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Andreia Azevedo

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EUA suspendem pesquisas com chimpanzés

Chimpanzé

A decisão, adoptada pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH), ocorre dois anos e meio após o órgão anunciar o fim da maioria das pesquisas biomédicas envolvendo chimpanzés, que são os animais mais próximos dos seres humanos, partilhando 98% dos nossos genes.
Em 2013, o NIH deixou de aprovar novos pedidos de investigação envolvendo chimpanzés e no ano passado os animais cativos foram declarados em risco pelo Serviço de Peixes e Vida Selvagem dos EUA.
O NIH declarou que o carácter de espécie em risco exigia dos cientistas permissões adicionais para qualquer experiência, e desde então não ocorreu qualquer solicitação neste sentido.
Os chimpanzés do NIH serão enviados para o Sistema Federal de Santuários, que administra o Chimp Haven em Keithville, Louisiana.

Coreias do Sul e Norte farão reunião de alto nível para melhorar relações

Bandeiras das duas Coreias

O governo sul-coreano aceitou a proposta feita hoje pelo regime da Coreia do Norte de realizar a reunião preparatória na próxima quinta-feira.
Neste primeiro encontro ambas as partes decidirão a data e os horários da próxima reunião de alto nível e também outros detalhes, como os temas de interesse mútuo que serão colocados sobre a mesa, disse uma porta-voz do Ministério de Unificação sul-coreano.
Seul considera o passo dado pelos dois governos como «parte dos esforços a serem cumpridos com o pacto de 25 de Agosto», segundo a porta-voz.
No dia 25 de Agosto, representantes de alto nível de Norte e Sul conseguiram um acordo para pôr fim a um grave episódio de tensão que nos dias anteriores esteve a ponto de gerar um conflito armado.
As partes comprometeram-se no acordo a realizar novas reuniões entre autoridades dos seus governos com o objectivo de abrir uma etapa estável de paz e cooperação após anos de tensões nos seus laços bilaterais.
Como primeiro passo, foi organizada uma reunião de familiares separados pela Guerra da Coreia (1950-1953), que aconteceu em Outubro, mas desde então não foram observados progressos importantes.
O novo avanço nas relações bilaterais ocorre num momento em que se equaciona uma possível viagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, à Coreia do Norte.

Tudo o que Sócrates disse desde que foi detido

José Sócrates

“A minha detenção para interrogatório foi um abuso e o espetáculo montado em torno de uma infâmia; as imputações que me são dirigidas são absurdas, injustas e infundamentadas; a decisão de me colocar em prisão preventiva é injustificada e constitui uma humilhação gratuita.”
José Sócrates, ex-primeiro-ministro, em comunicado enviado à rádio TSF e jornal Público
26-11-2014

“Será em legítima defesa que irei, conforme for entendendo, desmentir as falsidades lançadas sobre mim e responsabilizar os que as engendraram.”
José Sócrates, em comunicado enviado à rádio TSF e jornal Público
26-11-2014

“Não tenho dúvidas que este caso tem também contornos políticos (…). Quero o que for político à margem deste debate. Este processo é comigo e só comigo. Qualquer envolvimento do Partido Socialista só me prejudicaria, prejudicaria o partido e prejudicaria a democracia.
José Sócrates, em comunicado enviado à rádio TSF e jornal Público
26-11-2014

“Só deixa de ser livre quem perde a dignidade. Sinto-me mais livre do que nunca.”
Expresso, 29-11-2014

“No primeiro ano, vivi num apartamento arrendado [em Paris]; depois, de setembro de 2012 a junho de 2013, vivi no apartamento que em foi emprestado pelo meu amigo eng. Santos Silva, que o comprou para o restaurar, arrendar ou vender, que é a situação atual dele. Saí quando começaram as obras.”
José Sócrates, em carta enviada à RTP
01-12-2014

“Prende-se principalmente para despersonalizar. Não, já não és um cidadão face às instituições, és um ‘recluso’ que enfrenta as ‘autoridades’: a tua palavra já não vale o mesmo que a nossa. Mais do que tudo — prende-se para calar.”
José Sócrates, em carta enviada ao Diário de Notícias
04-12-2014

“O ‘sistema’ vive da cobardia dos políticos, da cumplicidade de alguns jornalistas, do cinismo das faculdades e dos professores de Direito e do desprezo que as pessoas decentes têm por tudo isto.”
José Sócrates, em carta enviada ao Diário de Notícias
04-12-2014

“Apesar da minha insistência, nunca, em nenhum momento, nem a acusação nem o juiz foram capazes de me dizer quando e como é que fui corrompido, onde ou sequer em que país do mundo essa corrupção aconteceu, nem por quem, a troco de quê, qual a vantagem que obtive ou qual a que concedi, lícita ou ilícita. Nada, rigorosamente nada.”
TVI, 02-01-2015

“A prisão preventiva foi aqui utilizada para investigar mas também para aterrorizar, para despersonalizar — e para calar. Hoje, quero dizer mais: neste caso, prendeu-se para, em certo sentido, provar.”
TVI, 02-01-2015

“Aos olhos da opinião pública a prisão substituiu-se ao processo, à investigação, à instrução, aos indícios, às provas, ao contraditório, ao julgamento — e até à sentença.”
TVI, 02-01-2015

“Fui detido e preso (preventivamente) sem me terem sido referidos nem factos nem provas de que tenha cometido quaisquer crimes, a começar pelo crime de corrupção que estaria na origem de tudo. (…) É uma imaginativa cascata de presunções.”
TVI, 02-01-2015

“Afinal, se ele está preso, que mais é que é preciso provar? A resposta, porém, por estranho que pareça, é esta: tudo. Falta provar rigorosamente tudo. Isto, obviamente, é gravíssimo.”
TVI, 02-01-2015

“Sei que quando decidiram proibir-me de falar, o que pretendiam conseguir era que tudo estivesse do lado deles — o procurador, o juiz, os jornais. E podem, de facto, ter muito do lado deles. Menos a verdade. Essa, não está do lado deles. E é pelo triunfo da verdade que lutarei.”
TVI, 02-01-2015

“Este processo é, na sua essência, político. No sentido em que tem que ver com o poder, os seus limites e o seu exercício; o poder de deter para interrogar e o poder de prender preventivamente pessoas inocentes. Já para não falar nas consequências que este processo inevitavelmente terá na disputa política. Veremos quais. Como já disse, isto ainda agora começou.”
TVI, 02-01-2015

“A minha detenção nada teve a ver com justiça, mas com espetáculo. Não se tratou de cumprir um qualquer objetivo jurídico legítimo, mas teatralizar politicamente uma ação judicial.”
SIC, 03-02-2014

“Nunca fugi de nenhuma dificuldade, sempre as enfrentei.”
SIC, 03-02-2014

“Onde é que estão as famosas ‘provas’ ou os ‘fortes indícios’ dos crimes que me imputam? E, ao certo, de que crimes concretos é que estamos a falar? É essa a resposta que falta. E, enquanto faltar, nem esta prisão preventiva se justifica nem este processo pode ter futuro.”
SIC, 03-02-2014

“As violações do segredo de justiça vieram precisamente daqueles a quem compete fazer justiça e aplicar a lei.”
SIC, 03-02-2014

“Ao atacar um adversário político que está na prisão a defender-se de imputações injustas, o senhor primeiro-ministro não se limita a confirmar que não é um cidadão perfeito, antes revela o seu caráter e o quanto está próximo da miséria moral.”
José Sócrates, em carta enviada à TSF, Diário de Notícias e Jornal de Notícias
05-03-2015

“Este cobarde ataque pessoal em nada me surpreende. (…) A perseguição política e a tentativa de condicionamento do resultado das próximas eleições ficou agora clara aos olhos dos portugueses.”
José Sócrates, em carta enviada à TSF, Diário de Notícias e Jornal de Notícias
05-03-2015

“Em vez de atirar lama para cima dos outros, o senhor primeiro-ministro faria melhor em explicar aos portugueses se ele próprio cumpriu ou não cumpriu a lei. Pela minha parte, é o que tenho feito. Em noma da verdade é o que continuarei a fazer.”
05-09-2015

“Ao fim de cinco meses em prisão preventiva, o nosso estimável Ministério Público não teve ainda tempo para apresentar os factos e muito menos as provas dos crimes que me imputa. Pelos vistos, não acha que seja já tempo para apresentar a acusação.”
José Sócrates, em carta enviada ao fundador do PS António Campos
SIC Notícias, 28-04-2015

“Afinal, que crime completo foi esse? Não sei, nem o Ministério Público sabe, até porque não cometi crime algum. A única diferença é que o Ministério Público não se importa com isso. Tem uma teoria, acredita nela…”
José Sócrates, em carta enviada ao fundador do PS António Campos
SIC Notícias, 28-04-2015

“[O Ministério Público] Tem uma teoria, acredita nela e parece convencido de que não precisa de provar nada para me manter preso ou até para obter uma condenação.”
José Sócrates, em carta enviada ao fundador do PS António Campos
SIC Notícias, 28-04-2015

“No início deste processo ficámos a saber que se pode prender sem factos e sem provas; agora sabemos que é possível, sem factos e sem provas, manter alguém preso; só faltava que, no final, ficássemos a saber o que julgávamos para sempre afastado: que no nosso Estado, que queremos de Direito, é possível condenar alguém sempre sem factos e sem provas.”
José Sócrates, em carta enviada ao fundador do PS António Campos
SIC Notícias, 28-04-2015

“Nunca pensei que regressássemos a um tempo em que é necessário lembrar que quando a ação penal ignora as barreiras que o Estado de Direito lhe coloca, de proporcionalidade, de garantias de processo, de formalismo, o resultado será sempre o terrorismo de Estado. Mas claro, tudo isto é um ‘supor’.”
José Sócrates, em carta enviada ao fundador do PS António Campos
SIC Notícias, 28-04-2015

“Agora, o Ministério Público propõe prisão domiciliária com vigilância eletrónica, que continua a ser prisão, só que necessita do meu acordo. Nunca, em consciência, poderia dá-lo.”
José Sócrates, em carta divulgada pelos seus advogados
08-06-2015

“Todavia, o critério de decisão é simples — ela tem que estar de acordo com o respeito que devo a mim próprio e com o respeito que devo aos cargos públicos que exerci. Nas situações mais difíceis há sempre uma escolha. A minha é esta: digo não.”
José Sócrates, em carta divulgada pelos seus advogados
08-06-2015

“Também não ignoro — nem pactuo — com a utilização da prisão domiciliária com vigilância eletrónica como instrumento de suavização, destinado a corrigir erros de forma a parecer que nunca se cometeram.”
José Sócrates, em carta divulgada pelos seus advogados
08-06-2015

“Estas ‘meias-libertações’ não têm outro objetivo que não seja disfarçar o erro original e o sucessivo falhanço: depois de seis meses de prisão, nem factos, nem provas, nem acusação.”
José Sócrates, em carta divulgada pelos seus advogados
08-06-2015

“Julgo não me enganar quando vejo o ressentimento como causa do acinte e do azedume tão evidentes nas recentes decisões do senhor procurador da República e do senhor juiz de Instrução. (…) O poder que exerceram não foi o do direito, mas o da força.”
TSF/Diário de Notícias, 12-06-2015

“Procurador não me consegue acusar. Resta a fuga para a frente.”
TSF/Diário de Notícias, 30-06-2015

“Eis no que se transformou o Ministério Público: um sinistro aparelho de produção das mentiras mais escabrosas.”
TSF/Diário de Notícias, 30-06-2015

“A minha prisão visa tão só impedir o PS de ganhar as próximas eleições legislativas.”
TSF/Diário de Notícias, 30-06-2015

“A promiscuidade de alguns elementos judiciais com os tabloides — dá me informações que eu digo bem de ti — corrói e corrompe o sistema. É um tumor que alastra e cujas metáteses afetam e contaminam o prestígio e a dignidade das instituições judiciais.”
Diário de Notícias/TSF, 30-06-2015

“Ao fim destes longos nove meses, creio que é tempo de todos tirarem uma conclusão: fui preso sem que existissem quaisquer provas contra mim. A interpretação mais benigna, embora ainda assim intolerável, é a de que me prenderam ‘para investigar’.”
José Sócrates, em carta enviada ao Jornal de Notícias e à SIC
20-08-2015

“Já não é possível disfarçar que este se tornou um processo ‘saltitão’, em que a investigação saltita de uma teoria para outra de cada vez que a anterior esbarra contra a verdade. Bem vistas as coisas, a investigação já ‘acreditou’ em tudo e no seu contrário.”
José Sócrates, em carta enviada ao Jornal de Notícias e à SIC
20-08-2015

“O ‘agente corruptor’ começou por ser o conjunto das empresas do eng.º Carlos Santos Silva, a seguir foi o Grupo Lena, mas evoluiu depois, sem pestanejar, para promotores turísticos e imobiliários com interesses no Algarve, explorando agora novas oportunidades no filão do mercado brasileiro.”
José Sócrates, em carta enviada ao Jornal de Notícia e à SIC
20-08-2015

“À medida que o tempo passa cresce a legítima suspeita de que este processo tem como verdadeira motivação condicionar as próximas eleições e impedir a vitória do PS. Acontece que isso não compete à justiça, mas à política.”
José Sócrates, em carta enviada ao Jornal de Notícia e à SIC
20-08-2015

“Há um tempo para tudo. Neste momento, o que mais me importa é que todos aqueles que se batem por uma alternativa política de mudança saibam que estou do seu lado. Ao lado do PS, ao lado de António Costa pela vitória eleitoral.”
Jornal de Notícias, 08-09-2015

“Hoje é o tempo em que o país toma decisões importantes e é preciso respeitar esse tempo. Há muito aprendi a ter confiança e a esperar. Terei tempo de responder às vossas perguntas.”
José Sócrates, em declaração aos jornalistas depois de votar nas eleições legislativas
04-10-2015

“Todos os meus direitos políticos estão intactos e tenciono exercê-los.”
24-10-2015

“Basicamente, parece-me muito pobre, desesperadamente pobre, esse argumento do ‘à justiça o que é da justiça e à política o que é da política’, como se a política não tivesse a obrigação e o dever de debater e discutir quer as formas, os meios e os fins de realizar essa justiça.”
24-10-2015

“Deve governar quem tem maioria no parlamento. Melhor dito, não pode governar quem tem a maioria do parlamento contra ele, esse é que não pode governar e essa é a boa regra democrática.”
24-10-2015

“Se há algo que aconteceu de extraordinário foi o desaparecimento de uma voz europeia de esquerda. A Europa sempre se formou num compromisso entre a esquerda e a direita, mas o que tenho visto nos últimos anos é uma desistência, para não dizer, um ajoelhamento, da esquerda europeia.”
07-11-2015

“Num momento em que se anuncia um novo Governo em Portugal, um novo Governo de esquerda, o que eu desejo a este Governo é que restaure não apenas uma visão mais esquerda na Europa, mas que restaure em Portugal um discurso sobre a Europa um pouco mais centrado na igualdade.”
07-11-2015

“Já nem é preciso fazer uma acusação porque o mal está feito, o PS já perdeu as eleições.”
07-11-2015

Reitores defendem revisão do sistema de financiamento da ciência

Em entrevista à Lusa, a propósito do primeiro ano à frente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), o reitor da Universidade do Minho, António Cunha defendeu que o modelo de financiamento da ciência em Portugal «tem de ser repensado» e «alvo de uma discussão a nível nacional».

«Em Portugal, a ciência tem um financiamento monolítico do ponto de vista institucional. Praticamente há uma única instituição que financia ciência. Isto não acontece em muitos outros países, onde o financiamento pode ser conseguido através de várias instituições, com políticas próprias. A primeira questão que se deve pensar é se é bom para Portugal. Temos a dimensão que temos, mas é um exercício que deve ser pensado», declarou António Cunha.

O presidente do CRUP, que imediatamente a seguir à sua tomada de posse há um ano, num tom muito crítico deu voz à indignação das universidades pela forma como decorreu o processo de avaliação dos centros de investigação nacionais a cargo da FCT, afirmou que, à semelhança do que aconteceu nesse processo, o financiamento das instituições científicas nacionais baseia-se «em idiossincrasias de uma determinada equipa de gestão que durante algum período gere a instituição».

No que diz respeito à ciência, António Cunha identificou ainda outro aspeto que considera «central» para as universidades portuguesas.

«Não vemos mesmo como possa ser estruturado um sistema científico nacional sem ser a partir das universidades, que é aí que está 80% ou 90% da produção científica, e sem assumir que as universidades são a espinha dorsal desse sistema», defendeu o representante dos reitores portugueses.

António Cunha disse que «não se consegue perceber como é que se faz política científica sem uma articulação entre as entidades gestoras da ciência, a FCT, e as universidades” e que “o que aconteceu, de facto, com a anterior gestão da FCT foi um conflito permanente com as universidades, algo que não faz sentido absolutamente nenhum».

Miguel Seabra demitiu-se em abril da presidência da FCT, debaixo de forte contestação à política científica implementada, com cortes no número de bolsas de doutoramento e pós-doutoramento atribuídas, assim como ao processo de avaliação das unidades científicas.

Sobre a sua liderança, António Cunha disse que Seabra «foi incapaz» de ter uma visão de política pública de ciência e do que «poderia ser o sistema, porque não o conhecia».

O presidente do CRUP criticou ainda a tendência crescente, com paralelo em alguns países europeus, e que preocupa os reitores, de financiar a investigação científica com recurso a fundos comunitários, defendendo que em ciência deve haver uma distinção entre o que são financiamentos de base e financiamento de projetos.

«O país devia ter a capacidade de ter um investimento basal à investigação fundamentalmente feito a partir de fundos próprios e do Orçamento do Estado, que depois sejam complementados com verbas baseadas nos fundos estruturais. O que é preocupante não é o facto de existir um financiamento muito grande com base em fundos estruturais, isso é bom, é preocupante que os fundos estruturais estejam a substituir investimento basal que devia ser suportado pelo Orçamento do Estado», concluiu.

Migrações: Obama critica «histeria» nos Estados Unidos por chegada de refugiados

Barack Obama

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou hoje o que chamou «histeria» doméstica nos Estados Unidos sobre os riscos da chegada de refugiados sírios, acusando os seus rivais políticos de terem medo de «viúvas e órfãos».
«Não tomamos boas decisões se forem baseadas na histeria e num exagero dos riscos», afirmou Obama, depois de 26 dos 50 governadores de estados norte-americanos terem anunciado que pretendiam suspender o programa de acolhimento de refugiados sírios.
«Aparentemente têm medo das viúvas e órfãos que chegam aos Estados Unidos», disse o Presidente dos EUA.

Ordem dos Médicos avisa que 20 mil podem ficar sem médico de família

«Se nada for feito para garantir a integração de todos os especialistas» no concurso para ocupação de lugares de assistente em Medicina Geral e Familiar, o presidente do CRNOM afirma que «cerca de 20 mil utentes” da região Norte “vão voltar a ficar sem médico de família».

Em comunicado, Miguel Guimarães salienta que «apesar do procedimento concursal mais recente (e que abrange os médicos que obtiveram a sua especialidade na 2.ª época de 2015) ser nacional e coordenado pela ACSS, a realidade é que os erros e irregularidades do concurso da 1.ª época não estão a ser resolvidos de forma equitativa».

O presidente da Ordem dos Médicos do Norte recorda que na 1.ª época, gerida a nível regional, 20 especialistas de MGF ficaram excluídos por falta de vagas.

«Ao permitir que este grupo de jovens especialistas seja incluído neste segundo concurso de 2015 (uma medida positiva), sem que haja um aumento proporcional do número de vagas na ARS Norte, a ACSS defrauda as expectativas do grupo de médicos que concorre agora pela primeira vez limitando para todos os possíveis concorrentes (da 1ª e 2ª épocas) a possibilidade de acesso ao emprego», sustenta o responsável.

Miguel Guimarães aponta ainda outros erros nestes concursos que, em seu entender, «condicionam irremediavelmente os procedimentos».

«Os procedimentos de seleção continuam a ser fechados, sem qualquer garantia de ausência de conflitos de interesses por parte dos júris, e sem critérios de avaliação objetivos que valorizem claramente a formação adquirida e que sejam publicados previamente», refere.

Lamentando todo «o caos que se viveu no concurso da 1.ª época e que agora ameaça repetir-se», Miguel Guimarães assevera que «o grau de satisfação e motivação dos jovens médicos nunca foi tão baixo, como de resto o demonstram os vários estudos que têm sido realizados, as elevadas taxas de emigração e opção pelo setor privado».

Miguel Guimarães exorta o Ministério da Saúde e a ACSS «a contemplar de imediato mais 10 vagas na ARS Norte, respeitando o equilíbrio necessário para resolver a inclusão, no mesmo procedimento concursal, de dois grupos de médicos do norte que concluíram a sua formação em épocas distintas».

Uma etiqueta portuguesa que o ajuda a controlar validade de alimentos

Atualmente para controlar a qualidade dos alimentos armazenados no seu frigorífico tem de recorrer a etiquetas de papel e esperar que não se esqueça de as consultar esporadicamente. A Mater Dynamics quer mudar isso com a sua mais recente criação, as etiquetas QStamps.

Basta colocar estas etiquetas num alimento para ter acesso a mais do que ter acesso apenas à data de validade mas também à temperatura, pressão e humidade. Estas etiquetas comunicam com um leitor especial colocado na porta do frigorífico que por conseguinte envia a informação para uma aplicação própria, que apresenta todos os dados de uma forma cómoda e conveniente.

Conta o Tek que estas etiquetas chegarão ao mercado em avulso no início de dezembro, onde poderão ser adquiridas por 28 cêntimos cada, com expetativas de diminuir com o tempo de acordo com o aumento de produção. Entretanto, a Mater Dynamics está a planear expandir-se para outros produtos com as mesmas capacidades, nomeadamente recipientes.

Governo de iniciativa presidencial pode estar a ganhar força

Bandeira de Portugal

Passos Coelho e Paulo Portas reuniram-se esta terça-feira, em Lisboa, com juristas e constitucionalistas. Mais de três horas e a nenhuma conclusão se chegou quanto ao futuro do país.

A hipótese mais defendida foi a de o atual Governo ficar em gestão. Mas por outro lado, foi bastante esmiuçada a hipótese de um Governo técnico de iniciativa presidencial.

O Expresso indica que o encontro, decorreu no hotel Tivoli, com alguns dos juristas e politólogos mais próximos da Casa Civil do atual Presidente da República.

Para que tal acontecesse, Cavaco teria de alegar que uma solução de Governo PS com apoio do PCP e do Bloco de Esquerda não foi sufragada nas urnas e que o acordo feito à Esquerda é bastante frágil.

No entanto, existe uma preocupação quanto aos riscos de uma “erosão do regime semipresidencialista” se Cavaco deixar o “precedente” de ser o Parlamento a decidir quem governa.

Este governo técnico, mesmo que seja chumbado pela Esquerda no Parlamento, poderia ter mais espaço de manobra do que um Governo PSD/CDS.

No encontro estiveram 28 convidados além de Passos e Portas.

Cinco detidos e dois mortos durante operação antiterrorista em Paris

Paris

A procuradoria de Paris confirmou a detenção de cinco pessoas, esta quarta-feira de manhã, na sequência de uma operação policial relacionada com os atentados terroristas de sexta-feira passada, que mataram 129 pessoas na capital francesa.

As autoridades francesas não disponibilizaram qualquer informação sobre a identidade destas pessoas. A procuradoria confirmou, apenas, a morte de uma mulher que se fez explodir durante uma rusga a um apartamento, onde estava refugiado um grupo armado. Segundo a imprensa local, outro suspeito também morreu.

No Twitter, a Polícia Nacional francesa revela que cinco polícias das forças especiais, RAID, ficaram feridos sem gravidade na operação.

A Procuradoria diz que não é possível aferir, ao certo, quantas pessoas estão ainda no apartamento.

A operação tem como alvo o alegado cérebro dos ataques, o belga Abdelhamid Abaaoud.

Cerca de 50 soldados franceses foram entretanto destacados para Saint-Denis, a zona onde decorre a operação policial, tendo sido posicionados na principal rua da cidade, perto do apartamento alvo de ataque das autoridades francesas.

Os estabelecimentos de ensino no centro de Saint-Denis vão manter-se encerrados e foi pedido “à população que evite totalmente a zona do centro” de Saint-Denis. Metro, autocarros e elétricos foram suspensos devido à intervenção policial, de acordo com a autoridade dos transportes RATP.

Cerca de 70% dos internautas portugueses participa em redes sociais

Em 2014 a proporção de residentes que utilizou as redes sociais foi superior em 14 pontos percentuais em relação à média da União Europeia.
A participação dos internautas nas redes sociais em Portugal é mais frequente do que na União Europeia, diz o Instituto Nacional de Estatística no seu Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas Famílias de 2015.
Neste inquérito foi apurado que 70% dos internautas portugueses participa em redes sociais, sendo que também 70% das famílias tem internet em casa e a ligação em banda larga pode ser encontrada em 90% das famílias com crianças.
Este número aparente estar em crescimento uma vez que em 2014 a proporção de residentes que utilizaram as redes sociais localizou-se acima dos 14 pontos percentuais quando comparado com a média dos 28 estados pertencentes à União Europeia.

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