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Beatriz Quintal

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ENEG 2021, a maior Conferência da Água no país acontece de 23 a 26 de novembro

Rui Godinho, Presidente do Conselho Diretivo da APDA e Membro do Board of Governors e do Bureau do World Water Council

O stress hídrico e a escassez de água estão na agenda política e social, constituindo uma ameaça para a humanidade, que se agravará à medida que o impacto das mudanças climáticas e a ocorrência de eventos extremos se forem acentuando, juntamente com o crescimento da urbanização e o aumento populacional.
Mais. O “Special Report on Drought 2021”, divulgado pelo United Nations Office for Disaster Risk Reduction, alerta mesmo que a escassez de água e a seca podem vir a causar estragos numa escala que rivalizará com a pandemia de COVID-19, que há dois anos nos atinge. De acordo com este relatório, o aquecimento global e as alterações climáticas associadas vêm contribuindo claramente para intensificar a ocorrência de secas, cada vez mais prolongadas, no Sul da Europa, na Bacia do Mediterrâneo (onde no situamos) e na África Ocidental, com previsão de os danos económicos e o número de vítimas “crescerem dramaticamente”, a menos que se atue já e de forma a travar esta tendência.
Há, portanto, mudanças a realizar, quer no âmbito nacional como globalmente, pelo que urge trabalhar na construção e aplicação de corretas políticas públicas, por forma a que a “Gestão da Água” passe a ser uma prioridade efetiva dos Governos, incluindo, naturalmente o de Portugal.
É neste contexto, que a APDA vai realizar mais uma edição daquela que se tem afirmado como a mais importante e representativa “Conferência sobre a Gestão da Água” que se realiza em Portugal, ou seja, o Encontro Nacional de Entidades Gestoras de Água e Saneamento, sobejamente já reconhecida pela sigla ENEG.
A escolha do tema central – “Dificuldades na Gestão da Água e a Emergência Climática: Mudanças Necessárias” – decorre, com naturalidade, do trabalho de análise, debate e ponderação de propostas que vêm sendo realizados sobre as áreas mais estruturantes de um “Setor-Chave” para o desenvolvimento do País, e das suas condicionantes internas e externas, onde avultam, sem sombra de dúvida, como prioridade estratégica, a “Emergência Climática”.
O ENEG 2021 tem já definido um programa vasto de comunicações livres, mesas redondas e um grande debate, reunindo especialistas nacionais e internacionais, bem como visitas técnicas e culturais, a atribuição dos Prémios APDA – Tubos de Ouro e o Pipe Contest – o Campeonato Nacional de Montagem de Ramais em Carga. Destaque também para a área de Exposição, onde figuram as mais relevantes Entidades Gestoras do país e empresas de equipamento, revelando e trocando informações e experiências sobre as novidades que contribuem para o desenvolvimento do setor, com os resultados que se têm vindo a revelar indispensáveis na construção de um verdadeiro “Cluster da Água” em Portugal.
De facto, a “centralidade da água”, evidenciada de forma clara como uma das principais lições a retirar da pandemia de COVID-19, emerge como elemento fundamental para fazer face às alterações climáticas, criando condições concretas de fomento de medidas e políticas de saúde pública e de promoção do desenvolvimento sustentável e da coesão territorial, constituindo-se, portanto, como um fator essencial de combate às desigualdades económicas, sociais e inter-regionais.
Priorizar estes temas, associando-os a uma clara assunção de cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (designadamente os 6, 11, 13 e 15) e da Agenda 2030, à consolidação da “Estratégia Europeia para a Biodiversidade” e à execução do Pacto Ecológico Europeu – Green Deal – e promover medidas que assegurem a “Segurança Hídrica” do País, é todo um programa necessário para estabelecermos e consolidarmos estratégias que nos conduzam a uma verdadeira boa Governança da Água, como nos ensina a OCDE, através da sua importante “Water Governance Initiative”, em que a APDA participa desde 2013.
É neste contexto que convidamos o Setor da Água e Saneamento, os Altos Responsáveis pela sua conformação e governança, e todos os Stakeholders para se juntarem a nós na abordagem urgente das “dificuldades” que se vão acentuando em Portugal, a par dos novos riscos que já se fazem sentir, não só nos Serviços de Abastecimento de Água, Saneamento e Tratamento de Águas Residuais e Qualidade das Massas de Água Superficiais e Subterrâneas, mas também na Gestão das Bacias Hidrográficas, nomeadamente as Luso-Espanholas (Convenção de Albufeira) e na Garantia da Segurança Hídrica para um País que apresenta sérios problemas de “desertificação”, que já atingem fortemente o Algarve e o Alentejo e avançam para o Centro Interior.
O ENEG 2021 atesta, uma vez mais, que a APDA mantém uma incessante procura das melhores soluções num caminho da permanente atualização e reforço da resiliência do Setor da Água em Portugal, contribuindo, assim, para que nos preparemos para os crescentes e exigentes desafios com que a gestão da água estará confrontada, como pilar fundamental das políticas ambientais e do desenvolvimento do País.
De sublinhar a importância do Alto Patrocínio da Sua Excelência o Presidente da República, o que muito nos honra e distingue, bem como as presenças do Senhor Ministro do Ambiente e da Ação Climática na Sessão de Abertura e da Senhora Secretária de Estado do Ambiente no Encerramento, conferindo um relevante significado político-institucional ao nosso ENEG, em novembro de 2021, desta vez no Algarve.

 

 

Associação Dark Sky e o Compromisso com a Sustentabilidade

A Associação Dark Sky tem o orgulho de ser signatária da iniciativa “Global Tourism Plastics Initiative”, liderada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente “United Nations Environment Programme” e pela Organização Mundial do Turismo (OMT), em colaboração com a Fundação Ellen MacArthur. Quão importante foi – e tem sido – pertencer e contribuir para estas iniciativas?
O primeiro destino da Rede Dark Sky, o Dark Sky® Alqueva, nasceu em 2007 com base num modelo integrado de desenvolvimento sustentável aplicado a destinos criado internamente e consolidado ao longo dos anos, seja pela melhoria da estratégia ou em resultado de mudanças, como é o caso desta pandemia. Naturalmente, todas as preocupações que estão na base da criação da “Global Tourism Plastics Initiative” estão incorporadas no nosso modelo mas não tendo todos os recursos necessários para implementar uma estratégia tão transversal, procuramos reunir apoios e suporte em iniciativas específicas que contribuam para a nossa missão e que estejam bem estruturadas. Ao aderir a esta iniciativa fazemos parte de uma comunidade que está a trabalhar com um objetivo muito específico e que desenvolve ferramentas que contribuem para uma atuação no terreno mais eficaz e eficiente.
E naturalmente estes princípios são incorporáveis em todas as iniciativas e projetos em que nos integramos, incluindo nos outros dois destinos que fazem parte da Rede Dark Sky® Portugal, o Dark Sky Aldeias do Xisto desenvolvida em cooperação com a ADXTUR e o Dark Sky Vale do Tua desenvolvido em cooperação com o Parque Natural Regional do Vale do Tua.

Como signatária da iniciativa “Global Tourism Plastics Initiative”, a Associação Dark Sky visa abordar as causas da poluição por plásticos na sua origem, comprometendo-se até 2025 com várias alterações ambientais. O que irá mudar?
A Associação Dark Sky subscreve os compromissos e nesse âmbito compromete-se até 2025:
Eliminar artigos e embalagens de plástico que sejam problemáticos ou desnecessários;
Tomar medidas para mudar os modelos de uso único para modelos de reutilização ou alternativas reutilizáveis;
Envolver a cadeia de valores para seguir numa direção em que 100% das embalagens de plástico sejam reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis;
Tomar medidas para aumentar a quantidade de conteúdo reciclado em todas as embalagens e artigos de plástico usadas.

No ano passado, o Dark Sky Alqueva atingiu o Top 100 dos Destinos Sustentáveis, fazendo, mais uma vez, jus ao que desde sempre defende. Quais são os critérios que englobam este reconhecimento e que, naturalmente, se encontram neste destino?
A integração no TOP 100 dos Destinos Sustentáveis em 2020 foi um marco porque reflete o trabalho desenvolvido ao longo dos anos e desde a sua criação, sem perder o foco na sustentabilidade, mesmo quando este tema era considerado um peso e um custo, em vez de um importante benefício. A integração no TOP 100 implica a análise do destino e dos seus indicadores de sustentabilidade e nesse campo, a implementação do ETIS, Sistema Europeu de Indicadores de Turismo para a Gestão Sustentável de Destinos, ajudou-nos a ter os indicadores que refletem o nosso modelo de sustentabilidade.
O Top 100 dos Destinos Sustentáveis para 2021 da Green Destinations não foi ainda apresentado, mas esperamos boas notícias tendo em conta o trabalho desenvolvido em 2020 e 2021.

Considera que a procura turística tem tido, cada vez mais, esse facto em consideração? Estarão as pessoas hoje mais conscientes daquilo que é um destino sustentável?
Neste momento sim, estão mais conscientes e uma parte considerável da procura turística deverá manter as suas intenções em optar por destinos mais sustentáveis. Contudo, devemos ter em conta que este aumento da procura irá criar pressão turística e o aumento de intenções de investimento nestes destinos pois estes acompanham a procura. E é aqui que destinos mais preparados e com uma estratégia de sustentabilidade mais consolidada conseguirão resistir à tentação de enveredar pela massificação. Cada decisão tem uma implicação a curto, médio e longo prazo e normalmente as decisões são tomadas com base no benefício imediato, esquecendo os impactos a médio e longo prazo. Isto resulta de ciclos políticos de quatro anos e uma fraca responsabilização pelos impactos negativos de médio e longo prazo que determinadas estratégias ou decisões criam nos destinos.

Acredita que o reconhecimento que o Dark Sky Alqueva tem tido nos últimos tempos muito se deve ao seu contributo ativo com o ambiente?
Sim, sem dúvida especialmente no que respeita a sua missão de proteção do céu noturno, que envolve uma procura de quase zero poluição luminosa, iniciativa transversal e que envolve os quatro pilares da sustentabilidade. Assim e associado ao combate à poluição luminosa surgem as restantes iniciativas ambientais ligadas à questão dos plásticos, à proteção ambiental deste destino, entre outras.

O International Astrotourism Conference by Starlight, no Dark Sky Alqueva, de 8 a 11 de setembro, contou com a participação de especialistas cujo objetivo passou por abordar os desafios e oportunidades do astroturismo a partir de diferentes perspetivas. Desta iniciativa, que novas convicções se puderam retirar e que servirão para o futuro do tema?
Tal como referimos durante a conferência e que foi secundado por muito dos presentes, é que o combate à poluição luminosa continua a ser uma tarefa muito complicada em resultado de mitos e questões socioeconómicas que tornam a nossa tarefa “estranhamente” difícil. Mas também resultam da dificuldade de assimilação de novos conhecimentos e se por um lado, existe a “desculpa” de que a ciência não consegue comunicar eficazmente, quem está no terreno percebe que na maior parte dos casos, a ciência só é considerada quando interessa e que os mitos ou ideias pré-concebidas são tidas como certezas e não se coloca em causa conhecimentos adquiridos mesmo que notoriamente desatualizados.
Quando digo estranhamente difícil refiro-me ao fato de serem cada vez mais conhecidos os malefícios da luz artificial excessiva, especialmente os LED’s mais comercializados com temperaturas de cor elevadas (acima dos 3.000 kelvins) e notório o gasto excessivo em iluminação pública, quando as Câmaras lutam cada vez mais com menos recursos para as competências que têm em mãos. Por exemplo, nos destinos em que trabalhamos a partir de determinadas horas (a hora depende da estação do ano) existe uma diminuição drástica na circulação de pessoas, mas a iluminação, que já é extremamente excessiva, continua a funcionar a 100%. E o mesmo se aplica à iluminação pela noite dentro até amanhecer. Durante estes anos e como forma de sensibilizar para a situação estudámos várias aldeias e vilas com mais movimento para testar o que acontecia a partir de determinadas horas. Cada teste durou a noite toda e durante uma semana seguida em dois períodos distintos e realmente a partir de determinadas horas é muito raro haver alguém na rua. E isto deveria ter servido para a implementação de uma estratégia que pudesse reduzir consideravelmente o consumo sem prejudicar a segurança de bens e pessoas.
Também sempre apelámos a estratégias de redução que tenham em conta os mitos associados à segurança de bens e pessoas e que a redução fosse gradual permitindo ao mesmo tempo reduzir o custo energético e melhorar significativamente a qualidade do céu e desse modo a atratividade do destino.
Por exemplo, o projeto implementado pela CIMAC aplicado ao distrito de Évora trouxe melhorias e permite gerir a intensidade, mas é preciso que todos os municípios que têm luminárias com telegestão coloquem em prática uma estratégia de redução da iluminação.
Foi unânime que nesta matéria e na gestão sustentável de destinos, há muito por fazer, há que comunicar, incentivar e sensibilizar ainda mais e melhor mas acima de tudo, há muito que mudar na maneira de gerir os destinos, de analisar os impactos, os custos e benefícios por parte de quem tem responsabilidades e respetivas competências.

“Está nas nossas mãos, como consumidores e eleitores, lutar pelo verdadeiro bem comum a todos: o Planeta em que vivemos”

Nuno Arruda, Executive Board Portugal e Senior Director – Head of Sales and Client Management da Willis Towers Watson

 De acordo com informação partilhada recentemente pelo World Economic Forum, no âmbito de um estudo da Swiss Re, perante um aumento de temperatura na ordem dos 3,2ºC, as alterações climáticas terão destruído 18% do Produto Interno Bruto Global em 2050.
Um estudo publicado recentemente pela Cloud to Street, parceira da Willis Research Network, oferece novos elementos e informações sobre o crescente risco de inundações em todo o mundo, tendo concluído que a proporção da população global exposta a cheias cresceu 24% desde o início do novo milénio, afetando entre 255 e 290 milhões de pessoas.
Tal acaba por se traduzir numa grande pressão não só financeira, mas também regulatória, dos investidores (e também da opinião pública e dos consumidores) nas empresas para por um lado, reduzirem o seu impacto ambiental (descarbonização, investimento sustentável etc.) mas também para quantificarem e mitigarem os riscos climáticos a que estão expostos (por exemplo a TCFD Taskforce for Climate-related Financial Disclosures) com o objetivo de irem ao encontro da exigência de transparência à volta destes riscos e encorajar as organizações a introduzirem a resiliência e a sustentabilidade a longo prazo nas suas estratégias e processos.
A verdade é que nos últimos 18 meses o foco global esteve muito no controlo da pandemia da COVID-19, desviando um pouco a atenção do tema dos riscos climáticos.
Agora, enquanto lutamos para recuperar da pandemia, temos a oportunidade de aprender algo com esta experiência recente e acelerar o combate às mudanças climáticas, projetando uma sociedade mais resiliente, mais capaz de gerir riscos complexos e interconectados em todos os níveis da sociedade e da indústria. A pandemia é, como os riscos climáticos, uma megatendência, tanto em termos de impacto na sociedade e nas economias como na escala e complexidade das possíveis respostas necessárias. Efetivamente, as alterações climáticas abrangem e ligam os aspetos ambientais, sociais e de governance (ESG) da gestão das empresas (públicas ou privadas) e devem condicionar as políticas nacionais e internacionais.
À medida que a ESG evolui para ir além do mundo da responsabilidade social corporativa e se torna uma estrutura para lidar com riscos complexos, para lá do âmbito individual ou de entidades únicas, estas questões globais devem ser revistas e geridas de forma holística através de uma compreensão analítica mais profunda das muitas facetas da gestão de risco.
Num mundo a mudar a um ritmo nunca visto, a sociedade é obrigada a enfrentar esses desafios num contexto geopolítico complexo e é essencial que os processos de tomada de decisão sejam baseados em evidências: medir, partilhar e depois gerir. O risco não é distribuído de forma uniforme pelo que as respostas a desafios complexos, como uma pandemia ou os riscos decorrentes das alterações climáticas, devem ser vistas no contexto global de tendências globais, como a urbanização, o crescimento populacional, as mudanças demográficas, a degradação ambiental ou a evolução tecnológica, aspetos fundamentais para as escolhas comportamentais individuais e para a tomada de decisões políticas ou de negócios.
E é na quantificação e planificação para os riscos climáticos que os consultores mais têm trabalhado. Na Willis Towers Watson temos assumido a liderança não só na investigação, divulgação e sensibilização (através da Willis Research Network que junta mais de 60 organizações académicas e de investigação e como membro fundador da Coalition for Climent Resilient Investment) mas também criando modelos analíticos preditivos: acabamos recentemente de lançar o Climate Quantified que vem complementar e de alguma forma “democratizar” os modelos feitos ad-hoc. Mais, temos trabalhado ativamente com os nossos clientes no sentido de os ajudar a enfrentar novos critérios de investimento e na sua própria transformação.
Já o mercado (re)segurador tem um papel essencial na transferência destes riscos e terá acima de tudo que se adaptar e ser capaz de criar soluções alternativas para riscos que se medirão e manifestarão de forma diferente. A verdade é vemos hoje crescer a procura por soluções paramétricas, associadas a índices e variações mais do que a fenómenos súbitos e acidentais.
Um outro fator que cria incerteza é o risco da transição, ou seja, os riscos (e oportunidades) associados à mudança para uma economia de carbono baixo ou zero, sejam eles mensuráveis, como os custos de mudança de infraestrutura para eletricidade e energia renovável, ou indeterminados. Uma transição rápida, em que as políticas e regulamentações impulsionam metas que exigem mudanças drásticas e rápidas, seria muito diferente para um mundo de transição mais lenta. Na verdade, uma transição rápida quase poderia atuar como uma estratégia de “mitigação” ao reduzir a necessidade de gastar em medidas de adaptação a longo prazo.
Por outro lado, uma transição lenta exigiria esforços muito maiores para gerir a resiliência e recuperação a desastres, pois os padrões climáticos mudam mais rápido do que os ecossistemas e as comunidades se adaptam. Além disso, no longo prazo, os níveis de carbono seriam ainda mais altos, levando a estratégias de mitigação mais caras se o objetivo for voltar aos níveis pré-industriais.
E além de chegar a um acordo sobre um conjunto comum de métricas e metodologias de transição, todos temos um conjunto pessoal de valores que influenciarão as suas ações relativamente às mudanças climáticas. Isso também se aplica ao mundo dos negócios. Posturas políticas partidárias em todo o mundo tornam essa divisão entre ação e inação ainda mais clara.
Este é um tema muito complexo que nos impacta a todos. Mas também depende de todos (e não só das grandes empresas) fazer a nossa parte para tentar atenuar ou atrasar este fenómeno: está nas nossas mãos como consumidores e eleitores lutar pelo verdadeiro bem comum a todos: o planeta em que vivemos.

Sacos Verdes, enquadramento ambiental e institucional

Por TRATOLIXO

A obrigação de todos os Estados-Membros da UE recolherem os biorresíduos seletivamente ou garantirem a reciclagem na fonte a partir do final de 2023 irá acelerar a implementação de novos sistemas de recolha, com várias soluções disponíveis e sem lei específica ou norma nacional que defina qual o modelo técnico que deve ser adoptado.
A TRATOLIXO é uma empresa intermunicipal de capitais integralmente públicos, detida em 100% pela AMTRES – Associação de Municípios de Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra para o Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos, responsável por receber e tratar os resíduos produzidos por cerca de 900 000 habitantes, o que representa 10% da produção nacional de resíduos. Grande parte do território abrangido corresponde a grandes áreas urbanas, sendo que, cada município possui os seus próprios serviços de recolha de resíduos. A chave do sucesso de uma mudança ambiciosa, numa atividade que impacta o dia a dia de todos os cidadãos, será, sem dúvida, a existência de uma ação concertada entre as diferentes partes envolvidas neste processo.
Criar um modelo totalmente novo de deposição, recolha e tratamento de um fluxo de resíduos que representa entre 40% a 60% do total de resíduos sólidos urbanos (RSU), é um grande desafio que pode mudar a forma como os cidadãos encaram os resíduos que produzem nas suas habitações, e a maneira como as cidades são projetadas para acomodar esses resíduos nas ruas, antes da sua recolha e transporte para uma unidade de tratamento capacitada para proceder à sua valorização transformando-os em recursos com valor, mais precisamente em fertilizantes agrícolas de elevada qualidade, electricidade e calor.
Com cerca de 308 Municípios, que são as entidades jurídicas responsáveis ​​pela recolha de resíduos urbanos em Portugal, é possível existirem diferentes modelos de recolha, embora as empresas que recebem e tratam os diferentes fluxos de resíduos urbanos sejam apenas 23. Estas empresas de tratamento de resíduos, públicas ou privadas, têm sempre na sua estrutura de capital a presença de uma associação dos diferentes Municípios que servem. Portanto, seria de esperar uma definição concertada dos modelos de recolha e tratamento adoptados, o que nem sempre acontece devido às dificuldades no diálogo entre os Municípios e essas empresas.
Antes de mais, a implementação com sucesso de uma recolha seletiva de biorresíduos depende de dois fatores distintos:

  1. a) Cada agregado familiar terá de separar nas suas casas os restos de comida numa tipologia de saco ou contentor de resíduos, diferente dos existentes;
  2. b) Os resíduos alimentares separados devem ser depositados nos contentores disponíveis nas ruas de todos os Municípios para serem recolhidos pelos operadores de recolha.

Para ultrapassar o problema a) é fundamental a promoção de campanhas de comunicação e sensibilização que alcancem toda a população, recorrendo a todos os meios, desde as campanhas de marketing tradicionais, às campanhas através das redes sociais, ou à sensibilização porta à porta. É igualmente significativo estar diariamente nas escolas, pois será necessário motivar a adesão dos cidadãos à mudança dos seus comportamentos. Claro, que quanto mais ampla for a solução adotada no território, mais fácil será transmitir a mensagem.
Em relação ao problema b) o impacto não está apenas nos hábitos das pessoas, pois se novos contentores forem espalhados ao longo das áreas urbanas, o espaço público será reduzido. Isso, é particularmente relevante em áreas densamente povoadas e zonas históricas, onde as estradas e as calçadas são estreitas e todo o espaço público é escasso. Além disso, o impacto do tráfego adicional de camiões de recolha nesses locais será imenso, gerando poluição sonora e do ar com gases emitidos pelos escapes dos camiões em áreas residenciais. Estes inúmeros aspetos originam impactos contrários ao bem-estar e à qualidade de vida que cada Município pretende proporcionar aos seus cidadãos.

A solução – antecipadamente: planeamento e consenso

Perante este cenário, a TRATOLIXO e os 4 Municípios da zona oeste da área metropolitana de Lisboa, nomeadamente, os Municípios de Cascais, Oeiras, Mafra e Sintra, com cerca de 900 000 habitantes e 10% da produção nacional de resíduos, chegaram à conclusão, que o sucesso da solução a implementar passaria pela estratégia de cooperação, concertada e coordenada em consonância entre os cinco stakeholders. À TRATOLIXO compete o serviço em alta e, às Câmaras Municipais, o serviço em baixa. Trata-se de um sistema que deve funcionar integrado e coordenado com objetivos bem firmes e determinados. A estrutura operacional desta coordenação é a CAPER – Comissão de Acompanhamento do Plano Estratégico de Resíduos, cujas reuniões obedecem a uma periodicidade quinzenal, nas quais aprovam vários projetos em conjunto e por unanimidade. Trata-se de uma Comissão onde todas as entidades são representadas por membros relevantes da sua organização, com capacidade de decisão e ligadas à implementação das medidas adoptadas.
A solução convencional e que domina grande parte do país, acrescentando mais um contentor para a recolha dedicada de biorresíduos, parece a mais simples e de fácil implementação. No entanto, embora seja expectável um aumento no fluxo de biorresíduos ao longo do tempo e isso signifique uma redução na recolha do indiferenciado, por um período de tempo indeterminado será necessário um aumento significativo desses circuitos de recolha, sendo que, mesmo com pouca adesão dos cidadãos, os contentores de biorresíduos deverão ser recolhidos pelo menos três vezes por semana. A quantidade de resíduos depositados será irrelevante pois o processo de decomposição gera lixiviados e causa odores que não permitem uma frequência de recolha mais espaçada. Os contentores também exigem lavagens frequentes, com mais camiões a circular nas cidades e maior consumo de água que originam efluentes, com elevada carga orgânica, que terão de ser tratados, com acréscimo de impacto ambiental negativo. Não menos importante, é o impacto económico deste modelo, exigindo a aquisição de nova contentorização, novos camiões, contratação de novas equipas, com todos os custos operacionais associados.
Refletindo sobre todos os impactos negativos deste modelo, a CAPER decidiu estudar e avaliar outras opções, com especial interesse no modelo adotado na cidade de Oslo, na Noruega. Este modelo, já foi implementado há vários anos e evita a necessidade de separar os biorresíduos em milhares de novos contentores. Distingue-se pela redução do custo de recolha face a sistemas porta a porta ou dedicados, feita graças a uma maior eficiência dos circuitos de recolha, que se mantêm inalterados, sem novos circuitos, veículos de recolha, nem recursos humanos adicionais, o que se traduz em reduções de emissões de gases de efeito de estufa, reduções de consumos de combustíveis fósseis e menos equipamento pesado a circular em meios urbanos densamente povoados. De acordo com a estimativa para área de intervenção da TRATOLIXO o aumento das emissões de CO2 associado à criação de novos circuitos para a recolha dedicada de biorresíduos, com acréscimo de viaturas de recolha e lavagem em circulação, seria equivalente a 2 250 000 kg CO2 em cada ano. Não contando, nem com a poluição sonora, nem com a da qualidade do ar.
Neste modelo, os cidadãos devem nas suas habitações colocar os biorresíduos em sacos de plástico verdes e, em seguida, fechar adequadamente o saco verde e colocá-lo no contentor do indiferenciado. Quando processado na unidade de tratamento de resíduos, este fluxo de resíduos mistos passa por diversos equipamentos óticos, que separam mecanicamente os sacos verdes dos restantes resíduos, enviando-os para a Central de Digestão Anaeróbia, uma unidade fabril própria para tratamento de resíduos orgânicos.
O modelo de recolha seletiva de biorresíduos implementado na área de intervenção da TRATOLIXO, com sacos verdes para separação ótica foi o escolhido, quer pelas mais-valias económicas, quer pelas mais-valias ambientais, especialmente em contexto de pandemia e pós-pandemia, sendo a população, neste momento, particularmente sensível a essas questões.
Depois de muitas reflexões, foi consensualmente aprovado por todos os membros da CAPER ser esta a solução ideal para o problema. Era hora de o provar e planear todas as etapas e acções necessárias para que o inovador modelo se traduzisse numa realidade.

A solução – em números

Tentando associar números à solução a preconizar, a CAPER solicitou aos operadores de recolha informação, com base no seu histórico operacional, quantos camiões novos, circuitos, equipamentos de lavagem e consumíveis (água, gasóleo) seriam necessários para implementar uma nova recolha selectiva de biorresíduos, no modelo convencional. A soma dos 4 Municípios, apresentou números muito surpreendentes:
+ 800 000 litros de gasóleo todos os anos.
+ 2 115 000 kg CO2 todos os anos.
+ 300 000 000 litros de água todos os anos.
Além disso, os custos referentes ao investimento e os custos operacionais seriam significativos:
+ 5 000 000 € de investimento em novos camiões e contentores.
+ 2 000 000 € por ano de custos operacionais (apenas com as novos circuitos de recolha).
Tendo em consideração todos os dados e conclusões, ficou claro, que o modelo dominante no país é tudo menos uma boa opção económica e ambiental. A adoção da solução dos sacos óticos (sacos verdes separados na unidade de tratamento de resíduos) significaria uma economia anual de 2 115 000 kg CO2 e 300 000 000 litros de água, uma vez, que não são necessários contentores e lavagens adicionais.

Saco verde permite:

Utilizar o contentor indiferenciado já existente;
Utilizar o mesmo transporte de recolha do indiferenciado;
Recurso às mesmas equipas;
Sem lavagens acrescidas dos camiões de recolha;
Poupar 300 000m³ de água/ano;
Poupar cerca de 850 000 litros de gasóleo/ano ou seja 2 250 000kg/ CO2.

A solução – próxima fase: ação

 

Uma vez identificado e escolhido o modelo a ser adotado na área de intervenção da TRATOLIXO, foram tomadas decisões para prosseguir a sua implementação.
Para garantir o sucesso desta medida os quatro Municípios implementaram projetos-piloto. Cada Município escolheu uma área de cerca de 5.000 famílias, onde distribuiu gratuitamente sacos verdes, explicando o projeto através de campanhas de sensibilização porta à porta. Foi o primeiro passo, para entender todos os obstáculos que se vão apresentar no momento de implementar o novo conceito à totalidade da sua população e melhorar, com antecedência, vários detalhes como o tipo de saco plástico (tamanho, espessura), logística (entrega das sacos por família), a adesão ao projeto e, por fim, como é a resposta a esta significativa mudança de hábitos.
Foi antecipadamente criada uma campanha de comunicação em conjunto, com informação a divulgar com dados e apresentações comuns. Foi escolhido um slogan representativo da campanha, que será o mesmo para os 5 stakeholders e que será divulgado em diversos elementos de comunicação como outdoors, websites, mupis, folhetos, redes sociais e frota de camiões de transporte de resíduos.
É fundamental para o sucesso do projeto conseguir a adesão da comunidade a este enorme esforço, unidos na melhoria do desempenho ambiental e circularidade e, assim sendo, o investimento em comunicação não pode ser subestimado nem descontinuado no tempo. E acima de tudo, a mensagem deve ser clara e coerente.
Para que o projeto se concretize, foi igualmente necessário planear a adaptação do TM, em Trajouce, Cascais, onde todos os resíduos não triados são entregues e triados. Após a candidatura, bem-sucedida, ao Programa de Financiamento Português da UE – POSEUR (Programa Operacional para a Sustentabilidade e Eficiência na Utilização de Recursos), este projeto foi contemplado com um financiamento total de 85% de 4.950 milhões de euros. Este investimento permitirá a mudança no processo, instalando máquinas de triagem optica que separarão todos os sacos verdes que chegarão nas 300.000 t/ano de resíduos indiferenciados que a TRATOLIXO recebe e trata. Estará pronto para funcionar em meados de 2023, a tempo de cumprir o prazo. Todos os sacos verdes serão posteriormente enviados para a Central de Digestão Anaeróbia existente, na Abrunheira, Mafra, onde o seu conteúdo de resíduos orgânicos será convertido em electricidade e composto de alta qualidade.

Conclusão

O modelo adotado para recolher e tratar separadamente os biorresíduos na área geográfica abrangida pela TRATOLIXO, é o resultado de um planeamento estratégico concertado entre todas as partes envolvidas, considerando todos os impactos, não só ambientais e económicos, mas também os impactos na qualidade de vida e no bem-estar de cada cidadão.
O único ponto crítico deste modelo prende-se com o uso de sacos plásticos para a deposição dos biorresíduos, num período em que a redução do uso de plásticos, tem sido uma das preocupações ambientais que tem vindo a vingar. Alguns dos modelos de contentorização de rua para biorresíduos estão, de fato, a ser projetados abolindo o uso de sacos de plástico, mas, por outro lado, são os modelos que mais pecam na utilização de água. Tendem a não ser de utilização prática, devido aos odores que geram e à necessidade constante de lavagem dos contentores domésticos. Assim sendo, os cidadãos não gostam de participar e sem a sua adesão, todo o sistema ficará comprometido.
Para dar resposta a esta preocupação, todos os sacos verdes fornecidos aos cidadãos são atualmente inteiramente produzidos de plástico reciclado. A TRATOLIXO também está a trabalhar em parceria com Universidades e Empresas privadas com o objetivo de desenvolver plásticos biodegradáveis ​​ou, sacos de matéria orgânica que também possam ser enviados para o processo de digestão anaeróbia. Assim que surja alguma inovação, que seja técnica e economicamente viável, a TRATOLIXO apresentará este novo saco ao sistema.
Finalmente, com a implementação total do projeto de biorresíduos, a Circularidade total do tratamento de resíduos mistos da TRATOLIXO aumentará dos actuais 29% para cerca de 63%, o que significa que cerca de 100.000 toneladas por ano serão desviadas do aterro.
Importa ainda referir que este modelo de recolha e tratamento foi já validado pelas autoridades ambientais da União Europeia e está inscrito na mais recente legislação portuguesa, de acordo com a revisão do RGGR (Decreto-Lei n.º 102-D/2020) promovida pela Lei n.º 52/2021 – Diário da República n.º 154/2021, Série I de 2021-08-10, tendo-se alterado o artigo 36ª com o seguinte articulado, indo ao encontro da nossa pronúncia em sede de audiência prévia do diploma:
4 — A recolha selectiva prevista na alínea b) do n.º 2 e no n.º 2 do artigo 30.º pode ser efectuada em conjunto com o resíduo urbano misturado, desde que se encontre devidamente acondicionada em saco ótico e segregado dos restantes, garantindo a sua adequada separação e tratamento biológico, não sendo permitida a mistura com outros resíduos.

 

5 Razões para criar o hábito da escrita

Por Analita Alves dos Santos

Todos os grandes autores são grandes leitores, mas não é preciso ambicionar ser escritor para criar o hábito da escrita.
Já reparou a quantidade de vezes que escreve no seu dia a dia? E-mails, mensagens no telemóvel, publicações nas redes sociais. Talvez até tenha um blogue ou um website corporativo, ou necessite escrever artigos de opinião.
Se fizer da escrita um hábito diário as suas palavras sairão com mais fluidez, clareza e confiança, sempre que escrever por «obrigação». Na verdade, os benefícios da escrita estendem-se a todas as áreas da sua vida. A leitura e a escrita são indissociáveis, essenciais para qualquer comum mortal. Quanto mais cedo interiorizar esta verdade, melhor.
Nas próximas linhas partilharei consigo cinco boas razões para introduzir a escrita na sua rotina diária.

Melhorar a qualidade dos seus textos

A prática frequente da escrita (e da leitura) faz com que a qualidade dos seus textos melhore gradualmente, quase sem dar por isso. As palavras, as frases surgirão com mais ritmo e numa cadência natural. Terá maior facilidade em perceber o que é supérfluo. Ficará também mais atento às incongruências e aos erros frequentes.

A escrita como terapia

Escrever sobre acontecimentos significativos da sua vida traz-lhe benefícios ao nível da saúde mental, saúde física, bem-estar e do desenvolvimento pessoal.
A escrita possibilita-lhe exteriorizar momentos difíceis, vê-los «de fora», de outro ângulo. Nestas situações, escrever à mão traz benefícios adicionais. Pratique a escrita livre, deixe os seus pensamentos espelhados no papel, expresse o que não consegue resolver dentro de si, angústias, medos. Alivie as dores da alma através da escrita. Procure também escrever sobre acontecimentos positivos. Resolva o que precisa de resolver, mas também enalteça, através da escrita, as suas conquistas diárias ou desejos para o futuro.

Melhorar a sua comunicação oral

Ao escrever de forma mais clara, assertiva e sucinta, a sua comunicação oral agradece. Gradualmente, começará a compreender quais as expressões mais eficazes, mais convincentes e empáticas, além de aumentar o seu vocabulário.

Organizar os seus pensamentos

Quando escreve precisa de encadear as suas ideias para tornar a leitura mais escorreita. Essa hierarquização dos argumentos ajudará a selecionar as informações mais pertinentes, a organizar melhor o seu pensamento, a olhar para dentro. O hábito da escrita também conduz ao autoconhecimento.

Planear melhor o seu dia

Organizar as suas tarefas por escrito numa agenda ou num diário (de preferência, à mão), permite-lhe planear melhor os seus dias, aumentar a sua produtividade e consequentemente, o seu desempenho profissional.
Tenha o bom hábito de planear por escrito o seu dia de trabalho na noite anterior, com foco nas suas prioridades.
Estas são apenas algumas das razões para incluir a escrita na sua rotina diária. Faça-o de forma lúdica ou profissional, mas não menospreze o poder da palavra escrita na sua vida.
Aproveito para convidá-lo a seguir-me no Instagram, onde todos os dias partilho sugestões literárias, curiosidades sobre a Língua Por-tuguesa e oportunidades de formação como o programa «Escrita em Ação», a formação ideal para quem necessita de escrever mais e melhor por motivos profissionais, para quem gosta de literatura e deseja aprimorar os seus conhecimentos com o objetivo de criação literária e para todos aqueles que reconhecem na escrita uma importante forma de terapia. A última turma de 2021 arranca no dia 4 de outubro. Fica o convite.

https://www.instagram.com/analitaalvesdossantos/

“Today, Nomad Capital is present in Portugal and The Netherlands and looks to expand to other markets such as France”

Nomad Capital is a real estate investment, promotion and development company headquartered in Portugal. First, it is important to know better the company’s history, as well as the most important milestones in its path so far.
I arrived in Portugal six years ago from New York City. Back then, the Portuguese real estate market was starting to attract foreign investors, mostly thanks to the Golden Visa program. At the time, I partnered with two other French entrepreneurs, and we created Optylon Capital. Our aim was to acquire buildings in the touristic downtown area of Lisbon, known as “Baixa”, and give them a new life. Optylon also owns LovelyStay, one of Portugal’s leading vacation rental management company.  The strategy was to propose to golden visa investors a new apartment in a prime location, with a rental management solution and a yield guarantee. As tourism kept growing in Portugal, Baixa became the main touristic hub of Lisbon, and our business boomed along with the increase in demand.
After doing several successful investments in Lisbon, we also implanted in the Porto and the Algarve markets. Some notable investments include the Corpus Christi building in Lisbon, and Palacio do Comercio in Porto.
As the market matured, Portugal also started to attract full time foreign residents, specifically retirees from Northern Europe, and young entrepreneurs in the real estate, tourism, food & beverage, and hospitality sectors. This created a new demand for higher-end projects, services, and amenities.
Nomad Capital was then created, with the objective to acquire, design and develop luxury serviced residential projects and resorts. Our main brand Nomad Residences targets specifically the international markets of North America and North Europe, while promoting Portugal as a full-time residential destination.
Nomad Residences services and amenities provide owners with the comforts of a home, while enjoying the luxury of world class hotels. Our current flagship project, Nomad Bay, is a high-end resort located in Carvoeiro, Algarve. The project has 74 apartments and will open in the summer of 2023 (nomad-bay.com).
Today Nomad Capital is present in Portugal and The Netherlands and looks to expand to other markets such as France. Our presence is very strong among American clients, who see many similarities in our projects many similarities with the type of products and services they are accustomed to back at home.

How did Nomad Residences Brand start? What was missing in the Portuguese real estate sector that you thought should be addressed? What about the future outlook?
Branded residences and serviced apartments concepts have been present in the luxury real estate markets across America, Asia and the Middle East for at least 20 years now. However, Europe has been lagging in such developments, despite a growing local and international demand.
Having spent seven years in America, specifically in New York City, I noticed many buildings had great amenities, such as having security and door man 24/7, as well as a fitness room, cleaning and maintenance, and a wide range of other services at the owners’ doorsteps, as part of the building’s services. After returning to Europe, I noticed very few if any projects were proposing such a product, and the idea of developing a Europe based Brand for serviced residential projects came to mind. This is when Nomad Residences was born.
In 2020, Graham Associates produced a very detailed report on the global branded residences markets and found that the fastest growing segment in luxury real estate in Europe was Branded Residences, with Portugal leading the trend. It appears that hospitality brands have chosen Portugal and the Algarve specifically as their test markets for their European deployment. Besides our Nomad Bay project, which sold over two thirds of its 74 apartments in less than nine months, W Residences in Albufeira and Viceroy’s Ombria Resort are other notable examples of commercial success in the sector. Other brands are currently implementing in the Algarve, as well as the rest of the country. We are also looking at future developments, so we can expect the market to strongly develop in the coming years.
The demand from Americans for this trend has highly increased, as they have discovered in Portugal the same types of investments, products and services they are used to back at home. They also see Portugal as a great alternative to Florida or California to retire in. In fact, Portugal offers a very similar quality of life, but at a fraction of the prices proposed in America, with the added benefits of living in Europe, with access to many countries, cultures, and experiences. Since COVID started in March 2020, North Americans represent about 50% of our property buyers.

You mentioned that Nomad Capital had a vast experience in sourcing, acquisition, contracting and property management, and is the perfect local partner to international investors looking to establish a presence in Portugal. How can you describe the essence of these products and services to us? Can we say that they are unique in the Portuguese market?
Portugal is a very specific market, with its own set of rules and regulations, and ways of doing business. In that regard, most foreign investors looking to allocate funds in Portugal should be looking at a local partner to serve their interests and grow their local investments.
Most of our operations are done in-house, and we have multi-cultural, dedicated and experienced teams in all the value chain items essential to any real estate development. As an example, a good real estate investment is often made at the time of initial purchase. Our team sourcing properties has a wide range of options allowing them to find assets off-market and using unique and innovative strategies. We also provide all the architecture and interior design, which helps keep timelines according to expectations. In addition, we also integrate all the financial modeling and structuration, marketing and sales, project, and construction management, and finally after sales and the property management too. The only task we currently outsource is the construction itself.
Our typical investors include high net worth individuals, family offices, and other institutional entities, who contact us as they see Portugal’s potential for growth but lack the know-how and network specific to Portugal. We effectively become the Portuguese team for those investors, staying on the ground 24/7 to guarantee the proper deployment, development and exit of their investments.
This integrated model to real estate development is a key attribute, as it provides both efficiency and transparency, while providing a one-stop-shop and single point of contact to our investors, regardless of the project. Another key attribute is providing full flexibility and adapting each of our projects to our investor’s needs and objectives.
Besides Nomad Residences, we have been contacted by other hospitality and hotel brands, as many of them are interested in developing projects in Portugal and the rest of Europe. In the near future, we are looking to potentially white brand our know-how and experience and help luxury brands adapt to the service residential space. This includes of course hotel brands, but we would also be interested in exploring partnerships with fashion and high-end consumer brands, as we know some of them have been doing well in other continents.

What are the main differences between a Branded Residence and a conventional unit? Do you believe it has the potential to be the future of the sector?
Branded residences have two specific components that sets them apart from traditional residential projects. First, they provide services that are similar to a hotel, while still remaining a standard apartment. Second, because it is a brand, investors and guests can expect a certain level of service, design and amenities which is similar to other projects of the same brand. In other words, Branded Residences provide the apartment itself, but also a wide range of services and on top of it, and a guarantee of quality.
With the emergence of the Millennials generation, experiences became an essential component of consumption. Buyers are looking at more than just a prime location and a nice apartment, they are also (mostly) looking at the services provided, having everything ready and maintained on their behalf, and most importantly enjoy an experience.
Then came COVID in early 2020, which made Branded Residences even more attractive to buyers. In fact, as travel was no longer permitted, investors looking to buy a new property had to rely on virtual meetings and visits to make decisions. The brand greatly helps buyers, as it gives them comfort on the final result.
With COVID also came a new demand for bi-primary residences. As offices closed down, people discovered working from home, and a lot decided to move away from large cities and spend longer periods of times in other locations. Portugal is a big winner in this trend, especially the Algarve.
About 60% of our buyers in the last two years expect to spend at least four to six months in Portugal and enjoy their home. The rest of the time, they appreciate that their property will be taken care of, maintained, or repaired when needed, and fully ready when they come back. Owners can also benefit from rental income, as we provide optional. property and rental management for all of our projects.
In our opinion, those trends are likely to stay in the future, and Branded Residences provide the best option for those Nomadic property owners.

The project which deserves all the attention is Nomad Bay – A Resort located in the Algarve. What distinguishes Nomad Bay?
Nomad Bay is our current flagship project, and will be ready in summer of 2023. We acquired the land in early 2018 and spent almost two years in the design concept of the project.
As is a new construction on a previously vacant piece of land, it allowed us to design everything from scratch, and create what we believe to be the perfect branded and serviced project. We are happy to see the market reacted very positively to our project. In fact, since we launched sales in late 2020, we already sold about 70% of the apartments.
Overlooking the ocean and located in Carvoeiro, a charming seaside village, Nomad Bay enjoys unique views and countless activities. 74 high-end apartments with outstanding views, ranging from one to three bedrooms, all with private terraces or roof tops, marketed within the Nomad Bay brand, and made available for rent through an in-house reservation centre.
Only a few minutes away from the beach, fine dining, beautiful golf courses and conveniently close to Faro International airport, Nomad Bay’s location ensures excellent connectivity to what makes the Algarve fabulous, as well as the exclusivity and intimacy of a private resort to enjoy with friends or family. All apartments feature floor-to-ceiling windows, fully blending the bright and spacious indoor spaces with the outdoor terraces. Globally inspired furniture and materials, attention to details at every step, delivering elegance, comfort, and functionality.
The interiors are curated with tailored finishes, while using natural and sustainable materials. In our opinion, long-term value-add lies in the extensive creative design and craftsmanship of simple materials.
As a primary residence, a vacation home, or as an investment, there is a Nomad Bay property for every investor.

Inevitably, we have to address the issue of the day, which is the pandemic that is being experienced worldwide. What was its impact on the real estate sector, both nationally and in Europe?
COVID as certainly created a lot of challenges and issues, and hurt many industries worldwide. Portugal has been very impacted as well. However, I believe crisis brings its own set of opportunities, and COVID is no different.
With the announcement of the first lock down, the world had to adapt to a new way of life, and businesses came to a full stop.
Real Estate is quite an established industry, which usually is not prone to change and innovation. COVID forced developers to adapt and invent new ways to continue their operations and developments, as well as to attract new buyers.
On Nomad’s side, we had to train our teams to work remotely and stay up to date, especially on the technical divisions. But the real transition came from the digitalization of all of our marketing and sales divisions. Like most developers, we used to rely on brokers and international roadshows to sell our projects and find new buyers. Overnight, borders closed, travel was no longer possible. We could no longer meet with our clients abroad, and they could no longer come visit their investments. We decided to strengthen our social media strategies and explore ways we could take advantage to further promote our projects. It is a trend we had noticed with the luxury and fashion industries and thought to apply it to our projects.
This was quite the revolution for our company, and today at least four out of ten of our new clients found us on either Instagram or Facebook. Today, we are much closer to our audience, we can communicate with them directly, receive feedback, all without the added layer of third parties. It benefited each stakeholder involved in our projects, from our investors all the way to our internal teams and final property buyers.
Of course, developing a brand proved to be a key selling element, and our following base on Instagram grows each day (@nomadresidences).

More precisely in the Algarve, many claim that it is the region of the country where the pandemic is having a more demanding impact. For Nomad Capital, what challenges have arisen in this area?
It did hurt tourism significantly, and it was a difficult and scary period, but I think in the long term, the Algarve and Portugal will benefit. Also, I found over the years that Portugal is very resilient to crisis and knows how to adapt and recover from difficult times. I expect it to be the same this time, and Summer 2021 has proven that it is the case.
As soon as Portugal opened it’s borders, tourists came back right away. We noticed tourists coming from countries not typical to tourism in Portugal in previous years,  and again COVID played a part in this, as Portugal is now the country in the world with the highest percentage of vaccinated people. Also, the country proved to be an example internationally with the way it dealt with the first lock down.
More importantly, all of the reasons Portugal is so attractive to foreigners and tourists still exist today, despite the pandemic. In other words, I am not worried for the future, and I have full trust in Portugal to recover quickly, but also to find ways to re-invent itself and become even more attractive.
One thing we can already notice following the pandemic is that it also attracted a lot of new interest on the region. We are seeing a new wave of property buyers, not looking at Portugal only as a vacation destination, but as a long-term residence. Not only for retirement, as these new individuals are much younger, and hoping to establish news businesses and ventures in Portugal.
The most notable examples are Americans, looking at Portugal as an alternative to Florida and California to retire. Canadians are looking to benefit from the new advantageous tax regime in the crypto-currency industry, which is also a new trend. And finally North European looking to relocate and work remotely during the winter month from Portugal, while the weather is still pleasant in the Southern parts of Europe.
In my opinion, COVID was the main driver for these new types of clients, which will bring a lot of long-term value to the country. And I am sure we will be seeing new trends in the coming months as the situation evolves further.

Nomad Capital’s mission is, from day one, to imagine and develop the best experiences in life, creating projects inspired by the world and consistently responding to the needs of its clients. What news and projects are being planned? So, how will it keep up with the expected changes in the future of the sector?
We have many ideas in development.
Our main objective currently is to further expand our operations in the Algarve, as we think the next Portuguese real estate boom is in this region. We are currently working on a potential €100M project in the Algarve.
We also want to create the first Urban Resort in the Lisbon area, which would be managed under the Nomad Residences umbrella.
In the longer term, as we expect the branded residences trend and demand to grow in the next 20 years, we trust there will be potential for our products and services in various places around Europe. Our aim, thanks to our knowhow and expertise, is to become the prime development partner for Europe-based serviced and branded residential concepts. This can be either via our own brand, or in partnership with international hotel, luxury and fashion brands.
And of course, keep innovating and being at the top of the trends !

Finally, what does Nomad mean?
Historically, a Nomad is a member of a community whose lifestyle adapted to infertile regions, and where mobility is the most efficient strategy for exploiting scare resources.
In the modern world, we talk about digital nomads, people that are constantly traveling, seeing the world, discovering new cultures, and meeting people from all walks of life. I think a lot of our property buyers relate to this way of life, and have different places to call home around the world. The Nomad brand fits into this environment.
Prior to settling down in Portugal, I lived for many years in Japan, China, India, the Middle East, America, and many other countries. During those times, I discovered many ways of life, and got very interested in the hotel and hospitality sectors. Especially how luxury and services is applied differently in various parts of the world. Nomad projects are inspired by the world, we take the specificities we prefer in each markets, and apply them to target locations in which we invest, such as Portugal.

“Hoje, a Nomad Capital está presente em Portugal e na Holanda e pretende expandir-se para outros mercados, como França”

A Nomad Capital é uma empresa de investimento, promoção e promoção imobiliária com sede em Portugal. Em primeiro lugar, é importante conhecer melhor a história da empresa, bem como os marcos mais importantes na sua trajetória até o momento.
Cheguei a Portugal há seis anos vindo da cidade de Nova Iorque. Nessa altura, o mercado imobiliário português começava a atrair investidores estrangeiros, sobretudo graças ao programa Golden Visa. Na época, fiz parceria com outros dois empreendedores franceses e criámos o Optylon Capital. O nosso objetivo era adquirir edifícios na zona turística da Baixa de Lisboa, conhecida por “Baixa”, e dar-lhes uma nova vida. A Optylon também possui a LovelyStay, uma das principais empresas de gestão de aluguer em Portugal. A estratégia foi propor aos investidores Golden Visa um apartamento novo, numa localização privilegiada, com uma solução de gestão de alugueres e uma garantia de rendimento. Com o crescimento do turismo em Portugal, a Baixa tornou-se o principal Pólo turístico de Lisboa e o nosso negócio cresceu com o aumento da procura.
Depois de fazer vários investimentos de sucesso em Lisboa, implantamos também nos mercados do Porto e Algarve. Alguns investimentos notáveis ​​incluem o edifício Corpus Christi, em Lisboa, e o Palácio do Comércio, no Porto.
Com o amadurecimento do mercado, Portugal passou também a atrair residentes estrangeiros a tempo inteiro, nomeadamente reformados do Norte da Europa e jovens empresários dos setores imobiliário, turismo, alimentação e hotelaria. Isso criou uma nova demanda por projetos, serviços e amenidades de ponta.
Foi então criada a Nomad Capital, com o objetivo de adquirir, projetar e desenvolver projetos residenciais e resorts com serviços de luxo. A nossa marca principal Nomad Residences tem como alvo específico os mercados internacionais da América do Norte e Norte da Europa, promovendo Portugal como destino residencial a tempo inteiro.
Os serviços e comodidades do Nomad Residences oferecem aos proprietários o conforto de uma casa, enquanto desfrutam do luxo de hotéis de classe mundial. O nosso atual projeto principal, Nomad Bay, é um resort de alto padrão localizado no Carvoeiro, Algarve. O projeto tem 74 apartamentos e será inaugurado no verão de 2023 (nomad-bay.com).
Hoje a Nomad Capital está presente em Portugal e na Holanda e pretende expandir-se para outros mercados, como França. A nossa presença é muito forte entre os clientes americanos, que encontram muitas semelhanças nos nossos projetos com o tipo de produtos e serviços que estão habituados no seu país.

Como surgiu a marca Nomad Residences? O que faltava no setor imobiliário português que considerou que deveria ser preenchido? E quanto ao futuro?
Os conceitos de residências de marca e apartamentos com serviços estão presentes nos mercados imobiliários de luxo na América, Ásia e Médio Oriente há pelo menos 20 anos. No entanto, a Europa tem ficado para trás em tais desenvolvimentos, apesar de uma crescente demanda local e internacional.
Tendo passado sete anos na América, especificamente na cidade de Nova Iorque, percebi que muitos edifícios tinham ótimas comodidades, como segurança e porteiro 24 horas por dia, sete dias por semana, além de ginásio, limpeza e manutenção e uma ampla gama de outros serviços à porta dos proprietários, no âmbito dos serviços do edifício. Depois de voltar para a Europa, notei que poucos ou nenhum projeto ofereciam tal produto, e a ideia de desenvolver uma marca com base na Europa para projetos residenciais atendidos veio à mente. Foi quando nasceu o Nomad Residences.
Em 2020, a Graham Associates elaborou um relatório muito detalhado sobre os mercados globais de residências de marca e constatou que o segmento de imobiliário de luxo que mais crescia na Europa eram as residências de marca, com Portugal a liderar a tendência. Parece que as marcas de hospitalidade escolheram Portugal e o Algarve especificamente como os seus mercados de teste para a sua implantação europeia. Para além do nosso projeto Nomad Bay, que vendeu mais de dois terços dos seus 74 apartamentos em menos de nove meses, o W Residences em Albufeira e o Viceroy’s Ombria Resort são outros exemplos notáveis ​​de sucesso comercial no setor. Outras marcas estão em implementação no Algarve, assim como no resto do país. Também estamos a olhar para desenvolvimentos futuros, portanto, podemos esperar que o mercado se desenvolva fortemente nos próximos anos.
A procura dos americanos por esta tendência tem vindo a aumentar, pois descobriram em Portugal os mesmos tipos de investimentos, produtos e serviços que estão habituados a fazer no seu país. Eles também vêm Portugal como uma ótima alternativa à Flórida ou à Califórnia para se aposentar. Na verdade, Portugal oferece uma qualidade de vida muito semelhante, mas por uma fração dos preços propostos na América, com as vantagens de morar na Europa, com acesso para muitos países, culturas e experiências. Desde o início da COVID-19 em março de 2020, os norte-americanos representam cerca de 50% dos nossos compradores de imóveis.

Referiu que a Nomad Capital possui uma vasta experiência em sourcing, aquisição, contratação e gestão imobiliária, sendo o parceiro local ideal para investidores internacionais que pretendem marcar presença em Portugal. Como pode descrever a essência desses produtos e serviços no nosso país? Podemos afirmar que são únicos no mercado português?
Portugal é um mercado muito específico, com regras e regulamentos próprios e formas de fazer negócios. Nesse sentido, a maioria dos investidores estrangeiros que procuram alocar fundos em Portugal devem procurar um parceiro local para servir os seus interesses e aumentar os seus investimentos locais.
A maior parte das nossas operações é realizada internamente e contamos com equipas multiculturais, dedicadas e experientes em todos os itens da cadeia de valor essenciais a qualquer empreendimento imobiliário. Por exemplo, um bom investimento imobiliário costuma ser feito no momento da compra inicial. A nossa equipa de propriedades de sourcing tem uma ampla gama de opções, permitindo-lhes encontrar ativos fora do mercado e usando estratégias exclusivas e inovadoras. Também fornecemos toda a arquitetura e design de interiores, o que ajuda a manter os prazos de acordo com as expectativas. Além disso, integramos também toda a modelagem e estruturação financeira, marketing e vendas, gestão de projetos e obras e, por fim, pós-venda e gestão imobiliária. A única tarefa que terceirizamos atualmente é a própria construção.
Os nossos investidores típicos incluem indivíduos com elevado património líquido, family offices e outras entidades institucionais, que nos contactam porque vêm o potencial de crescimento de Portugal, mas carecem do know-how e da rede específicos para Portugal. Tornamo-nos efetivamente na equipa portuguesa desses investidores, estando no terreno 24 horas por dia, sete dias por semana, para garantir a boa implantação, desenvolvimento e saída dos seus investimentos.
Este modelo integrado de incorporação imobiliária é um atributo fundamental, pois proporciona eficiência e transparência, ao mesmo tempo em que proporciona um balcão único e um ponto de contacto único para os nossos investidores, independentemente do empreendimento. Outro atributo importante é fornecer flexibilidade total e adaptar cada um dos nossos projetos às necessidades e objetivos dos nossos investidores.
Para além da Nomad Residences, temos sido contactados por outras marcas de hotelaria, uma vez que muitas delas estão interessadas em desenvolver projetos em Portugal e no resto da Europa. Num futuro próximo, estamos à procura de uma marca potencialmente branca com o nosso know-how e experiência e ajudar as marcas de luxo a adaptarem-se ao espaço residencial de serviço. Isso inclui, é claro, marcas de hotéis, mas também estaríamos interessados ​​em explorar parcerias com marcas de moda e de consumo de alto padrão, pois sabemos que algumas delas estão a sair-se bem noutros continentes.

Quais são as principais diferenças entre uma residência de marca e uma unidade convencional? Acredita que a mesma tem potencial para ser o futuro do setor?
As residências de marca têm dois componentes específicos que as diferenciam dos projetos residenciais tradicionais. Primeiro, elas oferecem serviços semelhantes aos de um hotel, embora continuem a ser um apartamento padrão. Em segundo lugar, por ser uma marca, os investidores e hóspedes podem esperar um certo nível de serviço, design e amenidades que é semelhante a outros projetos da mesma marca. Ou seja, a Branded Residences disponibiliza o apartamento em si, mas também um amplo leque de serviços e, acima de tudo, uma garantia de qualidade.
Com o surgimento da geração Millennials, as experiências tornaram-se num componente essencial do consumo. Os compradores procuram mais do que apenas uma localização privilegiada e um bom apartamento, também (principalmente) procuram os serviços prestados, tendo tudo pronto e mantido por sua conta e, o mais importante, com o objetivo de desfrutar de uma experiência.
Então veio a COVID-19 no início de 2020, o que tornou as residências de marca ainda mais atraentes para os compradores. Na verdade, como as viagens não eram permitidas, os investidores que queriam comprar um novo imóvel tiveram de contar com reuniões virtuais para tomar decisões. A marca auxilia muito os compradores, uma vez que lhes dá conforto no resultado final.
Com a COVID-19 também surgiu uma nova demanda por residências bi-primárias. Com o fecho dos escritórios, as pessoas passaram a trabalhar em casa e muitas decidiram mudar-se das grandes cidades e passar períodos mais longos noutras localidades. Portugal é um grande vencedor nesta tendência, especialmente o Algarve.
Cerca de 60% dos nossos compradores nos últimos dois anos esperam passar pelo menos quatro a seis meses em Portugal e desfrutar da sua casa. No resto do tempo, eles apreciam que a sua propriedade seja cuidada, mantida ou reparada quando necessário, e estará totalmente pronta para quando eles voltarem. Os proprietários também podem beneficiar das receitas de aluguer, já que fornecemos opções, propriedade e gestão de aluguer para todos os nossos projetos.
Na nossa opinião, essas tendências provavelmente ficarão no futuro, e as residências de marca irão oferecer a melhor opção para as pessoas com propriedades nómadas.

O projeto que merece toda a atenção é o Nomad Bay – Um Resort situado no Algarve. O que o distingue?
O Nomad Bay é o nosso projeto principal atual, e estará pronto no verão de 2023. Adquirimos o terreno no início de 2018 e passamos quase dois anos no conceito de design do projeto.
Como se trata de uma construção nova num terreno anteriormente vazio, permitiu-nos desenhar tudo do zero e criar o que acreditamos ser o projeto de marca e serviço perfeito. Estamos felizes em ver que o mercado reagiu de forma muito positiva ao nosso projeto. Na verdade, desde que lançamos as vendas no final de 2020, já vendemos cerca de 70% dos apartamentos.
Com vista para o oceano e localizada no Carvoeiro, uma encantadora vila costeira, a Nomad Bay desfruta de vistas únicas e de inúmeras atividades. 74 apartamentos de alto padrão com vistas deslumbrantes, variando de um a três quartos, todos com terraço privativo ou cobertura, comercializados com a marca Nomad Bay e disponibilizados para arrendamento por meio de uma central de reservas interna.
A poucos minutos da praia, restaurantes requintados, belos campos de golfe e convenientemente perto do aeroporto Internacional de Faro, a localização do Nomad Bay garante uma excelente conectividade com o que torna o Algarve fabuloso, bem como a exclusividade e intimidade de um resort privado para desfrutar com amigos ou família. Todos os apartamentos possuem janelas do chão ao teto, combinando totalmente os espaços internos amplos e bem iluminados com os terraços ao ar livre. Móveis e materiais de inspiração global, atenção aos detalhes em cada etapa, proporcionando elegância, conforto e funcionalidade.
Os interiores são selecionados com acabamentos sob medida, utilizando materiais naturais e sustentáveis. Na nossa opinião, o valor agregado de longo prazo reside no amplo design criativo e na habilidade artesanal de materiais simples.
Como residência principal, casa de férias ou como investimento, existe uma propriedade Nomad Bay para cada investidor.

Inevitavelmente, temos dr abordar a questão do dia, que é a pandemia que está a ocorrer mundialmente. Qual foi o impacto da mesma no setor imobiliário, tanto a nível nacional como europeu?
A COVID-19 certamente criou muitos desafios e problemas e prejudicou muitas indústrias em todo o mundo. Portugal também não foi exceção. No entanto, acredito que a crise traz o seu próprio conjunto de oportunidades, e com esta pandemia não é diferente.
Com o anúncio do primeiro confinamento, o mundo teve de se adaptar a um novo modo de vida e os negócios pararam totalmente.
O mercado imobiliário é um setor bastante estabelecido, que geralmente não é propenso a mudanças e inovações. A COVID-19 forçou os desenvolvedores a adaptarem-se e inventarem novas maneiras de continuar as suas atividades e desenvolvimentos, bem como atrair novos compradores.
Do lado da Nomad, tivemos que preparar as nossas equipas para trabalhar remotamente e nos mantermos atualizados, principalmente nas divisões técnicas. Mas a verdadeira transição veio da digitalização de todas as nossas divisões de marketing e vendas. Como a maioria dos desenvolvedores, costumávamos contar com corretores e roadshows internacionais para vender os nossos projetos e encontrar novos compradores. Da noite para o dia, as fronteiras fechadas, as viagens não eram permitidas. Não podíamos encontrar-nos com os nossos clientes lá fora, e eles não podiam visitar os seus investimentos. Decidimos fortalecer as nossas estratégias nos media e explorar maneiras para promovermos ainda mais os nossos projetos. É uma tendência que percebemos nas indústrias de luxo e moda e pensamos em aplicá-la nos nossos projetos.
Isso foi uma verdadeira revolução para a nossa empresa, e hoje pelo menos 4 em cada 10 de nossos novos clientes encontraram-nos no Instagram ou no Facebook. Hoje, estamos muito mais próximos do nosso público, podemos comunicar diretamente com eles, receber feedback, tudo sem a camada adicional de terceiros. Beneficiou todas as partes interessadas envolvidas nos nossos projetos, desde os nossos investidores até às nossas equipas internas e compradores finais de imóveis.
Claro, desenvolver uma marca provou ser um elemento chave de vendas, e a nossa base de seguidores no Instagram cresce a cada dia (@nomadresidences).

Mais precisamente no Algarve, muitos afirmam ser a região do país onde a pandemia tem um impacto mais exigente. Para a Nomad Capital, que desafios surgiram nesta área?
De facto, prejudicou o turismo significativamente, e foi um período difícil e assustador, mas acho que a longo prazo o Algarve e Portugal vão beneficiar de tudo isto. Além disso, descobri ao longo dos anos que Portugal é muito resistente às crises e sabe como se adaptar e recuperar de tempos difíceis. Espero que aconteça o mesmo agora, aliás, o verão de 2021 provou que é o caso.
Assim que Portugal abriu as suas fronteiras, os turistas voltaram imediatamente. Notámos em turistas vindos de países não típicos do turismo em Portugal nos anos anteriores, e mais uma vez a COVID-19 teve um papel essencial, visto que Portugal é hoje o país com maior percentagem de vacinados no mundo. Além disso, o país mostrou-se um exemplo internacional na forma como lidou com o primeiro confinamento.
Mais importante, todas as razões pelas quais Portugal é tão atraente para estrangeiros e turistas ainda existem hoje, apesar da pandemia. Ou seja, não estou preocupado com o futuro e tenho plena confiança em Portugal para recuperar rapidamente, mas também para encontrar formas de se reinventar e tornar-se ainda mais atraente.
Uma coisa que já podemos observar após a pandemia é que ela também atraiu muitos novos interesses na região. Estamos a assistir a uma nova vaga de compradores de imóveis, não olhando para Portugal apenas como um destino de férias, mas como uma residência de longa duração. Não só para a reforma, pois estes novos indivíduos são muito mais jovens, e esperam estabelecer novos negócios e empreendimentos em Portugal.
Os exemplos mais notáveis ​​são os americanos, que olham para Portugal como uma alternativa à Flórida e à Califórnia para se aposentar. Os canadenses estão à procura de se poderem beneficiar do novo regime tributário vantajoso no setor de criptomoedas, que também é uma nova tendência. E, finalmente, o Norte da Europa pretende deslocar-se e trabalhar remotamente durante o mês de inverno a partir de Portugal, enquanto o clima ainda é agradável no sul da Europa.
Na minha opinião, a COVID-19 foi o principal impulsionador destes novos tipos de clientes, que vão trazer muito valor de longo prazo para o país. E tenho a certeza de que veremos novas tendências nos próximos meses, conforme a situação evoluir ainda mais.

A missão da Nomad Capital é, desde o primeiro dia, imaginar e desenvolver as melhores experiências da vida, criando projetos inspirados no mundo e respondendo de forma consistente às necessidades dos seus clientes. Que novidades e projetos estão a ser planeados? De que forma irá acompanhar as mudanças esperadas no futuro do setor?
Temos muitas ideias em desenvolvimento.
O nosso principal objetivo atualmente é expandir ainda mais as nossas operações no Algarve, visto que pensamos que o próximo boom imobiliário português será nesta região. Atualmente estamos a trabalhar num projeto potencial de € 100 milhões na região do Algarve.
Queremos também criar o primeiro Urban Resort na zona de Lisboa, que seria gerido sob a égide do Nomad Residences.
A longo prazo, como esperamos que a tendência e a procura de residências de marca cresçam nos próximos 20 anos, confiamos que haverá potencial para os nossos produtos e serviços em vários locais da Europa. O nosso objetivo, graças ao nosso know-how e experiência, é tornarmo-nos no principal parceiro de desenvolvimento para conceitos residenciais de marca e serviços baseados na Europa. Pode ser através de marca própria ou em parceria com marcas internacionais de hotelaria, luxo e moda.
E claro, continuar a inovar estando sempre no topo das tendências!

Por fim, o que significa Nomad?
Historicamente, um Nomad é um membro de uma comunidade cujo estilo de vida adaptou-se a regiões inférteis e onde a mobilidade é a estratégia mais eficiente para explorar recursos escassos.
No mundo moderno, falamos sobre nómadas digitais, pessoas que estão constantemente a viajar, a descobrir o mundo, novas culturas e a conhecer pessoas de todas as esferas da vida. Acho que muitos dos nossos compradores de imóveis se identificam com esse estilo de vida e têm lugares diferentes para chamar de lar à volta do mundo. A marca Nomad encaixa-se nesse ambiente.
Antes de me estabelecer em Portugal, morei muitos anos no Japão, China, Índia, Médio Oriente, América e muitos outros países. Nessa época, descobri muitos estilos de vida, e interessei-me muito pelo setor de hotelaria. Especialmente como o luxo e os serviços são aplicados de forma diferente em várias partes do mundo. Os projetos Nomad são inspirados no mundo, pegamos nas especificidades que preferimos em cada mercado e aplicamos às localizações-alvo em que investimos, como Portugal. ▪

Luso Financial Planning: Transparency and Accuracy in the provision of its services

Founded in 2000, Luso Financial Planning is a boutique company specializing in international financial consulting, providing professional financial knowledge that is fully focused on the client. To better understand, what distinguishes this company in the market for 21 years and what made it a successful player?
For 21 years LUSO FINANCIAL PLANNING (LF) have been providing tailor made tax efficient investment solutions to the niche expatriate and domestic market in Portugal.

Luso Financial Planning offers customized financial solutions to help build and protect its clients’ assets. So, how can you define the services they provide and how they add value to people’s lives and businesses?
# Cross Boarder portability to E.U. residents, and the rest of the World;
# Confidentiality up to 100% capital protection;
# Succession Planning;
# Tax Efficiency;
# Capital Gains taxes benefits inside the solutions.

Portugal is in the center of all attention, for several reasons. Currently, considered a country of choice to live and bet, how has Luso Financial Planning been promoting and framing its activity in the Portuguese market?
Strategic partnerships, Lawyers, Accountancies, Relocation services, Networking and… Events Sponsorships.

Taking into account your experience, what potentials in the Portuguese market have attracted the attention of foreigners, in the various aspects of an opera by Luso Financial Planning?
# Golden Visa;
# NHR – Non-Habitual Resident;
# Brexit;
# Security/Terrorism;
# Savings&Pension Plans;
# Access to PPLI (Private Placement Life Insurance) solution compliant in Portugal, provided by LF.

To what extent is it legitimate to say that the pandemic we are currently experiencing, despite the possible adversities for all, has boosted the Portuguese market? In your view, what has changed?
The need to have a long term financial planning in place, both for firms, and private citizens, to include succession and Estate planning, Legacy Planning, protection against volatile markets and economic crashes, global diversification of assets, ring fencing of assets and divorce contingency planning.

As the core business of Luso Financial Planning is private placement life insurance, how has this area gained prominence and recognition by both Portuguese and foreigners?
PPLI (Private Placement Life Insurance) is a tax efficiency, fully confidential, and secure way to invest assets, bonds, stock options, corporate and private pension plans.
These solutions are compliant and portable throughout the E.U. also worldwide.

With an eye on the future, what are the main challenges of Luso Financial Planning and how can we continue to expect the commitments that they assume in society?
Changes E.U. legislations and regulations, also large banks monopolizing the market and edging out.
Boutique firms like LUSO FINANCIAL have unique advantages and can provide:
# Independency and Confidentiality;
# Flexibility;
# Agility;
# Being able to build unique and off-the-shelf open structures to single and corporate clients…
# …and the foresight to anticipate changes in Regulation and Legislation for our firm and first and foremost for our clients and prospects.

Why Luso Financial Planning?
The boutique company, tailored to serve international/national clients;
Offers clients a variety of products and services, including life insurance, mutual funds and investment management;
Founded in 2000, it has been 21 years of providing customized financial solutions to help build and protect your assets. Their consultants provide professional, client-focused financial planning designed to save you time and help you save your assets and gives you the exclusive benefit to enjoy capital gains free of taxes, inside the policy.

Luso Financial Planning: Transparência e rigor na prestação dos seus serviços

Fundada em 2000, a Luso Financial Planning é uma empresa especializada em consultoria financeira internacional, que proporciona um conhecimento financeiro profissional totalmente focado no cliente. Para melhor entender, o que distingue esta empresa no mercado há 21 anos e que a tornou num player de sucesso?
Há 21 anos que a LUSO FINANCIAL PLANNING (LF) tem vindo a fornecer soluções de investimento fiscalmente eficientes e à medida, para o nicho de mercado interno e expatriado em Portugal.

A Luso Financial Planning oferece soluções financeiras personalizadas para ajudar a construir e proteger os ativos dos seus clientes. Assim, como pode descrever os serviços que prestam e de que forma aportam valor à vida das pessoas e aos negócios?
# Portabilidade Cross Boarder para residentes da U.E. e para o resto do mundo;
# Confidencialidade sobre 100% de proteção do capital;
# Planeamento de sucessão;
# Eficiência tributária;
# Benefícios fiscais de ganhos de capital dentro das soluções.

Portugal está no centro de todas as atenções, por vários motivos. Atualmente considerado um país de eleição para viver e apostar, como tem vindo a Luso Financial Planning a promover e a enquadrar a sua atividade no mercado português?
Parcerias estratégicas, Advogados, Accounts, Realocação, Networking e… Patrocínios de Eventos.

Tendo em conta a v/ experiência, que potencialidades do mercado português têm chamado à atenção dos estrangeiros, nas várias vertentes onde opera a Luso Financial Planning?
# Golden Visa;
# NHR – Residente Não Habitual;
# Brexit;
# Segurança / Terrorismo;
# Savings&Pension Plans
# Acesso a soluções de PPLI compatíveis com a regulação nacional (Compliance) em Portugal disponibilizada pela LF.

Em que medida é legítimo afirmar que a pandemia que vivemos, apesar das inúmeras adversidades, impulsionou o mercado português? Na vossa perspetiva, o que mudou?
A necessidade de ter um planeamento financeiro de longo prazo, tanto para empresas como para cidadãos, para incluir sucessão e planeamento imobiliário, planeamento de legado, proteção contra mercados voláteis e quebras económicas, diversificação global de ativos, ring fencing de ativos e contingência de divórcio.

Sendo o core business da Luso Financial Planning o seguro de vida com colocação privada, como é que esta área ganhou destaque e reconhecimento por parte de portugueses e estrangeiros?
O PPLI (Private Placement Life Insurance) é uma forma de investimento de ativos, títulos, opções de ações, planos de previdência privada e empresarial com eficiência tributária, totalmente confidencial e segura.
Essas soluções são compatíveis e portáteis em toda a U.E. e também em todo o mundo.

De olhos no futuro, quais são os principais desafios da Luso Financial Planning e como podemos continuar a esperar os compromissos que a mesma assume na sociedade?
Mudanças na U.E. nas legislações e regulamentações, também grandes bancos a monopolizar o mercado, acabando por tirar qualquer vantagem financeira (juros/ganhos) dos seus produtos para o cliente.
Empresas boutique como a LUSO FINANCIAL têm vantagens únicas e podem fornecer:
# Independência e confidencialidade;
# Flexibilidade;
# Agilidade;
# Ser capaz de construir estruturas abertas exclusivas e prontas para clientes individuais e corporativos…
#… E a previsão de mudanças na regulamentação e  legislação sobre os produtos financeiros, para os nossos clientes e futuros.

Porquê a Luso Financial Planning?
Uma empresa boutique desenhada para servir clientes internacionais/nacionais;
Oferece aos clientes uma variedade de produtos e serviços focados na confidencialidade e planeamento fiscal; Fundada em 2000, são 21 anos a fornecer soluções financeiras personalizadas para ajudar a construir e proteger os ativos dos clientes. Os seus consultores oferecem um planeamento financeiro profissional e focado no cliente, projetado para economizar tempo  e proporcionar ganhos nos seus investimentos, de uma forma totalmente segura (em alternativa à Banca) e com benefícios fiscais.

“Com esta solução, o serviço atualmente prestado pelo nosso Centro de Controlo Operacional – CRMA, sai reforçado”

A STRONG CHARON é uma empresa portuguesa de soluções de segurança que representa no mercado a maior e mais diferenciadora oferta de serviços de segurança privada, apostando na conceção de soluções integradas de vigilância e tecnologia de vanguarda. A marca propõe-se, assim, a mudar a história do setor. Como tem vindo a ser o concretizar deste foco principal?
Tem sido acima tudo, muito desafiante! A STRONG CHARON está efetivamente focada, nas melhores soluções de segurança que aportam valor aos seus Clientes.
Incorporámos na nossa missão um espírito de constante inovação, sendo a participação de todos os Colaboradores STRONG CHARON determinante para o alcançar este propósito. Todos os dias nos confrontamos com novos desafios, saber reconhecê-los e transformá-los em oportunidades de melhoria através do desenvolvimento de novas soluções ou produtos é uma tarefa de todos e só alcançável com verdadeiro trabalho em Equipa.
O conceito de Segurança, e tudo aquilo que representa para nós, foi recentemente sujeito a uma das maiores provas pela ameaça da Pandemia, só com paralelo nas experiências vividas em palco europeu com as grandes guerras.
Também nesta nossa “guerra”, a tecnologia revelou-se essencial não só para permitir alcançar em tempo recorde uma resposta vacinal, como em inúmeras soluções que nos permitiram aceder a um conjunto de serviços de forma totalmente remota, ou simplesmente colocaram “numa mesma sala” tantos, ainda que fisicamente distantes.
Certamente, que a grande aprendizagem que retiramos desta realidade a que fomos forçados a viver, é a da nossa capacidade de resiliência e adaptação, o que nos convida a desmontar tabus e preconceitos inibidores de fazermos mais e melhor.
É nesta dimensão que a STRONG CHARON se posiciona no mercado e sustenta parcerias com Clientes e Fornecedores!

Podemos afirmar que a forte aposta no investimento tecnológico, a construção de um dos mais sofisticados centros operacionais de segurança do país, a formação qualificada dos seus quadros e adoção das melhores práticas, constituem alguns dos principais fatores de diferenciação da empresa? De que forma as soluções Strong Charon são a pensar no futuro dos seus clientes?
Esses são claramente os principais fatores que nos diferenciam! É uma aposta para a qual não estabelecemos limites, conscientes da importância que esse património tem para a STRONG CHARON.
Os Clientes são absolutamente centrais para nós! É por eles que surgem as oportunidades de desenvolvimento de novas soluções, seja por o partilharem diretamente connosco, ou resultando de iniciativas da STRONG CHARON em que desde logo conseguimos identificar cenários de mais-valia a aportar à Operações dos nossos Clientes, suportados em realidades à escala internacional que não podemos deixar de ter presentes.

A Strong Charon estabeleceu uma parceria com a Stampstar para a expansão da implementação do SADI Connect, um Sistema Automático de Deteção de Incêndio que permite fazer a ligação direta à corporação de bombeiros mais próxima das instalações onde foi acionado o alarme de incêndio. De que forma esta parceria e força conjunta vai potenciar o valor percecionado desta solução?
A Stampstar é uma empresa de referência no mercado, o que nos permite abraçar este projeto com muita convicção!
O equipamento e a solução desenvolvida pela Stampstar é de uma enorme robustez e fiabilidade, pelo que uma vez conectada com Corporações de Bombeiros permite uma resposta completa perante cenários de incêndio. Contudo, esta parceria Stampstar com a STRONG CHARON, alarga o âmbito de monitorização do serviço prestado, potenciado pela possibilidade do nosso Centro de Controlo Operacional – CRMA suportar o acompanhamento da potencial ameaça recorrendo à visualização remota de CCTV para validação de sinais, interagir com sistemas de controlo de acessos locais, assim como disponibilizar os Serviços de Piquete para facilitar o acesso das Equipas de Bombeiros ao local.

Em que medida esta solução e esta parceria cumpre o objetivo da Strong Charon de construir uma relação de total confiança com todos os que confiam a proteção dos seus ativos, pessoas, bens e negócios, garantindo uma relação duradoura e rica em experiências vanguardistas e positivas?
A nossa principal preocupação, é garantir a existência de medidas/soluções suficientemente robustas que anulem ou permitam mitigar o efeito de determinadas ameaças junto dos nossos Clientes.
Dispor de um sistema que assegure de uma forma autónoma e segura, a comunicação de um sinal de incêndio diretamente com uma Corporação de Bombeiros é uma efetiva mais-valia para todos os Clientes, para mais perante um risco tão crítico como aquele que resulta do incêndio.
Com esta solução, o serviço atualmente prestado pelo nosso Centro de Controlo Operacional – CRMA, sai reforçado! Mantemos a gestão e monitorização de incidentes desta natureza, garantindo uma redundância de sinal entre Bombeiros e a CRMA da STRONG CHARON.
Paralelamente, há que destacar o potencial de utilização desta solução em diversos setores de atividade, como espaços culturais/museológicos; hotelaria; setor da distribuição; indústria e demais gestão imobiliária, em que a preocupação na defesa patrimonial é determinante.

Para o futuro, de que forma a Strong Charon irá continuar a fazer jus ao seu título de líder de mercado na categoria de segurança e vigilância? Que novos projetos estão a caminho?
A procura das melhores soluções de segurança, que permitam aos nossos Clientes, num contexto de sustentabilidade, assegurar os seus principais valores, é e será uma realidade na vida da STRONG CHARON.
O nosso reconhecimento por parte de Clientes, como um Parceiro estratégico no qual possam confiar, é a melhor liderança que podemos alcançar enquanto empresa!
A nossa aposta no Centro de Controlo Operacional – CRMA, com todo o investimento realizado, é um princípio, permitindo-nos abraçar este projeto conjunto com a Stampstar, mas não só! A infraestrutura criada, sustentada na mais avançada tecnologia existente, complementada com a eficiência dos recursos humanos que operam a CRMA, desafia-nos a abraçar outros projetos a publicitar brevemente.
Temos em plena comercialização, soluções como o STC CONTACTO – Sistema Autónomo e Móvel de Circuito Fechado de Televisão (CCTV) desenvolvido pela nossa equipa de I&D.
Tendo por base a nossa extensa experiência em sistemas CCTV, reconhecemos a forte necessidade do mercado para a criação um sistema inovador móvel de CCTV que reunisse características que nenhuma outra solução comercial até hoje conseguiu reunir – ser compacta; autónoma com recurso a painéis fotovoltaicos; com conexão permanente à central de segurança; e especialmente dirigida ao mercado português.
O STC CONTACTO trata-se de um sistema CCTV para utilização no exterior, de fácil e rápida instalação, sem necessidade de infraestrutura de comunicações e alimentação elétrica. O sistema comercializado pela Strong Charon apresenta baixo peso, feita de um material leve e adequado, com respiração interior para evitar sobreaquecimento e um mecanismo de fixação ao poste. A alimentação do sistema é realizada primeiramente por painéis fotovoltaicos, podendo haver um intercâmbio com uma alimentação secundária de backup por célula de combustível (metanol). O sistema recorre à rede Wi-Fi ou à rede 4G, cada vez mais difundida por todo o país, para realizar transmissão de vídeo em tempo real.
O STC CONTACTO dirige-se especialmente a Clientes industriais que necessitem de instalar sistemas de CCTV que vigiem grandes áreas sem necessidade de criar infraestruturas de suporte. Estes sistemas revelam também enorme potencialidade, em eventos temporários pela sua natureza móvel.
Paralelamente, disponibilizamos aos nossos Clientes uma ferramenta de gestão operacional integrada – STC Pro permitindo a gestão de operações de segurança em ambiente paperless, acessível a partir de qualquer computador (PC), tablet ou smartphone. Especialmente focado na gestão de equipas, pois facilita a realização e acompanhamento de todas as tarefas planeadas e executadas, suportadas por instruções de trabalho documentadas, registo de incidentes e eventos, mantendo toda a informação centralizada e acessível.
Ainda que seja uma valência já conhecida e reconhecida na STRONG CHARON, decidimos especializar a nossa oferta nos alarmes residenciais e comércio, garantindo uma oferta de soluções perfeitamente adaptadas às necessidades deste mercado tão específico, surgindo assim a STRONG CHARON Alarmes.
Dirigimos esta nossa oferta a todos os Clientes que não se revêm em soluções 100% standard, mas procuram uma solução de alarme perfeitamente adaptada ao seu espaço e suas rotinas. Temos especial preocupação com soluções de teleassistência, especialmente dirigida a todos que merecem cuidados especiais.
Até ao final do ano surgirão produtos especificamente dirigidos ao Setor da Distribuição, potenciando uma gestão mais otimizada de recursos.  Dispomos de um pipeline de soluções em laboratório, que estamos certos, marcarão o mercado da Segurança Privada em Portugal!

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