Inicio Autores Posts por Anarita Paiva

Anarita Paiva

302 POSTS 0 COMENTÁRIOS

És finalista? A Natixis tem 80 vagas para estágios em IT e Finanças

Maurício Marques, Diretor de Recursos Humanos da Natixis em Portugal, afirma: “Ao longo do programa de estágios, os jovens profissionais são acompanhados de forma próxima, no sentido de aprenderem o mais possível sobre as várias áreas e projetos que desenvolvemos no nosso Centro de Excelência do Porto, contactando com equipas em todo o mundo. Na Natixis, queremos dar aos jovens estudantes a possibilidade de experienciarem um percurso de aprendizagem e a possibilidade de crescerem connosco, ajudando-nos a fazer crescer o projeto que temos para a empresa em Portugal”.

O Purple Scan Finalists Edition conta com 60 vagas para estágios curriculares nas áreas de IT, nomeadamente para Desenvolvimento, Application Support, DevOps, Administração de Sistemas, Cibersegurança, Networking, Database e Quality Assurance; e 20 para a área de Banking Support Activities, designadamente para as funções de Reporting, Risco, Mercado de Capitais, Produtos e Instrumentos Financeiros, Compliance, Combate ao Branqueamento de Capitais, International Trade Law, Recursos Humanos, entre outras áreas. As vagas destinam-se a estudantes finalistas em Informática, Economia, Gestão, Contabilidade, Finanças, Relações Internacionais, Direito e Recursos Humanos, fluentes em inglês e entusiasmados em iniciar o seu percurso profissional.

Autocarro da Natixis vai circular nas instituições de ensino do Porto

Para chegar aos estudantes, a Natixis vai voltar a pôr na estrada o Natixis Purple Bus, um autocarro personalizado que vai circular nos polos universitários da Asprela e Campo Alegre, a 9 e 10 de fevereiro. O objetivo é dar a conhecer a empresa e as vagas do Purple Scan Finalists Edition. A iniciativa culminará num evento de networking de final de tarde nos escritórios da Natixis no Porto. Os estudantes terão oportunidade de conhecer as instalações e experienciar um momento informal com as equipas. O evento é gratuito, mas sujeito a inscrição através do formulário https://purplescan.eventsolutions.pt. Entre outras condições, a Natixis oferece aos seus estagiários um espaço de trabalho flexível e moderno, no centro da cidade do Porto; contexto de trabalho multicultural; arranque de carreira; parcerias com universidades; programas em competências corporativas; metodologias dinâmicas de trabalho, com base na agilidade, na flexibilidade, no empreendedorismo e na criatividade.

NEC adquire a Blue Danube Systems, Inc. para reforçar o portfólio de produtos 5G e a capacidade de suporte ao cliente

A NEC, como um dos principais fornecedores de Open RAN, reconhecida pelas suas soluções abertas de ponta-a-ponta da rede 5G e pela capacidade de integração de sistemas, continua a investir no negócio 5G através de iniciativas orgânicas e inorgânicas, alinhadas com o seu “Plano de Gestão intercalar 2025”. Esta aquisição expande a capacidade de apoio ao cliente e os ativos da NEC na América do Norte, e reforça o conjunto do seu portfólio de soluções Open RAN para suporte às necessidades e exigências dos clientes.

A Blue Danube juntar-se-á à NEC com uma equipa inovadora que reforçará as capacidades globais de I&D em 5G da NEC, e as tecnologias patenteadas de formação de feixes da empresa irão reforçar ainda mais a liderança da NEC em Unidades de Rádio 4G e 5G com base nas especificações O-RAN. Além disso, irá acelerar a expansão dos ativos da NEC em software RAN para ajudar os clientes a resolver questões relacionadas com a eficiência espectral, otimização de RAN e redução do OPEX da rede.

“Os produtos 5G da Blue Danube complementam o nosso portfólio de soluções abertas para 5G, permitindo-nos atender às crescentes exigências do mercado e acomodar casos de uso diversificados”, disse Shigeru Okuya, Vice-Presidente Sénior da NEC Corporation. “Esta aquisição é uma grande oportunidade para expandirmos a nossa oferta em 5G e trará valor substancial aos nossos clientes. A NEC comprometeu-se com uma posição de liderança no desenvolvimento das redes Open RAN e este negócio vem alargar o nosso alcance físico e a nossa capacidade de inovação para cumprirmos com esse compromisso.”

Preço das casas para arrendar subiu 0,9% em janeiro

Regiões

Durante o mês de janeiro, os preços das casas para arrendar subiram em todas as regiões. A liderar as subidas, encontram-se a Região Autónoma dos Açores (8,4%), a Região Autónoma da Madeira (7,4%) e o Alentejo (3%). Seguem-se o Norte (2,1%), o Algarve (1%), a Área Metropolitana de Lisboa (0,7%) e Centro (0,6%).

A Área Metropolitana de Lisboa, com 12,5 euros/m2, continua a ser a região mais cara, seguida pelo Algarve (9,9 euros/m2), Norte (9,3 euros/m2) e Região Autónoma da Madeira (9,2 euros/m2). Do lado oposto da tabela encontram-se o Centro (6,5 euros/m2), a Região Autónoma dos Açores (7,1 euros/m2) e o Alentejo (7,2 euros/m2) que são as regiões mais baratas.

Distritos/Ilhas

Dos distritos analisados, os preços das casas para arrendar apenas desceram em Castelo Branco (-0,4%). Por outro lado, as maiores subidas aconteceram na Ilha da Madeira (7,4%), Viseu (5,9%), Ilha de São Miguel (5,3%), Santarém (4,8%) e em Aveiro (3,3%). Segue-se o Porto (2,2%), Vila Real (2%), Viana do Castelo (1,8%), Leiria (1,3%), Setúbal (1,2%) e Faro (1%). Já em Lisboa a subida foi de 0,8%, em Braga de 0,5% e em Coimbra de 0,1%.

De referir que o ranking dos distritos mais caros para arrendar casa é liderado por Lisboa (12,8 euros/m2), seguido pelo Porto (10,1 euros/m2), Faro (9,9 euros/m2), Ilha da Madeira (9,2 euros/m2), Setúbal (9 euros/m2), Aveiro (7,1 euros/m2), Coimbra e Ilha de São Miguel (7 euros/m2 para ambos os casos). Arrendar casa em Leiria, Viana do Castelo e Braga tem um custo de 6,3 euros/m2. Os preços mais económicos encontram-se em Vila Real (4,7 euros/m2), Viseu (4,9 euros/m2), Santarém (5,3 euros/m2) e Castelo Branco (5,8 euros/m2). 

Cidades capitais de distrito

O preço de arrendamento em janeiro desceu apenas em quatro capitais de distrito, com Castelo Branco (-4,1%) a liderar a lista. Segue-se Faro (-1,3%), Viana do Castelo (-1%) e Braga (-0,4%). Por outro lado, os preços aumentaram no Funchal (9,5%), Aveiro (6,8%), Viseu (5,1%), Leiria (3,4%), Santarém (3%) e Porto (2%). Em Lisboa os preços subiram 1,3%, em Setúbal 0,5% e em Coimbra 0,3%.

 Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro arrendar casa: 13,5 euros/m2. Porto (10,9 euros/m2) e Funchal (9,7 euros/m2) ocupam o segundo e terceiro lugares, respetivamente. Já as cidades mais económicas são Castelo Branco (5 euros/m2), Viseu (5,3 euros/m2), Santarém (5,3 euros/m2), Viana do Castelo (6 euros/m2) e Leiria (6 euros/m2).

Comissão Europeia financia nove projetos portugueses inovadores com 5,7 Milhões de Euros

Estes resultados dizem respeito a parte do concurso de 2021 do cluster 5, e correspondem a 17% do financiamento total a concurso. Em Portugal este cluster é acompanhado pela Agência Nacional de Inovação, no âmbito da rede PERIN.

Os nove projetos com participação nacional:

  • ADVAGEN: Desenvolvimento de baterias avançadas de próxima geração em estado sólido para aplicações de eletromobilidade – com participação do INEGI
  • BOLSTER: Construir pontes com comunidades marginalizadas para transições de sustentabilidade local na Europa – com participação da SPI;
  • DUT: Parceria Europeia para as Transições Urbanas – com participação da CCDR-N, CCDR-C, DGEG, DGT e FCT;
  • GIGAGREEN: Rumo à giga-fábrica sustentável: Desenvolvimento de processos de fabricação de células verdes – com participação do INEGI;
  • GREENET: Pontos de Contacto Nacional para a transição verde: clima, energia e mobilidade – com participação da ANI;
  • PULSELiON: Tecnologia de deposição de laser pulsado para fabricação de baterias de estado sólido suportada por digitalização – com participação do INEGI e da Universidade do Porto;
  • RELiEF: Reciclagem de lítio de matérias-primas secundárias e outras – com participação do INEGI, Pegmatítica e Universidade Nova de Lisboa;
  • SPINMATE: Linha piloto escalável e sustentável baseada em tecnologias de fabricação inovadoras para a industrialização de baterias de estado sólido para o setor automóvel – com participação do INEGI e da INOVA+;
  • SSTAR: Transformador de estado sólido de alta tensão inovador para maximizar a penetração de energia renovável em sistemas de distribuição e transmissão de energia – com participação da Efacec Energia.

“No espaço de pouco mais de um mês, estes são os segundos resultados do Horizonte Europa que anunciamos. Estes resultados dos concursos dos clusters 4 e 5, no seu conjunto, financiam 39 projetos com a participação de 34 entidades portuguesas. No total, estas angariaram financiamento para os seus projetos I&D no valor acumulado de 26,7 M€. Considero, portanto, que estamos no bom caminho para aquela que é uma meta que a ANI considera alcançável, que Portugal consiga captar cerca de dois mil M€ até 2027, ou seja, o dobro do que captou no Horizonte 2020”, afirma Joana Mendonça, presidente da ANI.

A concurso estavam 16 tópicos com um orçamento total de 251 M€, 2,3% dos quais atribuídos a 17 entidades portuguesas com participação nos nove projetos inovadores que obtiveram financiamento.

Maiken Foods investe 80 milhões em aquacultura de salmão e bacalhau em Sines

O grupo Maiken Foods AS, de origem norueguesa, desenvolveu uma tecnologia inovadora para a criação de salmão e bacalhau em viveiros em terra. O promotor do projeto e fundador da empresa, o norueguês Arve Gravdal, tem vasta experiência no setor e desenvolveu vários projetos semelhantes em outras países. O processo tecnológico é composto por grandes tanques circulares, cada um com um módulo de filtragem integrado para uma recirculação intensiva. Esta tecnologia, detida pela Maiken, utiliza água do mar, reciclando-a no tanque antes de a devolver novamente ao oceano.

 A água utilizada é refrigerada por meio de energia fotovoltaica gerada por painéis solares instalados na cobertura dos tanques e nos vários edifícios da unidade de produção. O objetivo é produzir por via de um processo inovador, de alta qualidade e sustentável. Os tanques instalados operam de forma independente (IPU – Individual Production Units), permitindo um controlo mais eficiente da produção e a sua expansão em equilíbrio com o aumento da procura. Esta tecnologia permite a criação de animais de forma sustentável, a temperatura controlada, livres de parasitas e químicos. O projeto prevê um viveiro para a produção de 6.000 toneladas por ano. Um investimento, na primeira fase, de 40 milhões de euros na produção de salmão. O investimento total é de 80 milhões de euros e incluirá, numa segunda fase, a produção de bacalhau. Os principais mercados de destino serão, para além de Portugal, outros países da União Europeia, com destaque para França e Espanha. Durante a fase de construção serão gerados 50 postos de trabalho, prevendo-se a contratação de 200 trabalhadores a tempo inteiro quando o projeto atingir a velocidade de cruzeiro. A Maiken Foods espera iniciar a construção no último trimestre de 2022.

Testemunhos dos CEO: “A missão da Maiken Foods é ser um dos principais players na UE a fornecer produtos do mar de alto valor acrescentado prontos a consumir. A nossa tecnologia permite uma integração de toda a produção de forma sustentável. Encontrámos em Sines as condições ideais para a instalação do nosso projeto, não só pelo acesso à água do mar, mas pelo preço muito competitivo das energias renováveis, fatores determinantes para o nosso processo produtivo.”Arve Gravdal, CEO Maiken Foods.

“O bacalhau da Noruega vai passar a ser português! O prato nacional ter que ser confecionado com produto importado tem os dias contados. A ZILS – Zona Industrial e Logística de Sines aposta na captação de investimentos da aquacultura, do agronegócio e da agrologística, com vista à otimização das importações e à promoção do autoabastecimento e das exportações nacionais.” Filipe Costa, CEO aicep Global Parques – Gestão de Áreas Empresariais e Serviços.

Vocação industrial do BlueBiz, em Setúbal, como suporte para indústria farmacêutica

Esta visita acompanhada pelo Country Manager Portugal da Clever Leaves, Nuno Simões, antecipa a inauguração da nova fábrica da Clever Leaves em Setúbal, a qual, num futuro breve, terá certificação GMP – Certificação de Boas Práticas de Fabrico.

 A unidade de Setúbal, cuja localização foi escolhida pela disponibilidade de energia, segurança e licenciamento de utilização industrial que o BlueBiz oferece, está atualmente em fase de testes de produção tendo já iniciado a receção de matéria-prima proveniente da unidade localizada em São Teotónio. O expectável crescimento da procura deste produto farmacêutico nos mercados europeus irá, até 2028, potenciar o aumento da relação entre a unidade de Setúbal e da Zambujeira do Mar, concretizando o potencial do BlueBiz para instalação e potenciação de empresas deste setor económico gerador de alto valor económico. O BlueBiz – Parque Empresarial da Península de Setúbal, sob a gestão da aicep Global Parques, oferece condições únicas a vários setores de atividade com destaque para indústria farmacêutica, a metalomecânica de precisão, aeronáutica, agro-negócio e logística automóvel. As operações portuguesas da Clever Leaves tiveram início em 2019, e obtiveram licença do Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e de Produtos de Saúde, I.P que permite à Clever Leaves cultivar, importar e exportar flores secas da planta de canabis para fins medicinais e de investigação. Adicionalmente, a operação portuguesa obteve recentemente a certificação de conformidade com GACP e IMC-GAP.

A Clever Leaves já recebeu várias certificações internacionais que permitiram aumentar a capacidade de exportação e vendas das suas operações na Colômbia, incluindo a altamente cobiçada Certificação de Boas Práticas de Fabrico da União Europeia (EU GMP), uma Certificação de Boas Práticas de Fabrico (GMP) pela INVIMA e Certificação de Boas Práticas Agrícolas e de Colheita (GACP). De modo a expandir a sua atividade, a Clever Leaves escolheu o BlueBiz localizado em Setúbal, entre Lisboa e Odemira, por possuir excelentes acessibilidades e oferecer flexibilidade nas suas instalações que irão servir como um prolongamento essencial da atual presença e capacidades operacionais da Clever Leaves ao serviço do mercado global de canábis. O investimento prevê a criação de até 25 postos de trabalho e as novas instalações irão, no máximo da sua utilização, funcionar por turnos, 24 horas por dia, de forma a otimizar todo o potencial instalado numa área de 2.806m2.

Portugal deverá crescer acima da média da Zona Euro em 2022

“A economia portuguesa tem crescido mais do que outras economias da Zona Euro, mas apenas devido à forte contração que sofreu em 2020. Assim, antecipamos que a tendência de recuperação se mantenha à medida que são levantadas de forma gradual as restrições associadas à COVID-19”, explicou Ana Boata, Global Head of Macroeconomic and Sector Research da Euler Hermes.

A especialista destaca também que a dependência da economia portuguesa em relação ao Turismo “deverá manter os níveis das exportações de bens e serviços ainda abaixo dos registados pré-pandemia.” Numa perspetiva global, o crescimento económico deverá permanecer robusto: o PIB da Zona Euro deverá crescer 4,1% e o dos Estados Unidos da América 3,9%. A China deverá registar um crescimento de 5,2%. Contudo, aumentará a divergência entre economias desenvolvidas e economias emergentes. As economias desenvolvidas vão continuar a ser responsáveis por mais de metade do crescimento global (+2,2 pontos percentuais em 2022 e +1,6 pontos percentuais em 2023), enquanto que os mercados emergentes ficarão estagnados pela primeira vez desde a crise financeira global.

Comércio global continua a recuperar, mas instabilidade mantém-se 

As estimativas da Euler Hermes apontam para que o comércio global cresça 5,4% este ano e 4% em 2023. Contudo, no curto prazo, manter-se-á alguma instabilidade devido aos desequilíbrios entre a oferta e a procura: os possíveis surtos da variante Ómicron vão impactar as cadeias de distribuição e contribuir para manter elevada a pressão sobre os preços. Durante os próximos dois a quatro meses, antecipam os economistas, os setores com baixas ou nulas possibilidades de teletrabalho serão os mais afetados e a inflação será impulsionada pelas disrupções nas cadeias de abastecimento originadas, nomeadamente, pelos défices de produção da China, que podem representar um terço do valor global da subida dos preços – entre 1,5 e 2 pontos percentuais na Zona Euro, nos Estados Unidos e no Reino Unido.

A normalização das trocas comerciais a nível global, explicam os economistas da líder mundial em seguro de créditos, deverá ter lugar na segunda metade do ano, impulsionada por três fatores: a redução, para níveis normais, dos gastos dos consumidores com bens de consumo duráveis, acompanhada por uma mudança dos hábitos de compra com foco em produtos sustentáveis; um abrandamento das dificuldades de fornecimento de bens intermédios (bens manufaturados, ou matérias-primas, usados na produção de outros bens intermediários ou de produtos finais); e a redução dos prazos de entrega de mercadorias, à medida que cresce a capacidade de expedição.

DGRM e APA visitam intervenções em Vila Praia de Âncora e estudam evolução do porto

Foram dragados cerca de 100.000 metros cúbicos de sedimentos do interior e do canal de entrada do porto, os quais foram bombeados por tubagem dedicada para a alimentação artificial do cordão dunar da Duna dos Caldeirões.  A intervenção em causa resultou num investimento de 1.722.000 euros, financiado pelo POSEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, com a DGRM a suportar a componente nacional (455.829 euros), tendo resultado numa melhoria global das cotas de serviço do porto.

A visita técnica serviu também para debater o estudo de evolução do porto que está em curso. Está-se a estudar a reconfiguração do porto de Vila Praia Âncora, com o objetivo de minimizar as condições de assoreamento a que está sujeito e reduzir substancialmente as necessidades de dragagem de manutenção, e, sobretudo, melhorar as condições de segurança para as embarcações no acesso ao porto.

A equipa que está a realizar o estudo ouviu e debateu os problemas existentes com os pescadores de Vila Praia de Âncora, no sentido de compreender melhor as suas preocupações e as suas necessidades. A experiência e os conhecimentos de quem utiliza o porto todos os dias são fundamentais para enriquecer o estudo e se desenhar uma solução adequada para o futuro. Do estudo deverá resultar o desenho de um novo layout do porto, já com as correções necessárias, com vista a se proceder à respetiva avaliação de impacte ambiental e depois à concretização das intervenções conjuntas DGRM/APA nos molhes de proteção.

Para acautelar as necessidades de dragagens que, entretanto, se verifiquem, a DGRM tem já adjudicadas dragagens para o porto de Vila Praia de Âncora até ao final de 2023, através de um contrato plurianual de dragagens para os portos do Norte, que serão instanciadas em função das necessidades.

Fundação Repsol lança 11ª convocatória para a sua aceleradora de startups tecnológicas

Desde a sua criação em 2011, o Fundo já permitiu acelerar 65 startups, com uma taxa de sobrevivência de 75% entre as empresas incubadas -, desenvolver mais de 850 protótipos, e registar cerca de 200 patentes. Estes resultados confirmam a trajetória desta aceleradora de inovação da Fundação Repsol.  Nas suas dez edições, a Fundação Repsol doou mais de 10 milhões de euros às empresas incubadas, que conseguiram angariar no seu conjunto, mais de 230 milhões de euros de financiamento público e privado, e criaram 390 novos empregos em setores como os das tecnologias de baixas emissões, biotecnologia, mobilidade avançada, nanotecnologia, economia circular ou digitalização.

Apoiar o Empreendedorismo para a transição energética

O Fundo de Empreendedores apoia todos os anos entre cinco a sete empresas na fase pré-comercial,  dando-lhes o impulso de que necessitam para se converterem num projeto real no mercado, o mais rápido possível. Todos elas têm em comum o facto de estarem a desenvolver inovações que contribuem para uma transição energética mais sustentável.

Os projetos selecionados nesta nova convocatória receberão um apoio financeiro de até 100.000 euros durante um ano, e aconselhamento de uma equipa de mentores especializados que os acompanharão durante a fase de aceleração. O grupo de mentores agrega uma variedade de especialistas, desde profissionais no ativo da Repsol Technology Lab e das diferentes áreas de negócio da empresa que farão um acompanhamento técnico e empresarial, até  antigos executivos da Repsol com uma vasta experiência no desenvolvimento de negócios.

As startups incubadas também poderão testar os seus protótipos nas instalações industriais da Repsol e desenvolver testes-piloto em colaboração com os profissionais da multienergética. Um dos pontos que torna o Fundo de Empreendedores diferenciador em relação a outras aceleradoras, é a combinação entre o apoio para a realização de testes-piloto para validação e ampliação da tecnologia destas startups em ativos da Repsol em condições de operação reais, e o acesso ao ecossistema de investimento, medidas que completam o processo de aceleração das startups.

O processo de aceleração tem a duração de um ano e começa em outubro de 2022. Durante este período, é necessário que as startups alterem a sua localização atual. Os empreendedores que queiram participar podem apresentar os seus projetos até 1 de março de 2022, através do formulário disponível em www.fundacionrepsol.com.

Quem pode participar?

A convocatória da Fundação Repsol têm um âmbito internacional e está aberta para pequenas e médias empresas de base tecnológica em fase pré-comercial e que estejam a trabalhar em soluções inovadoras nas seguintes áreas:

  • Tecnologias energéticas de baixo carbono e economia circular;
  • Biotecnologia e nanotecnología para soluções energéticas sustentáveis;
  • Produtos e serviços baseados na gestão da energia e energias renováveis
  • Tecnologias digitais para a indústria energética
  • Soluções naturais para a redução da pegada de carbono

Comprometidos com uma transição energética justa e inclusiva   

O Fundo de Empreendedores faz parte da estratégia da Fundação Repsol para a transição energética e social e responde ao compromisso da Repsol e da sua Fundação com a inovação, o conhecimento e as pessoas, e implementa-se em quatro grandes linhas de atuação:

  • Investimento em empresas que trabalham para uma transição energética sustentável e inclusiva, gerando um triplo impacto positivo: ambiental, social e económico.
  • Um acelerador empresarial que apoia soluções inovadoras de base tecnológica nos setores da energia e da mobilidade.
  • Disseminação de conhecimento sobre a transição energética, através da plataforma digital Open Room, uma rede de Cátedras de Transição de Energia em universidades de prestígio, e do Zinkers, um programa educativo digital para sensibilizar os jovens para os desafios do futuro da energia.
  • Promoção de projetos sociais e de voluntariado, relacionados com transição energética e as alterações climáticas, e que promovam o desenvolvimento social.​

Pirataria Marítima a decrescer em 2021 com zero ocorrências nos navios de bandeira portuguesa

A Pirataria continua a ser um grande flagelo ao transporte marítimo, mas o panorama global tem vindo a melhorar. De acordo com a Câmara de Comércio Internacional, em 2021 foram registados 132 incidentes contra 195 no ano transato, com 88% das ocorrências a resultarem na entrada dos piratas a bordo, com ameaças de armas de fogo ou armas brancas. Os motivos desta redução foram as fortes medidas colocadas em prática pelos países dos grandes armadores mundiais e pelas medidas adotadas pelas próprias companhias de gestão dos navios. Neste âmbito, há a registar a ação “musculada” da Dinamarca, em proteção do seu grande armador Maersk, que tem desenvolvido ações concretas com navios e militares dinamarqueses, tendo o episódio mais grave ocorrido em novembro passado com troca de tiros, do qual resultaram quatro piratas mortos no Golfo da Guiné.

O Golfo da Guiné continua a ser a pior zona do globo, pese embora tenha decrescido bastante o número de incidentes. Em 2020 tinham sido registadas 81 ocorrências e em 2021 apenas foram registadas 34 (-55%). A presença de forças navais internacionais e a cooperação com os estados costeiros tem motivado este decréscimo. Ainda assim, em 2021 os piratas no Golfo da Guiné raptaram 57 pessoas de navios de marinha mercante. Em 2021 não ocorreram incidentes de pirataria com navios de bandeira portuguesa, pese embora existirem vários navios de bandeira lusa a atravessar zonas de risco. Para este efeito, muito tem contribuído o novo Diploma de Segurança Privada a Bordo, tendo neste ano a DGRM aprovado 199 planos antipirataria para navios registados em Portugal.

A pirataria no mar está definida no Artigo 101 da Convenção UNCLOS (United Nations Convention on the Law of the Sea), contemplando qualquer ato ilegal de violência realizada contra os tripulantes ou passageiros de navios, bem como de ilegal abordagem e tomada de controlo sobre o navio.

EMPRESAS