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Anarita Paiva

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DHC FOOD EXPERIENCE and the 2021 Sabor do Ano Award

DHC is a family business founded in 1997 and represents the passion for innovative, delicious, healthy food products that provide moments of pure pleasure. How, throughout these years, has the brand followed and anticipated consumer trends?
From the outset we have diligently and consistently monitored trends across all specialty food markets, especially in Western Europe, either through visits to points of sale in different countries, or through International Fairs, as well as through the international network we have developed at the procurement level.

DHC’s commitment involves selecting the best products and placing them on the market in a competitive manner and with an eye to engaging the most demanding consumers. Since this is an effectively competitive market, to what extent does the brand stand out and differentiate from the others?
DHC is positioned in product categories that stand out for their innovation and added value. For us, it is essential to associate a correct price positioning, very efficient logistical support and communication, and an adequate selection of points of sale.

Proof of the excellent quality of DHC’s products, PASTA DO DIA receives, for the second consecutive time, the Sabor do Ano Seal in 2021. How important is this recognition for the company?
It is always a great joy to see the recognition of the products of our PASTA DO DIA brand being rewarded by this prestigious Seal. We are always on the lookout for continuous improvement and this assessment by an external entity with the assessment of consumers, who are the ones who move and motivate us, is a very important validation for us.

With regard to Sabor do Ano, which criteria and parameters are taken into account when selecting products and which, naturally, does DHC’s PASTA DO DIA fulfill?
The Sabor do Ano Award is an exclusive certificate for the food sector that distinguishes products through anonymous organoleptic tests carried out by the consumer in a laboratory environment. The panel selected was composed of 80 consumers aged between 20 and 70 years, of both genders (58 women and 22 men). The consumer evaluates the taste, odour, texture, visual appearance and the recommendation/intention to buy. For each of these parameters, it assigns a score on a scale from 1 to 10. If the product obtains a rating equal to or greater than 6 points and the highest score among competing products, it wins the Sabor do Ano seal. This distinction has been held in Portugal for some years, as well as in Spain, France and Italy.

What are the reasons that encourage PASTA DO DIA to be the ideal option for consumers’ diverse meals? What is the secret that makes it unique in the market?Its sustainability, which is always a factor in which we are very attentive and in constant evolution, as well as versatility, wide offering, nutritional balance, the ongoing communication with consumers that helps us to foster continuous improvement, all combined with trust and convenience

In addition to quality, it is also worth noting the issue of innovation, which has a special focus for DHC. Has innovation in products been essential for the company’s recognition? How is it possible to innovate in this sector?
Yes, without a doubt and it is possible, above all, because of our passion and courage to take risks, combined with the support of our long-standing and well-known institutional clients who trust us and are willing to take risks together with DHC.

For the future – and to continue the success of the DHC story – what new products can we expect?
We have a set of exciting and surprising new products coming to the market in the coming months, reflecting new trends (like sustainability, “Free-From”, Etc.) and which we believe will be very well received by consumers. However, at the moment we are keeping these secret for commercial and marketing reason! Watch this space!

Finally, what message would you like to leave to consumers who, over these 24 years of existence, have contributed to the success of DHC?
The gratitude for the openness to new experiences, for the trust and loyalty to our brands. Thank You.

DHC FOOD EXPERIENCE e o Prémio Sabor do Ano 2021

DHC é uma empresa familiar fundada em 1997 e representa a paixão por produtos alimentares inovadores, deliciosos, saudáveis e que proporcionam momentos de puro prazer. De que forma, ao longo de todos estes anos, a marca tem acompanhado e antecipado as tendências de consumo?
Desde logo com um constante acompanhamento direto de tendências em outros mercados, especialmente na Europa Ocidental, quer por via de visitas a pontos de venda em diferentes países, quer por via de Feiras Internacionais, bem como pelo network internacional que temos ao nível do procurement.

O compromisso da DHC passa pela seleção dos melhores produtos e pela sua colocação no mercado de forma competitiva e à altura dos consumidores mais exigentes. Sendo este um mercado efetivamente competitivo, em que medida a marca se destaca e diferencia das restantes?
A DHC posiciona-se em categorias de produtos que por si se diferenciam quer pela inovação, quer pelo seu valor acrescentado. Depois, é essencial associar um correto posicionamento de preço, eficaz comunicação, um suporte logístico muito eficiente  e uma adequada seleção dos pontos de venda.

Prova da excelente qualidade dos produtos da DHC, a PASTA DO DIA recebe pela segunda vez consecutiva o Prémio Sabor do Ano em 2021. Quão importante é, para a empresa, este reconhecimento?
É sempre uma grande alegria vermos o reconhecimento dos produtos da nossa marca PASTA DO DIA ser renovado por este conceituado prémio. Estamos sempre atentos à melhoria contínua e esta avaliação por uma entidade externa com avaliação dos consumidores, que são quem nos move e motiva, é uma validação muito importante para nós.

No que diz respeito ao Sabor do Ano, que critérios e parâmetros são tidos em conta aquando da seleção dos produtos e que, naturalmente, a PASTA DO DIA da DHC preenche?
O Prémio Sabor do Ano é um certificado exclusivo para a área alimentar que distingue os produtos através de testes organoléticos anónimos efetuados pelo consumidor em ambiente de laboratório. O painel selecionado foi composto por 80 consumidores com idades compreendidas entre os 20 e os 70 anos, de ambos os géneros (58 mulheres e 22 homens). O consumidor avalia o sabor, odor, textura, aspeto visual e a recomendação/intenção de compra. Para cada um destes parâmetros, atribui uma nota numa escala de 1 a 10. Se o produto obtiver uma avaliação igual ou superior a 6 pontos e a maior nota entre  produtos da concorrência, é premiado Sabor do Ano. Esta distinção realiza-se em Portugal há alguns anos, assim como Espanha, França, Itália, México e Colômbia.

Quais os motivos que fomentam que a PASTA DO DIA é a opção ideal para as refeições diversas dos consumidores? Qual o segredo que a torna inigualável no mercado?
A sua sustentabilidade, que é sempre um fator ao qual estamos muito atentos e em constante evolução, versatilidade, vasta oferta, equilíbrio nutricional, a fluida comunicação com os consumidores que nos ajuda a fomentar a melhoria continua, tudo isto combinado com a confiança e conveniência.

Além da qualidade, é de notar também a questão da inovação, que tem especial enfoque para a DHC. Inovar nos produtos tem sido essencial no reconhecimento da empresa? De que forma é possível inovar neste setor?
Sim, sem dúvida e é possível acima de tudo pela nossa paixão e coragem em arriscar aliada ao apoio dos nossos clientes institucionais de longa data e de grande notoriedade que confiam em nós e estão dispostos a arriscar em conjunto com a DHC.

Para o futuro – e para dar continuidade ao sucesso da história DHC – que novidades podemos esperar?
Temos um conjunto de surpreendentes novidades a sair nos próximos meses para o mercado dentro das novas tendências e que acreditamos que vão ser muito bem recebidas pelos consumidores, mas mais de momento não podemos desvendar.

Por fim, que mensagem gostaria de deixar aos consumidores que, ao longo destes 24 anos de existência, têm contribuído para o sucesso da DHC?
A gratidão pela abertura a novas experiências, pela confiança e fidelidade para com as nossas marcas.

O nosso Compromisso com Angola é de Aço

De 16 a 20 de novembro irá realizar-se a Feira Internacional de Luanda (FILDA).
Sendo uma empresa com sede no Pólo Industrial de Viana, Angola, a 25km de Luanda, a Fabrimetal é uma das organizações angolanas que cria impacto desde que iniciou a sua produção, em 2010. Assim, qual o compromisso que tem vindo a marcar o percurso desta marca para com o mercado e populações que a acompanham?
De facto, temos criado um impacto muito significativo no mercado. O nosso compromisso com Angola é de Aço! Penso que é esta atitude de comprometimento e resiliência por um lado e por outro lado a constante busca de superar as expectativas dos nossos clientes, que de certa forma nos diferencia.

De que forma a Fabrimetal tem tido a oportunidade de ajudar o país, construindo uma forma de vida sustentável para a sua comunidade e ligações sólidas para um futuro forte?
Como já mencionado, o início de produção da nossa unidade Industrial teve um impacto muito grande no mercado nacional. A nossa indústria impactou positivamente na economia, pois o valor agregado gerado é substancialmente positivo, senão vejamos: Fomentamos a economia circular, reutilizando resíduos de materiais ferrosos e transformando os mesmos num produto final de qualidade internacional; Geramos muito emprego. nacional direto, ao empregar cerca de 500 colaboradores, o que nos permite dizer que indiretamente geramos rendimento a cerca de 2500 pessoal, se conciderarmos que cada agregado tem 5 membros; Ao adquirirmos cerca de 500 toneladas de materiais ferrosos/dia, a cerca de 15/20 fornecedores, estamos aqui também a gerar renda a muitas famílias e por outro lado a contribuir fortememente para a formalização da economia; A colocação no mercado do nosso produto, inicialmente apenas Varão de Aço para armaduras de Betão e agora recentemente com o início de produção de Cantoneiras, Barras e perfis, impactou positivamente na redução das importações e aumento das exportações, pois já estamos a exportar para os mercados limitrofes.

Foi em julho do presente ano que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) comemorou 25 anos de história. Como é que olha para a evolução que se deu ao longo de todos estes anos e da qual a Fabrimetal pôde e poderá continuar a contribuir?
Olhamos de forma positiva, sendo que somos de opinião que se poderiam ter dados passos mais significativos, para benefício de todas as partes envolvidas, nomeadamente no que toca à mobilidade de pessoas e bens. A Fabrimetal, no âmbito das suas atividades e enquanto exportador de produtos siderúrgicos, pode contribuir de forma significativa para o aumento das trocas comerciais entre os Países da Comunidade de Língua Portuguesa.

Sabemos que a Fabrimetal trabalha diariamente para a economia local, oferecendo alternativas competitivas e de qualidade para o consumo da região. Podemos afirmar que este é também um dos grandes objetivos para a Lusofonia? De que forma a marca promove a união com os restantes países de língua portuguesa?
Como referi anteriormente, sendo a Fabrimetal uma Empresa de direito angolano e integrando um grupo empresarial com forte presença em Africa, a Fabrimetal tem todo o interese em aumentar as trocas comerciais com os restantes paises da Comunidade, alargando o seu volume de exportações. Para tal penso ser importante sejam dados passos mais significativos na livre circulação de pessoa e bens dentro da comunidade. Desta forma a CPLP será efetivamente um bloco económico muito importante.

De 16 a 20 de Novembro irá realizar-se a Feira Internacional de Luanda (FILDA) – um evento multi-setorial de exposição e negócios que junta anualmente empreendedores nacionais e internacionais, e no qual a Fabrimetal irá marcar presença este ano. Que expetativas e objetivos estão previstos para esta participação?
As expectativas são grandes! Agora com a reabertura gradual da economia, esperamos voltar a ter uma FILDA com muitas presenças, quer nacionais quer internacionais. Para nós é sempre importante estar presente neste evento, pela importância do mesmo no contexto nacional e agora mais ainda por termos diversificado a nossa Produção e aproveitar esta “montra” para divulgar os novos produtos.

No âmbito da CPLP, como descreve a importância de eventos como a FILDA?
É muito importante! Este tipo de eventos permite estreitar mais as relações comerciais e fomentar mais negócio. Somos de opinião de que deveria existir um evento anual onde as empresas pertencentes aos países da CPLP pudessem estar presentes, expondo as suas potencialidades, para fazer Network e aí desenvolver mais negócios.

A terminar, que novas etapas estão a ser desenhadas a médio e longo prazo para o futuro da Fabrimetal?
Estamos sempre em movimento…! Em outubro de 2020 concluímos um processo de reinvestimento de cerca de 21 Milhões de Dólares, com a implementação de uma nova linha de laminação para produção de Cantoneiras, Barras e Perfis, implementamos novo sistema de filtragens de fumos da unidade industrial e aumentamos a capacidade de processamento de sucata, com a aquisição de novos equipamentos. No momento atual estamos a preparar um novo aumento de capacidade produtiva, passando das atuais 12.000 Toneladas/Mês para 15.000 Toneladas/Mês.

Parcerias em prol de investimentos da Lusofonia

A visão da AdielSumus baseia-se na cooperação estratégica e comercialmente benéfica entre Angola e Portugal, tendo ainda como missão concretizar parcerias específicas entre todos os países de língua oficial portuguesa. Como nos pode descrever a concretização destes objetivos ao longo dos três anos de atividade da Associação?
O balanço que faço como Presidente da Direção da Instituição AdielSumus, (Associação para o Desenvolvimento e Investimento Empresarial na Lusófonia) desde o 24 abril de 2019, na sua materialização em registo notarial, foi positivo, tendo em conta a declaração em 11 de Março de 2020 da pandemia da COVID-19, neste  primeiro ano, tivemos de consolidar o núcleo dos órgãos sociais, realizando algumas mudanças no seu seio, pois muitos membros fundadores aceitando o convite, tiveram a impossibilidade de se deslocar fisicamente, para nos reunirmos e assinarem presencialmente a sua tomada de posse, devido à pandemia existente, assim como alguns membros fundadores, que infelizmente renunciaram, por motivos de saúde.  No ano seguinte, em 2020, consolidamos o início de uma parceria com a vossa revista, Pontos de Vista, com a publicação a 16 de outubro, a inauguração da delegação em Faro, no Algarve. Com a presença de ilustres convidados e membros fundadores, mesmo com os contragimentos devidos à pandemia, tiveram a oportunidade de se deslocar até Faro. Foi um enorme desafio, termos consolidado as parcerias com as nossas representações, através de palestras e conferências, permintindo as realizações das assembleias on-line, nesta nova plataforma digital, em parceria com a LEAG GROUP na Suíça, que hoje pretendemos aqui divulgar, isso permitiu a eleição dos nossos coordenadores e suas equipas, representantes em África Lusófona, do Brasil a Macau, a partir de 2022, nos seus respetivos países, sendo o último nomeado em São Tomé e Princípe.

No mês passado comemorou-se 25 anos de vida da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) – o foro multilateral privilegiado para o aprofundamento da amizade mútua e da cooperação entre os seus membros. Como tem sido a evolução da união desta Comunidade? O que mudou ao longo destes tempos?
Ainda não tivemos a oportunidade de formalizar uma parceria institucional com a CPLP, espero que seja para este ano, no seguimento da instalação e registo das nossas delegações nos respetivos países, sendo que a CPLP é o elo institucional e político dos países de língua portuguesa, tendo uma agenda de cooperação em prol do desenvolvimento económico e social dos seus povos, que constitui um espaço de união pela língua comum e pelos primados da paz, do Estado de direito, da democracia, dos direitos humanos e da justiça social. Sendo que foi constatado neste aniversário que a pandemia da COVID-19, acentuou a desigualdade social e impulsionou a necessidade da digitalização da educação como meio fundamental de acesso ao conhecimento, ao trabalho e à inclusão social, com vista a contribuir para o desenvolvimento económico e social dos Estados-Membros, sendo para nós, o objetivo da Adielsumus de fazer parte da CPLP, com os nossos parceiros empresariais, dando a nossa contribuição neste desenvolvimento económico e sobretudo digital.

Nesta comemoração, que pilares foram e têm sido destacados como primordiais para a CPLP?
Saudamos a assinatura, em 18 de dezembro de 2020, do “Acordo entre a República Portuguesa e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa que Revê em Matéria Fiscal o Acordo entre o Governo Português e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, referente ao Estabelecimento da Sede da Comunidade em Portugal, assinado em Lisboa, em 3 de julho de 1998” entre outras, e a adoção do Acordo de Mobilidade entre os Estados-Membros da CPLP, um instrumento que visa contribuir de forma efetiva para uma maior mobilidade e circulação no seio da Comunidade, para o incremento das relações de cooperação em todos os domínios e para a promoção do sentimento de pertença à CPLP.

Sendo a AdielSumus um elo de união e de construção de parcerias para o mercado para os Países Lusófonos, que papel tem sido aqui desempenhado na promoção da CPLP?
Participamos em vários fóruns internacionais, fomos organizadores de um Webinar Internacional sobre o Desporto, matéria que ainda não tínhamos abordado, com vários dirigentes desportivos, Presidentes de Clubes também marcaram presença, a nosso convite; o Presidente da Federação de Futebol do Algarve, o Presidente da F.F. Amadores no Brasil, o Presidente da F.F. de Angola, de Moçambique, o Secretário de Estado do Desporto de Moçambique,  da Guiné-Bissau etc, assim como vários intervenientes internacionais  do mundo do desporto e do futebol, em Cabo Verde, São Tomé, Brasil, Espanha, apesar das dificuldades de agendamento e de conexão, foi um sucesso.  Esperamos dar o devido prosseguimento muito em breve, no início de 2022, a esta inciativa. A AdielSumus contratou recentemente a LEAG GROUP Business Networking Platform, Plataforma que permite a constituição, operação e gestão de Ecossistemas de Negócios Cruzados, oferecendo às comunidades empresariais inúmeras ferramentas de conexão, comunicação e comércio. LEAG GROUP SA Switzerland é uma empresa global de capital próprio com headquarters na Suíça e fundada por brasileiros, que vem sendo desenvolvida ao longo de quatro anos e entra agora em fase de lançamento e expansão. A montagem da Rede AdielSumus na Plataforma LEAG GROUP, com a possibilidade de estabelecimento de capítulos regionais em cada país de língua portuguesa, permite sistematizar e acelerar as relações entre os próprios participantes da Rede AdielSumus, destes com participantes de outras redes dentro do Ecossistema de Negócios Cruzados da Plataforma LEAG GROUP e, ainda, com todos e quaisquer interessados em relações de negócios e comerciais, em nível regional e global, através da Internet.

No que diz respeito ao fomento e crescimento dos negócios na Lusofonia, de que forma a AdielSumus se tem adaptado e reinventado face às constantes transformações das Comunidades?
O investimento nesta plataforma digital em contrato com a LEAG GROUP nos tempos que correm, foi a forma encontrada para divulgar a nossa ação na Lusófonia e PALOPS, atrair empresas e instituições para dentro dela, que possam em conjunto divulgar negócios nos países de língua portuguesa, as suas páginas Web e redes sociais coma a divulgação de negócios , estando já  implementada em 18 países, tendo a possibilidade de conffcalls e de palestras,  como a de realizar ações de formação, de consultoria etc. Esperamos que esteja totalmente operacional no início de 2022.  Neste momento está em fase provisória de implementação, até ao final deste ano.

Neste 1/4 de século muito de viveu e aprendeu. Assim, que perspetivas encontra para os próximos anos da CPLP? Que desafios e conquistas podemos esperar para a Lusofonia?
Esta pandemia mudou e de que maneira a forma  de nos comunicarmos e de nos deslocarmos, visto que as restrições impostas por muitos países não permitiram tal ação, efetivamente as reuniões passaram a ser virtuais, os congressos e também as palestras, ficamos sem o contacto físico, com famoso abraço e aperto de mão, ao selar um acordo ou negócio, a paragem obrigatória da aviação e das empresas durante vários meses, dificultou e muito a concretização dos mesmos, mas por outro lado, facilitou as reuniões e permitiu nos que pudessemos exercer a nossa atividade, mesmo com os nossos membros espalhados pelos 5 continentes. O maior desafio será no início de 2022, de inaugurar fisicamente todas as delegações ou representações da Adielsumus, permitir e apoiar a realização de negócios com os nossos parceiros nos países da Lusofonia, onde neste momento temos designados todos os nossos representantes.

Neste processo, qual será o posicionamento futuro da AdielSumus, no sentido de apoiar, expandir e evoluir a CPLP nos próximos anos?
Esperamos alcançar um número de aderentes na plataforma digital significativo nos próximos dois anos, em parceria com outras associações ou instituições, que se queiram juntar a nós e que estão de algum modo ligadas ao PALOPS e ao seu desenvolvimento económico e digital. Neste âmbito e neste preciso momento, configuramos as nossas sub-plataformas nos vários países na Lusofonia, em conjunto com a LEAG GROUP, no comando, pelo seu Diretor Comercial em conjunto com o nosso Eng. Informático, todo o processo informativo e de formação local, caminhamos passo a passo e afincadamente para o sucesso da nossa plataforma de negócios em 2022. Também protelamos neste ano, variados contactos com parceiros empresariais, para a implementação de vários projetos de investimento por exemplo em Angola, no turismo e na industria, com um projeto de um parceiro empresarial em Luanda e com um parceiro Industrial no Brasil, a Potivias SA, fizemos a ponte  em consultoria, na concretização de um consórcio internacional, que participou há meses atrás, num concurso público em Angola,  sobre o tratamento de residuos sólidos, de sua  especialidade no Brasil. Continuamos com afinco de desenvolver contactos para os projetos dos nossos aderentes, em prol do investimento na Lusofonia, contudo esperamos que novos parceiros empresarias se juntem a nós, através da vossa Publicação, a Revista Pontos de Vista que muito nos orgulha de participarmos, na qual pretendemos utilizar as nossas competências, em prol da Adielsumus, em assessoria aos seus parceiros e membros que se juntaram a nós.

A CPLP e a importância no contexto do Mundo

O difícil contexto que vivemos deixa um alerta que não pode mais ser ignorado, ao colocar em evidência a profunda e complexa interdependência que liga todas as nações do globo. Hoje, mais do que nunca, cabe-nos reconhecer o multilateralismo como uma ferramenta indispensável para enfrentar os desafios que nos afetam coletivamente e que desconhecem o conceito de ‘fronteira’. Nesse sentido, o apelo do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, sublinhando a importância do multilateralismo, é claro e irrefutável:  a proteção dos nossos bens comuns – como é o caso da saúde pública, do ambiente e dos oceanos – dependerá, necessariamente, de uma cooperação mundial coordenada e unida, capaz de enfrentar eficazmente os desafios globais. E a CPLP, enquanto organização presente em quatro continentes, representativa de mais de 260 milhões de falantes de português, tem a sua palavra a dizer.
Este longo período de crise que atravessamos obriga-nos a refletir sobre o papel da CPLP como veículo de reforço das políticas externas dos países de língua portuguesa. A CPLP, que este ano celebra 25 anos, é uma organização ainda jovem, quando comparada com outras organizações de base linguística, como a Commonwealth, fundada em 1949, ou a Organisation Internationale de la Francophonie, fundada em 1970. No entanto, e após um quarto de século de vida, a Organização foi consolidando a sua ação, integrando novos sectores de atuação e dando prova da sua relevância no cenário global. Os primeiros 25 anos da vida da CPLP são, aliás, demonstrativos desta capacidade de evolução. A Organização conta atualmente com nove Estados Membros, integra trinta e dois Observadores Associados, e atua em dezoito áreas de cooperação, nomeadamente, a saúde; a segurança alimentar e nutricional; o combate ao trabalho infantil; o turismo; a justiça; a educação; a energia; a tecnologia; a cultura; e o clima. Devo referir, em particular, as conquistas alcançadas pela Conferência de Chefes de Estado e de Governo, realizada em Luanda, a 17 julho de 2021, que constituiu um momento verdadeiramente histórico para a CPLP.
Em primeiro lugar, foi na Cimeira de Luanda que, na qualidade de país exercendo a Presidência da CPLP, Angola apresentou as linhas gerais do seu programa de prioridades focado na recuperação pós-pandemia e na cooperação económica e empresarial. Nesse sentido, os Chefes de Estado e de Governo reiteraram em Luanda a necessidade de integrar a cooperação económica nos objetivos da CPLP, considerando o contexto atual e o impacto da pandemia no crescimento dos nossos países. A cooperação económica estará assim no centro da agenda da CPLP nos próximos anos, cabendo aos Estados Membros adotar medidas articuladas com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios e estimular os fluxos comerciais e o investimento no espaço da CPLP.
Em segundo lugar, foi na Cimeira de Luanda que os Estados Membros aprovaram o Acordo sobre a Mobilidade na CPLP, o que representa uma conquista notável para a CPLP, ao possibilitar uma maior aproximação entre os cidadãos de língua portuguesa. Cabe-me sublinhar o modo como a Presidência de Cabo Verde liderou de uma forma verdadeiramente exemplar o complexo processo de negociação do Acordo, que culminou na adoção de um modelo flexível e variável, prevendo diferentes opções de mobilidade – como estadias de curta e média duração, vistos e autorizações de residência – e que contempla mecanismos de circulação facilitada para diferentes categorias de pessoas, tais como estudantes, docentes e empresários. A nossa expetativa é de que, uma vez em vigor, o Acordo proporcionará efeitos positivos na circulação dos bens e serviços culturais; no intercâmbio académico; no turismo e na cooperação económica, tendo um impacto decisivo no sentimento de pertença dos falantes de língua portuguesa.
Por último, foi na Cimeira de Luanda que a CPLP acolheu treze Observadores Associados, perfazendo um total de trinta e dois países e organizações com este Estatuto. As motivações destes países e organizações são diversas: por vezes, a CPLP é vista como uma plataforma de concertação política e diplomática propícia ao reforço das relações entre o Associado e os Estados-Membros. Para outros, a CPLP é tida como uma plataforma de negócios, sobretudo com países africanos, assim como uma plataforma linguística que fomenta a cooperação cultural e o contacto entre diásporas. Este número crescente de Estados e Organizações Internacionais que pretendem desenvolver uma parceria privilegiada com a CPLP atesta o vasto potencial de cooperação que a Organização encerra no plano internacional.
A CPLP carateriza-se, por um lado, pelas conquistas alcançadas, mas também pelas metas por atingir. Durante estes 25 anos, a CPLP testemunhou mudanças de grande magnitude, tanto no plano interno dos Estados Membros, como no panorama internacional. E a Organização tem procurado corresponder a esta dinâmica de mudança, melhorando e criando novos instrumentos de cooperação. Se a relevância internacional da nossa Organização é hoje uma evidência, é também inegável que a CPLP tem muito trabalho pela frente. Toda a ação da Organização deve fundamentar-se no objetivo de tornar a CPLP num instrumento cada vez mais eficiente, com um impacto cada vez maior no desenvolvimento dos Estados Membros e no bem-estar dos seus cidadãos. O desafio da recuperação pós-pandemia veio aliás enfatizar a importância de renovarmos o nosso engajamento de cooperação multilateral movida por uma agenda concreta. O acesso universal e equitativo a vacinas contra a COVID-19, assim como a necessidade premente de fazermos face à emergência climática que ameaça as nossas vidas, são exemplos de questões prioritárias que, considerando o quadro mundial, devem estar no centro da ação da CPLP. O certo é que a CPLP deve ser dinâmica e estar à altura dos desafios atuais, procurando dar respostas concretas às expetativas dos cidadãos que representa. E, numa altura em que o mundo vive um momento particularmente difícil, cabe-nos explorar e fazer uso de todas as potencialidades que a CPLP oferece.

A Metodologia Lean, mais do que qualquer outra coisa, é uma Metodologia de melhoria contínua

Consultora Lean Health Portugal e uma equipa multidisciplinar do Hospital de Braga conduziram um projeto de melhoria contínua com principal foco na melhoria do circuito do doente. Primeiramente, que necessidades e lacunas eram sentidas, neste meio, e que levaram à elaboração este estudo?
A área Oncológica tem vindo a assistir a um aumento dos casos diagnosticados, e dada a sensibilidade das patologias e da situação dos doentes em causa e a situação dos utentes em causa, é essencial que, por um lado se assegura a maior eficiência possível dos recursos existentes, mas acima de tudo que se oferece ao utente a melhor experiência possível nos cuidados de saúde recebidos. Sendo a redução de tempo de espera, a redução de deslocação e aumento da satisfação dos utentes e dos profissionais alguns dos pontos que estiveram na base da decisão deste projeto.

Considera que melhorar a experiência do utente/cliente eliminando e mitigando desperdícios existentes, que não acrescentam valor, é já uma preocupação geral e consciente?
Segundo a OCDE, num relatório de 2017 “Tackling Wasteful Spending on Health”, 20% do orçamento de saúde dos diversos países é desperdício, não gerando valor adicional à experiência dos utentes nos cuidados recebidos. Perante tais evidências, assistimos cada vez mais a uma maior preocupação na satisfação dos utentes, preocupação esta que passa muitas vezes pela redução de desperdícios existentes nos processos atuais. Contudo o combate de desperdícios está de mãos dadas com a cultura de melhoria contínua assente na transparência perante o erro, e a esse nível ainda há passos a dar, nomeadamente ao nível da capacitação das equipas, mas sem dúvida que se sente cada vez mais uma maior vontade de melhorar por parte das organizações.

No decorrer deste projeto, a situação atual do serviço do Hospital de Dia Oncológico foi analisada, tendo sido identificados potenciais desperdícios e ineficiências. De que pontos em questão estamos a falar?
No decorrer de algumas observações feitas no Hospital de Dia, fomo-nos apercebendo que o doente necessitava de realizar bastantes etapas para conseguir alcançar o seu objetivo final no Serviço (realização do seu tratamento, levantamento de quimioterapia oral etc). Nesse sentido, um dos grandes objetivos do projeto passou por eliminar (e/ou reduzir) etapas consideradas desperdício ou sem valor acrescentado para o doente. Um outro ponto em estudo passou pela redefinição desses circuitos uma vez que para alguns casos o utente necessitava de tinham que se deslocar entre etapas. Também os quartos do Serviço foram estudados, daqui se concluiu que havia situações onde os espaços não estavam a ser aproveitados da melhor forma permitindo assim um posterior aproveitamento dos mesmos.

Após esta análise, foi colocado em prática um plano de melhoria por via da metodologia Lean. Como nos pode descrever esta gestão e que mais-valias apresenta?
Acima de tudo, e mais do que o enfoque colocado nas melhorias obtidas, a nossa maior aposta foi criar na equipa de projeto o hábito de semanalmente usarem “erros” apontados pelos vários elementos como a melhor oportunidade de melhoria. Isto associado à criação de indicadores de processo, que asseguram a monitorização regular de processos.

Certo é, após a realização do projeto, o serviço reconheceu uma maior segurança, agilidade e excelência prestados aos seus utentes. Assim, que resultados de melhoria surgiram deste projeto e da metodologia Lean?
Como referido anteriormente, além de termos ajudado a equipa a melhorar a experiência e satisfação dos utentes, conseguiu-se aumentar também a satisfação dos profissionais dado o facto de estes sentirem que é possível melhorar aspetos que dependem deles e da equipa no seu dia-a-dia. Tal como foi mencionado anteriormente, é crucial a implementação do hábito de trabalho em equipa, de forma multidisciplinar, em que as ideias só poderão ser consideradas más, depois de testadas.

É legítimo afirmar que a metodologia Lean é eficaz em qualquer projeto que se destine a esta melhoria na saúde? Em que momento se deve aplicar esta gestão?
Sim é! A metodologia Lean, mais do que qualquer outra coisa, é uma Metodologia de Melhoria Contínua, e tal como a própria palavra “Contínua” indica, o processo não acaba: é contínuo e onde se procura hoje ser melhor do que ontem e pior que no amanhã. Nas organizações que aplicam a Metodologia Lean, cada colaborador tem dois deveres: executar a sua tarefa, e melhorar a forma como a sua tarefa é feita. Perante isto o essencial é capacitar as organizações de saúde, desde a gestão de topo às diferentes equipas operacionais, sobre a forma de implementar uma cultura de melhoria contínua, e a partir daí, é uma história sem fim, Sem nunca esquecer da necessidade de uma forte monitorização, pois tal como Deming disse “até termos evidências é apenas uma opinião”.

Acredita que, se sempre utilizada, a metodologia Lean poderia colmatar diversas lacunas no setor da saúde em Portugal? Que mensagem/lição podemos retirar dos resultados do projeto no Hospital de Braga?
A Metodologia Lean é uma das formas mais efetivas para que as organizações de saúde implementem de forma sustentável uma cultura de melhoria contínua, assente na transparência perante o erro e num ambiente de segurança psicológica para que A mudança possa surgir. Dessa forma podemos afirmar que se as organizações de saúde tivessem um maior enfoque na melhoria continua, assente no Lean, sem dúvida que muitos dos desafios, e algumas das vezes que são apontados falta de recursos, poderiam encontrar resposta. A mensagem do projeto do Hospital de Braga é a de que quando as equipas trabalham multidisciplinarmente e abordam os problemas de forma transparente e construtiva, parte dos “desperdícios” ou “irritantes” do dia a dia são passiveis de ser melhorados, no sentido de se gerar eficiência, sempre com o enfoque na melhoria da experiência dos utentes, nunca esquecendo, que não devemos perder uma pequena melhoria hoje, à espera da grande melhoria amanhã.

Viatris Portugal: Por um país mais consciente

A atuar no mercado farmacêutico com mais de 600 produtos disponíveis, a Viatris trabalha para capacitar as pessoas em todo o mundo a viverem de forma saudável em todas as fases da vida, fornecendo soluções sustentáveis de cuidados de saúde. Desta forma, tem vindo a promover uma dinâmica em que o foco primordial passa por responder às necessidades dos doentes, mas não só. A missão da Viatris é muito mais do que inovar diariamente nos seus produtos. Trabalha também para promover operações responsáveis e sustentáveis e, assim, alavancar a sua experiência coletiva para capacitar a população a consciencializar-se no que diz respeito a temas fulcrais como a responsabilidade social e corporativa e a sustentabilidade. Para Alberto Navia-Osorio, trabalhar no mercado farmacêutico sem impactar a vida da população, não faria qualquer sentido: “Se a Viatris não olhasse para o tema da responsabilidade social para construir uma sociedade melhor, então a companhia tinha de delinear muito melhor aquilo que são os seus objetivos e missões. Somos uma empresa formada por pessoas e queremos muito ajudar a sociedade, não só do ponto de vista da saúde e dos melhores cuidados, mas também no sentido de tornar este mundo num lugar melhor. Temos de fazer mais e temos, essencialmente, de fazer melhor”, começa por afirmar. Por estas e por muitas outras razões, a Viatris é hoje a farmacêutica líder em Portugal e uma marca que de tudo faz para que este seja um país incluso e envolto na sua comunidade.

Responsabilidade social e corporativa

Na Viatris, os esforços para aumentar o acesso à saúde e a consciencialização tem resultado em parcerias estratégicas. Devido ao papel primordial e ativo, a marca acredita que (além de que todas as outras também deveriam acreditar), as empresas devem desempenhar e aprofundar os seus conhecimentos no sentido de remarem todos para o mesmo destino: um mundo mais saudável. Assim, a Viatris apoia o Pacto Global da ONU e a Agenda de Desenvolvimento Sustentável para 2030, conforme articulado pelas Nações Unidas na adoção de diversos objetivos. “Fazemos parte de um ecossistema, de uma sociedade e temos de promover todas estas iniciativas ou pelo menos todas aquelas que façam sentido para nós e para a população. É por este motivo que nós abraçámos três dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Objetivos esses que vão ao encontro de diversos projetos que a Viatris apoia, como por exemplo, o Fruta Feia, em que mensalmente são disponibilizadas ações para os colaboradores apoiarem voluntariamente durante o horário de trabalho. Outra iniciativa que temos em mãos é a doação de sangue, através de sessões que decorrem no escritório da Viatris, e onde todos os colaboradores que queiram, podem contribuir. Tem sido felizmente um sucesso muito grande”. Sucesso esse que se traduz no apoio incondicional dos 200 trabalhadores da Viatris Portugal que, ao todo e em força conjunta, se unem na concretização de um propósito humanitário. Além disso, recentemente, foi ainda consolidada uma parceria com a GRACE – uma associação empresarial de utilidade pública, sem fins lucrativos, que atua nas áreas da responsabilidade social e sustentabilidade. “Cada vez há mais empresas que são conscientes e sensíveis a estas questões, o que é muito bom. A pandemia veio mudar e muito a mentalidade das pessoas e a forma como as mesmas vêm o mundo. Muitas organizações estão a adotar comportamentos, por exemplo, de consumo responsável”, afirma Alberto Navia-Osorio, acrescentando ainda que “no que diz respeito à Agenda de Desenvolvimento Sustentável e à sua meta que é 2030, considero que existem objetivos muito ambiciosos, mas sei que outros são possíveis. E são possíveis porque estamos a rumar e a trabalhar nesse sentido – o sentido certo”. É também através do seu conhecimento que a Viatris impactou, e irá com toda a certeza continuar a impactar positivamente a comunidade e as suas ações.

Missão Viatris alinhada com o futuro

Embora a companhia tenha ainda poucos meses de vida, a verdade é que muito fez para marcar a sua posição num mercado e num mundo em constante mudança. Assim, e tendo em conta o seu histórico consciente e humanamente responsável, o futuro irá estar, de facto, alinhado com o propósito da Viatris desde a sua criação. “Daqui para a frente, e se a pandemia permitir, queremos organizar ações e intervenções sobre responsabilidade social e corporativa ainda mais potentes, com mais pessoas, no sentido de explorarmos e partilharmos as melhores ideias, sempre em parceria com a GRACE. Além disso vamos continuar a expandir a nossa linhagem de produtos, trazendo para o nosso portefólio novos medicamentos. Sabemos que agora se vai iniciar um momento muito difícil com o período da gripe sendo que, a Viatris, vai ser o principal fornecedor de vacinas para as farmácias em Portugal. Temos de assegurar produtos novos, de qualidade, e para todos os clientes. Vamos ainda colocar à disposição soluções do ponto de vista da prevenção”, explica o nosso entrevistado. Sem se desviar um segundo que seja do seu propósito – e muito segura da missão com que nasceu – a Viatris compromete-se ainda com a inovação. Seja de novos produtos, seja na forma como atua, inovar será sempre uma prioridade.

Os casos de stress e ansiedade tiveram uma projeção grande no nosso País

Há largos meses que atravessamos uma pandemia que, não só transformou a vida da população, como – em muitos casos – a saúde mental da mesma. Assim, temas como a ansiedade e depressão têm sido regularmente debatidos nos diversos canais de comunicação. Enquanto Psicóloga Clínica na VivaMais, como olha para as consequências na saúde mental destes tempos complexos?
Os casos de stress e ansiedade tiveram uma projeção grande no nosso país. A depressão também disparou. A este propósito, cito o Estudo Epidemiológico sobre a Saúde Psicológica dos portugueses, segundo o qual os problemas de saúde psicológica afetam um em cada cinco portugueses (23%). Percebe-se que a vulnerabilidade da saúde mental, transversal às diferentes idades, acrescentou à sociedade uma preocupação que já era prévia à pandemia, mas, que se agudizou. A preocupação centra-se naquilo que tem vindo a ser o trabalho diário quer na VivaMais quer na Quirónprevención (maior empresa de saúde e segurança no trabalho em Espanha e que agora é o novo acionista da VivaMais) no âmbito da saúde mental e bem-estar. O propósito é intervir, interna e externamente, dar visibilidade e focarmos nas pessoas, agir no “presente” para mitigar as fragilidades, com o objetivo de que possam ser “aliviadas”, cuidadas e evitar riscos maiores no futuro.

No que concerne à saúde mental, o que é que, na sua ótica, se podia ter feito para um melhor acompanhamento, comprometimento e ação durante a pandemia, particularmente pelo tecido empresarial?
O tecido empresarial português está cada vez mais atento à temática. Encarar que as empresas são as pessoas, a abordagem que tem vindo a ser implementada tem sido fértil. Disponibilizaram-se e intensificaram-se linhas de apoio psicológico, o tema da saúde mental foi explanado, debatido em fóruns, diferentes formatos, cresceram os programas de saúde e bem-estar, a preocupação com os trabalhadores, conciliar a vida profissional e pessoal, a auscultação de como se sentem – mostra a preocupação dos empresários. Saliento, a abertura para o modo híbrido do trabalho, permitindo articular a eficiência profissional e pessoal, comporta a visão de liberdade e responsabilidade, facilitadora de equilíbrio.

A VivaMais assume que a saúde e a segurança são indissociáveis na garantia das adequadas condições nos locais de trabalho. Procura, portanto, soluções de melhores práticas laborais, de educação, formação e sensibilização. Neste sentido, que papel tem sido desempenhado pela empresa na questão da saúde mental?
Nós procurámos, mesmo em teletrabalho e espalhados pelo país, que nos reuníssemos – online – para “espantar” o isolamento e para que, não nos sentíssemos sozinhos. Implementámos: webinares, formações, ações práticas para que algumas técnicas e estratégias pudessem ser partilhadas com as pessoas, aproximamo-nos por meio de dinâmicas de ligação, aliámos momentos descontraídos – através da música, dança, escrita criativa, sugestões de filmes, séries, livros, viagens, alimentação saudável, veganismo, importância da atividade física, mascarámo-nos no carnaval, quizzes divertidos, convidámos uma Coach para falar de desenvolvimento pessoal, convidamos um conhecedor em sustentabilidade e responsabilidade social, meditamos juntos, sessões de psicologia individuais, auscultámos a saúde no âmbito psicossocial e a partir dos resultados estamos a construir dinâmicas ativas, contínuas, que vieram para se tornarem naturais, compostas por ações diretas cujo propósito é sedimentar o envolvimento, a felicidade e o sentimento de pertença.

A existência de locais de trabalho seguros e saudáveis possibilita uma organização satisfeita, motivada, produtiva, aberta à inovação e ao empreendedorismo e impulsionadora da sustentabilidade do trabalho. Considera que estes factos são hoje reconhecidos pelas empresas?
Na ótica de locais de trabalhos seguros e saudáveis, implementámos o reconhecimento qualitativo e quantitativo dos colaboradores – o que constitui um boost motivacional. Melhoramos os processos de onboarding, movimentamo-nos para captar e reter talentos, temos um grupo com uma heterogeneidade de idades e saberes. Focados na melhoria contínua de processos, permitindo alocar tempo em tarefas de maior valor acrescentado. Comprometidos com a fidelização dos nossos clientes. É um compromisso, win-win.

Na área da saúde ocupacional, que serviços e características podemos encontrar na VivaMais?
A área da saúde ocupacional tem tido, no sector da Saúde do Trabalho, no mercado e nas empresas prestadoras de serviços externos uma evolução extraordinária. Essa evolução deve-se, essencialmente, pela aposta que as empresas têm feito na saúde dos seus colaboradores. A crescente preocupação com o bem-estar físico, mental e social das empresas nossas clientes, têm desafiado a VivaMais (com particular incidência nos últimos anos) a procurar soluções e a antecipar as suas necessidades. Os serviços de saúde que temos no portefólio da VivaMais mais do que cumprirem os requisitos legais são serviços totalmente virados para ajudarem os nossos clientes a avaliarem a “Saúde das Suas Empresas”, para tal desenvolvemos protocolos específicos de exames que podem incluir análises clínicas, exames complementares de diagnóstico, programas de vacinação, programas de sensibilização em temática como a nutrição, exercício físico, ergonomia do trabalho e outras específicas a pedido dos nossos clientes. A avaliação da saúde ocupacional como um todo deve, também, olhar com particular atenção para o bem-estar mental e social das empresas. Esta é a preocupação dos gestores. Cada vez mais procuram garantir que têm trabalhadores saudáveis, motivados e empenhados. Neste capítulo a VivaMais tem soluções à medida dos Clientes com base na identificação e priorização das suas preocupações. Estas soluções passam por avaliar o clima organizacional através de uma metodologia de One to One, avaliação dos riscos psicossociais, análise dos resultados, relatório final, recomendação de um conjunto de ações de melhoria e follow up. Nesta área temos, também, vários programas de saúde mental com a intervenção direta de psicólogos. Neste sentido e considerando as necessidades emergentes, o papel do psicólogo do trabalho é fundamental na diminuição destes riscos e potenciar o aumento do bem-estar psicológico no trabalho, colocando a relevância no desenvolvimento pessoal dos trabalhadores – formações, ações de sensibilização, webinares e, consequentemente, promovendo o bem-estar que terá uma “face” visível interna e externamente.

Para melhor entender, de que forma a ansiedade, depressão e Burnout no âmbito da saúde mental influência a saúde ocupacional das organizações?
Ao fim de 15 meses de pandemia, há avisos do ponto de vista psicológico inequívocos. A fadiga causa uma forte diminuição na forma como reagimos às solicitações externas. Devemos estar “alerta” para o cansaço que se apresenta sob uma diminuição de realizar tarefas, apatia, anedonia, alterações do ciclo do sono, alterações do apetite. Estarmos atentos ao sentimento de constante vulnerabilidade e insegurança, de medo – alerta-nos para um quadro ansiogénico. Alterações do humor, irritabilidade fácil. Uma tristeza persistente e insidiosa que interfere com o nosso todo – pode indiciar uma depressão. Esta mescla de fatores pode culminar em exaustão ou Burnout. Sendo “nós” um todo e não negligenciando que estamos atentos às nossas pessoas, trabalhamos para minimizar estes sintomas e intervir previamente à instalação destes quadros.

Como perspetiva o futuro destas questões em Portugal nos próximos anos? É legítimo afirmar que a comunidade, no geral, aprendeu a priorizá-las nesta pandemia?
A possibilidade de haver um enviesamento da importância que a saúde mental tem, é diminuta. Os canais difusores: trabalho de pesquisa, investigação, produção de conteúdos – por exemplo, a Ordem dos Psicólogos Portugueses – serão considerados como parceiros de exceção e considerados para assumir medidas. Os empresários, aceitam que colaboradores que são cuidados e parte do todo, são eficazes, motivados, reconhecidos, darão melhor contributo e estarão focados no sucesso das empresas. O tema é de relevo e estamos comprometidos na visão, valor e propósito de contribuir para que a ação da psicologia se torne robusta, que se criem mais estruturas de apoio psicológico e que possam intervir com carácter preventivo, ativo e transformador.

Saúde Mental enquanto prioridade em Portugal

A missão que o Programa Nacional para a Saúde Mental (PNSM) tem vindo a desempenhar ao longo dos últimos dois anos, como atingir uma maior visibilidade mediática para esta área bem como garantir um financiamento adequado às necessidades das populações, foi naturalmente impulsionada pela pandemia que vivemos hoje a nível mundial. Miguel Xavier, Diretor do PNSM, afirma que “a saúde mental dos portugueses não se pode medir apenas pela existência ou ausência de doença mental, mas também pelos níveis gerais de bem-estar. Aquilo que verificamos em inquéritos internacionais no que respeita ao nível de bem-estar reportado pela população, é que Portugal está sistematicamente nos últimos lugares. Este é um aspeto determinante para esta área: é importante que as pessoas saibam que, muitas vezes, são os fatores sociais que determinam o aparecimento de problemas de saúde mental”. Mas será que Portugal está hoje num bom caminho no acesso e tratamentos públicos? O nosso entrevistado sustenta que, atualmente, o país está substancialmente melhor. Contudo, ainda não se pode dizer que já existam recursos humanos suficientes para responder às necessidades da população. “O único contingente que apresenta números razoáveis é o de psiquiatras de adultos. Quer a nível de médicos de psiquiatria infantil e adolescência, quer no que respeita a todos os restantes profissionais de saúde mental, como enfermeiros, psicólogos, técnicos superiores de serviço social, terapeutas ocupacionais, existe ainda um deficit considerável. É por isso que tenho dito repetidamente que na saúde mental não tem havido um verdadeiro investimento nas últimas duas décadas, para além do financiamento que se destina ao regular funcionamento dos serviços. Ainda assim, durante a pandemia, é interessante constatar que as únicas especialidades médicas que cresceram na sua produção em termos de consultas foram exatamente a Psiquiatria e a Psiquiatria Infantil. Penso que este facto demonstra o esforço que foi feito pelas equipas nestas áreas”. Após várias tentativas de implementação do plano nacional de saúde mental, todas elas obstaculizadas por questões organizativas e de financiamento, é possível afirmar que hoje a saúde mental é cada vez mais olhada como uma prioridade em termos de saúde pública, e que se conseguiu reunir um conjunto de condições e circunstâncias, antes raramente verificadas, que constituem uma oportunidade real de mudança.

Consciencialização e Sensibilização

Se anteriormente a saúde mental não era (re)conhecida pela importância e pelo impacto que tem na vida dos indivíduos e famílias, hoje a tendência tem vindo a mudar. Esta mudança passa, sobretudo, pela consciencialização e sensibilização que, inevitavelmente se realçou com a pandemia da COVID-19. Apesar das inúmeras adversidades impostas por estes tempos complexos, para Miguel Xavier, a priorização da saúde mental foi um dos resultados (indiretamente) positivos da pandemia. “De facto, esta pandemia trouxe para a agenda mediática a questão da saúde mental, que já existia em outros países, mas não em Portugal. Penso que, com o tempo, este impacto mediático se poderá esbater um pouco, mas a visibilidade que se criou irá permanecer. Porquê? Porque pela primeira vez um problema que atribuíamos sempre aos outros, e nunca a nós, nos entrou de repente em casa. Nos últimos meses, todos vivemos ou assistimos a pessoas próximas com problemas nesta área, e percebemos que no que diz respeito à saúde mental, todos somos vulneráveis”. Em consequência de toda a informação que dia a dia nos chega, o estigma associado à doença mental tem também vindo a diminuir nos inquéritos feitos na população geral, ainda que seja muito difícil de saber se isso será, ou não, uma tendência permanente. “O estigma em relação à doença mental é algo com séculos. As pessoas com estes problemas eram escondidas e colocadas longe das comunidades, atrás de muros. Houve uma mutação muito grande neste conceito e hoje tudo está mais encaminhado no sentido da desinstitucionalização e de garantir que a maior parte dos cuidados são prestados em hospitais gerais e na comunidade”, refere o Diretor do PNSM.

Os pilares da reforma da Saúde Mental

Entre as várias áreas que o Plano de Resiliência e Recuperação (PRR) abrange, a saúde mental conta com um financiamento significativo para poder levar a cabo algumas melhorias e transformações importantes. Em curso há algum tempo, o processo de reforma vai agora sofrer uma aceleração, com mudanças a vários níveis, tal como Miguel Xavier revela: “Um primeiro pilar a mudar será a nível da legislação. Irão ocorrer mudanças na lei da saúde mental bem como no modelo de organização de serviços, no sentido de se reforçar o papel e competências das coordenações nacional e regionais”. Os serviços de saúde mental que se encontram em condições logísticas deficientes, incluindo na área forense, serão modernizados. O diretor do PNSM acrescenta que “a nível dos serviços, outro pilar fundamental é a criação de novas equipas comunitárias – equipas multidisciplinares que contam com médicos, enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, técnicos superiores de serviços social, entre outros profissionais. Já foram criadas as primeiras dez equipas, sendo que, ao todo, estão previstas 40. Se tivesse de identificar o núcleo fundamental desta reforma, seria esse. Quando estiver concluída, será seguramente uma mudança muito significativa para o nosso país”. As mudanças continuam. Neste plano de reforma contam-se ainda alterações a nível da psiquiatria infantil e da adolescência. “Nós nunca poderemos ter uma boa saúde mental em adultos, se não investirmos a fundo na saúde mental infantil”. A terminar algumas das vertentes mais importantes planeadas para o futuro da saúde mental em Portugal estão as chamadas doenças mentais comuns, “que são as situações mais frequentes na clínica diária, como a depressão e a ansiedade. Estas situações não devem ser tratadas primariamente em serviços de saúde mental, mas sim em Centros de Saúde, recorrendo só aos serviços especializados em caso de necessidade. Mas, para isso, é preciso que nos Centros de Saúde existam programas de abordagem não-farmacológica: nesse sentido, terá de haver um reforço das equipas nestes locais, nomeadamente de psicólogos”. ▪

O futuro da Saúde Mental em Portugal

Ao todo serão quatro anos na concretização das medidas previstas no Plano de Recuperação e Resiliência. Isto não significa que a reforma da saúde mental não tenha de se prolongar para lá desse tempo, tal como tem ocorrido em países que iniciaram este processo no fim dos anos oitenta do século passado. Se, para Miguel Xavier – a voz do Programa Nacional para a Saúde Mental – nas últimas décadas pouco se investiu na reforma dos serviços de saúde mental, hoje, o próprio afirma que as perspetivas são bastante mais encorajadoras. “Gostaria de frisar a melhoria da saúde mental não depende apenas da existência de bons serviços, mas também na aposta das abordagens de promoção e prevenção. Um país para ter uma boa saúde mental precisa de ter uma sociedade equilibrada, com um nível socioeconómico razoável, prestando uma atenção especial à questão das desigualdades sociais”, afirma. Não é por acaso que, este ano, o Dia Mundial da Saúde Mental, comemorado a 10 de outubro desde 1992, é exatamente dedicado à desigualdade social. Apesar de as reformas de saúde mental serem processos longos e demorados, Portugal tem uma oportunidade única de os acelerar, aproximando-se dessa forma dos restantes países da Europa ocidental. Para tal, será necessário implementar o que está previsto, o que não deixa de ser um desafio para o qual toda a sociedade deve ser convocada a participar.

Com Alma – Creative Studio: A dar voz às histórias do interior de Portugal

Com raízes no interior de Portugal, Susana Lopes soube, desde sempre, as necessidades que precisavam de ser colmatadas nesta região. A Com Alma – Creative Studio surgiu então com o foco de contar as histórias de cada um dos seus projetos de forma personalizada e por muitos considerada genial, mas já lá vamos. Apesar de ser uma região com um grande potencial, a nossa entrevistada afirma que falta “sobretudo uma promoção daquilo que é a riqueza do território e daquilo que o mesmo pode providenciar. Quando falamos do interior, a nossa mente remete logo para os produtos endógenos, tais como o azeite, os queijos ou os enchidos. Neste caso, além de se promover a marca, há a necessidade de divulgar também a sua origem como que um selo de qualidade do produto”. Motivo este que levou a CEO da Com Alma a tirar, recentemente, uma Pós-Graduação em Branding Territorial. Com um portefólio preenchido de grandes e bons projetos e uma mala carregada de conhecimento, a empresa destaca-se de forma minuciosa das restantes num mercado que é (cada vez mais) competitivo e exigente. “O nosso trabalho não é standart, pelo contrário, é muito personalizado – nós estudamos muito aquilo que é o cliente. Antes de começamos um projeto vamos ao local conhecer todo o processo que move a marca, analisando o espaço, as metodologias e as pessoas. Acima de tudo, nós acreditamos que as marcas são a representação daquilo que são os sonhos das pessoas que estão por detrás. As marcas são pessoas e não nos podemos esquecer disso”, garante Susana Lopes. É de pessoas e para pessoas que, assim, a Com Alma tem progredido, também ela, na sua história e evolução ao longo de seis anos. Moldou-se ao mercado e ao que o próprio exigia, tendo complementado os seus serviços, tornando-os mais sólidos e abrangentes. “Percebemos que existia uma necessidade no mercado de acompanhamento e de consultoria para criar estratégias na parte da comunicação. E esta é uma vertente que estamos a desenvolver há um ano fruto também da Pós-Graduação que realizei”, afirma a nossa entrevistada. É exatamente por todos estes motivos que a Com Alma é hoje (re)conhecida como um estúdio criativo genial – que abraça e vive intensamente todos os projetos que por lá passam.

Do ponto de vista das marcas – qual é a importância de uma identidade coerente?

Se há algo que na Com Alma é fácil de compreender é que pouco vale se a identidade de uma marca for incoerente na mensagem que pretende transmitir, tal como Susana Lopes clarifica: “É muito importante que, durante a análise a uma empresa, consigamos entender que lacunas existem e onde é que há falta de comunicação. Primeiro criamos esta estratégia e só depois o suporte da mesma. Por exemplo, temos uma marca em que a sua comunicação remonta às origens e ao tradicional – uma vez que é uma empresa de várias gerações. Logo, se estamos a comunicar anos de história, temos de ir buscar um papel para os catálogos que nos remeta e identifique essa tradição que a marca quer comunicar. Este tipo de pormenor é extremamente importante”. A comunicação, esta poderosa ferramenta, requer cuidado, atenção e dedicação porque traduz uma mensagem, às vezes invisível, mas que tanto ou mais se lê como se de um poema se tratasse. Mas será que a população em geral já está consciencializada para a relevância dos resultados que provêm de tudo aquilo que comunica? A CEO da Com Alma reconhece que, ao longo dos seus 20 anos de experiência, a evolução é notória nesta região, se há algo que veio impulsionar a comunicação – particularmente no meio digital – foi a pandemia que atualmente atravessamos. “As empresas perceberam que com o digital conseguem estar em qualquer ponto do mundo e com isso conseguem fazer chegar os seus produtos além-fronteiras. Muitos clientes afirmavam que não queriam vender no online e hoje tudo isso mudou. É importante manterem a sua presença nas várias opções para promoverem os seus serviços e produtos”, reconhece Susana Lopes. Apesar deste inquestionável método para obter resultados em tempos complexos como o que vivemos, a nossa interlocutora considera que, para si, as relações presenciais – e com elas a empatia que se cria com as pessoas – continuam a ser insubstituíveis. A tendência será assim, no seu ponto de vista, a conjugação de ambos (o físico e o digital).

Branding e comunicação na evolução dos negócios na pós-pandemia

Se em tempos o branding e a comunicação eram pouco priorizados, atualmente é possível afirmar com toda a certeza que irão impactar na evolução e consolidação das empresas e dos seus negócios no futuro. Para isso, e segundo Susana Lopes, “é preciso criar uma estratégia muito ponderada entre aquilo que são os objetivos das marcas e as necessidades do mercado. E mais importante do que isso, têm de criar uma estratégia que se possa ir ajustando à medida que o mercado muda. Na pandemia verificamos que tudo é incerto e nada está totalmente definido e nós temos de ter a capacidade de nos readaptarmos sempre que for necessário”. Neste sentido houve uma forte reaprendizagem que, garantidamente, tornou as empresas mais bem preparadas para qualquer eventualidade.

Futuro Com Alma

Muitos são os passos a dar rumo ao brilhante futuro da Com Alma. Para já, estão a ser desenhados novos projetos que contam com uma vertente internacional em que o objetivo primordial é dar apoio a outras empesas e outros empreendedores. Que não restem dúvidas – projetos com alma não faltarão a nível nacional e internacional. No que diz respeito ao Branding Territorial, será cada vez mais aprofundado e a descoberta daquilo que é a riqueza e o potencial dos territórios. “Sem dúvida, o Branding Territorial será uma chave essencial no processo da redescoberta e do desenvolvimento dos territórios” garante Susana Lopes, deixando, por fim, um convite a todos os leitores: “Vejam as histórias que contamos no nosso site e, acima de tudo, não se deixem ficar pela parte visual – descubram a essência dos projetos dos quais damos voz e forma, até ao mais ínfimo pormenor. É aí que está a diferença”, conclui.

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