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Beatriz Quintal

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No âmbito do Mês da Saúde, a Minisom identifica os alimentos que contribuem para uma melhor audição

No mês da saúde, a Minisom concentra as atenções na alimentação saudável. Das verduras, às frutas e aos cereais, existem alimentos “secretos” que podem ter um grande impacto na nossa qualidade de vida, mais concretamente os alimentos que ajudam a melhorar e reforçar todo o sistema imunitário, com impacto naturalmente, no aparelho auditivo.

O potássio, responsável pelo equilíbrio das funções do sistema nervoso, é o principal interveniente na proteção da saúde auditiva. A ingestão de fruta (como a banana, damasco e melão), de vegetais (como espinafre, beterraba ou brócolos), de tubérculos (como a batata) ou de lacticínios (como o leite) é essencial para preservar a audição.

A vitamina C, presente nos cítricos, como a laranja ou o limão, fortalece as defesas do organismo e previne o aparecimento de doenças – o ouvido não foge à regra.

No desenvolvimento humano, o principal interveniente é o ácido fólico, conhecido com a vitamina B9. Atua na formação das células do crescimento, portanto, na produção de ADN. Na perda auditiva causada pelo envelhecimento, também aqui o consumo de verduras e de cereais tem um papel fundamental.

Na manutenção da saúde, o zinco é primário. As principais fontes deste mineral são de origem animal, como é o caso das ostras ou camarões. As oleaginosas, ricas em zinco, como as nozes e as castanhadas, são um trunfo no reforço do sistema imunológico, podendo prevenir, por exemplo, otites.

O peixe, pela presença do ómega 3, gordura saudável e anti-inflamatória, tem benefícios cardiovasculares e reduz o desenvolvimento de perda auditiva.

O principal responsável na prevenção da saúde auditiva somos nós. O ser humano tem a capacidade de preservar o corpo e o organismo, com uma alimentação regrada e com um estilo de vida saudável.

Noites bem dormidas, hidratação e ambientes calmos ajudam na diminuição do stress e ansiedade. Uma noite reparadora significa ter um sono de qualidade, com fortalecimento imunológico, libertação de hormônios e ativação da memória.  A hidratação ajuda a dormir bem. Os minerais presentes na água de qualidade fazem parte de um estilo de vida equilibrado.  Para manter o equilíbrio, é essencial estar rodeado de silêncio reparador e sereno. Ajudara a nossa mente, o nosso cérebro e os nossos ouvidos.

Para a recuperação da perda auditiva, a Minisom apresenta soluções, mas apela principalmente a um cuidado atento à saúde dos ouvidos. Em certos casos, pode não existir a emoção de ouvir bem, mas há a certeza da emoção de ouvir melhor.

Procure comer mais:

– Fruta, como banana e damasco

– Vegetais, como espinafres e brócolos

– Peixe, como o salmão

– Alimentos ricos em vitamina C, como a laranja

– Oleaginosas, como castanha e amêndoa

– Cereais

Procure reduzir:

– Chocolate

– Alimentos industrializados

– Carne processada

– Refrigerantes

– Álcool


Mercadona doa 1,5 milhões de euros para ajudar os refugiados da guerra da Ucrânia

A Mercadona, como demonstração de apoio e solidariedade com o povo ucraniano, doa 1,5 milhões de euros para ajudar os refugiados da guerra da Ucrânia. Esta ajuda materializa-se a partir de junho através da entrega de Cartões Sociedade de 50€ cada um com o objetivo de ajudar a cobrir as necessidades básicas dos refugiados que chegam a Portugal e Espanha, podendo ser utilizados em qualquer um dos seus supermercados. Através desta colaboração, a Mercadona prevê ajudar cerca de 5.000 pessoas refugiadas.

A empresa realizará a entrega destes cartões através das entidades autorizadas dentro dos programas oficiais de acolhimento de ucranianos em Portugal e Espanha.

De colaboradora a franchisada: DepilConcept abre 62ª clínica em Mafra

Viviane Camargo veio para Portugal com a família em 2019. Em 2020 tornou-se colaboradora da BodyConcept e DepilConcept Algés. “Fiquei extremamente entusiasmada com o que presenciei, conheci a incrível força da marca e o potencial do mercado, apesar das incertezas da pandemia COVID-19”, recorda.

Os 18 meses na clínica de Algés, somados aos seus conhecimentos de gestão adquiridos no Brasil, foram decisivos para avançar com o negócio de uma clínica própria DepilConcept. “No Brasil tive uma carreira executiva de mais de 20 anos em indústria multinacional alimentar, em 2015 tornei-me empreendedora, iniciei sociedade com uma clínica de estética onde estive até 2017; em 2017 fundei um segundo negócio: um centro de beleza com tratamentos de corpo e rosto, nutricionista, manicure e cabeleireiro, onde estive até 2018”.

No verão passado, Viviane começou a procurar informações e características socioeconómicas de várias regiões, num raio até 60 km de Lisboa, para encontrar o local ideal para estabelecer a sua clínica. “Após assinar contrato, fui à procura do sonhado espaço para estabelecer a clínica. Cheguei a Mafra, um concelho representativo em crescimento sem a marca estabelecida na zona, e adorei a localidade e a sua atmosfera acolhedora”.

A abertura de uma nova unidade DepilConcept em Mafra revela-se como um contributo para o desenvolvimento do tecido empresarial da região saloia, melhorando os serviços e qualidade de vida na região e fomentando novos postos de trabalho. “Conseguimos e agora vamos atrás do sucesso da DepilConcept Mafra!”, assevera perentória a nova franchisada.

Contactos DepilConcept de Mafra:
Morada: Rua Serpa Pinto, 18, 2640-534 Mafra
Horário: Segunda a Sexta das 09h-20h | Sábado das 09h-14h
Contactos: 912092611
Instagram: https://www.instagram.com/depilconceptmafra/
Facebook: https://www.facebook.com/DepilConceptMafra

Rock in Rio convida visitantes da Cidade do Rock a irem de transportes

A um mês da abertura de portas da Cidade do Rock a organização do Rock in Rio Lisboa apresenta o Plano de Mobilidade para a 9.ª edição do festival, que está [finalmente!] de volta com mais emoção que nunca. #EuVouDeTransportes é uma convocatória a todos os que se deslocam até à Cidade do Rock nos dias do festival, a optarem por alternativas mais sustentáveis que, ao mesmo tempo, garantem todo o conforto e segurança.

Esta operação de âmbito nacional é resultado do esforço coletivo do Rock in Rio e de nove parceiros de mobilidade – Abreu, BUSUP, Carris, CP, Fertagus, Metro, Rede Expressos, TTSL – Transtejo Soflusa e Uber – para oferecer várias opções de deslocação capazes de atender as principais necessidades do público contemplando, para isso, horários alargados, preços especiais, packs combinados de bilhete para o festival + transporte e pontos de partida de e para todo o país, além de pontos de pick up e drop off especiais.

Com ou sem bilhete, venham de Loulé ou de Vila Real, esta rede de parcerias urbanas e nacionais quer garantir que apenas os carros ficam em casa. “É importante que a experiência de chegada e saída do público seja tão boa quanto a experiência do evento. Além de que a deslocação através de transportes públicos é muito mais confortável e segura e, muitas das vezes, mais económica. Por isso dedicamo-nos, em conjunto com os parceiros, a criar este Plano de Mobilidade a cada edição”, afirma Roberta Medina, Vice-Presidente Executiva do festival.

Continuando a sustentabilidade a ser um dos principais pilares do festival, e sabendo que o transporte do público representa mais de 50% da pegada carbónica do festival, o Rock in Rio pretende, através do seu Plano de Mobilidade, não só reduzir a sua pegada como incentivar o público a adotar soluções mais sustentáveis no seu dia a dia, gerando maior compromisso para com o futuro que todos ambicionamos.

#EuVouDeTransportes

Pontos especiais de recolha e largada de passageiros com a Uber e a BusUp; horários alargados e mais flexíveis na FERTAGUS e CP; preços especiais na CP-Urbanos, Intercidades, Regional, InterRegional, Comboio Especial, FERTAGUS, TTSL – Transtejo Soflusa e Rede Expressos; e pacotes combinados transporte + bilhete Rock in Rio Lisboa na Abreu, CP e Rede Expressos. Estas são, apenas, algumas das opções para chegar à Cidade do Rock, às quais se juntam os serviços já prestados pela Carris na cidade de Lisboa. Além disso, e seguindo o estipulado já na edição de 2018, o último concerto do Palco Mundo termina à 00h30, antes do encerramento do Metro, garantindo assim que todos os que preferirem este método de transporte poderão continuar a fazê-lo, sem perder o espetáculo principal.

CP-Urbanos
Ao apresentar o bilhete para o Rock in Rio Lisboa, a viagem de ida e volta nos Urbanos de Lisboa (Linhas de Sintra, Azambuja e Cascais) transforma-se numa tarifa especial de 2€. De forma a assegurar que ninguém fica de fora do festival, a acessibilidade ao Serviço SIM para os clientes com necessidades especiais também está garantida.

FERTAGUS
Para os que já têm bilhete para o Rock in Rio Lisboa a FERTAGUS também oferece uma tarifa especial de ida e volta pelo valor de 2€. Todos os que privilegiarem o bilhete de comboio terão, ainda, à disposição estacionamento nos parques das estações FERTAGUS por, apenas, 1,60€ e nos parques autossilo por 2€ (Estações do Pragal, Corroios, Foros de Amora, Fogueteiro e Coina).

Para que a experiência na Cidade do Rock possa ser vivida ao máximo, a FERTAGUS disponibilizará, também, horários especiais com a última partida de Roma-Areeiro a sair pela 01h35.

TTSL – Transtejo Soflusa
Bem conhecido por muitos, todas as ligações fluviais da Rede Transtejo terão um custo de, apenas, 2€ por bilhete (viagem de ida e volta).

Uber
A Uber dispensa apresentações e a sua utilização é simples, intuitiva e segura. No Rock in Rio a sua utilização vai ficar, ainda mais, simplificada e basta descarregar a aplicação, abrir a área dedicada ao Rock in Rio Lisboa e escolher um dos pontos Pick up/drop off privilegiados.

Rede Expressos
A Rede Expressos chega a todos os cantos e recantos do país e é uma forma confortável e descontraída de chegar até à Cidade do Rock – e regressar a casa após 14 horas de música e festa. Os passageiros terão direito a 25% de desconto na compra de viagens nacionais no site e na app da Rede Expressos ao introduzir o código de desconto RIR2022, para viagens realizadas entre 17 e 27 de Junho, devendo apresentar o bilhete do Rock in Rio no momento do embarque. Além disso, para todos os que ainda não tenham adquirido bilhete para o festival, a Rede Expressos disponibiliza o combinado RockPass Rede Expressos que inclui o bilhete para o Rock in Rio e viagem de ida e volta, com saída-chegada de qualquer parte do país, pelo valor de 95€.

BusUp
Depois da primeira experiência a transportar público em 2018, a plataforma BusUp volta a juntar-se ao plano de mobilidade. Esta nova forma de transporte urbano coletivo é cómoda, sustentável e vai disponibilizar vários serviços de shuttles pelos arredores de Lisboa e rotas disponíveis vindas de todo o país.

CP
O pack ROCKCard CP é um combinado que inclui bilhete para o evento, viagem de comboio intercidades ida e volta para Lisboa Oriente e transfer de autocarro Gare do Oriente – Cidade do Rock – Gare do Oriente. Estes pacotes têm um preço de 84€ (partidas da Zona Centro) e 89€ (partidas da Zona Norte). Nos dias do festival, quem já tem bilhete para o festival vai poder usufruir de um desconto de 30% nos comboios Intercidades, Regional e InterRegional, havendo um Comboio Especial de Lisboa Oriente para o Porto às 02h30 da manhã que também garante o mesmo desconto.

Para complementar a viagem em Intercidades, Comboio Especial, Regional e InterRegional, a Tarifa promocional 2€ nos Urbanos do Porto e 4€ nos Urbanos de Coimbra estará disponível para todos. Os Serviços SIM para clientes com necessidades especiais estarão igualmente assegurados.

Abreu
Sabendo que alguns dos visitantes da Cidade do Rock preferem entregar os preparativos da viagem nas confiáveis mãos da Agência Abreu, este ano haverá mais soluções disponibilizadas por este parceiro. Para os que partirem de Braga, Guimarães, Porto, Aveiro, Coimbra e Algarve será possível adquirir, a partir do próximo dia 20 de maio, o pack Rock in Rio Express que inclui o bilhete para o festival e transporte de ida e volta para uma das cidades de residência, pelo valor de 84€ (Região Centro de Portugal) ou 94€ (Região Norte e Sul de Portugal).

Carris
Já habituada a estas andanças festivaleiras a Carris assegura sete carreiras de apoio à Cidade do Rock. O 32B vem da Amendoeira e circula até à Bela Vista. Saído das Olaias, o 34B também levará todos até ao maior parque de música e entretenimento do país. O 708, o 722, o 755, o 793 e o 794, vindos dos mais diversos pontos de Lisboa, são outras opções que param no Parque da Bela Vista. No final da noite, é simples regressar a casa na Rede da Madrugada, com o 208 a operar entre o Cais do Sodré e a Estação do Oriente.

Todo o Programa de Mobilidade do Rock in Rio Lisboa pode ser consultado no site oficial do festival, em comochegar.rockinriolisboa.pt, no qual os visitantes poderão usufruir de descontos através do código RIR2022, ou através da app oficial. Além disto, e sendo o Rock in Rio um evento que também mobiliza público de fora da cidade de Lisboa e do país, o festival juntou-se à Fever, uma plataforma de experiências interativa, que desenvolveu um conjunto de guias e roteiros para que todos os curiosos possam explorar a capital durante os dias em que nela permanecerem. Não faltam sugestões de restaurantes, passeios e dicas para viver Lisboa ao máximo. Todas as sugestões podem ser consultadas em rockinriolisboatravel.com.

Recorde-se que a 9.ª edição do Rock in Rio Lisboa realiza-se já nos próximos dias 18, 19, 25 e 26 de junho de 2022, no Parque da Bela Vista. Ao Palco Mundo juntam-se novos conceitos no Galp Music Valley, na Rock Your Street, no Palco Yorn, no Super Bock Digital Stage, no Continente Chef’s Garden (onde também há o Chef’s Stage), na Game Square e no ESC Online Sports Bar. Mas com novidades e surpresas também vem a Roda Gigante PiscaPisca e o 7Up Slide. Há, ainda, Somersby Pool Parties e um Family Tour para todas as famílias poderem participar. No total serão 14 horas de entretenimento por dia, e conteúdos para todos os perfis!

Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia promove sessão de esclarecimento e debate sobre as Doenças Inflamatórias do Intestino

A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) realiza uma sessão de esclarecimento e debate, online, de acesso livre, dirigida a doentes e familiares, para assinalar o Dia Mundial das Doenças Inflamatórias, amanhã, 19 de maio, pelas 21horas, no Facebook da Saúde Digestiva by SPG neste link.

O evento conta com as gastrenterologistas Marília Cravo e Joana Torres, ambas da SPG, e a nutricionista Sónia Velho. Em representação dos doentes participam também Ana Sampaio, presidente Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino e Vera Gomes, presidente da Associação CrohnColite Portugal.

Esta é mais uma iniciativa de consciencialização e compreensão das DII, no âmbito da campanha intitulada “Não chegues atrasado ao diagnóstico”, da SPG criada com o objetivo de, por um lado reforçar a importância do diagnóstico e do tratamento precoce e, por outro, de contribuir para um maior esclarecimento de temas que se relacionam com a doença como a alimentação, um dos temas que vão ser abordados nesta conversa.

“As DII são doenças crónicas, autoimunes, do tubo digestivo e incluem a Doença de Crohn e a Colite Ulcerosa. Registam baixa mortalidade, mas elevada morbilidade e, por isso, têm um grande impacto na qualidade de vida”, esclarece Marília Cravo, vice-presidente da SPG acrescenta que “são doenças cuja incidência tem vindo a aumentar. Em Portugal, estima-se que afetem cerca de 25 mil pessoas. Afetam principalmente jovens adultos, e pode ter consequências devastadoras na sua qualidade de vida, produtividade laboral, e relações íntimas”.

Atrasos no diagnóstico

Estudos demonstram que existe um atraso significativo no diagnóstico em doentes com DII, especialmente com Doença de Crohn. É comum que os doentes referiam queixas com muito tempo de evolução, que nunca foram devidamente valorizadas ou interpretadas, levando ao atraso, muitas vezes de anos, entre o início dos sintomas e o diagnóstico.

As manifestações mais frequentes são as dores abdominais e a diarreia cuja evolução pode ser flutuante. Estas alterações do trânsito intestinal e cólicas abdominais levam os doentes a fazer dietas restritivas e, como tal, é também frequente os mesmos referirem perda de peso.

Sendo doenças autoimunes, são referidas as chamadas manifestações extraintestinais como dores nas articulações, episódios de olho vermelho ou manifestações cutâneas como nódulos dolorosos de cor arroxeada que aparecem sobretudo nas pernas.

A importância do tratamento precoce

Não se conhece exatamente a origem das DII, mas pensa-se que resulta de uma complexa interação entre fatores genéticos, ambientais, do sistema imunitário e da flora intestinal que leva ao desenvolvimento de inflamação crónica no intestino.

Este é um desafio dos profissionais de saúde que diariamente assistem estes doentes que muitas vezes não identificam os seus sintomas.

Joana Torres, da SPG, explica que “esta uma área de investigação em expansão o que poderá permitir redefinir a forma como abordamos a doença nos próximos anos” e sublinha que “até lá, e na ausência de nenhuma estratégia preventiva claramente comprovada, promover uma microbiota saudável (evitar antibióticos desnecessários no início de vida, promover aleitamento materno, promover uso de dieta mediterrânica sem conservantes, entre outras), evitar tabagismo, são estratégias de vida saudável que a SPG, com iniciativas como esta, promove junto da população”.

 Participe no Webinar através do Facebook saúde digestiva by spg

Apresentação Pública do Livro “Contos Covid’izer” de Gabriela da Silva Leal

«Contos Covid’izer», nomeado pela própria editora para melhor livro de 2022 nas categorias de Não Ficção e Escolha do Leitor Portugal, consiste numa coletânea de histórias, de diferentes géneros, que exploram a adaptabilidade do ser humano e a exploração dos seus comportamentos nesta realidade pandémica desencadeada pelo SARS-CoV-2.

O alinhamento do evento contará ainda com a cortesia de um momento musical, apresentado por Joana Manarte e Tiago Enrique, cujo repertório estará associado a algumas das temáticas abordadas no conteúdo desta obra.

Gabriela da Silva Leal

Natural de Lisboa, viveu em vários locais do país. Desde cedo, sentiu o impulso pela compreensão da raiz do “outro” em toda a sua unidade e diversidade, não só através daqueles com quem se foi cruzando, mas também pela sua experiência enquanto leitora. A licenciatura em Antropologia, no ISCTE, foi a catapulta que faltava para consolidar a sua paixão pela magnitude da complexidade humana. Autora de O Terno Despertar da Engomadeira, os Contos Covid’izer apresentam-se como a sua segunda aventura literária.

Iliana Ramos

Psicóloga Clínica, Pós-Graduada em Psicoterapias Cognitivo-Comportamentais, atualmente a frequentar o Mestrado em Cuidados Paliativos na Faculdade de Medicina no Porto. Trabalha no Hospital de Serviços de Cuidados Continuados em Vila Nova de Gaia, colabora com o Hospital da Luz na Clínica Millennium BCP Boavista, e faz o apoio do atendimento na linha SNS 24 relativamente à Covid-19 desde 2020. Paralelamente a isso, tem consultório privado em Vila Nova de Gaia, é orientadora de estágios para a entrada na Ordem dos Psicólogos Portugueses e é também fundadora e membro dos órgãos sociais da direção da Associação Essência Humana, instituição sem fins lucrativos na área da inclusão social.

“Considero-me um apaixonado pelo retalho, em todas as suas valências e áreas”

Para começar queríamos saber um pouco da sua pessoa, apresentando-se à Revista Pontos de Vista, falando do seu percurso até agora.
Nascido em Coimbra e criado no Porto, iniciei a minha carreira no retalho na placa de vendas. Tive o privilégio de trabalhar naquelas que considero as duas melhores “escolas” de retalho em Portugal – Sonae e Jerónimo Martins. Em certa medida, enraizaram em mim conceitos básicos fundamentais que ainda hoje me acompanham.
A minha experiência profissional permitiu-me desenvolver competências e experiências em várias áreas e formatos da indústria do retalho – alimentar (supermercados, hipermercados e hard-discount), eletrónica de consumo e têxtil. Adicionalmente, uma experiência na área da logística, o que adicionou valor e conhecimento no que diz respeito à visão geral da cadeia de abastecimento e o seu impacto no serviço ao consumidor final.
Geograficamente, além de Portugal, já liderei desafios em Angola, Nigéria, Gana e atualmente no Irão.
Considero-me um apaixonado pelo retalho, em todas as suas valências e áreas, com um foco primordial na melhoria constante de todos os elos da cadeia – só assim é possível entregar um serviço sempre melhor ao consumidor final.

 O que nos traz até si é a matéria do Retalho, sendo o Dr. João Correia uma pessoa ligada ao Setor há alguns anos. Estando agora num país do Médio Oriente, quais os traços gerais que nos pode indicar da realidade encontrada?
O Irão é uma realidade bastante diferente à qual estamos habituados, principalmente quando comparada com a realidade europeia. Independentemente do regime existente, é um país com imensas riquezas e recursos naturais. Com uma população a rondar os 84 milhões de habitantes – o que por si só define o seu potencial – alberga uma cultura e história deveras interessante.
No que diz respeito ao retalho em particular, está particularmente enraizado o conceito de proximidade, com inúmeras lojas de pequena dimensão e de gestão familiar. O tradicional “Bazaar” (bazar) ainda tem um peso considerável na economia iraniana – exemplo disso é o “Grand Bazaar” em Terrão, que alberga inúmeras lojas pequenas ao longo de cerca de 10km, com áreas específicas para cada tipo de produtos.
Com a evolução dos tempos, surgiram cadeias de supermercados organizadas, seja através de lojas próprias como também com recurso a modelos de franchising. A venda online cresce de ano para ano, e tal como em todo o mundo, teve um crescimento exponencial com a pandemia.
O mercado é muito regulado, com uma elevada intervenção governamental. Por exemplo, a definição de margens máximas de comercialização ao longo de toda a cadeia de abastecimento, principalmente nas categorias de maior procura. A maior parte dos produtos que fazem parte da cesta básica são subsidiados pelo governo, com o intuito de controlar o preço final de venda.
Há que aliar a esta realidade uma inflação que ronda os 50% e a proibição de importação de produtos acabados.
Esta conjuntura faz com que a oferta disponível para o consumidor final seja transversalmente muito idêntica, sem grande diferenciação, seja ao nível de sortido como do preço.

Considera que a Digitalização e Inovação são fatores que agora serão traços chave para a dinâmica e atuação do Setor em geral?
Considero que ambos os fatores são primordiais para o setor. A digitalização permite agilizar processos, reduzindo ineficiências com impactos importantes ao nível dos custos e margens. Em paralelo, o foco no tratamento dos dados e todo o conhecimento que daí advém e que potencialmente (sendo bem usado) adiciona valor às empresas. Para muitos a digitalização é vista como uma forma de redução de custos (substituir trabalho manual por trabalho “automatizado”). Sou um acérrimo defensor na redução de intervenção humana em processos que podem ser efetuados de forma digital. Reduzimos o potencial erro e aumentamos a eficiência. Mas o real desafio é reconhecer que há que transferir o capital humano para a análise e desenvolvimento dos dados que advém dos processos de digitalização. A redução de custos transforma-se em investimento. É aqui que as empresas podem ser diferenciadoras e catalisadoras de inovação. Mas não nos podemos esquecer que o retalho é feito de pessoas e experiências. Por agora (e humildemente espero que nunca), ainda não é possível digitalizar os sentimentos que os consumidores têm da experiência em loja e da interação entre pessoas.
A inovação sempre teve o seu papel enquanto fator de desenvolvimento e diferenciação. Temos várias empresas que singram e têm um papel dominante enquanto exemplos de inovação no mercado. E o denominador comum entre elas é uma aposta clara na investigação e desenvolvimento, apoiadas num claro entendimento que a análise de dados é primordial. E não estou a limitar a I&D a novos produtos – há que considerar também o desenvolvimento de novos serviços que possam ir de encontro às necessidades dos consumidores. Sempre com o intuito de melhorar a experiência final, criar lealdade e, sempre que possível, surpreender.

Que dificuldades foi encontrando perante a realidade que tinha ao trabalhar no Setor em Portugal? Acha que estamos prontos para a mudança de paradigma?
Ao longo das minhas experiências ainda em Portugal (saí em 2011), destaco um desafio, que ainda subsiste. A resistência à mudança, principalmente nas “trincheiras”. Não culpo as equipas, mais as empresas na forma de fomentar e implementar a mudança. Em muitas ocasiões a falta de transparência e informação são barreiras que incutem desconfiança e desconforto – fatores propícios ao desaire em qualquer processo de mudança.
Considero que Portugal pode abraçar a mudança de paradigma. Mas, conforme referido anteriormente, esta alteração de paradigma tem que ser acompanhada e suportada por uma visão mais abrangente, nomeadamente no âmbito da digitalização. Não é só simplificar e fazer de forma mais eficiente – é aportar valor com a transferência de recursos para iniciativas que podem trazer diferenciação.

Quais são as principais linhas estratégicas ao atuar nesta altura para a SPAR IRAN?
Conforme referi, o mercado no Irão não permite uma grande diferenciação ao nível de sortido e preço. O grande desafio está na excelência do serviço, e ter ferramentas que garantam a lealdade dos nossos clientes.
Para fazer face a esta realidade, estamos atualmente num processo de implementação de standards internacionais ao nível do processo logístico, que irá ter impacto no nível de serviço prestado às nossas lojas e consequentemente aos nossos clientes. Adicionalmente, temos em estudo a implementação de uma ferramenta de fidelização, com a qual será possível reforçar a ligação com os nossos clientes.
Em paralelo, iniciámos recentemente a Academia SPAR (em sala e online) com um plano ambicioso de formação contínua. A nossa ligação à família SPAR Internacional permite-nos ter acesso às melhores práticas internacionais e reverter esse conhecimento para as nossas equipas.

A sua atual posição permite-lhe ver outra realidade do Setor, acha que se encontra mais capaz de um dia ao regressar a Portugal implantar o que aí se faz e como se faz?
A possibilidade de ter trabalhado fora de Portugal, em geografias tão distintas e exigentes, permitiu-me desenvolver competências que considero serem pertinentes. Destaco, entre outras, a resiliência e a capacidade de adaptação. Tenho plena consciência que a minha experiência profissional nos mercados onde trabalhei pode, regressando a Portugal, adicionar valor, num mercado já muito maduro, mas em constante evolução. Sinto-me plenamente capaz de abraçar novos desafios, com uma enorme orientação para o consumidor final e com a paixão pelo retalho que me acompanha desde sempre.

“A Pandemia impulsionou o Comércio Digital”

Carla Esteves, Diretora Executiva da UniMark e da rede Aqui é Fresco

Perante esta nova realidade, o comércio de proximidade começou a fazer parte da vida e do quotidiano da maioria das famílias portuguesas. Os portugueses puderam contar, quando mais precisaram, com este canal de comercialização que, desde sempre, nos habituou a ter do outro lado do balcão quem nos conhece pelo nome e sabe as nossas preferências. Com os meios digitais, nomeadamente as redes sociais onde estamos presentes e ativos, a serem âncoras para estarmos perto dos nossos aderentes e consumidores, assistimos a uma comunhão de interesses entre o retalho e a indústria.
O “Novo Consumo” obrigou-nos a reagir, a concentrar esforços na gestão da resiliência e construção da recuperação, tornando-se imperativo identificar o que é relevante para os clientes, assim como adotar as medidas necessárias. Devido à concorrência crescente entre mercados, consideramos que inovar e ser criativo são dois fatores fundamentais para o sucesso de qualquer empresa. Atualmente, temos já retalhistas com capacidade de cumprir as encomendas online, de forma flexível, eficiente e rentável.
Tais medidas contribuíram para que, atualmente, já a viver o “novo normal”, exista uma maior flexibilidade na utilização dos meios digitais à nossa disposição e, hoje, conseguimos reagir e adaptarmo-nos, de forma mais célere, a mudanças repentinas da indústria que têm sido, igualmente, uma componente vital do nosso sucesso, nos últimos 18 meses.
O retalho alimentar adaptou-se, inovou e, em muitos casos, antecipou medidas e mostrou uma resiliência fora do comum. Se falarmos do consumo e dos consumidores, acredito que estamos perante um novo paradigma que tem muito de racional, de alteração de comportamentos face à inexistência de uma compra por impulso, face a uma realidade que vai pairar sobre todos. Vem aí um momento muito difícil para o consumo, fruto de uma restrição financeira que todos vamos sentir.
Sentimos, igualmente, que os consumidores estão cada vez mais exigentes. É, por isso, muito importante trabalhar com a tecnologia, os processos, mas, acima de tudo, com as pessoas, de forma a satisfazer as expectativas dos nossos clientes.
O nosso compromisso é, acima de tudo, acompanhar o consumidor e as suas necessidades. Ou seja, estamos sempre em constante evolução e, nestes últimos tempos, a um ritmo mais acelerado. Para além de incentivarmos as nossas lojas a adotarem medidas próprias, também desenvolvemos mecanismos para uma experiência cada vez mais próxima – acabámos de lançar o nosso cartão de fidelização, disponível nas lojas aderentes, de norte a sul do país, de modo a investir numa relação a longo prazo. Para além de reforçar a ligação com os consumidores, irá ainda facilitar todo o processo de compras. A transição para o digital também tem sido uma das nossas prioridades: apoiamos a criação de sites e vendas online de cada uma das lojas da rede.
Ainda nesta esfera, não podemos deixar de referir que, em outubro de 2020, fomos pioneiros na organização da primeira convenção digital da rede de comércio de proximidade e do retalho nacional, com a X Convenção Anual Aqui é Fresco, repetindo, em maio/junho de 2021, a concretização da XI Convenção Digital, onde registámos resultados ainda mais surpreendentes.
Estamos a acompanhar o inevitável crescimento do online, mas sem nunca esquecer o fator humano, característica diferenciadora da nossa forma de estar neste mercado. Houve uma reação imediata, uma agilidade muito grande e uma capacidade de fazer acontecer muito rápida, o que nos faz acreditar no futuro e na importância e pertinência crescente do comércio de proximidade.
Definitivamente, somos hoje uma empresa mais preparada!

“O Comércio na Distribuição Moderna”

A rede Aqui é Fresco lançou o cartão de fidelização, instrumento que oferece benefícios aos consumidores mais assíduos das lojas da insígnia, tais como ofertas e vantagens exclusivas com as compras realizadas.
Os clientes aderentes vão ter acesso a campanhas e promoções de produtos comercializados pela rede Aqui é Fresco, através de descontos diretos, acumulação de valor em cartão ou cross-selling. Importa ainda salientar que o saldo disponível pode ser utilizado em qualquer loja aderente, de norte a sul do país.
Este novo cartão é considerado por Carla Esteves, diretora-executiva da rede Aqui é Fresco, “uma ferramenta de comunicação que pretende não só estreitar e reforçar a relação entre o consumidor e as lojas da marca, mas também agilizar e facilitar todo o processo de compras”.
Nesse sentido, com o comércio de proximidade a ganhar terreno, sobretudo dada a situação pandémica que o mundo está a atravessar, “queremos tornar a experiência dos clientes nas nossas lojas aderentes ainda mais próxima, apostando, desta forma, numa relação win-win e a longo prazo”, explica a responsável.

Aqui é Fresco

Com possibilidade de escolha entre o formato digital ou físico, esta iniciativa está ligada a um microsite, no qual é possível acompanhar em tempo real os movimentos efetuados, assim como consultar as campanhas disponíveis e ainda editar quaisquer dados de registo.
Para utilizar o novo cartão de fidelização da rede Aqui é Fresco nas 35 lojas já aderentes é apenas necessário indicar o nome e número de telemóvel associado, ou apresentá-lo fisicamente, caso tenha optado por esse modelo. O seu registo é gratuito, efetuado na hora em qualquer loja aderente ou online, através do microsite.

Transição digital

O Aqui é Fresco tem acompanhado a transição digital do setor, bem como as necessidades dos seus consumidores, e, além do lançamento do cartão de fidelização, a rede realizou no passado mês de junho, a sua Convenção Anual, que assumiu um formato 100% digital, pelo segundo ano consecutivo.
Subordinada ao tema “Sempre próximo de Si”, a edição de 2021 contou com cerca de 2000 convidados, entre eles clientes, retalhistas, grossistas, fornecedores e potenciais aderentes. A iniciativa obteve um volume total de negócios acima dos 3,5 milhões de euros, mais um milhão de euros do que o ano anterior.

“Os meios de comunicação social são um instrumento fundamental de qualquer democracia”

No dia 12 de julho de 1821 foi promulgado um decreto em Portugal que, pela primeira vez, estabeleceu a abolição da censura prévia e a regulamentação do exercício da liberdade de imprensa. Neste sentido, ao longo dos anos, qual tem sido a importância desta prática e do seu papel na democracia?
Os meios de comunicação social são um instrumento fundamental de qualquer democracia, não só porque garantem o nosso direito de livre acesso à informação, mas também porque são um dos vigilantes do poder instituído. Não é por acaso que uma das primeiras preocupações dos regimes autocráticos é controlar a informação e os meios de comunicação social. Os media têm, por isso, um papel muito importante enquanto instrumento de liberdade, ainda que hoje em dia sofram de um descrédito generalizado. Reganhar a confiança das audiências, abandonar estratégias de tratamento mercantil da informação e ocupar o papel de confiança que é, por direito, dos meios de comunicação social são os grandes desafios para o futuro.

Na sua opinião, qual a melhor forma de combater a desinformação?
Não sendo um fenómeno recente, a desinformação traz desafios acrescidos neste século XXI, essencialmente devido à velocidade com que, hoje em dia, é possível disseminar informação falsa.
Sempre houve campanhas de intoxicação do espaço público, mas nunca, como hoje, foi tão intensa a velocidade com que se espalham essas campanhas.
Na minha opinião, a educação para os media é uma das respostas e deve começar no 1.º ciclo, pois só formando cidadãos conscientes do papel dos meios de comunicação, é possível dotar esses cidadãos de ferramentas para reconhecer os cada vez mais elaborados estratagemas para espalhar desinformação. Esta educação para os media pode ter um papel fundamental no aumento do grau de literacia mediática da população e no entendimento que as crianças e jovens têm das redes sociais como espaço público.

“O combate pela desinformação deve ser uma tarefa de todos”

No dia 12 de julho de 1821 foi promulgado um decreto em Portugal que, pela primeira vez, estabeleceu a abolição da censura prévia e a regulamentação do exercício da liberdade de imprensa. Neste sentido, ao longo dos anos, qual tem sido a importância desta prática e do seu papel na democracia?
A abolição da censura foi um feito muito importante no nosso país e ao pensarmos sobre o assunto percebemos que está interligado com a democracia, caso contrário não viveríamos a nossa vida como hoje a conhecemos. Abolir a censura foi fundamental, pois iriamos continuar a ser completamente manipulados, as informações não nos iam fazer ver o mundo conforme ele realmente era e as muitas informações que teríamos seriam completamente distorcidas. Com a liberdade de imprensa e a sua regulamentação podemos tomar decisões, ter opiniões fundamentadas, saber o que realmente acontece no mundo e partilhar conhecimentos.

Na sua opinião, qual a melhor forma de combater a desinformação?
Atualmente com a importância que as redes sociais têm no nosso dia a dia é muito fácil sermos manipulados com fake news se não estivermos atentos. São criadas enumeras páginas, com títulos chamativos, com informações falsas e muitas vezes conseguimos ser enganados. É o bom jornalismo que nos faz perceber o que está a acontecer à nossa volta, mas também nos cabe a nós enquanto leitores selecionar melhor as informações que queremos ler. Devemos estar atentos, ler jornais credenciados, ouvir as notícias transmitidas, procurar fontes fidedignas. O combate pela desinformação deve ser uma tarefa de todos.

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