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Ana Rita Silva

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Papa qualifica desemprego juvenil de “escândalo e doença social”

“A taxa de desemprego juvenil é um escândalo que pede para ser resolvido, não em termos económicos, mas também e, com a mesma urgência, enquanto doença social, numa altura em que não se aproveita a energia, criatividade e intuição da nossa juventude, que se vê roubada da sua esperança”, afirmou.

Francisco voltou a criticar a atual “visão económica exclusivamente orientada para o lucro e bem-estar material”.

Os efeitos de uma economia “incapaz de contribuir de forma positiva para uma globalização que favoreça o desenvolvimento integral dos povos no mundo, a justa distribuição dos recursos, a garantia do trabalho digno e o crescimento da iniciativa privada e empresas locais” percebem-se também nas sociedades mais desenvolvidas com “o aumento da percentagem da pobreza” e com “uma classe média que se contrai”, afirmou.

 

Economia portuguesa abranda no primeiro trimestre deste ano

As notícias já se previam más e os dados do Instituto Nacional de Estatística vieram confirmar o pessimismo reinante. Entre janeiro e março a economia portuguesa cresceu 0,8%, um valor positivo na comparação homóloga mas que significa um abrandamento claro em relação ao período homólogo.

“Comparativamente com o 4º trimestre, o PIB registou uma taxa de variação de 0,1% em termos reais (0,2% no 4º trimestre)”, pode ler-se no destaque publicado hoje no site oficial do INE, mais um sinal da desaceleração do crescimento nacional.

A explicação para a tendência menos positiva prece estar na procura externa líquida, que “registou um contributo mais negativo para a variação homóloga do PIB que no trimestre anterior, refletindo a desaceleração das Exportações de Bens e Serviços”. Mesmo com a procura interna a manter “um contributo positivo”, o investimento “desacelerou significativamente” e acabou por pesar nas contas finais.

Depois da subida de 1,3% no Produto Interno Bruto durante os últimos três meses de 2015, a economia portuguesa deu sinais visíveis do contágio vindo do exterior: a maior parte da Europa cresce a um ritmo muito modesto, os Estados Unidos estão ainda pior e até a China, grande baluarte do crescimento mundial ao longo dos últimos 20 anos, está a abrandar para níveis pouco vistos nas décadas mais recentes.

 

O nome dela é Barbra e continua a intrigar-nos

É muito fácil sucumbirmos à caricatura de Barbra Streisand, uma das últimas representantes do estrelato da Broadway que fez a transição para o showbiz global, como diva reclusa, narcisista e perfeccionista, ou como surpreendente ícone da comunidade gay americana. O “caso” para a importância maior de Streisand, contudo, acaba de ser defendido pelo jornalista e escritor Neal Gabler num ensaio biográfico publicado na prestigiada colecção da Yale University Press Jewish Lives, dedicada à multiplicidade da experiência e da identidade judia ao longo dos séculos. Streisand junta-se assim a políticos como Benjamin Disraeli ou Moshe Dayan, cientistas como Albert Einstein, Robert Oppenheimer ou Sigmund Freud, e a escritores como Marcel Proust, Franz Kafka ou Primo Levi no elenco de uma série académica que também já dedicou volumes a Steven Spielberg, Bob Dylan, Groucho Marx e aos irmãos Warner.

Gabler, que já escreveu biografias do jornalista Walter Winchell ou de Walt Disney, explora em Barbra Streisand: Redefining Beauty, Femininity and Power a ideia da actriz e cantora como ícone cultural que triunfou no mundo do espectáculo assumindo abertamente a sua identidade enquanto mulher e enquanto mulher judia, recusando-se a ceder aos ditames culturais normativos e impondo uma identidade muito mais próxima da “mulher comum” do que da vedeta glamorosa. E, de facto, aqueles que não viveram o momento de maior impacto de Streisand nos anos 1960 e 1970, os anos em que a Nova Hollywood obrigou à redefinição das convenções do estrelato, poderão não ter consciência do que a popularidade da actriz significava. Streisand venceu 15 Grammys em 40 nomeações, dois Óscares entre os quais o de Melhor Actriz por Funny Girl, e cinco Globos de Ouro, e foi uma das fundadoras da First Artists, tentativa de “recriar” a experiência pioneira da United Artists onde era sócia de Dustin Hoffman, Paul Newman, Sidney Poitier e Steve McQueen.

Hoje com 74 anos (completados no passado dia 24), Streisand não pisa um palco da Broadway desde 1966 e apenas entrou em cinco filmes nos últimos 25 anos, período durante o qual tem estado mais activa enquanto cantora, publicando nove álbuns e arriscando quatro curtas digressões de palco. Mas o seu perfeccionismo continua lendário, e o seu modo esquivo de estar no olhar público sem estar garante que a sua presença continuará a pairar sobre Hollywood.

 

Casamentos e funerais temporariamente proibidos na Coreia do Norte

Há mais de três décadas que não se realiza um congresso do Partido dos Trabalhadores. Passados 36 anos, o líder coreano Kim Jong-un vai fazer com que aconteça o primeiro, já no dia 6 de maio.

Mas, para garantir que tudo corre bem, o governo decretou várias medidas de segurança: não se podem realizar casamentos e é proibido acontecerem funerais.

Assim como, noticia o jornal The Independent, “outro tipo de movimentos dentro e fora da capital também foram proibidos e foram aumentadas inspeções em vários locais.”

As medidas “são uma maneira de minimizar o risco de possíveis acidentes no evento”, assim como explica o porta-voz do governo, Cheong Joon-hee.

Com 33 anos é esperado que Kim Jong-un use o congresso para marcar a sua posição como líder e para declarar a Coreia do Norte como um estado nuclear.

 

Três mortos e 17 feridos em bombardeamento a hospital de Alepo

“Granadas de morteiros disparadas pelos rebeldes contra o hospital al-Dabit, no bairro de Mohafaza, no centro de Alepo, causaram três mortos e 17 feridos segundo um balanço provisório”, informou a agência.

O Observatório Sírios dos Direitos Humanos (OSDH) confirmou o bombardeamento sem divulgar até agora um balanço.

 

Último preso de Tiananmen será libertado em outubro

Num comunicado, a organização Dui Hua, que defende os direitos dos presos na China, confirmou que Miao Deshun, de 51 anos, será libertado da prisão de Yanqing, em Pequim, a 15 de outubro, após mais de 27 anos na prisão.

“Recebemos esta notícia com alegria e esperamos que [Miao] receba os cuidados que necessita para voltar à sua vida normal, depois de ter passado mais de metade desta atrás das grades”, frisou a organização.

Em 1989, Miao Deshun, um operário fabril, foi detido com outros quatro amigos na noite de 04 de junho, pouco depois de o exército chinês ter irrompido com tanques nas ruas de Pequim e de ter acabado, com recurso à força, com quase sete semanas de protestos pró-democracia.

A detenção aconteceu depois de “centenas ou milhares”, segundo algumas fontes, de estudantes e de trabalhadores em greve terem morrido no massacre de Tiananmen, onde protestavam a favor de reformas democráticas no regime e contra a corrupção.

Após participar de confrontos com o exército, o jovem foi acusado de “fogo posto”, por ter alegadamente arremessado um contentor contra um blindado em chamas.

Com base nesta acusação, o regime chinês condenou Miao Deshun à pena de morte, mais tarde comutada em prisão perpétua.

Desde então, os tribunais reduziram a pena por três ocasiões.

Na altura, muitos acusados foram condenados à pena capital ou à prisão perpétua, mas as autoridades chinesas acabaram por substituir algumas destas sentenças com penas menores.

Ao longo dos anos, milhares de presos acabaram por ser libertados, de acordo com os dados das organizações de defesa dos direitos humanos.

No conjunto, menos de 100 pessoas acabaram por ser executadas, segundo diversas fontes.

O estado de saúde de Miao pode ser uma das razões que motivou a redução da pena.

Segundo a Dui Hua, o homem terá contraído Hepatite B na prisão e sofre agora de esquizofrenia.

 

Cientistas descobrem três planetas “potencialmente habitáveis”

A descoberta é importante porque são “planetas de tamanho semelhante ao da Terra, potencialmente habitáveis e propícios a estudos atmosféricos pormenorizados com a tecnologia atual”, declarou à agência France-Presse Michael Gillon da Universidade de Liège, na Bélgica, astrofísico e principal autor de um estudo divulgado hoje na revista britânica Nature.

Os três planetas orbitam uma estrela a cerca de 39 anos-luz de distância e foram detetados através do telescópio TRAPPIST, instalado no Observatório La Silla, no Chile.

Emmanuel Jehin, outro dos autores do estudo, também da Universidade de Liège, considera que a descoberta representa uma “mudança de paradigma” na busca de vida noutros lugares do universo.

Tendo em conta o seu tamanho e proximidade à estrela de baixa intensidade, todos os planetas podem ter regiões com temperaturas adequadas à existência de água líquida e de vida, concluiu o estudo.

“Isto é a sorte grande” para este campo de investigação, disse Julien de Wit, do Massachusetts Institute of Technology e coautor do estudo, adiantando que deverá ser possível determinar se aqueles planetas abrigam vida durante esta geração.

 

Tim Cook diz que se esqueceu de falar de ponto importante

No programa ‘Mad Money’ da CNBC, Tim Cook admite que cometeu um erro na última apresentação de resultados da Apple. Em questão está a classe média chinesa.

A China é um dos mercados mais importantes para a Apple. Tal como Cook disse várias vezes, a classe média da China vai passar de 50 milhões para 500 milhões de pessoas em 2021.

No entanto, a China é, também, um dos mercados mais preocupantes para a tecnológica de Cupertino: acredita-se que a venda de iPhones terá estagnado na China e um dos principais investidores da Apple, Carl Icahn, vendeu a sua participação por receio da posição da Apple no mercado chinês.

 

Tribunal de Contas deteta irregularidades nas contas da ADSE

Segundo o relatório de verificação de contas, hoje divulgado pelo TdC, com data de 21 de abril, “a conta de 2013 da ADSE apresenta erros e omissões materialmente relevantes”.

Entre as falhas, os juízes destacam a não contabilização dos proveitos relativos a descontos dos quotizados (trabalhadores no ativo e aposentados da função pública), que não deram entrada nos cofres da ADSE, e a não contabilização dos proveitos relativos aos descontos dos quotizados das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, retidos pelas Administrações Regionais, e não entregues à ADSE.

O TdC considera ainda que a contabilização dos descontos dos quotizados em “Impostos e Taxas” deveria ter ocorrido em “Prestações de Serviços”, dado tratarem-se de contribuições voluntárias dos quotizados, cuja contrapartida é a prestação de um serviço, pela ADSE.

A conta apresentada, refere, “pressupõe a existência de três ADSE – uma nacional e uma em cada Região Autónoma -, o que é falso e induz o Tribunal e os seus utilizadores, designadamente os quotizados e a tutela, em erro”.

De acordo com o TdC, o atual diretor-geral da ADSE deve “diligenciar pela efetiva implementação de procedimentos que conduzam à elaboração de demonstrações financeiras fiáveis que reflitam de forma verdadeira e apropriada a situação económica, financeira e patrimonial da Direção Geral de Proteção Social aos Trabalhadores em Funções Públicas [ADSE]”.

Os juízes do TdC recomendam que o ministro da Saúde, por sua vez, garanta que a ADSE não reconheça as dívidas reclamadas pelos Serviços Regionais de Saúde da Madeira e dos Açores, relativas a serviços prestados aos beneficiários da ADSE, que constituam direitos constitucionais de todo e qualquer cidadão português e que estes serviços regionais tenham obrigação constitucional de prestar.

A tutela deve também “diligenciar pela contabilização apropriada das quotizações provenientes dos descontos dos quotizados, numa conta de prestações de serviços, tendo em conta a natureza dos valores recebidos”.

De acordo com o TdC, o ministro da Saúde deverá também “alterar o estatuto jurídico-administrativo e financeiro da ADSE-DG, por forma a que o poder decisional seja atribuído a quem financia o sistema, ou seja, os quotizados da ADSE”.

O TdC lembra que em 2015 já tinha chamado à atenção para o seguinte facto: “Desde 2010 que a ADSE vem perdendo as características de subsistema de saúde, devendo ser assumida como um sistema complementar de saúde, semelhante ao oferecido por mutualidades e, embora com diferenças mais acentuadas, pelos seguros de saúde”.

O relatório do Tribunal de Contas foi remetido ao Ministro das Finanças, ao Ministro da Saúde, ao Diretor-Geral de Proteção Social aos Trabalhadores em Funções Públicas e aos responsáveis ouvidos no âmbito do contraditório (o diretor-geral da ADSE responsável pela gerência de 2013 e o respetivo diretor de serviços administrativos e financeiros e chefe de divisão de Gestão Orçamental e Financeira, com competências na cobrança das receitas próprias e no controlo da execução orçamental e financeira).

As entidades destinatárias das recomendações devem comunicar, no prazo de três meses, após a receção do relatório, ao Tribunal de Contas, por escrito e com inclusão dos respetivos documentos comprovativos, a sequência dada às recomendações formuladas.

 

Insónia Familiar Fatal. A “maldição” que paira sobre estes irmãos

Chama-se Insónia Familiar Fatal e é uma doença tão rara quanto assustadora. Dois irmãos australianos deram voz à sua “maldição”, na esperança de chamar a atenção para uma doença sem cura e que, a qualquer dia, os pode deixar sem dormir até o corpo já não poder mais.

Hayley, de 30 anos, e Lachlan Webb, de 28 anos, são dois irmãos de Queensland, na Austrália, que contaram a sua história, num vídeo publicado pelo australiano 9Now, onde Hayley é jornalista.

Segundo o Daily Mail, esta é uma doença que afeta o cérebro e que atinge apenas uma em cada 10 milhões de pessoas. São, portanto, apenas algumas as famílias em todo o mundo que sofrem de Insónia Familiar Fatal. Mas o problema existe e as suas consequências são devastadoras.

Qualquer pessoa que tenha passado uma noite de insónia sabe o que é revirar na cama e desesperar por umas horas de sono. No caso de Hayley e Lachlan, ambos esperam o dia em que um gene sofrerá uma mutação, mutação que afeta uma proteína do cérebro e que habitualmente surge entre os 30 e os 60 anos de idade. A partir daí, vão deixar de dormir.

A tortura do sono foi um método usado por regimes ditatoriais, incluindo o Estado Novo. Pessoas que passaram pela experiência descrevem a dada altura terem sentido, por entre o cansaço, alucinações e paranoias. Estes dois irmãos poderão vir a passar por isso mesmo.

Sem descanso, além das alucinações e falta de sono progressiva, as consequências podem incluir ataques de pânico, momentos de terror e paranoia. O corpo perde massa muscular de forma acelerada e o cérebro vai perdendo faculdades, aproximando-se na demência.

Numa fase adiantada da doença há relatos de pacientes a entrar em coma e que acabarão por morrer.

A doença é, atualmente, incurável, e estes dois irmãos juntaram-se a uma campanha da Prion Alliance, à procura de fundos para estudar esta e outras doenças igualmente raras, à procura de uma cura.

 

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