Inicio Autores Posts por Andreia Azevedo

Andreia Azevedo

847 POSTS 0 COMENTÁRIOS

Robot faz-lhe uma bebida de acordo com o seu perfil no Facebook

Um grupo de designers alemães conseguiu criar um robot capaz de fazer bebidas personalizadas de acordo com um perfil no Facebook.

Conta o Business Insider que o desenvolvimento deste robot foi possível graças a uma pesquisa feita há dois anos na Universidade de Cambridge, que foi capaz de traçar um perfil baseando-se nas publicações feitas e nos gostos na rede social. Este robot é assim a tentativa dos designers de “traduzir dados digitais para o mundo real”.

A análise do perfil no Facebook é feita de acordo com cinco traços de personalidade, nomeadamente neurose, extroversão, abertura, complacência e consciência. Cada um destes traços é associado a uma bebida alcoólica específica, que é depois misturada em quantidades de acordo com os traços da pessoa em questão.

Natal: Portugueses vão comprar mais com cartão de crédito

De acordo com o Observador Cetelem, a intenção de utilizar o cartão de crédito para pagar as compras de Natal aumentou face ao ano passado. Em 2014, 11% dos portugueses com cartão de crédito tencionavam utilizá-lo como forma de pagamento. Este ano, a percentagem chega aos 18%. O montante a ser pago com cartão de crédito também aumentou consideravelmente, tendo passado dos 360 para os 444 euros, o valor mais alto dos últimos cinco anos.
Desde o Natal de 2012, ano em que os portugueses gastaram cerca de 251 euros com cartão de crédito, houve um aumento de 193 euros. O Observador Cetelem revela ainda que 18% dos utilizadores de cartão de crédito tencionam gastar entre 250 a 500 euros, 17% entre 100 a 249 euros e 15% entre 500 a 1000 euros. Apenas uma pequena minoria tenciona ir além dos 1000 euros (3%).
Os indivíduos entre os 35 e 44 anos são os consumidores que mais possuem cartão de crédito (45%). No entanto, os inquiridos com maior intenção de utilizar essa forma de pagamento nas compras de Natal têm entre 25 e 34 anos (32%). Os mais jovens, entre os 18 e os 24 anos, são os que menos possuem cartão de crédito (7%) e que menos tencionam utilizá-lo nas compras de Natal (3%).
Na análise por classe socioeconómica, verifica-se que são os consumidores pertencentes à classe mais alta (AB) que mais têm cartão de crédito (53%) e que apresentam maior intenção de utilizar esta forma de pagamento nas compras natalícias (39%). No sentido inverso, 14% dos indivíduos da classe mais baixa (C2/D) possuem cartão de crédito, dos quais apenas 5% pretendem utilizá-lo para fazer face aos gastos com o Natal.
Este estudo foi desenvolvido em colaboração com a Nielsen, tendo sido realizados 600 inquéritos por telefone, a indivíduos de Portugal continental, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, entre os dias 28 de setembro e 1 de outubro de 2015. O erro máximo é de +4.0 para um intervalo de confiança de 95%.

Venda de produtos anti-tabagismo e consultas para deixar de fumar diminuem

Segundo estes dados, entre setembro de 2014 e setembro de 2015 foram vendidos em farmácias e parafarmácias 130.390 embalagens de produtos anti-tabagismo, menos 33.174 do que no mesmo período do ano anterior.

Em 2013 foram vendidos 151.346 embalagens de produtos anti-tabagismo, número que subiu para 163.564 em 2014, para depois descer até aos 130.390.

Em valor, os fumadores já gastaram este ano cerca de 3,2 milhões de euros na compra destes produtos, ainda assim, menos cerca de 386 mil euros do que no ano anterior, em que o valor chegou quase aos 3,6 milhões de euros.

As farmácias são o ponto de venda preferido para a aquisição destes bens, onde foram vendidos este ano 89.123 embalagens (112.812 em 2014), ao passo que as parafarmácias venderam 41.266 embalagens (50.751 no ano anterior).

Dados do Infarmed sobre os medicamentos para desabituação tabágica demonstram igualmente uma diminuição da procura.

Numa análise comparativa dos últimos cinco anos, relativamente aos medicamentos colocados nas farmácias pelos armazenistas, verifica-se uma descida no número de embalagens disponibilizadas.

Em 2010 foram distribuídas pelas farmácias 149.917 embalagens destes medicamentos, número que desceu para 102.648 o ano passado (menos 47.269).

Os mesmos dados dão conta de um aumento de procura em 2012 (156.914) a que se seguiu uma diminuição contínua (128.193 em 2013).

Em valor, esta diminuição traduziu-se em menos 1,5 milhões de euros entre 2010 (4.405.148 de euros) e 2014 (2.862.325 de euros).

As consultas de cessação tabágica também têm vindo a diminuir, segundo os últimos dados disponíveis, que dizem respeito ao relatório anual da Direção-Geral da Saúde sobre prevenção do tabagismo, apresentado em novembro de 2014.

O relatório indica que cerca de 19% dos inquiridos fumadores responderam não ter interesse em parar de fumar, cerca de 65% responderam ter um interesse ligeiro ou moderado e 17% um forte interesse em parar de fumar.

O teste de Richmond, que avalia a motivação para a cessação tabágica, também citado pelo relatório, revelou por sua vez uma realidade ainda mais negativa: a grande maioria dos consumidores (85,5%) tem uma motivação baixa, 12,6% uma motivação moderada e apenas 1,8% uma motivação elevada para deixar de fumar.

Quanto às consultas do Serviço Nacional de Saúde para ajudar a deixar de fumar, entre 2009 e 2013, diminuíram de 25.765 para 21.577, o número de utentes atendidos nas consultas de apoio intensivo à cessação tabágicas baixou de 7.748 para 5.377, enquanto o número de locais de consultas para esse fim caíram de 223 para 116.

O tabaco mata por ano cerca de 11 mil pessoas em Portugal e na terça-feira assinala-se o Dia do Não Fumador.

Cavaco sem pressa de tomar decisão, viaja hoje sob críticas

Cavaco Silva

O país está em crise e torna-se urgente resolver a situação de indecisão política em que se encontra, definindo quem constituirá o Governo que irá liderar o país.

Porém, aquele que mais interessado deveria estar em fazê-lo, mostra que não tem pressa em dar posse a um novo executivo, escreve o Diário de Notícias.

Isto porque, em plena crise, Cavaco Silva não quis alterar a sua agenda, e parte hoje para a Madeira para participar na 7.ª jornada do Roteiro para uma Economia Dinâmica, um evento que já estava agendado há meses.

A decisão de Cavaco não tem passado despercebida e terá já gerado críticas por parte de vários partidos e líderes políticos. Marcelo Rebelo de Sousa, por exemplo, disse que é necessário “que haja um governo rapidamente”, enquanto Maria de Belém afirmou que caso fosse chefe de Estado provavelmente não iria à Madeira “neste contexto”.

Já o Bloco de Esquerda, pela voz de Rodrigo Trancoso, espera que o Presidente aproveite estes dias “para refletir com lucidez e bom senso”.

Paris: Residentes tentam regressar à normalidade

Paris

“Trabalho ao lado da Praça da República. Não tenho medo, é preciso resistir. Continuar a viver normalmente ou apanhar o metro são atos de resistência. Queria apanhar o ‘RER’ mas o tráfego estava interrompido. É preciso retomar a vida”, descreveu a parisiense, com um ramo de flores na mão que ia colocar junto à estátua da República antes de chegar ao trabalho.

A linha nove do metro é uma das mais frequentadas da capital francesa na hora de ponta e passa por baixo dos bairros visados pelos atentados de sexta-feira, mas os milhares de anónimos que todos os dias a apanham tentam resistir ao medo.

“Não se pode ter medo de apanhar os transportes. Quando vamos para o metro, claro que é difícil. Qualquer ‘kamikaze’ pode fazer-se explodir no meio da multidão”, comentou à Lusa Lydie Duguet, operadora de telecomunicações.

A parisiense fala com os olhos aguados e mostra um colar com uma medalha de prata com a inscrição “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”.

“Precisei de meter a medalha hoje, mas sinceramente já não acredito nisto. Sob o pretexto de ser o país dos direitos do Homem, a França tornou-se demasiado laxista e tudo pode acontecer. O meu sonho é chegar à reforma e trocar este país por Portugal onde os reformados franceses nem sequer pagam impostos”, disse Lydie Duguet.

Na estação de metro de République – o centro do bairro onde o Bataclan, o Café Petit Cambodje e o café Le Carillon foram palco dos ataques dos jihadistas na sexta-feira, que provocaram 129 mortos – o formigueiro humano era hoje o habitual às nove horas da manhã de um dia de trabalho, com centenas de pessoas de passo acelerado nos corredores.

Uma melodia ecoa das dez cordas da espécie de guitarra “Stick Chapman” de Florent l’Hériteau, um músico do metro que foi trabalhar “como é costume”.

“Venho todos os dias, continuo a vir, a música é uma profissão como as outras e tenho de ganhar a minha vida. Não tenho medo de estar todo o dia nos corredores do metro até porque visivelmente é mais perigoso ir ao café e estar na esplanada a beber um copo”, afirmou o músico, acrescentando que “há tanta gente no metro como habitualmente”.

Florent l’Hériteau diz que as pessoas lhe sorriem e lembra que “a 08 de janeiro, um dia depois do ataque ao Charlie Hebdo, estava no mesmo sítio e um jovem passou com um grande sorriso” e disse-lhe “Allah Akbar” (Deus é grande).

No exterior, a base da estátua da República continua a ser preenchida com flores, mensagens, velas e fotografias. À sua volta, o trânsito continua intenso e veem-se muitas bicicletas.

Blandine Guignard, 20 anos, costuma ir de “vélib” (a bicicleta pública) para o trabalho e esta manhã disse que “há menos bicicletas disponíveis nas estações porque mais pessoas as procuram.”

“Não sei se vou continuar a fazer tudo como antes. Tenho algum medo… É tão fácil fazer um atentado… Tenho vontade de chorar quando vejo os cafés dos ataques, são sítios que eu frequentava e são ao pé de minha casa”, descreve, sublinhando que ao meio-dia vai fazer o minuto de silêncio em memória dos que morreram na sexta-feira.

Num dos quiosques da praça, as manchetes relembram “o terror em Paris” na capa do Le Monde, “a Caça ao homem e a resposta” na primeira página do Le Parisien e a “Geração Bataclan” no Libération.

Caroline Wyart, 34 anos, compra o último exemplar do “Libé” porque diz que ela própria faz parte da “Geração Bataclan”.

“Identifiquei-me muito com as pessoas que morreram. Fui a imensos concertos no Bataclan, moro nesta zona, identifiquei-me completamente”, contou a jovem, acrescentando que é “um alívio” ir trabalhar para “mudar de ideias” depois de um fim de semana que “parece um pesadelo e não real”.

No Café Pierre, umas dez pessoas tomam o café na esplanada, como a estudante Mona Khatab, de computador aberto, a rever as aulas.

“Vim tomar um café para estudar, moro aqui no bairro. Na sexta à noite, a minha reação foi que tínhamos de continuar a viver normalmente, mas ontem estava num café aqui em République e houve um movimento de pânico. Eu fui atirada para as escadas e fiquei magoada nos joelhos. Uma senhora com duas crianças deitou-se no chão para as proteger e muitos passaram-lhe por cima. É cada um por si porque temos medo”, descreveu a estudante.

A jovem de 20 anos nota que “as pessoas estão muito nervosas e, ao mesmo tempo, querem ser solidárias e resistentes”.

Mona Khatab diz ainda que “é preciso viver cada dia porque não se sabe o que pode acontecer no seguinte” e afirma não ter medo por ela mas pelos amigos e familiares porque “tudo pode acontecer”.

Lazer/viagem é o presente que os portugueses mais querem oferecer a si próprios

O mais recente estudo do Observador Cetelem revela que as viagens lideram a lista de presentes que os portugueses querem adquirir para si (13%). No ano passado, a lista era encabeçada pelos smartphones, que ocupam agora a segunda posição (11%). À questão “pensa fazer alguma compra importante para si este Natal?”, 32% dos portugueses responderam com “sim” ou “talvez”. Uma percentagem ligeiramente superior da que era registada no ano passado (29%).

Além de artigos de lazer/viagens e smartphones, este Natal os portugueses querem oferecer a si próprios tablets (7%), telemóveis (5%) e computadores pessoais (5%). Seguem-se os eletrodomésticos (3%), a eletrónica de consumo (3%) e o mobiliário (3%). São menos os portugueses que neste Natal pensam fazer obras de remodelação/decoração (2%), adquirir automóvel (2%), equipamentos de desporto (2%), bricolagem/jardinagem (1%), bens imobiliários (1%) e motos/scooters (1%).

O Observador Cetelem divulga ainda que a categoria lazer/viagens lidera em todas as faixas etárias, com exceção dos mais jovens, que colocam os smartphones na frente. Cerca de 27% dos indivíduos com idades entre os 18 e os 24 anos revelam a intenção de adquirir, para si, smartphones. Já os indivíduos entre os 25 e 34 anos (22%) e entre os 35 e 44 anos (16%) são aqueles que mais pretendem oferecer a si mesmos artigos de lazer/viagem neste Natal.

Este estudo foi desenvolvido em colaboração com a Nielsen, tendo sido realizados 600 inquéritos por telefone, a indivíduos de Portugal continental, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, entre os dias 28 de setembro e 1 de outubro de 2015. O erro máximo é de +4.0 para um intervalo de confiança de 95%.

Diabéticos têm maior risco de sofrer de cancro

“O cancro em portadores de diabetes tem um prognóstico significativamente pior do que na população sem diabetes”, acrescentou Miguel Melo, que é também assistente hospitalar do Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

A ligação entre estas duas doenças é um dos principais temas do Fórum Científico que a Bial promove na Alfândega do Porto, no sábado, Dia Mundial da Diabetes.

Segundo o especialista, nos últimos anos o melhor tratamento da diabetes proporcionado pelos avanços científicos tem levado a um aumento da esperança de vida e à consequente emergência de novas condições associadas à diabetes, como a disfunção cognitiva e demência, a depressão e o cancro.

“Estima-se que na próxima década as neoplasias possam inclusivamente ultrapassar a doença cardiovascular como causa de morte nas pessoas com diabetes”, referiu.

A relação entre diabetes e cancro é das “mais perigosas”, salientou Miguel Melo, que acrescenta: “Praticamente todos os cancros, sobretudo os mais frequentes, aumentam nas pessoas com diabetes. Sabemos que quase inevitavelmente uma pessoa com diabetes não controlada e que seja obesa vai ter pelo menos um cancro a partir dos 70 ou 80 anos. Sabe-se hoje que há uma correlação muito forte entre diabetes, obesidade e prevalência do cancro”.

“Onde há população mais obesa e com maior prevalência de diabetes, há maior prevalência de cancro”, frisou.

Segundo o especialista, “apesar de haver muita investigação em torno da diabetes, grande parte dessa investigação não tem sido dirigida para a ligação entre diabetes e cancro. Tem sido mais dirigida à relação entre diabetes e doenças cardiovasculares”.

“É urgente mudar este panorama porque quando as doenças cardiovasculares forem reduzidas vamos perceber a importância de saber mais sobre esta relação entre a diabetes e o cancro”, considerou.

De acordo com dados disponibilizados pela organização do fórum, mais de um milhão de portugueses sofre de diabetes e todos os dias surgem 150 novos casos da doença em Portugal.

O coordenador do Fórum Bial Diabetes considera, por isso, que “a diabetes é um dos principais desafios da Saúde em Portugal. Há dois milhões de portugueses em risco de pré-diabetes e cerca de 40% das pessoas não sabem que têm a doença, pelo que não estando devidamente acompanhadas e medicadas desenvolvem complicações com as quais é mais difícil de lidar numa fase avançada”.

“Estima-se que a diabetes roube em média nove anos de vida a pessoas com mais de 70 anos, um acréscimo de 12 meses em apenas dois anos”, sublinhou.

Miguel Melo, que também é membro da Direção da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, disse que o encontro irá abordar duas áreas fundamentais: cérebro e diabetes e cancro e diabetes.

Quatro estádios portugueses entre os 100 melhores do mundo

A britânica FourFourTwo, revista de referência no meio futebolístico, publicou uma lista com os 100 melhores estádios do mundo, com quatro presenças portuguesas bem vincadas.

O mais bem classificado é o Estádio da Luz. O reduto do Benfica é colocado no 12º lugar da lista. A publicação justifica a escolha com “as fantásticas condições para observar o futebol e absorver a atmosfera”, fazendo, ainda, referência à “deslumbrante estética do estádio que acolheu as finais do Euro 2004 e da Liga dos Campeões de 2014”.

No 24º lugar surge o Estádio Municipal de Braga, cujos “gigantes telhados cinzentos, suportados por 68 cabos de aço reforçado, e as bancadas cinzentas dão força à ideia de que este é um templo à passagem do tempo, um componente integral da própria terra na qual está embutido, em vez de um palco de futebol”.

De seguida, o Estádio José Alvalade, que ocupa a 48ª posição do ranking. A revista britânica recorda que foi a partida inaugural deste estádio, que colocou frente a frente Sporting e Manchester United, que levou Alex Ferguson a avançar por Cristiano Ronaldo, depois de uma “hipnotizante prestação”.

Finalmente, em 64º lugar, aparece a casa do FC Porto. “Visto do ar ou de longe, o Estádio do Dragão parece-se com um OVNI gigante, mas, quando se está dentro do estádio, somos invadidos pela natureza de luz e ar deste pouco habitual design”.

Obama diz que EUA conseguiram controlar o Estado Islâmico

Barack Obama

Obama falava numa entrevista ao canal de televisão ABC News, gravada na Casa Branca na quinta-feira, horas depois do lançamento de uma ofensiva das forças curdas iraquianas, apoiadas por aviões de combate norte-americanos, para expulsar o Estado Islâmico da cidade de Sinjar, no norte do Iraque.

“Não me parece que eles estejam a ganhar força”, disse Obama. “Desde o princípio, o nosso objetivo foi primeiro conter, e conseguimos contê-los, eles não têm ganho terreno no Iraque”, acrescentou.

“E na Síria, eles entram e saem, mas não vemos uma marcha sistemática do ISIS no terreno”, disse, utilizando um outro acrónimo para designar o grupo extremista.

O ataque foi em Raqa, bastião na Síria do Estado Islâmico, que controla vastas áreas tanto no Iraque como na Síria.

“O que ainda não conseguimos fazer é decapitar completamente as estruturas de comando e controlo. [Mas] Conseguimos progressos na redução do afluxo de combatentes estrangeiros”, disse Obama.
“Parte do nosso objetivo tem de ser o de recrutar parceiros sunitas mais eficazes no Iraque para realmente estarmos na ofensiva, em vez de simplesmente na defensiva”, acrescentou.

Para o presidente dos Estados Unidos, o conflito regional vai continuar “até se resolver a situação política na Síria”.
“Enquanto [Bashar al] Assad for um pára-raios para os sunitas na Síria e enquanto toda aquela região for uma ‘guerra por procuração’ do conflito xiitas-sunitas vamos continuar a ter problemas”, afirmou.

Auditoria deteta indícios de roubo de 10% do ‘stock’ de medicamentos em Moçambique

Uma auditoria do Ministério da Saúde de Moçambique detetou indícios de desvio de cerca de 10% de medicamentos do Sistema Nacional de Saúde (SNS), disse hoje em Maputo o vice-ministro da Saúde, Mouzinho Saíde.

Saíde manifestou preocupação com a escalada do roubo de medicamentos no SNS, quando falava hoje em Maputo na abertura de uma reunião nacional da Inspeção-Geral da Saúde.
O nível de roubo de fármacos reduziu nos últimos tempos, assinalou o dirigente, mas continuam a ocorrer sérias irregularidades na gestão dos medicamentos do SNS.
Segundo Mouzinho Saíde, a auditoria analisou amostras de medicamentos avaliadas em cerca de 26 milhões de dólares (24,2 milhões de euros), mas detetou que havia indícios de desvios de cerca de 10% dessa quantidade.

Em associação com a onda de roubos de medicamentos do SNS, as autoridades determinaram o encerramento de duas farmácias e a aplicação de multas a 24, acrescentou Saíde.
De acordo com o vice-ministro, as atividades inspetivas detetaram situações de não envio de medicamentos para as províncias e a descoberta nas farmácias privadas de medicamentos de uso exclusivo no SNS.

Mouzinho apontou igualmente a ocorrência de casos de despesas não justificadas e o uso de combustível do SNS para fins privados.
Como resultado de ações, o Ministério da Saíde abriu 161 processos disciplinares, que “culminaram com a aplicação de várias sanções”, destacou o vice-ministro da Saúde, que não indicou o tipo de medidas disciplinares que as autoridades tomaram.

As autoridades sanitárias receberam este ano 250 queixas de utentes do SNS, tendo sido realizadas inspeções extraordinárias, para averiguar alegados casos de mau atendimento, cobranças ilícitas, desvio de fundos e de bens do Estado, acrescentou Mouzinho Saíde.
No fim de semana, a polícia moçambicana declarou guerra à venda de remédios nos mercados informais, tendo lançado em Chimoio, província de Manica, centro de Moçambique, uma operação relâmpago para desativar redes de vendedores e atendimentos clínicos ilegais.

“A operação iniciada na segunda-feira pretende travar a proliferação de medicamentos nos mercados informais e cortar a logística que incentiva o roubo de fármacos nos depósitos e hospitais públicos”, disse à Lusa Vasco Matusse, porta-voz do comando da Polícia de Manica.
Milhares de moradores da província de Manica compram medicamentos nos mercados informais, alimentando um negócio geralmente assegurado por jovens sem qualificações farmacêuticas e que garantem também o atendimento clínico.
O mercado informal é abastecido por medicamentos desviados do circuito das instituições públicas, geralmente envolvendo profissionais de saúde e farmácias de Chimoio.

EMPRESAS