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Anarita Paiva

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APFertilidade faz 16 anos e agradece com humor

Mitos, pressão, hormonas, relações sexuais programas, relógio e agenda sempre à mão, testes, injeções, família, amigos… São muitas as fases de frustração e stress vividas pelas mulheres e homens que anseiam criar uma família e que depositam na medicina e na ciência a esperança de encherem o colo. E para desmistificar a vivência destas pessoas, abordando o tema de uma forma diferente, a APFertilidade pediu ajuda a Joana Gama.

A comediante, que já nos habituou a momentos hilariantes na rádio, televisão e espetáculos de stand-up comedy, faz parceria neste cantar de parabéns especial à associação, que quer, assim, também mimar todos os que têm recorrido ao seu apoio e aos profissionais de saúde que a têm ajudado desde 2006, ano da sua fundação.

“Ter problemas de fertilidade pode significar uma luta angustiante, fisicamente e emocionalmente difícil, e essa carga não desaparece até se conseguir uma gravidez. Em muitos casos, só mesmo após o nascimento do bebé. Neste aniversário, a APFertilidade quis dizer ‘não estão sozinhos’ de uma forma mais leve, descontraída, com humor, para que, pelo menos durante uns minutos, os que estão nesta jornada e os que já a enfrentaram sintam que é possível sorrir mesmo na adversidade”, afirma a presidente da associação, Cláudia Vieira.

A responsável sublinha que “o papel que a APFertilidade tem desempenhado ao longo destes 16 anos continuará a ser reforçado e melhorado para que as pessoas que representa sintam que são ouvidas, colocadas no centro das decisões médicas e institucionais, e defendidas junto das entidades com as quais a associação pretende estreitar contactos com vista a melhores respostas na área da saúde reprodutiva”.

Esta sexta-feira, a APFertilidade disponibiliza no seu site e nas redes sociais Facebook e Instagram o vídeo criado por Joana Gama e a equipa da SetList.

A associação espera que neste dia a boa disposição seja a prenda que querem receber os que a acompanham e os que apoiam e defende.

Para assistir ao vídeo clique aqui.

Sobre a APFertilidade  

A Associação Portuguesa de Fertilidade foi constituída no dia 20 de maio de 2006 e dedica-se ao apoio, informação e defesa da comunidade de pessoas com problemas de fertilidade. Conta sobretudo com a generosidade e o voluntariado dos seus associados, que têm vindo a fazer uma grande diferença na luta contra a distribuição desigual dos centros de tratamento, ausência de legislação específica, limitação no acesso a diversas técnicas, falta de informação e no manifesto desinteresse pelas questões (médicas, psicológicas, sociais e económicas) relacionadas com esta doença.

Setor das Águas em franca adesão à declaração sobre Alterações Climáticas da APDA

A APDA lançou o repto e o setor aceitou. Entre as entidades que apoiam a “Declaração de Compromisso para Adaptação e Mitigação das Alterações Climáticas nos Serviços de Águas”, as que intencionam assinar o documento e as que já o fizeram, estão mais de 100 entidades. Municípios e Entidades Gestoras, mas também instituições como a APA – Agência Portuguesa do Ambiente e a ANMP – Associação Nacional de Municípios Portugueses fazem parte deste número.

De forma a prosseguir com a iniciativa, que resulta do trabalho da Comissão Especializada de Adaptação às Alterações Climáticas da APDA, e em linha com a descentralização regional que rege a Associação, estão agendadas sessões públicas de assinatura em todo o país, incluindo os arquipélagos dos Açores e da Madeira. O objetivo é impulsionar a assinatura do documento pelo máximo de entidades possíveis, em prol de um setor mais eficiente e bem preparado para os desafios presentes e vindouros. Nesse sentido, e depois de Vila Real, decorrem sessões em Castelo Branco, Salvaterra de Magos, Barreiro, Portimão, Beja, Porto, Ponta Delgada e Funchal, podendo, eventualmente, surgirem mais localidades a designar.

O documento em questão está alinhado com instrumentos europeus já implementados em Portugal, como o Acordo de Paris, o Pacto Ecológico Europeu e a Nova Estratégia da União Europeia para as Alterações Climáticas, onde se inclui a nova Lei Europeia do Clima, visando firmar a intenção de todos os envolvidos no setor a implementar medidas de adaptação e mitigação face às alterações climáticas, tendo em conta a economia circular, a melhoria da eficiência hídrica e energética, bem como a redução da vulnerabilidade atual e futura aos efeitos das mesmas.

As alterações climáticas são uma realidade com consequências dramáticas, mas, acima de tudo, incertas, pelo que o setor dos serviços de abastecimento e saneamento de água urbana deve, no seu conjunto, sustentar o esforço de apoiar, propor e operacionalizar estratégias e medidas para um combate que a todos diz respeito.

As entidades interessadas em associar-se a esta iniciativa devem enviar um e-mail para geral@apda.pt.

Agenda das próximas sessões públicas:

  • Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, Castelo Branco | 23 maio 2022 | 14h30

  • Centro de Interpretação do Cais da Vala, Salvaterra de Magos | 24 maio 2022 | 10h30

  • Auditório Municipal Augusto Cabrita, Barreiro | 25 maio 2022 | 10h30

  • ETAR da Companheira, Portimão | 1 junho 2022 | 10h30

  • Centro UNESCO, Beja | 2 junho 2022 | 10h30

  • Pavilhão da Água, Porto | 7 junho 2022 | 10h30

  • Ponta Delgada | a definir

  • Funchal | a definir

Norauto Portugal lança Open Day de recrutamento no Algarve, Lisboa e Porto

Os Open Days são dias dedicados ao recrutamento com um enfoque na experiência do candidato que tem assim a oportunidade não apenas de concorrer a uma vaga, mas visitar e conhecer o funcionamento de um centro Norauto, lanchar com as equipas, participar em várias dinâmicas e em momentos de verdadeira partilha em linha com os valores da Marca.

A rede Norauto tem atualmente 28 centros auto a nível nacional e 2 oficinas móveis, em Lisboa e no Porto, mantendo ainda o seu plano de expansão com a previsão de novas aberturas pelo que este tipo de eventos são uma oportunidade para dinamizar a empregabilidade nas várias zonas do país e identificar potenciais futuros colaboradores ou estagiários. Algumas das oportunidades em aberto passam por funções como responsável de oficina, mecânicos, vendedores / recepcionistas, controller,  entre outras funções.

Este evento irá decorrer nos centros de Alfragide, Matosinhos e Faro. Os candidatos vão ter a oportunidade de conhecer as pessoas que fazem parte das equipas, a empresa, as oportunidades de desenvolvimento interno e as vagas em aberto, ao nível de contratos sem termo, reforços de verão ou estágios curriculares/profissionais, através de entrevistas realizadas no próprio dia.

Dia 25 Maio – Norauto Matosinhos

Dia 31 Maio – Norauto Alfragide

Dia 2 Junho – Norauto Faro

Os candidatos poderão de forma muito ágil consultar as ofertas disponíveis e realizar a sua inscrição para este Open Day no site de emprego da Norauto em www.emprego.norauto.pt, até ao dia 20 de Maio. Com uma estratégia People Centric, a Norauto aposta no desenvolvimento das suas equipas, numa cultura colaborativa, de co-responsabilização e autonomia das equipas, a qual é reforçada pela oportunidade de participação em missões transversais, em projetos nacionais e internacionais e na realização de grupos de trabalho em modo agile, focados no colaborador, no cliente, no digital e nas novas mobilidades.

Inserido num contexto de elevada competitividade e num setor em profunda transformação, a Norauto aposta fortemente no desenvolvimento das novas mobilidades, quer ao nível da sua oferta de produtos, quer nos serviços em viaturas híbridas e elétricas, antecipando e respondendo às tendências do mercado e mantendo a marca como referente no seu setor, através do foco na Experiência Cliente e Experiência Colaborador.

A Norauto aposta num conjunto de benefícios extensíveis a 100% das suas equipas, como seguros de vida e de saúde, uma política de prémios coletivos e individuais, a possibilidade de cada colaborador se tornar acionista do Grupo Mobivia e uma política de horários flexíveis e modelo de trabalho híbrido na service team. Os espaços sociais têm sido transformados e destacam-se por um ambiente fun, com matraquilhos e playstations, propícios aos momentos de convívio e de partilha.

Existe ainda uma aposta na flexibilidade de horário e num regime de trabalho híbrido para a service team, potenciando assim a conciliação entre a vida profissional e vida pessoal.

A política de recursos humanos baseia-se na proximidade, na transparência e na promoção da responsabilidade e autonomia das equipas. A aposta no crescimento profissional dos seus colaboradores, traduz-se numa taxa de progressões internas superior a 70% das equipas de managers.

Pedro Abrunhosa aceita convite do Autarca de Cerveira, Rui Teixeira, e integra Conselho Diretivo da Fundação Bienal de Arte de Cerveira

A Conferência de Imprensa de apresentação decorre na próxima quarta-feira, 18 de maio, às 15h00, no Auditório do Fórum Cultural de Cerveira, dia em que se assinala o Dia Internacional dos Museus.

Para o autarca “é com enorme satisfação que vejo este ícone da cultura musical portuguesa integrar o Conselho Diretivo da Fundação Bienal de Arte de Cerveira. Pelo seu percurso, polivalência e conhecimento técnico e artístico, será certamente uma mais valia para dar força à missão da Fundação de promover a arte contemporânea a nível nacional e internacional, reafirmando Vila Nova de Cerveira como a “Vila das Artes”.

Após este momento de apresentação, o programa para assinalar o Dia Internacional dos Museus contempla a visita guiada a algumas obras do espaço público e às exposições patentes no Museu Bienal de Cerveira. O ponto de encontro é na Câmara Municipal, às 17h00.

Sob o tema “O Poder dos Museus”, o Dia Internacional dos Museus 2022 pretende contribuir para uma reflexão sobre o potencial dos museus para produzir mudanças positivas nas suas comunidades, nomeadamente, pelo “poder de alcançar a sustentabilidade”, pelo “poder de inovar nas áreas da digitalização e acessibilidade” e pelo “poder de reforçar a comunidade através da educação”.

Campanha das Aldeias de Crianças SOS pretende alertar para a importância da família

Com o mote O que é a família? É o melhor lugar para uma criança crescer, as Aldeias de Crianças SOS querem sensibilizar para a importância da família como núcleo fundamental para o desenvolvimento da criança.

De acordo com Luís Cardoso de Meneses, Secretário Geral das Aldeias de Crianças SOS Portugal, “é com a família que a criança começa a ser o autor da sua vida e a escrever a sua própria história. No entanto, em Portugal registaram-se mais de 40 mil pedidos de ajuda para crianças negligenciadas que crescem sem o apoio de uma família. Crescem sozinhas. As Aldeias de Crianças SOS existem e trabalham diariamente, em Portugal e em mais de 138 países do mundo, para mudar esta realidade. Para que cada criança possa pertencer a uma família, crescer com amor, respeito, segurança e ser autora da sua própria história.

Com esta campanha solidária, as Aldeias de Crianças SOS pretendem demonstrar a importância que uma família pode ter no crescimento de uma criança ou jovem e o melhor exemplo é um caso real. A Maria quando era apenas uma criança teve um pai abusivo e alcoólico, e, sem proteção, foi vítima de violência no seio da sua própria família. Atualmente é mãe e está feliz, mas quando chegou aos cuidados das Aldeias de Crianças SOS, a sua ideia de família era imperfeita pois faltava-lhe bons exemplos dos seus próprios pais.

Quando questionada sobre o verdadeiro significado de “família”, a Maria afirmou que “Família é partilha e afeto. Fui aprendendo com as Aldeias de Crianças SOS a construir esta ideia, porque nunca tive referências. O CAFAP (Centro de apoio Familiar e Aconselhamento Parental) da Guarda é como se fosse a extensão da minha família. Ajudou-me na organização do meu tempo para cuidar da minha filha, a perceber a importância da estabilidade na família e, principalmente, a importância da rotina”. “Hoje tenho uma boa relação com a minha filha e ela conta-me tudo, desde as suas ambições até aos seus medos na vida. Estou muito orgulhosa por ela estudar e querer ser uma jogadora de futebol”, conclui.

Gestão estratégica, inovação e transformação digital: os caminhos para a eficiência da Justiça

Entre o final da década de 1970 e início da década de 1980, surge o movimento chamado de New Public Management (NPM), com a importação de conceitos, técnicas e práticas de gestão do setor privado para a administração pública, com foco em resultados e em busca de eficiência. Mais recentemente, também tem ganhado força, no âmbito dos estudos ligados à Administração, a abordagem do New Public Service, que busca enfatizar que o governo pertence aos cidadãos e que, em razão disso, a administração pública deve ter como meta servi-los da melhor forma possível.

Ao percorrer diferentes países, tenho observado que o problema da Justiça, na perspectiva dos cidadãos, é a demora no julgamento e na efetiva resolução dos conflitos. Do ponto de vista da Administração Pública, isso pode ser representado por falta de eficiência. Em pesquisa empírica realizada no Brasil, perguntados sobre quais as “razões que mais desmotivam as pessoas a procurarem a Justiça”, a imensa maioria (64%) respondeu que “a Justiça é muito lenta e burocrática”. Em outra pesquisa aplicada a juízes brasileiros, indagados sobre as “principais linhas de ação de uma política de atenção prioritária do 1º grau”, a imensa maioria (84,30% dos juízes estaduais e 73,08% dos juízes federais) respondeu que seria a “melhoria de produtividade”.

Tanto a sociedade, como os operadores do direito e os juízes conhecem os principais problemas da Justiça. Então, precisamos buscar respostas para as perguntas: Como melhorar o desempenho da Justiça? Como melhorar a produtividade, diminuir o tempo do processo e melhorar a qualidade das decisões?

Pretendo aqui apresentar uma série de soluções já criadas e que estão produzindo impactos significados e comprovados através de dados. As inovações apresentadas certamente não poderão resolver todos os problemas da Justiça instantaneamente, mas estão resultando em melhorias significativas para problemas que há anos reclamam solução.

No Brasil, segundo o Relatório Justiça em Números do ano de 2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o quantitativo de casos pendentes (acervo total de processos) vinha aumentando desde o início da série histórica (2009), atingiu o seu pico em 2016 e vem sendo reduzido constantemente desde então.

Mas quais são as causas da redução de processos pendentes de julgamento? Segundo o próprio CNJ, são as políticas judiciárias deste órgão, como Metas Nacionais e Prêmio CNJ de Qualidade, além de ferramentas de gestão e o processo eletrônico.

Com implementação de sistemas de processo eletrônico, deixaram de ser praticadas diversas atividades burocráticas e materiais, como a certificação de juntada de petições, a retirada do processo de secretarias para análise pelo advogado (no Brasil, chamava-se de “carga dos autos”), o atendimento de pessoas no balcão da secretaria, entre outras. Observou-se grande economia de tempo e de recursos públicos, inclusive humanos, viabilizando que servidores sejam deslocados para outras tarefas.

Aos magistrados, também passaram a ser oferecidas diversas ferramentas de gestão. “O que não pode ser medido, não pode ser gerenciado”, conforme William Edwards Deming. Para qualquer gestão estratégica, é preciso ter dados, analisá-los, extrair diagnósticos, tomar decisões estratégicas e formular propostas de melhoria de desempenho. O Conselho Nacional de Justiça brasileiro criou painel de Business Intelligence (BI) para medir e mostrar o desempenho de todas as unidades judiciais brasileiras, acessível por qualquer pessoa pela internet (https://www.cnj.jus.br/datajud/painel-estatistica). Transparência, accountability e medição de desempenho abertos à crítica, a propostas e a serviço da gestão baseada em dados.

Para fomentar as inovações e mapear as melhores iniciativas com impactos positivos na prestação jurisdicional, foi instituído o Banco de Boas Práticas do Conselho Nacional de Justiça (https://boaspraticas.cnj.jus.br/), com foco na gestão do conhecimento e na difusão de práticas capazes de melhorar o desempenho de outras unidades judiciais. Nessa mesma lógica, também há o Prêmio Innovare, que busca mapear, registrar e premiar as melhores práticas com impacto na Justiça (https://www.premioinnovare.com.br/).

As metas nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça também tracionam os tribunais para resultados desejáveis. A instituição de selos de qualidade (prata, ouro e diamante, em ordem crescente de desempenho) e de um prêmio de melhor tribunal do país são incentivos ao aperfeiçoamento continuado da gestão. E, seguindo a mesma lógica da psicologia comportamental, o ranqueamento de todos os tribunais, de acordo com o seu desempenho. Magistrados e servidores da Justiça unidos para que seus respectivos tribunais melhorem a sua posição no ranking nacional. O reconhecimento é uma força motriz para o engajamento de qualquer ser humano. Aos tribunais com baixo desempenho, cobranças dos atores internos e externos aos seus gestores, e vice-versa; aos que se destacaram em desempenho, comemoração das metas atingidas e, certamente, pressão para que os mandatários das administrações seguintes (presidente, vice-presidente e corregedor) se empenhem para manterem a sua posição no ranking. Mas é preciso incentivar os melhores a também melhorar. E, nesse sentido, o Conselho Nacional de Justiça criou o Prêmio Excelência para melhor tribunal do país, ainda que confronte dados de diferentes tribunais, com diferentes competências, estruturas e recursos. O resultado é ainda mais engajamento.

Os tribunais também tem aderido à transformação digital por meio do desenvolvimento de tecnologia da informação, automação do processo judicial e inteligência artificial (IA). Trago aqui o exemplo do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, que ganhou o Prêmio Excelência no ano de 2021. Neste tribunal, diversos programas de IA já foram desenvolvidos, como o Toth (capaz de corrigir a classificação de ações pela técnica machine learning); o Amon e o Artiu, que usam reconhecimento facial; o Hórus, que foi utilizado na Vara de Execução Fiscal do Distrito Federal e auxiliou na digitalização e correta inserção no sistema (conversão do processo físico em processo eletrônico) de aproximadamente 300 mil processos, reduzindo o tempo de cadastro de cada processo no sistema de 15 minutos (se fosse realizado por uma pessoa) para apenas 14 segundos. Neste tribunal, ainda está em desenvolvimento o Cartório 4.0, projeto de automação que pretende substituir atividades burocráticas humanas por formas automatizadas, de modo a permitir que os servidores e juízes possam focar em atividades intelectuais.

As principais inovações não surgem de cima para baixo, mas de baixo para cima. Elas nascem na base, no “chão de fábrica”, como gostam de dizer os administradores. E, por isso, é preciso investir não somente em capacitação, mas também em pesquisas capazes de inovar e melhorar a realidade. Foi nessa toada que a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados, no Brasil, criou o Mestrado Profissional em Direito e Poder Judiciário. Os alunos do programa, todos juízes brasileiros e de países de língua portuguesa, fazem pesquisas empíricas, qualitativa e quantitativa, conhecem a realidade, ferramentas e técnicas de gestão e inovação, e aplicam na sua própria unidade judiciária. A pesquisa científica e a prática judiciária andando juntas, a segunda sendo investigada e transformada pela primeira. A produção científica orientada para a melhoria do sistema, produzindo impactos na Justiça e na sociedade.

O modelo de isolamento das áreas do saber, importante, em dado momento, para a especialização e a autonomia científica, foi paulatinamente superado pela necessidade de construção coletiva de soluções para os problemas atuais do Sistema de Justiça. A toga, a erudição e o juridiquês, capazes de convencer e legitimar em dado momento, tornaram-se obsoletos. Problemas concretos e complexos não demandam conhecimentos isolados, senão a sua interlocução com habilidades e atitudes, de diferentes profissionais, conversando horizontalmente, com capacidade para inovar e construir soluções para problemas concretos. É a inteligência coletiva em ação.

No último dia 28 de maio, tive a oportunidade de ministrar aula como Professor Visitante para seleto grupo de alunos da prestigiada Universidade de Coimbra, uma das cinco mais antigas universidades do mundo, ao lado do renomado Professor Doutor Pedro Correia, titular da disciplina “Análise e Decisão Estratégica” no Mestrado em Administração Público-Privada. Entre os discentes, havia licenciados em Administração, Direito, Sociologia, Psicologia, Relações Internacionais, Ciência Política e Estatística. Ao expor teorias, dados, pesquisas, ferramentas e metodologias utilizadas na gestão estratégica no Judiciário brasileiro, as soluções apresentadas exigiam interdisciplinaridade e transversalidade do conhecimento. Soluções para problemas complexos demandam a interlocução entre as diversas áreas do saber. Observem que as soluções criadas pela Justiça brasileira para enfrentar os seus problemas foram construídas a partir de conhecimentos dessas diversas áreas do saber, e, ainda, da ciência da computação ou tecnologia da informação, design, entre outras.

A gestão estratégica, a inovação e a transformação digital são os caminhos para a eficiência da Justiça, e esse caminho deve ser trilhado conjuntamente por juízes, servidores, juristas e profissionais das diversas áreas do saber, com foco em uma prestação jurisdicional célere e qualificada aos cidadãos.

Roteiro da Sustentabilidade: “Inteligência e Inovação no Ambiente Urbano”

O evento foi composto por apresentações de “iniciativas inovadoras para a transição verde nas cidades”, por parte de três Câmaras Municipais (Aveiro, Ílhavo e Santarém) e da Associação Abimota; além destes organismos, contou igualmente com a intervenção por parte do LNEG – Laboratório Nacional de Energia e Geologia – sobre os “Bairros Energia Positiva: o modelo integrado para a transição energética urbana”, que encerrou o painel de entidades públicas.

A rematar a sessão, antes da parte mais empresarial, destacou-se o co-organizador Ubiwhere, dando conta de “O Sistema Nervoso da Cidade: um conceito para cidades inteligentes e sustentáveis” e evidenciando a sua posição enquanto organização que visiona e desenvolve tecnologia de topo.

Desde 2007 no mercado, esta empresa com Sede em Aveiro, foca-se há 15 anos na Investigação e Desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras, orientada para as áreas de Cidades Inteligentes, Telecomunicações e Internet do Futuro, com mais de 80 colaboradores e presente em 62 cidades do Mundo, focando-se em aproximar as pessoas deste meio.

O dia terminou ainda com uma sessão de pitch, na qual as entidades Neoturf – Construção e Manutenção de Espaços Verdes, T&T – Multieléctrica, Signinum – Gestão de Património Cultural, CONCEXEC – Arquitectura, Cleanwatts Digital, WADA Solutions, Greenlab, e Areadobras® Engenharia Sustentável, associados do Cluster Habitat Sustentável, divulgaram os seus mais recentes projetos e soluções dirigidos às cidades e comunidades sustentáveis.

A parte mais prática deste evento culminou com uma demonstração de uma solução de estacionamento inteligente em Aveiro, desenvolvida pela Ubiwhere, como exemplo de inovação e tecnologia aplicada nas cidades.

Ubiwhere

Co-CEO Rui Costa

“Nascemos em Aveiro mas estamos em todo o Mundo, e sempre nos baseamos para esta orientação, com alicerce na tecnologia, telecomunicações, mas a Sustentabilidade é nuclear para nós. Aceitamos este desafio, mútuo e bi-direcional com o Cluster e, aproveitaremos com os colegas da Ubiwhere aqui presentes para apresentarmos as soluções que temos ao dispor na Autarquia de Aveiro.”

Cluster Habitat Sustentável – Presidente Victor Ferreira

“Um evento que irá ser uma rampa de lançamento para outras sessões que estamos a preparar para futuro e que demonstra a grande capacidade dos nossos associados de fazerem grandes projetos, associando tecnologia, competitividade, sustentabilidade e inovação.”

“Na Finpartner somos ensinados a encarar os desafios de frente”

Numa altura em que as incertezas predominam, devido às constantes alterações da sociedade e do mercado, de que forma a equipa da Finpartner tem sido motivada a desempenhar o seu papel com a dedicação e excelência conhecidas?

Na Finpartner somos ensinados a encarar os desafios de frente. Estamos habituados à adaptação constante pelo que as alterações para nós são vistas como oportunidades de fazermos mais e melhor. Temos uma chefia que nos motiva diariamente e nos auxilia sempre que necessário, mostrando-nos o caminho a seguir, mas dando-nos liberdade para o fazermos como acharmos melhor, tendo a plena confiança no nosso trabalho. O facto de possuirmos um forte espírito de equipa e de todos se ajudarem uns aos outros sempre que é preciso, independentemente dos cargos exercidos, é uma grande mais valia para todos, faz com que sejamos muito mais eficientes e com que todos os problemas se tornem automaticamente menores.

Enquanto Chefe de Equipa, quais são as principais sensações que permanecem após um dia de trabalho na empresa?

Liderar uma equipa nem sempre é fácil e requer um grande desenvolvimento não só enquanto profissional, mas enquanto pessoa. É uma grande responsabilidade porque temos alguém que está a seguir os nossos passos e para quem somos o exemplo, mas é também muito gratificante poder contribuir para o crescimento dos outros e vê-los ir trilhando o seu próprio caminho. Saber que posso fazer toda a diferença no dia a dia da minha equipa através de uma liderança positiva, dando-lhes todo o apoio e motivando-os quando as coisas não correm como esperado.

O que significa trabalhar na Finpartner?

Trabalhar na Finpartner significa não ter dois dias iguais. Apesar de prestarmos serviços de contabilidade, somos uma empresa muito dinâmica e proativa que tenta todos os dias fazer um pouco mais para atender a todas as necessidades dos nossos clientes. É também uma aprendizagem diária, a todos os níveis. Tenho aprendido muito desde que entrei na Finpartner, mas principalmente desde que sou chefe de equipa, a partilha de conhecimento com os outros requer uma abordagem muito mais clara daquilo que sabemos para o conseguirmos explicar da melhor forma possível. Entrei na Finpartner em 2018 como júnior, sem qualquer experiência na minha área de formação e desde logo que senti que fazia parte deste projeto. Tive a sorte de ter encontrado uma líder (Daniela Esteves) que confiou plenamente nas minhas capacidades e de me deu todas as oportunidades para crescer, a quem eu tenho muito a agradecer. Tenho muito orgulho em fazer parte desta empresa e poder dar o meu contributo para o seu crescimento que tem sido notável.

“A Inclusão do serviço de Payroll veio tornar a Finpartner numa one-stop-shop”

A Finpartner está ciente da importância do Capital Humano numa empresa. Por este motivo, disponibiliza um conjunto de serviços que visam apoiar os seus clientes. É legítimo afirmar que esta mentalidade é aplicada internamente, daí o valor acrescentado no mercado?

O Capital humano é o fator mais importante de uma organização e é aqui que o departamento de Recursos Humanos tem o seu papel mais importante na atração, gestão e formação dos seus talentos. O crescimento da Finpartner deve-se não só à elevada qualidade do nosso serviço, mas também por estarmos conscientes da importância da valorização dos nossos talentos e na aposta constante na inovação dos nossos processos. O nosso objetivo é estimular o sentimento de pertença nos nossos colaboradores, aumentar o seu nível de empenho e compromisso para com a organização. Disponibilizarmos um ambiente de trabalho acolhedor e estimulante, onde cada um se sente parte integrante de uma equipa onde todos trabalham em direção ao mesmo objetivo, esta motivação da nossa equipa tem levado a Finpartner a taxas de crescimento impressionantes. O nosso serviço de Payroll vai além do processamento salarial, os nossos clientes são acompanhados no decorrer de todos os processos, disponibilizamos documentação de suporte sobre diversos temas de legislação laboral, muitas vezes adaptados à realidade de cada cliente. Conseguimos dar resposta a pedidos mais concretos que saem fora da esfera do Payroll, nomeadamente no processo de integração e acolhimento dos trabalhadores, formações, Saúde e Segurança no Trabalho e Seguros de Saúde. Na nossa visão tratamos as empresas dos nossos clientes como se fossem a nossa, o sucesso dos nossos clientes é o nosso sucesso.

Quão fundamental tem sido o Departamento de Payroll, no qual lidera, no desenvolvimento, evolução e promoção da marca?

O nosso departamento de Payroll está isolado do departamento de contabilidade, as técnicas de Payroll são especializadas com formação superior especifica na área dos recursos humanos e esta é uma das vantagens que temos em relação à nossa concorrência. Para garantir o correto acompanhamento dos nossos clientes é importante referir que disponibilizamos formações constantes às nossas técnicas de Payroll de forma a manter a equipa atualizada em relação às alterações que ocorram na legislação laboral. O Payroll evoluiu de um serviço de segunda linha para um serviço de primeira linha. Esta evolução deve-se em parte à agressiva estratégia de marketing, mas também ao nosso maior aliado, a referenciação dos nossos clientes. A satisfação dos clientes tem sido a nossa grande vantagem, o nosso trabalho é desenvolvido de forma a satisfazer as necessidades específicas de cada cliente, não temos um serviço padrão, mas sim um serviço especializado. A inclusão do serviço de Payroll veio tornar a Finpartner numa one-stop-shop, onde conseguimos oferecer os nossos clientes um vasto leque de serviços que abrange todas as suas necessidades empresariais. Nos últimos dois anos temos assistido a um aumento considerável das empresas não residentes em Portugal que apenas pretendem contratar trabalhadores em Portugal, mas não têm intenções de se estabelecer fisicamente no nosso país, neste âmbito o departamento de Payroll tem sido fundamental no acompanhamento destes clientes que apresentam necessidades muito específicas.

“Human Resources isn’t
a thing we do. It’s the thing that runs our business.”

— Steve Wynn.

O que significa trabalhar na Finpartner?

Todos nós trabalhamos em equipas distintas, mas todos sabemos que somos apenas uma grande equipa e que apenas juntos vamos conseguir continuar a crescer. Somos uma equipa jovem, empenhada, motivada para o cumprimento de objetivos, mas acima de tudo estamos comprometidos a prestar um serviço de excelência aos clientes que nos procuram, sejam eles grandes empresas ou clientes singulares. Trabalhar na Finpartner é não só terminar o nosso dia com a sensação de objetivo concluído, mas também com um sentimento de que trabalhamos com um propósito. Sentir diariamente que somos valorizados para também transmitir essa valorização aos clientes.

“A Organização assume o compromisso de garantir a melhoria e desenvolvimento contínuo”

A empresa está consciente das implicações dos seus serviços e, como tal, compromete-se em manter implementado um Sistema de Gestão da Qualidade. Assim, a Política da Qualidade da empresa prevê que orientações?

A Organização assume o compromisso de garantir a melhoria e desenvolvimento contínuo, adotando e dando primazia a uma abordagem sistemática, a qual conduz os atos dos colaboradores da empresa por forma a dar resposta a todas as partes interessadas. A nossa principal missão é sermos um verdadeiro parceiro de negócios, com foco em atender as expectativas dos clientes e parceiros, bem como monitorizar os processos e adotar procedimentos eficientes. Consciencializar a equipa de forma a que estes tenham uma postura consciente, ética e responsável, garantindo uma evolução e formação contínua, adotando um compromisso permanente para com as pessoas. Os nossos valores ajudam-nos a trabalhar de forma a sermos mais eficientes e proativos, pautando os nossos serviços pelo rigor e pela postura ativa com o cliente.

Considera que, na Finpartner, se adota um compromisso permanente com as pessoas, com o seu bem-estar e com a sua evolução? De que forma?

Sim, considero. Isto porque, na minha opinião, a Finpartner preocupa-se com a motivação dos seus colaboradores, em criar um sentimento de pertença à Organização, esforçando-se para atribuir os projetos de acordo com os gostos e interesses de cada um. Por exemplo, no meu caso concreto sempre me foi dada a oportunidade de me envolver em projetos com os quais me identifico, nomeadamente, a participação em reuniões e eventos com o propósito de apresentar a Finpartner, angariar contactos e referenciações ou,  ter ainda a oportunidade de poder implementar na Organização um Sistema de Gestão da Qualidade (ISO 9001:2015), sendo ainda elemento de uma equipa de contabilidade que tem a seu cargo uma carteira de empresas e de estar também na equipa destinada à entrega e análise das Declarações de IRS. A Administração preocupa-se em fomentar um espírito de entreajuda, incentivando as pessoas e dando ferramentas para se superarem. Promove várias ações de formação técnicas e comportamentais, ajudando em questões contabilísticas e fiscais, mas também preocupada com temas como a gestão de stress, a capacidade de liderança, entre outras. Na Finpartner, a progressão pode caraterizar-se como uma carreira mais direcionada para a liderança, para a chefia de equipas ou então mais voltada para a especialização em determinada área de interesse, nomeadamente, o IRS, IRC, Hospitality, Suporte à Gestão, entre outras, desta forma não somos “obrigados” a seguir uma direção com a qual não nos identificamos.

O que significa trabalhar na Finpartner?

Já lá vão quatro anos desde que entrei para a Finpartner e posso adiantar que que não existem dias iguais, não há qualquer monotonia. Esta empresa tem sido não só uma grande escola, mas também um centro de aprendizagem e superação nos vários desafios que são colocados no dia a dia. Aqui temos oportunidade de explorar várias áreas, isto porque, uma pessoa com formação em contabilidade ou gestão tem a oportunidade de trabalhar na área de formação área, mas também pode explorar outras áreas como o IT, marketing, cobranças, controlo interno, entre outras. Esta polivalência é, na minha opinião, uma mais-valia para quem está a iniciar o seu percurso profissional, pois permite-nos explorar e perceber quais as áreas que mais nos realizam. O ambiente é bastante jovem e descontraído, sem deixar de ser profissional, e a cultura organizacional faz como que todos os dias eu “vista a camisola” desta empresa e a represente da melhor forma que me é possível.

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