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Ana Rita Silva

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PCP a “caminho de honrar palavra dada” mas inquieto com “opções” do PS

Criticando a “recusa em se libertar das imposições europeias e outros constrangimentos externos e internos” por parte do Governo de António Costa, Jerónimo de Sousa abriu as jornadas comunistas em Trás-os-Montes abordando questões como a dos terrenos baldios, da Casa do Douro, da produção leiteira e pecuária, além da necessidade de proteger o poder local e os serviços públicos como a educação e a saúde.
“Em todo este processo, onde pesaram os condicionamentos das opções do Governo e sua recusa em se libertar das imposições e de outros constrangimentos externos e internos, seguimos o caminho de honrar a palavra dada na posição conjunta e, acima de tudo, o compromisso com trabalhadores e povo na defesa de seus interesses e justas aspirações a uma vida melhor”, disse.

O líder comunista sublinhou a importância da “agricultura familiar” na região transmontana e o desaparecimento de 150 mil explorações entre 2009 e 2013 em resultado da “Política Agrícola Comum e da política de direita de sucessivos governos”.

“Porém, quando se trata de passar das palavras aos atos, a situação é diferente. Vimos isso recentemente com o projeto do PCP de valorização da agricultura, chumbado pelos votos de PSD e CDS, mas também do PS. Nós não podemos deixar de nos inquietar com tais opções!”, afirmou.

Para Jerónimo de Sousa, “um país que não produz não tem futuro”.

“Parece que há quem imaginasse que isso era possível, mas os resultados estão à vista. O país não ‘viveu acima das suas possibilidades’, produziu foi abaixo das suas necessidades e possibilidades e distribuiu muito mal a riqueza”, insistiu.

A receita do PCP é “produzir mais para viver melhor, produzir mais para dever menos”.

“A região transmontana tem enormes potencialidades e recursos naturais que podem e devem ser aproveitados numa lógica de valorização da produção nacional, desenvolvimento do aparelho produtivo, criação de emprego e melhoria das condições de vida”, declarou o líder parlamentar comunista, João Oliveira.

O deputado do PCP salientou tratar-se das primeiras jornadas do partido nos distritos de Vila Real e de Bragança, sendo dedicadas ao “combate às assimetrias, pelo desenvolvimento regional”.

 

Mesmo que não chova, pode não querer separar-se deste guarda-chuva

Atualmente o guarda-chuva serve como uma medida ativa de proteção para a chuva mas ainda assim pode ser desagradável andar todo o dia com ele, sobretudo se não chover. Com o

Atualmente o guarda-chuva serve como uma medida ativa de proteção para a chuva mas ainda assim pode ser desagradável andar todo o dia com ele, sobretudo se não chover. Com o Oombrella não se vai importar uma vez que será capaz de saber a probabilidade de se molhar.

Este guarda-chuva inteligente está atualmente em campanha de Kickstarter com uma meta de 59 mil euros, dos quais até à data de publicação desta peça conseguiu angariar 48,711 euros com ainda oito dias de campanha pela frente.

O Oombrella está em constante comunicação com uma aplicação de smartphone de nome Wezzoo, que recebe dados dos sensores de humidade, temperatura e luminosidade para determinar a probabilidade de chover ou não.

não se vai importar uma vez que será capaz de saber a probabilidade de se molhar.

Este guarda-chuva inteligente está atualmente em campanha de Kickstarter com uma meta de 59 mil euros, dos quais até à data de publicação desta peça conseguiu angariar 48,711 euros com ainda oito dias de campanha pela frente.

O Oombrella está em constante comunicação com uma aplicação de smartphone de nome Wezzoo, que recebe dados dos sensores de humidade, temperatura e luminosidade para determinar a probabilidade de chover ou não.

 

Alvo de autores de atentados a Bruxelas era o Euro 2016

A notícia do diário cita informações divulgadas sobre o interrogatório de um dos suspeitos detidos pela polícia belga.

Segundo o Libération, Mohamed Abrini, que ficou conhecido como o “homem do chapéu” e que foi detido na passada sexta-feira pelas autoridades belgas, confessou à polícia as intenções e o futuro plano.

Abrini é suspeito de envolvimento nos atentados de Paris de 13 de novembro de 2015 e nos atentados de Bruxelas de 22 de março deste ano.

Durante o fim de semana foi divulgado que o objetivo da célula terrorista de Bruxelas era atacar o território francês, mas os avanços nas investigações obrigaram a mudar as ações para a capital belga, de acordo com informações fornecidas pela Procuradoria Federal belga.

Agora, o Libération revelou que o objetivo concreto dos extremistas era a competição europeia de futebol que arranca em 10 de junho.

O diário francês indicou que a confissão de Abrini é “surpreendentemente clara” e que “polícias e magistrados estão a verificar a autenticidade” das informações.

Em declarações ao Libération, uma fonte da polícia francesa não considerou surpreendente o projeto de realizar um ataque terrorista durante o EURO 2016. A mesma fonte acrescentou que tal informação confirma que a Bélgica transformou-se numa base operacional de retaguarda para os grupos extremistas.

Mohamed Abrini é o terceiro homem que surge nas imagens das câmaras de videovigilância do aeroporto internacional de Bruxelas. Foi o único que não detonou a carga explosiva que transportava.

A par do envolvimento nos atentados de Bruxelas, que fizeram 35 mortos, os investigadores também têm provas de que Abrini também participou nos ataques de Paris, que mataram 130 pessoas.

 

PSD quer ver contrato entre Costa e “amigo” Diogo Lacerda Machado

O deputado social-democrata Luis Leite Ramos afirmou hoje, em Vila Real, que este fim de semana, através de uma entrevista dada por António Costa a uma rádio e a um jornal nacionais, se ficou a saber que a “contragosto” o primeiro-ministro tinha assinado um contrato com Diogo Lacerda Machado, que tem representado o Estado “sem qualquer tipo de relação contratual” em vários negócios.”Não deixamos de registar que é muito estranho que o doutor António Costa continue a achar que o interesse público e que o sentido de Estado poderiam dispensar um amigo pessoal dele de ter uma relação contratual com o Estado, uma relação que tenha que ser e possa ser escrutinada e ele achar isso até desnecessário”, salientou.

Segundo o vice-presidente do Grupo Parlamentar, o PSD ficou “perplexo” com a perspetiva de que “um primeiro-ministro entenda que a representação do Estado possa ser feita por amigos pessoais e sem qualquer tipo de contrato”.

Na entrevista dada à TSF e ao Diário de Notícias, António Costa assumiu que Diogo Lacerda Machado o representou informalmente em várias negociações sensíveis que estão em curso, como na TAP, no caso dos lesados do papel comercial do Grupo Espírito Santo e também no BPI, nas reuniões entre Isabel dos Santos e o catalão Caixabank.

Depois de críticas, Costa acabou de assinar um contrato com Lacerda Machado para que este continue nessas reuniões, mas já como representante do Governo.

“O senhor primeiro-ministro confirmou essa relação de amizade e parece-nos estranho que se possa confundir uma relação pessoal com uma relação institucional e contratual que tem que estar sujeita a escrutínio, tem que ser transparente e salvaguardada até do ponto de vista legal para que estes negócios tenham a transparência que lhes é exigida”, afirmou.

Por isso mesmo, o PSD quer saber o “teor desse contrato” e qual “o papel, o mando” que Diogo Lacerda Machado tem nos vários negócios do Estado”.

“É importante que o país e os portugueses possam perceber como é que os negócios do Estado estão a ser representados e estão a ser feitos por parte de alguém que, tendo uma relação próxima e de amizade com o senhor primeiro-ministro, tem vindo a negociar em nome dele”, salientou Luís Leite Ramos.

O deputado lembrou que se continua à espera de um conjunto de explicações e de clarificações por parte de Diogo Lacerda Machado e, por isso, espera que a sua ida ao parlamento se concretize na data de 27 de abril proposta pelo presidente da Comissão de Economia.

“Até pedimos ao senhor primeiro-ministro que interceda junto do doutor Diogo Lacerda Machado no sentido de ele aceitar esta data e vir o mais rapidamente possível ao parlamento esclarecer estas questões e muitas outras que nós, deputados do grupo parlamentar do PSD, temos sobre a forma como o processo tem sido conduzido”, frisou.

Um dos negócios em causa é o da TAP e, segundo Leite Ramos, até ao momento o PSD ainda não teve acesso ao memorando celebrado entre o Estado e a Atlantic Gateway apesar das “várias insistências” com o ministro do Planeamento e das Infraestruturas.

“Continuamos sem ter informação absolutamente nenhuma o que é um grande desrespeito pelo parlamento e pelos portugueses”, sublinhou.

 

Campanha para quadro de Domingos Sequeira ultrapassa 500 mil euros

De acordo com o MNAA, a campanha para angariação de 600 mil euros para a compra do quadro entra agora na reta final da iniciativa lançada em outubro do ano passado e que decorre até ao final de abril.

Esta campanha pública de angariação de fundos – inédita no país – tem como objetivo comprar a tela ‘A Adoração dos Magos’ (1828) pertencente a privados, para colocá-la no MNAA, que detém no seu acervo o desenho final e vários preparatórios.

Intitulada “Vamos pôr o Sequeira no lugar certo”, a campanha recebeu milhares de contributos de cidadãos anónimos, de associações, fundações, juntas de freguesia, câmaras municipais de todo o país, empresas e instituições.

De acordo com o sítio da campanha, patrocinar.publico.pt. , contribuíram até agora, entre outros, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a Fundação Carmona e Costa e a Fundação Luso-Americana, o Automóvel Clube de Portugal, a associação AGIC de guias e intérpretes, os arquitetos Aires Mateus e a galeria Jorge Welsh.

Os 200 mil euros doados pela Fundação Aga Khan foram a maior doação até agora para a campanha, e, segundo o museu, aquela que deu “o maior impulso” para entrar na reta final da aquisição.

A tela de Domingos Sequeira – considerada “insubstituível” pelo museu – faz parte da série “Palmela”, com quatro pinturas religiosas, e o MNAA possui, na sua coleção, os desenhos preparatórios de estudo de todas elas, mas não os respetivos óleos.

O MNAA tem no seu acervo cerca de 30 obras em pintura e desenho de Domingos Sequeira (1768-1837), cujo trabalho realizado, nas primeiras décadas do século XIX, se situa entre o Classicismo e o Romantismo, de um modo similar a Francisco de Goya, seu contemporâneo na cultura espanhola, segundo o museu.

Devido ao seu talento, Domingos Sequeira conseguiu proteção aristocrática e uma bolsa para se aperfeiçoar em Roma, onde privou com vários mestres e conquistou vários prémios académicos.

 

Festa do Cinema em maio com bilhetes a 2,5 euros nas salas aderentes

À agência Lusa, Nuno Sousa, exibidor, afirmou que a Festa do Cinema terá uma edição em maio, mas remeteu mais informações para esta semana. A iniciativa aconteceu pela primeira vez em 2015 e contou com cerca de 200.000 espectadores.

Em maio de 2015, a primeira Festa do Cinema, organizada pelos exibidores e distribuidores portugueses, estendeu-se a cerca de 500 salas de cinema de todo o país, com bilhetes a custarem 2,5 euros.

Na altura, a organização afirmava que esta iniciativa pretendia “celebrar o ato cultural e social de ir ao cinema”, numa altura em que a sala de cinema enfrenta forte concorrência com outros modelos de exibição, nomeadamente através da Internet.

A Festa do Cinema é uma iniciativa da Associação Portuguesa de Empresas Cinematográficas, com o apoio do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) e dos distribuidores de conteúdos audiovisuais.

De acordo com dados estatísticos do ICA, em 2015, as salas de cinema registaram 14,5 milhões de espectadores e 74,9 milhões de euros de receita bruta de bilheteira, o que representou um aumento de cerca de vinte por cento em relação a 2014.

 

Bastonário defende “discriminação positiva” para fixar médicos no interior

José Manuel Silva falava à entrada do Centro de Saúde de Oliveira do Hospital, que visitou a convite do presidente da Câmara, José Carlos Alexandrino, para se inteirar dos problemas relacionados com a falta de médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) neste concelho do distrito de Coimbra.

O bastonário criticou a falta de médicos de família, neste e noutros concelhos do interior, que considerou “um problema de contratação” destes profissionais para o SNS.

“Haja vontade de apostar no Serviço Nacional de Saúde”, disse, ao defender que esta “é a forma mais eficiente e mais barata de prestar cuidados de saúde à população” portuguesa.

Para José Manuel Silva, que prestava declarações aos jornalistas, trata-se de “uma responsabilidade dos governos e um direito que as câmaras municipais têm de exigir” uma cobertura mais equilibrada do território pelos cuidados de saúde primários que devem ser assegurados pelo SNS.

Até 2017, cerca de 750 médicos “vão acabar a especialidade”, salientou, ao lembrar que um elevado número de profissionais emigrou ou optou pela reforma antecipada nos últimos anos e que, mesmo assim, Portugal “é o quarto país da Comunidade Europeia com mais médicos”.

O bastonário realçou a importância de o atual Governo tentar inverter o problema da escassez de médicos no setor público, ao permitir, através do Orçamento dO Estado deste ano, que os reformados regressem ao trabalho no SNS, auferindo 75% do vencimento, a acumular com a pensão de reforma.

“Vamos resolver os problemas do país”, desde que “numa “fase transitória” sejam tomadas “medidas minimamente atrativas” que levem os médicos a fixar-se nos municípios do interior, preconizou.

José Manuel Silva sublinhou que “o vencimento médico é tão baixo em Portugal” que os médicos “preferem emigrar” para países da Europa onde “a sua qualidade é reconhecida e apreciada”.

“Provavelmente, no próximo ano todos os portugueses já terão médico de família”, acrescentou.

Portugal “não tem falta de médicos”, os quais estão a ser formados “muito acima das necessidades” do país, afirmou o bastonário.

“Oliveira do Hospital tem seis mil pessoas sem médico de família”, lamentou José Carlos Alexandrino, durante a visita, em que participou o médico Avelino Pedroso, presidente do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte (ACES PIN).

O autarca, eleito pelo PS na condição de independente, deu ainda o exemplo de Lagares da Beira, freguesia do concelho “sem médico de família há dois anos”.

José Carlos Alexandrino mostrou-se convicto de que a falta de médicos tem originado “um aumento do número de mortes” no concelho, sobretudo entre “famílias mais pobres que não têm voz para reivindicar” o direito constitucional a cuidados básicos de saúde, como no litoral e nos grandes centros urbanos.

Em Oliveira do Hospital, o bastonário da Ordem dos Médicos visitou o Centro de Saúde, a extensão de saúde de Lagares da Beira, o hospital privado da Fundação Aurélio Amaro Dinis e a sua Unidade Móvel de Saúde.

 

 

Portugal pretende manter relação de “proximidade” com países europeus

Marcelo Rebelo de Sousa recebeu, no Palácio de Belém, embaixadores da União Europeia, e garantiu que o projeto europeu é uma “prioridade” para o país, mostrando que pretende manter uma “relação construtiva e de proximidade” com os parceiros.

“Estou certo de que poderemos, com estes encontros regulares, promover e fortalecer o diálogo com os ilustres representantes de todas as nações amigas de Portugal e, com isso, nos conhecermos melhor e melhor executarmos o nosso trabalho”, explicou o Presidente da República num discurso dirigido aos embaixadores.

Rebelo de Sousa referiu ainda que será possível “promover mais parcerias económicas e culturais, num espírito de vantagens mútuas e respeito recíproco que a todos beneficiará”.

O Presidente da República explicou que, com esta receção aos embaixadores, pretende “sublinhar não só a importância do projeto europeu para Portugal”, que revela ser “uma prioridade constante e decisiva da sua política externa”, mas tabém o seu empenho no mesmo.

 

CEO da VW propõe corte nos bónus depois de polémica com acionistas

Os problemas na Volkswagen parecem ter chegado para ficar e nem a administração está imune aos efeitos colaterais da polémica das emissões. Matthias Muller, antigo líder da Porsche que assumiu a liderança da maior fabricante automóvel da Europa após a demissão de Martin Winterkorn, quer cortar os bónus dos administradores da Volkswagen em cerca de 30% devido às críticas de um dos principais acionistas, adianta o Bild am Sonntag.

Num ano marcado pela fraude descoberta nos motores dos carros da marca germânica, os gestores que restaram após a razia das emissões preveem receber compensações extra, uma possibilidade rejeitada pelo Estado na Baixa Saxónia.

O território do norte da Alemanha é dono de uma participação de 20% no capital do grupo VW e já assumiu o desagrado com a perspetiva de uma retribuição adicional aos administradores, principalmente tendo em conta que o escândalo das emissões envolveu várias figuras de topo da empresa, garante a agência Reuters.

Em resposta, Matthias Muller irá propor uma redução de 30% no bónus de cada gestor de topo, uma tentativa de acalmar os ânimos e convencer os dois administradores ligados ao Estado da Baixa Saxónia a dar ‘luz verde’ às contas anuais na reunião de hoje do conselho de administração.

A Reuters tentou contactar a Volkswagen para obter a confirmação das notícias, mas a marca germânica recusou adiantar informações.

 

Costa e Tsipras assinam declaração conjunta contra a austeridade

A declaração conjunta foi distribuída aos jornalistas após o encontro entre Alexis Tsipras e António Costa, que antes também esteve reunido com o chefe de Estado grego, Prokopis Pavlopoulos, no primeiro ponto do seu programa de visita oficial à Grécia.

No documento, Alexis Tsipras e António Costa consideram que as políticas de austeridade adotadas contribuíram para “deprimir as economias e dividir as sociedades” nos Estados-membros da União Europeia onde foram aplicadas.

Os dois chefes de Governo defendem ainda que a austeridade gerou “altos níveis de desemprego” e de “pobreza”.

“Com o crescimento da desigualdade social e da pobreza, os nossos países e a Europa enfrentam um longo período de estagnação económica”, lê-se no documento.

Tanto Tsipras, como Costa, “como primeiros-ministros de dois países com uma experiência similar em relação aos respetivos programas de ajustamento, partilham a convicção que a exclusividade das políticas de austeridade estão erradas e são insuficientes para promover as necessárias mudanças”.

“Seis anos após o primeiro resgate, podemos confirmar que a austeridade, aplicada isoladamente, falhou nos seus objetivos e provocou um impacto social e económico que foi mais longe do que o inicialmente antecipado. Estas políticas têm de ser revistas”, acentuam os primeiros-ministros de Portugal e da Grécia.

Em relação ao fenómeno dos refugiados, Tsipras e Costa salientam na declaração conjunta que a Europa enfrenta um “enorme desafio” desde o ano passado, importando combater as “causas” deste fenómeno.

“Neste contexto, Grécia e Portugal vão cooperar para fazer com que a União Europeia dê os passos necessários para a efetivação de uma política migratória efetiva nas suas fronteiras externas”, refere-se na declaração conjunta.

Tsipras e Costa, pelo contrário, deixam uma crítica às conceções favoráveis à construção de “muros” e “barreiras”, unilateralmente, por parte de países europeus.

Os primeiros-ministros de Portugal e da Grécia defendem antes que a Europa assuma uma política “solidária” e “humana” na gestão dos fluxos migratórios, devendo manter-se aberta aos cidadãos que a procuram e precisam de proteção internacional, substituindo “as perigosas rotas irregulares de migração” por vias legais de acolhimento a pessoas que fogem de zonas em conflito militar, caso especial da Síria.

Além da importância de acelerar os processos de recolocação de refugiados que chegam à Grécia e à Itália, Tsipras e Costa referem-se também ao fenómeno da emigração económica, defendendo que a União Europeia, “ao mesmo tempo, encete esforços para estabilizar os acordos de readmissão com os países de origem”.

No mesmo documento, os dois primeiros-ministros condenam o terrorismo e mostram-se disponíveis para cooperar ao nível de uma política externa de segurança comum.

Costa e Tsipras manifestam “preocupação” com a situação no Afeganistão, dão apoio aos acordos de Minsk para a resolução da crise na Ucrânia, assim como a um processo negocial, supervisionado pelas Nações Unidas, para uma solução para Chipre que respeite a lei internacional e cumpra os princípios democráticos, “respeitando os direitos humanos e a liberdade de expressão de todos os cipriotas” – uma alusão à parte de Chipre sob ocupação turca.

 

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