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Anarita Paiva

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Novo teste à Covid-19 obtém resultados em quatro minutos

Os testes PRC continuam a ser considerados os testes mais fiáveis para a deteção da presença de material genético do SARS-CoV-2 no corpo humano. São também os testes oficiais necessários para validar a infeção junto do Serviço Nacional de Saúde e Direção-Geral de Saúde. Apesar de demorarem apenas alguns minutos a ser feitos, os resultados só chegam entre 24 a 48 horas depois de realizados. Com o aumento do número de infeções diárias, devido à elevada taxa de transmissibilidade da variante Ómicron, as farmácias e laboratórios que realizam este tipo de testes têm sido sobrecarregados com pedidos.

Uma equipa de investigadores chineses desenvolveu um novo teste, bastante fiável e que permite obter resultados mais rapidamente. Um estudo realizado envolveu recolher a amostra de muco nasal de 33 pessoas na cidade, infetadas com o vírus, e os resultados do novo teste foram comparados com o PCR — os resultados mostraram uma correspondência perfeita.

“Implementámos um biossensor electromecânico para a deteção do SARS-CoV-2 num dispositivo integrado e portátil, e mostrámos que o agente viral foi detetado em menos de quatro minutos”, explicou a equipa de investigadores. Este novo dispositivo promete confirmar resultados do teste em apenas quatro minutos, em vez das anteriores 24 horas.

Facebook e Instagram podem ser bloqueados na Europa

A ameaça é clara: se a União Europeia não permitir a transmissão de dados do universo da Meta – que inclui as redes sociais Facebook e Instagram -, a empresa poderá encerrar a atividade das redes sociais no território. Foi isso que a gigante tecnológica liderada por Mark Zuckerberg deixou bem expresso no relatório anual.

A posição surge numa altura em que a UE estará a preparar nova legislação para proteção dos dados dos utilizadores europeus. A entrar em vigor, poderia impedir a transmissão dos dados recolhidos na Europa para a sede da empresa nos Estados Unidos.

“Se não for adotada uma nova estrutura de transmissão de dados (…) estaremos provavelmente impedidos de oferecer uma série dos nossos produtos e serviços mais significativos, incluindo o Facebook e Instagram, na Europa”, pode ler-se no documento da Meta. A impossibilidade de recolher os dados e processá-los poderá, segundo a empresa, “afetar o negócio, a condição financeira e os resultados das operações”.

Os representantes da tecnológica têm demonstrado pouca vontade de sair do território europeu. “Mas a realidade é que a Meta, tal como outras empresas, organizações e serviços, dependem dos dados transferidos entre a Europa e os Estados Unidos para processarem os seus serviços globais”, revelaram.

A transmissão destes dados foi colocada em causa por uma decisão de 2020 do Tribunal de Justiça da União Europeia, que considerou que a prática põe em perigo a privacidade dos cidadãos. Por enquanto, estão a ser encetadas negociações para um possível novo acordo entre os Estados Unidos e UE para esta partilha das informações dos utilizadores, mas não existem garantias de que o acordo venha a ser firmado — e a mais recente posição da Meta servirá também para colocar ainda mais pressão para que se concluam as negociações.

Vodafone é alvo de Ciberataque

Aos poucos, os serviços da Vodafone começam a ser repostos em todo o País. Depois de retomar o sinal da rede 3G, ao final da tarde de ontem, 8 de fevereiro, revelou que arrancou com o estabelecimento da rede 4G. Ainda assim, existem zonas do País em que tal ainda não foi possível.
“É uma intensa e exigente operação de reposição”, explica a Vodafone em comunicado. “O serviço está igualmente sujeito a algumas limitações, nomeadamente no que respeita à velocidade máxima permitida de forma a garantir uma melhor monitorização da utilização da rede, bem como uma distribuição mais equitativa e sustentável da capacidade disponibilizada aos clientes.”

A Vodafone agradece ainda o apoio que tem recebido nas últimas horas. “Trata-se de mais uma etapa que faz parte do complexo percurso que temos vindo a percorrer e cujo esforço tem sido atenuado pelas muitas manifestações de solidariedade e compreensão que nos têm feito chegar.”

O ataque informático à operadora afetou também a resposta do INEM a pedidos de socorro. Durante as primeiras horas do ataque, também a SIBS, a gestora da rede Multibanco, registou alguma instabilidade. 

DECO PROTESTE exige dedução de todo o material escolar no IRS

A DECO PROTESTE, organização de defesa do consumidor, continua a exigir a dedução de todo o material escolar no IRS e espera ver essa pretensão acolhida no próximo Orçamento do Estado.

Desde 2015, apenas os produtos e serviços com taxa de IVA reduzida (6%) são dedutíveis no IRS como despesas de educação. Desta forma, ficam de fora materiais escolares essenciais, como cadernos, mochilas, canetas, calculadoras e material de desenho, entre outros. Este ano, termina a 25 de fevereiro o prazo para validar despesas no e-Fatura. Mesmo que os consumidores classifiquem os encargos como tidos no setor da Educação, estes apenas serão contabilizados pelo Fisco se estiverem isentos de IVA ou tiverem uma taxa de IVA de 6 por cento.

Todos os anos, os pais são confrontados com uma lista de material escolar e que tem de ser, obrigatoriamente, comprado. Portugal conta com mais de 2 milhões de estudantes, que, anualmente, têm uma gasto médio de 200 euros em material escolar obrigatório, sem contar com os manuais.

A iniciativa da DECO PROTESTE, “Mais despesas de educação no IRS” pretende que os partidos alterem a lei no Orçamento do Estado e contemplem a dedução no IRS de todas as despesas com material escolar e outros serviços necessários à educação.

Se nada mudar, os portugueses só poderão continuar a deduzir os seguintes produtos e serviços:

  • Livros – Apenas os livros escolares vendidos com IVA reduzido de 6%.
  • Taxas de inscrição e propinas Jardins-de-infância, escolas do ensino básico, secundário ou superior.
  • Ensino de Línguas, Música, Canto e Teatro Prestado em estabelecimento reconhecido e integrado no Sistema Nacional de Educação.
  • Explicações (qualquer grau de ensino) Comprovado com recibo do explicador ou do centro de explicações.
  • Amas – Com fatura-recibo ou ao serviço de jardins-de-infância ou instituições equiparadas.

A DECO PROTESTE apela a que os consumidores assinem a carta aberta para defender a questão junto do Parlamento. Basta aceder a www.despesaeducacaoirs.pt/

DGRM no lançamento de embarcação da LaserPerformance

A “PortStar” é uma nova embarcação à vela, cuja conceção, design e construção é totalmente realizada em Portugal, na unidade de produção desta empresa em Setúbal, representando um passo essencial no desenvolvimento das competências nacionais para a produção deste tipo de embarcações e para as indústrias náuticas em geral. O objetivo é tornar a “PortStar” uma subclasse Olímpica dentro da Classe Laser.

José Carlos Simão, da DGRM, congratulou-se pela preferência da LaserPerformance por Portugal e por Setúbal, para se instalar após saída do Reino Unido, e felicitou toda a equipa envolvida na nova embarcação, numa altura em que a náutica de recreio apresenta, em vários indicadores, uma boa dinâmica.

No evento, o Diretor-Geral da LaserPerformance, Valdemar Moura, explicou as características da nova embarcação e a importância que a mesma representa para a estratégia da empresa. O modelo apresentado tem o casco e a vela totalmente construída em Fibra de Carbono e com utilização de cortiça portuguesa nas asas laterais. Por sua vez, o Presidente da Camara de Setúbal, André Valente Martins, destacou a importância da LaserPerformance para a região e o apoio que a Camara tem dado e continuará a dar a este investimento.

Mário Quina, presidente da Federação Portuguesa de Vela, felicitou a LaserPerformance e demonstrou toda a colaboração para a promoção da nova embarcação e para a sua futura utilização Olímpica.

A LaserPerformance, empresa de reputação mundial, dedicada à construção de barcos à vela e acessórios, instalou-se em Setúbal em 2019 e conta atualmente com 65 trabalhadores, exportando para todo o mundo. Tem em marcha um ambicioso plano de mudança de instalações e expansão das suas unidades, a localizar no futuro LaserPerformance Campus com 12 hectares, também na região de Setúbal.

“As maiores Empresas Mundiais escolhem a Fortinet para acelerarem, de forma Segura, a sua Jornada Digital”

Há mais de 20 anos que a Fortinet tem sido uma força motriz na evolução da segurança cibernética e na convergência de redes e segurança, sendo hoje um player de referência no seu setor. Como nos pode descrever a evolução da marca, em particular, no mercado português?

A Fortinet é uma empresa leader em cibersegurança a nível global, com clientes por todo o mundo ajudando-os a acelerar no caminho da digitalização com soluções orientadas à segurança. Nos últimos 21 anos, a Fortinet focou-se no desenvolvimento de uma plataforma de segurança abrangente projetada para proteger toda uma infraestrutura até às suas zonas limítrofes, adaptar-se aos requisitos de inovação digital e unificar as funções de rede e segurança numa solução única. No ambiente de ameaças complexo e em rápida mudança de hoje em dia as empresas precisam de mais do que soluções isoladas. É por isso que o Fortinet Security Fabric é a resposta para os desafios de segurança dos nossos clientes: uma plataforma integrada projetada para contemplar a segurança de uma rede de forma abrangente fornecendo consistentemente serviços de segurança por toda uma infraestrutura de rede até às suas zonas limítrofes.

A Fortinet tem como missão proteger pessoas, dispositivos e dados em todos os lugares, tornando o mundo digital em algo que se pode confiar. É por esta razão que as maiores empresas do mundo escolhem a marca para acelerar com segurança a sua caminhada digital? O que a destaca no seu meio?

A Fortinet continua a diferenciar-se ao potenciar a aceleração da convergência das redes e da segurança. Como parte integrante da plataforma Fortinet Security Fabric a nossa solução FortiGate Next-Generation Firewalls (NGFWs) permite uma abordagem à segurança orientada à proteção de toda uma infraestrutura de rede até às suas zonas limítrofes, incluindo ainda todos os utilizadores e meios de acesso e aplicações neste espaço enquanto assegura um alto desempenho. É por isso que as maiores empresas mundiais, prestadores de serviços e organizações governamentais escolhem a Fortinet para acelerarem, de forma segura, a sua jornada digital.

Sabe-se que o Fortinet Security Fabric está no centro da estratégia de segurança da Fortinet. Quais as mais-valias que esta plataforma apresenta?

Fortinet Security Fabric é uma plataforma de segurança flexível, adaptável, abrangente, inteligente e automatizada. Esta plataforma inclui o portefólio de soluções mais amplo do setor abrangendo segurança de redes SD-Wan, switching e acessos wireless, controlo de acesso às redes, autenticação, segurança de infraestruturas e serviços em Cloud, pública e privada, segurança dos postos de trabalho e soluções de proteção contra ameaças de segurança – tudo disponibilizado sobre um sistema operacional comum, FortiIOS. O Fortinet Security Fabric consolida e acelera a convergência das redes e segurança através de uma abordagem orientada à segurança capaz de disponibilizar uma visibilidade abrangente e a mais alta escalabilidade combinada com níveis de segurança avançados para proteger aplicações e serviços essenciais em ecossistemas híbridos.

Certo é, a segurança é um fator essencial em todas as áreas de atividade. Na sua perspetiva, porque é que a cibersegurança é cada vez mais importante, não só para o universo empresarial como para a generalidade das pessoas? Considera que as tecnologias podem tornar-se perigosas se não lhes dermos o devido acompanhamento ao nível da segurança?

Dada a digitalização cada vez maior, a inovação tecnológica rápida e os atores indesejados que parecem estar, por vezes, fora do alcance da lei, as empresas e as pessoas não podem esperar eliminar a possibilidade de serem alvos de um ataque no ciberespaço nos tempos mais próximos. Contudo, a cibersegurança, e é neste contexto que se torna importante, ajuda as empresas e as pessoas a compreender os riscos de um ciberataque e de que forma estes riscos são geríveis. Por outro lado, é importante realçar, que a cibersegurança pode ser utilizada também como uma ferramenta para alinhar estratégias de negócio, tecnologias e atividades na mitigação de riscos e que sem este alinhamento o uso da tecnologia per si pode significar o assumir de um risco maior.

As Pequenas e Médias Empresas (PME) estão muito expostas, não apenas por terem as mesmas necessidades das grandes empresas, mas principalmente pela falta de recursos especializados para lidar com segurança digital. Quais são os grandes desafios que as PME encontram no que respeita à cibersegurança?

É fator consensual de que a experiência digital com clientes, colaboradores, parceiros e pares do ecossistema em que cada PME se integra será crítica. Um fator decisivo para o sucesso negócio, para existência da própria empresa. Os desafios colocados às PME pela cibersegurança neste contexto passam pela proteção de informação sensível dos seus clientes, das transações que com eles realizam e de um modo geral no assegurar da confiança no relacionamento digital que mantém dentro do seu ecossistema.

Já no que diz respeito à Ciber-Resiliência, de que forma o universo das PME podem melhorar a mesma, de maneira a livrarem-se da falta de segurança a que estão habitualmente expostas?

A falta de segurança a que as PME estão habitualmente expostas não será hoje em dia uma questão de boa segurança versus má segurança mas antes uma questão de utilização de práticas de segurança antigas versus modernas. Se migrarem para tecnologias em Cloud, e tiverem a cibersegurança em mente, as PME podem usufruir de um nível de proteção maior ao longo de todo o ciclo de processamento de informação que necessitam para realizar as suas atividades de negócio. Esta modernização de tecnologia é um imperativo para impulsionar os negócios das PME e assegurar a sua defesa contra a ondas de ameaças à sua segurança. Caso contrário irão perder o foco do seu negócio e debater-se com uma falta de capacidade tecnológica e de conhecimento para enfrentar ataques cada vez mais sofisticados que podem por em causa a sua própria existência.

Sabemos que a pandemia da Covid-19 afetou um pouco todas as áreas. Que impacto, a mesma, aportou à Fortinet? Uma vez que todas as empresas tiveram de começar a lidar ainda mais com as tecnologias, houve uma maior procura por parte das mesmas no sentido de garantirem uma segurança maior nos seus negócios? É legítimo ainda afirmar que a pandemia acelerou este processo?

Com o Covid-19 a maior parte das empresas respondeu com uma aceleração digital do seu negócio, da sua missão. Numa primeira fase, uma das grandes diferenças sentidas foi a mudança para o trabalho remoto e a perda de contacto direto com colaboradores e clientes. A trabalharem remotamente algumas pessoas adquiriram aplicações, ou utilizaram recursos pessoais, sem a gestão direta das empresas e as empresas sentiram dificuldades em assegurarem a segurança destes postos de trabalho e implicitamente a segurança dos acessos destes postos às aplicações empresariais. Este pendor para o trabalho remoto requereu uma renovação completa na forma como algumas empresas operacionalizavam a segurança. Esta situação levou com efeito a uma maior procura de soluções de acessos remotos seguros e, em paralelo, a uma maior utilização de recurso na Cloud. Alguns processos foram digitalizados por forma a permitir o relacionamento não presencial com colaboradores e clientes. Creio que é legitimo afirmarmos que a pandemia acelerou o processo da digitalização e, por inerência, a implementação de soluções de segurança adicionais.

Por fim, o que significa – em particular para as empresas lusas – escolher a Fortinet como o seu parceiro de segurança e confiança?

Num contexto de expansão acelerada das redes e acessos, a segurança desempenha um papel mais critico do que nunca. Para endereçar estes desafios, a Fortinet está comprometida em ajudar todas as partes interessadas em responderem a requisitos de segurança colocados pelas novas formas de trabalho, por exemplo, através do programa Engage Partner Program da Fortinet e da utilização de ferramentas de capacitação de parceiros. A Fortinet apoia a missão e os objetivos dos seus parceiros e clientes disponibilizando um portfólio de soluções que mitiga diretamente cada ameaça apresentada em cada fase do processo Kill Chain.

“Ser CEO e ser Mulher são duas coisas que se Complementam”

A LSI Stone nasce em 1999 fruto de um know-how consolidado com base na tradição, na compreensão profunda da pedra e em investimentos inteligentes e estruturados. Enquanto CEO, como nos descreve a evolução e os valores desta marca que têm contribuído para a sua distinção ano após ano?
É com satisfação que reconheço que nos mantemos fiéis ao nosso desígnio inicial, a evolução da empresa e dos mercados tem valorizado a nossa cultura assente sobretudo nas necessidades dos mercados mais exigentes de produtos de pedra natural. O foco no cliente e no resultado final, a busca insistente pela perfeição exigindo sempre em primeiro lugar a nós próprios, são valores intemporais que se renovam com a evolução tecnológica, mas se consolidam através da nossa disponibilidade para o diálogo e pelo atendimento as necessidades específicas de cada cliente.

Os calcários LSI são extraídos das melhores pedreiras da Estremadura, localizadas no mais importante repositório de calcário em Portugal. A Regina Vitório garante que “a qualidade da nossa pedra é incomparável”. Para melhor entender, de que forma a pedra da LSI se distingue das restantes? O que diferencia esta marca? 
Distinguimo-nos pelo esforço em nos afirmarmos através da nossa cultura e dos nossos valores sempre focados no cliente, no projeto e no detalhe. A pedra é o centro de toda a nossa atividade, mas apenas a verdadeira compreensão do seu enquadramento global e o envolvimento em diversos aspetos dos processos de conceção e design nos garante um serviço completo ao cliente e por isso a distinção. A LSI Stone apesar de ter sido inicialmente reconhecida a nível mundial por fornecer calcários portugueses de elevada qualidade, na atualidade o portefólio vai além disso, temos pedras naturais dos diversos cantos do mundo, e atualmente a empresa é reconhecida como um fornecedor global de pedra natural para projetos exigentes por medida.

Sabemos que aquilo que torna a LSI uma líder de mercado são os colaboradores, que colocam diariamente as suas habilidades e os seus conhecimentos em cada projeto realizado. Em que medida esta mão de obra qualificada aliada aos equipamentos avançados, tem melhorado a qualidade do serviço em prol dos clientes?
Esse é um dos nossos grandes desafios. Saber atrair pessoas que possam contribuir para o esforço coletivo da nossa equipa. Felizmente temos sido bem-sucedidos e somos hoje uma equipa coesa e dinâmica de uma mescla de competências que se conjuga e que permitem abrangência e complementaridade no nosso quotidiano. Tenho a perfeita consciência que o contínuo esforço de investimento em tecnologia seria inglório sem a capacidade de atrair recursos humanos cada vez mais qualificados e capazes de maximizar o aproveitamento do uso dessa mesma tecnologia.

Para além de todos os aspetos que tanto caracterizam a LSI, esta foi também a primeira empresa a investir em tecnologia de ponta e a capitalizar habilidades e experiência em recursos humanos. Acredita que o destaque dado a esta inovação e tecnologia de vanguarda contribui para uma melhoria significativa da qualidade daquilo que oferecem? De que forma?
Sim, a tradição e saber-fazer é uma parte fundamental do nosso processo produtivo, mas apenas aliando essas características à inovação tecnológica e ao que esta nos permite atingir do ponto de vista da qualidade e da produtividade podemos responder a novos desafios e por isso garantir vantagem competitiva e a qualidade de produto fornecido.

Fruto de todos os valores nobres pela qual a marca se rege, conta hoje com várias certificações de qualidade, sustentabilidade, entre outras. O que significa para si, enquanto CEO, estes prémios?
Os prémios são o reconhecimento do trabalho da nossa equipa, mas são sobretudo um indicador que nos obriga a trabalhar mais e estar cada vez mais atentos para não correr o risco de defraudar expectativas. Queremos sempre saber fazer mais e melhor, os prémios serão sempre por isso marcos que queremos que assinalem o nosso caminho e não objetivos estratégicos da empresa.

Certo é que a preocupação com o meio ambiente nunca está esquecida no seio da LSI, que tem vindo a adotar um conjunto de medidas com o objetivo de reduzir o desperdício e o impacto ambiental resultante da atividade profissional. De que medidas estamos a falar?
A empresa nasce praticamente em ambiente de parque natural, a preocupação com a sustentabilidade é parte do que somos e do que fazemos. Para além de um complexo sistema de reaproveitamento de águas instalámos uma central de produção fotovoltaica que garante praticamente as nossas necessidades atuais de energia elétrica, instauramos um sistema de reaproveitamento do desperdício de pedra natural resultante da nossa atividade, que nos permite caminhar de forma consistente em direção a uma política de desperdício zero.

Na realidade sabemos que o caminho para a sustentabilidade é de longo prazo. Para o mercado da LSI, que desafios e oportunidades ficam por superar e abraçar?
Ambicionamos reduzir, ainda mais, o impacto da nossa atividade no meio ambiente. A pedra natural é uma matéria-prima desde logo sustentável, que incorpora, no processo de transformação, relativamente menos energia quando comparado com produtos concorrentes.

“Com um olhar atento para os negócios e uma unidade imparável, Regina Vitório é o coração e a alma da LSI Stone”. Interessa-nos, portanto, saber mais sobre si… Quem é enquanto mulher e enquanto profissional?
Ser CEO e ser mulher são duas coisas que se complementam. A força de vontade em fazer mais e melhor foi o grande impulsionador para conseguir dar a conhecer a LSI ao mundo. Ter a capacidade de ter pulso firme e ao mesmo tempo sensibilidade em cada desafio aceite. O meu percurso profissional começou quase que automaticamente, por ter nascido no berço da pedra natural. A linguagem da transformação e processamento da pedra instalou-se em mim desde muito cedo. A partir daí, tive a capacidade de adaptar e evoluir dessa base e construir o meu próprio negócio da melhor maneira que consegui.

Podemos afirmar que esta marca também é o que preenche o seu coração e a sua alma? Porquê?
Julgo que a nossa entrega aos projetos em que nos envolvemos é sempre o que nos distingue. O projeto LSI resulta dos esforços contínuos de muitas pessoas e por isso mesmo o somatório da entrega e da visão de todas essas pessoas, por ter sido fundadora do projeto e por liderar há já 23 anos, reconheço que o projeto LSI tem também um forte cunho pessoal assim como reconheço que continua a ser um projeto que me motiva e mobiliza completamente. Nos negócios a razão é sempre a melhor conselheira, a paixão, no entanto motiva-nos aquele pequeno esforço extra que no final do dia faz toda a diferença.

Quando decidiu, há 23 anos, desbravar este caminho, quais foram os principais obstáculos que se atravessaram nele? Se pudesse voltar atrás, faria algo diferente?
Julgo que faria pouco de diferente. Foi um caminho longo e árduo, apenas a partir do sonho fomos capazes, com muita resiliência, de contruir um projeto sólido e estruturado que se distingue dos demais. As dificuldades de ontem são os nossos pontos fortes de amanhã, porque as enfrentamos com vontade e as ultrapassamos uma a uma.

O que define a Regina Vitório enquanto líder? Que características tem e que considera serem fulcrais para se vingar no mundo empresarial?
Tento liderar a extraordinária equipa que tenho a sorte em me acompanhar o melhor que sei, esforço-me por saber comunicar e explicar quer os aspetos que mais me satisfazem como também as dificuldades com todos os que me rodeiam. Na realidade a liderança esta associada a qualidades intrínsecas a minha personalidade; proativa, saber comunicar, liderar e motivar as equipas a par dos objetivos da empresa. Mas de facto a maior exigência que coloco a mim própria diariamente é a continua determinação, resiliência e confiança que tanto me definem. Além disso, promovo diariamente o meu growth mindset, procuro abraçar novos desafios e crescer continuamente, por mim e pela empresa. Quando observo um projeto complexo, como o The Perelman em Nova Iorque, com uma fachada inovadora em mármore translúcida, tento estruturá-lo e simplificá-lo, mantendo sempre uma abordagem positiva. A LSI Stone é em parte, o reflexo da minha pessoa, inovar dia após dia, sem limites, não há impossíveis.

A terminar, que memória lhe ficou ao longo do seu percurso na LSI como uma boa história para contar?
O museu da Tolerância em Jerusalém foi sem dúvida um projeto muito especial para mim, por toda a envolvente histórica do mesmo. Um projeto emblemático revestido em pedra natural portuguesa proveniente do maciço calcário estremenho. Seria impensável no centro de Jerusalém a aplicação de revestimento de fachada de tão emblemático edifício, ser revestido em pedra Natural que não fosse de origem local. No entanto, e por opção arquitectónica, o calcário português transformado pela LSI foi a pedra selecionada para revestimento de todo o edifício nas fachadas, telhado e interiores. Fui envolvida no projeto por referência “do saber fazer,” desde muito cedo, e a cada etapa de desenvolvimento deparando-me com barreiras políticas, e não políticas de difícil contorno. No entanto, em Jerusalém tive o privilégio de jantar com o fundador do Simon Wiesenthal Center, Rabi Marvin Hier, que mencionou palavras sábias que estarão para sempre gravadas na minha memória “Regina nunca percas a oportunidade de ter o teu nome ligado a Jerusalém”. Estas palavras fortaleceram-me de tal forma que, hoje não só o nome da Regina está ligado a Jerusalém, como o da LSI Stone. Um grande marco para Portugal que orgulhosamente fica para sempre na essência da História! Porque no final do dia, o que me deixa feliz é a valorização e, o agregar valor a um tao nobre recurso natural que prevalece na eternidade.

“Espero deixar um legado Transformador e que Seia, seja, uma das Melhores Cidades para se Viver e Trabalhar”

A Sónia Jerónimo tem um espírito empreendedor, aptidão criativa, habilidades de liderança ousadas e uma paixão por ensinar, aprender e orientar outras pessoas. Após mais de 25 anos de experiência a liderar negócios, quem é hoje enquanto pessoa, mulher e profissional?
Costumo dizer que há coisas que não são negociáveis. Por mais que evoluamos, ganhemos experiência, há pilares que nos definem, seja qual for o nosso papel, seja, de mulher, mãe ou profissional. O que me define, são valores que sustentam as minhas decisões, a minha liderança e quem sou. A integridade, a transparência, a honestidade e o valor do trabalho e da família, são pilares não negociáveis. Sempre guiaram o meu espírito empreendedor, a minha paixão por criar algo novo todos os dias.

Uma das suas grandes missões de vida é transformar negócios e capacitar pessoas e empresas a atingirem o seu potencial, bem como culturas de excelência e ótimos locais de trabalho onde todos possam cultivar o seu talento e prosperar. Soube, desde sempre, que queria impulsionar pessoas a serem a melhor versão de si próprias? O que a fascina nesta atividade?
Definitivamente as pessoas. As organizações apenas prosperam e mantêm-se sustentáveis ao longo da vida se se rodearam de pessoas, que desenvolvam o seu talento e contribuam genuinamente para uma missão, visão e propósito da organização. O ser humano, é imprevisível. Move-se pelo seu propósito, interesses e paixões e é aí que reside o grande desafio para os empreendedores: transformando-as a partir os seus melhores recursos, aptidões, competências e motivações. Para isso, é preciso inteligência emocional, capacidade de escuta, sem julgamentos e uma empatia genuína. É fascinante “desconstruir” pessoas para que elas próprias façam a descoberta dos seus talentos e pontos fortes. Este “descontruir” é ajudá-las a sair da sua zona de conforto. Os resultados, virão por acréscimo e naturalmente e sobretudo com consistência e criando lideranças fortes.

A diversidade, a inclusão e a igualdade são temas que muito dizem à Sónia Jerónimo. O que é que tem vindo a ser feito, enquanto líder, para que sejam, além de temas fundamentais, uma realidade constante nas experiências que cruzam no seu caminho?
Sou a favor de um equilíbrio em qualquer profissão ou cargo, porque esta diversidade de género é realmente profícua. Há um maior leque de opiniões e de ideias, diferentes formas de abordar os problemas, visões e perspetivas mais amplas, e níveis de criatividade que se complementam e isto é que enriquece as empresas e as pessoas. A experiência mais gratificante que tive a este nível, de implementação de políticas a este nível, foi efetivamente uma das empresas que criei no passado ter sido galardoada como uma das 25 melhores empresas para se trabalhar em Portugal durante quatro anos consecutivos desde a sua criação, destacando-se no que respeitava a políticas de inclusão, diversidade e igualdade. Nesta última, e sendo uma tecnológica, cerca de 50% dos colaboradores eram mulheres.

Afirma que o seu propósito, como empreendedora, é retribuir tudo o que aprendeu. Assim, e de forma destemida e resiliente, mudou-se para a cidade de Seia há um ano e meio. Esta mudança partiu de que necessidade?
Sim, sem dúvida. A minha mudança esteve baseada, em duas coisas. Uma, que era procurar um estilo de vida familiar e pessoal, mais calmo e próximo da natureza. O outro, a vontade de me desafiar uma vez mais, e fazer algo que se pensa que apenas as grandes cidades têm recursos para fazer que é: empreender. Fiquei maravilhada com este lado da Serra da Estrela. Seia tem um potencial incrível, quer pelos seus recursos naturais, pela envolvência da Serra, quer pelas suas gentes e tradições, quer pela resiliência que os Senenses vivem diariamente, para fazer o melhor pela sua terra. A qualidade de vida no interior é extraordinária e na realidade não falta nada. Faltam sim, pessoas, que venham fazer a diferença positiva na região.

Que iniciativas estão a ser projetadas para desenvolver o empreendedorismo do interior e elevar o potencial deste território tão rico? De que forma pretende deixar a sua vincada marca?
Estão a ser alavancadas junto da nova presidência da câmara, com o Dr. Luciano Ribeiro e com minha colaboração como embaixadora do projeto, a iniciativa para criação de uma plataforma local para sediar empresas de base tecnológica e não só, no antigo pavilhão CACE- Centro de Apoio à Criação de Empresas. Uma área com mais de 20.000m2, que será remodelada a preparada para receber empresas nacionais e internacionais, nómadas digitais, parceiros e empreendedores locais e internacionais, onde terão um espaço para fazer germinar o seu negócio, ter apoio na sua instalação e serviços de ajuda à incubação de ideias de negócio. Pretende-se atrair para a plataforma parceiros nas áreas de funding, venture capitalists, business angels, headhunting, formação, seleção e recrutamento, para apoiar as empresas e negócios que aqui se instalarem. Nesta plataforma, já há uma empresa internacional de base tecnológica que vai iniciar já a sua operação em Seia, em Março. A previsões é que em dois anos terá cerca de 50 engenheiros a trabalhar aqui, para vários clientes nacionais e internacionais. Vai ser lançado também um programa totalmente inovador para atrair talento internacional para Seia, em que, quem escolher a cidade para viver e trabalhar, terá um programa de pós-graduação com instituição académica conceituada. Como dinâmicas colaterais teremos o mercado de arrendamento e construção, assim como estamos a avaliar a criação de um projeto inovador para a criação de espaços co-housing and co-living, assentes nos princípios da sustentabilidade ambiental e economia circular.

Se pudesse avançar no tempo cinco anos – e observar as iniciativas que imaginou para Seia, realizadas na prática – o que gostaria de concluir?
Em cinco anos, espero que todas estas iniciativas tenham sido implementadas e a funcionar já em ritmo cruzeiro, projetando o concelho de Seia a nível nacional e internacional. Espero deixar um legado transformador e que Seia, seja, uma das melhores cidades para se viver e trabalhar.

A capacidade de encontrar potencial onde muitos não o veem pode tornar-se um processo moroso e complexo. Quão gratificante é, para a Sónia Jerónimo, devolver às pessoas, aos negócios e aos lugares, esperança e luz mesmo em dias mais cinzentos?
Tenho uma máxima que sempre me guiou e que permitiu os meus “saltos de fé”: acreditar primeiro e ver depois. A maioria de nós, faz o contrário, primeiro tenho de ver para depois acreditar. Dei muitos “saltos de fé” ao longo da minha vida, e com todos tive momentos de felicidade e sucesso e outros, foram elementos de grande aprendizagem e que hoje me são muito preciosos. Mas o “salto de fé” mais arrojado, foi efetivamente deixar Lisboa e vir para Seia. E foi, porque, não tenho quaisquer raízes familiares ou outras aqui. Nunca vivi cá e mais, não conhecia ninguém que cá morasse e que no limite me pudesse ajudar a perceber a cidade e como é viver aqui. Visitei muitas vezes a cidade e zonas envolventes, alguns fins de semana e nada mais do que isso. Mas cada vez que cá vinha, sentia-me em “casa” e tinha menos e menos vontade de regressar e fui me apercebendo do potencial de atratividade da região e que era aqui afinal que deveria ser o headquarter da minha missão de vida.

Sendo um exemplo claro de liderança feminina e, tendo consigo uma quota imensa de determinação, que mensagem gostaria de deixar a todas as mulheres que, tal como a Sónia Jerónimo, gostariam de trilhar um caminho de sucesso?
O meu mantra é acreditar em mim, nunca desistir e aprender com os erros. Saber quando parar e desapegar de algo que já não nos serve ou que contribua para o nosso crescimento e aprendizagem. Humildade para escutar os outros, por mais experiência que tenhamos. Acreditar que é possível, que somos capazes, é libertador, porque somos nós que escolhemos os caminhos. Quando não acreditamos em nós, são os outros que vão escolher o nosso caminho. Costumo dizer, se não damos as chaves de nossa casa a qualquer pessoa, porque o haveremos de fazer com a nossa vida?

“A Liderança Positiva, Inclusiva e Credível, não tem nem género nem cor”

Personalidade conhecida, a Helena Sacadura Cabral é um caso claro de sucesso e de credibilidade na praça pública, sendo uma Mulher que ao longo do seu trajeto foi sempre ultrapassando todos os desafios. Para os mais distraídos, quem é Helena Sacadura Cabral?
Uma pessoa normal, com as preocupações e as alegrias toda a gente. Mas que teve a sorte de tirar um curso superior, e de obter uma bolsa pelas altas classificações obtidas.

Licenciada em Economia, ocupou diversas posições de liderança na Administração Pública, sendo ainda jornalista e escritora. De que forma é que avalia o seu percurso e quais são aqueles momentos que considera fundamentais para ter singrado como Mulher, Líder e Profissional?
Foi um caminho de muito trabalho e também de muita satisfação pessoal. Não distingo momentos especiais. Tudo o que fiz teve como base fundamental o trabalho e a ousadia de arriscar.

Que análise perpetua do papel da Mulher no universo dos negócios e das empresas nos dias que correm? Sente que ainda temos um longo caminho a percorrer para que a igualdade seja cada vez mais uma realidade?
Há ainda um caminho a percorrer. Mas importa ter consciência da diferença que existe entre o meio laboral de hoje e aquele que existia quando comecei a trabalhar.

É legítimo afirmar que as organizações portuguesas estão atrasadas e o papel da mulher na sociedade, em particular no mercado de trabalho, continua a pertencer a um grupo vulnerável? O que temos de fazer para inverter este paradigma?
Não sejamos exagerados. É claro que ainda é o homem que manda na área laboral. Mas as mulheres vão ocupando cada vez mais o seu lugar. Sobretudo, as instruídas, que hoje são em número superior aos homens. Para as outras, é que temos ainda de lutar e criar condições que permitam conciliar profissão e família.

Ao longo da sua carreira e do seu trajeto, sentiu alguma vez que o facto de ser mulher funcionou como um obstáculo à sua progressão e crescimento? Como se deve lidar com tal panorama?
Nunca senti esse problema e trabalhei sempre em meios muito masculinos. Por isso, tenho alguma dificuldade em responder a essa questão.

Acredita que existem diferenças entre as denominadas Lideranças Feminina e Masculina ou, do seu ponto de vista, a liderança positiva, inclusiva e credível não tem género?
Para mim a liderança positiva, inclusiva e credível, não tem nem género nem cor.

Além de diversos blogues, é ainda autora de vários livros. Se tivesse de escolher só um, qual seria e porquê? O que lhe dá motivação e inspiração para escrever um livro?
O facto de ser uma economista que se interessa pelo mundo à sua volta e que continua a estudar para saber mais e melhor.

O que podemos continuar a contar da sua parte para o futuro e que mensagem gostaria de deixar a todas as Mulheres que dia após dia lutam para chegarem mais longe?
Que não desanimem, porque o caminho faz-se caminhando!

Muito se fala em igualdade, em diversidade do género e boas práticas de inclusão empresarial. Na sua opinião, temos levado cada um destes segmentos com a seriedade que merecem? Qual deverá ser o papel das Mulheres que pretendem chegar à Liderança de um qualquer projeto?
A inclusão por decreto, só resolve o problema estatístico. A forma de vencer essa batalha é, na minha opinião, ter orgulho em ser mulher e não querer ser igual ao homem. Mas exigir, sim, ser sempre respeitada como mulher, que tem iguais oportunidades.

“A minha Paixão são as Pessoas”

Com mais de duas décadas de experiência profissional, Fátima Flores, é desde sempre uma mente inquieta movida por um propósito tão nobre como elevar o outro ao seu melhor. Foi na área da contabilidade, em França, onde começou o seu “entendimento sobre aquilo que é ultrapassar barreiras, preconceitos e julgamentos”, inicia a entrevistada. Rapidamente percebeu que não era nesta área que pretendia trilhar o seu caminho, portanto, mudou-se para Portugal, onde se candidatou na Universidade do Minho ao curso de Psicologia. Passados cinco anos, decidiu juntar “o melhor dos dois mundos” ao especializar-se em organizações, onde fundiu a formação em contabilidade com a de psicologia. Auto-Sueco, foi a empresa onde começou a sua carreira. “Estive na Auto-Sueco durante 20 anos. Dez anos em Portugal, dois em Angola e oito no Brasil”, afirma. Passado todo este tempo, – e apesar de um trajeto inigualável – percebeu que estava a desviar-se daquela que era a sua missão: desenvolver pessoas, equipas e organizações para que consigam alcançar os seus sonhos e o futuro que ambicionam, sem que nunca deixem de voar.

A mente inquieta de uma mulher sonhadora

Há quatro anos, decidiu iniciar o seu próprio negócio, aquele que durante décadas desenhou. Segundo a interlocutora, “passados estes quatro anos, consigo reconhecer que estou a construir aquilo que idealizei, com uma evolução inesperada. A minha paixão são as pessoas. Portanto segui o meu caminho e propósito, que é ajudar as pessoas e as empresas, principalmente as PME’s com gestores visionários, que sabem que uma boa gestão do seu capital humano, pode alavancar o seu negócio. Foi dessa forma que eu entrei no mercado da consultadoria de recursos humanos, mostrando aos meus clientes que ao cuidar das suas pessoas, o retorno deste investimento é imediato e a longo prazo. O impacto do meu trabalho nos meus clientes, e nas suas equipas, começou a ter grande visibilidade, e evoluir de tal forma que percebi, que apesar de trabalhar mais do que 12 horas por dia, já não conseguia dar resposta a todas as solicitações”.  O que começou com uma estrutura pequena e individual, rapidamente ganhou dimensão, o que levou a que em 2018 fosse concebida a marca F.RH, onde o foco principal é recrutamento e seleção. E se ainda existe quem duvide da importância que tem a área dos Recursos Humanos, que se desengane. Isto porque vários são os aspetos que diferenciam esta marca das restantes. “Em dois anos tivemos uma evolução extraordinária. O nosso trabalho junto das PME’s, através de um acompanhamento exímio dos clientes e candidatos, tem sido o nosso diferencial. Portanto, as empresas com quem trabalhamos têm vindo a reconhecer que este é um serviço muito mais valioso do que a própria contratação. A nossa taxa de satisfação e sucesso é elevada e, é aí que nos distinguimos, no follow-up constante”, garante a interlocutora. A verdade é que, quando se fala de sucesso, o fator-chave prende-se com o facto de gostar daquilo que se faz, do discernimento de saber que várias são as personalidades com quem se vai ter de lidar ao longo do percurso. O que para Fátima Flores, está longe de ser um problema, isto porque a mesma se compromete a transformar mentes. Sabemos que no que diz respeito à área dos recursos humanos, “a procura de emprego é um dos momentos mais críticos na vida de uma pessoa, por isso é preciso ter muita atenção quando temos uma pessoa nessa situação, portanto a nossa abordagem com os candidatos tem também isso em consideração e, fazemos questão de ter uma ligação de proximidade com o candidato, sendo o nosso foco a pessoa e o entendimento do seu momento. E, isso faz com que as pessoas nos sejam muito gratas e, mais uma vez, aqui se denota qual é o nosso verdadeiro propósito: fazer a diferença na vida das pessoas. Somos transparentes também quando uma pessoa não é selecionada, nunca deixamos ninguém no vazio. Isto, para que futuramente esses erros já não sejam cometidos e dessa forma evoluam enquanto profissionais e potenciais candidatos. A nossa preocupação é sempre a Pessoa”, garante a líder. “A Fátima Flores, Consultores”, é o segundo negócio da nossa entrevistada. Com o seu próprio nome, esta é a marca que a interlocutora tem para fornecer serviços de formação e coaching e, aquela que é uma das suas maiores paixões – desenvolvimento de pessoas. A interlocutora explica que durante toda a sua jornada sempre adorou formar pessoas, vê-las crescer. Portanto, em maio de 2020, em plena pandemia, iniciou os seus próprios cursos presenciais, ao lado do seu amigo e parceiro Rui Sousa. “Sou formada pelo Instituto Internacional do Ned Herrman na metodologia das Preferências Cerebrais, e atualmente a nossa oferta formativa assenta neste modelo, que é algo que divide o nosso cérebro: o lado direito é o cérebro emocional e global, e o lado esquerdo o racional e concreto. Ned Herrmann foi quem desenvolveu esta “teoria” depois de 40 anos de experiência”, realça. E, acrescenta ainda “tive a sorte de conhecer esta metodologia no início da minha carreira, tanto o meu crescimento profissional como a minha história de sucesso está ligada a esta experiência formativa que mudou a minha vida, por isso é que quero tanto partilhar esta minha experiência com as pessoas, porque é de facto real”.  Fátima Flores acredita que o equilíbrio entre bem-estar emocional e a racionalidade é um aspeto determinante no sucesso de uma empresa. Dá formação aos líderes e às suas equipas, começando por um auto – conhecimento de quem somos, tendo plena consciência do impacto que o perfil cerebral de cada pessoa tem nos seus relacionamentos e na sua comunicação. Esta é a melhor maneira que a interlocutora encontra para ajudar aqueles que se cruzam no seu caminho a ultrapassar um dilema tão enraizado na sociedade: o preconceito do desconhecido e do diferente. Este é, sem dúvida, o maior desafio e luta na carreira de Fátima Flores. “Os maiores desafios com que tive que lidar foram os julgamentos e os preconceitos ao longo da minha vida e, continua hoje a ser o mais difícil e desafiador – quebrar os preconceitos das pessoas. Olhar para o outro, para quem nos rodeia como se fossem uma página em branco, chamo-lhe o nirvana da empatia”, sustenta. Para uma mulher dedicada a realizar os sonhos dos outros, a questão que se debate é: qual é o sonho de Fátima Flores? Na nossa entrevista, confessa que o seu maior sonho é criar uma empresa-escola, fundir num só tudo aquilo que a realiza enquanto ser humano e profissional. “E acho que estou no bom caminho. Felizmente, estou a trabalhar com uma equipa fabulosa, com uma trajetória inigualável e que realmente me permite sonhar com o desejo que tanto quero realizar. O meu sonho é ver esta empresa crescer, enquanto empresa-escola”, termina.

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