatro Nacional D. Maria II celebra 170 anos com dança, teatro e livros

“Uma ideia, um edifício, uma comunidade. Foi há 170 anos que o D. Maria II nasceu. Neste aniversário, recordamos o papel singular do Teatro Nacional na vida cultural do nosso país e, acima de tudo, fazemos curto-circuito entre o passado e o presente, porque só um teatro pode viver 170 anos sem envelhecer”, afirma em comunicado o TNDM.

As celebrações iniciam-se ao final da tarde, no salão nobre, com a apresentação do livro da comédia “O Impromptu de Versalhes”, de Molière, numa tradução João Paulo Esteves da Silva, edição TNDM II/Bicho do Mato, e ainda de um número da revista Cais, dedicado ao D. Maria II, com direção editorial de Eunice Muñoz.

Ainda neste âmbito, é apresentado o catálogo da exposição “Teatro em cartaz – A coleção do D. Maria II, 1853 – 2016”, que é inaugurada pelas 18:00, com curadoria de Lizá Ramalho e Artur Rebelo. Os autores do catálogo, uma edição TNDM, são os curadpres e ainda Helena Barbosa.

Antes da inauguração da exposição são anunciados os teatros selecionados para integrar a Rede EUNICE, um projeto de circulação de espetáculos do D. Maria II, que são o Centro Cultural Gil Vicente, no Sardoal, no distrito de Santarém, o Teatro Municipal Baltazar Dias, no Funchal, e o Municipal de Vila Real, em Trás-os-Montes.

A exposição reúne cartazes desde 1853 até 2016, isto é, 163 dos 170 anos de comédias, dramas, revistas, monólogos levados à cena no teatro idealizado por Almeida Garrett, no ímpeto reformista liberal de Passos Manuel.

O documento mais antigo da exposição é dos espetáculos “A assignatura d’el rei”, “A Casa Mysteriosa” e “Um Homem de mau génio”, de 08 de janeiro de 1853.

Às 21:00, estreia-se a comédia em prosa e em um ato “O impromptu de Versalhes”, de Molière, com encenação de Miguel Loureiro, com entrada gratuita, devendo os ingressos ser levantados a partir das 17:00, na bilheteira do TNDM.

A peça, que é a resposta a um desafio de Luís XIV a Molière para escrever e encenar uma peça em oito dias, tem dramaturgia de Miguel Loureiro, Rodrigo Abecasis Fernandes e Vera Kalantrupmann, e o elenco é constituído por Álvaro Correia, Carla Bolito, Inês Nogueira, João Estima, Lúcia Maria, Maria Amélia Matta, Maria Duarte, Miguel Loureiro, Vera Kalantrupmann, Ana Tang, Sandra Pereira, Victor Yovani e da violinista Maria do Mar.

A peça, em que o próprio Molière, encarnando-se a si próprio como personagem, fez parte do elenco, estreou-se no Palácio Real de Versallhes a 14 de outubro de 1663, e foi à cena no mês seguinte, no Thêatre du Palais-Royal, em Paris.

Segundo o TNDM, é “um espetáculo que é um ensaio para o grande espetáculo”. “Ansiedade e expectativa. Debate e incerteza. Virá ele a acontecer? Uma autêntica celebração do ato teatral. Uma ficção sem postulados ficcionais”.

Após a peça, “a partir das 23:00”, haverá “‘Dancetaria Nacional: uma festa no átrio do Teatro”, com o DJ Nuno Lopes.

“Com o renovado Café Garrett a funcionar em pleno, transforma-se numa pista de dança onde até o busto de Garrett vai ganhar vida”, remata o comunicado do TNDM.

O dramaturgo Almeida Garrett, autor de peças como “A sobrinha do marquês” e “Frei Luiz de Souza” está ausente da atual temporada.

Quando da apresentação da programação, questionado pela Lusa, sobre a razão pela qual não é levada à cena uma peça do fundador, o diretor artístico do TNDM, Tiago Rodrigues, afirmou: “Apresentar uma obra de Garrett – e existem obras que podiam ser apresentadas – mas apresentá-lo, porque se trata de uma efeméride, podia roçar o provincianismo…”.

“A nossa temporada é, de alguma forma, fruto de um diálogo com os artistas, com os quais vamos trabalhar, e não houve nenhuma proposta de encenar ou montar uma peça de Almeida Garrett”, disse Tiago Rodrigues à Lusa, reconhecendo que “o TNDM podia fazê-lo”, mas a aposta, esta temporada, é “no sentido da escrita e reescrita em português com dramaturgos portugueses, e as propostas que surgiram foram muito noutro sentido”.

O Teatro foi inaugurado no dia do 27.º aniversário da rainha D. Maria II, a 13 de abril de 1846, com a peça “Álvaro Gonçalves, o magriço, ou os doze de Inglaterra”, um drama histórico em cinco atos, de Jacinto Heliodoro de Loureiro.

Garrett, que também fundou o Conservatório Nacional, pretendia criar um repertório nacional, segundo a corrente intelectual da época, do regime liberal, que pretendia que o público fosse mais instruído, crítico e seletivo.

No dia 02 de dezembro de 1964, o edifício sofreu um incêndio, quando estava em cartaz “Macbeth”, de Shakespeare, pela Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro. Foi restaurado e reinaugurado catorze anos depois.

 

´Lisboa, a cidade ibérica com pior trânsito. Porto ao nível de Madrid

Lisboa é a cidade com o pior trânsito, em termos percentuais, da Península Ibérica. Já o Porto está um pouco melhor do que a capital portuguesa, mas encontra-se ao mesmo nível do que a capital espanhola, Madrid.

Os números resultam de um índice elaborado pela TomTom que mostram que, em média, os lisboetas demoram mais 31% nos seus percursos de carro do que demorariam se não houvesse congestionamento. No Porto, este valor situa-se nos 23%, tal como em Madrid.

Em termos práticos, os números da TomTom mostram que, em média, os lisboetas gastam mais 35 minutos do seu tempo, por dia, nas suas deslocações, enquanto os portuenses perdem 27 minutos.

Ao todo são 136 horas por ano perdidas no trânsito em Lisboa enquanto no Porto são 104 horas a mais. E se na Cidade Invicta estes dados mantiveram-se estáveis em relação a 2014, a TomTom registou em Lisboa um aumento (negativo) de 2%, quando se comparam os dois últimos anos.

Estes dados referentes a 2015 mostram que, apesar de tudo, as duas maiores cidades de Portugal estão ainda longe das dificuldades sentidas na Cidade do México, que lidera este ranking a nível mundial. Num dia normal, um habitante a Cidade do México perde em média 57 minutos a mais no trânsito. Lisboa está em 44.º do ranking. O Porto surge em 155.º.

O ranking, que pode ser consultado online, mostra ainda que o momento mais difícil da semana nas duas maiores cidades portuguesas, em termos de congestionamento, é o final de sexta-feira.

O pior dia registado no ano passado, no Porto, foi o 23 de dezembro. Já em Lisboa o dia mais difícil de 2015 para os condutores da capital foi o 19 de maio, dia de greve no Metro.

 

União Europeia vai obrigar multinacionais a revelarem estratégia fiscal

O escândalo Panama Papers parece ter sido a última gota de água para a União Europeia. A pressão crescente dos contribuintes para que seja apertado o cerco às grandes empresas mundiais convenceu a União Europeia a endurecer a sua política fiscal, de forma a aumentar a transparência nas contas.

Empresas como a Apple, Amazon, Google, Facebook e muitas outras têm sido alvo de atenção devido às estratégias de “otimização fiscal”, criadas com o intuito de evitar o pagamento de impostos na quase totalidade dos territórios europeus através de uma complexa rede de subsidiárias e offshores.

Segundo a BBC, as novas regras foram criadas para obrigar as multinacionais mais poderosas, uma vez que apenas se aplicam às empresas com mais de 750 milhões de euros em receitas.

As empresas do setor não-financeiro passam a seguir as mesmas regras da banca, ou seja, têm de apresentar dados financeiros detalhados sobre o pagamento de impostos em cada país da União Europeia, as atividades em alguns mercados offshore. Passa a ser também obrigatória a divulgação de pormenores financeiros como o IRC devido, os lucros antes de impostos, os ganhos acumulados e os impostos efetivamente pagos.

O novo código fiscal europeu deverá ser apresentado hoje e obrigará 90% das empresas a operar na União Europeia a aumentar a transparência fiscal.

 

Capitão Fausto editam esta semana novo álbum

O terceiro registo de originais do quinteto será apresentado ao vivo na sexta-feira, na Casa da Música, no Porto, no começo de uma série de concertos pelo país e que incluirá, até maio, passagem, por exemplo, por Viseu, Leiria, Lisboa, Évora, Braga e Coimbra.

“Capitão Fausto têm os dias contados” foi gravado em Lisboa e composto ao longo do último ano, um processo que acabou por ser mais rápido do que os dois registos anteriores: “Gazela” (2011) e “Pesar o sol” (2014), referiu Tomás Wallenstein.

O álbum novo tem oito canções, nos quais se diferencia uma abordagem mais desacelerada da guitarra elétrica, uma maior predominância de teclados, coros e a entrada de arranjos para instrumentos de sopro. Tudo isto faz, resume Tomás Wallenstein, “uma sonoridade muito própria”, distinta do registo anterior e ainda assim Capitão Fausto.

O alinhamento do disco abre com “Morro na praia”, tema no qual Tomás Wallenstein canta “morro na praia a vinte passos de ser um gajo formado, um gajo pronto a vingar (…) Tudo tem de mudar, agora que não estudo não me vou mais calar”.

Em 2014, quando editaram o elogiado “Pesar o sol”, o grupo estava ainda repartido entre a música e o fim dos estudos universitários. Dois anos depois, “Capitão Fausto têm os dias contados” acontece num momento de maioridade, numa espécie de entrada efetiva vida adulta.

São os próprios que atestam essa condição em “Alvalade chama por mim”, música que fecha o disco e na qual se ouve Tomas Wallenstein a cantar “Nunca esquecer que a mocidade para nós chegou ao fim (…) Nunca esquecer que a mocidade nunca mais nos vai servir”.

Entre “Pesar o sol” e o novo disco, os Capitão Fausto andaram em digressão, desenvolveram uma editora, a Cuca Monga, repartiram-se pelos Modernos e Bispo – bandas nas quais militam alguns dos mesmos músicos – e mergulharam na discografia de Syd Barrett, para um concerto especial na primavera de 2015, em Lisboa

Dos Capitão Fausto fazem parte Tomás Wallenstein, Domingos Coimbra, Francisco Ferreira, Manuel Palha e Salvador Seabra.

Hoje à noite o grupo faz um ensaio que será transmitido em direto na Internet em www.redbull.pt.

 

Um morto e 47 feridos em explosão de carro-armadilhado na Turquia

As autoridades turcas atribuíram o ataque, ocorrido na noite de segunda-feira, que teve como alvo um posto militar no distrito Hani, na província de Diyarbakir, aos rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

Segundo a mesma fonte, citada pela agência AFP, entre os 47 feridos figuram oito civis.

As forças de segurança lançaram uma operação de busca na sequência do atentado bombista.

Bombardeados comandos do Estado Islâmico em Mossul

“Nós estamos a tentar cercar Mossul para preparar a batalha, que será dura. A melhor prova disso é que, há dois dias, as forças da coligação conseguiram bombardear os centros de comando na própria cidade de Mossul com a participação da aviação francesa”, declarou Jean-Yves Le Drian, de visita ao Iraque, aos jornalistas.

Esta operação, efetuada durante a madrugada de domingo por dez aviões, incluindo quatro franceses, visou destruir “quatro centros nevrálgicos”, acrescentou o ministro a partir de Erbil, no norte, capital da região autónoma do Curdistão iraquiano, a 80 quilómetros de Mossul.

O comando norte-americano para a zona do Médio Oriente deu conta de oito ataques da coligação sobre a região de Mossul, a 09 de abril, e de quatro outros no dia seguinte, que visaram unidades táticas e infraestruturas de comunicação do movimento extremista EI.

Na segunda-feira, Le Drian apelou, durante uma visita surpresa a Bagdade, para que se acentuasse a pressão sobre o EI de modo a tomar-lhe os seus principais redutos: Mossul no Iraque e Raqa, autoproclamada capital do grupo na Síria.

“Podemos dizer que Mossul vai cair até ao final do ano 2016. Em todo o caso, é isso que espero e que esperam todos os responsáveis políticos que encontrei aqui”, frisou.

“O objetivo de erradicar o Daesh [acrónimo para o Estado Islâmico] talvez antes do final do ano no Iraque é possível. Não digo que seja uma certeza, mas é possível”, acrescentou o ministro.

 

“O Estado apareceu contra o silenciamento. Deu força a quem não a tem”

A deputada socialista, Isabel Moreira recorreu à sua página pessoal de Facebook para comentar o pedido de demissão do chefe do Estado-Maior do Exército Carlos Jerónimo após a polémica sobre a discriminação no Colégio Militar.

“Ninguém pediu a demissão de ninguém. Aconteceu finalmente o que não acontecia. O Estado, pela voz do ministro da Defesa, deixou de ser cooperante com a invisibilidade”, começou por comentar, referindo-se às notícias de que tinha sido o ministro da Defesa a exigir que o subdiretor do Colégio Militar se demitisse, o que levou à demissão de Carlos Jerónimo.

“O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, perante o já conhecido por todos, exigiu um pedido de explicações ao Estado Maior a solicitar-lhe que informasse sobre o que tencionava fazer sobre o assunto”, explicou Isabel Moreira.

A socialista indicou ainda que “nessa exigência” o Ministério da Defesa “expressou claramente que considera absolutamente inaceitável qualquer discriminação conforme determina a Constituição”.

“O Estado apareceu contra o silenciamento. O Estado apareceu dando um sinal não só ao caso concreto, mas a toda a sociedade. O Estado deu força a quem não tem forças para falar e para denunciar”, sublinhou, acrescentando que “é inadmissível criticar o ministro da Defesa e baralhar os factos”.

 

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