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Anarita Paiva

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Compras dos portugueses no Natal superiores às do período pré-pandémico

Os mais recentes dados do SIBS Analytics, e como se pode verificar na infografia em anexo, revelam que o consumo em Portugal, no mês de dezembro de 2021, recuperou face aos anos anteriores, registando-se um aumento no total de compras (físicas e online) de +26% face a 2020 e, inclusive, já +19% face a 2019, no período pré-pandemia. Considerando apenas as compras físicas, registou-se no mês de dezembro um incremento de também de +26% face a 2020 e de +12% face a 2019.

 Mais substancial é o crescimento das compras online no período em análise, face aos meses homólogos: um significativo aumento de +86% face a 2019 e de +31% face a 2020. De facto, o comércio online tem ganho um peso assinalável no total das compras realizadas pelos portugueses, a representar no último mês de dezembro 14% do total de compras, quando em dezembro de 2019, esse peso era de apenas 9%. Analisando apenas o consumo nos dias que antecederam o Dia de Natal, verificou-se um aumento muito significativo, com o 23 de dezembro de 2021 a ser mesmo o dia com o maior número de compras físicas diárias na Rede MULTIBANCO em todo o ano passado, com 85 pontos base acima, ou seja, quase duplicando o número total de compras quando comparado com um dia regular do ano em Portugal. Os dias 22 e 24 de dezembro surgem em segundo lugar em ex-áqueo, com 59 pontos base acima – partindo de uma base de índex 100, na qual 100 é equivalente à média diária do número de compras físicas durante o ano de 2021.

O pico do total de operações (compras físicas + compras online + levantamentos) aconteceu no dia 24 de dezembro, às 12h26, com 346 transações por minuto, um recorde absoluto na Rede MULTIBANCO, a mostrar uma vez mais a resiliência do sistema de pagamentos gerido pela SIBS.  Ao nível do consumo por categoria de produto, os setores com maior variação do número de compras em dezembro 2021 face ao resto do ano (janeiro-novembro 2021) foram os de Jogos, Brinquedos & Puericultura (setor que cresceu 3x), Decoração & Artigos para o Lar (2,3x), Moda & Acessórios (2,1x) Perfumaria & Cosmética (2,0x) e ainda o setor da Tecnologia a crescer 1,1x (ou seja, a mais do que duplicar em número total de vendas em dezembro face à média do resto do ano). De sublinhar ainda que os portugueses privilegiaram o serviço MB WAY como forma de pagamento para as suas compras de Natal, uma tendência notória tanto nas compras físicas como nas compras online. No último mês de dezembro, os pagamentos em loja com o telemóvel através do serviço MB WAY cresceram 10x face ao período homólogo de 2019 e as compras online registaram um incremento de 6x face ao mesmo período, em ambos os casos mais do que duplicando face a 2020. O MB WAY termina o ano de 2021 com mais de 3,7 milhões de utilizadores e mais de 25 milhões de operações por mês.  Ao comprar com MB WAY, os portugueses estão a contribuir para a campanha “MB WAY, Ajudar é fácil”. Através desta campanha, a SIBS e as Instituições Financeiras presentes no serviço MB WAY, contribuem com 1 cêntimo por cada compra MB WAY, revertendo o total de donativos para as instituições presentes no SER SOLIDÁRIO MB WAY. A campanha, que foi lançada a 13 de dezembro e a continuar durante os próximos meses, angariou à data mais de 70 mil euros.

Os dados do SIBS Analytics permitem ainda aprofundar a análise do consumo fora de casa, com o número de compras físicas realizadas pelos portugueses no estrangeiro durante o mês de dezembro último já acima do verificado em 2019, a registar um crescimento de 13% face a esse período e quase a duplicar face a 2020. A mesma tendência não se verifica, no entanto, no sentido oposto, com o número de compras com cartões estrangeiros ainda longe dos valores de há dois anos, com menos 74% de compras, embora uma franca recuperação face a 2020, com +114%.

Pilotos são parte da Solução na TAP

A reunião, on-line, realizou-se hoje no âmbito da recente aprovação do plano de reestruturação da TAP em Bruxelas, em dezembro, e contou ainda com a presença de Christine Ourmières-Widener, CEO da TAP.

No contexto das explicações e anúncios aos sindicatos feitas pela Tutela, o SPAC, que integra pilotos de todas as companhias aéreas com base em Portugal, bem como Associados noutros mercados internacionais, destaca a atitude dos Pilotos no processo de recuperação – que se pautou e sempre se irá pautar como uma parte da Solução para a viabilização da transportadora aérea nacional.

A principal preocupação do SPAC, no atual cenário de recuperação do mercado, é a potencial falta de pilotos para assegurar a operação do dia-a-dia no futuro próximo da TAP. Além dos despedimentos e saídas voluntárias, torna-se imperativo rever os termos do acordo de emergência que permitiu encarar o pior período da história recente da Aviação Comercial, mas que também tornou a TAP pouco atrativa face ao panorama internacional. Este cenário pode levar à saída massiva de pilotos, motivada pelas melhores condições laborais oferecidas por outras companhias.

Adicionalmente, a retoma da procura no sector faz antever uma época alta em 2022 comparável a anos pré-pandemia. Nesse sentido, o SPAC vê com apreensão o cancelamento de inúmeros voos da TAP nas últimas semanas, com graves prejuízos para a Empresa, para os seus Clientes e para a economia e imagem do país. Estes cancelamentos refletem o desajuste do quadro de tripulantes de cabine face à necessidade operacional. Teme o SPAC, a breve trecho, a transposição dessa realidade para o quadro de pilotos pela tendência de retoma verificada no mercado.

Proibição dos saldos leva a uma queda de 51% das vendas dos lojistas

Num inquérito efetuado junto dos seus Associados, que representam 3500 espaços comerciais e de restauração, revela que entre 26 de dezembro a 31 de dezembro de 2021 se verificou uma queda de 51,2% das vendas face ao período homólogo de 2019. Estes números confirmam que esta medida se revelou injusta e desadequada, sem efeitos na contenção Pandémica, e com prejuízos muito significativos para os consumidores e para as empresas. A AMRR recorda ainda o esforço e investimento que os seus Associados têm realizado para garantir condições excecionais de segurança e higiene nos seus espaços comerciais, em particular os inseridos nos Centros Comerciais.

A AMRR apela assim ao fim imediato da medida de proibição dos saldos. A Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR) apela ao Governo para que, com efeitos imediatos, volte a ser permitido aos Lojistas promoverem saldos. A AMRR recorda que os seus setores têm sido dos mais penalizados ao longo destes quase dois anos, com encerramentos e limitações contínuos que têm provocado centenas de milhões de euros de perdas. A Associação signatária relembra ainda o enorme esforço e investimento que os seus Associados têm realizado para garantir condições excecionais de segurança e higiene nos seus espaços comerciais, em particular os inseridos nos Centros Comerciais.

A AMRR afirma compreender a limitação de entradas nos espaços comerciais, no rácio entretanto determinado de 1 pessoas por 5 m2, entendendo que é a medida adequada e suficiente para evitar ajuntamentos de pessoas. Aditar a essa medida a proibição de saldos representou um claro prejuízo para os consumidores e para a faturação nos espaços comerciais, num período especialmente impactante nas contas anuais das empresas e em particular num ano em que se encontraram encerradas durante cerca de 3 meses. No inquérito realizado dos seus Associados, conclui-se que na semana exatamente a seguir ao Natal a queda de vendas foi de 51,2%, representando assim um desastre financeiro para as empresas que contavam com as vendas deste período para minorar os prejuízos do ano.

Para Miguel Pina Martins, presidente da AMRR, “estes números vêm confirmar os nossos receios relativamente ao impacto da proibição dos saldos. As empresas mantiveram a sua estrutura de custos intacta, mas as receitas caíram a pique. Este período é especialmente importante para as empresas e consumidores e é fundamental que a medida de proibição dos saldos termine”.

TMG Automotive representa Portugal no Industrial Excellence Europe Award

O Industrial Excellence Award Portugal 2021, que teve a Águas do Norte como Finalista com Menção Honrosa, é uma iniciativa promovida pela IESE Business School e AESE Business School, como Parceiros Académicos, e a COTEC Portugal, como Parceiro Institucional. O Júri do prémio português foi constituído por dois professores da AESE Business School, Jorge Ribeirinho Machado e António Manuel Vaz, e por Eduard Calvo, da IESE Business School. Jorge Ribeirinho Machado também faz parte do Júri que atribuirá o prémio europeu.

A TMG Automotive investiga, desenvolve e produz tecidos técnicos para interiores de automóveis utilizados na produção de assentos e painéis para grandes OEMs como a BMW, Daimler, Toyota e Volvo. A sua pegada industrial abrange duas fábricas em Portugal e mais duas na China e nos Estados Unidos.

A TMG Automotive destaca-se como líder em inovação no seu sector. Ao destinar consistentemente mais de 6% das receitas e 10% dos seus colaboradores ao desenvolvimento de novos materiais com um desempenho técnico e de sustentabilidade superior, desenvolveu um portefólio de produtos único, permitindo a diferenciação num espaço que, de outro modo, seria principalmente impulsionando pela competitividade dos custos.

Durante a pandemia, a TMG Automotive destacou-se no alinhamento de todas as áreas da organização para proteger o fluxo de caixa. Decidiram também não parar nenhuma fábrica de produção embora não tivessem encomendas de clientes – algo que se revelou muito útil após o confinamento, quando os seus concorrentes ficaram para trás devido a aumentos prolongados na procura do produto, aos quais não conseguiam dar resposta. Numa perspectiva de longo prazo, a TMG Automotive já embarcou num ambicioso roteiro de digitalização que ajudará a levar as suas operações ao próximo patamar.

“A TMG Automotive é a empresa seleccionada para representar Portugal no Industrial Excellence Award em 2021 por várias razões. A primeira é a sua impressionante capacidade de competir com sucesso num sector muito exigente, com enormes barreiras à entrada. A segunda é porque muito do sucesso da sua proposta de valor única está relacionada com o seu desempenho superior em inovação e pode assim servir de modelo para várias outras empresas industriais europeias. Finalmente, é uma empresa em que a sustentabilidade não é apenas uma palavra-chave, mas um objectivo que impulsiona a acção de uma equipa de gestão altamente empenhada e apaixonada”, diz Jorge Ribeirinho Machado, representante da AESE Business School.

O processo de selecção resultou de uma análise aprofundada da organização, processos, competências e estratégia da empresa. “Este prémio assenta numa avaliação rigorosa dos factores de competitividade que determinam o sucesso das empresas Industriais. Acreditamos que esta primeira participação de Portugal nesta competição irá reforçar a reputação e o prestígio da nossa Indústria”, afirma Jorge Portugal, Director-Geral da COTEC Portugal.

Montado de Sobro e Cortiça abre inscrições para 5ª edição do concurso de Ideias e Criatividade

Em 2022, a iniciativa, que tem como fim impulsionar abordagens empreendedoras, criativas e inovadoras de valorização do Montado de Sobro, dos seus recursos endógenos e do seu principal e mais reconhecido produto, a cortiça, procura ir mais longe nos capítulos da inovação e da sustentabilidade. A concurso estão duas categorias: “Design e Novos Produtos da Cortiça” e “Moda”. Para o ano, a 5ª edição do Concurso de Ideias e Criatividade procura propostas originais, criativas e inovadoras que promovam e valorizem o Montado de Sobro e Cortiça, ao mesmo tempo que apresentem vantagens competitivas para o território e para os seus produtos, sendo suscetíveis de originar novos produtos ou serviços.

O concurso irá desenvolver-se em três fases, sendo que o período de candidaturas decorre até 23 de março de 2022 na categoria “Moda” (coordenados e calçado) e até 26 de abril de 2022 na categoria “Design e Novos Produtos da Cortiça”. O apuramento de finalistas na categoria “Moda” será anunciado até dia 3 de abril para que se produzam coordenados e calçado em cortiça para apresentação, em data a anunciar, no âmbito do Coruche Fashion Cork, na FICOR – Feira Internacional da Cortiça. Já na categoria “Design e Novos Produtos da Cortiça”, até 14 de maio serão definidos os projetos a apresentar no Observatório do Sobreiro e da Cortiça a 18 de junho.

Mais informações disponíveis no website do Montado de Sobro e Cortiça.

Conheça as três principais Fraudes Comerciais no Mercado Português

O aumento das transações digitais e a necessidade das empresas em aproveitar as oportunidades que surgem, tornando-se mais vulneráveis, têm resultado num aumento das situações de fraude comercial, alerta a Willis Towers Watson (NASDAQ: WLTW), empresa global líder em consultoria, corretagem e soluções, que apoia clientes em todo o mundo. No webinar ‘Principais Dificuldades e Mitos na Gestão do Risco de Crédito’, Acácio Ferreira, Diretor de Credit and Surety, deu a conhecer os três principais tipos de fraude detetados no mercado português e deixou alguns dos sinais de alerta. O responsável alertou para o facto de “existirem inúmeras pessoas e agentes no mercado a aproveitar-se da necessidade das empresas em vender” e sublinhou a importância de se questionar fornecedores e clientes para evitar fraudes. Porém, reconheceu que estas são “cada vez mais sofisticadas e profissionais, dificultando a sua deteção”.

Conheça os principais tipos de fraude comercial

USURPAÇÃO DE IDENTIDADE
Acontece quando alguém faz uma encomenda em nome de outra empresa ou pessoa, não efetua o pagamento e desaparece. É a fraude mais frequente no mercado português, onde os falsificadores têm usado grandes nomes principalmente da área do retalho e lesado os fornecedores em valores avultados. “É fundamental que um fornecedor faça perguntas. As empresas não devem ter receio de colocar questões. Quantas mais fizermos, mais facilmente desmobilizamos os criminosos. Se efetuarmos muitas perguntas, quem estiver de má-fé deixa de ter capacidade de resposta e não quer envolver-se mais para não ser identificado”, afirmou Acácio Ferreira.

Sinais de Alerta:

– É a primeira vez que efetua transações com este cliente?
– A morada de entrega coincide com a da empresa?
– Na véspera pedem a alteração da morada de entrega?
– É alguma P.O. Box?
– O cliente manifesta muita urgência na entrega?
– Não discute preço?
– Utilização de endereços públicos, como o gmail.com, icloud.com ou outros.
– Erros de gramática e ortográficos.

Cuidados a ter:

▶ Comparar o endereço de email fornecido com os disponíveis nos sites oficiais das empresas.

▶ Questionar o cliente sobre os diversos pormenores da encomenda e da sua situação.

MUDANÇA DE TITULARIDADE

É, também, uma situação muito típica e acontece quando, por exemplo, alguém compra uma empresa antiga, com prestígio, normalmente de pequena dimensão e que está em fim de vida ou em mudança de gerações. Após a alteração de titularidade, o falsificador faz um volume elevado de compras em simultâneo, muitas vezes em diferentes setores de atividade, e desaparece após a receção do material.

Sinais de alerta:

– Encomendas de empresas que alteraram recentemente a sua gestão ou cujo setor de atividade não é compatível.
– Encomendas de valor elevado a crédito após a realização de pequenas encomendas pagas a pronto.

Cuidados a ter:

▶ Questionar a empresa sobre a dimensão da encomenda e/ou o porquê do produto ser diverso da atividade normal do cliente.

▶ Procurar informações sobre a mudança de gestão e o porquê da mesma.

HACKING

Esta é uma situação que “tem crescido enormemente nos últimos tempos”, alerta o responsável da Willis Towers Watson, e acontece quando um cliente é induzido a fazer um pagamento a um fornecedor para uma conta diferente da indicada inicialmente.

Sinais de alerta:

– Receção de um email do fornecedor a pedir que faça um pagamento para uma conta diferente.

Cuidados a ter:

▶ Verificação da operação comercial/financeira através de um contacto com a empresa. Se for um cliente antigo, através da pessoa de ligação. Se for um cliente novo, utilizando os contactos gerais das empresas.

▶ Envio de um comprovativo de titularidade da conta bancária aos compradores para confirmar que a mesma é a única para onde deverão ser efetuados os pagamentos.

“Quanto mais falantes de Português no Mundo, mais destacada será a Presença de Portugal numa escala Global”

Natural de Santa Maria de Lamas, Berta Nunes é Licenciada em Medicina e Cirurgia pela Faculdade de Medicina do Porto, tendo recebido o prémio Engenheiro António de Almeida, por ser a aluna com a classificação mais alta a nível nacional no ano de 1980, em medicina. Gostaríamos de a conhecer melhor – o que nos pode contar mais sobre o seu percurso vasto e repleto de sabedoria?
O meu percurso profissional começou numa região do interior, quando fui trabalhar como médica para Alfândega da Fé. Este facto condicionou a minha forma de estar na vida e na política. Acabei por me dedicar a conhecer melhor a comunidade onde vivo há mais de 30 anos, particularmente na perspetiva da medicina e da antropologia, o que viria a resultar na minha tese de doutoramento, que acabou por ser publicada em livro com o título “O saber médico do povo”. A este meu contacto com uma cultura diferente num Portugal tão diverso apesar de pequeno em território, que me levou a integrar, a dada altura, a Wonca Rural (um grupo de médicos rurais a nível mundial que estuda e investiga as especificidades dos problemas de saúde nas zonas rurais) e a direção da Euripa (uma associação europeia de médicos rurais), com certeza não são alheias a minha consciência e a minha preocupação e ação relativamente às dificuldades e constrangimentos particulares das zonas mais interiores do nosso país. Esta tem sido uma luta sempre presente na minha atividade profissional e na minha militância política. E ser Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas não se desvia desta linha: por um lado, porque muitos dos nossos emigrantes partiram do interior do país por falta de oportunidades, por outro, porque eles são também uma parte da população portuguesa que não podemos correr o risco de esquecer apenas porque está menos visível. É preciso aumentar a visibilidade destas comunidades nas duas situações: os que vivem no interior do país e os que vivem no estrangeiro. Todos somos Portugal! De resto, tenho tentado manter um percurso coerente, sobretudo respeitando aquilo que são os meus valores e a minha postura na política, que é de servir a comunidade e contribuir para um melhor futuro para Portugal porque apesar do muito já feito, há sempre muito a fazer.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros tem por missão formular, conduzir, executar e avaliar a política externa e europeia do país. Como nos pode descrever a concretização deste objetivo, em particular a partir do momento em que, também Berta Nunes, o abraçou? Neste sentido, o que tem vindo a ser realizado?
Prefiro falar em concreto da missão da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, que é a de sedimentar o sentimento de pertença mas também de apoiar e garantir igualdade de acesso aos serviços do Estado e proteção a todos os portugueses no exterior. E é com esse horizonte presente que temos vindo a trabalhar. Temos visitado as nossas comunidades nos diferentes países de acolhimento e trazemos registadas as suas preocupações, os seus anseios e as suas expetativas, para podermos continuar a traçar políticas que vão ao encontro das suas expetativas e necessidades. Incentivamos e apoiamos o seu regresso, se essa for a sua vontade, mas também nos congratulamos com a sua integração nos países onde vivem, acompanhando atentamente as respetivas políticas e articulando ações com as autoridades locais por forma a garantir a salvaguarda dos seus direitos. Foi o que fizemos recentemente, por exemplo, no Canadá, onde reunimos com as autoridades locais para debater a melhor forma de resolver a situação dos indocumentados. Queremos criar pontes e redes que permitam uma ligação mais consistente com os nossos emigrantes e lusodescendentes. Nesta linha de ação, criámos, com a Secretária de Estado da Valorização do Interior, o Programa Nacional de Apoio ao Investimento da Diáspora, que se propõe apoiar o investimento dos nossos emigrantes e lusodescendentes, em especial no interior do país, bem como as exportações e a internacionalização das pequenas e médias empresas nacionais através da diáspora.

Tendo em conta o papel que assume enquanto Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, de que forma a promoção da Língua Portuguesa atinge uma posição preponderante na projeção de Portugal no mundo?
O ensino da língua portuguesa no estrangeiro é uma das nossas prioridades. É importante que a Rede EPE possa garantir a modalidade de ensino mais adequada para cada caso. Por exemplo, temos de considerar que o ensino do português como língua materna pode não ser a melhor solução para um aluno lusodescendente que não fale ou compreenda a língua. Este trabalho minucioso e cuidado deve ser feito tendo sempre em vista duas metas: manter vivo o português entre os portugueses e lusodescendentes no estrangeiro e conquistar mais falantes fora das comunidades portuguesas, contribuindo para a sua valorização com uma das línguas mais faladas em todo o mundo. Num mundo onde as distâncias físicas são mitigadas pela globalização, a língua portuguesa é uma ferramenta de trabalho e um fator de valorização pessoal e profissional precioso, que a nossa diáspora mais qualificada já vai usando mais a seu favor. Simultaneamente, sem dúvida que a língua é, e pode ser cada vez mais, um fator de maior visibilidade do nosso país. Quanto mais falantes de português no mundo, mais destacada será a presença de Portugal numa escala global.

Em que medida as comunidades portuguesas podem contribuir para as relações externas de Portugal nos planos da cultura e da economia?
Neste âmbito as nossas comunidades têm tido um papel muito importante. São inúmeros os exemplos de empresários na diáspora que importam e comercializam os produtos portugueses nos países onde residem, levando para lá a marca de Portugal. É também esta dinâmica que o PNAID (Programa Nacional de Apoio ao Investimento da Diáspora) se propõe potenciar. Por outro lado, destaco, também, o papel dos movimentos associativos das comunidades portuguesas que nos seus países de acolhimento fazem um trabalho valioso de afirmação e preservação da nossa cultura e da nossa língua. E sendo certo que vivemos tempos de globalização, é pela diferenciação que podemos marcar uma posição mais destacada no mundo. Temos uma riqueza cultural inigualável, somos um país que é por si muito diverso, com um património invejável, e os nossos emigrantes têm sabido dar a conhecer o nosso país ao mundo. Não será por acaso que a maior percentagem de turistas que nos visitam são oriundos de países onde também temos grandes comunidades de emigrantes e de lusodescendentes.

Quão gratificante é para si olhar para o seu percurso e percecionar tudo aquilo que já conquistou?
Sinto-me agradecida pelas oportunidades que tive ao longo da vida e pela forma como sempre me empenhei em fazer o meu melhor, mas não me contento com o trabalho feito, há muitos projetos pela frente. Não podemos acomodar-nos no conforto das conquistas, porque há sempre mais para fazer, e deve ser isso a mover-nos, o que está para a frente, não o que ficou para trás.

A terminar, tendo uma «voz» importante de todo o esforço, sério e sustentado que Portugal está a realizar no sentido de restaurar a união e credibilidade internacional – e a um passo de 2022 – que mensagem de confiança gostaria de deixar às Comunidades Portuguesa?
Sobretudo uma mensagem positiva e de esperança. Portugal não é hoje o país que muitos emigrantes deixaram há décadas, é um país desenvolvido económica e socialmente, um país na vanguarda da tecnologia e da investigação em muitas áreas, e que quer continuar a evoluir. Nesse processo, queremos contar com todos os portugueses, os dez milhões que vivem no continente e nas ilhas, mais os cinco milhões que se encontram um pouco por todo o mundo. Portugal orgulha-se desses portugueses, e estará sempre de braços abertos para os receber e para valorizar e dar visibilidade ao seu trabalho dentro do nosso país.

A Importância da Saúde Ocupacional para as Organizações

No âmbito da Saúde Ocupacional, o percurso de Isabel Moreira da Silva iniciou-se quando, ainda a frequentar a licenciatura em Fisioterapia, desenvolveu um projeto pioneiro que tinha como objetivo verificar o efeito das alterações nos postos de trabalho, introduzindo atividades físicas para as lesões musculares associadas ao mesmo. Certo é, não tendo especial interesse pela prática clínica da área, a nossa entrevistada assume que sempre foi adepta de desenvolver a profissão no terreno e, assim, encontrar soluções que promovam a saúde e o bem-estar dos colaboradores. Após inúmeros projetos bem-sucedidos, e sempre à procura dos mais claros conhecimentos sobre a área, ingressou no doutoramento em Atividade Física e Saúde pela Faculdade de Desporto da Universidade de Porto. Tendo sido esta a sua grande «rampa de lançamento» para todas as oportunidades que viriam a seguir. O início da sua ligação ao mundo empresarial surge com o reconhecimento do seu trabalho pelo gigante alemão de BOSCH TERMOTECNOLOGIA recrutando-a para a integrar a gestão e supervisão de Projetos de Saúde Ocupacional e a gestão do serviço de Reabilitação Física da empresa. A par disso, Isabel Moreira da Silva estreou-se no universo do Ensino Superior, desta vez na qualidade de Professora Universitária. Com um trajeto preenchido por merecidas oportunidades, o trabalho foi acumulando, acabando por sentir, naturalmente, uma necessidade maior em criar a sua própria empresa e recrutar profissionais da área que a ajudassem a concretizar a missão que tinha – e ainda tem – em mãos: promover atividades de saúde humana. Assim surgiu a Moreira & Moreira da Silva, a marca que fez nascer, crescer e brilhar. Atualmente, entre outras, desempenha funções de consultora externa na THE NAVIGATOR COMPANY onde tem a responsabilidade de coordenar os Programas Horizonte Seguro 2020 e de Saúde Ocupacional na dependência direta da função de Corporativa de Segurança e Saúde da THE NAVIGATOR COMPANY, com resultados reconhecidos pela organização e seus colaboradores. O projeto desenvolvido na NAVIGATOR é de extrema importância para a MDS, pela notoriedade da empresa, e porque revela o interesse e oportunidade do desenvolvimento deste tipo de serviços em empresas que revelam forte preocupação social com o bem-estar e qualidade dos seus colaboradores, servindo de exemplo para as demais organizações independentemente da sua dimensão. Além de desenvolver atividade através da sua empresa, continua a ser docente no Ensino Superior na Universidade Fernando Pessoa, realiza Formações em escolas e empresas para a promoção da saúde e é ainda Investigadora Principal em alguns projetos de dois centros de investigação da Universidade do Porto e Universidade Fernando Pessoa.

Projeto Moreira & Moreira da Silva

Sabe-se que a Saúde Ocupacional é uma área de intervenção prioritária que valoriza o local de trabalho como espaço privilegiado para a prevenção primária dos riscos ocupacionais, a proteção e promoção da saúde e para o acesso aos serviços de saúde aos colaboradores. E é precisamente neste objetivo que a MSD se foca. “Não tendo capacidade de responder a todas as minhas atividades comecei a pedir suporte a colegas acabando por recrutar pessoas para me ajudarem a aplicar a Saúde Ocupacional. Ou seja, nós desenvolvemos soluções que consistem em promover pausas ativas, em que o colaborador possa alterar a sua postura de trabalho, e onde ensinamos o gesto laboral. Por exemplo, se são pessoas que estão sentadas à frente de um computador o dia todo, nós ajudamo-las a terem uma postura mais favorável para a sua saúde e produtividade”, afirma Isabel Moreira da Silva. Estes programas são extremamente benéficos, seja para a empresa, como para o colaborador. Mas será que, atualmente, são encarados de forma positiva? Haverá hoje uma consciencialização de que, por vezes, é necessário parar uns minutos e recomeçar para que o trabalho deseja desenvolvido com maior eficiência? A nossa interlocutora assume que esta “é uma área muito pouco explorada em Portugal, o que é uma pena”, acrescentando ainda que “tenho publicados inúmeros artigos em que estão identificadas as vantagens cientificas destes programas. Ter uma equipa multidisciplinar dentro de uma empresa, com um Fisioterapeuta, um Psicólogo ou um Nutricionista é, sem dúvida, muito bom. O colaborador tem de ter boas condições, não somente salariais, mas também físicas e psicológicas para desenvolver, com eficácia, o seu trabalho”. Para a Fundadora da Moreira & Moreira da Silva “bastam apenas 15 minutos de pausa para os colaboradores realizarem a atividade física laboral, sendo que, esta, tem várias formas: pode ser uma formação, uma avaliação do posto de trabalho ou, simplesmente, falar com eles sobre o que se poderia melhorar”.

“A sociedade em geral ainda não está suficientemente consciencializada para os benefícios da Saúde Ocupacional”

Modificar o «modus operandi» de qualquer área de atividade é algo que requer tempo, conhecimento e, muitas vezes, paciência. Assim, por muito que, inicialmente, se estranhe qualquer mudança, tem de existir a preocupação de compreender o seu significado. Isabel Moreira da Silva garante que “a sociedade em geral ainda não está suficientemente consciencializada para os benefícios da Saúde Ocupacional. Quando batemos à porta de uma empresa para sugerir este programa, a resposta imediata, na maioria das vezes, é não. Só depois de me ouvirem, é que começam a entender a minha perspetiva. Os próprios colaboradores precisam, muitas vezes, de perceber que estamos lá para os ajudar nas suas condições físicas e psicossociais”. Claramente, mudar de hábitos é uma tarefa complexa, porém, neste caso, quando aplicada, surtem efeitos extraordinariamente positivos para todos os envolventes. É por saber deste facto que a nossa entrevistada gostaria que, daqui a uns anos, a Saúde Ocupacional – e tudo o que a mesma envolve – pudesse fazer parte da política das empresas e da sua essência. “Se começarmos a cuidar dos colaboradores desde o início, se implementarmos desde logo medidas preventivas, as empresas como a MSD não têm de atuar apenas na parte da reabilitação. É preciso prevenir os problemas, quer sejam físicos, psicológicos ou sociais. É necessário desmistificar a ideia de que, por exemplo, as pessoas só produzem no trabalho físico. Percebemos agora que, apesar de ter sido forçado, o teletrabalho é um ótimo impulsionador de produtividade, sabendo geri-lo, claro está”, garante. Assim, e daqui a cinco anos, o ideal seria que, em vez de ser a MSD a ir ter com as empresas e apresentar o projeto, que fossem as organizações a perceberem que é vantajoso para todos, e que fizessem da Saúde Ocupacional uma política natural.

A marca que ainda agora começou 

Com apenas três anos de história, a Moreira & Moreira da Silva está a construir o seu caminho, tendo como vantagem o rosto que se encontra por detrás. Não fosse esta uma empresa onde os colaboradores são a premissa e o valor acrescentado das conquistas, a mesma, pretende nos próximos anos contratar mais profissionais e fomentar tudo aquilo que Isabel Moreira da Silva sempre acreditou. “Tenho tentado mostrar cientificamente que é possível transformar colaboradores felizes – e com as devidas condições – em produtividade e eficácia, mas o objetivo é, claro está, fazê-lo na prática”, garante, por fim, a nossa entrevistada. Ainda que a Saúde Ocupacional se encontre longe da meta pretendida, a MSD tudo fará para cimentar o seu significado e alavanca-lo para ser, dignamente, aplicado nos domínios de qualquer organização

“Tenho a Sorte de poder dizer que tenho um Trabalho de Paixão, numa Empresa de Coração”

A  marca Burger democratiza o design da madeira para o benefício de todos, com conceitos inovadores em decoração. De grades elegantes a escadarias brilhantes, todos os produtos são projetados para serem fáceis de montar. Que fatores diria que, ao longo dos tempos, têm trazido a empresa ao reconhecimento no mercado?
A empresa Burger é uma empresa familiar que existe desde 1847, e que continua com a 6ª geração. Para poder continuar a existir, a desenvolver, e a crescer, a solução foi adaptar-se. Adaptar-se ao mercado, claro, mas também à evolução das expectativas do cliente. E sobretudo, o que tem trazido a Burger ao reconhecimento no mercado, é ter feito sempre o necessário para ter um passo à frente e propor produtos inovadores. A inovação e a antecipação são as chaves desta empresa.

Tendo um compromisso com a acessibilidade, a Burger dispõe tudo o que é necessário para decoração, do estilo clássico ao moderno. Quais são as gamas que a marca oferece e que se orgulha por serem um destaque tremendo pela sua qualidade?
A Burger tem a vantagem de poder propor várias gamas de produtos para o interior e o exterior da casa. As gamas principais são sem dúvida a de jardim “Jardipolys” com produtos de madeira tal como jardineiras, hortas, pérgulas. Mas também a gama “Burger” de corrimãos, resguardos e escadarias de madeira e alumínio. E sobretudo a gama “grad” que é um sistema de instalação de deck, de fachada, teto e cobertura, por simples encaixe. Esta última gama, é a mais destacada nos últimos anos. O que faz a força destas gamas, é que são desenhadas, desenvolvidas e fabricadas por nós, tendo serviço de design, de desenvolvimento e de produção integrados na própria empresa. Graças a isso, podemos responder a todo o tipo de projeto.

Antecipar o consumidor e as tendências de decoração é um dos grandes trunfos da Burger. Assim, sempre na vanguarda da inovação, quão importante é, para o setor onde a mesma se insere, esta aposta constante na «novidade»?
O facto de estarmos sempre a inovar e a desenvolver novos produtos e a melhorar as nossas gamas, é de verdade a grande força da Burger. Podemos responder a todo o tipo de projeto, e propomos solução a cada problema. E muito importante, criamos a possibilidade de propor produtos não só inovadores, mas únicos e patenteados. Isto faz da Burger uma empresa inovadora, que continua a crescer e a propor novidades, que unicamente se encontram na Burger.

A Cátia Nunes já caminha lado a lado com a Burger há cerca de seis anos. Atualmente, assumindo o papel de Business Partner, que mais-valias este cargo de extrema relevância trouxe à sua carreira profissional?
O meu caminho já se cruzou com a Burger há dez anos. Comecei como assistente comercial de exportação, e fui subindo de cargo no serviço comercial. De facto, faz seis anos que assumo o posto de Business Manager, e mais precisamente de Export pois tenho a gerência do Sul da Europa, da Africa, dos Emirates e da Turquia. Este cargo tem uma grande importância na minha vida pois sempre foi o trabalho que desejei fazer desde os meus 14 anos. Tenho a sorte de poder dizer que tenho um trabalho de paixão, numa empresa de coração.

Todos nós somos movidos diariamente por algo que nos fascina, por querer fazer mais e melhor, ou por um objetivo concreto que desejamos alcançar. No caso da Cátia Nunes – e tendo em conta o exemplo que é, no que diz respeito à liderança feminina – qual tem vindo a ser o estímulo diário ao longo dos anos?
O meu estímulo diário é o mesmo desde o princípio e continua a ser, de ter orgulho no que faço, e no que sou. E sempre fazer o que me faz feliz. E o meu trabalho faz-me feliz. Mas também ver o orgulho nos olhos das pessoas que me são queridas, pois os meus pais batalharam para me dar a possibilidade de estar onde estou hoje, e deram-me as armas para eu ser quem sou. O facto de avançar, de poder ser um exemplo, e de continuar o meu desenvolvimento profissional, é a minha maneira de lhes agradecer. E também, espero, poder ser o orgulho da minha filha, que hoje tem três anos, mas que amanhã será uma mulher. Mostrar-lhe que tudo é possível quando se tem a motivação e que se acredita que somos capazes.

De acordo com o seu know-how e a experiência obtida em várias áreas de atividade, que características diria serem fulcrais para se singrar no mundo dos negócios? Em particular, qual tem sido o segredo que tem trilhado o caminho do seu sucesso?
Ter prazer no que fazemos e sermos nos próprios. Para mim é o fundamental. A honestidade, o respeito e a transparência com os meus clientes e parceiros, é o que sempre pus em primeiro lugar. Ser um apoio, estar disponível, à escuta, e sempre com um sorriso. Os meus clientes e parceiros sabem que podem contar comigo, no bom como no menos bom. É esse o segredo. É como um casamento. Há altos e baixos, mas juntos somos sempre mais fortes. E é isso que eu veiculo com quem trabalho.

Para terminar – e para o ano de 2022 que está prestes a começar -, qual continuará a ser o seu papel na Burger, dando seguimento à qualidade e inovação tão características da empresa?
O meu papel continuará a ser de desenvolver os mercados que gerencio, ajudar no crescimento da empresa nesses países. Nomeadamente em Portugal, onde novos parceiros vão começar a trabalhar connosco com o sistema grad, e pelo qual sabemos que há bastantes possibilidades de crescimento e oportunidades no nosso país. Acredito que hoje, é só o princípio de um longo casamento. O ano 2022 será o ano do desenvolvimento da gama grad mais particularmente, pela qual temos grandes expectativas! É um sistema que tem de ser mostrado, apresentado e tem de ser dado a conhecer porque não há mais inovador hoje no mercado da instalação do deck, da fachada, do teto e da cobertura. 1 sistema = 4 possibilidades. O meu papel vai ser esse mesmo, com o mesmo prazer e paixão.

O melhor dos dois mundos: Advocacia e Ballet

Nasceu em Lisboa, a 14 de setembro de 1981, e atualmente reside no Luxemburgo onde exerce a sua profissão de advogada, ao mesmo tempo que dança profissionalmente e ensina ballet àqueles que tal como ela, o veem como uma paixão. Mas não se trata apenas do amor ao trabalho, a nossa entrevistada – apesar de ser difícil conciliar – não descura da sua vida pessoal. “Não importa só a vida profissional, a vida familiar é para mim fundamental”, inicia. Conta com uma vasta formação académica na área do Direito, uma vez que se licenciou em Direito, tendo-se especializado em 2005 em Direito Europeu pela Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa e pela Universidade de Bremen, na Alemanha. Em 2006 adquiriu o grau de Mestre em Europa Recht pela Universidade de Saarbrücken, Europa-Institut. Em 2007, na capital do Reino Unido recebeu o certificado em Direito da União Europeia pelo King’s College, e já no Luxemburgo trabalhou no Tribunal de Justiça da União Europeia e num Escritório de Advocacia de renome durante vários anos. Em 2009, formou-se em Direito Luxemburguês.

Experiência e know-how: o fator-chave da diferenciação

Possuidora de um inigualável espírito aventureiro e empreendedor, foi em 2015 que fundou o escritório de advocacia Real Avocats à la Cour, atualmente um escritório composto por jovens e dinâmicos advogados associados, localizado no coração da cidade do Luxemburgo. Este é um escritório onde a equipa – altamente competente – é especializada no contencioso geral, que tem como foco principal a matéria civil e comercial, direito da família, direito imobiliário, direito penal, direito do trabalho e direito da União Europeia. Assim, oferece serviços de assessoria jurídica e representação legal na justiça a uma vasta gama de clientes diversificados, através de uma rede variada de escritórios de advocacia internacionais. Toda essa excelência profissional, é – claro está – proporcionada pelo excelente ambiente de trabalho que se vive entre a equipa. Por outro lado, existe também o fator-chave no seio de qualquer empresa: os clientes. No escritório Real Avocats é fundamental que se faça um acompanhamento personalizado a todos os clientes, criar um elo de ligação sólido, para que se cumpra com a palavra de ordem – o trabalho de excelência. Em território português, é um escritório que presta apoio jurídico tanto na perspetiva de investimento nacional como internacional. Qualidade, eficiência e positivismo são a chave fundamental deste escritório de advogados liderado por Maria Ana Real Geraldo Dias, que diariamente motiva a equipa a alcançar a satisfação total dos clientes. E para que esses alicerces nunca falhem – não fosse a líder possuidora de um know-how inigualável – todos os advogados estão aptos a trabalhar com clientes em inglês, alemão, francês, português e luxemburguês. No entanto, e sendo orgulhosamente portuguesa, Maria Ana Real Geraldo Dias não é só “advogada dos portugueses”, tendo uma vasta clientela internacional. Como se não bastasse o cargo de liderança que ocupa, a nossa interlocutora nunca descurou daquela que é a atividade que mais entusiasmo lhe dá: o Ballet. Amante desta prática, estudou ballet no Conservatório Nacional de Dança de Lisboa, tendo vindo a fundar em 2014 a escola de dança “Real Academy of Dance”, no centro da cidade do Luxemburgo. Nesta área, a nossa interlocutora é professora certificada em Ballet Teaching Studies e em Progressing Ballet Technique. Como de mérito – merecido – se tratasse, é uma professora qualificada da Royal Academy Of Dance, uma organização de ensino e formação em dança com sede em Londres, permitindo aos seus alunos que participem em variados exames a nível internacional. Na Real Academy of Dance (anteriormente Workout Ballet School), para além de professora titular, é também gestora. Esta é uma escola que oferece uma variedade de aulas de condicionamento físico e ballet para crianças e adultos. Estamos efetivamente a falar de uma academia que em muito se diferencia das restantes. Desde os certificados que Maria Ana Real Geraldo Dias possui, até ao amor que coloca naquilo que ensina, este é o sítio onde os apaixonados pela dança podem realmente sentir-se felizes e realizados.

O poder da multiplicação da mulher

Muitos são os benefícios que um cargo de liderança acarreta, mas a verdade é que as mulheres ainda hoje se vêm obrigadas a lidar com alguns obstáculos, e com a nossa entrevistada não foi diferente. Garante que sentiu preconceitos algumas vezes que apenas foram superados porque efetivamente tinha um percurso pautado por diversas formações, o que lhe confere conhecimentos além do expectável. Para além das vastíssimas funções da interlocutora, uma das que maior valor aporta para a mesma é ser advogada de crianças. É nomeada pelo próprio tribunal para defendê-las, o que lhe confere uma ligação muito vincada com os mais novos. Maria Ana Real Geraldo Dias é um poderoso exemplo de que a mulher não é – nem deve ser – condicionada apenas a uma atividade. Ainda que o tema tenha evoluído positivamente nos últimos anos, importa dar exemplos práticos de pessoas, mulheres e profissionais que desfrutam da sua vida em prol daquilo que lhes faz “brilhar os olhos”. Neste caso, a Advocacia e o Ballet são temas que, embora díspares, se unem num só traço e elevam a sua verdadeira missão de vida. E para todas as mulheres que tal como a nossa entrevistada desejam trilhar um caminho de sucesso rumo aos seus objetivos, o segredo é “nunca desistir, as mulheres conseguem tudo com vontade, motivação, trabalho e amor. Basta isso. Lutar, ter garra e nunca desistir. Ter muita força”, termina Maria Ana Real Geraldo Dias.

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