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Ana Rita Silva

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Vêm aí temperaturas de 30 graus para aproveitar. Mas vai ser sol de pouca dura

Ora vai, ora vem. Domingo, 1 de maio, é dia do trabalhador e será também dia de o sol chegar em força. A partir de domingo e até quarta, as temperaturas vão aquecer. Mas o cenário muda a partir de 5 de maio. Pelo menos é o que ditam as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Em Lisboa, o termómetro vai chegar aos 29 graus na próxima terça-feira sendo que, de 1 de maio a 4 de maio, as temperaturas máximas vão variar entre os 24 e os 29 graus. No Porto, as temperaturas vão dos 20 aos 28 graus e, em Faro, os termómetros vão contar entre 22 e 26 graus. A partir de quinta, dia 5 de maio, as temperaturas vão descer e há chuva prevista para o fim de semana seguinte. Por isso, é aproveitar.

Estes dias de calor são bem-vindos mas tenha cuidado: os índices de radiação ultravioleta já estão muito elevados, ainda não estamos no verão mas não se esqueça do protetor solar.

Fenprof reúne-se em congresso com delegações mundiais

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) reúne esta sexta-feira centenas de delegados no 12.º Congresso, no Porto, de onde sairá uma resolução sobre a ação reivindicativa, da educação pré-escolar ao ensino superior, passando pela investigação.

Além de delegados de todo o país, maioritariamente eleitos nas escolas, no congresso estarão delegações estrangeiras, grande parte europeias, mas também de África, América Latina e do Norte, Ásia e Oceânia.

Durante a reunião magna dos professores, serão discutidos temas relacionados com a profissão docente, que a Fenprof considera ter sido “profundamente atacada pelo anterior governo”.

A federação vai também aproveitar o encontro com os convidados de outros países, professores e investigadores, para “cruzar a realidade portuguesa” com outras experiências, com destaque para os países de expressão portuguesa.

Durante o congresso serão assinalados os 50 anos da recomendação da UNESCO e Organização Internacional do Trabalho sobre a Situação dos Professores, os 40 anos da Constituição da República Portuguesa e os 30 da Lei de Bases do Sistema Educativo.

Preços caem 0,2% na zona euro em abril

A energia registou uma queda nos preços de 8,6% em abril em termos homólogos (em março tinham caído 8,7%), o que explicou a queda do índice geral de preços no consumidor na zona euro, refere o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE) em comunicado.

A contrariar a descida dos preços na energia, destaca-se o setor dos serviços, aquele que teve a maior subida de preços em abril (1,0%, face aos 1,4% de março), seguindo-se o da alimentação, álcool e tabaco (0,8%, estável na comparação com março) e o dos bens industriais não energéticos (0,5%, estável face a março).

Um novo boletim, com dados para a UE e Estados-membros, é divulgado a 18 de maio.

População teme “uma guerra civil” na Venezuela

A conselheira das comunidades portuguesas na Venezuela Maria de Lurdes Traça considerou esta quinta-feira que a situação no país “é muito grave” e que a população teme mesmo “uma guerra civil”.

“Este ano tem sido uma situação terrível porque tem-se agravado mais a escassez da comida, de medicamentos, os cortes de luz. Algumas zonas do país estão sete e oito horas sem luz e não quatro como anunciado”, disse Maria de Lurdes Traça, em declarações à Lusa à margem da reunião plenária do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), que termina esta quinta-feira em Lisboa.

“[A situação] está insustentável e o nosso maior receio neste momento é que estejamos a caminhar para uma guerra civil. A situação é grave”, disse.

Mais de uma centena de pessoas tentou na quarta-feira pilhar um supermercado em Los Teques, a sul de Caracas, levando ao encerramento de vários estabelecimentos comerciais, com a imprensa local a dar conta de vários feridos e de pelo menos 50 detidos.

Segundo fontes da comunidade portuguesa local, a tentativa de pilhagem ocorreu depois da chegada de produtos de primeira necessidade que entretanto se esgotaram.

Por outro lado, na localidade de Bello Campo (leste de Caracas) ocorreu hoje uma tentativa de pilhagem de uma sucursal da rede de supermercados Central Madeirense, propriedade de portugueses radicados na Venezuela.

Segundo a conselheira, a medida anunciada pelo Governo de que a administração pública passa a trabalhar apenas dois dias por semana para se poupar energia “não faz sentido porque está provado que as pessoas gastam mais luz em casa do que no trabalho”.

“Os empresários também se queixam e com toda a razão porque quem tem uma empresa, como muitos na comunidade portuguesa, têm que pagar aos empregados e praticamente mandá-los embora porque não têm luz para trabalhar”, disse a portuguesa, emigrada na Venezuela há 50 anos.

Maria de Lurdes Traça destacou ainda a mobilização popular para a recolha de assinaturas que permita a realização de um referendo para a revogação do mandato do Presidente Nicolas Maduro.

“As filas eram intermináveis, o pessoal deixou de fazer fila para comprar comida e foi fazer fila para as assinaturas para revogar o mandato porque a situação é insustentável”, disse.

Questionada sobre se há portugueses a sair do país devido à instabilidade, a conselheira respondeu que “há muita juventude a abandonar o país, os pais estão a optar mandar os filhos para outros destinos, como Portugal, Canadá ou Estados Unidos porque os jovens estão a ver que não têm oportunidades de vida, de um futuro melhor” na Venezuela.

Maria de Lurdes Traça reclamou ainda do Governo mais atenção à comunidade portuguesa na Venezuela e lamentou que a embaixada não faça recomendações de segurança em caso de emergência.

“A embaixada não nos contacta para dizer nada, talvez também porque a situação não era tão grave, mas agora sim, acho que é tempo de alguém tomar a precaução de contactar a comunidade”, disse, ressalvando, no entanto, que a embaixada pode estar a evitar alarmar as pessoas.

“Mas alarmadas já as pessoas estão”, concluiu.

Apesar da situação, esta professora reformada não pensa sair da Venezuela.

27 mil pessoas de 149 países já asseguraram presença na Web Summit

Há mais de 27 mil pessoas, de 149 países, que já se inscreveram na Web Summit – maior evento de empreendedorismo, inovação e tecnologia da Europa -, que decorre em Lisboa, no MEO Arena e na Feira Internacional de Lisboa (FIL), de 8 a 10 de novembro. No ano passado, por esta altura, tinham-se inscrito 1.317 pessoas, de 19 países. A organização espera receber cerca de 50 mil pessoas em Lisboa.

Entre as pessoas que já marcaram presença para o evento, contam-se portugueses como o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, Rui Costa (diretor desportivo do Benfica) ou Luís Figo (um dos mais jogadores internacionais portugueses e cofundador da Dream Factory Network), vários investidores e empresários norte-americanos, britânicos, israelitas, italianos, alemães ou espanhóis.

Vão estar presentes na Web Summit, representantes de fundos de capital de risco como a Union Square Ventures, Ogilvy ou Baseline Ventures, e representantes de empresas como a Cisco, Square, Amazon, American Express, Coca-Cola,Red Bull ou Getty Images. Pode ver a lista completa dos participantes confirmados.

O ministro da Economia, Caldeira Cabral, disse em março que a “Web Summit vai ser um enorme palco para atrair investimento direto estrangeiro” e que é “uma enorme oportunidade para startups portuguesas”.

É a primeira vez que a conferência liderada por Paddy Cosgrave sai de Dublin, na Irlanda. O investimento para o evento – financiado pelo Turismo de Lisboa, Turismo de Portugal e pela AICEP – é de 1,3 milhões de euros e o contrato foi assinado para três anos (de 2016 a 2018), com possibilidade de estender por mais dois.

Caetano e Gilberto: homens tropicalmente sós

Peçamos de empréstimo a Rui Reininho a inspiração para começar a crónica. Caetano e Gilberto sozinhos em palco, só eles e os violões, uma mesinha ao meio com qualquer coisa que se beba e o público diante deles. “Dois Amigos, um Século de Música” é o nome da digressão que os tem levado pelo mundo desde 2015, com cinco paragens entre nós: uma no verão passado, a fechar o EDP Cool Jazz, duas no início da semana, no Porto, e estas duas, ontem e hoje, em Lisboa. Não é só a parte do século de música que interessa; é a parte dos dois amigos. É ela que está em todos os silêncios e entrelinhas do concerto de ontem, no Coliseu. É ela, certamente, em todos os silêncios e entrelinhas desde há muito tempo.

Caetano e Gil. Os irmãos de pais diferentes e cores diferentes que nasceram no mesmo verão, na mesma Bahia. Que estudaram juntos, compuseram juntos, tocaram juntos, foram presos e exilados juntos e regressaram juntos a um Brasil que, sem eles, seria outra coisa qualquer. Não é o século de música que interessa – a soma dos 50 anos de carreira de cada um; são os quase 150 anos que, somados, já levam desta vida.

caetano veloso, gilberto gil,

Caetano abre a noite cantando “Back in Bahia” de Gil; Gil devolve com o “Coração Vagabundo” de Caetano. Seguem-se “Tropicália”, com uma falha técnica no micro ao longo de toda a canção que Caetano não comenta (e que os ouvidos de alguém devem ter pagado caro no fim da noite) e a “tropical melancolia” de que falam “Marginália 2”, as rugas e cabelos brancos dos cantores. Gil dá então as boas noites à Lisboa que, a seguir, se derrete na primeira ovação a propósito de “É Luxo Só”, evocação desse outro notável bahiano: João Gilberto. Caetano pousa a guitarra e concentra-se na voz para se entregar àquele extraordinário casamento da sua doçura aguda com a quente rouquidão de Gil.

Quem chega a esta tournée, são estes dois homens que não precisam de falar, que se entendem de olhos fechados. E embora qualquer um deles já tenha subido ao palco suportado pela maior parafernália musical, desta vez será assim, só um e outro, mais nada. Mas desengane-se quem pense que a circunstância poderia convidar ao sentimentalismo. É tudo imaculadamente profissional, a perfeição escrita em roteiro. 30 músicas para duas horas de concerto, quase sem pausas, quase sem uma palavra entre canções, geometricamente divididas entre a obra de um e outro. Aquele espetador mais sentimental podia estar a precisar de uma coisa um nadinha mais calorosa? Podia. Mas Caetano e Gil já têm muitas vidas e muitas voltas ao mundo. A contenção recorta-lhes a aura da história e deixa falar o que se impõe à evidência: que estes septuagenários permanecem dois assombrosos virtuosos da voz e do violão.

Os tropicalistas embalam-nos então para a melhor fase da noite: “Sampa”, “Terra”, “Eu Vim da Bahia”, “Super-Homem, A Canção” e, antes disso tudo, “É de Manhã” e “As Camélias do Quilombo do Leblon” – respetivamente, o primeiro e o último tema que escreveram para cantarem juntos: “É de Manhã” e o seu galo que “cocorocô” em 1963, “máximo, início de 64”, e “As Camélias…”, “capoeiras das ruas do Rio”, já durante esta tour. É o próprio Caetano quem no-lo explica, na primeira e única vez em que conversa com a plateia durante todo o serão.

Gil, que, numa primeira fase do concerto, serve mais de suporte a Caetano, assume, então, protagonismo destacado. Faz do doce “Come Prima”, que até é de Caetano, coisa mais pungente e um dos momentos mais belos da noite. Leva, com os primeiros versos de “Esotérico”, a sala de regresso a 76 e à digressão de “Doces Bárbaros”, mesmo que não fosse viva, mesmo que não estivesse lá (“Não adianta nem me abandonar / Porque mistério sempre há de pintar por aí”). Surpreende com “El Triunfo del Amor”, tema do meloso Luis Miguel, e segue, com Caetano literalmente na sombra puxando aplausos para o amigo, por “Drão”, “Não Tenho Medo da Morte”, “Expresso 2222” e “Toda a Menina Baiana”. Pelo meio, um momento sintomático: pára, sem uma palavra e durante largos instantes, para afinar serenamente a guitarra – e o público, depois de aguardar de forma não menos serena, aplaude educadamente. Terá o Coliseu achado que se tratava duma interessante composição experimental de uma nova fase da carreira de Gil? Ou quis simplesmente saudar o à-vontade com que o artista, decerto sentindo-se em casa, deixou três mil pessoas a vê-lo rodar cravelhas durante um minuto sem uma explicação? Sabe-se lá. Nem importa. Às vezes, parece que não são só Gil e Caetano que se conhecem há mais de 50 anos; somos nós todos.

caetano veloso, gilberto gil,

Caetano regressa – embora nunca tenha deixado o palco – para meia dúzia de temas mais festivos, incluindo “Nossa Gente” (Agora todos aí em casa: “Avisa lá, avisa lá, avisa lá, ô-ô, Avisa lá que eu vou”), que fecha a parte “regular” do concerto. Depois, saindo e voltando em elegante passo de dança e com todo o Coliseu de pé, os irmãos fecham a noite com dois encores exemplares. O primeiro faz-se de “Desde que o Samba é Samba”, “Domingo no Parque” e “A Luz de Tieta” (nota para a sala afinadinha e subtil, que só cantou – e em voz baixa – quando explicitamente convocada pelos artistas); o segundo, de “Leãozinho” e “Three Little Birds”.

Sim. O “Three Little Birds” de Bob Marley. Uma cançãozinha em território neutro para fechar. E na voz de Gil – também na de Caetano, mas sobretudo na de Gil, enfim, na voz destes dois homens e velhos amigos que já viram muita coisa – numa noite sem salamaleques, aquela promessa tão simples e rodada soou subitamente a ternura maior, com certificado de garantia: “Don’t worry about a thing / Every little thing gonna be all right”.

Vai correr tudo bem, espetador tropicalmente só. Vai correr tudo bem.

Ex-presidente da câmara de Londres suspenso do Partido Trabalhista por comentários anti-semitas

Ken Livingstone, antigo presidente da câmara de Londres, foi suspenso do Partido Trabalhista depois de ter sido acusado por membros do parlamento britânico de antissemitismo e de fazer comentários considerados ofensivos sobre o facto de Hitler ter ser apoiante do sionismo, noticia a BBC.

As declarações de Ken Livingstone foram feitas quando tentava defender a parlamentar trabalhista Naz Shah, que foi suspensa esta semana na sequência de comentários antissemitas que fez em 2014 (antes de ser eleita) nas redes sociais.

Entre outras coisas, a deputada sugeria que os israelitas deviam ser deportados para os Estados Unidos. Naz Shah retratou-se e pediu desculpas pelo sucedido.

Ken Livingstone disse à antena da rádio BBC Londres que as afirmações de Naz Shah foram feitas num contexto temporal específico, depois de um ataque israelita sobre os palestenianos e acrescentou que o próprio Hitler havia sido apoiante do sionismo.

Na sequência da sua participação no programa de rádio, o também deputado trabalhista John Mann acusou Livingstone de ser um “apologista Nazi” em frente às câmaras do estúdio da BBC em Westminster. A divulgação do vídeo terá acelerado a decisão do líder trabalhista, Jeremy Corbyn em pronunciar a suspensão do ex-presidente da câmara de Londres, que estava a ser pressionado por vários parlamentares trabalhistas para que agisse nesse sentido.

“Durante os 47 anos em que estive no Partido Trabalhista, nunca ouvi ninguém dizer nada antissemita”, disse Ken Livingstone em entrevista à BBC News Channel, em resposta aos rumores de que existiria uma ala antissemita no partido.

O primeiro-ministro David Cameron já se pronunciou sobre a polémica dizendo que o antissemitismo era “inaceitável num partido político moderno”.

“Não há nenhum plano secreto” enviado para Bruxelas, garante ministro

“Não há nenhum plano de contingência nem nenhum plano secreto. Há, como todos os anos existem, esclarecimentos à UTAO e ao CFP e, certamente, a Bruxelas. É tão secreto quanto o senhor ministro das Finanças ainda na quarta-feira se referiu no parlamento, não tem secretismo nenhum, são esclarecimentos técnicos que sempre se prestam sobre documentos desta natureza e não tem nenhuma lógica de planos de contingência”, garantiu Pedro Marques.

O ministro, que falava aos jornalistas no final de uma reunião em sede de concertação social, destinada a discutir os programas Nacional de Reformas e de Estabilidade com os parceiros sociais, assegurou que o Governo não preparou qualquer plano B e que apenas enviou “esclarecimentos técnicos” à Unidade de Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), ao Conselho de Finanças Públicas (CFP) e a Bruxelas, que os solicitaram.

“O Governo apresentou o Plano Nacional de Reformas (PNR) e o Programa de Estabilidade (PE) e depois as instituições que o analisam pediram e receberam elementos técnicos de análise dos documentos. É disso que se trata, existem sempre estes elementos técnicos de análise entre o Governo e as entidades que os solicitam. Não vale a pena dar importância a esclarecimentos técnicos e tentar chamar-lhe outra coisa”, reiterou Pedro Marques.

Perante a insistência dos jornalistas sobre esta matéria, o governante repetiu que “não são medidas adicionais de orçamento nenhum, são esclarecimentos técnicos sobre os cenários previstos no PE […], não tem nada a ver com medidas adicionais para 2016”.

Na quarta-feira, no parlamento, o ministro das Finanças, Mário Centeno, garantiu que não serão necessários Orçamentos do Estado retificativos este ano, em resposta a críticas do PSD, que acusou o executivo de estar a praticar o “fingimento” com o seu Programa de Estabilidade.

À noite, em entrevista à RTP, Mário Centeno insistiu que “o plano B do Governo é executar o plano A”, afastando a ideia de que o executivo terá preparado algum plano de contingência conhecido por Bruxelas que poderia ser aplicado caso o Programa de Estabilidade ficasse aquém do exigido pelas instâncias europeias.

 

Caixabank diz que já não há negociações sobre BPI

“Quando se apresenta uma OPA (Oferta Pública de Aquisição), já não é tempo de negociar, quando se apresenta uma OPA, os outros acionistas têm de ver se lhes interessa ou não, aceitar ou não. Naturalmente, continuamos a trabalhar construtivamente porque, neste caso, além da OPA sobre o BPI, está pendente a resolução de um problema sobre o BFA [Banco Fomento de Angola, detido maioritariamente pelo BPI]”, considerou o administrador-delegado do Caixabank, Gonzalo Gortázar.

O Caixabank é o maior acionista do BPI, com 44,1%, e lançou nas últimas semanas uma OPA sobre o restante capital do banco português, condicionada à eliminação dos estatutos de bloqueio na entidade financeira portuguesa, que lhe limitam os direitos de voto a 20%.

O Governo português aprovou um decreto-lei que permite a desblindagem desta cláusula de bloqueio dos direitos de voto, mas à luz das novas regras do Banco Central Europeu, o BPI continua exposto ao risco de Angola, uma vez que detém mais de 50% do Banco Fomento e Angola.

“Não que o banco tenha algum problema, mas pesa muito no balanço do BPI e portanto passa os limites de concentração de riscos. Esse risco requer a colaboração de muitas partes, um diálogo construtivo com as autoridades regulatórias de Angola. Já nos pusemos à disposição do Banco Central de Angola para explicar a operação e para encontrar uma solução. E requererá o diálogo com o sócio do BFA em Angola, que é a Unitel”, completou.

Ou seja, o Caixabank procurará “sempre o diálogo para solucionar esse problema”.

“Mas que fique bem claro: o diálogo refere-se a solucionar o problema de Angola. Não estamos a dialogar com os acionistas do BPI sobre a OPA. Está apresentada e agora toca a aceitar ou rejeitar”, concluiu.

 

Investidores chineses compram AC Milan por 700 milhões de euros

Silvio Berlusconi já terá chegado a acordo com um grupo de investidores chineses para vender o AC Milan. De acordo com o jornal Tuttosport, o acordo permitirá ao antigo primeiro-ministro encaixar 700 millhões de euros.

Ainda sem se saberem todos os contornos do negócio, segundo o mesmo jornal as negociações foram fechadas por um escritório de advogados de Roma. Jack Ma e Robin Li serão os dois homens por trás desta oferta.

Segundo é explicado o documento para a cedência das ações será assinado entre sexta e segunda-feira, acontecendo numa primeira fase a migração de 70% do valor das ações e os 30% restantes a serem passados de forma gradual ao longo de um ano.

 

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