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Ana Rita Silva

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“A EY tem capacidade para apoiar qualquer entidade”

Marca de renome, a EY é hoje um player conhecido e reconhecido por todos, primando a sua atuação pela excelência, rigor e transparência. Desta forma, que análise é possível fazer do trajeto da marca em Portugal?

Em 2013, em resultado do realinhamento da marca com a nova realidade dos mercados e com os valores fundamentais da firma, procedeu-se a uma alteração da marca para EY. Este foi um exercício estruturado, tendo resultado do trabalho de alguns anos, auscultando clientes e colaboradores e estudando qual deveria ser a nova direção da empresa. O processo levou à redefinição do nosso propósito enquanto empresa – building a better working world – que simboliza a nossa vocação global e o impacto que os nossos serviços têm nas economias e nas sociedades em que nos inserimos. Atendendo a que a marca Ernst & Young sempre beneficiou de uma grande notoriedade, foi feito um investimento significativo para comunicar a alteração da sigla e o novo posicionamento, que tem vindo a colher uma aceitação muito positiva por clientes e parceiros.

Qual tem sido o papel da EY no domínio do Portugal 2020 – Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização das PME? Que análise perpetua deste sistema de incentivos? Quais as mais-valias do mesmo?

O papel EY passa por alertar para a oportunidade de financiamento dos projetos de internacionalização e de aquisição de competências, através do recurso aos Sistemas de Incentivos existentes. Em termos comparativos, o atual quadro comunitário Portugal 2020 reflete uma maior preocupação entre o alinhamento da estratégia das empresas e os objetivos e ambições dos projetos objeto de incentivos. Os processos de candidatura não são simples. No entanto, a possibilidade de suportar uma parte relevante dos custos dos projetos – cerca de metade – através de incentivos não reembolsáveis, serve de catalisador para o aumento da competitividade das PME no mercado global.

Que tipo de apoio presta a EY no âmbito do apoio à Qualificação e Internacionalização das PME?

O apoio da EY envolve a análise do plano de investimentos e a preparação de planos de financiamento dos projetos incluindo o recurso aos sistemas de incentivos mais adequados à tipologia de projetos. Nos casos em que o recurso aos Sistemas de Incentivos à Qualificação e Internacionalização se mostram os mais adequados e verificadas as condições de acesso, a EY apoia as empresas PME nos estudos de suporte necessários e no próprio processo de candidatura, de forma a garantir que a mesma é apresentada com a qualidade e o nível de maturidade adequados. A EY colabora igualmente com as empresas durante toda a execução do projeto, de forma a evitar perdas na efetiva captação dos incentivos e a garantir o cumprimento de todas as obrigações.

De que forma identificam as mais-valias e as lacunas das entidades que vos procuram no apoio a este programa?

Pela experiência em quadros comunitários anteriores, as PME demonstram um nível de conhecimento elevado quanto aos objetivos, formas e exigências dos concursos a incentivos. Não obstante e apesar do potencial dos projetos, não existe, em muitos casos, um nível adequado de maturidade dos mesmos em termos de justificação das opções de investimento que são tomadas, da sua coerência com a estratégia definida, do impacto na viabilidade económica e financeira da empresa. Esta imaturidade dos projetos fica clara quando se verifica que não se conseguem abordar os desafios colocados pelo processo de candidatura.

No domínio da Qualificação e da Internacionalização, qual a capacidade da EY para apoiar o universo empresarial nas diversas fases?

A EY tem capacidade para apoiar qualquer entidade, privada ou pública, que pretenda recorrer aos incentivos atualmente disponíveis em Portugal. Para o efeito, a EY dispõe de uma equipa constituída por profissionais com uma vasta experiência no diagnóstico de oportunidades, estruturação, preparação, formalização e acompanhamento de candidaturas, de várias entidades, dos mais variados setores de atividade.

Do seu conhecimento, de que forma é o Portugal 2020 um meio/sistema fundamental para o crescimento do tecido empresarial português?

O Portugal 2020 constitui-se como o instrumento muito competitivo de estímulo à produção de bens e serviços transacionáveis, à internacionalização da economia e à transferência de conhecimento para o tecido produtivo. Através da atribuição de incentivos reembolsáveis (sem juros ou encargos) ou incentivos não reembolsáveis, é possível às empresas realizarem investimentos estruturais que contribuem para a melhoria da sua posição competitiva e o seu crescimento no mercado global.

As candidaturas estão abertas até ao dia 13 de maio. Até hoje, que análise é possível perpetuar pelas candidaturas analisadas pela EY?

Até 29 de fevereiro de 2016 tinham sido apresentadas cerca de 7.300 candidaturas ao Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME, mas apenas 42% das mesmas foram aprovadas. A elevada taxa de insucesso decorre sobretudo da falta de enquadramento dos projetos com as estratégias e domínios prioritários regionais e com o incumprimento dos critérios de elegibilidade dos promotores e dos projetos, nomeadamente as autonomias financeiras mínimas, insuficiência de níveis de exportação pós projeto, insuficiências na criação de postos de trabalho.

O que asseguram às empresas que pretendem apostar neste vetor (Portugal 2020) e procuram o apoio da EY?

A EY propõe uma abordagem integrada desde a deteção de oportunidades até à candidatura e ao acompanhamento da implementação do projeto. A experiência, o know-how e a diversidade da equipa de incentivos da EY permitem potenciar a probabilidade de sucesso, não apenas na elegibilidade da candidatura mas também na conversão do incentivo potencial atribuído em contrato em efetivo recebimento do financiamento de projeto, através de monitorização e controlo de todas as condições e obrigações aplicáveis.

As equipas da EY têm estado envolvidas em múltiplos projetos de apoio à internacionalização de empresas portuguesas ou em projetos de investimento estrangeiro em Portugal. A forma de atuação, mediante cada um dos casos difere? Em que aspetos?

Regra geral, a forma de atuação difere na medida em que as empresas se encontram em diferentes estádios do processo de internacionalização. Na maior parte dos casos, os projetos de internacionalização das PME portuguesas consubstanciam-se na exportação exploratória ou mais regular a partir do nosso país e visam a sua promoção em mercados externos. Os projetos de investimento estrangeiro em Portugal compreendem o estabelecimento de estruturas comerciais ou produtivas no nosso país. Neste sentido, os tipos de projetos são radicalmente diferentes e exigem um enquadramento e a seleção de mecanismos diferentes de financiamento do projeto em sede de incentivos.

Existe algum ou alguns clientes de referência da marca ou dado o leque alargado de empresas nacionais e estrangeiras, isso não acontece?

Na sua atuação ao nível dos incentivos, a EY colabora com várias empresas de base nacional ou internacional, não existindo uma concentração significativa em um ou alguns clientes de referência.

Quais são, neste domínio, as principais prioridades desafios da marca de futuro?

O investimento na comunicação da marca tem vindo a dar excelentes resultados, com a EY a conseguir um aumento médio anual da sua faturação em todas as linhas de serviço, desde 2009, acima dos dois dígitos. O crescimento é também visível no número de colaboradores que, no mesmo período, aumentou cerca de quatro vezes, estimando-se que possa chegar aos mil até final do presente ano. Acreditamos que este crescimento só poderá ser mantido se continuarmos a trabalhar com as atuais PME que serão as grandes empresas no futuro, mantendo a identidade própria, alicerçada na competência, na independência e integridade das nossas equipas, valores que são cada vez mais reconhecidos no mercado.

 

Aventura e adrenalina? É na AVENTURESCA

A AVENTURESCA – Desporto Aventura e Turismo é uma marca que tem vindo a apostar fortemente em momentos únicos de diversão. Qual o trajeto da marca e que balanço é possível perpetuar da sua atuação?

A AVENTURESCA é uma empresa que apostou desde sempre na área da animação turística com objetivo de proporcionar aos nossos clientes momentos únicos de diversão.

Na sua criação, 2006, a empresa estava mais concentrada em Lamego, mas a partir de 2009 expandiu-se para várias localidades e ano após ano tem crescido de uma forma bastante sustentável e equilibrada. Ao longo do nosso trajeto temos tido um leque diversificado de clientes, desde o cliente individual, empresas, associações de estudantes, escolas, câmaras municipais, juntas de freguesia, associações de jovens, universidades, agências de viagens o que nos permite ter uma elevada experiência.

Temos sido pioneiros na utilização de novos equipamentos e implementação de novas atividades. O reconhecimento do nosso empenho permite a nossa presença em diferentes eventos, tais como:

. Festivais de verão;

. Animação em centros comerciais;

. Realização de eventos para empresa;

. Ativação de marcas;

. Animação de praias;

Organização do Dia Mundial da Criança, Férias desportivas e fins de semana radicais para diferentes entidades a nível nacional e muitos mais.

O nosso objetivo é superar as expectativas dos nossos clientes e manter a sua confiança e a constante procura das nossas atividades bem como conquistar novos clientes. Em 2013 a empresa iniciou-se em mais duas áreas, comercialização de equipamentos de animação turística e em trabalhos em altura. A AVENTURESCA possui alvará do Turismo de Portugal e do Instituto da Construção e do Imobiliário. Este tem sido o nosso percurso, mas queremos muito mais. “O céu é o limite” como disse Miguel Cervantes.

Que género de atividades/ofertas possuem e quais aquelas que são mais procuradas pelos vossos clientes? Existe alguma que tenha maior preponderância no volume de negócio da marca? Se sim, qual e porquê?

Estamos diariamente com diversas atividades. Temos paintball, escalada, rapel, canoagem, bumper ball, rafting, canyoning, salto pendular, diversos insufláveis entre outras atividades. Temos packs para escolas, empresas, despedidas de solteiro, aniversários. A atividade que temos mais clientes é o paintball, os nossos cenários de “guerra” são bem escolhidos e montados. O que faz com que tenhamos muita procura. Em termos de volume de negócio não existe uma principal, apostamos em várias distintas.

 Que tipo de ofertas possuem para o universo empresarial e que valias tem uma empresa em dar a conhecer aos seus recursos humanos a AVENTURESCA – Desporto Aventura e Turismo?

As nossas ofertas de atividades são personalizadas e estudadas caso a caso. Pois só assim atingimos os objetivos que as empresas pretendem com as atividades e criamos um bom espírito.

Passa por uma promoção do conceito «Team Building»? de que forma é que este conceito reforça e desenvolve o conhecimento e coesão entre membros de uma organização? Sente que atualmente os decisores das empresas já reconhecem a importância destas atividades para desenvolver o conceito de equipa?

Sim. O Team Building está constantemente ligada ao estimulo de espírito de equipa através de diversas atividades. Este objetivo é atingido com maior facilidade numa atividade lúdica fora da empresa, onde predomina um ambiente informal e descontraído. Não tenho dúvidas que os decisores das empresas já reconheceram e cada vez procuram mais estas atividades.

É a chamada «aventura» em conceito responsável e, simultaneamente, emocionante? É um caminho para as empresas melhorarem as suas performances?

Sim, se não tiver aventura não é a mesma coisa. Não tenho dúvidas que melhoram, as pessoas passam a conhecer-se melhor e ultrapassam determinados “receios”.

 Para quem ainda não conhece, escolher a AVENTURESCA – Desporto Aventura e Turismo, é…?

Uma aventura! A melhor forma de qualquer pessoa nos conhecer é ser nosso cliente! Falando a sério, se temos crescido cada ano que passa, se os nossos clientes voltam e trazem novos clientes é porque fazemos um bom trabalho. Não temos hábito de fazer grandes publicidades, o nosso site não é dos melhores, não passamos a vida no facebook, mas adoramos estar ao ar livre e fazer com que todas as atividades se tornem únicas. Esse é o segredo do nosso sucesso. Se querem aventura e adrenalina podem vir ter connosco!

 Quais são as principais prioridades e desafios da marca para o futuro?

O nosso novo desafio está a ser criação de um parque aventura diferente de todos os outros e montar o maior campo de paintball de Portugal. Antes do inicio do verão já haverá bastantes novidades. O parque é em Santa Maria da Feira. Vai ser a nossa forma de agradecimento a uma cidade que tão bem nos tem recebido. Já estamos diariamente em Santa Maria da Feira através da parceria com o Visionarium e agora queremos alargar as nossas ligações.

Após termos conhecido o Dr. Emídio Sousa, Presidente da Câmara Municipal e o Dr. Paulo Sérgio Pais, Diretor da empresa Municipal Feira Viva e entendermos o funcionamento da cidade e objetivos decidimos que também queremos fazer parte deste futuro.

Eles mostraram que seriamos bem recebidos e mostraram os lados positivos de Santa Maria da Feira, e são muitos. Se houvesse pessoas como eles noutros locais, Portugal não tinha passado e continuar a passar por este momento mais complicado. O nosso agradecimento a eles. Em relação prioridade principal é só uma, continuar a satisfazer os nossos clientes! Agradecimento a todos nossos clientes que nos têm ajudado a crescer! Esperamos pela vossa visita.

A aicep Global Parques aposta no upgrade da plataforma Global Find

A aicep Global Parques está a trabalhar atualmente no upgrade do Global Find – um instrumento que se tem demonstrado valioso na promoção de localizações empresariais de Portugal Continental. Lançado em 2008, o Global Find tem evoluído continuamente tanto no seu formato como na informação disponibilizada. “No primeiro trimestre de 2016, disponibilizaremos uma versão profundamente melhorada.” Francisco Mendes Palma, Presidente da Comissão Executiva da aicep Global Parques.

No primeiro trimestre do ano, a aicep Global Parques apresentará uma versão do Global Find profundamente melhorada, no que diz respeito à facilidade de utilização e à rapidez em encontrar a informação sobre localização empresarial.

Pela primeira vez, os gestores de áreas de localização empresarial vão poder realçar as suas vantagens competitivas e atributos relevantes para a decisão. Permite-se, assim, a promoção territorial de cada região com base em argumentos da responsabilidade de cada gestor do parque empresarial e do município.

A nova versão permitirá encontrar também terrenos, não localizados em parques empresariais, mas com um responsável pela sua promoção, seja ele uma entidade municipal ou empresa gestora de infraestruturas.

“O reconhecimento que o Global Find tem recebido como um instrumento de valor para a promoção de todas as regiões do país, e no aumento da eficácia nos processos de procurement de localizações empresariais, são o nosso maior incentivo para a melhoria contínua”. Francisco Mendes Palma

O Global Find é um instrumento que potencia a promoção e divulgação, a nível mundial, de Portugal como local de investimento. Esta ferramenta coadjuva simultaneamente a criação de sinergias entre empresas e a otimização dos investimentos público e privado (e.g.; escolher localização perto de um cluster já instalado). É uma oportunidade para todos os municípios promoverem os seus ativos e atratividade.

O que é o Global Find?

O Global Find é um motor de busca de localizações empresariais, predominantemente industriais. Com base em análise multicritério, permite ao investidor localizar áreas disponíveis para a criação de unidades de negócio em Portugal. “Todas as parcerias com detentores de informação relevante têm sido essenciais”. Francisco Mendes Palma

Ao nível da recolha de informação têm sido preponderantes as parcerias com outras entidades como INE- Instituto Nacional de Estatística, Câmaras Municipais e Comunidades Intermunicipais, CCDRs, Associação Nacional de Municípios, Agências de Desenvolvimento Regional, Empresas gestoras de infraestruturas (e.g.; EDIA, TecParques), Câmaras de Comércio e Associações Empresariais. O Global Find agrega numa única plataforma toda a informação relevante para a escolha da localização que melhor se adequa a determinado projeto, permitindo a filtragem de localizações, com base em diversos critérios.

Objetivo: A cobertura total nacional

Atualmente o Global Find disponibiliza informação sobre cerca de 250 Parques Empresariais em Portugal continental. O esforço da aicep Global Parques é no sentido de conseguir a cobertura da totalidade da oferta nacional de localizações empresariais. Neste sentido estão previstas apresentações em todo o país, planeadas em conjunto com as Comunidades Intermunicipais e a Associação Nacional de Municípios.

Global Find

Num ano o Global Find recebeu cerca de 2000 visitas provenientes de 55 países dos 5 continentes. O estabelecimento de links diretos à plataforma de sites das mais diversas entidades tem sido fundamental para a divulgação da plataforma.

O Global Find distinguido pelo European Institute of Public Administration – EIPA, no âmbito dos prémios EPSA 2015.

O Global recebeu um “Certificado de Melhor Prática” atribuída pelo European Institute of Public Administration que constatou a usabilidade da plataforma “Global Find is easy to understand and it is simple . It solves a common problem in many countries and is a promoter of the country as a business host”. Reconheceu igualmente os efeitos económicos da plataforma “The project can have great economic effect on both regions and the business”.

“Dar Movimento à sua Marca”

Qual foi a principal motivação para criar um negócio neste segmento de mercado, o de bandeiras e mastros?

Sendo eu apaixonada pelo mundo da publicidade, a BDR | BANDEIRAS E MASTROS, nasce dessa paixão, experiência e know-how de vários anos. Havia poucas empresas neste segmento e as barreiras de entrada não eram muitas. Sentimos que podíamos fazer a diferença. Não tencionávamos ser apenas mais uma empresa a comercializar bandeiras e mastros. Queríamos que os nossos clientes sentissem confiança na hora de adquirir este tipo de suporte publicitário. Desde o início, cada cliente é único, por isso não pretendemos defraudar as suas expectativas, mas sim superá-las. Hoje, com nove anos de existência, como ontem, renovamos o nosso compromisso de continuar a oferecer produtos diferenciadores, de qualidade, adaptados à sua marca / empresa.

Apesar de ser uma empresa recente, a BDR, já é uma referência no setor a nível nacional. Quais foram as principais metodologias adotadas para que o sucesso, em tão pouco tempo, fosse alcançado?

Não existe nenhum segredo. Dispomos de uma equipa jovem e competente, onde a simpatia e honestidade são primordiais para nós, pois o nosso compromisso diário é a total satisfação dos nossos clientes. Fizemos questão de fazer parte do pioneiro programa “Compre o que é Nosso” e acompanhamos todo o processo de transição para o atual “Portugal Sou Eu”. Primamos pela qualidade e excelência aliados a uma imagem forte e profissional e um serviço pós-venda excecional.

Que tipos de produtos e serviços é que a BDR oferece e de que forma?

O “Core Business” da BDR, desde a sua génese, é a comercialização de bandeiras, mastros e galhardetes.Mas atentos à evolução do mercado, exploramos outros nichos e atualmente dispomos de uma vasta oferta de suportes publicitários:

– Bandeiras de hastear, de interior e estandartes;

– Mastros de alumínio, fibra e interior;

– Galhardetes diversos e emblemas;

– Outros: autocolantes, faixas, expositores e sistemas de exposição têxtil; Soluções práticas e de fácil manuseamento para a construção de stands; Impressão direta em suportes rígidos… Stand-up, pendurantes; Impressão direta em flexíveis, tais como vinil, lonas, papel, e têxtil.

Conseguimos assim oferecer um mix de comunicação vasto, à medida das necessidades de cada marca / empresa. Para complementar tudo isto, possuímos um serviço de apoio técnico diário e um pós-venda excecional.

Existem perspetivas para expandir a marca para o mercado internacional?

Hoje com a internet não existem fronteiras. Por isso, para a BDR também não existem limites. Existem estudos que mostram que mais de 90% dos processos de compra têm início em pesquisas online. Atualmente, para o mercado interno e internacional, a nossa estratégia passa pela aposta no marketing digital, para atrair novos negócios, criar relacionamentos com o cliente e desenvolver uma identidade da marca.

O que diferencia a marca das restantes do mercado?

Nos dias de hoje é preciso coragem para ser diferente e muita competência para fazer a diferença face à concorrência existente, muitas vezes desleal. A procura contínua de novas soluções para comunicar a sua marca é uma das nossas bases. Ganhamos notoriedade ao ter parcerias com entidades credíveis: parceiros oficiais do Rally de Portugal e Volta a Portugal em Bicicleta, são alguns exemplos.Temos a capacidade de adaptação a cada cliente, com a elaboração de um trabalho personalizado. Atribuímos grande valor à responsabilidade social, desta forma apoiamos causas sociais, tais como a Wings for Life World Run, hospitais de apoio aos sem-abrigo. A rapidez na entrega das encomendas é um dos nossos maiores trunfos: conseguimos quase para amanhã, o que nos é pedido hoje.

Quais as ambições da BDR – Bandeiras e Mastros?

A nossa ambição é apenas uma: conseguir manter os mesmos padrões de qualidade e servir mais e melhor o nosso cliente. Desta forma, queremos ser cada vez mais a referência neste setor e assumir a condição de líderes de mercado.

Que valores e missão retratam a BDR?

A nossa missão é muito simples: Dar Movimento à sua Marca. Alcançar a excelência nas nossas áreas de atuação como fator de diferenciação, promovendo compromissos de longo prazo totalmente assentes na confiança e na satisfação dos nossos clientes.

Princípios e Valores:

– Inovação

– Qualidade

– Ética

– Criação de Valor

– Rigor

– Eficiência

– Sustentabilidade

 

Mais que uma empresa, uma família

O início da Companhia Agrícola do Sanguinhal

No início do século XX, Abel Pereira da Fonseca era detentor de várias propriedades agrícolas dedicadas ao comércio do vinho na região. Com a necessidade de as administrar funda a Companhia Agrícola do Sanguinhal. Abel Pereira da Fonseca, foi emblemático, inovador e empreendedor. Hoje, a família mantém o património.

“Na época a viticultura em Portugal era bastante diferente. O meu avô Abel plantou as primeiras vinhas aqui na região, separadas por castas e aramadas, o que facilitava imenso a sua exploração. Era algo único, ninguém fazia isso”, conta Carlos João Pereira da Fonseca, neto de Abel Pereira da Fonseca e um dos Administradores da Companhia. De onde vinha tamanha inovação e empreendedorismo? “Dos técnicos que o acompanhavam e da sua própria atitude. Era um estudioso.”

Aliar o vinho ao turismo – Enoturismo

“O património é tão grande que temos de o rentabilizar e o enoturismo é uma excelente escolha”, refere Carlos João Pereira da Fonseca. Na Quinta das Cerejeiras, logo à entrada, somos recebidos com uma loja de vinhos onde à vista estão todas as marcas da empresa, uma sala de provas e eventos numa antiga adega restaurada. Nasce assim o primeiro projeto de enoturismo da família Pereira da Fonseca. Na mesma Quinta, a capela Madre de Deus, com azulejos seiscentistas e a casa onde viveu Abel Pereira da Fonseca, são locais que não ficam indiferentes a ninguém. Na Quinta do Sanguinhal, somos surpreendidos com as antigas destilarias, com os armazéns de envelhecimento das aguardentes e pelos jardins do Sec. XIX cuidadosamente tratados. Aí, também se realizam eventos, nas suas antigas adegas com imponentes lagares de pedra e um conjunto único de prensas de fuso e vara, sendo que a mais antiga é datada de 1871. De forma a conhecer tudo isto existem visitas guiadas, individuais ou para grupos disponíveis em vários idiomas (português, alemão, francês, espanhol ou inglês).

Inovação e projetos como uma constante

“Neste momento estamos numa fase de mudança em alguns vinhos. Vamos refazer rótulos e mudar perfis de vinhos. Isto tem de ser feito regularmente, mantendo uma continuidade mas apostando na inovação. “O fundamental é estarmos sempre a evoluir adaptando os rótulos e os vinhos para que as pessoas que os conhecem vão continuando a comprar e quem não compra ainda possa começar a comprar”, diz o administrador. Lembra que é inovando que os herdeiros da “Casa Abel Pereira da Fonseca”, conhecendo o mercado, adotam medidas para responder às suas solicitações. De forma rotineira afinam conhecimentos, seja através de ações em supermercados, em feiras internacionais “seja nos distribuidores que quando chegam das entregas têm comentários a partilhar sobre os produtos”. O desenvolvimento dos rótulos é um projeto em destaque. A partir dos rótulos chamar a atenção das pessoas: como a história de Fernando Pessoa ou os azulejos do Mercado do Bolhão. Em projeto está também a produção de um  vinho nos lagares antigos usando uma prensa que é de 1871. “Queremos utilizar a prensa porque todas foram desativadas, apostando assim em algo único e diferente”.

Assim se fazem quase cem anos de vida

Para o nosso interlocutor, é fundamental conhecer os mais diversos quadrantes do negócio. “Sabendo como se opera nos mais variados mercados internacionais e mesmo no nacional, criamos uma dinâmica que nos permita ir ao encontro das suas necessidades de consumo. Não queremos produzir para que «apenas» bebam o nosso vinho. Ao longo destes noventa anos foi criada identidade muito forte e através dos nossos vinhos tentamos conseguir  encontrar uma solução para o mercado que queremos explorar”.

E é a atitude incansável de evoluir mantendo, ao mesmo tempo, o passado histórico que faz da Companhia Agrícola do Sanguinhal o que ela é hoje. Uma empresa familiar, de qualidade, de prestígio “e que vai certamente ficar para a história, tendo sempre como pilar central um olhar para a modernidade”, conclui o nosso entrevistado.

Casabel, a homenagem ao poeta

Fernando Pessoa, cliente assíduo de uma das lojas da Casa Abel Pereira da Fonseca, onde foi fotografado a beber, teve o seu lugar na história da empresa com o relançamento de uma das suas marcas mais emblemáticas, o “Casabel” em homenagem ao Poeta. Era seu hábito interromper a escrita e dirigir-se, segundo o próprio, ao “Abel”. A ligação entre ambos originou a utilização no rótulo do “Casabel” da imagem estilizada de Fernando Pessoa bem como da dedicatória que escreveu no verso da fotografia: “Carlos: Isto sou eu no Abel, isto é já próximo do Paraíso Terrestre, aliás perdido”.

Manter o legado

Esforço e dedicação é a receita principal de quem herdou um legado, “temos de ser polivalentes”, quem o diz é Diogo Pereira da Fonseca Reis, bisneto de Abel Pereira da Fonseca e um dos responsáveis pela parte comercial da empresa.

Quando o trabalho representa parte de nós

A coragem e a dedicação no seu expoente máximo

Com uma carreira profissional longa e diversificada, garante que o facto de ser mulher em nada a prejudicou, pelo contrário, considera que este facto foi até facilitador dentro da sua área de atividade. A entrega e o gosto pelo que faz são os ingredientes que destaca como diferenciadores para chegar cada vez mais longe. Num contexto socioeconómico desfavorável para o tecido empresarial (2011), Fátima Franco, munida de uma enorme vontade de fazer sempre mais, criou a sua própria empresa. “Não estava satisfeita com a minha situação profissional, ambicionava mais e recusava fazer algo que não me realizasse. Hoje, sei que não há nada mais gratificante do que fazer aquilo de que gostamos e só assim podemos ser realmente bons profissionais”, afirma. E assim arriscou, apesar de todos os prós e contras, concretizou e diz não estar nada arrependida.

A BioConnection é uma entidade formadora certificada pela DGERT, que acompanha diariamente a evolução do mercado onde atua e particularmente as necessidades do setor agroalimentar. Para que o acompanhamento junto do cliente seja o mais eficiente e eficaz. “Para manter uma empresa deste género, que oferece um serviço de elevada qualidade, com uma sólida base técnica e científica, tenho que estar continuamente informada da evolução do setor, da legislação alimentar, normas, desenvolvimentos científicos, porque todos os dias existem novidades. Os operadores alimentares, necessitam dessa informação e destes serviços para se adaptarem às exigências legais, regulamentares e dos mercados onde atuam, de outra forma não vendem os seus produtos.” Enquanto entidade prestadora de serviços nesta área, a BioConnection compromete-se a dotar as empresas destas ferramentas. Para isso, a qualidade tem de ser constante. “Cada cliente é único”, revela e “por isso as necessidades de cada empresa são avaliadas com cuidado particular e a atenção direcionada para os seus problemas e necessidades específicas”, acrescenta a nossa interlocutora. A filosofia da empresa passa pela grande proximidade que estabelece com o cliente desde o primeiro contacto. Em situações pontuais recorre a colaboradores externos para áreas muito específicas. No entanto revela que grande parte do trabalho é feito pela própria porque acredita que em termos de serviços é exatamente isso que acrescenta valor à empresa. “A proximidade com o cliente é essencial nesta área, para compreendermos as suas necessidades”

Com um crescimento exponencial, hoje, contam com uma carteira de cento e vinte e um clientes. A nossa entrevistada revela que no início, em 2011, tinha apenas dois clientes. “Houve um processo de lançar e posicionar a empresa no mercado. O crescimento rápido da empresa não era a nossa prioridade, explica. “ A primeira fase serviu para restabelecer a rede de contactos que havia desenvolvido até esse momento e posicionar, direcionar a empresa para o nosso público-alvo prioritário, a Industria Alimentar ”

 Quando o trabalho faz parte daquilo que somos

O trabalho não é penoso para Fátima Franco. É uma motivação. “Sou capaz de fazer seiscentos quilómetros para ter uma reunião com um cliente que durará dez minutos. É altamente gratificante depois de um dia de trabalho exaustivo, receber feedback de clientes a elogiarem o nosso trabalho, no fundo, perceber de que forma ajudamos os nossos clientes a atingirem os seus objetivos e reconhecerem a qualidade do nosso trabalho pela qual tanto nos empenhamos.” Que metodologias e ferramentas fazem parte do modo de trabalhar? “O know-how adquirido através do meu percurso profissional, e a capacidade de antecipar as necessidades dos nossos clientes são as ferramentas essenciais para trabalhar. Esse é o nosso papel, o de acompanhar, aconselhar e ajudar na mudança. Acredito que isto é o fator diferenciador entre as empresas de consultoria.” Declara a nossa entrevistada.

Ser Líder e Mulher

“Nunca senti na pele algum tipo de discriminação por ser mulher, pelo contrário, penso que na minha área, fui valorizada por isso mesmo.” Revela a nossa interlocutora mas reconhece valores intrínsecos à condição feminina. “A determinação numa mulher é muito mais evidente, pela assertividade, pela organização, dotadas de inteligência emocional, as mulheres têm uma perceção da realidade aguçada relativamente aos homens.”

“Na minha vida pessoal sempre senti um apoio incondicional nesse sentido, nunca me foram cortadas as asas, pelo contrário. Sei que sou uma afortunada.” No entanto, Fátima Franco, reconhece que nem sempre é fácil ser mulher e conseguir desempenhar um papel de destaque numa carreira profissional em sintonia com a vida pessoal.

O setor, hoje

“O setor agroalimentar, especificamente a Industria Alimentar é a industria transformadora que mais contribui para a economia nacional, tanto em volume de negócios de cerca catorze mil milhões de euros, como no emprego sendo a segunda industria transformadora que mais emprega em Portugal, sendo responsável por mais de cem mil postos diretos e mais de quinhentos mil indiretos.

”A produção primária é uma área onde ainda há muito a fazer, é o início da cadeia de fornecimento alimentar, se algo está mal nesta fase vai repercutir-se às restantes fases da cadeia alimentar até chegar ao consumidor final, e o nível de exigência é muito elevado”.

“Há uma nova geração de agricultores muito preocupados, abertos e interessados perante as necessidades e exigências do mercado. Há uma tendência clara para a adaptabilidade que é urgente e quase sistemática neste setor.” E neste sentido a BioConnection já vai para a terceira edição de uma formação que promove direcionada para os pequenos agricultores. No âmbito da implementação de normas ligados às boas práticas agrícolas e gestão da qualidade e segurança alimentar, denominada a Global GAP. “ A formação é essencial”, afirma.

A importância da formação

Formação, porquê? “ É um alicerce fundamental. Deveria acontecer de forma sistemática. Neste setor em particular (que é o que eu conheço) é fundamental a formação dos recursos humanos das organizações, para melhor se adaptarem aos novos desafios, que é uma constate neste setor” Com uma estratégia definida e desenvolvida para intervir junto das empresas, a BioConnection é uma entidade formadora de referência, certificada pela DGERT, com uma oferta formativa nas áreas dos Sistemas de Gestão da Qualidade, Segurança Alimentar, Tecnologia Alimentar, Nutrição e Higiene e Segurança no Trabalho.

O que há para resolver

Fátima Franco aponta como principais desafios do setor agroalimentar a curto e medio prazo, devido à elevada complexidade da cadeia de fornecimento dos produtos alimentares e sua globalização, a gestão da relação com os seus interlocutores, o estabelecimento de metodologias eficazes na defesa dos alimentos (Food Defense) evitando a contaminação intencional dos produtos alimentares quer por motivos terroristas quer por motivos económicos, a fraude alimentar. As empresas alimentares têm que desenvolver sistemas mais eficazes na avaliação e seleção dos seus fornecedores de matérias-primas e embalagem alimentar e se for o caso, encontrar no mercado alternativas mais seguras que garantam a qualidade, a segurança e a legalidade dos seus produtos.

Prioridades e desafios para o futuro

Com um balanço extremamente positivo até à data, a BioConnection pretende, sobretudo, no futuro, fomentar a fidelização dos acuais clientes (de que muito se orgulha) e angariar novos clientes. Alargar a atuação para o setor primário e para o setor da embalagem alimentar também faz parte dos projetos de uma entidade que já provou de forma clara qual a sua atitude perante o mercado e as suas vicissitudes, uma atitude séria e determinada. Um caminho feito passo a passo com perseverança e feito por quem sabe. “O nosso setor é o agroalimentar e de onde não queremos sair. É a área que conheço e considero essencial para o sucesso de uma empresa conhecer muito bem o mercado, essa é a chave.” Constata Fátima Franco.

 

Perfil – Fátima Franco

Formação Académica:

        Licenciatura em Engenharia Alimentar (1992) , pela ESB/UCP

        Pós graduação em Segurança Alimentar(2001)  pela ESB/UCP

        Curso Geral de Gestão (2011) na Católica Business School (UCP)

 

Resumo profissional:

        Desde 2011-Diretora Geral da BioConnection, Lda, desenvolvendo a sua atividade como consultora, formadora e auditora de Sistemas de Gestão da Qualidade e Segurança alimentar

        Desde 2001 –Formadora certificada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional na área Higiene e Segurança Alimentar e Tecnologia Alimentar.

        Desde 2001 -Consultora na área de Sistemas de Gestão da Qualidade e Segurança Alimentar em diversas empresas agroalimentares e de materiais de embalagem alimentar.

        De 1998-2010-Coordenadora dos Cursos de Especialização Tecnológica (ensino pós secundário) na AESBUC–Associação para a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa e foi orientadora  de estágios curriculares em empresas nacionais e estrangeiras do setor agroalimentar no âmbito da Qualidade e Segurança Alimentar.

De 1995-1998- Diretora Técnica numa indústria de produtos de higiene e cosmética.

De 1992-1996- Docente no ensino básico e secundário

ERGONOMIA: Formação e Prática

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No âmbito da Saúde e Segurança nas empresas, a ação do Ergonomista é centrada, simultaneamente, nas características dos operadores, nas características dos sistemas e nas características da interação, ou seja, na atividade de trabalho. Assim, a sua ação vai exercer-se fundamentalmente sobre o conjunto de fatores que determinam a atividade do trabalhador, particularmente sobre o que condiciona a sua capacidade laboral, segurança, saúde, bem-estar e produtividade.
Na perspetiva da Ergonomia, o trabalho real dos operadores consiste na expressão de um saber e de uma vivência profissional com origem numa história individual e coletiva, inscrita num determinado contexto socioeconómico. Neste sentido, a análise ergonómica do trabalho, quando estuda as componentes das situações de trabalho na perspetiva da interação e compreende o caráter dinâmico e intrínseco da atividade de trabalho dos operadores, dá um contributo único, numa perspetiva de adaptação ou transformação dos sistemas de trabalho. Esta abordagem da Ergonomia constitui-se como uma vantagem competitiva para a inovação nas empresas. A formação em Ergonomia realizada na Faculdade de Motricidade Humana (FMH) é única no país e assegura a formação de Ergonomistas ao nível da Licenciatura, Mestrado e Doutoramento (www.fmh.ulisboa.pt). A licenciatura em Ergonomia na FMH foi criada em 1988, como resposta às necessidades empresariais e sociais, quer no âmbito da capacitação das empresas para a melhoria da eficiência laboral, quer da promoção da saúde e da segurança no trabalho. Em Portugal, a Ergonomia encontrou na FMH as condições institucionais para a sua conceptualização, para a organização do conhecimento e para a construção de metodologias e instrumentos necessários à prática da profissão. Esta instituição acreditou no potencial de inovação do seu objeto de conhecimento, a Motricidade Humana, em novas áreas de necessidades empresariais e sociais, como a dos sistemas de trabalho, o que permitiu o desenvolvimento de uma área de conhecimento completamente nova, na época, em Portugal. Desde a criação da licenciatura em Ergonomia houve todo um processo evolutivo marcado pela preocupação em adequar o modelo e os conteúdos da formação às necessidades empresariais, sociais e organizacionais. Considerando que a competitividade dos mercados tem conduzido à necessidade crescente de satisfazer, com qualidade, as solicitações do mundo empresarial, a licenciatura em Ergonomia tem sido exposta à comparação internacional, pela adesão, em 1992, ao Harmonizing European Training Programs for the Ergonomics Profession (HETPEP). Deste modo, os licenciados em Ergonomia podem aceder ao título de Ergonomista Europeu através do Center for the Registration of the European Ergonomist (CREE). A atribuição deste título é da responsabilidade do CREE, sendo as candidaturas apresentadas através da Associação Portuguesa de Ergonomia (APERGO).

A Licenciatura e o Mestrado em Ergonomia da FMH habilitam os seus alunos com competências específicas no âmbito da segurança e saúde no trabalho, o que lhes permite ter uma perspetiva sistémica do trabalho no sentido da avaliação, controlo e gestão dos riscos ocupacionais com impacto na produtividade e na segurança e saúde dos trabalhadores; e no âmbito da usabilidade e user experience o que lhes permite uma intervenção ao nível do desenvolvimento e avaliação de interfaces para sistemas que promovam boas experiências com ganhos de eficiência, segurança e bem-estar.

A Ergonomia tem vindo a evoluir, com provas dadas nos mais diversos setores de atividade empresarial. Nos últimos anos, tem-se assistido a um aumento da procura de Ergonomistas pelas empresas, sendo um dos principais objetivos a otimização da capacidade laboral e a prevenção dos riscos ocupacionais.

Em Ergonomia realiza-se o estudo do Homem no trabalho, mas também nas suas ocupações nos tempos livres ou utilitárias. O seu objetivo é a otimização da interação entre o Homem, o sistema e o ambiente, através do equilíbrio entre as exigências das tarefas, as características do sistema e as características anatómicas, fisiológicas, sensoriais, percetivas e cognitivas dos indivíduos, visando, de forma integrada a produtividade e a qualidade dos sistemas, e a saúde e a segurança das pessoas. Uma das características particulares e distintivas da Ergonomia é centrar-se na atividade humana, enquanto processo complexo, original e em evolução, destinado a adaptar-se à tarefa, mas ao mesmo tempo a transformá-la. Esta atividade não é neutra, compromete e transforma aquele que a realiza. Assim, a análise ergonómica conduz à identificação das variáveis do funcionamento dos sistemas de trabalho, da variabilidade intra e interindividual dos operadores, dos resultados alcançados e dos efeitos sobre os indivíduos ao nível da sua saúde, segurança e produtividade. Esta compreensão do trabalho, seus determinantes e consequências para os indivíduos e para o sistema produtivo, conduz aos objetivos de transformação do trabalho ao nível das condições de realização, dos aspetos organizacionais e da formação. ▪

 

“LOOK UP – THERE’S ALWAYS A STAR”

O passado dia 31 de janeiro foi memorável porque a Aula Magna da Universidade de Lisboa recebeu a cerimónia dos 50 anos da Fundação Denise Lester e dos 80 anos da Queen Elizabeth’s School. Aos nossos leitores, como descreveria este dia?

O Conselho de Administração da Fundação Denise Lester organizou uma cerimónia comemorativa do octogésimo aniversário da Queen Elizabeth’s School, cujo início da sua atividade educativa remonta a 3 de novembro de 1935 e do cinquentenário da Fundação portadora do nome da Instituidora desta Escola, constituída pela própria em 1965, a fim de ser dada continuidade à sua obra. Este evento teve lugar na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, no dia 31 de janeiro de 2016, tendo sido evocada a fundadora desta instituição, Miss Margaret Denise Eileen Lester, O.B.E. (Order of the British Empire), e os ideais que preconizou: – manter a Queen Elizabeth’s School, de acordo com o espírito com que foi criada, procurando sempre observar os programas do ensino vigente nas escolas britânicas; promover o culto da amizade luso-britânica e honrar as bandeiras dos dois países, que deverão ser hasteadas, a par, em todos os dias e atos solenes da história dos dois países; o ensino primário e da língua inglesa a crianças de ambos os sexos, entre os 4 e os 12 anos de idade, sendo esse ensino, com um limite de 5% sobre a frequência escolar, extensivo a crianças diminuídas fisicamente; prosseguir quaisquer outros fins de natureza educativa, cultural e de solidariedade social e cooperar com a Embaixada Britânica em Portugal e seus Serviços Culturais, em projetos e iniciativas nestas áreas.

A Embaixada Britânica  em Portugal fez-se representar neste evento pela Excelentíssima Senhora Cônsul Simona de Muro, o que muito honrou o Conselho de Administração da Fundação Denise Lester.

A Fundação Denise Lester tem-se norteado por uma política de qualidade, inovação e internacionalização nos serviços educativos que presta. Atualmente a Queen Elizabeth’s School é um estabelecimento de ensino com as valências de berçário, creche, educação pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico português, em que é dado um papel de primordial importância à aprendizagem precoce do inglês, sendo o ensino desta segunda língua e a cultura britânica intoduzidos aos alunos de uma forma intuitiva e natural em contexto bilingue.

gala 80 anos alta definição (622)Foi um dia memorável, porque além de ter sido perpetuada a memória da Fundadora, também foram dados a conhecer os desígnios desta para com a Queen Elizabeth’s School e a Fundação Denise Lester, através de pequenos excertos da sua autobiografia publicada em 1985, 3 anos após o seu desaparecimento, lidos por alunos e antigos alunos que continuam a frequentar os Clubes de Inglês dinamizados por esta Escola bilingue, desde a sua origem. Ao longo de toda a primeira parte do espetáculo especialmente direcionada a todos os antigos alunos que se encontravam presentes e familiares de benfeitores que apoiaram Miss Denise Lester na realização do seu sonho de criança, assistiu-se ao desempenho admirável de todos os alunos da Queen Elizabeth’s School, sendo de destacar: a atuação de quatro alunos do 1º ciclo do ensino básico que cantaram o Hino “Jerusalem” com letra de William Blake e música de Sir Hubert Parryin (1916), usualmente cantado em muitos eventos oficiais no Reino Unido como uma metáfora para simbolizar os valores cristãos do amor a Deus e ao próximo e da paz; bem como, a uma atuação dos alunos do Berçário, Creche e Pré-Escolar na interpretação da Nursery Rhyme, “Twinkle Twinkle, Litlle Star”, que faz parte do reportório de canções tradicionais britânicas lecionadas nesta instituição. Esta mesma música, foi cantada em inglês, como é habitual, mas a sua primeira estrofe foi entoada em mandarim por alguns alunos chineses e portugueses do 1º ciclo do ensino básico inscritos no Clube de Mandarim; da Queen Elizabeth’s School, sendo de mencionar também, os alunos que acompanharam a Orquestra Didática da Foco Musical, tocando um instrumento musical, na interpretação desta mesma música.

Nesta primeira parte do espetáculo também foi cantada a música de Natal e de Ano Novo predileta de Miss Denise Lester, the Christmas Carol “In the Bleak Mid Winter”, por todos os alunos do 1º ciclo do ensino básico e declamada por dois antigos alunos, que continuam a estudar Inglês nesta Escola, a poesia preferida da Fundadora “If” de Rudyard Kipling, autor e poeta britânico de grande notariedade, conhecido pelas obras infantis que escreveu e Prémio Nobel da Literatura em 1907, ao som de piano.

Foi projetado um filme pertencente aos arquivos da RTP1, alusivo à comemoração do 35º aniversário da Escola (1970) com imagens de Miss Lester e das entidades oficiais portuguesas e inglesas que estiveram presentes, tendo sido dada especial ênfase ao Professor Doutor Marcelo Caetano, na altura Presidente do Conselho de Ministros e membro do Conselho de Administração da Fundação Denise Lester; assim como, a um discurso proferido pela Fundadora aquando da comemoração dos 25 anos da Queen Elizabeth’s School (1960), tendo nesta data o Ministro da Educação Inglês, Sir David Eccles, vindo propositadamente a Portugal para esse fim e sido passado uma parte do seu discurso, tendo também sido visionadas fotografias dessas ocasiões festivas e um antigo filme sobre as atividades escolares.

Foi apresentado um segundo filme, com diversos factos marcantes após o desaparecimento de Denise Lester, no período em que assumiu a presidência do Conselho de Administração o Senhor Doutor Joaquim Pedro de Oliveira Martins, nomeadamente a comemoração do 50º aniversário da Escola em 1985 (ano em que foi publicada a autobiografia de Miss Lester), a visita oficial do Princípe Carlos e da Princesa Diana à Queen Elizabeth’s School em 1987, a comemoração dos 60º, 70º e 75º aniversários da Escola, o lançamento do livro “Queen Elizabeth’s School – Espírito e Cultura de Escola” em 2006, uma carta enviada pela Rainha Isabel II felicitando a Escola pelos seus 70 anos, a participação no 9º Encontro Nacional de Fundações em Janeiro de 2007, várias mobilidades ocorridas no âmbito da coordenação, pela Queen Elizabeth’s School, de duas parcerias entre escolas – Ação Comenius, a participação na Volta às Capitais do Ano Europeu do Voluntariado 2011 e a mensagem de uma carta recebida pela Escola, dirigida ao Presidente do Conselho de Administração, enviada pela Secretaria de Estado do Vaticano, assinada pelo Assessor do Papa Bento XVI, Monsenhor Peter B. Wells, com o reconhecimento de Sua Santidade à Fundação Denise Lester e à Queen Elizabeth’s School pelos diversos presentes com que quiseram homenagear o Santo Padre e transmitir os votos de Santo Natal e Feliz Ano de 2011. Ao longo da exibição deste filme foi apresentado o discurso proferido pelo Presidente do Conselho de Administração por altura do 70º aniversário da Escola, Exmo. Senhor Dr. Joaquim Pedro Benthein Noronha Morais Pinto de Oliveira Martins, que sucedeu a Miss Denise Lester desde o seu desaparecimento em 1982, e que sempre acompanhou o destino desta instituição e cuidou  para que os ideais estabelecidos pela sua instituidora  não fossem esquecidos, e o seu legado preservado, como antigo aluno que foi desta Escola e continuador da obra de Miss Lester, por quem tinha a maior estima e amizade, missão essa que cumpriu dedicadamente até ao último dia da sua vida, 8 de dezembro de 2011, data em que sofreu um fatal acidente de viação.

Os alunos do Clube de Ballet da Queen Elizabeth’s School, apresentaram um bailado inspirado no movimento do desabrochar de uma rosa, sendo que a rosa é o logotipo deste estabelecimento de ensino, enquanto o instrumental do hino da escola era tocado em flauta pelos alunos do 4º ano, acompanhados pela orquestra.

No intervalo do espetáculo foi servido um cocktail aos cerca de 1700 espetadores presentes, no átrio da Aula Magna, onde esteve patente uma mostra de trabalhos realizados pelos alunos, alusivos a algumas tradições anglo-saxónicas que fazem parte da cultura desta Escola bilingue desde o seu início, com especial relevância: Queen Elizabeth II longest-reigning British monarch; A Rainha Santa Isabel;  Guy Fawkes – Gunpowder Plot; Remembrance – Poppy Appeal; a celebração do Ano Extraordinário Jubilar da Misericórdia; os 800 anos da assinatura da Magna Cartan (1215); testemunhos de alguns antigos alunos da Queen Elizabeth’s School ligados ao mundo dos media Julie Sergeant, Vasco Palmeirim e Cristina Liz – e o St. George’s Day.

Na segunda parte desta cerimónia os alunos da Queen Elizabeth’s School interpretaram o musical “Alice”, adaptado por Mark e Helen Jonhson do clássico infantil britânico “Alice’s Adventures in Wonderland”, de Lewis Carroll, no ano comemorativo dos 150 anos do lançamento desta obra. A abertura do musical foi feita por oito alunas da classe de Ballet de nível mais avançado que executaram um bailado tecnicamente mais exigente que o anterior, dando movimento a quatro personagens da peça: Alice, Coelho, Rainha de Copas, Gato e duas Cartas. O musical contou com a participação de 365 alunos ao longo dos seus 12 atos.

Os alunos do 4º ano representaram os papéis das personagens principais, todo o musical foi falado e cantado em inglês, tendo alguns alunos cantado a solo. Os alunos do 3º ano deram corpo e voz ao Coro da Queen Elizabeth’s School que acompanhou a Orquestra da Foco Musical durante toda esta cerimónia comemorativa.

Sessenta e quatro alunos do 1º ciclo do ensino básico, com faixas etárias compreendidas entre os sete e os dez anos, foram convidados para integrar uma classe especial de ginástica de trampolins, acrobática e de solo, tendo feito uma exibição gimníca de grande qualidade, que fez parte integrante do musical.

Foi neste espírito de festa que foram felicitados os alunos da Queen Elizabeth’s School pelo entusiasmo e brio com que se empenharam e por terem tido um desempenho excecional quer no musical quer nos trabalhos apresentados na exposição patente no átrio da Aula Magna alusiva às tradições britânicas que fazem parte da cultura desta Escola.

No encerramento da cerimónia foram apresentados à comunidade escolar os novos membros dos órgãos sociais da Fundação Denise Lester, foi feita uma homenagem póstuma ao Exmo. Senhor Dr. Joaquim Pedro de Oliveira Martins, anterior Presidente do Conselho de Administração, pelos mais de 37 anos de dedicação a esta Instituição e ao Vogal Exmo. Senhor Major Michael William Stilwell, C.B.E.  (Commander of the Most Excellent Order of the British Empire), pela amizade que a Família Stilwell sempre dedicou a Miss Denise Lester e pelos mais de 30 anos de serviço prestado; foi também homenageado o Vogal do Conselho de Administração com maior antiguidade em funções, desde 1978, Exmo. Senhor Dr. Júlio Gião Félix Sequeira Marques; assim como, o Vogal demissionário Exmo. Senhor Simon Peter Stilwell, pelos 23 anos de serviço prestado.

Foram ainda homenageados: o primeiro aluno da Escola, Exmo. Senhor Miguel Abecassis, por ter mantido a ligação a esta Escola ao longo destes 80 anos e cujos avós, Exmos. Senhores Sofia e Fortunato Abecassis, cederam uma sala e o jardim da casa onde viviam para as primeiras instalações da Queen Elizabeth’s School, que começou com três alunos, possibilitando assim a concretização do sonho de Miss Denise Lester; o Exmo. Senhor Doutor Fernando Guedes, em reconhecimento pela edição e prefácio do livro “Queen Elizabeth’s School – Espírito e Cultura de Escola” e ilustre representante de uma Família com várias gerações de alunos na Queen Elizabeth’s School ao longo de 46 anos; e o Excelentíssimo Senhor Almirante António Cavaleiro de Ferreira, antigo aluno da Queen Elizabeth’s School, pela disponibilidade e zelo que dispensou aos assuntos da Escola enquanto Chefe de Gabinete de Sua Excelência o Ministro da Educação, em junho de 1976.

 

Uma palavra especial

 Foi dirigido no final da festa pelos membros do Conselho de Administração um agradecimento à direção ao Corpo Docente e Não Docente pela dedicação que devotaram a este evento que se traduz no resultado de anos e anos de trabalho meritório a esta Instituição; bem como, uma palavra de reconhecimento aos Pais e Encarregados de Educação, por confiarem os seus filhos aos cuidados desta Escola, pela sua colaboração, interesse e crítica construtiva nas atividades escolares desenvolvidas. Por fim foi expressa a muita estima pelos antigos alunos e por todos aqueles que trabalharam incansavelmente para esta instituição e que sempre mantiveram os laços de amizade com esta casa e que hão de sempre fazer parte desta grande família que é a Queen Elizabeth’s School.

Desde 1935 a educar e a formar jovens cidadãos com um forte sentido de responsabilidade social

O projeto educativo da QES, foi elaborado a partir dos princípios fundamentais que alicerçaram a ação educativa de Miss Denise Lester aquando da criação desta Escola em 3 de novembro de 1935.

Preservar os ideais preconizados pela fundadora Miss Denise Lester, dando uma particular importância à educação para os valores, bem como ao exercício de uma cidadania ativa com um forte sentido de responsabilidade social assente no respeito pelas liberdades fundamentais do indivíduo como pessoa, na defesa dos direitos humanos e no combate a todas as formas de exclusão e discriminação.

Na sua ação educativa, a Queen Elizabeth’s School (QES) promove valores de solidariedade, tolerância e diálogo numa sociedade cada vez mais global, caracterizada por uma grande diversidade e riqueza cultural, sensibilizando os seus alunos para o papel preponderante da sociedade civil como força que dá expressão às necessidades de interesse geral dos cidadãos num Estado de Direito.

O projeto educativo da Queen Elizabeth’s School pretende dar continuidade à visão, espírito altruísta e empreendedor que sempre caracterizou a sua Fundadora e uma importância primordial à formação pessoal e cívica dos alunos atuais como os cidadãos de amanhã.

Apesar de Miss Lester ter sido vítima de uma grave e prolongada doença do foro circulatório, nunca se deixou abater por essa circunstância adversa, tendo criado de raiz esta escola e realizado trabalho de voluntariado nas Guias de Portugal, na Cruz Vermelha e na Legião Real Britânica (The Royal British Legion), situações estas, que lhe valeram várias condecorações, designadamente por mérito em 1943 pela Cruz Vermelha, em 1947 pelo Rei Jorge VI como Membro do Império Britânico, em 1971 pelo Presidente da República Portuguesa Almirante Américo Tomás como Oficial da Ordem da Instrução Pública, em 1972 pela Rainha Isabel II como Oficial da Ordem do Império Britânico e em 1975 nomeada Membro Honorário da Legião Real Britânica.

A Fundação Denise Lester e a Queen Elizabeth’s School, têm vindo a desenvolver vários projectos na área da educação para a cidadania e da proteção dos direitos humanos, nomeadamente na colaboração com algumas organizações não governamentais e instituições de solidariedade social, em campanhas de sensibilização para angariar fundos e géneros alimentares para lares de terceira idade, centros de apoio a crianças desfavorecidas economicamente e a pessoas portadoras de deficiência.

 

A LÍNGUA INGLESA NO CURRÍCULO DA QUEEN ELIZABETH’S SCHOOL

O Projeto Educativo da Queen Elizabeth’s School assenta no estreitamento dos laços históricos e culturais entre Portugal e o Reino Unido, preservando o culto da Aliança mais antiga do mundo e no ensino bilingue português-inglês, nas valências de Berçário, Creche, Educação Pré-Escolar e na adoção de um modelo integrado de ensino no 1º Ciclo do Ensino Básico Português que é uma mais-valia e um fator de diferenciação para os alunos desta escola, os quais em complementaridade com o currículo oficial português, usufruem do Programa Primário Internacional da Universidade de Cambridge.

O ensino do Inglês é validado internacionalmente pelos “Young Learners English Tests”  (Starters, Movers e Flyers) da Universidade de Cambridge, pelos “Integrated Skills in English” (ISE Foundation) do Trinity College  London, correspondentes aos níveis A1 e A2 do Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas do Conselho da Europa (QECR) e pelo exame de Artes Performativas “Trinity Stars: Young Performers in English Award” (Stage II e Stage III) do Trinity College London, realizado pelos alunos do pré-escolar.

A Queen Elizabeth’s School tem participado em parcerias no âmbito de programas de intercâmbio educativo e cultural a nível nacional e internacional, é membro do Instituto Britânico no Programa de Parceria de Exames denominado “Addvantage”, Centro de Exames do Trinity College London, Cambridge International School, Cambridge Primary School e Exam Preparation Centre do Cambridge English.

A Queen Elizabeth’s School tem vindo a apostar na internacionalização do seu currículo, tendo coordenado duas parcerias multilaterais entre escolas europeias no âmbito do Programa Setorial Comenius com a duração, respetivamente, de dois anos letivos (Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida), entre setembro de 2010 a setembro de 2012, denominado “FLY-Fun Learning for Youngsters” (www.flyproject.org) e três anos letivos (Programa Sócrates), de setembro de 1999 a junho de 2002, denominado “European Citizens of Tomorrow”.

Desde 2008, a Queen Elizabeth’s School tem vindo a utilizar uma metodologia inovadora aplicada em alguns países da União Europeia no domínio da Aprendizagem Integrada de Línguas e Conteúdos – (AILC)/ Content and Language Integrated Learning – (CLIL) que associa a aprendizagem de uma segunda língua ao ensino de certos conteúdos disciplinares e temáticas transversais a todas as áreas curriculares.

Na área da Educação e Expressão Musical a Queen Elizabeth’s School é parceira da Foco Musical ,sendo esta membro da Associated Board of the Royal Schools of Music(ABRSM),líder mundial na área de avaliações e exames de música. A Queen Elizabeth’s School tem proposto alunos com sucesso a estes exames.

No 1º ciclo do ensino básico os alunos da Queen Elizabeth’s School são preparados para realizar com aproveitamento os testes das disciplinas Primary Maths e Primary Science do Programa Primário Internacional de Educação da Universidade de Cambridge, a par das provas do currículo oficial português. O número total de horas semanais de inglês, incluindo as duas horas semanais contempladas para esta disciplina no currículo nacional português do 1º ciclo do ensino básico, é de nove horas e meia. A acrescer a este número de horas de inglês a Queen Elizabeth’s School ainda tem a funcionar, duas a três vezes por semana, os Clubes de Inglês para alunos e antigos alunos que proporcionam o aperfeiçoamento de certas competências linguísticas, assim como, a preparação para os exames: Integrated Skills in English do Trinity College London (ISE Foundation, ISE I, ISE II), Graded Examinations in Spoken English (GESE VII), First Certificate (FCE) e Certificate in Advanced English (CAE) da Universidade de Cambridge, correspondents aos níveis A2, B1, B2 e C1 do QECR.

Foi implementado no ano letivo de 2014/2015 o Programa Internacional de Educação Bilingue da Universidade de Cambridge no currículo da escola, de forma gradual e progressiva, tendo passado a fazer parte do horário letivo as disciplinas de Matemática e Ciências lecionadas em inglês seguindo o programa Primary Maths e Primary Science da Universidade de Cambridge em complementaridade com o programa oficial português do 1º Ciclo do Ensino Básico. Desde o ano letivo 2014/2015 que os alunos da Queen Elizabeth’s School têm vindo a realizar os testes preparatórios dos Cambridge Primary Maths/Science Progression Tests, e adotados os manuais escolares editados pela Cambridge University Press, destinados à concretização das aprendizagens deste Programa Internacional. No ano letivo 2016/2017, os discentes da QES serão avaliados pelos testes Cambridge Primary Maths/Science CheckPoint Tests para a obtenção de um Statement of Achievement and Diagnostic Report.

 

Sorrisos em Família

De que forma a Clínica João Pedro Canta consegue ser referência e protagonista da mudança em Implantologia em Portugal?

A Clínica João Pedro Canta é uma clínica multidisciplinar de Medicina Dentária com dezoito anos de existência. Sou Médico Dentista desde 1997, dedico-me em exclusividade à área da Implantologia e Cirurgia Oral. Iniciei minha formação nesta área em 1999 na Universidade de Nova Iorque e, desde os EUA ao Brasil tenho vários cursos dedicados à implantologia. Hoje, faço parte da equipa docente da Pós-Graduação de Implantologia na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa e sou convidado de uma marca de implantes como consultor científico. Na clínica temos uma larga experiência nesta área o que nos deixa muito à vontade em todos os desafios que surgem diariamente na nossa clínica.

Na sua opinião, qual é a realidade da Implantologia em Portugal?

A Medicina Dentária em Portugal em nada fica a dever a outros países, e a Implantologia não é exceção. O facto de termos em Portugal uma formação Universitária pós-graduada nesta área permite-nos estar ligados a vários projetos científicos e termos um crescendo de “massa crítica”. Aliás, temos nomes portugueses que se destacam inclusivamente no plano internacional.

Os tratamentos implantológicos podem ser dispendiosos para algumas pessoas, na Clínica João Pedro Canta existem condições especiais de pagamento?

Como qualquer empresa, uma Clínica de Medicina Dentária terá de estar atenta e desenvolver ferramentas comerciais para fazer face às constantes alterações do mercado. Na nossa clínica temos o cuidado de, a par da abordagem técnica, fazermos um acompanhamento comercial personalizado de cada paciente. Temos opções financeiras que se adequam a praticamente todos os casos, para que o fator financeiro não seja um entrave ao tratamento.

Que outros serviços disponibiliza a clínica?

A equipa é constituída por 16 elementos. Orgulhamo-nos de dar um tratamento especializado em todas as áreas da Medicina Dentária. Além de Microscópio Clínico, Sedação consciente com protóxido de azoto, temos ainda um aparelho de CBCT, que é uma tecnologia recente que permite fazer TACs com menos cerca de 90 % de radiação face a um TAC convencional.

Enquanto clínica dentária, o que é mais importante na relação com o paciente? Uma boa saúde oral é imprescindível para a saúde em geral. Que maus hábitos ainda persistem que importa derrubar? Quais são os principais comportamentos de risco?

Estabelecer uma boa empatia com o paciente é fundamental. Continuamos a acreditar e a apostar na qualidade dos nossos tratamentos, e isso justifica que o nosso maior referenciador seja o nosso paciente. Relativamente aos “maus” hábitos destacaria a falta regular de acompanhamento da generalidade da população. Os programas públicos são inexistentes e a maior parte das pessoas apenas recorre ao dentista em situações de urgência. O tabaco e a pouca educação para a higiene oral serão os principais factores de risco.

A aposta na formação contínua dos médicos dentistas é uma prioridade?

A Medicina Dentária, para muitos Médicos Dentistas, é uma profissão isolada e individualista. Se não virmos outras realidades, se não trabalharmos em equipa, dificilmente subimos na nossa curva de aprendizagem de forma saudável. A formação contínua deve ser tida em conta como forma de estimular a permanente atualização e a troca de experiências entre profissionais.

Sorrisos em família é o vosso slogan. Na sua opinião, em Portugal ainda há uma clara necessidade de educar e promover os bons hábitos de saúde oral para a manutenção de um sorriso saudável?

Uma das áreas em que a clínica aposta é a da Odontopediatria (Medicina Dentária infantil). Segundo a Academia Americana de Odontopediatria a criança deve ir pela primeira vez ao dentista entre a erupção dos primeiros dentes (seis meses) e o primeiro ano de vida, sendo que a consulta é orientada para os pais para informação dos principais factores de risco e os cuidados de higiene que devem instituir na criança. Portugal carece de maior investimento em ações de educação da população e até profissional. Quando vemos pais com níveis de saúde oral francamente baixos, o que podemos esperar da saúde oral dos seus filhos?

A história de que se faz uma Marca

Agora David J. Gerber publica a biografia da história de vida do pai:

“O Dilema do Inventor – a Notável Vida de H. Joseph Gerber. Nascido em Viena, ele escapou de forma espetacular à morte sob o regime nazi com apenas 16 anos de idade, em 1940. Depois de emigrar para os Estados Unidos, a sua ascensão começou: Heinz, que passou a chamar-se Joe, nunca olhou para o passado mas sempre para o futuro. Quando morreu em 1996, 677 patentes tinham sido arquivadas em seu nome. Além disso, o Instituto Smithsoniano, em Washington, dedicou um departamento inteiro às suas exposições.

David Gerber tornou-se um investigador meticuloso, tendo feito inúmeras entrevistas a algumas das principais personalidades das indústrias cujos processos foram decisivamente melhorados e, muitas vezes, revolucionados por Joe Gerber, e falou ainda com jornalistas e companheiros do pai. Na verdade, mesmo o manuscrito do musical “Jovem com pressa” contribuiu para uma parte da biografia. Depois de tudo, os primeiros dias do recém-formado engenheiro já inspiraram Morton Wishengrad a escrever uma peça com o mesmo nome, que decorreu na Broadway por volta de 1950. Logo depois, Joe Gerber apresentou a sua primeira invenção enquanto ainda estudava no Instituto Politécnico Rensselaer, em Troy, Nova Iorque: o índice de cálculo da variável gráfico-numérica. No desenvolvimento do protótipo, o cinto de borracha do seu pijama desempenhou um papel proeminente…

Como Irving Stone na sua pintura de Michelangelo, David Gerber conta-nos de forma eloquente e consistente o que há de tão extraordinário na vida de H. Joseph Gerber – como mente criativa e inventor, bem como homem de família – e também enquanto empreendedor. Apenas a duas horas de carro a partir do local onde chegou como refugiado na Nova Inglaterra, mais concretamente Hartford/Connecticut, lançou as bases para a criação das suas empresas de tecnologia. Representada em 130 países por todo o mundo, a Gerber Scientific Inc., Gerber Technology, Gerber Products, todas as suas filiais bem como spin offs especializadas nestes nichos de soluções tecnológicas estão entre os maiores líderes do mercado global nas suas respetivas áreas de atuação.

Apesar de ser filho do inventor, David Gerber conseguiu encontrar o equilíbrio de imparcialidade certo nas suas descrições. A abundância de referências anedóticas faz-nos refletir e, ao mesmo tempo, sorrir. “O Dilema do Inventor” é um livro algures entre a literatura de especialidade e o entretenimento – um documento contemporâneo certamente. Não tem de estar associado ao processo têxtil para ficar fascinado com o livro de David Gerber. Mas, para os leitores com uma conexão a esta indústria e apaixonados por tecnologias inteligentes, “O Dilema do Inventor” está na categoria dos livros de leitura obrigatória e agradável.

Este notável livro de David Gerber sobre Joe Gerber, sobre tecnologia e a responsabilidade que ela traz, sobre educação, sobre o pensamento inovador, o poder de imaginar e a coragem da esperança, está disponível em inglês. Por toda a Europa, nas livrarias locais, é possível encomendar a obra de David Gerber sobre o seu verdadeiramente surpreendente pai.

 

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