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Anarita Paiva

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“Gostava de fazer algo que deixasse a Minha Distinção nesta Atividade e Elevá-la ao Prestígio que Merece”

A CENTURY 21 Arquitectos nasce em Gondomar, constituída inicialmente por uma equipa de cinco profissionais – hoje são 100: consultores imobiliários com uma inigualável experiência e know-how, fortemente motivados a prestar o mais elevado nível de serviço. São sete anos que pautam o caminho da marca que sob a alçada de Joana Resende, se encontra atualmente no 8º lugar de faturação nacional entre as 190 agências nacionais. A realidade é que a interlocutora, formada em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, aquando do começo deste desafio trazia consigo já uma bagagem de atividade na área em que se licenciou, o que para a mesma foi um estímulo maior uma vez que o setor da mediação imobiliária lhe era totalmente alheio. “A primeira coisa que fiz foi tentar perceber como funcionava, assinei o contrato de franquia em junho de 2015 e só abri a loja ao público em outubro porque nesse período dediquei-me a fazer muita formação na área e ainda 15 dias de estágio numa loja que hoje também é minha”, inicia Joana Resende. E se poucas eram as expectativas no que diz respeito ao amor pela nova profissão, a entrevistada acabou por ser surpreendida quando rapidamente percebeu que se tinha apaixonado pela atividade que decidira enveredar. Segundo a mesma, “desde pequena que sonhei ser arquiteta, mas é uma área muito solitária. E eu sou muito expansiva, gosto de falar, gosto de estar com pessoas, e o meu papel na mediação imobiliária seria sempre esse porque faço a gestão da equipa”. Acrescentando ainda que a sua principal missão sempre foi “ter uma empresa dentro da mediação que melhor servisse os consultores imobiliários, que se distinguisse. Onde os colaboradores se sentissem apoiados, tivessem as melhores ferramentas, e que a partir disso conseguissem fazer o melhor trabalho juntos dos seus clientes e apresentar o melhor serviço”.

Os desafios e o reconhecimento que marcam o longo caminho da CENTURY 21 Arquitectos

Como é natural e transversal a todos os setores de atividade, este foi um caminho que se fez lentamente, tendo sido marcado por obstáculos que depois de ultrapassados, abriram portas a oportunidades jamais pensadas pela CEO, que garante que “os dois primeiros anos da CENTURY 21 Arquitectos foram muito difíceis por causa de um desafio financeiro, mas com muita vontade e motivação chegámos aqui hoje. O que permitiu toda esta evolução foi o liderar a equipa e absorver sempre novos consultores, de forma a ir crescendo cada dia mais. Nesta atividade, só podemos crescer”.

A vontade de continuar a desbravar este caminho e abraçar novos projetos ultrapassou, definitivamente, as barreiras que surgiram durante todo o processo, isto porque em 2019, a empresa tornou-se líder no Norte, tendo sido a agência com mais faturação. Como se não bastasse, é perante esta conquista que se dá o segundo marco: abrir a segunda loja da CENTURY 21, desta vez no Porto. “Nessa altura, já fazia parte dos meus planos avançar com uma segunda loja, porque a loja de Gondomar estava em velocidade de cruzeiro, portanto era a altura ideal para dar outro salto. Portanto decidi abraçar este novo desafio”, confidencia Joana Resende. Obviamente que todo este sucesso, é algo que em muito enche de orgulho a mulher que dá a cara pela marca, principalmente por não ter sido um trajeto fácil. Todo o entusiasmo que cada conquista cria na equipa, é, para Joana Resende, uma emoção sem medida. “Ter estado num palco, que sempre me habituei a ver ocupado pelos melhores profissionais desta área, e de repente, eu e a minha equipa estamos lá também, é algo que não consigo descrever”.

A missão e determinação de fazer mais e melhor é o que move os membros da CENTURY 21, e por esse motivo, novas metas estão constantemente a ser traçadas. Numa altura em que muitas foram as vicissitudes da pandemia que nos últimos anos assoberbou os inúmeros setores de atividade, a CENTURY 21 Arquitectos, antecipou-se e tem vindo a apostar cada vez mais na tecnologia, o que permitiu que durante todo este período, as adversidades se tornassem mais leves. No entanto, a CEO garante que “a mediação será sempre uma atividade de relação o que não permite que seja puramente tecnológica, mas temos apostado mesmo muito nesta vertente”.

Se há algo da qual Joana Resende não descura, é a formação contínua de todos os colaboradores que lidera, isto porque, para a mesma, esta metodologia de trabalho com foco nos recursos humanos, impulsiona – e muito – o sucesso da empresa. “Desde a estrutura, até aos comerciais, temos a consciência de que é importante estar sempre a aprender e inovar. Como o mundo está em constante mudança, e o mercado imobiliário português é ainda imaturo, precisamos de ir olhando além-fronteiras. Portanto a marca CENTURY 21 neste aspeto é pioneira, porque tem formações contínuas e adaptadas àquilo que é a necessidade quer dos consultores quer das estruturas”. Para além disso, a própria quando percebe que existe a necessidade no seio da equipa de novos conhecimentos, contrata técnicos para dar formação. Existe realmente uma preocupação intrínseca no “saber-fazer”.  Mas como nem só de formação importa falar, é louvável a união que caracteriza quem pela CENTURY 21 passa. Segundo a interlocutora, “há de facto uma união incrível, um sentido de entreajuda que faz toda a diferença. A grande razão pela qual estivemos no palco agora em fevereiro, para além do serviço de excelência, tem também a ver com o espírito que temos dentro da empresa”.

Joana Resende: a líder nata

Não é segredo para ninguém, a visão empreendedora e as habilidades de liderança que correm nas veias de Joana Resende, a profissional que apenas com 27 anos abriu uma empresa, com uma enorme vontade de aprender. “Vivi sempre muito em prol do trabalho, sou muito apaixonada pela minha profissão o que às vezes se torna difícil de conciliar com a família. Mas felizmente, tenho conseguido manter um equilíbrio que me permite fazer bem e estar presente em ambos os mundos: profissional e pessoal. E isso para mim é o mais importante, como líder, como mulher e como mãe”.

A liderança é inquestionável na vida da interlocutora – a mesma é a primeira a assumir que esta particularidade lhe está totalmente intrínseca. Até porque, desde nova que o espírito de líder tomou conta dela, fruto de características que tanto a identificam: expansiva, comunicativa e impaciente. “Nunca quis estar à espera que algo acontecesse, portanto fiz sempre eu primeiro. E isso foi cimentando a minha capacidade de liderança. Tudo isto fez com que dentro daquilo que é a mediação, eu seja uma líder também”, sustenta. Num cargo de tamanha importância, existe sempre um problema que nunca passa despercebido: a gestão do tempo. Para Joana Resende, não é diferente. Este é mesmo o maior desafio na arte de liderar pessoas, sendo ainda mais acentuado porque se entrega na totalidade a tudo o que realiza. “Eu dou tudo de mim, entrego-me totalmente, e nem sempre as pessoas são gratas. À conta disso já tive algumas desilusões, o que não faz com que deixe de ser quem sou, e de continuar a entregar-me, com a consciência de que estou a fazer o melhor para mim e para quem me rodeia”.

Muitos são os fatores que contribuem e marcam um caminho de tamanho sucesso como é o de Joana Resende, que diariamente se desdobra em líder, mulher e mãe. Alguns deles, são de facto marcantes. Para a interlocutora, os momentos que proporcionaram o ser humano que é hoje dividem-se em três: “em primeiro, a minha família. Que são e foram sempre a base daquilo que eu sou. Desde a faculdade, aos inícios da profissão, o apoio deles foi sempre indescritível. Depois a formação na faculdade, que adorei e contribuiu em muito para a profissional e pessoa que sou hoje. Foi o que pautou os meus primeiros anos no mercado de trabalho. E também, o momento em que deixo a atividade em arquitetura e passo para a mediação imobiliária, a questão de todo aquele obstáculo que tive que ultrapassar logo em primeira instância. Essa fase moldou-me muito enquanto a líder que hoje sou. Porque vi-me numa dificuldade que nunca na vida tinha tido que lidar, e vi-me obrigada a escrever uma página nova. E a escrevê-la com uma intensidade que me obrigou a ir buscar forças onde nem sabia que tinha”.

Dia Internacional da Mulher na história de uma Mulher Realizada

Celebrar efemérides como o Dia Internacional da Mulher é aplaudir os avanços conquistados no feminino a nível económico, social e político. Mas porque é que continua a ser tão importante relembrar esta data? Para Joana Resende, “este dia vai acabar por ser desvalorizado ao longo do tempo, porque a verdade é que a mulher sempre teve um papel na sociedade que hoje em dia já não tem. Hoje em dia a mulher já não é a mãe, cuidadora e dona de casa, mas sim a profissional, a líder e acima de tudo, a mulher. No sentido literal da palavra. No entanto, esta celebração continua sem dúvida a ser importante porque esta é a perspetiva que nós temos aqui na Europa, porque ainda há muitas outras partes do mundo onde o caminho a percorrer é sem dúvida maior”. A verdade é que ao longo dos anos, o papel que a mulher tem vindo a perpetuar diz muito mais respeito ao amor-próprio. Atualmente todas tendem a ser mais focadas naquilo que é a sua formação e profissão. Há cada vez mais mulheres a abrir empresas, em lugares de topo, e principalmente, a olhar para elas primeiro, o que só pode ser um motivo de grande realização.

Já no mundo dos negócios, a história não se repete. Pelo menos, ainda não com a consistência desejada. Neste âmbito, o caminho a percorrer é ainda longo, tendo em conta que está muito presente a realidade de que a mulher não é capaz de conciliar um cargo de liderança com o facto de ser mãe. Para a entrevistada, “esse lugar exige muita dedicação e muito trabalho, e no outro lado temos a família onde o papel da mãe ainda é visto como um papel fundamental na educação dos filhos, e do desenvolvimento da personalidade da criança. Acho que as pessoas tendencialmente não escolhem a mulher para esses lugares nas empresas, porque acham que em algum momento vão falhar, ou ter que escolher entre uma coisa e a outra. Esse é o principal problema. O facto de ainda não se ver muitas mulheres em lugar de topo prende-se com isto. Porque as mulheres são donas de uma força e capacidade muito maior, são focadas. E a mulher sente também muito a sociedade a questioná-la, o que faz com que exista uma necessidade ainda maior de provarmos que somos capazes”. E se muitas são já as conquistas adquiridas, outras tantas são as ambições a alcançar pela mente inquieta que persiste inerente a Joana Resende. “Neste momento a maior ambição é colocar as duas lojas no top dez, depois no top cinco, e por aí fora. Mas o meu foco será sempre ter o melhor serviço para os meus consultores, para que eles posteriormente possam ter o melhor serviço para os seus clientes”, sustenta.

Muitos afirmam que cada personalidade se insere no mundo com algum propósito, deixando a sua marca na vida dos demais, bem como no seio empresarial por onde se passa, no caso da interlocutora o cenário não é diferente, até porque a verdadeira pegada que a mesma deseja penetrar é “o profissionalismo”, garante, acrescentando ainda que “eu vinha de uma atividade que tinha prestígio, a arquitetura. E estou agora noutra que é absolutamente apaixonante e faz muita diferença na vida das pessoas e não é valorizada. Gostava de fazer algo que deixasse a minha distinção nesta atividade e elevá-la ao prestígio que merece”.

A mensagem de Joana Resende

Sendo um exemplo claro de liderança feminino e tendo consigo uma quota imensa de determinação, esta é a mulher que nunca deixa nada por dizer, nem por fazer. Por esse motivo, o conselho a todas as mulheres e líderes femininas é “nunca deixarem de acreditar nas suas capacidades”. Isto porque, durante longos anos as mulheres acharam não ser capazes de superar certos obstáculos impostos, mas Joana Resende afirma orgulhosamente que “não temos que prescindir de nada – nem da condição de mãe, nem de mulher – para sermos bem-sucedidas. Conseguimos lidar com tudo porque somos mulheres e temos uma força incrível. Coragem também, para lidar com os estigmas”. Em consequência de tudo o que foi realizado, confidenciado e sentido ao longo da sua vida, Joana Resende garante ser hoje uma mulher realizada a todos os níveis, estando mais feliz do que nunca. “Para mim, ser mulher em 2022, é fabuloso”, termina.

“A WEALINS, que Celebra o seu 30º aniversário este ano, tornou-se um dos Principais Atores no Setor dos Seguros de Vida”

A WEALINS é uma marca que se rege por valores como confiança, excelência e independência. Ao longo do tempo, tornou-se um ator-chave no setor dos seguros de vida. Então, qual é o trabalho contínuo feito pela WEALINS?

A WEALINS, que celebra o seu 30º aniversário este ano, tornou-se um dos principais atores no setor dos seguros de vida que operam sob o regime da Liberdade de Prestação de Serviços do Luxemburgo. Para o conseguir, podemos capitalizar os nossos conhecimentos especializados e a nossa abordagem colaborativa, tanto interna como externamente, com o objetivo principal de satisfazer os nossos parceiros e os seus clientes. Construímos relações de longo prazo com os nossos parceiros e os seus clientes e apoiamo-los da melhor forma possível. Com a nossa experiência pan-europeia, temos um profundo conhecimento das especificidades de cada país, particularmente em termos fiscais e regulamentares, permitindo-nos compreender as subtilezas de cada um dos nossos mercados e assim responder rápida e perfeitamente às questões e expectativas dos nossos parceiros e dos seus clientes. Finalmente, o nosso empenho na excelência continua a ser um dos pontos fortes da equipa WEALINS e distingue-nos verdadeiramente das outras empresas do setor.

Acredita que são valores como estes que permitem responder aos desafios mais complexos e que elevam a empresa à liderança no setor onde atua? De que forma?

Acredito. A WEALINS desenvolve soluções de seguros de vida e capitalização para gestão e proteção de património, por isso estes valores são um fator chave para responder às crescentes exigências dos nossos parceiros e seus clientes. Trabalhamos com uma clientela cada vez mais internacional e informada, o que implica que os nossos parceiros mantêm a confiança na WEALINS devido a estes valores – Confiança: fazemos o que dizemos e dizemos o que fazemos; Excelência: trabalhamos para atender as necessidades dos nossos parceiros e seus clientes e Independência: assumimos a responsabilidade.

Quais são as principais soluções que a WEALINS oferece em termos de seguros de vida no Luxemburgo?

A WEALINS é uma empresa especializada no desenvolvimento de soluções à medida em nove mercados europeus: Portugal, Espanha, Noruega, Finlândia, Suécia, Itália, França, Bélgica e Luxemburgo. As nossas principais soluções são produtos em conformidade com o quadro fiscal e jurídico destes países, bem como outras soluções para cidadãos europeus a residir fora do Espaço Económico Europeu.

Falar de seguros de vida e compreendê-los, nem sempre é uma tarefa fácil, uma vez que existe falta de informação disponível para os desmitificar. No seio da WEALINS, a compreensão das novas tecnologias para simplificar e inovar tem sido importante? Em que medida?

De facto, a nossa oferta de produtos destina-se principalmente a uma clientela exigente e de elevado património e o investimento nos nossos produtos continua a ser bastante complexo. Além disso, é importante para nós manter uma abordagem personalizada a fim de nos adaptarmos às exigências e necessidades específicas de cada cliente. A digitalização está a desempenhar um papel cada vez mais importante e o desafio é simplificar o processo de subscrição, a fim de poupar tempo e eficiência, garantindo ao mesmo tempo operações conformes e seguras. A clientela (U)HNWI, que certamente tem necessidades e expectativas em termos de planeamento e gestão de património – e cujas vantagens oferecidas pelo seguro de vida luxemburguês podem ser do seu interesse -, está também à procura de uma oferta digital que permita maior flexibilidade. Neste contexto, a WEALINS lançou a subscrição digital dos seus contratos de seguro em todos estes mercados. A fim de realizar os seus projetos de digitalização, a empresa favorece uma abordagem de colaboração e trabalha em co-construção com os seus parceiros, o que permite compreender e analisar melhor as necessidades dos seus clientes, a fim de desenvolver uma oferta de serviços digital que satisfaça plenamente as suas necessidades. A experiência do utilizador está no cerne do desenvolvimento da nossa oferta digital. No entanto, a solução digital deve ser integrada na nossa abordagem já existente, a fim de manter a nossa alta qualidade de serviço.

Sendo o Luxemburgo um país com estabilidade social e económica, legislação clara e flexibilidade, qual é a vantagem celebrar um contrato de seguro de vida luxemburguês?

O contrato de seguro de vida luxemburguês oferece múltiplas vantagens, sendo a principal o modelo de segurança mais robusto da Europa (o triângulo da segurança associado ao facto de, em caso de falência da seguradora, o tomador do seguro ter uma dívida sénior sobre os ativos regulados, conhecido como “super privilégio”), mas também flexibilidade (através, por exemplo, do acesso a uma vasta gama de ativos subjacentes), neutralidade fiscal, tais como benefícios fiscais, bem como portabilidade (o que significa que podemos acompanhar o tomador do seguro quando este muda de residência fiscal).

No seio da WEALINS, qual foi o impacto da pandemia de Covid-19 no seu negócio?

No negócio propriamente dito, foi um impacto positivo, tenho que admitir. Aliás se pensarmos que nos dois anos de pandemia a nossa produção aumentou exponencialmente, confirmamos isso mesmo. Considero que o facto de termos conseguido manter a nossa excelente qualidade de serviço a que os nossos parceiros e os seus clientes estão habituados e continuar a desenvolver soluções únicas num mercado com parceiros e clientes cada vez mais sofisticados e internacionais, nos levou a ser a principal escolha como companhia de seguros de gestão de património a operar a partir do Luxemburgo. Numa época tão desafiante como a pandemia, em que fomos obrigados a adaptar-nos a uma realidade totalmente nova rapidamente, sem nunca perder o enfoque na excelência de serviço, desenvolvemos com os nossos parceiros uma relação de confiança que nos permite compreender e responder perfeitamente às suas preocupações.

Sabemos que as soluções oferecidas pela WEALINS satisfazem as necessidades e expetativas até dos clientes mais exigentes. Como é que se consegue alcançar isto?

Nos últimos 30 anos, WEALINS acumulou uma forte especialização no campo dos seguros de gestão de património, tanto confiando nas suas equipas internas de peritos como colaborando com parceiros de referência. As nossas equipas são conduzidas por um único objetivo: prestar um serviço de qualidade aos nossos parceiros e aos seus clientes. A WEALINS conseguiu afirmar-se como uma companhia de seguros resiliente, sólida, fiável e flexível e o enfoque de toda a equipa na excelência do serviço é uma das principais razões que explicam o nosso sucesso.

Terminado o desafiante ano de 2021, quais foram os principais objetivos alcançados e como é que WEALINS vê 2022? Qual é o verdadeiro compromisso para este ano?

Em 2021, pudemos confirmar as nossas ambições e manter o nosso crescimento. Se 2020 já tinha sido um ano excecional em termos de nova produção, uma vez que tínhamos conseguido fechar o ano com 1,7 mil milhões de euros de prémios cobrados, 2021 elevou essa fasquia. Os nossos principais objetivos alcançados foram, claro está, a nossa produção, mas mais do que isso, até porque a produção é uma consequência de termos conseguido manter o nosso nível excelente de serviço, o termos estado sempre presentes para os nossos parceiros e seus clientes, bem como conseguido desenvolver e lançar novas ferramentas e produtos digitais.

Como especialista na conceção de soluções de seguro de fortuna, que conselho gostaria de dar a todos os leitores que ainda não têm seguro de vida?

Num mundo cada vez mais global e internacional, em que a mobilidade é uma constante na vida pessoal e profissional de todos nós, em que a preocupação de salvaguardar não só o seu património, mas também o futuro da sua família, a apólice de seguro de vida é um instrumento perfeitamente adaptado às necessidades do planeamento do património e da sucessão. Para a WEALINS, é um instrumento que permite aos tomadores do seguro transmitir o seu património em segurança e de acordo com a sua vontade, uma preocupação cada vez mais premente nas nossas vidas. Por isso, a quem não conhece ou ainda não tem este tipo de solução, aconselho a que procurem aconselhamento fiscal e jurídico por forma a saber mais sobre as vantagens deste tipo de solução.

 

 

“Se somos capazes de o Sonhar, somos capazes de o Fazer”

A IN2ACTION tem como missão ser o parceiro estratégico dos seus Clientes em processos de Mudança, Transformação e Engagement. Neste sentido, porque é que uma empresa deve escolher a IN2ACTION como parceira?

O nosso propósito é fazer acontecer a transformação através das Pessoas. Assim, quando uma empresa quer, de facto, gerar transformação, mudar comportamentos, treinar as suas Equipas e Lideranças, reforçar compromisso ou gerir a mudança, precisa de um parceiro que apresente as soluções mais adequadas para alcançar os resultados desejados, bem como ativar a implementação e que faça acontecer. Que consiga passar da estratégia à ação. Que clarifique a estratégia, defina o caminho e o plano de ação e ative e assegure a implementação. E nós fazemos isso mesmo. Da estratégia à ação. Em total colaboração com os nossos Clientes.

Mais de duas décadas pautam o caminho profissional da Maria João. De que forma este know-how nas áreas de Desenvolvimento de RH, Comunicação e Eventos Corporativos, tem permitido à IN2ACTION responder às constantes mudanças no mercado e superar os desafios encontrados?

Estes quase 25 anos de experiência profissional têm sido fator crítico de sucesso e uma grande vantagem competitiva ao serviço da IN2ACTION e dos nossos Clientes e Parceiros, em particular pela diversidade de funções e cargos exercidos, bem como pela diversidade de setores em que trabalhei. Já estive na posição de “Cliente” dos nossos serviços, o que permite ter uma perspetiva muito realista e operacional dos problemas, das “dores” e dos desafios sentidos pelos nossos Clientes. Desta forma, apresentamos soluções metodologicamente eficazes, adaptadas à realidade e contexto organizacional dos nossos Clientes e também muito acionáveis e orientadas à ação, ao dia a dia, a ferramentas que permitem a sustentabilidade dos resultados. Não basta apenas termos o expertise. É imperativo termos a capacidade de implementar e mobilizar os stakeholders internos nos nossos Clientes. Somos influenciadores da transformação desejada. E assim, mobilizamos para levar à ação. Este tem sido um desafio permanente, pré e pós pandemia. E a nossa atitude apaixonada, de procura constante de conhecimento, de novas abordagens metodológicas e de conhecimento profundo da realidade e contexto dos nossos Clientes tem nos levado a superar este grande desafio ao longo do percurso da IN2ACTION e a sermos reconhecidos pelos nossos Clientes.

Afirmam que “fazemos a diferença em cada projeto”. Para melhor compreender, que características diferenciam a IN2ACTION das restantes? Como nos pode aprofundar os serviços que prestam?

Para começar é importante dizer que não somos só nós que dizemos. São os nossos Clientes que afirmam que temos feito a diferença em cada projeto. Somos Consultores no nosso ADN. Analisamos situações específicas, estudamos e definimos tendências, desenhamos soluções e planos de ação a implementar de acordo com os objetivos do Cliente, as melhores práticas e as metodologias mais adequadas e eficazes no mercado. Porém, somos um pouco mais do que isso. Somos apaixonados por Pessoas e pela sua capacidade de transformação. Acreditamos que são as Pessoas que fazem a diferença nas organizações e que, consequentemente, geram melhores resultados quanto melhor se sentem e mais realizadas estão. Somos também consultores de ação, de implementação e de acompanhamento, e isto tem contribuído também como um fator diferenciador relevante junto dos nossos Clientes e Parceiros. Trabalhamos com Paixão, promovemos a cocriação com Clientes e Parceiros procurando sempre as soluções mais adequadas e mais eficazes para cada contexto num caminho de excelência, inovação e superação a cada projeto. Em relação aos serviços que prestamos, como já referi somos Consultores na área de Desenvolvimento de Pessoas / Recursos Humanos e isto leva-me a dizer muitas vezes que onde há um “bom problema” que envolva Pessoas nós podemos apresentar soluções. Sendo mais específica, e para além dos serviços de Consultoria Estratégica, desenvolvemos projetos de Formação e Desenvolvimento, desde a avaliação de necessidades, ao desenho de percursos formativos, criação de identidade gráfica, desenvolvimento de learning games e outras metodologias de aprendizagem até à dinamização de sessões de treino e formação nas áreas comportamentais, de liderança e comunicação eficaz. Desenvolvemos também projetos na área da Comunicação & Engagement, que vão desde a fase inicial de assessment e diagnóstico, ao desenho de estratégias e planos de comunicação, à criação de identidade e grafismos até à implementação e acompanhamento no Cliente, projetos de Executive e Development Coaching, bem como desenhamos, produzimos e entregamos Eventos Corporativos que vão desde os team buildings presenciais ou online, aos kick off anuais e outros eventos empresariais com entrega chave na mão, incluindo desde a seleção do local, a definição da mensagem a passar, produção de merchandising, dinamização de atividades complementares, promotores e qualquer outro serviço necessário. Somos apaixonados por Pessoas e pela sua capacidade de transformação.

Ao longo deste percurso de mais de 20 anos, Maria João Figueiredo tem evidenciado ser uma “líder nata”. Hoje, como se descreve enquanto mulher e enquanto profissional?

Se há palavras que, na minha perspetiva, me descrevem hoje como Mulher e como profissional, são “lutadora”, “determinada”, “resiliente” e “corajosa”. Eu considero-me uma Pessoa otimista, empreendedora e que busca permanentemente mais conhecimento, criar e inovar com vista a acrescentar mais valor e a deixar um bom legado. Procuro todos os dias ser uma melhor Pessoa e ser um exemplo e uma inspiração, em particular para os meus filhos, a Nana e o Kiko, os meus gémeos hoje com 18 anos. Sou uma apaixonada. Pela vida, pelas Pessoas e pelo seu imenso potencial de desenvolvimento. Sou uma sonhadora com uma enorme capacidade de concretização.

Acerca desta efeméride que a nós, mulheres, tanto nos diz respeito: o Dia Internacional da Mulher. Que análise perpetua da mulher no universo dos negócios e das empresas na atualidade? Sente que ainda existe um longo caminho a desbravar para a equidade?

A Mulher tem vindo a conquistar cada vez mais espaço neste mundo corporativo tão masculino e tão “masculinizante”. Atualmente, sinto que a Mulher já começa a colocar as suas competências mais femininas ao serviço das empresas sem uma necessidade constante de se masculinizar para ser reconhecida ou conquistar funções de maior responsabilidade. No entanto, no que diz respeito à equidade, ainda há um caminho a percorrer, por exemplo, quer na justa conquista de lugares de liderança quer em relação à igualdade de salários. Acreditarmos em nós, no nosso potencial e na nossa capacidade de concretização é um excelente princípio para continuarmos a defender o nosso espaço no mundo dos Negócios e a evidenciar as nossas capacidades.

Celebrar efemérides como o Dia Internacional da Mulher é aplaudir os avanços conquistados no feminino a nível económico, social e político. Ser mulher, em algum momento da sua vida e carreira, foi impeditivo ou colocou entraves à realização de um objetivo?

Hoje reconheço que ser mulher é uma vantagem competitiva, em particular no papel de Coach, de Trainer e no desempenho de funções de liderança. No entanto, em alguns momentos da minha carreira senti o “peso” de ser Mulher como algo menos favorável e inibidor de entrar em certos círculos… Porém, hoje reconheço que o maior entrave estava em mim e na minha perspetiva de um mundo corporativo mais “masculino” que me gerava alguma insegurança. Tomar consciência desse facto permitiu-me agir sobre essa “crença limitante” e superar essa aparente fragilidade. O Dia da Mulher deve ser celebrado diariamente, nas nossas ações, na nossa atitude, na valorização e no respeito pela condição feminina. A começar por cada uma de nós. Uma curiosidade, o nosso escritório de Alvalade foi inaugurado precisamente há três anos, no dia 8 de março.

Sendo um exemplo de liderança no feminino, e tendo uma imensa quota de determinação, que mensagem quer deixar a todas as mulheres, que tal como a Maria João, gostariam de trilhar um percurso de sucesso?

Acreditar. Começarmos de dentro para fora… sermos as primeiras a acreditar no nosso potencial, nos nossos sonhos, nos nossos objetivos e na nossa capacidade de concretização. E como dizia Walt Disney “Se somos capazes de o sonhar, somos capazes de o fazer”, e o primeiro passo é acreditar. Esta é a mensagem que quero deixar a quem lê estas linhas…. Acreditem, em vocês e no vosso imenso potencial. E claro, juntar bastante determinação e coragem para fazer acontecer!

“Iremos retirar o Melhor destas alterações e transformá-las em mais uma Ferramenta de Sucesso na Atração do Investimento”

A Exato & Assertivo é uma empresa de consultoria de negócios sediada em Portugal, com associados no Brasil, Macau e Dubai. Norteia-se por valores como o rigor e a ética de forma a prestar o melhor serviço a todos os clientes. Neste sentido, que caminho tem vindo a ser traçado ao longo dos anos? Como pode ser descrita a evolução da marca?

A Exato & Assertivo durante os últimos anos continuou a sua estratégia de internacionalização, focando a sua atividade na atração de investimento estrangeiro para o nosso País, conhecendo melhor as necessidades quer dos mercados quer dos nossos clientes. Para isto, foi fundamental direcionar os nossos serviços de consultoria para as novas tecnologias, novos produtos e estratégias de desmistificação e desburocratização de certos conceitos, com soluções rápidas e pragmáticas. Paralelamente, primamos pelo acompanhamento próximo e personalizado dos nossos clientes em todo o tipo de serviços (financeiros, administrativos, legais, entre outros) que estão diretamente relacionados com as suas atividades de investimento. A Exato revê-se não como uma mera empresa de consultoria, mas sim um verdadeiro parceiro de negócio dos nossos clientes, cujos alicerces assentam na criação e manutenção de uma relação contínua de confiança.

Certo é que o mercado se encontra em constante renovação. Para a Carla Silva Reis, sócia e fundadora da Exato & Assertivo, quais têm sido as maiores transformações a impactar o mundo dos negócios em Portugal?

Sem dúvida que o maior impacto que sentimos resultou do aparecimento dos novos conceitos da chamada era digital e da incorporação das novas tecnologias que vieram revolucionar o mercado. Estas ferramentas, juntamente com a globalização em que hoje vivemos, impactaram dramaticamente o mundo dos negócios, através da introdução de novos conceitos e realidades. Atualmente, a crescente exigência dos nossos clientes obrigou a um alargamento das competências dos profissionais e à elevação do nível de sofisticação de serviços oferecidos, o que obrigou o mercado a adaptar-se a esta nova realidade.

Esta é uma empresa que aposta fortemente na internacionalização e no acompanhamento exímio dos clientes, afirmando-se, portanto, como um parceiro de excelência na vanguarda da inovação. Acredita que são estas particularidades que distinguem a Exato & Assertivo e possibilita uma resposta eficaz aos mais complexos desafios? De que forma?

Vivi alguns anos fora de Portugal, quando regressei e criei a Exato & Assertivo o foco foi sempre “vender a marca Portugal”. Temos um país cheio de excelentes oportunidades de negócio, numa localização privilegiada e com uma mão de obra de excelente qualidade, sendo por isso um dos melhores pontos da Europa para atrair investimento estrangeiro. Sem dúvida que a forma como continuamente nos atualizamos relativamente a novos produtos, a novas oportunidades e novas realidades permite à Exato & Assertivo oferecer uma garantia de um serviço de excelência aos nossos clientes, que nos marca pela diferença e acaba por fidelizar não só os atuais clientes como também a sua rede de contactos.

O programa de vistos é uma das áreas de atuação da Exato & Assertivo, afirma que “Portugal é no momento um dos destinos mais procurados para viver ou investir”. Para melhor entender, o que tem representado o programa Golden Visa em Portugal nos últimos anos?

O programa Golden Visa nos últimos anos tem sido um veículo fundamental para os investidores em Portugal, pois ao investirem no nosso país não só estarão a expandir os seus negócios, mas também a adquirir um estatuto de livre circulação no Espaço Schengen, que é sem dúvida um abrir de portas para os seus próprios investimentos e crescimento no mercado europeu. E esta, sim, é a grande vantagem que oferecemos.

Face às mais recentes alterações ao Golden Visa, como perspetiva o ano de 2022 no que diz respeito ao investimento estrangeiro no nosso país?

Não considero que as alterações ao programa de 2022 possam impactar negativamente no programa em si. A grande alteração que assinalo é a retirada de imóveis residenciais das grandes cidades litorais, mantendo-se o investimento nos imóveis comerciais ou a criação de empresas, pelo que as vantagens para o investidor se mantêm. Ao mesmo tempo, acho que poderá ser um excelente incentivo ao desenvolvimento das nossas regiões interiores, fomentando emprego e investimento. Estou bastante confiante de que iremos retirar o melhor destas alterações e transformá-las sem dúvida em mais uma ferramenta de sucesso na atração do investimento. Se pudéssemos contar com a celeridade de Instituições como o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (cujo atraso atual nos processos é de mais de um ano), com certeza que poderíamos trazer grandes investimentos para o nosso país, através da criação de postos de trabalho nestas regiões. Há muito dinheiro lá fora para ser investido, mas as nossas instituições governamentais também têm que se adaptar ao nosso novo mundo. Caso contrário perderemos competitividade. Aqui sim, vejo um problema, a lentidão, atraso e excesso de burocracias nos processos.

Na sua opinião, que oportunidades irão surgir nas regiões de baixa densidade populacional? E de que forma Lisboa e Porto vão sofrer com estas alterações?

Relativamente a Porto e Lisboa não vejo que, no que respeita a investimento ou atividades comerciais, se vá sentir um decréscimo. Pelo contrário, em tudo o que seja investimento residencial, obviamente que o investimento irá baixar e, consequentemente, os valores de mercado irão estabilizar. Já no que respeita às regiões de baixa densidade populacional estou confiante de que esta alteração, juntamente com os programas de incentivo do Governo neste sentido, quer no que respeita a contratação, quer no que respeita a criação de novos postos de trabalho, irá criar excelentes oportunidades de investimento que certamente atrairão o capital estrangeiro. No nosso portefólio de clientes contamos já com investidores a iniciar grandes projetos turísticos nestas regiões.

“Temos trabalhado com Afinco e Seriedade, o que levou a que conseguíssemos firmar-nos como uma referência nesta matéria”

O escritório Hofstaetter Tramujas & Castelo Branco Advogados Associados nasceu em 2008, com o objetivo de prestar assessoria a clientes que procuram serviços administrativos no Brasil e em Portugal. Quão importante é esta ligação entre os dois países e que valores diferenciam esta sociedade das restantes? 

Gustavo Tramujas: Ambos os países sempre estiveram entrelaçados um ao outro, seja na época da colonização portuguesa no Brasil, seja atualmente, com o constante e crescente fluxo de pessoas, principalmente brasileiros em Portugal, portanto, poder assessorar a comunidade luso-brasileira em várias frentes é um privilégio e uma satisfação muito grande, que a cada dia nos impulsiona a traçar novos objetivos e a superar novos desafios. Sempre, desde o início, procurámos estar próximos aos nossos clientes, pois percebemos que é essa a forma mais adequada para assessorá-los, tanto é que hoje possuímos escritórios e representações nas principais cidades do Brasil e de Portugal. No Brasil, os serviços estão sob a minha coordenação e, em Portugal, sob a coordenação do meu sócio, Dr. Felipe Osório, sempre pautados na ética e nos princípios basilares de nossa profissão que, infelizmente, nem sempre são respeitados por outras empresas ou sociedades.

Presente no mercado há cerca de 14 anos, qual o balanço que faz deste percurso profissional que tem vindo a desbravar? 

GT: Ao longo desses anos sempre procurámos atuar com muito empenho e dedicação, mas acima de tudo com muita humildade e perseverança, pois prestar serviços em países diferentes, com costumes diferentes, como é o caso de Brasil e Portugal, fez com que aprendêssemos a nos reinventar, enfim, a nos adaptar aos trâmites administrativos e jurídicos de cada país e, principalmente, às necessidades e peculiaridades dos nossos clientes. Mas não só isso, também valorizar nossos colaboradores e nossos parceiros, pois sem eles nada seria possível.

Este é um escritório que presta serviços nas áreas da Nacionalidade Portuguesa, Revisão de Sentença Estrangeira, Imigração, Investimentos Estrangeiros, Comércio Internacional, Direito de Família, entre outros. Neste sentido, quais os verdadeiros desafios que atualmente esta profissão enfrenta? 

GT: São muitos os desafios, mas em suma, destacaria três. Em primeiro lugar, saber lidar com as realidades do Brasil e de Portugal, pois as demandas nas quais atuamos diariamente têm relação direta e indireta com o que acontece em cada país e, por que não, no mundo. Em segundo lugar, saber encarar os obstáculos que são nos colocados no dia a dia, como por exemplo, atuar diante de uma pandemia que assolou e, por vezes, paralisou o mundo. Por fim, saber trabalhar num mundo cada vez mais globalizado, que enseja um aprendizado constante e investimentos frequentes em sistemas e pessoas.

Muitas têm sido as alterações à Lei da Nacionalidade Portuguesa, uma das áreas em que o escritório atua. Assim, qual é o papel e o trabalho do escritório neste âmbito?

Felipe Osório: Iniciamos as nossas atividades na área da nacionalidade portuguesa, a qual é estratégica e de grande relevância para Portugal. Temos trabalhado com afinco e seriedade, o que levou a que conseguíssemos firmar-nos como uma referência nesta matéria. Ao longo da última década a Lei da Nacionalidade sofreu, efetivamente, diversas alterações, as quais flexibilizaram a transmissão, possibilitando que muitos mais indivíduos a ela pudessem ter acesso. Tais mudanças demandam uma contínua preparação e atualização dos nossos profissionais, de modo a poder responder com rapidez e segurança aos novos desafios delas decorrentes.

Tendo em conta a pandemia que ainda atravessamos, de que forma o realizam?

FO: É inegável que a pandemia impactou negativamente os serviços públicos em geral. Os órgãos que atuam diretamente com os processos de nacionalidade não escaparam ilesos, contudo, após alguns meses acabaram por conseguir adaptar-se à “nova realidade”. A tramitação dos processos foi, contudo, diretamente afetada, acarretando num drástico aumento dos prazos de análise. Internamente, ao longo dos últimos anos realizámos investimentos massivos a nível informático e também na qualificação dos nossos colaboradores, o que felizmente nos possibilitou navegar por esta tempestade sem grandes percalços.

No que diz respeito ao setor do mercado imobiliário, existiram recentemente também algumas reformas no programa do Golden Visa. O que irá mudar na prática? 

André Pacheco: As mudanças no programa do Golden Visa refletem uma pressão política para arrefecer o mercado imobiliário, nomeadamente nas zonas metropolitanas de Lisboa e do Porto, e com isso tentar redirecionar os novos investimentos para o desenvolvimento dos territórios do interior do país. O aquecimento do mercado de bens imóveis nas zonas de Lisboa e do Porto levou a um aumento acentuado nos últimos anos no valor dos imóveis e no valor das rendas, criando dificuldades na implementação das políticas habitacionais. Para além das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto terem sido retiradas do programa do Golden Visa, o valor dos demais investimentos sofreu aumento. A título de exemplo, a transferência de capital em montante igual ou superior a 1M € passou para 1,5M € tal como o investimento em determinados fundos, que igualmente tiveram os valores mínimos majorados para os 500.000,00 €.

Face a estas transformações, quem beneficia? E quem sai prejudicado?

AP: O investidor procura uma relação equilibrada entre o risco a ser assumido no momento do investimento e o retorno estimado ao final de um certo prazo. Há alguns anos que Portugal está entre os destinos turísticos preferidos do europeu, o que tem provocado uma pressão na demanda do setor da habitação/hospedaria. Esta circunstância tornou algumas zonas do país atrativas ao investimento, havendo uma convergência entre o interesse público e o privado relativamente ao desenvolvimento e revitalização de algumas áreas. Muitas zonas do país foram beneficiadas com a recuperação de imóveis e criação de empregos, notadamente o setor da construção civil e o turístico. Passados alguns anos de vigência do Golden Visa já se ouvem algumas vozes a acusar o programa de causar o aumento do preço dos imóveis e das rendas. De qualquer forma, as alterações no programa do Golden Visa podem ter por objetivo conter o aumento do preço dos imóveis nas zonas mais densamente habitadas do país, assim como redirecionar o investimento para o desenvolvimento das zonas do interior. Entretanto, as alterações no programa mantêm inalteradas as regras para o investimento em imóveis destinados ao uso comercial nas zonas de Lisboa e do Porto, o que pode beneficiar imóveis deste tipo.

Como considera que se encontra o atual panorama do Direito em Portugal e no Brasil?

AP: O Direito em Portugal e o Direito no Brasil são de cariz positivado/codificado (Civil Law), com raízes no Direito Romano. Esta característica vincula de forma significativa o sistema jurídico ao Estado. Os sistemas jurídicos positivados mostram-se mais dependentes da função legislativa para dar respostas (por meio da edição de normas e regras) às demandas jurídico-sociais. Diferente dos sistemas consuetudinários (Common Law) – mais centrados nas decisões, valores e costumes de uma sociedade e por esta aceites como lei – o direito codificado tem vindo a mostrar-se menos eficaz a dar respostas atempadas às novas exigências de sociedades cada vez mais dinâmicas, particularmente em matérias que envolvem crimes praticados por agentes políticos, crimes financeiros e, mais recentemente, cibercrimes. Não por acaso há uma crescente perceção tanto em Portugal como no Brasil de um sistema jurídico ineficaz e, principalmente, demorado.

Assim, que sinergias resultam desta ponte entre os dois países? 

AP: As raízes históricas que ligam Brasil e Portugal permitem um intercâmbio cada vez maior de experiências com o propósito de aprimorar as práticas jurídicas. Acordos de cooperação bilateral nas áreas tributárias e previdenciária têm avançado de forma significativa, o que favorece os nacionais de ambos os países, em um momento de elevado fluxo migratório.

Com os olhos postos no futuro, quais são as expetativas por parte do Hofstaetter Tramujas & Castelo Branco Advogados Associados para 2022? 

FO: Ainda será um ano de muitos desafios, após a tão esperada estabilização (ou superação) da pandemia. Ainda assim prevemos uma retomada do crescimento da imigração Brasil x Portugal, bem como um contínuo aumento do número de pessoas interessadas em adquirir a nacionalidade portuguesa, bem como residir e investir no país, portanto, as perspetivas são as melhores.

“Tenho a Felicidade de saber que o meu trabalho aporta Valor a Indivíduos, Equipas e Empresas”

Com um percurso desde sempre ligado à banca, em Portugal, foi aos 47 anos que a nossa entrevistada percebeu que a sua profissão não lhe enchia mais as medidas. Possuidora de um espírito aventureiro que tanto a caracteriza, decidiu agarrar uma oportunidade que garante ter-lhe sido enviada e que era tudo, o que na altura, mais desejava. “O lado profissional sempre ocupou um espaco muito importante na minha vida. Por isso, sei que o meu ser Mulher e ser Profissional, se unem”, inicia.

Se uma palavra pudesse descrever Cristina Ferreira da Costa seria determinação. Apenas a determinação lhe permitiu correr atrás do seu propósito, com todos os obstáculos que daí advêm. A mesma garante que “a mudança de país e de carreira, obrigou-me a passar por um período de busca. Tive uma boa carreira profissional e aprendi imenso na banca, e esse trajeto foi muito importante para aquilo que sou hoje, trouxe-me flexibilidade, conhecimento de negócio, das empresas, e dos desafios humanos no local de trabalho”. Passados oito anos do que ela chama de uma aventura desafiante, Cristina Ferreira da Costa é hoje uma consultora de cultura organizacional, desenvolve líderes e faz coaching executivo e de equipas. Isto é, ajuda a desenvolver individuos, equipas e culturas que aportam valor a todos os outros stakeholders.

Escusado será dizer que a profissão que hoje exerce, a preenche na totalidade. O coaching é algo fundamental na vida da interlocutora, inseriu-se na vida da mesma num momento frágil, quando percebeu que o trabalho que fazia já não a realizava. “Acabei por encontrar no coaching uma realização profissional imensa. Tenho desenvolvido muito este trabalho, e tenho trabalhado com líderes e gestores no mundo inteiro, o que me deu uma perspetiva ainda maior do ser humano em ambiente de trabalho. Portanto, posso dizer que a minha mudança de carreira esteve relacionada com a procura da minha realização, que é algo a que estou sempre atenta”, sustenta.

Como em qualquer processo de mudança, o começo deste caminho foi pautado por muitos desafios. Segundo a entrevistada, “abri a minha empresa de consultoria de cultura organizacional e de coaching de lideranca nos EUA, em Atlanta, mas não foi fácil ganhar a confiança do mercado. Em determinado momento senti que tinha de aprender como ter sucesso e embarquei num projeto que durou mais de um ano. Entrevistei 50 líderes de empresas internacionais nesta região e fruto disso acabei por escrever um livro acerca do que aprendi sobre os desafios das empresas que se iniciam nos Estados Unidos, vindas de outras culturas. Isso abriu-me oportunidades porque acabei por conhecer muita gente, algumas dessas pessoas tornaram-se minhas clientes, e o livro foi o condensar de tudo o que aprendi. Este livro foi também uma ferramenta para mim e ajudou-me a desenvolver o meu próprio negócio”. Hoje em dia não restam dúvidas: esta é a missão de vida desta mulher.

Inspirar os demais: uma missão

Certo é que a profissão que hoje Cristina Ferreira da Costa exerce, é a forma que escolheu para contribuir para a criação de uma vida melhor no trabalho. “Pela experiência que tive quando vivia em Portugal, percebi que queria acrescentar algo pelos sítios onde passo. Para que as pessoas que se cruzam no meu caminho percebam as suas capacidades. A partir do momento que as pessoas se olham com perspetiva de empoderamento, muda todo o seu raciocínio e a forma de trabalhar será totalmente diferente. Mudar a maneira como olhamos para as coisas muda a maneira como pensamos nelas, essa é a marca que eu quero perpetuar”, afirma.

Estimular, promover e inspirar é o propósito do trabalho da interlocutora, daí hoje, se sentir orgulhosa do seu caminho e acima de tudo, grata. Garantindo mesmo que “tenho a felicidade de saber que o meu trabalho aporta valor a indivíduos, equipas e empresas”.

Na realidade, como em todos os trajetos de sucesso, existe também uma quota de desafios e obstáculos que se atravessam, o que para a interlocutora, nunca foi um problema, tendo em conta a determinção com que se entrega em tudo o que faz. Para a mesma, o maior desafio quando decidiu enveredar no mundo do empreendedorismo foi “conseguir confiar em mim e na minha capacidade e conseguir transmiti-la. Também sou muito perfecionista, e tive que ultrapassar essa minha necessidade de perfecionismo. Ganhar credibilidade no mercado, conhecerem-me, entrar nas empresas… só consegui isso através do networking e de contactos pessoais que fui adquirindo e desenvolvendo. Estabelecer relações foi fundamental, e o que me tem mantido nas empresas durante muito tempo é o resultado do meu trabalho e dedicação”.

O que mais prazer lhe dá é efetivamente a parte da cultura das empresas, que garante funcionarem como sistemas. “Cada pessoa no seio de uma empresa traz às costas o seu mundo, a sua riqueza, a sua criatividade, a sua experiência familiar, e o que me move é poder trazer a empresa algo muito importante, a quantificação da sua cultura. Perceber quem são enquanto empresa, o que estão a fazer muito bem e o que lhes tira a força e a energia. Na maior parte das vezes é a confusão, a falta de clareza e a falta de comunicação. Portanto, cada empresa é diferente e todas têm esta imensidão de seres humanos com uma riqueza enorme, e o meu propósito é utilizar isso, mas com sistematização. Saber o que é a cultura de uma empresa, é fundamental para podermos aproveitar essa força e parar o que está a esvair a energia”, reforça Cristina Ferreira da Costa. No fundo, aquilo que realmente lhe importa é aproveitar bem a bagagem de cada um e ajudar todos, no seu conjunto, a fazerem o melhor que conseguirem.

Mulher: o ser empoderado

Após 25 anos de carreira e com um percurso sem igual, esta é a mulher que nunca acreditou que sê-lo, alterasse de forma alguma o seu caminho. Historicamente, está intrínseco que os homens conseguem atingir os seus objetivos mais facilmente, mas para Cristina Ferreira da Costa, este não é de todo um problema quando “somos focadas”. A mesma sustenta que “a mulher tem uma vantagem que o homem não tem, portanto pode sempre aportar algo mais e melhor. Nós, mulheres, temos por exemplo o poder da criação, e o que eu questiono é: como é que posso conduzir esse poder também para o meu trabalho? O meu foco é perceber qual é o valor que eu posso aportar, enquanto mulher, pessoa, profissional. A partir do momento que traçamos o nosso caminho e nos predispomos a atingi-lo, não há nada que nos possa impedir, sejamos homens ou mulheres”. Em tom de síntese e de forma a celebrar o Dia Internacional da Mulher, a empreendedora quis ainda deixar uma mensagem e conselho a todas as Mulheres, garantindo que não existe absolutamente nada que não se possa realizar – com foco, dedicação, estratégia e consciência. “Podemos ser tudo, tendo consciência daquilo que verdadeiramente queremos ser. Em vez de colocarmos toda a energia a queixarmo-nos do que não corre bem, devemos clarificar o que realmente queremos e daí ver os passos que devemos dar para o atingir”, finaliza.

Digitalização e Dignificação da Advocacia moderna

Arriscamo-nos a iniciar este artigo fazendo uma analogia: no icónico filme Tempos Modernos, escrito e dirigido por Charles Chaplin, o protagonista – também ele Charles Chaplin – representa um operário de linha de montagem que tenta sobreviver ao mundo moderno e industrializado. Esta obra, embora lançada em 1936, retrata especificamente o impacto da tecnologia no ambiente de trabalho. Estarão, com certeza, a questionar o que terá este facto a ver com Márcio Aguiar. Pois bem, tem tudo a ver.

Apesar da evolução constante que paira sobre o mundo, dia após dia, ainda existe a opinião de que um Advogado carrega em si um ar fechado ou austero. Cada pessoa é, de facto, cada pessoa e não há evidência maior de que ninguém é igual a ninguém. Contudo, olhemos para Márcio Aguiar: apesar de ser um profissional que se entrega ao rigor, é, também, extremamente extrovertido, espirituoso e leva consigo, para qualquer lugar, um humor característico. Vejamos aqui a analogia: o nosso entrevistado é como a personagem principal do filme Tempos Modernos. É uma pessoa do povo, que gosta de andar de havaianas e bermudas – não fosse ele de uma cidade tropical e quente -, que consegue misturar o humor com a simplicidade de uma forma brilhante e que se estabelece, a nível profissional e pessoal, numa sociedade repleta de inovações tecnológicas e contradições.

O Advogado, nos tempos modernos, tem como aliada a tecnologia para realizar inúmeras atividades, de forma a otimizar o seu tempo, que é valioso. Porém, lado a lado com a tecnologia, deve existir uma mudança de paradigmas, nomeadamente no mundo jurídico. E é precisamente assim que Márcio Aguiar se vê (e bem): um Advogado moderno que não necessita de criar barreiras para que o respeitem e, sobretudo, para que todos os comuns mortais (leigos no que concerne à gíria jurídica), o compreendam.

Portugal e Brasil unidos pela língua portuguesa

Como já mencionado, ambos os países muito dizem a Márcio Aguiar, uma vez que é um lusodescendente, filho de pai e mãe portugueses, nascido no Rio de Janeiro, Brasil.

Hoje é Sócio Fundador do escritório Corbo, Aguiar e & Waise Advogados e um profissional de sucesso, mas o caminho até chegar aqui causou-lhe «feridas» nos pés. Precisou de as curar diversas vezes até que o seu (merecido) destino se fosse aproximando. Mas é certo que, nenhuma adversidade na vida lhe provocou receio de tentar. “Foi uma época de muita aprendizagem. Nada, na vida, para a maioria, pelo menos, chega facilmente. O lado positivo, entretanto, foi o amadurecimento precoce. Ganhei uma experiência grande para os negócios. Mas, nestes momentos, é importante recuar e ir buscar todos os valores familiares assentes na lealdade, honestidade e integridade para construir os alicerces que pavimentam a nossa estrada em direção daquilo que procuramos”, assume.

No meio de todos os turbilhões naturais da vida, o amor à pátria foi sempre o que dignificou. A seu ver, estes territórios estão ligados por diversos motivos, porém, a língua portuguesa é aquela que promove maior simbolismo: na plenitude da sua existência e na esfera da atividade que cumpre, orgulhosamente.

Mérito e reconhecimento

Inevitavelmente, a resiliência que o constitui levou-o ao reconhecimento. No Brasil, sempre teve uma voz ativa no que diz respeito às relações bilaterais entre Portugal e Brasil, enquanto Diretor Jurídico da Câmara de Comércio e Indústria Luso Brasileira e, também, como Embaixador Olímpico das Delegações Portuguesas nos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro.

Mas não fiquemos por aqui. Márcio Aguiar foi premiado como um dos Advogados mais admirados pela conceituada revista brasileira Análise 500, durante cinco anos consecutivos, nomeadamente nas áreas das Bancas e Direito do Consumidor. No ano de 2017 foi citado como um dos mais notáveis Advogados do Brasil em áreas como contencioso e arbitragem, segundo a Revista Internacional Leaders League.

Entre muitos outros «sabores» que hoje o destino invoca, Márcio Aguiar garante que é tudo fruto de longas caminhadas e de exigência, trabalho, ética e lealdade.

Mudanças no universo da Advocacia

Certo é, a Corbo, Aguiar e Waise Advogados está presente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e ainda em Lisboa. Após uma forte consolidação da empresa no Brasil, quais os motivos que impulsionaram a abertura de uma filial em Portugal?

Já tínhamos demandas não só em Portugal, mas também em Inglaterra e Espanha. Prestamos assessoria jurídica para grandes empresas de lastro internacional. Portugal, sobretudo, hoje mais evidente do que nunca, tem o olhar constante dos investidores brasileiros. A nossa presença, em terras lusas, era fundamental para acompanhar full time o crescimento dessas operações. Falamos a mesma língua, é verdade, mas a tradução do direito em si contém muitas peculiaridades. Trouxemos este conforto para os nossos clientes, portanto.

Abordando o universo da Advocacia, sabe-se que, os últimos anos trouxeram mudanças que não se referem exatamente ao exercício da profissão, mas, principalmente, à relação da prática jurídica com os ambientes digitais. Podemos afirmar que a transformação digital no mundo do Direito não é uma opção ou uma tendência, mas uma realidade extremamente necessária? Qual a importância que a digitalização tem tido neste domínio?

Essa resposta, para não parecer arrogante, precisa de um aconchego moral e técnico, através de uma pequena história. Digo isso, já que o nosso escritório é um dos pioneiros no universo digital. Tínhamos um enorme incómodo com a quantidade de papel a circular dentro do escritório. Não convivíamos bem com o desperdício. Utilizávamos metros e mais metros quadrados para toneladas de processos em arquivos. É até meio aterrorizante quando me lembro desses tempos. Ações com milhares de folhas. A nossa decisão, em partir para a digitalização, continha dois desafios, nomeadamente na esfera da importância dos documentos originais e, também, o custo de digitalizar milhares de processos. Era algo, para nós, fora da realidade. Nossa decisão, acertada, foi a de comprar uma dezena de máquinas e trabalhar internamente. Operamos uma verdadeira revolução. Foi o início de uma nova era. Anda tudo nas nuvens (e-cloud)

Estamos a viver uma revolução na forma como o mundo e as suas práticas ditarão o futuro – e, como em todos os setores, a Advocacia também está a ser diretamente impactada, surgindo assim a chamada Advocacia 4.0. Que vantagens são fomentadas em se ser, atualmente, um Advogado 4.0? De que forma a Corbo, Aguiar e Waise Advogados encara este conceito e o coloca em prática?

A revolução já começou há algumas décadas, mas muitos, estranhamente, sem nenhum juízo de mérito profissional aqui, ainda vivem em um mundo medieval, rudimentar. O advogado, na minha opinião, não é mais um simples agente daquele artesanato jurídico. Sei, claro, que é uma profissão conservadora por natureza e essência, mas negar a tecnologia e o poder dela em todas as relações, inclusive no âmbito do direito, é auto excluir-se do mercado. O mercado da advocacia procura respostas imediatas e assertivas. Veja, por exemplo, a quantidade de Startups que se dedicam apenas ao direito. São empresas de tecnologia que criam soluções inovadoras para o setor jurídico. Advogar, hoje, principalmente em larga escala, com volume, requer modernos equipamentos tecnológicos de gestão de processos. A nossa «mala» aumentou muito de tamanho com ferramentas tecnológicas para, justamente, evitar a perda de tempo e produtividade. O cadastro de um processo consumia muito tempo de um profissional administrativo, já que a quantidade de informações a serem lançadas em um sistema era grande. Hoje, em uns minutos, com um click, centenas de informações são automaticamente preenchidas, com maior segurança, inclusive. Muitos vão dizer que a tecnologia eliminou, nos escritórios de advocacia, muitos postos de trabalho. É, em parte, verdade. O cadastro de processos, análise de jurisprudências, estudos de novos projetos de leis, demandavam dezenas de profissionais. Hoje, não. Por outro lado, esses empregos aumentaram em outras áreas. Houve uma compensação no mercado de trabalho com a chegada da tecnologia. Costumo dizer que a inteligência artificial não é autónoma em relação à inteligência humana. A tecnologia não existe sem o ser humano. Somos nós, ainda, a programar os algoritmos. Alguém precisa monitorizar os dados e cuidar da parte factual abstrata e subjetiva. Podemos inserir dados, repito, e também trabalhar com factos concretos, mas ver mais à frente, apenas os seres humanos são capazes. Portanto, para o advogado 4.0, é importante desenvolver suas capacidades de persuasão, criatividade, empatia, adaptabilidade e inteligência emocional. Dessa maneira, será possível melhorar cada vez mais a experiência do cliente. As soft skills são as habilidades e comportamentos inerentes aos seres humanos. Proporcionam um grande diferencial quando comparamos nossas aptidões com a inteligência artificial (IA). Quebramos todas as barreiras que, em tese, poderiam separar-nos. Talvez você não faça ideia do local em que estou, ou onde estou, agora. Mas, o que nos impediu de alcançar o objetivo desta entrevista? Nem a geografia importa mais neste novo ambiente. O mundo está todo conectado. Vivemos a Era do Advogado 4.0. Há alguns anos escrevei um artigo sobre a “jurimetria”. A jurimetria, em outras palavras, é a utilização da ciência das estatísticas aplicadas ao direito, através de análises de probabilidades nas decisões judiciais, incluindo valores. Essa inteligência tecnológica, já que não gosto de a chamar de “artificial”, promove uma análise de todas as decisões, de diversos Juízos e Tribunais, com a entrega de um cálculo de êxito provável. Mas, não basta apenas conhecer as ferramentas e implementá-las dentro do escritório. Essa transformação começa através da compreensão do próprio advogado em manter-se sempre atualizado e imerso no universo do conhecimento. É o que hoje chamam de Lifelong learning – em tradução livre: busca contínua pelo conhecimento.

No reverso da moeda, muitos afirmam que, com o acelerar da digitalização, também se tornam mais frequentes as coimas aplicadas a empresas por violação das regras de proteção de dados. Será este um desafio da digitalização ou, a adequação à Lei Geral de Proteção de Dados uma vantagem competitiva importante para as empresas?

Falamos de uma adequação que já tem previsão constitucional há quase meio século. Parece que ninguém tinha reparado ou queria reparar. A Constituição da República Portuguesa, desde 1976, no seu texto originário, artigo 35º, de forma pioneira, já se tinha debruçado sobre o tema da proteção de dados e inviolabilidade da intimidade privada. O Constituinte da época, não porque era um visionário, mas porque viu o óbvio, vislumbrou a galopante rapidez com que as informações vinham sendo recolhidas e partilhadas. Aproximar-se, portanto, do tempo real ou do instantâneo era mesmo uma questão de tempo. O referido artigo apenas foi sofrendo, naturalmente, revisões de adequação a realidade tecnológica. O sagrado direito à privacidade, veja, está lá na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, a qual, no artigo 12, estabelece que ninguém será sujeito a interferências em sua vida privada, em sua família, em seu lar ou em sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. O objetivo é a proteção da vida privada da interferência estatal, excetuando-se situações em que o interesse público é preponderante ao interesse particular. A Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia estabelece no artigo 8º o direito à proteção de dados pessoais determinando que o processamento deva ser justo e com finalidade específica. O referido instrumento procura resguardar a dignidade humana e desenvolvimento da personalidade moral. Eu, portanto, parto do pressuposto de que a LGPD apenas criou mecanismos de tutela dos direitos do indivíduo sobre qualquer interferência na esfera particular. Não é preciso dizer, obviamente, que quanto maior for o uso de novas tecnologias, maior será a necessidade de investimentos nas estruturas de segurança da informação. Essa gestão precisa de estar muito bem desenhada e regulamentada dentro das empresas e escritórios de advocacia. No aspeto unicamente jurídico, entretanto, devo promover uma análise importante sobre um possível entendimento conflituoso, partindo de premissas equivocadas, entre a proteção dos dados pessoas e o conhecimento público de fatos levados à tutela jurisdicional. Segundo o princípio da publicidade dos atos processuais, garantia fundamental e constitucional, “a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem”. Essa transparência não pode ser banalizada pelo “segredo de justiça” em todo e qualquer caso.

Perante a Advocacia moderna, a Corbo, Aguiar e Waise Advogados tem mostrado ser uma peça fundamental: pelo olhar atento da união de três profissionais experientes, a empresa marca a sua posição pela inteligência jurídica, inovação e tecnologia ao serviço da qualidade dos resultados. Desta forma, quais são as metas que, nos próximos meses pretende ver alcançadas para a continuidade do sucesso da empresa?

A nossa meta é sempre a de melhor atender os nossos clientes. A tecnologia não produz lealdade e verdade. Nossos valores estão acima de qualquer tecnologia. A tecnologia deve servir para entregar mais valor para o cliente e, também, aperfeiçoar o relacionamento através dessa transformação. Gosto muito de uma frase, supostamente cunhada pelo célebre Albert Einstein, que nos ensina o seguinte: não podemos resolver problemas usando o mesmo tipo de pensamento que usamos quando os criamos. Isso significa dizer, em última análise, que nós, advogados, também precisamos de mudar o nosso modo de ver, pensar e agir, já que apenas assim conseguiremos produzir mudanças inovadoras.

“Espero continuar a Inspirar os outros a serem cada vez Mais e Melhores e a lutarem pelos seus Sonhos”

Sabemos que a Susana Santos é uma profissional astuta e orientada para resultados, tendo conquistado experiência em desenvolvimento de negócios, vendas e marketing, promoção de produtos, entre outras vertentes. Durante todo o seu percurso, nas mais diversas atividades, qual foi o impacto e a marca que acredita ter deixado?

Todos os dias trabalho para criar impacto positivo nas pessoas com quem me cruzo, com as equipas com quem trabalhei e trabalho, colegas, com os clientes e parceiros. Acredito que ao longo destes 20 anos de trabalho o tenho conseguido. Quando percebemos que o mercado confia em nós para além da marca ou empresa que representamos cremos que estamos no caminho certo.

Atualmente ocupa a posição de Diretora Comercial na FILORGA Portugal – uma marca francesa especialista em cosméticos antienvelhecimento. Para si, o que significa pertencer e contribuir para uma história que, apesar de remontar aos anos 70, hoje está mais forte do que nunca?

É um enorme orgulho! O crescimento da marca a nível internacional nos últimos anos tem sido fantástico e Portugal não é exceção. Entrei para a Filorga em 2016, quando a marca decidiu criar uma subsidiária no país e desde aí temos crescido todos os anos, mesmo nos anos mais duros da pandemia, 2020 e 2021. Em Portugal, acredito que o nosso sucesso se deve essencialmente a três fatores, às nossas equipas e à relação que criaram com os nossos parceiros, produtos de qualidade com eficácia e que fidelizam e o nosso modelo de negócio.

É do conhecimento geral o reconhecimento que os produtos da FILORGA têm no mercado, mas vamos ao pormenor da questão: qual é a relação entre a qualidade que as suas gamas apresentam, a inovação e a ciência?

A Filorga é uma marca que procura sempre estar à frente na inovação dos seus produtos, independentemente do sucesso das gamas podemos sempre melhorar os nossos produtos e o departamento de investigação tem sempre isso em mente. Exemplo disso, é o lançamento deste início de ano de Time-Filler 5XP, produtos renovados e melhorados, que vêm substituir o produto best-seller da marca. Depois, a marca tem no seu ADN a medicina estética, sempre apoiada por um comité científico composto por médicos, a maioria dos ingredientes utilizados pela marca mimetizam as ações de determinados procedimentos estéticos e por fim, mas não menos importante, a marca não lança nenhum produto no mercado sem resultados visíveis na qualidade da pele em sete dias.

A verdade é que os cosméticos da FILORGA apresentam resultados efetivos. Para os mais distraídos, quais são as inúmeras vantagens que estes apresentam e que os diferencia no mercado?

A principal vantagem são exatamente os resultados efetivos dos produtos. Das inúmeras vantagens, destacaria quatro principais que nos diferencia no mercado: a fórmula central única de todos os produtos, o NCEF, New Cellular Encapsulated Factors, patente desenvolvida pela marca que contém 50 ingredientes ativos mais acido hialurónico, ingredientes utilizados nas soluções injetáveis, encapsulados em cronosferas (vetores multilamelares microscópicos) que irão permitir uma absorção mais profunda desses mesmos ingredientes na pele; os restantes ingredientes inspirados em técnicas de medicina estética ou em princípios ativos amplamente utilizados pela dermatologia; a eficácia comprovada em sete dias e a agradabilidade cosmética e sensorial dos nossos produtos.

Enquanto Diretora Comercial da marca – e sendo totalmente dedicada a todas as áreas com que se compromete – quais são, de momento, as suas grandes prioridades? 

As grandes prioridades são, nas áreas que me dizem respeito, continuar a desenvolver a marca crescendo de forma sólida e sustentável. O mercado antienvelhecimento é o mercado que maior peso tem em valor (mercado Healthcare de farmácia e parafarmácia) e por isso, um mercado bastante competitivo. É importante percebermos qual o posicionamento que desejamos e mantermo-nos seguros das nossas decisões. Continuar a fortalecer o relacionamento com os nossos parceiros e para que tudo isto seja alcançável é fundamental continuar a apostar no desenvolvimento da minha equipa, sem eles nada será possível!

Considera que hoje é uma profissional bem-sucedida, e em particular na FILORGA, porque acredita veemente na marca que representa? Quais diria que têm sido os fatores que a «conduziram» até este patamar?

Sim, acredito veemente na marca que represento e acredito que isso é um dos fatores do sucesso, mas não só. Sou uma mulher verdadeiramente apaixonada por aquilo que faço e, para mim, isso é fundamental para o relacionamento com a minha equipa, com os parceiros da marca, na dedicação a todos os projetos. O forte conhecimento que tenho deste mercado, a independência e confiança que a Direção Geral deposita em mim aliada à minha aposta regular no meu desenvolvimento foram sem dúvida fatores que contribuíram para alcançar a posição que tenho hoje. No entanto, nada disto seria possível sem o apoio incondicional do meu marido e dos meus filhos, para mim é fundamental o equilíbrio entre as diversas áreas da minha vida de forma a tornar o sucesso consistente, pois ele não depende só dos resultados, mas também de uma mentalidade forte.

Ainda nos dias de hoje, ser Mulher no seio empresarial pode levantar algumas questões – embora, e na opinião de muitas delas, exista uma evolução positiva face aos últimos anos. Sendo a Susana Santos uma pessoa, mulher, profissional e líder de sucesso, como analisa o caminho para a igualdade?

Sim todas as análises e estudos dizem que nos últimos anos existiu uma evolução positiva, apesar de lenta. Do meu ponto de vista, há ainda um longo caminho a percorrer. É tudo uma questão de mentalidade e todos temos de lutar por isso. Tem de começar em casa, na educação dos nossos filhos, independentemente, do género, eles perceberem que poderão escolher a profissão que quiserem. Acredito que as escolas têm um papel fundamental na promoção da igualdade, bem como o Estado que não se pode demitir das suas obrigações e esperar que com o tempo a igualdade seja atingida, e nós mulheres, temos de continuar a lutar, pelos mesmos direitos, as mesmas oportunidades, as mesmas condições.

Na sua vida, e nas quatro perspetivas anteriormente mencionadas, o que falta ainda alcançar? 

Pergunta difícil… Considero que sou uma mulher feliz e uma profissional realizada. No entanto, sou ambiciosa e desejo sempre alcançar mais. Diria que ainda me falta alcançar muito mais, tenho fobia à estagnação, e desejo evoluir todos os dias como pessoa, mulher, profissional e líder. Para isso vou continuar a apostar no meu desenvolvimento para ter cada vez mais ferramentas que me permitam. Espero continuar a inspirar os outros a serem cada vez mais e melhores e a lutarem pelos seus sonhos. Acima de tudo, quero continuar a ser uma mulher feliz, que ama a vida, a família, os amigos e que ama o que faz!

“Apesar destas alterações, o Golden Visa em Portugal continua a ser muito vantajoso”

Sabemos que a missão da Finpartner é baseada em três pilares fundamentais que traduzem as orientações globais para o futuro da sociedade, fomentando desta forma os objetivos que estão comprometidos a alcançar. De que pilares estamos a falar? Acredita que apostar continuamente na inovação, bem como traçar metas firmes, é o que dita o sucesso da marca? Em que medida?

A nossa missão assenta em três perguntas elementares que traduzem as nossas orientações globais para o futuro, fundamentando assim a nossa razão de ser e aquilo que desejamos alcançar. “O que somos?”, “O que fazemos?” e “Porque o fazemos?” estão implícitos na nossa missão. A Finpartner é uma empresa de contabilidade, consultoria fiscal e de gestão, que prima pela prestação de serviços personalizados a cada um dos nossos clientes. Diferenciamo-nos, pelo conceito de proximidade do cliente o qual aliamos à utilização das novas tecnologias e a uma equipa comprometida e dinâmica. Acreditamos que desta forma poderemos fazer a diferença no setor onde nos enquadramos. Temos como principal ambição, ser uma referência a nível nacional e internacional, voltando a nossa atuação não só para as empresas, mas também para as pessoas singulares, assegurando sempre uma prestação de serviço de excelência e respondendo a todos os desafios, que a conjuntura económica e fiscal nos impõe. No meu ponto de vista a inovação e a tecnologia são o futuro de qualquer sociedade. A área da contabilidade e da consultoria, tem um vasto leque de oportunidades de aumento de eficiência e otimização, que não tem sido muito explorada. Por isso, consideramos que a tecnologia e a inovação são essenciais, para podermos alcançar os objetivos que como organização, ambicionamos. Com a transição tecnológica, o papel do contabilista é mais do que introduzir dados e responder às enumeras obrigações fiscais e declarativas. Essa mudança de paradigma já está em curso, daí ser extremamente importante manter-nos a par de todas estas novas mudanças e usá-las de forma a tirar o máximo partido delas. É por esse motivo que trabalhamos continuamente no desenvolvimento de mecanismos tecnológicos, que nos permitam aumentar a eficiência das nossas equipas e nos aproximem mais dos nossos clientes, dando-nos assim mais tempo para os acompanhar em todas as fases dos seus negócios. Acreditamos que, aliando tudo isto com o foco e determinação em prosseguir os nossos objetivos, é sem dúvida a chave para trilharmos o caminho de criação de uma marca reconhecida e de sucesso.

Esta é uma marca que almeja ser uma referência a nível nacional e internacional, assegurando assim, um serviço de excelência e respondendo a todos os obstáculos que a conjuntura económica e fiscal exige. Assim, com os constantes desafios impostos pela conjuntura atual, quem é hoje esta organização? 

Vivemos atualmente num mundo de mudança, a era digital já começou e todos os dias aparecem novas situações às quais temos que aprender a adaptar-nos. Recentemente a pandemia obrigou-nos a colocar tudo em perspetiva, inclusive o modo como trabalhamos, a rapidez com que nos adaptamos e o modo como interagimos com os outros. Foi uma altura de muita adaptação e de mudanças legislativas constantes. A área em que atuamos é fortemente regulada, o que é bom por um lado pois temos as nossas diretrizes bem delineadas, mas por outro também nos deixa expostos a uma certa incerteza devido às constantes mudanças que se refletem na economia, tanto a nível nacional como internacional. O facto de termos as nossas leis fiscais com alterações regulares, acaba por aumentar o grau de exigência dos profissionais desta área, porque o que é certo hoje, amanhã já não é, essa adaptação rápida é crucial para que possamos manter a qualidade do nosso serviço. Ainda assim, e apesar de tudo isso, como organização, sentimos que estamos hoje mais bem posicionados e preparados do que há uns anos, para responder com rapidez e eficácia às necessidades e desafios que vão aparecendo.

Dado o alcance global da Finpartner, são uma marca que junta os serviços de contabilidade essenciais para o sucesso de empresas bem como de singulares. O que têm em comum os mais diversos clientes? Que vantagens os serviços da Finpartner apresentam?

Os nossos clientes são maioritariamente estrangeiros, e com forte espírito empreendedor. Todos eles possuem um elevado grau de exigência e de expetativa, que imprimem em todos os projetos que desenvolvem, o que nos dá uma motivação extra para estar sempre à altura e contribuir ativamente para esse desenvolvimento. A vantagem de trabalhar connosco, é que para além de trabalharmos ativamente para prestar um serviço de qualidade, sempre com vista a atingir uma melhoria contínua, temos o cuidado permanente de adaptar o serviço às características de cada cliente. O facto de trabalharmos com áreas tão distintas e com clientes das mais diversas partes do mundo também nos proporciona um know-how diferenciador e que é sem dúvida uma mais valia. Para além dos serviços de contabilidade e a consultoria fiscal e de apoio à gestão, procuramos também oferecer um acompanhamento em áreas paralelas, aquelas que são o nosso core business, com a ajuda da rede de parceiros que temos vindo a montar ao longo dos anos, tanto a nível nacional como internacional. Desta forma conseguimos apoiar os nossos clientes, em tudo o que necessitarem, aquando da sua implementação em Portugal.

Enquanto partner da empresa, que análise faz do setor da contabilidade e do trabalho desenvolvido pela mesma em prol da atividade em Portugal?

O papel do contabilista é fundamental na sociedade a vários níveis. Para os empresários, no que toca à disponibilização de informação que é fulcral para a gestão das empresas. Informação essa que é uma ferramenta poderosíssima, pois permite conhecer, prever e controlar as atividades desenvolvidas. Mas também porque estes profissionais garantem a manutenção do fluxo financeiro, de que o Estado tanto depende. Apesar da relevância destes profissionais, ainda se nota algum estigma, pois muitos empresários ainda vêm o papel do contabilista, como o de um escriturário que regista informação e que a comunica ao Estado. Essa mudança de paradigma é imperativa, deve haver um esforço contínuo, por parte destes profissionais, na valorização e reconhecimento do papel dos mesmos no seio das organizações. Mas esse ímpeto de mudança deverá também partir do próprio Estado, pois por vezes parece esquecer-se que os contabilistas são profissionais que trabalham para as empresas e não para a Autoridade Tributária. No meu entender, essa mudança devia passar pela simplificação do nosso sistema fiscal, pela revisão do calendário de obrigações, que deve ser ajustado, diminuindo assim a carga exercida nesta classe profissional que tem atingido níveis completamente inaceitáveis, bem como a disponibilização de meios adequados ao seu cumprimento. Tal como o ministro da economia, Siza Vieira, reconheceu o papel determinante dos contabilistas nas ajudas às empresas, durante a pandemia da Covid-19, também o Estado tem de olhar pela classe e aliviar a pressão para que esta profissão possa evoluir e responder às necessidades que os empreendedores têm diariamente.

A Autorização de Residência para Investimento (ARI) vulgo “Golden Visa”, foi lançado em outubro de 2012, com o intuito de atrair investimento internacional. Segundo a Finpartner, desde então, mais de 10 100 investidores solicitaram este visto tendo sido investidos mais de seis biliões de euros. Para melhor entender, o que tem representado este programa para Portugal nos últimos anos?

É inegável que este programa, ajudou a dinamizar a economia portuguesa tendo, de acordo com os dados de investimento fornecidos pelo SEF para o período de 2012 a 2021, atraído um investimento de mais de seis biliões de euros, em que 90% desse investimento foi no setor imobiliário. Esta medida tem funcionado como um motor de atracão de capital estrangeiro, com benefício direto no nosso ecossistema económico, beneficiando o emprego, a reabilitação urbana, turismo e o comércio local e todo o país. Apesar das mudanças que entraram em vigor em janeiro de 2022, os dados que o SEF divulgou deste primeiro mês de 2022, tudo aponta no sentido de que as alterações não afugentaram os investidores estrangeiros, antes pelo contrário. Em janeiro de 2022 registaram a atribuição de 94 vistos, em que 75 deles foram atribuídos através da aquisição imobiliária e os restantes através da transferência de capitais, estes vistos totalizam um valor total de investimento de cerca de 48 milhões de euros. O que é uma subida quando comparado com o mesmo período de 2021, onde tinham sido concebidos 55 vistos em que 52 deles foram atribuídos através da aquisição imobiliária e os restantes através da transferência de capitais, totalizando um valor de cerca de 33 milhões de euros. Esta medida, pelo seu poder de atração de investimentos avultados, é sem dúvida essencial para o crescimento da nossa economia.

Tendo por base a sua experiência, considera ser este o momento ideal para excluir deste regime a possibilidade de investimento imobiliário destinado a habitação na área metropolitana de Lisboa e Porto? Qual a perspetiva da Finpartner sobre esta questão?

Apesar deste regime ter sido importantíssimo para a nossa economia, também nos presenteou com alguns efeitos colaterais, que surgiram da aderência tão significativa que teve. Um dos mais visíveis prende-se com o aumento significativo dos preços das casas, principalmente em zonas centrais como Lisboa, Algarve e Porto, tornando-os assim pouco acessíveis para muitos famílias portuguesas, tanto para compra, como para arrendamento. As mudanças introduzidas pelo Governo ao regime, têm como principal objetivo canalizar investimento estrangeiro para o interior do país, aliviando desta forma a pressão que se tem vindo a sentir nas zonas metropolitanas, mas também pelo incentivo ao investimento na criação de emprego e à requalificação urbana e do património cultural. Se me preguntar se acredito que os preços das casas vão reduzir com estas alterações, tenho as minhas dúvidas. Até porque o regime continua a permitir que se continue a fazer investimentos em imobiliário, que tenham como finalidade o turismo, comércio e serviços. Agora o tempo dirá se estas alterações serão uma forma eficaz para atingir os objetivos do Governo. Gostaria ainda de referir que apesar destas alterações, o Golden Visa em Portugal, continua a ser muito vantajoso, pois para além de permitir que seja solicitada nacionalidade, após cinco anos, esta modalidade não obriga a permanência em território português por longos períodos de tempo. Sendo apenas necessário no primeiro ano, assegurar sete dias de permanência e nos anos seguintes 14 dias. Pode ainda beneficiar do reagrupamento familiar e de circular livremente pelo Espaço Shengen, sem necessidade de vistos adicionais.

Portugal continua, ainda assim, no radar dos investidores em todo o mundo. Acredita que esta vontade em investir no mercado nacional continue crescente, ainda que as regulamentações do Golden Visa tenham mudado? O interior terá um ecossistema de oportunidades suficientes para se criarem possibilidades de investimento no ano de 2022?

Portugal é atrativo no que toca à captação de capital estrangeiro, não sendo o programa Golden Visa a única razão apontada para escolher o nosso País, na hora de os investidores escolherem onde querem investir. Temos outros programas atrativos e incentivos fiscais igualmente interessantes tais como o Regime dos Residentes Não Habitais, Programa E-Residency, Tech-Visa ou o Programa Regressar entre outros. Somos atrativos por uma série de outras razões, desde a nossa localização passando pela qualidade de vida com um ótimo clima, estabilidade social e segurança, bem como um povo conhecido por ser muito hospitaleiro. A qualidade dos nossos profissionais que passa não só pelas áreas técnicas, mas também pela capacidade demonstrada na adaptação a contextos multiculturais e multilinguísticos é mais uma razão na hora de escolherem. No meu ponto de vista, o nosso programa do Golden Visa vai ajudar e vai obrigar a que hajam mudanças estruturais, pois irá dar visibilidade internacional a zonas do nosso país que tem grande potencial e que não são tão conhecidas, mas não irá resolver o problema da dinamização do interior. O Estado tem de ter um papel fundamental e ativo neste âmbito, não só através da criação de incentivos que já existem e que são naturalmente relevantes, mas também terá que ter em atenção temas, como por exemplo, a melhoria significativa das acessibilidades através da construção de mais autoestradas que liguem o centro do país ao interior ou na dinamização da rede de transportes já existentes, ou mesmo assegurar uma extensão da cobertura das redes 4G de forma uniforme em todo o território, garantindo assim mobilidade e facilidade no acesso às comunicações, mesmo em locais muito isolados. Estes problemas estruturais serão sempre um entrave à dinamização do interior.

“Já existem muitas Mulheres em cargos de Liderança em vários setores e com grande Sucesso”

A Helena Águeda conta com um percurso vasto, onde adquiriu inúmeros skills em diferentes áreas, como comunicação, gestão de marketing, planeamento de negócios e até coaching. Que marcos da sua história gostaria de realçar, e que a trouxeram ao patamar onde hoje se encontra?

Tive a sorte, de passar por grandes empresas nacionais e multinacionais, que me deram formação e know-how, para evoluir e crescer profissionalmente. Nessas empresas encontrei excelentes profissionais com os quais tive o privilégio de trabalhar, que sempre colocaram níveis elevados de exigência, “obrigando-me” a superar-me constantemente. Sou exigente comigo, gosto de desafios e não sou uma pessoa de rotinas, adoro a mudança. Este inconformismo, característico da minha personalidade, levou-me constantemente à procura de novos desafios para poder evoluir tanto pessoalmente como profissionalmente. Sou uma eterna aprendiza, sempre à procura do novo, de fazer melhor, de crescer… Gosto de mudanças e de fazer parte delas. Estes traços da minha personalidade levaram-me a fazer novos cursos, a procurar formações e a estar sempre à procura daquilo que me faz feliz e realizada. O nível de exigência e o inconformismo, creio que foram a “receita” para chegar aqui.

Atualmente ocupa a posição de Diretora Comercial na Prosegur – uma empresa onde a inovação, a equipa e a qualidade dos serviços fazem a diferença. Que oportunidades esta marca lhe conferiu, ao longo dos anos, a nível profissional? O que destaca neste seio organizacional?

Entrei na Prosegur Alarms em 2010 e já desempenhei várias funções. A Prosegur Alarms permite-me crescer e ao mesmo tempo deu-me e dá-me a oportunidade de ter formação e de fazer aquilo que adoro: gerir pessoas, fazê-las crescer e evoluir! O que mais destaco, é a constante evolução e mudança, que caracteriza a nossa Organização, com uma forte orientação para o capital humano.

Sabe-se que, na Prosegur, trabalham para tornar o mundo num lugar mais seguro. Disponibilizam, assim, as soluções mais avançadas do mercado, equipadas com uma elevada componente tecnológica e desenhadas para acrescenta valor ao serviço. De que forma, este player de reconhecimento comprovado, se tem vindo a adaptar às constantes alterações das necessidades do mercado?

Na Prosegur estamos atentos ao mercado e às suas evoluções. Procuramos proporcionar aos nossos clientes produtos e especialmente serviços únicos, e inovadores para lhes garantir a sua Segurança, adaptando as nossas soluções às necessidades de cada cliente: casa, família ou empresa. Estamos com o cliente 24h por dia e temos uma Equipa Especializada em Segurança. Na Prosegur Alarms contamos com o único sistema de alarme com três níveis de segurança: Protege, Previne e Intervém. Disponibilizamos, um acesso Web pessoal e privado a todos os nossos clientes, que lhes permite aceder a toda a informação do sistema de alarme através de qualquer dipositivo móvel. Destaco, a título de exemplo, um dos produtos inovadores e únicos no mercado: CONTIGO. Trata-se de um sistema de proteção pessoal que acompanha o cliente para todo o lado, fácil, rápido e intuitivo e que está sempre na palma da mão. Se o cliente sentir que está em perigo, basta premir o Botão SOS na sua APP SMART e receberá auxílio de forma imediata. Para além disso, se for realizar um trajeto onde não se sente seguro, pode ativar o Temporizador e estará protegido durante o percurso. Se não confirmar a sua chegada, ativamos um protocolo de emergência automaticamente.

Mais se afirma, a posição da Prosegur como líder global, assume-se ainda ao comprometer-se com uma responsabilidade social e corporativa forte. Em que medida, esta posição impulsiona o crescimento da marca e a forma como, a população em geral, a observa?

A responsabilidade social e empresarial foi sempre um pilar central do modelo de negócio do Grupo Prosegur. O comportamento ético e a gestão económica, social e ambiental responsáveis desempenham um papel fundamental na nossa estratégia de negócio, impulsionando novas oportunidades de crescimento. O compromisso com a redução do impacto ambiental, a geração do emprego de qualidade, a segurança e saúde dos nossos trabalhadores, o cumprimento da legislação, o respeito pelos direitos humanos ou a boa governança são os melhores atributos que a nossa marca pode ter. As nossas pessoas junto com os nossos clientes são os melhores embaixadores da marca, e é gratificante perceber que hoje estes valores são desejáveis de uma forma transversal na nossa sociedade.

Perante todas as qualidades mencionadas, quão gratificante é, para a Maria Helena Águeda, pertencer a uma empresa que não fica indiferente a questões diversas da sociedade?

É muito gratificante e uma honra trabalhar na Prosegur, uma Empresa que assenta a sua estratégia em três pilares: Inovação, a sua Equipa e os Clientes.   Desde a Fundação Prosegur apoiamos a Educação, fomentamos a inclusão de pessoas com incapacidades intelectuais para criar melhores Equipas, e, impulsionamos ações de voluntariado que demonstram a solidariedade dos profissionais da Prosegur. Identifico-me, com os valores e princípios do Grupo Prosegur e não podia estar mais orgulhosa por fazer parte de uma Organização com este cariz.

Uma das questões que hoje se impõe é ainda a igualdade de género, de oportunidades, a diversidade ou a inclusão. Mais um ano a celebrar o Dia Internacional da Mulher, como verifica as mudanças (ou não) destes temas na sociedade? Tendo em conta a sua experiência, as mulheres continuam a enfrentar maiores obstáculos do que os homens, nomeadamente em cargos de liderança?

O meu percurso profissional, iniciou-se em Empresas, mais dominadas pelo género masculino. Foram-me sempre exigidas, mais demonstrações de competência para me afirmar, e a tolerância ao erro foi muito menor. Atualmente, temos vindo a constatar que já existem muitas mulheres em cargos de Liderança em vários setores e com grande sucesso. Creio que temos feito avanços significativos, e que as Organizações começam a procurar os profissionais pelas suas capacidades independentemente do género. Desde que me encontro na Prosegur, o género não é tido em conta: quando fazemos um processo de seleção, o que conta são as competências humanas, profissionais e o talento. Procuramos os melhores profissionais e damos oportunidades de crescimento a quem tem sucesso e bons desempenhos. A pluralidade e a diversidade são valores intrínsecos da cultura da Prosegur. Entendemos a diversidade como uma vantagem competitiva, uma fonte de enriquecimento dos nossos valores, que proporciona oportunidades de crescimento e benefícios para a Empresa e para a sociedade. Temos na nossa equipa algumas mulheres com muito sucesso e em cargos Diretivos. Premiamos os melhores desempenhos e temos uma política de Reconhecimento e retenção de talento.

A título pessoal, e tendo em conta que, aos dias de hoje, é um exemplo de que a mulher pode ser o que ela quiser, que marca gostaria de deixar no mundo?

A melhor marca que podemos deixar no Mundo, será sempre para com aqueles que nos são mais queridos: Ter sido uma boa mãe e que a minha filha fique orgulhosa de me ter tido como mãe será seguramente a melhor. Se o meu percurso profissional puder incentivar outras pessoas a “lutarem” pelos seus sonhos, a não desistirem perante as dificuldades, a terem uma atitude positiva e enfrentarem e retirarem o melhor de cada momento (mesmo dos menos bons), a serem resilientes e acreditarem que com trabalho, esforço e dedicação podemos ser e fazer aquilo que nos faz Felizes, então sentir-me-ei com o dever cumprido! Feliz Dia da Mulher!

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