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Anarita Paiva

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Fórum do Medicamento promove debate sobre novas oportunidades no acesso a medicamentos

O acesso à inovação terapêutica enfrenta desafios que condicionam a capacidade da mesma de servir o seu objetivo fundamental, chegar aos doentes, melhorando a sua sobrevivência e/ou qualidade de vida. Neste âmbito, torna-se relevante perceber que fatores condicionam este acesso e que oportunidades de melhoria existem que o tornem mais célere. É essa discussão que se pretende fomentar a partir da apresentação dos resultados do ‘Patients WAIT Indicator 2020’ e da discussão sobre o papel que o novo “Regulamento Europeu para a Avaliação de Tecnologias de Saúde” pode ter como facilitador desse acesso, na 13ª edição do Fórum do Medicamento, uma iniciativa que terá lugar no dia 19 de novembro, na Academia das Ciências, em Lisboa. Sob o tema “Acesso ao Medicamento: Novas Oportunidades”, a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) em parceria com a AstraZeneca, convidam a que se faça uma reflexão sobre os modelos de acesso aos medicamentos hospitalares a nível nacional e europeu.

Em complemento à discussão, será também realizada a apresentação pública dos resultados da segunda edição do “Índex Nacional de Acesso ao Medicamento Hospitalar”, estudo que tem como objetivos quantificar e monitorizar o nível de acesso ao medicamento hospitalar e analisar os correspondentes modelos de gestão, mecanismos de criação de evidência e de medição de resultados; identificar as barreiras e/ou problemas associados à equidade de acesso, gestão e dispensa do medicamento nas unidades hospitalares do SNS e promover o benchmarking e o desenvolvimento de ações conjuntas e concertadas de melhoria contínua. Este estudo promovido pela APAH, tem a coordenação científica da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa e o apoio da Ordem dos Farmacêuticos,

À semelhança das edições anteriores, o Fórum do Medicamento terá novamente um formato híbrido, cuja participação presencial está sujeita a uma inscrição prévia com limite de lotação. Mais informações aqui.

 Sobre a APAH

A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) é a organização com maior representatividade dos profissionais com funções de administração e gestão na área da saúde em Portugal. Desde 1981, dedica-se a apoiar os administradores hospitalares no desenvolvimento de elevados padrões de exercício profissional, nos múltiplos contextos organizacionais onde desempenham funções, tendo em vista contribuir para a melhoria do seu desempenho, garantindo a qualidade e excelência dos resultados em saúde em Portugal.

Sobre a AstraZeneca

A AstraZeneca é uma companhia biofarmacêutica global orientada para a inovação, focada na investigação, no desenvolvimento e na comercialização de medicamentos para o tratamento de várias patologias, em três áreas-terapêuticas principais – Oncologia, Cardiovascular & Doenças Metabólicas e Respiratória. A AstraZeneca atua também, de forma seletiva, na Autoimunidade, Neurociências e Infeção. Opera em mais de 100 países e os seus medicamentos inovadores são utilizados por milhões de pessoas a nível mundial. Para mais informações e conhecer as oportunidades na AZ Portugal visite www.astrazeneca.com e www.astrazeneca.pt.

 

Confinamentos ajudaram 35% dos fumadores a deixar o vício

Cada vez menos portugueses fumam: apenas 14,5% dos inquiridos revela fumar, com 20,9% a indicarem serem ex-fumadores. Estes números confirmam a tendência verificada pelo Instituto Nacional de Estatística, que em 2019 registava uma redução de 3 pontos percentuais da população fumadora, de 20% em 2014, para 17% em 2019.

Apesar de muitos fumadores terem abandonado o vício durante os confinamentos, para 25,5% o aumento da ansiedade provocada pela pandemia e as condições proporcionadas pelo home-office provocaram uma subida no consumo de tabaco. Apenas 7,5% indica ter passado a fumar com menor frequência. No entanto, as crescentes restrições ao consumo de tabaco em locais públicos revelam-se um obstáculo eficaz aos fumadores, já que 58,3% admite fumar menos devido à lei do tabaco.

As iniciativas e campanhas de sensibilização para os malefícios do tabaco também dão frutos: 82,4% dos fumadores já tentou deixar de fumar e 50% admite querer abandonar o vício nos próximos meses, sendo a saúde o principal motivo (72%) apontado para esta tomada de decisão, com 17% a referir os custos monetários do tabaco.

Portugueses recorrem a ajuda especializada para largar o tabaco

Dados deste estudo indicam ainda que 31% admite recorrer a consultas médicas e a terapias alternativas para abandonar o vício, já que o aumento da ansiedade e o stress são um dos principais receios de quem quer deixar de fumar.

“Ao longo dos últimos anos, temos reparado numa tendência crescente na procura de terapias alternativas como resposta a diversas situações, nomeadamente no combate ao tabagismo”, explica Alice Nunes, diretora de novos negócios da Fixando, revelando que 2021 registou uma subida de 37% na procura de especialistas em hipnoterapia e medicinas alternativas, face a 2020.

“Ainda que neste momento seja um mercado relativamente pequeno, acreditamos que nos próximos anos, à semelhança do que já acontece noutros países da Europa, as medicinas alternativas conquistem o seu espaço e passem a ser encaradas como uma opção viável para a prevenção da saúde e do bem-estar”, conclui Alice Nunes.

A mesma fonte avança que as consultas de medicinas alternativas e hipnoterapia têm atualmente um preço médio de 49€ por consulta, uma subida face aos 35€ praticados em 2020.

Quatro em cada dez pessoas com cancro da mama sentiram impacto elevado da doença a nível físico, sexual e imagem corporal

Que o diagnóstico de um cancro da mama tem impacto negativo na vida de quem o recebe e rodeia, não é grande novidade. Mas um estudo realizado a pedido da Liga Portuguesa contra o Cancro (LPCC), com o apoio da Roche, quis perceber, junto dos portugueses, de que forma a doença lhes alterou a vida. E conclui que este impacto é sentido com grande intensidade, sobretudo ao nível físico (40%), imagem corporal (36%) e vida sexual (37%).

Os resultados completos vão ser apresentados hoje, num evento que se realiza entre as 10h30 e as 12h30, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, onde se vai ainda fazer uma análise e comentário aos dados, assim como ter oportunidade de ouvir novamente a música “Voltei”, um tributo de Gisela João à LPCC e a quem enfrenta ou já enfrentou esta doença. 

O estudo revela também que o diagnóstico de cancro da mama levou 41% a recorrerem a ajuda profissional ao nível da saúde mental, metade dos quais com diagnóstico de depressão ou outra perturbação mental. Revela ainda que 21,1% dos inquiridos adiaram ou abandonaram o “sonho de ter filhos” e que apenas 15% das mulheres optaram por realizar preservação da fertilidade.

Há mais moda e artesanato sustentáveis e novos sabores no Príncipe Real

A Etikway é uma loja de moda e cosmética assumidamente sustentável. Fundada por Lucie Gomes para ser o marketplace de referência para produtos sustentáveis, inaugura agora uma loja física no bairro do Príncipe Real, procurando proporcionar uma experiência de compra de slow fashion e cosméticos naturais com um compromisso ético. É uma organização empenhada em reunir as melhores marcas de designers sustentáveis, trabalhando para reduzir a pegada ecológica do setor da moda. Na nova loja de EmbaiXada, vai encontrar produtos para todos os gostos – mulheres, homens e crianças – desde vesturário, sapatos e outros acessórios, assim como produtos de cosmética e outras coleções especiais, que asseguram o maior nível de sustentabilidade e respeito pelo ambiente.

A Slow Soaps chega à EmbaiXada para renovar a oferta de produtos artesanais e naturais ligados à cosmética. Igualmente com uma política sustentável assumida, à semelhança da Etikway, na Slow Soaps vai encontrar sabonetes, shampoo’s e condicionadores, acessórios de banho e velas aromáticas totalmente produzidas em Portugal e 100% naturais.

Já a Casa Cabana, é a nova oferta de restauração da EmbaiXada. Neste novo espaço na EmbaiXada, situado nas traseiras do edifício, entrando pela Calçada da Patriarcal nº 40 (entrada do estacionamento),   pode provar os melhores sabores de Portugal ao Médio Oriente, acompanhados de cocktails especialmente curados, vinhos naturais ou uma gama diferente de cerveja. O restaurante está aberto de terça a quinta, das 17h30 às 23h, sextas e sábados das 17h30 às 01h00 e domingos das 11h00 às 16h00 para brunch.

Diane Daudin-Clavaud, a criadora do projecto, define-o como um lugar autentico, aberto a eventos, até para empresas, onde cada artista e qualquer pessoa pode simplesmente expressar quem é. A ideia é conectar-se com o que é o Principe Real, uma mistura de diferentes artes. Tem uma biblioteca, um leitor de vinil onde cada cliente pode entrar e tocar sua própria música, algumas polaroid, jogos em todas as mesas para adultos e crianças.

Filipa Valle, Diretora Comercial da EastBanc, comenta que: “É com grande satisfação que vemos chegar à EmbaiXada marcas que tornam mais rica e até multicultural a experiência para quem nos visita, e que por outro lado têm este compromisso forte com um consumo mais sustentável”. Esta constante renovação e aquisição de marcas assumidamente sustentáveis e inovadoras, ajuda-nos não só a manter a EmbaiXada como um ‘must go’ nos roteiros dos Portugueses e dos Turistas, assim como a manter o bairro do Príncipe Real atrativo, alternativo e trendy.”

A Slow Soaps tem o seu espaço na entrada da EmbaiXada onde o perfume dos seus produtos convidam a entrar, enquanto que o restaurante Casa Cabana já começou a receber os seus primeiros clientes e pretende tornar-se uma referência com os seus torneios de petanca e workshops de culinária.

A inauguração da Etikway está agendada para a próxima quinta-feira, dia 18 de novembro  (das 14h até as 20h), e vai contar com a presença da artista Beatriz Barosa, entre as 17h e as 20h.

A EmbaiXada é uma galeria conceptual em pleno centro de Lisboa, contando com inúmeras marcas das mais diversas áreas de negócio, contando com uma ocupação comercial de 100% e com parceiros que tornaram este espaço a sua casa há mais de 5 anos.

AED CLUSTER representa Portugal no maior evento da Indústria Espacial na Europa

O Space Tech Expo Europe é o principal ponto de encontro da Europa para negócios espaciais, tecnologia e inovação. O evento de três dias irá apresentar as últimas novidades dos designers técnicos, fornecedores de subsistemas, fabricantes e componentes através dos integradores de sistemas para o espaço civil, militar e comercial. Para além de mais de 100 empresas expositoras e mais de 75 oradores de alto nível, a conferência conta ainda com a presença de milhares de líderes na indústria internacional, como por exemplo, a European Space Agency e a Airbus.

O Cluster português marcará presença com um stand nacional e estará a organizar e liderar uma delegação de quatorze entidades portuguesas.

Rui Santos, Diretor Geral da AED Cluster afirma, “É essencial auxiliar e facilitar as empresas nacionais a exporem a sua qualidade e conhecimento. Mostrar a marca de Portugal no mundo é o nosso grande objetivo com a participação no Space Tech Expo Europe. Estarmos presentes no maior evento espacial europeu é uma grande oportunidade para as empresas do setor apresentarem o seu conhecimento, projetos, produtos e serviços aos vários players da indústria internacional sendo também ilustrativo do crescimento e reconhecimento da indústria espacial nacional enquanto setor de criação de valor e inovação.”

Mais de 65% dos Portugueses recorrem aos serviços digitais de saúde

As conclusões dos mais recentes estudos realizados sobre a transformação digital no setor da saúde em Portugal, revelam que os portugueses recorrem com frequência a serviços digitais na área da saúde, muito embora as aplicações móveis ainda tenham uma fraca adesão. Contudo, os gestores portugueses acreditam que os desafios da transformação digital na Saúde estarão ultrapassados em cinco anos.

A Deloitte, em parceria com o MUDA e com a Roche, desenvolveu um Estudo focado nos Serviços Digitais de Saúde em Portugal, cujos resultados hoje se apresentam. Desta análise, conclui-se que mais de 55% dos inquiridos gestores em Portugal afirmam acreditar que os principais desafios para a transformação digital na área da saúde serão ultrapassados em menos de cinco anos. Para os gestores portugueses, a Interoperabilidade de dados, o Registo Eletrónico, a inteligência artificial, a monitorização remota de pacientes e a telemedicina são as tecnologias consideradas prioritárias.

 Um outro estudo, realizado pela GFK, destaca que dois terços dos portugueses utilizam serviços de saúde através da Internet, sendo as receitas eletrónicas o recurso digital preferencial. Por outro lado, a utilização de aplicações móveis na área da saúde e do bem-estar parece estar longe de ser de frequente utilização.

 Do inquérito feito pela GFK, a primeira conclusão aponta para uma elevadíssima percentagem de utilizadores diários da Internet (92%), o que pode ser explicado pelo facto de o inquérito, embora à escala nacional, ter sido limitado às pessoas entre os 35 e os 64 anos. Aliás, no grupo 55-64 anos a percentagem de utilizadores cai para 79%.

 A receita sem papel, o Registo de Saúde Eletrónico e a App MySNS são considerados os principais progressos da transformação digital implementados em Portugal. O estudo procurou, também, perceber a relação dos doentes crónicos com a utilização de aplicações. Quase 94% dos inquiridos com doenças crónicas dizem nunca utilizar um serviço digital específico para monitorizar a sua doença.

 Estas e outras conclusões serão apresentadas num evento promovido pelo MUDA, pela Roche e  Deloitte – DIGITAL HEALTH – onde se abordarão as novas soluções, aplicações e serviços digitais, com foco especial no paciente e nos cuidados integrados, explorando ainda iniciativas que promovam a sua adoção tanto pela população geral, como pelos doentes crónicos. 

 Para além da participação de mais de 15 peritos nas áreas digital e da saúde e da intervenção do Secretário de Estado da Transição Digital, André de Aragão Azevedo, serão debatidas as novas soluções, aplicações e serviços digitais ao dispor dos utentes e doentes crónicos.

 

A sessão pode ser acompanhada online em: https://evento.muda.pt/

Estudo da Mazars revela que compliance global é fonte de oportunidade: cria confiança e reputação comercial

Oportunidade para criar valor
Os responsáveis pelo compliance tendem a encará-lo como um fator de criação de oportunidades e não apenas como uma obrigação: 58% concordam com esta visão. As oportunidades que o compliance apresenta são significativas: aumentar a confiança, reforçar a segurança e construir reputação. A recompensa para o cumprimento dos requisitos de compliance é valiosa: 65% sentem que compliance positivo aumenta a confiança do investidor, 64% dizem que aumenta a confiança do cliente/consumidor; 61% afirmam que ajuda a construir uma reputação favorável.

Esta evolução da perceção do complicance é explicada por Alice Vitória Brito, Chief Compliance Officer da Mazars em Portugal, uma vez que “o objetivo principal do compliance é garantir o cumprimento por parte das entidades, das exigências legislativas e regulamentares no ambiente corporativo em que atuam, bem como das regras e códigos de conduta internos das organizações. A visão primária e restrita do compliance, como ferramenta para prevenção de incumprimentos e consequente prejuízo (reputacional e/ou financeiro) e mitigação de riscos, evoluiu. No presente contexto empresarial, um compliance robusto é cada vez mais assumido como uma oportunidade e ferramenta para reforço da confiança de investidores e clientes, contribuindo para a construção de reputação da entidade e, a nível mais global, para o desenvolvimento de um mercado justo.”

“Isso mesmo é patente no nível crescente de envolvimento de dirigentes de topo e de investimento realizado pelas organizações. O principal desafio é gerir e acompanhar um ambiente empresarial e regulatório em mudança acelerada e cada vez mais exigente, requerendo constante adaptação, reapreciação dos riscos e sua abordagem”, conclui.

As empresas alocam senioridade ao esforço de compliance
Em 3/4 (75%) das empresas os executivos de topo e membros de conselhos de administração abordam o compliance com uma regularidade trimestral ou ainda mais elevada (39% mensalmente). Este envolvimento faz, normalmente, parte de uma revisão pré-programada de riscos (50%), mas também é frequentemente inserida na procura por novos insights ou oportunidades (44%).

Expetativa de mais da metade das empresas é que os requisitos de compliance se tornem mais difíceis de cumprir no futuro
De forma global, as empresas confirmam que a atenção e recursos dedicados ao compliance conduzem a resultados positivos: 82% estão seguras que se encontram a cumprir de forma bem-sucedida os requisitos atuais e que vão continuar a cumpri-los no futuro. Contudo, mais de metade (51%) esperam que o compliance se torne mais exigente nos próximos cinco anos. Este está a tornar-se mais complexo, a legislação está a mudar rapidamente e a pandemia Covid-19 vai continuar a causar disrupção. 38% dos inquiridos apontam a complexidade crescente, a mesma percentagem identifica os impactos da pandemia e 36% destacam a nova regulação como os mais significativos desafios ao compliance nos próximos cinco anos. O Brexit também representa alguma disrupção ao compliance mas não figura no topo da lista de desafios (23% a nível global referem-no como um desafio relevante).

Líderes sabem que falhar acarreta riscos significativos
Os responsáveis pelo compliance conhecem os riscos significativos de fracassar: 77% afirmam que a sua empresa enfrentou desafios relacionados com compliance nas áreas de contabilidade e fiscalidade nos últimos cinco anos. As suas consequências passam, geralmente, por danos à reputação, ações disciplinares internas e multas.

Gestores devem investir em tecnologia, mas também precisam de potenciar conhecimento e competências
Os principais investimentos planeados para compliance são em tecnologia (particularmente machine learning/inteligência artificial) e competências: 45% afirmam que nova tecnologia de compliance contabilística e fiscal será um dos drivers mais significativos para melhorar a performance nas suas funções nos próximos cinco anos. No entanto, a falta de conhecimento e competências na sua equipa é prejudicial: dois em cinco inquiridos (42%) consideram que este é um grande obstáculo para que se alcancem os objetivos de compliance.

Ampla consistência regional com algumas exceções
O estudo mostra que regiões e países apresentam respostas semelhantes, mas podem ser identificadas algumas exceções: entre todas as regiões analisadas, 50% dos líderes na América Latina encaram, com mais força, este tema como uma oportunidade (65% vs 58%) e reveem os seus problemas de compliance mensalmente ou mais frequentemente, 11 pontos acima da média do estudo. Os inquiridos nos EUA apontam como o maior desafio ao compliance o aumento do escrutínio por parte de reguladores – que não figura entre os três principais desafios para os restantes entrevistados. Além disso, os responsáveis nas regiões da África – Médio Oriente, América Latina e EUA mostraram-se especialmente desafiados pela necessidade de aumentar os recursos associados ao compliance no último ano, comparativamente à média do estudo (78%, 71% e 78%, respetivamente, comparado com uma média de 60%). Erick Gillier, Partner, Global Head of Outsourcing da Mazars, afirma: “O compliance global tem sido a pedra angular de boas práticas comerciais, mas pode ainda ser encarado como apenas uma obrigação a cumprir e não uma oportunidade a ser aproveitada. É por esse motivo que nos propusemos descobrir de que modo os gestores abordam o compliance global, incluindo a atenção que lhe dedicam, o retorno que esperam, os riscos que antecipam e onde centram o investimento. O nosso inquérito e estudo mostram que quando este tema é implementado corretamente cria confiança entre investidores, clientes e consumidores e molda uma reputação positiva para o mundo exterior”.

 “O inquérito e o estudo demonstram o claro sentido de responsabilidade que os gestores sentem relativamente ao compliance. Com o nível de escrutínio sobre o ambiente de negócios mais rigoroso de sempre, a constatação que a maioria dos gestores planeiam aumentar os recursos financeiros e humanos dedicados ao compliance deve ser tranquilizadora para qualquer pessoa que deseje ver negócios desenvolvidos de forma correta”, acrescenta Erick.

“Um PRR para a Diabetes” apresenta análise sobre o impacto da pandemia na gestão dos cuidados de saúde na diabetes

Perante os problemas identificados por esta análise, neste evento serão também discutidas as soluções e estratégias propostas por um painel de 21 especialistas. O objetivo é definir um plano de ação que venha alterar o paradigma da resposta aos desafios da diabetes em Portugal.

A abertura será feita por Alexandre Lourenço, presidente da APAH e haverá um debate no qual vão participar Helena Canhão, Diretora da Unidade EpiDoC, CEDOC – Centro de Estudos de Doenças Crónicas, João Nabais, Vice-Presidente da Federação Internacional de Diabetes e docente da Universidade de Évora, João Raposo, Presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia, Sónia Do Vale, Coordenadora do Programa Nacional da Diabetes da Direção Geral da Saúde (em confirmação) e Tiago Taveira Gomes, Professor Auxiliar da área de Cuidados de Saúde Primários, Informática Médica e Data Science da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

A sessão será transmitida em direto no site, Facebook e Youtube do jornal Público.

Serviços Públicos são alvo de 12 mil reclamações no Portal da Queixa

Numa altura em que o país assiste à dissolução da Assembleia da República, o Portal da Queixa fez uma análise aos Serviços Públicos e às reclamações geradas pelos consumidores contra o setor público. Em ano, os portugueses já apresentaram 12 mil queixas, um aumento de 29% face a 2020. O Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a Segurança Social são as três entidades mais reclamadas.

Segundo revela a análise da equipa do Portal da Queixa, durante os primeiros 10 meses do ano, chegaram à maior rede social de consumidores de Portugal, mais de 1.200 reclamações por mês contra o setor público. Entre 1 de janeiro e 31 de outubro de 2021, o Portal da Queixa recebeu na sua plataforma 12.001 reclamações dirigidas aos serviços públicos. Um aumento de 29% face ao período homólogo (2020), onde foram registadas 9.283 queixas. Foram consideradas para análise as seguintes subcategorias: Institutos Públicos, Serviços Sociais e de Previdência, Administração Pública e Polícia, Emergência e Bombeiros. Entre os vários organismos analisados, os resultados constatam que o IMT (4.322), o SNS (2.209) e a Segurança Social (1.378) lideram o maior volume de queixas dos consumidores. A maioria das reclamações dirigidas ao IMT (54%) estão relacionadas com problemas na emissão, troca, renovação e envio das cartas de condução.

Relativamente ao SNS – que registou um aumento na ordem dos 37% face a 2020 -, 21% das reclamações incidem sobre problemas relacionados com a pandemia (vacinação, emissão de certificados, etc.), 24% refere-se a queixas relativas à qualidade de atendimento nos serviços e 12% reportam-se a problemas com consultas e dificuldade no acesso ao médico de família.

No que concerne à Segurança Social, 46% das reclamações estão relacionadas com apoios, abonos, pensões e subsídios, sendo que, 10% dessas apontam problemas com os subsídios de desemprego.

No período analisado, verificou-se ainda um crescimento significativo do número de reclamações relacionadas com os Institutos Públicos, que somam 6.111 ao total de queixas apresentadas em 2021 contra os serviços públicos, fazendo disparar em 123% o número de reclamações, comparativamente com o mesmo período em 2020, onde foram registadas apenas 2.739.

A análise permitiu identificar que o IMT representa 71% das reclamações dirigidas à subcategoria Institutos Públicos e o SEF representa 77% das reclamações dirigidas à subcategoria Polícia, Emergência e Bombeiros.

Entidades com menos queixas em 2021:

Na Administração Pública, destaca-se o Ministério da Educação e a Autoridade Tributária e Aduaneira (ATA) ao registar, este ano, um decréscimo das reclamações. A Autoridade Tributária apresenta, atualmente, uma taxa de solução na ordem dos 84% e uma taxa de resposta de 89,1%, face às queixas que recebe dos consumidores via Portal da Queixa.

Também as forças de segurança PSP e a GNR – na subcategoria Polícia, Emergência e Bombeiros -, registaram uma diminuição de reclamações dos portugueses, comparativamente com 2020.

Nos Serviços Sociais de Previdência, o Centro Nacional de Pensões e a ADSE foram os organismos que viram reduzir a percentagem de queixas em 2021.

De referir que, entre 01 de janeiro e 31 de dezembro de 2020, os serviços públicos registaram um aumento exponencial do número de reclamações no Portal da Queixa (total de 16.602 queixas), verificando-se um crescimento de 81% em comparação com 2019 (total de 9.184 queixas).

O tratamento com CPAP na Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono debatida no Congresso Português de Pneumologia

O simpósio, que terá lugar no próximo dia 13 de novembro às 14h30, procura debater um dos distúrbios respiratórios mais comuns no mundo, assim como o acompanhamento estruturado ao longo do tempo, tendo em conta a personalização e adequação da terapia com pressão positiva ao doente, bem como a medição de resultados e do sucesso terapêutico como forma de manutenção da terapia a longo-prazo.

Grande parte dos doentes em tratamento são muitas vezes identificados pelo seu médico de família sendo, posteriormente, encaminhados para a especialidade. A Medicina Geral e Familiar assume especial relevância nestes doentes, criando sinergias sustentáveis quer para o diagnóstico e referenciação, quer para o acompanhamento do doente com SAOS. “É  importante refletir sobre o futuro dos cuidados prestados às pessoas que sofrem de SAOS, que podem beneficiar com a digitalização e telessaúde, ambas impulsionadas no último ano pelo contexto pandémico. A Linde Saúde tem investido em ferramentas, como o LMD- Linde Medical Direct, que facilitam o acesso do médico aos dados e à informação sobre o tratamento, agilizando o processo de acompanhamento terapêutico do doente e a decisão clínica atempada”, refere Maria João Vitorino, diretora da Linde Saúde. Este simpósio terá como moderadora a Prof.ª Dr.ª Marta Drummond e terá como intervenientes a Dr.ª Susana Sousa, que falará sobre a perspetiva do especialista em Medicina do Sono; o Dr. Pedro Marques, que trará a visão do especialista em Medicina Geral e Familiar e o Dr. Pedro Americano, cuja intervenção se irá focar no impacto da saúde digital no acompanhamento destes pacientes.

Para mais informações consulte o site do Congresso da SPP.

Mais sobre a Linde Saúde:

A Linde Saúde é a empresa do Grupo Linde plc que se dedica à prestação de cuidados domiciliários, em Portugal, assistindo maioritariamente doentes com patologia respiratória crónica que necessitam de tratamento de oxigenoterapia, ventiloterapia e aerosolterapia. A Linde Saúde foi reconhecida três vezes consecutivas com o Prémio Cinco Estrelas de 2021, 2020 e 2019 na categoria de cuidados e serviços ao domicílio, setor onde já é líder de mercado mundial. O que distingue a Linde Saúde é a aposta em tecnologia inovadora e em profissionais altamente qualificados e especializados, permitindo desta forma adequar respostas às necessidades do doente e dos profissionais de saúde. A Linde Saúde assiste mais de 75.000 doentes em Portugal e mais de 1,6 milhões em mais de 50 países, utilizando a experiência e boas práticas para satisfazer os seus clientes.

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