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Beatriz Quintal

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Estudo revela os maiores desafios dos jornalistas, incluindo o combate a notícias falsas, a pressão para publicar novas histórias a uma velocidade cada vez maior e atrair novas audiências

Embora o acesso a jornalismo de alta qualidade e a reportagem credível nunca tenha sido tão prevalecente, o papel dos media nunca foi tão desafiante, pois enfrentam uma pressão crescente para aumentar a produção, produzir conteúdos convincentes que se destacam num ciclo noticioso de 24 horas, e impulsionar o envolvimento.

Cision, uma plataforma de comunicação abrangente que ajuda os profissionais de relações públicas e marketing em todo o mundo a compreender, influenciar e amplificar as suas histórias, publicou o seu relatório anual sobre o Estado dos Media com respostas de mais de 3.800 jornalistas de 17 mercados globais para compreender os principais desafios num mercado em rápida evolução, e como as relações públicas podem apoiar uma reportagem de primeira qualidade e de confiança.

Segundo o relatório, o maior desafio dos jornalistas é manter a credibilidade como fonte noticiosa de confiança (32%) e combater as acusações de “notícias falsas”. Em segundo lugar, os jornalistas citam o impacto de equipas reduzidas e menos recursos estão a ter nas suas cargas de trabalho. De facto, três em cada dez jornalistas (29%) estão a apresentar 10 ou mais notícias por semana.

“Já não é tarefa de um jornalista apenas desenvolver as notícias, e isso abre a porta para que os comunicadores profissionais se associem com sucesso aos órgãos de comunicação para assegurar que as histórias sejam contadas de forma rápida, eficaz e relevante”, disse Nicole Gulliot, Cision COO e Presidente da PR Newswire.

O que os jornalistas querem dos profissionais de relações públicas:

No que diz respeito às fontes que os jornalistas consideram mais úteis para gerar histórias ou ideias de histórias, mais de um terço dos jornalistas (37%) citaram press releases, tornando-os a resposta de topo. Mais de três quartos (76%) querem receber press release de marcas e profissionais de relações públicas sobre qualquer outro tipo de conteúdo. As tendências e os dados de mercado ocupam o segundo lugar (63%) e quase metade (49%) quer receber convites para eventos.

“Os press release continuam o seu reinado absoluto e são o método preferido de fazer chegar as notícias aos órgãos de comunicação social de forma legítima, cuidada e urgente”, disse Gulliot.

Para estabelecer relações mais fortes com os jornalistas, os profissionais de relações públicas devem estar cientes do seguinte:

  • Informação exata e com fonte: Quase dois terços (60%) consideram indesculpável fornecer menos, dada a elevada necessidade de credibilidade e confiança do público.
  • Cumprir o prazo: Se não sentirem que os profissionais de RP estão a respeitar o seu tempo, um número significativo de jornalistas (22%) dizem que não vão arranjar tempo para esses profissionais de RP.
  • Parar com o spam: A grande maioria dos jornalistas (74%) não vai tolerar “ser inundados com pitches irrelevantes”, o que é mais uma razão para se certificar de que os pitches têm como alvo os órgãos de comunicação corretos. Na realidade, apenas 9% dos jornalistas dizem que a maioria dos pitches que recebem são relevantes.
  • Incluir multimédia: imagens, vídeos e infografias: 22% dos jornalistas afirmam que os comunicadores podem facilitar o seu trabalho fornecendo esses conteúdos nos seus press releases. Mais de metade (54%) dizem que têm mais probabilidades de cobrir uma história se esta incluir elementos multimédia.

“Quando se trata da relação entre profissionais da indústria da comunicação e jornalistas, é necessário de aliviar o encargo para os media”, disse Guillot. “Começa por conhecer os jornalistas certos, construir uma parceria baseada na confiança, e compreender a audiência que ambos estão a tentar alcançar em conjunto”.

Relatório Global sobre o Estado dos Media 2022 da Cision: Perspectiva a necessidade dos profissionais de relações públicas em conquistar os jornalistas

XI CONVENÇÃO “AQUI É FRESCO”: A Visão de algumas Marcas Presentes

Mário Marques,
Diretor Comercial na A Poveira
“Esta Convenção significa, primeiro que tudo, uma oportunidade de estar presente num sítio onde podemos ter todos os interlocutores juntos. É importante para nós comunicarmos a nossa marca “Capitão Poveiro”, que está a ser lançada no mercado e, ainda, darmos a conhecer aos inúmeros pontos de venda e lojas presentes”.

João Veredas,
Gestor de Clientes na Coca-Cola
“Acima de tudo o mais importante é o contacto com os nossos clientes e este evento permite-nos exatamente isso, o que é extremamente vantajoso. Aqui, temos a oportunidade de dar a conhecer as nossas marcas e de que forma as inovamos no mercado”.

Rui Pinto Mendes,
National Account Manager no Grupo Delta Cafés
“Penso que esta Convenção tem vindo a construir algo que é muito importante ao criar a oportunidade de apresentarmos os nossos produtos e as promoções e, por acréscimo, podermos contactar presencialmente com os clientes. É um networking relacional fundamental para o nosso setor”

Pedro Correia da Silva,
Departamento Comercial – Gestor Regional – Sogrape Distribuição
“A Sogrape Distribuição marcou, mais uma vez, presença nesta convenção organizada pela Aqui é Fresco porque acredita no modelo relacional como forma eficaz de divulgar as suas marcas e de contactar com centenas de retalhistas. Esta edição foi muito positiva, pois alem de comemorarmos os “80 Anos” da Marca Mateus com muito sucesso, atingimos os n/ objetivos  à semelhança dos eventos anteriores.
É importante podermos voltar a contactar com o universo de retalhistas e atingirmos os objetivos a que nos propusemos com a participação nesta convenção. O modelo digital foi excelente para responder aos desafios da pandemia, no entanto os negócios são feitos de relações e nada como o formato presencial para estarmos mais próximos do mercado, sentirmos melhor as suas necessidades e dar a conhecer os nossos vinhos”.

Filipe Antunes,
Customer Business Manager da Nestlé Portugal
“Este é um evento de referência e de elevada qualidade para o comércio de proximidade!
E representa, para a Nestlé, um espaço muito relevante no desenvolvimento do nosso negócio: na exposição e promoção das nossas marcas, degustação da inovação, dinamização de workshops, networking junto dos nossos parceiros de negócio e interação direta com centenas de Retalhistas”.

Rui Cordeiro,
Chief Operation Officer na XD Portugal
“Somos uma marca de software e desenvolvemos soluções para a área do retalho alimentar que, no fundo, é a grande maioria dos presentes e por isso uma perspetiva muito positiva no que diz respeito ao contacto com os mesmos. Realço que a retoma da Convenção presencial ficou acima das nossas expetativas”.

Hélder Pessoa,
Key Account Manager na Unicer, Super Bock
“Entendemos que este evento é um reencontro. O nosso negócio é muito relacional e, portanto, é importante haver estas iniciativas para que estejamos em contacto com a indústria e percebermos as novidades que hoje, mais do que nunca, têm uma visão sustentável”.

Rui Rebelo,
Key Account Manager na área alimentar da Unilever
“Nós, Unilever, achamos que estar junto dos nossos parceiros e dos nossos clientes é a verdadeira mais-valia deste tipo de Convenção. Tivemos dois anos no digital que correram bastante bem, acabaram por ser uma surpresa positiva, mas valorizamos bastante o regresso ao presencial para divulgarmos as três marcas que representamos”.

Victor Oliveira,
Key Account Manager na área dos detergentes da Unilever
“Integramos esta Convenção desde o início com uma presença bastante vincada. É uma boa altura para que, junto das pessoas que normalmente nos é difícil estar, aproveitemos para as ouvirmos e para lhes mostrarmos que, as nossas marcas, apesar de não serem recentes, continuam a ganhar reconhecimento no mercado”.

Sandro Lopes,
Key Account Manager na área de higiene pessoal da Unilever
“O presencial é importante para nós porque, além de sermos líderes de mercado, aproveitamos estas iniciativas para criar interatividade com os retalhistas e darmos a conhecer a inovação da Unilever e tudo aquilo que lançamos no mercado. Não basta ser grande, também é preciso perceber as necessidades das pessoas e de quem opera no mercado”.

Manuel Ventura,
Account Executive Manager na Procter & Gamble
“Procurámos trazer algumas novidades para esta Convenção que consideramos de extrema relevância e, essencialmente, quisemos dar a conhecer o nosso portefólio ao trazermos aquilo que muitas das vezes o próprio retalhista numa caixa de vendas não consegue ver. Valorizamos muito este tipo de eventos”.

Jorge Simões,
Named Account Manager na SUMOL+COMPAL
“Desde o início que a SUMOL+COMPAL apostou nesta Convenção, estamos presentes em todas as edições e valorizamos bastante a nossa proximidade com o retalhista independente”.

“Nós precisamos de internamente demonstrar a nossa Força”

A ASSIMAGRA é a entidade que nasce com o objetivo de apoiar, representar e defender a indústria extrativa e transformadora dos recursos minerais, contribuindo, desta forma, para um desenvolvimento tecnológico, económico e para uma melhoria da sua competitividade. A realidade é que, atualmente, a sociedade e consequentemente os inúmeros setores de atividade, evoluem à velocidade da luz, o que acaba por exigir respostas céleres e eficazes aos desafios. No setor da Pedra Natural, não é diferente. Por esse motivo, a ASSIMAGRA entende que o seu principal foco deve ser nas áreas em que as empresas têm mais necessidades. “O nosso processo de especialização foi sobretudo no acesso ao território e no processo de internacionalização, isto numa primeira fase. Numa segunda, estão inseridas questões ligadas à inovação, formação e recrutamento”, inicia Miguel Goulão. A importância do acesso ao território não deixa dúvidas a ninguém que neste setor trabalha, porque sem o mesmo, a atividade não tem como funcionar. Segundo o entrevistado, “precisamos do território como instrumento de trabalho, éramos um setor que, inicialmente, tinha uma fraca relação com quem geria o território, com quem decidia o território”, e aquele que foi e continua a ser o papel da associação – que é reconhecido por todos – é compatibilizar usos do solo, hoje é possível abrir uma pedreira em Portugal em Rede Natura por exemplo, no passado era impossível. Foi uma aposta clara, e que, aos dias de hoje, já se encontra consolidada, mas esse facto não nos pode demitir de continuar a intervir ativamente pela compatibilização do Setor com outras atividades, pois no dia que isso acontecer, o Setor deixa de ter Voz ativa no processo de decisão. Por outro lado, existe também uma indispensável necessidade das empresas do setor, em algum momento do seu percurso, se internacionalizarem. “Precisam de uma ajuda para abordarem os mercados de uma forma mais consolidada, mais refletida, com uma estratégia adequada a cada um dos mercados e nós damos, nesse sentido, uma ajuda, não só no co-finaciamento das suas iniciativas de internacionalização, mas também de aconselhamento sobre os mercados. Não é ao acaso que o setor tem crescido todos os anos de uma forma sustentada”, garante o Presidente da ASSIMAGRA. Para além disso, existe ainda um fator essencial e que, em muito dita o sucesso de qualquer empresa: a união. Para o interlocutor, “um setor que não esteja unido, não consegue vencer todos os desafios que se lhe colocam”, acrescentando que “no processo de internacionalização, é mais fácil, porque cada um tem a sua estratégia, a sua marca, os seus clientes, e eventualmente estratégias individuais resultam. Mas, no caso do território se não houvesse união por parte do setor, seria impossível atingirmos resultados como os que conseguimos atingir, reconhecidos a nível internacional, a própria comissão europeia reconhece o nosso bom exemplo no e daí também julgo eu, existir um reconhecimento, hoje, maior sobre aquilo que é o papel da ASSIMAGRA, precisamente porque as pessoas perceberam que só estando unidas e com uma só voz, é que conseguimos atingir os objetivos”.

Como se encontra o atual panorama do setor?

Certo é, que apesar de todas as valências do setor da Pedra Natural e de toda a evolução que o mesmo tem vindo a ter ao longo dos últimos anos, muitos são ainda os desafios por ultrapassar. Questionado acerca de quais as maiores lacunas, Miguel Goulão não hesita: a falta de mão de obra, “não apenas no nosso setor em particular, mas em toda a nossa economia no geral. Portugal tem por isso, que refletir muito sobre aquilo que quer ser no futuro, quer do ponto de vista industrial, mas não só. Mas falando da nossa indústria que é disso que estamos a tratar: a verdade é que a indústria não tem tido um plano para ela em Portugal pelo menos há 20 anos. Nós defendemos claramente uma aposta na Indústria como motor de desenvolvimento económico, e na nossa em particular, pois estamos a falar dos setores com mais valor acrescentado na nossa economia, os nossos salários dobram os salários médios por exemplo do setor do Turismo, duplicamos o rendimento médio declarado de toda a atividade económica em Portugal, e somos o maior Pais exportador do mundo na nossa dimensão territorial, o sétimo em termos globais. Contudo e apesar destes números temos de reconhecer se nada for feito esta trajetória de crescimento será colocada em causa. Hoje em dia é muito difícil fazer recrutamento de mão de obra, porque somos um país que tem uma fraquíssima taxa de natalidade há muitos anos. Se não começarmos a corrigir essa nossa trajetória, o que está a acontecer hoje, vai agravar-se no futuro em proporções que inviabilizarão qualquer setor industrial em Portugal, porque cada vez nascem menos pessoas. Há menos população no ativo e cada vez mais reformados, portanto isto carece de uma reflexão muito mais transversal do que setorial, é obvio que no nosso setor em particular, sofre com isto, e ainda têm a agravante de ter reformas aos 50 anos de idade”, assegura. Assim, de forma a combater esta carência, o fator imigração torna-se fundamental, uma vez que pode ajudar a inverter este processo. Ainda que, nesta realidade, a questão da habitação seja também um problema. “Trazer pessoas de fora e não ter locais onde as pessoas possam viver, torna tudo mais difícil. Isto são várias equações que estão em cima da mesa que não têm propriamente a ver com o nosso setor, mas tocam naquilo que são as nossas necessidades”, sustenta o interlocutor. Já a energia, é outro fator crítico, principalmente porque o setor, continua a pagar o combustível para trabalhar ao mesmo preço que uma pessoa que circula na via pública, e a ótica de Miguel Goulão é que, “há aqui alguma coisa que não tem lógica, principalmente porque os nossos principais concorrentes e também parceiros Europeus, como a Itália e Espanha, usufruem de um combustível diferenciado. Deveria também em Portugal existir um combustível industrial, precisamente para alavancar uma indústria que por essa via fiscal pudesse libertar mais margem para chegarmos mais longe”.
Nos últimos anos, muito se tem falado sobre a importância da inovação no tecido empresarial e no quanto se deve investir em estratégias diferenciadas para se destacar no mercado. No entanto, mais do que novas ideias, existe também a necessidade da aplicação de novos processos tecnológicos. “A inovação é um fator muito importante para que os setores possam ser concorrenciais, sem inovação é muito difícil que um setor possa continuar no futuro a estar no mercado. É fundamental que a inovação continue sempre a existir e é por isso que nós desenvolvemos muitos projetos nessa área. Aqui a questão da inovação não tem apenas que ver com a questão dos equipamentos, mas sim com a introdução de designs, novos padrões, novas maneiras de trabalhar a pedra, novos produtos, dar inteligência artificial à pedra natural porque no futuro é nesta base concorrencial que temos que concorrer”, assegura o Presidente. A guerra de Putin contra a Ucrânia, tem vindo a impactar gravemente a Europa, o que implica que qualquer setor de atividade olhe com alguma desconfiança para a forma como o mundo está a funcionar. Segundo o interlocutor, “a guerra tem dois grandes afetados: a Ucrânia e a Europa. A Ucrânia pela vasta destruição a que tem estado sujeita e a Europa porque do ponto de vista económico todos os dias diminui a sua competitividade. Esta guerra já dura há demasiado tempo e é um tempo que só está a ajudar algumas economias como por exemplo, e exemplificando apenas as maiores, a China e a Índia, passaram a comprar a energia três vezes mais barata do que a Europa comprava antes da guerra. Os Estados Unidos estão a crescer a um ritmo superior à China, o que não acontecia há mais de 46 anos, incrível não é! Alguns estão a conseguir lucrar com esta guerra. Mas a Europa e a Ucrânia não, portanto julgo que precisamos de olhar com muita profundidade para o que vai resultar daqui”.

STONE – Feira de referência no Setor da Pedra Natural

A Batalha acolheu compradores e fornecedores de Pedra Natural vindos de todo o mundo. Depois de dois anos de paragem, este ano, o certame surge como uma alavanca ao setor. A verdade é que, a geografia onde a feira se realiza, não é a mais habitual, isto porque, normalmente eventos desta dimensão, acontecem no Porto ou Lisboa. No entanto, “essa realidade é contrariada sobretudo porque tem havido aqui muita resiliência por parte das empresas que entendem que têm que ter uma expressão mais perto da sua realidade local para poder demonstrar ao poder político e aos seus clientes as suas potencialidades, mas aqui ainda estamos longe do que o Setor precisa, necessitamos de conseguir envolver mais empresas, faltam aqui muitos e importantes players do setor, se queremos um setor forte a afirmar-se temos obrigatoriamente de em conjunto vencer este desafio de mobilizarmos mais para a próxima feira Stone, que acontecerá em 2024, a organização da feira também tem de fazer mais pelas empresas que aqui investem muitos dos seus recursos, é necessário trazer mais visitantes internacionais ao certame, é necessário focar mais a promoção do evento junto dos prescritores, nós precisamos de demonstrar a nossa força, reconheço que este evento que ocorre de dois em dois anos pode ser esse sinal de demonstração da vitalidade do setor”, garante Miguel Goulão. Esta é já a 5ª edição da STONE, na qual o contributo da ASSIMAGRA é, desde sempre, fundamental. A entidade procura dinamizar iniciativas paralelas de forma a tornar este certame mais interessante e apelativo, trazendo debates que potenciem os empresários na sua participação com temas que os inquietem, com o intuito de prosperar por um futuro cada vez mais enriquecido para o setor. O Presidente da ASSIMAGRA acredita bastante nesta fileira, “se souber fazer bem as coisas”, porque a verdade é que, como referido, muitas são ainda as lacunas por colmatar. “Temos desafios tremendos. Sabemos que normalmente, a indústria extrativa está presente em países menos desenvolvidos, é normal assim no mundo inteiro. Em Portugal, temos sido uma exceção que queremos continuar a manter no panorama Mundial, mas há questões que nos inquietam, o combate por exemplo que hoje se faz à exploração de lítio em Portugal, mas identificamos com clareza a necessidade de efetuarmos uma transição energética, esta mesma discussão se passa nos países ditos desenvolvidos, que têm uma afirmação perante o mundo de um egoísmo tremendo e que dizem que os recursos para serem explorados têm que sê-lo em África ou em locais longe das nossa portas, onde se calhar praticamente nada é respeitado, onde o trabalho infantil existe, onde não há responsabilidade nenhuma ambiental… é urgente dizer: Basta! nós não podemos olhar para o mundo com este egoísmo, como temos olhado”, garante. Por isso, é importante que o setor extrativo saiba realizar bem o seu trabalho no mundo desenvolvido. Fundamentalmente criar condições de convivência sã e de compatibilidades com outros usos, de forma a que as pessoas não combatam a industria extrativa. Isto porque, “cada vez mais em Portugal, vemos a existência de manifestações contra a indústria extrativa, e isso existe porque as pessoas não estão para suportar uma indústria que não consegue cumprir com o seu papel. O desafio que temos pela frente é muito exigente porque não alberga só o setor, pois temos de conseguir mobilizar também os decisores e as pessoas de uma forma geral, diria que temos de mobilizar Portugal para a importância deste setor que está mais presente na nossa vida do que todos imaginamos. Estou certo que vamos conseguir vencê-lo e, por isso, acredito que o setor vai ter um futuro muito positivo”.

Projeto Primeira Pedra

Acerca do futuro, a ASSIMAGRA está a desenhá-lo ao pormenor. Já dia 23 deste mês, às 22 horas, inaugura no Museu Nacional dos Coches, em Lisboa, a exposição “Primeira Pedra”. Miguel Goulão confessa, “este projeto no Museu dos Coches é o culminar de todo um trabalho que foi feito de muitos anos. Na altura quando nos propusemos fazer algo arrojado, o desafio era de saber se o setor conseguia cumprir com a missão de realizar os projetos de quem nunca tinha pensado a pedra. Tivemos arquitetos e designers que nunca tinham feito nada na sua vida profissional com a pedra. O mais incrível é que não houve nada que ficasse por fazer, e isso revela que o setor consegue fazer tudo o que lhe propõem. Tivemos projetos muito difíceis, em que nos colocaram claramente à prova”.  Portanto, no dia 23, irão ser visualizados documentários que revelam o desenvolvimento de criações artísticas que estarão expostas. “Somos o único setor em Portugal, em que a tecnologia é fabricada em Portugal e que simultaneamente a mesma é de nível mundial. Conseguimos simultaneamente aliar neste projeto a tecnologia ao design e à capacidade de estarmos junto de quem pensa – arquitetos e designers – foi fundamental no processo, são eles que pensam e planeiam mas são as nossas empresas que fizeram tudo acontecer, tenho um orgulho enorme nas empresas”, termina o Presidente da ASSIMAGRA.

“É um prazer fazer parte da equipa CMA”

Na CMA – Carla Monteiro & Associados desde 2018 e tendo sido, inicialmente, Advogada Estagiária, considera que esta casa/escola de integração no mercado de trabalho é singular? Que fatores fomentam esta ideia?
Estou na CMA- Carla Monteiro & Associados desde 2018, foi o meu primeiro contacto com a vida profissional, inicialmente como Advogada Estagiária e considero que a CMA é singular no mercado de trabalho. Os fatores desta ideia são que na CMA eu me sinto realmente parte da empresa o que me motiva a produzir mais. Além disso a equipa de trabalho na CMA está sempre em sintonia, aumentando o sucesso no que é feito. É um prazer fazer parte da equipa CMA que é também a família CMA.

Hoje, enquanto Associada Júnior, quais são as principais emoções e sensações permanecem após um dia de trabalho na empresa?
Atualmente como Associada Júnior, as emoções e sensações que permanecem são as de querer contribuir cada vez mais para a CMA e progredir dentro dela. Após um dia de trabalho tenho o sentimento de gratidão por fazer parte de uma grande equipa com vários colegas onde posso aprender e desenvolver as minhas capacidades intelectuais. Um outro sentimento é o de dever cumprido naquele dia e de saber que no outro dia darei novamente o melhor de mim. Pois o que se aprende na CMA é que devemos colocar o máximo de nós em qualquer trabalho que fazemos independente do grau de complexidade, tratando os colegas, clientes e todos com os quais tenhamos qualquer relacionamento durante o nosso trabalho com urbanidade.

Escolha do Consumidor – Transparência, Isenção e Qualidade

Com presença no mercado há dez anos, a Escolha do Consumidor lidera os índices de notoriedade dos prémios em Portugal, sendo a sua metodologia e a credibilidade das avaliações amplamente reconhecidas. Qual tem vindo a ser o impacto da mesma no universo empresarial ao longo destes anos?
Ao longo destes 10 anos, avaliámos centenas de categorias e milhares de marcas, pelo que, creio, que o nosso primeiro maior contributo tem vindo a ser, seguramente, a informação que proporcionamos às marcas. Transmitindo-lhes avaliação e opinião dos consumidores, oferecemos-lhe informação para poderem melhorar os seus produtos e serviços, a forma como se relacionam como o consumidor, seja no atendimento, serviço e até mesmo na forma como comunicam e muitas vezes até para a identificação de oportunidades. Em segundo, contribuímos para a sua reputação, particularmente, para todas as que foram eleitas “Escolha do Consumidor” e também “Escolha dos Profissionais” e que com base nessa prescrição acabaram por reforçar a sua posição no mercado.

Através da sua atuação, a Escolha do Consumidor contribui para melhores marcas. Sem pré definições, de que forma, a mesma, se destaca por ser o único sistema de avaliação que tem em conta o que é importante para o consumidor?
Ter sempre em conta o que é importante para o consumidor e a sua opinião, faz parte do nosso ADN e por isso nos destacámos logo no primeiro ano de operação e ao segundo atingimos a liderança de mercado. Essa transparência, isenção e qualidade levou-nos à atribuição de uma certificação ISO9001. Além de contribuir para melhores marcas, contribuímos igualmente para um melhor consumidor, mais informado e mais participativo.

Sabemos que o consumidor é o verdadeiro júri de cada produto ou serviço. Assim, é legítimo afirmar que, através da Escolha do Consumidor, as marcas desenvolvem uma credibilidade superior para um público cada vez mais exigente? É hoje, mais do que nunca, fundamental haver negócios e marcas certificados exatamente devido a esta exigência?
É uma realidade que, através da Escolha do Consumidor, as marcas desenvolvem uma credibilidade superior, precisamente porque o consumidor sabe que essa avaliação vem dele.
Como consumidores não ficamos alheios a estes fenómenos das marcas certificados ou sistemas de avaliação, como os chamo.
Um dos pontos de reforço para este tipo de projetos, desde que envolvam consumidores, tem sido a contínua descredibilização da política, das entidades oficiais e que leva o consumidor a confiar unicamente nos seus iguais e, por isso, desde que o endorsement venha do consumidor já há uma base de confiança estabelecida. Chamamos a isso “Autoridade Comprovada”. Significa que se confia apenas naqueles cuja autoridade é provada e reconhecida – o consumidor.
Praticamente todos os relatórios mundiais sobre tendências incorporam a menção ao aumento visível das certificações, bem como da sua crescente importância – para as marcas, para os seus clientes e consumidores.
Há cerca de 20 anos que estou neste mercado e tenho assistido ao crescente aumento do mesmo, cada vez mais com mais players, até internacionais.
Mesmo a nível internacional observamos uma mudança de estratégia de negócio de muitas entidades, que até à data se dedicavam à informação para o consumidor, para projetos de avaliação com enfoque ou em experts ou no próprio consumidor.

Segundo um estudo recentemente realizado, é possível observar que um em cada quatro consumidores portugueses opta sempre por produtos com selo Escolha do Consumidor. Acredita que estes resultados se devem ao facto de este mesmo selo ter por base a imparcialidade?
Sim, mas não só devido à imparcialidade, incluindo o facto de o consumidor saber que não há experts ou outros alheios ao processo de avaliação. Avaliarmos todas as marcas, com técnicas adequadas a cada categoria, envolvermos consumidores em todo o processo, o processo de comunicação e exposição da forma como avaliamos, a experiência positiva com a aquisição de marcas que são Escolha do Consumidor, tudo isso contribui para esse comportamento dos portugueses.

Já do ponto de vista das empresas, recorrem, muitas vezes, a meios publicitários para demonstrarem o selo de qualidade aos consumidores. Contudo, a nível interno, em que medida estas mesmas marcas também conseguem aproveitar este reconhecimento? Quem, na sua perspetiva, beneficia mais? Marcas ou consumidores?
Quer marcas, quer consumidores beneficiam mutuamente e por todas as razões anteriormente explicadas.
A nível interno, embora seja um trabalho pouco visível do exterior, há um grande aproveitamento das marcas em torno da Escolha do Consumidor, nomeadamente envolvendo as equipas com os resultados, em particular a opinião dos consumidores com as áreas que afetam essas equipas diretamente.  Somos muitas vezes solicitados para ações de sensibilização e formação com vista à melhoria ou identificação de oportunidades.

É certo que, independentemente de vivermos tempos mais rigorosos no que diz respeito à informação, a Escolha do Consumidor continua a contribuir para melhores consumidores e marcas, com novas ferramentas. Quão determinante é para a Escolha do Consumidor estar sempre a par das tendências e inovar as suas metodologias de avaliação?
Diria que é essencial para o nosso negócio. Temos de acompanhar as tendências por forma a acompanhar o mercado e a sua evolução de dois pontos de vista: dos mercados e das marcas para melhor acompanhar e perceber os nossos clientes e potenciais; dos consumidores para perceber os seus comportamentos de consumo. E com essa observação também percebemos como inovar ao nível das metodologias de forma a que sejam cada vez mais fidedignas ao comportamento de consumo.
Um exemplo disso é como evoluímos das tradicionais provas de degustação de bens alimentares em laboratório para consumo em ambiente real, deixando que todo o contexto familiar, de lazer ou outro fizesse parte do habitat natural de consumo de determinado produto, até porque em muitos casos o contexto de avaliação do produto não se resume ao sabor, mas à praticidade da embalagem, preparação, conservação, entre outros.

Estamos a caminhar para uma sociedade cada vez concorrencial, com marcas certificadas com gestão de qualidade, preparadas para oferecer os seus melhores produtos e serviços. Desta forma, enquanto CEO da Escolha do Consumidor, quais os grandes desafios e oportunidades que se esperam no mercado para os próximos tempos?
Um dos maiores desafios dos últimos anos e que se irá manter é conseguir acompanhar as expetativas dos consumidores, em contínua evolução, a par também evolução tecnológica. Isso implica agilidade e resiliência, mas igualmente transparência, qualidade e propósito. Neste caminho para o futuro vamos encontrar, tal como outras empresas, também oportunidades e que podem passar pelo aumento do nosso negócio central nos mercados existentes (Portugal, Roménia e Espanha) ou pelo desenvolvimento através da entrada em novos mercados.
As marcas são parte integrante da vida das pessoas, são motores de emprego e de crescimento económico. O ambiente em que operamos está a mudar e ao ajudar marcas e, estamos a ajudá-los a alcançar uma relação de sucesso e a suportar o nosso propósito.

Super Tradição, uma marca com propósito

A Soprei celebra no próximo ano 50 anos de história, tendo sido fundada por pessoas com vontade de unirem as suas forças e, assim, obter as melhores condições comerciais junto da Indústria. Esta é uma marca que se caracteriza por, desde sempre, se ter mantido na linha da frente das centrais de negociação que englobam grossistas do mesmo ramo, como a Unimark e a Sociedade Aqui é Fresco. Em outubro do ano passado, a Cooperativa Abastecedora de Produtos Alimentares com sede na Sertã, abriu a sua primeira loja de retalho, a “Super Tradição”, no centro histórico de Pedrogão Grande. “Decidimos apostar nesta localização porque a loja era já de um cliente da Soprei, portanto achámos interessante não perder a identidade, mas sim, pelo contrário, reforçar as vendas. Portanto, comprámos a loja, fizemos uma grande remodelação na mesma, e está agora a funcionar na perfeição. É uma loja apropriada ao seu espaço, à sua população, e é no centro histórico de Pedrogão, portanto tem tudo para ter sucesso”, inicia o Presidente da Direção. A verdade é que, como em todos os modelos de negócio, os primeiros meses são um “estágio”, e para os novos proprietários da Super Tradição, não foi diferente. Rui Pires garante que “foi bom ter sido inaugurada numa época baixa porque nos permitiu consolidar estratégias que usamos no supermercado e fazer com que agora, prestes a entrar em época alta, estejamos já com uma evolução sustentada e segura. Portanto as nossas expectativas são bastante animadoras em relação aos tempos que se aproximam”.

A importância de modernizar

Esta é uma loja que surge com uma nova imagem, completamente modernizada, sem nunca perder aquilo que durante tantos anos a identificou. Uma nova imagem que advém da união das pessoas com o crescimento e o florescer das sementes que criam raízes, daí o nome “Super Tradição”. Quem o sustenta é o Diretor Executivo, “esta loja está aberta há dezenas de anos, portanto a nossa política ao adquiri-la foi manter a alma da mesma. Isto é, manter funcionários e os produtos a que as pessoas estavam habituadas, para que não se perdesse aquela que era a essência da loja. Mas por outro lado, tentámos modernizá-la e colocar-lhe tudo o que existe de mais inovador na distribuição alimentar, até para servir de loja modelo para os nossos restantes sócios e clientes”.
A verdade é que a Soprei conta com cerca de 900 clientes em toda a Região Centro, e enquanto entidade com uma responsabilidade de peso, o objetivo passa por dar o exemplo aos seus associados. “Tentar ser um exemplo, com etiquetas eletrónicas, a máquina automática de pagamentos, com iluminação própria… até para nós termos uma montra própria, porque muitas vezes os clientes também nos pedem conselhos neste sentido. Se forem seguindo este exemplo, vão conseguir também eles modernizar e elevar as suas lojas a outro paradigma, sem nunca deixar de ser um comércio de proximidade”, asseguram os entrevistados. Mas quais são, de verdade, os maiores desafios a assolar o setor do retalho atualmente? O Diretor Executivo da Soprei admite que “a pandemia, no início, assustou-nos e trouxe-nos grandes transtornos, mas para o retalho de proximidade acabou por trazer mais benefícios. A guerra, outro grande desafio, é totalmente o oposto, naturalmente. Porque traz um aumento muito grande de preços e uma inflação nunca antes vista. Os consumidores, a curto prazo, sabemos que vão ter dificuldades em adquirir o seu cabaz de produtos e isso vai criar uma tensão muito grande a nível de tesouraria a muitas empresas”. De forma a combater as lacunas que ao longo dos anos se vão atravessando no caminho da empresa, existem hábitos indispensáveis: “transformar os problemas em oportunidades”. No que diz respeito à inflação que Portugal enfrenta, “estamos muito atentos na parte comercial de forma a adaptar a estratégia a toda a hora, porque a realidade é que não podemos chegar ao final do ano e ter prejuízo. Temos mesmo essa preocupação e, portanto, estamos sempre atentos. É obvio que tentamos trabalhar com margens cada vez mais pequenas e cada vez mais eficientes, para que possamos desenhar objetivos concretizáveis, e de alguma forma, o retalhista não sinta a impossibilidade de continuar a lucrar”, confidencia Rui Pires.

Convenção Aqui é Fresco

A rede de supermercados de proximidade Aqui é Fresco, realizou, nos dias 29 e 30 de maio, a sua Convenção anual, no Altice Fórum Braga, sendo esta a 11ª edição da iniciativa, na qual a Soprei esteve, obviamente, presente. Para Carlos Marçal, “a realização desta convenção ao vivo, onde as pessoas podem trocar ideias pessoalmente, é uma grande mais-valia. Ela nunca deixou de ser feita, mas, nos últimos dois anos foi virtual, portanto penso que não é a mesma coisa. A convenção correu muito bem, os nossos sócios também puderam tirar o melhor partido da mesma”. Na realidade, este é de facto um encontro presencial importante para o setor do retalho, uma vez que se encontram a trabalhar num conceito de proximidade e, “sendo presencial, vem trazer-nos novamente essa   proximidade também, até porque além dos negócios que se fazem, e de toda a parte comercial envolvida, a ligação entre os associados todos da Aqui é Fresco, é essencial para esta indústria”, assegura Rui Pires.
O mote desta edição foi “Aqui queremos um futuro mais sustentável”, uma vez que o evento pretendeu promover boas práticas de gestão, bem como a concretização de negócios. Aos dias de hoje, ter um comércio de proximidade assente em valores sustentáveis e com foco no crescimento local, é cada vez mais um fator decisivo do sucesso de qualquer marca. Por isso mesmo, a Soprei, na sua nova loja, a Super Tradição, tentou adaptar em tudo o que pode à sustentabilidade. Os interlocutores garantem, “tudo o que é frutas e legumes, adquirimos um grossista desta região, e temos muitos produtos locais, de queijos e padaria por exemplo. Temos sempre obviamente as marcas nacionais, mas também não dispensamos de ter as regionais para que entre todos consigamos levar a região a bom porto. As etiquetas eletrónicas são também um exemplo disso, porque não estamos constantemente a imprimir papel, até porque elas atualizam-se, a pilha dá para sete anos, e, portanto, é notório que temos vindo a minimizar o consumo excessivo de recursos que nos são tão preciosos”.
Após dois dias em que mais de 700 retalhistas se uniram com o objetivo de melhor servir os consumidores, foram superadas todas as expectativas. A partir daqui o futuro, ainda que incerto, desenha-se positivo. Principalmente porque no seio da Soprei, “não paramos de trabalhar nele”. “Não prescindimos de acompanhar as evoluções do mercado e as suas estratégias comerciais. Sabemos que não podemos estar adormecidos porque as tendências mudam todos os dias e aquilo que hoje é bom amanhã já não é, e vice-versa”, afirmam.
Certo é, que este é um dos setores mais competitivos no mercado, e infelizmente, a grande distribuição cada vez mais se implementa em locais estratégicos. O que torna todo e qualquer trabalho, redobrado. O Diretor Executivo assegura que “trabalhamos bastante no sentido de aumentar a nossa eficiência, aumentar a nossa capacidade de negociação com a indústria, para podermos dar aos nossos clientes e sócios, competitividade suficiente para conseguir lutar contra isso”.

Um Futuro positivo e competitivo

Como já referido, a localização do Super Tradição no emblemático centro histórico de Pedrogão Grande, não é meramente estratégico. Até porque, os entrevistados reforçam que “para nós é importante não entrar em conflito com a concorrência, porque nós próprios sofremos as dores dos nossos clientes, e vamos aprendendo muito com eles também”. Mas a verdade é que estamos a falar de um dos setores mais competitivos do mercado, portanto, torna-se imprescindível objetivar mais e melhor. “Claro que o nosso objetivo é abrir mais lojas, mas não temos datas, para já. Porque este tem que ser um trabalho paulatino. Se por várias motivações, estivermos num sítio onde pode aparecer uma boa oportunidade de negócio, mas se tivermos sócios ao lado, temos que respeitá-los e não o vamos fazer”, garantem. Esta é a única cooperativa a nível nacional, precisamente porque desde sempre se regeram por valores que nunca a desviaram do propósito principal: ter sucesso sem nunca esquecer o respeito para com os clientes, e com os colaboradores, que são também parte fundamental deste êxito. Há dois anos atrás, e fruto de muito sucesso que marcou a trajetória da marca, foi o momento ideal para reinventar a estrutura. “Fizemos um pavilhão novo, novos armazéns, novos escritórios, e mudámos mesmo de sítio. O que é muito importante porque permite-nos prestar um serviço muito mais eficiente ao cliente e o cliente sabe disso”, sustenta Rui Pires. Com os olhos postos no futuro, as expectativas são elevadas e em muito revelam positivas, pois o Presidente da Soprei não hesita ao afirmar que “as lojas vão permanecer bem posicionadas no mercado, com uma imagem cada vez mais solidificada”. Para além disso, muitas são também as novidades a ser desenhadas, “a questão da marca própria é algo que estamos mesmo a tentar implementar e a trabalhar muito nela, até porque a aderência tem sido significativa.
Queremos trabalhar a Rede Aqui é Fresco da melhor maneira que conseguirmos. Fazemos regularmente o levantamento em todas as nossas lojas de quais são as necessidades, para que possamos todos os dias melhorar e alavancar ainda mais a nossa marca e o nosso setor”, terminam.

STONE e Batalha, uma ligação de sucesso

O Concelho da Batalha apresenta um tecido empresarial de referência com empresas líderes nos mais diversos setores, quer em Portugal como no estrangeiro. Enquanto Presidente da Câmara Municipal, de que forma tem vindo a promover esta dinâmica mostrando-se um parceiro ativo das empresas com o intuito de elevar esta região a outro patamar?
Efetivamente, neste concelho contamos com um tecido empresarial de grande dinamismo, com empresários de grande qualidade e que têm sabido inovar, mesmo em momentos de grande dificuldade. A capacidade de exportação tem vindo a aumentar, em setores de atividade como a cerâmica utilitária, os moldes e a metalomecânica, para citar apenas alguns exemplos. A Câmara Municipal será sempre um parceiro dos empresários, desde que os projetos apresentados não violem os normativos legais e não seja lesivo do interesse dos Batalhenses. Registamos com grande satisfação a procura que tem havido por empresários de outras regiões que, olhando para as potencialidades deste território, aqui querem investir. Para tal, vamos ampliar a Zona Industrial da Jardoeira, cuja capacidade de instalação de empresas se encontra há muito esgotada e construir uma nova ZI em S. Mamede. Este tem sido um processo a que temos atribuído grande atenção e que continuará a merecer todo o nosso empenho.

A STONE, feira de referência no setor da pedra natural escolhida como palco para os fornecedores do setor apresentarem ao mercado as suas soluções e propostas, irá acontecer este ano no Exposalão, na Batalha. Quão importante é realizar este certame neste Concelho? Em que medida atrai pessoas ao mesmo?
Os certames setoriais são sempre uma oportunidade para os players do mercado, aprofundarem o conhecimento de técnicas inovadores e trocarem ideias. A escolha da Exposalão resulta certamente das suas excelentes condições para a realização de eventos a que se adiciona a existências de muitas empresas do setor na nossa Região.

Quais diria que são as maiores vantagens em participar e visitar este evento?
Para os visitantes, a STONE reveste-se como uma feira onde se dão as conhecer as últimas tendências de um setor que, há muito, soube inovar e criar valor acrescentado.

Esta é já a 5ª edição da STONE – Feira da Pedra Natural. Assim, qual é o contributo e o papel da Câmara Municipal da Batalha neste evento? Quais as expectativas acerca do mesmo, depois de dois anos de paragem?
As expetativas do Município são, naturalmente, de que após dois anos de interregno devido à pandemia, possamos voltar a contar com feiras de excelência na EXPOSALÃO, com grande capacidade de atração junto do público, tal como sucede com a STONE.

Em que medida a aposta na STONE continua a ser uma mais-valia para as empresas do setor, nomeadamente as do Concelho da Batalha?
Não serei certamente a melhor pessoa para responder a essa questão. Contudo, estou em crer que para as empresas do Concelho da Batalha, esta é uma oportunidade para reforçar o conhecimento.

Certo é, que Portugal é um dos principais players mundiais no negócio da pedra. Com que olhos o Raul Castro vê o futuro deste setor no Concelho que preside?
Vejo claramente como um enorme desafio e necessidade óbvia, mesmo imperativa diria, quanto à capacidade de compatibilização que deverá existir entre a preservação dos recursos naturais e um setor empresarial de relevo que gera inúmeros postos de trabalho. Este é um fator que tem sido difícil de gerir, porque alguns exemplos de incumprimento estão bem evidentes na paisagem do concelho. Mas acrescento também que do ponto de vista dos empresários, essa mesma consciência da necessidade da preservação dos recursos tem vindo a aumentar nos últimos anos.

Por fim, em que novidades, projetos e outros eventos, está a Câmara Municipal da Batalha a trabalhar atualmente?
Estamos a trabalhar para que possamos contar na Batalha com eventos de qualidade ao longo do ano. O realce vai para a  XXX FIABA – Feira de Artesanato e Gastronomia da Batalha, de 15 a 19 de Junho, um dos certames de referência da região centro. De 12 a 15 de agosto, voltaremos a contar com as tradicionais Festas da Batalha e com um programa de concertos e atividades bastante diversificado. Haverá certamente boas surpresas para anunciar, no momento certo.

“Sinto-me orgulhosa por pertencer a uma marca de renome”

A CMA-Carla Monteiro & Associados conta com uma eficiente equipa que está sempre disponível para receber e auxiliar os seus clientes. Na qualidade de advogada estagiária, qual a missão a que se propõe de forma a contribuir também para esta ligação e qualidade?
Tendo em conta que ainda estou no processo da adaptação e de aprimorar conhecimentos, a minha missão no escritório é dedicar ao máximo para que possa adquirir conhecimentos práticos da melhor forma possível. Em simultâneo, tenho que me submeter aos planos de estágio que vierem a ser definidos pelo escritório. Ademais tento manter uma colaboração com o escritório sempre que me seja solicitado a efetuar os trabalhos que me sejam determinados, colaborar com empenho, zelo e competências em todas as atividades e trabalhos.

Tendo integrado a marca no passado mês de Abril o que tem sido realizado neste curto espaço de tempo para fazer a diferença num setor que exige devido a sua competição, uma dinâmica vanguardista?
Sinto-me orgulhosa e contente por pertencer a uma marca de renome e tão valorizada na nossa ilha e mundo fora. Neste curto espaço de tempo, tive a oportunidade de perceber que a CMA é composta por uma equipa competente. Vale a pena dizer que procuro adquirir conhecimentos mais aprofundados para além de interagir com os meus colegas com o objetivo de trocar ideias e vivências enquanto juristas. Isso porque o espírito de equipa é uma das competências-chave para poder manter um serviço de qualidade num mercado competitivo e dinâmico. Indubitavelmente neste curto espaço de tempo procuro prestar um serviço de elevado valor para o cliente, ao qual passa-se com uma boa capacidade de trabalho e organização. Por último, sempre que possível, vou com a Carla Monteiro para as audiências de julgamento, pois assim tenho a oportunidade de conhecer os nossos clientes e criar pontes de relacionamento e confiança, indispensáveis para a qualidade que prestamos, e onde a proximidade é um dos fatores de sucesso.

Crioestaminal – 19 anos de Compromisso com as Famílias Portuguesas

A  Crioestaminal integra o maior Grupo Europeu da área das células estaminais, que conta com a confiança de mais de 500 mil famílias e que já contribuiu para mais de 100 tratamentos com células estaminais do sangue do cordão umbilical, 19 dos quais realizados em crianças portuguesas. Completando agora 19 anos de conquistas, como nos pode descrever a sua evolução da até ao momento?
Quando iniciamos a atividade em 2003 começava a falar-se em Portugal da importância das células estaminais do sangue do cordão umbilical, para mais tarde poderem ser usadas no tratamento de doenças. Nesta altura, existiam cerca de 2000 transplantes realizados em todo o Mundo com sangue do cordão umbilical.
Desde então, o conhecimento sobre as células estaminais tornou-se mais vasto existindo hoje mais de 45.000 transplantes realizados, mais de 80 doenças tratadas e centenas de ensaios clínicos em curso, algo que não acontecia há 19 anos. O percurso da Crioestaminal acompanhou a evolução da área das células estaminais e sem dúvida que as nossas maiores conquistas foram os tratamentos realizados com as células estaminais armazenadas no nosso Banco.
O primeiro transplante realizado em Portugal, com células estaminais do sangue do cordão umbilical guardadas num banco familiar, teve lugar no IPO do Porto, em 2007, numa criança de 14 meses com Imunodeficiência Combinada Severa, uma doença rara e fatal quando não tratada, tendo-se recorrido às células estaminais do irmão mais velho, criopreservadas aquando do nascimento, na Crioestaminal. A criança ficou totalmente curada. Seguiram-se outras utilizações de células estaminais do sangue do cordão umbilical: um caso de leucemia mieloide aguda (Hospital Niño Jesus, em Espanha) e oito utilizações no âmbito da paralisia cerebral (sete nos EUA e uma em Espanha), todas elas com as células estaminais do próprio que estavam guardadas no nosso Banco. Recentemente, libertamos mais duas amostras para tratamentos no âmbito de ensaios clínicos para patologias do espectro autista, realizados na Universidade de Duke, nos EUA. Nos casos de crianças com paralisia cerebral e com síndrome do espetro autista, os pais e os prestadores de cuidados, identificaram melhorias após a infusão de sangue do cordão umbilical, sendo que nestas patologias não podemos falar de cura propriamente dita. Mais recentemente, foi utilizada uma amostra de sangue do cordão umbilical do próprio dador, no âmbito de uma anemia aplástica grave, o transplante aconteceu em abril de 2019 no IPO de Lisboa e até hoje a doença encontra-se em remissão.

A missão da Crioestaminal é participar de forma ativa no desenvolvimento e disponibilização das mais avançadas tecnologias da medicina preventiva e personalizada. Em tempo de aniversário (e, com certeza, de alguma reflexão), podemos afirmar que este laboratório é hoje uma referência na medicina do futuro? De que forma?
Desde muito cedo na vida da Crioestaminal que a perspetiva de ser mais do que um banco de células estaminais está presente na sua visão. Ao longo destes 19 anos temos promovido o desenvolvimento de novas terapias com células estaminais, através de um investimento continuo em projetos de Investigação & Desenvolvimento (I&D), aos quais dedicamos cerca de 10% do nosso volume de negócios. Além das quatro patentes internacionais registadas, com o objetivo de desenvolver novos produtos terapêuticos com base em células estaminais, em 2020 obtivemos o licenciamento pelo Infarmed de uma nova área laboratorial com vista à produção de medicamentos para terapias avançadas, tendo já dois medicamentos aprovados para utilização hospitalar em contexto experimental e três ensaios clínicos em fase de submissão e aprovação pelo Infarmed. Com estes avanços a Crioestaminal tem de facto vindo a posicionar-se cada vez mais como uma referência na área das terapias avançadas e na medicina do futuro.
Outro aspeto importante é o de termos um Banco de Células Estaminais dedicado à I&D, isto é, todas as famílias que optem por não guardar as células estaminais do cordão umbilical, podem doá-las, sem qualquer custo, à Crioestaminal. As amostras doadas são incluídas nos projetos de investigação que temos em curso e nos desenvolvimentos de novos produtos terapêuticos, por esta via acreditamos contribuir para o desenvolvimento da ciência em Portugal e para o avanço da medicina, colaborando com a descoberta de novas terapias para doenças atualmente sem tratamento ou com opções terapêuticas limitadas.

Sabe-se que a Crioestaminal aposta continuadamente em Investigação e Desenvolvimento, o que tem possibilitado que a equipa de I&D da mesma, bem como os seus parceiros, desenvolvam um conjunto de projetos que visam alargar a aplicação clínica das células estaminais. Quais as soluções inovadoras que têm feito a diferença nas aplicações terapêuticas de células estaminais?
De facto, a Crioestaminal está focada em alargar a aplicação de células estaminais para além das doenças atualmente tratadas, possibilitando o acesso a terapêuticas personalizadas baseadas em células estaminais, sendo este o foco dos projetos de I&D que temos vindo a desenvolver em conjunto com os nossos parceiros e que deram já origem a quatro patentes internacionais.
O conhecimento gerado e a experiência da nossa equipa de I&D permitiu-nos reunir recentemente uma nova equipa de produção de medicamentos para terapias avançadas. Esta área, neste momento, encontra-se a produzir vários medicamentos inovadores à base de células estaminais, para serem aplicados em ensaios clínicos que estamos a desenvolver com vários hospitais portugueses. De entre estes ensaios clínicos destacaria, o StrokeTherapy, em que vão ser usadas células estaminais da medula óssea para tratar sequelas resultantes de situações de Acidente Vascular Cerebral; o RescueCord, em que através da administração de células estaminais do sangue do cordão umbilical a recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquémica, vamos procurar minorar os efeitos da privação de oxigénio durante o parto.
Mais recentemente, no âmbito da COVID-19 desenvolvemos um medicamento experimental (SLCTmsc02) à base de células estaminais expandidas a partir de amostras de tecido do cordão umbilical, para tratar os casos mais graves de infeção por SARS-CoV-2. O nosso objetivo é disponibilizar este medicamento aos hospitais, para utilização em contexto de ensaio clínico ou em tratamentos com isenção hospitalar, não só em doenças do foro respiratório mas também em doenças auto-imunes e do foro neurológico, onde estas células estaminais mesenquimais podem ter efeitos benéficos em doentes graves ou que não respondem às terapias convencionais.

Importa ainda referir que, a Crioestaminal, é o Banco de Células Estaminais com mais experiência e tratamentos realizados em Portugal, tendo sido distinguida, este ano, com os Prémios Cinco Estrelas e Escolha do Consumidor, pelo 9º ano consecutivo. Atendendo à conjuntura pandémica que o mundo atravessa há dois anos, quão desafiante tem sido manter esta dinâmica de ambição e rigor?
As conquistas, que refere, Prémio Cinco Estrelas e Escolha do Consumidor são o resultado de 19 anos de experiência em Portugal, quer ao lado das famílias que escolhem guardar as células estaminais dos seus filhos, quer no âmbito da Investigação e Desenvolvimento de novas terapias.
De facto, manter a ambição e o rigor, nestes últimos dois anos tem sido desafiante. A nossa prioridade tem sido desde o início garantir a prestação do serviço de criopreservação de células estaminais do cordão umbilical, respeitando todos os critérios de qualidade que garantam uma eventual utilização futura da amostra, facto que foi recentemente reconhecido com a renovação da acreditação pela AABB quer para o processamento do sangue quer do tecido do cordão umbilical.  A nossa ambição é podermos disponibilizar, o serviço de criopreservação de células estaminais ao maior número de famílias possível. Nos últimos dois anos, as dificuldades que todos atravessamos foram muitas, pelo que disponibilizamos um conjunto de possibilidades facilitadoras do acesso ao serviço, desde logo sem obrigatoriedade de um grande investimento financeiro inicial.  As novas terapias com células estaminais, são outro grande pilar da nossa ambição, prova disso mesmo foi termos produzido, em tempo record, um medicamento experimental constituído por células estaminais para o tratamento de doentes graves com COVID-19.
Todos os dias, nas diferentes áreas da organização, contamos com as nossas equipas de excelência que adaptam as suas atividades e iniciativas ao contexto em que nos encontramos em cada momento, sempre com vista à inovação e à prestação do melhor serviço ao cliente.

Por outro lado, possivelmente, estes desafios resultaram numa reorganização estruturada das suas ações, ainda que já fosse (re)conhecida como a opção mais segura para guardar as células estaminais. Assim, hoje, mais do que nunca, a Crioestaminal é uma marca mais firme e resiliente? Neste processo, que oportunidades surgiram?
Sem dúvida que somos uma organização mais firme e resiliente e, por conseguinte, uma marca mais consolidada, também. Muitas vezes é nos contextos adversos, devido às necessidades de adaptação que surgem as oportunidades, por exemplo, antes da pandemia realizávamos muitos eventos, de modo a fazer chegar informação útil sobre as células estaminais aos futuros Pais. Naturalmente, que estes eventos em formato presencial tinham uma capacidade de presenças limitada. Com a suspensão dos eventos presenciais, conseguimos disponibilizar, muito rapidamente, eventos online, que se mantêm, até hoje, e nos possibilitam chegar a um número mais significativo de Pais.
Surgiram também oportunidades ao nível das terapias celulares que já tive oportunidade de mencionar, e que se traduzem num medicamento passível de ser utilizado no âmbito de doenças respiratórias graves, mas que despertou também interesse noutras áreas da medicina, quer em Portugal quer noutros países.

Assinalar o 19º aniversário é, para a Crioestaminal, comemorar um caminho de compromisso com o futuro das famílias? Que passos serão dados daqui para a frente?
O apoio aos futuros pais na fase mais importante das suas vidas que é a gravidez e a chegada de um bebé continuará a ser o principal foco da Crioestaminal, com a promoção de diversas iniciativas que pretendem acompanhar e guiar as famílias portuguesas neste momento especial.
Naturalmente que o desenvolvimento da área de novas terapias celulares será outro grande foco, de modo a contribuirmos ativamente para a medicina personalizada do futuro e, desta forma, darmos acesso a cada vez mais opções de tratamento com células estaminais, algo que sabemos ser de extrema importância para os Pais que esperam agora pelo nascimento de um filho, mas também para a sociedade em geral.

Gostaria, por fim, de deixar uma mensagem especial à equipa, parceiros e todos os intervenientes associados à Crioestaminal, pelos 19 anos de uma atividade notável e de extrema importância na vida das comunidades?
Estes 19 anos não teriam sido possíveis sem o compromisso, dedicação e rigor de todos, fundadores, colaboradores, famílias, fornecedores, entidades reguladoras, parceiros institucionais entre tantos outros que são imprescindíveis para que a Crioestaminal cumpra o seu propósito. É do compromisso de todos que resultam os 19 tratamentos efetuados em 11 crianças, e que resultarão muitos mais momentos marcantes no percurso da Crioestaminal.

“Tenho a plena convicção que irá chegar o dia em que seremos cashless”

É do conhecimento geral que a pandemia que ainda atravessamos impulsionou e muito a utilização dos meios de pagamento digitais. A generalidade do mercado teve, neste processo, uma panóplia de soluções ao seu dispor, como o mbway, por exemplo, que mostrou ser essencial a longo prazo.
Desde logo, é possível verificar que estas funcionalidades ditarão os próximos anos e é exatamente sobre esta aceleração que Luís Teodoro, Administrador da SoftFinança, afirma que “iremos iniciar um processo lado a lado com novas funcionalidades no mundo digital, assentes em inovação e na posterior consolidação do crescimento tecnológico, que vão tornar a utilização dos meios de pagamento mais intuitiva”.
Certo é, no seguimento desta consolidação «vive» a SoftFinança ao assumir um papel preponderante, uma vez que, com mais de 30 anos de experiência no mercado, apresenta soluções de pagamentos móveis, monitorização e controlo, soluções de segurança e partilha de informação, que têm resultado em inúmeros casos de sucesso, nomeadamente no setor financeiro.
Atualmente, é ainda através do Embedded Payment que se materializa a mentalidade inovadora que a marca perpetua diariamente. “Este sistema é uma agregação dos diversos produtos inseridos na experiência do utilizador, quando confrontado com a ausência de meios para realizar determinada compra. O mesmo vai sugerir, de forma automática, a possibilidade de contratar uma linha de crédito específica para a aquisição que pretende”.
Assim, a própria SoftFinança, que é pioneira nas suas soluções e líder de mercado há três décadas, tem de estar em constante inovação e a par das inclinações do mercado. Desta forma, o nosso entrevistado é da opinião que “não estamos à espera que a indústria traga inovação do ponto de vista de novos formatos. Vamos provavelmente assistir, por exemplo, a uma massificação da substituição do pin por códigos biométricos ou reconhecimento fácil, entre outros. Penso que estamos numa fase em que as funcionalidades que existem são suficientemente inovadoras para as continuarmos a aperfeiçoar”.
O objetivo da marca é, claro está, tornar as organizações mais inteligentes, competitivas e inovadoras para que mantenham, também elas, o seu posicionamento no mercado.

A segurança dos meios de pagamento digitais

A verdade é que, embora a utilização dos meios de pagamento digitais tenha registado um aumento no primeiro ano de pandemia, muitos portugueses continuaram a optar pelos meios tradicionais, não sendo por isso uma tendência transversal a toda a sociedade.
O principal motivo pelo qual esta percentagem da população não tenha aderido, ainda, ao digital, é o receio com a segurança das suas transações. Mas será que, observando de momento este setor, existem motivos que fomentem tais apreensões? Luís Teodoro acredita não existirem motivos adicionais nos meios de pagamento digitais face às restantes áreas tecnológicas. “É claro que este é um setor que obviamente está mais suscetível de enfrentar desafios ao nível de ataques informáticos. Mas é precisamente por lidar, há muitos anos, com essa preocupação, que convive com uma dinâmica forte de proteção. É, além disso, um setor imensamente inovador nos seus métodos de segurança e com particular maturidade para enfrentar os desafios inerentes à tecnologia, por isso não creio de todo que exista motivo de preocupação, antes pelo contrário”.
À medida que a digitalização avança, avançam também os mecanismos associados à segurança, sendo claro, para o Administrador da SoftFinança, que existirem pessoas mais resistentes a esta adoção é um fator normal, uma vez que qualquer mudança implica, muitas vezes, uma adaptação acentuada.

Sociedade cashless

Face a estas mudanças é legítimo afirmar que, um futuro assente numa sociedade cashless, isto é, sem dinheiro físico, é um passo que, embora demore a ser dado, será inevitável.
“Tenho a plena convicção que irá chegar o dia em que seremos cashless, o que trará inúmeras vantagens, não só ao nível da segurança, da redução da fraude e do furto de dinheiro físico, mas também pelo facto de o mecanismo de eficiência de processamento digital tornar o processo muito simples. Por exemplo, para um comerciante, a compensação entre a emissão de uma fatura de pagamento passa a ser completamente automatizada. São ganhos de produtividade muito grandes que abrange a generalidade dos setores”, assume o Administrador da SoftFinança.
Assim, cabe aos diversos intervenientes deste ecossistema, sejam os comerciantes, os bancos, as marcas, entre outros, massificarem esta realidade, explicando à população as vantagens deste processo que, no fundo, é desenvolvido de forma global.
Porém, e analisando o momento atual, o nosso interlocutor assegura que “nos podemos orgulhar do percurso até agora, ainda que tenhamos a consciência de que ainda há um caminho a percorrer e componentes a melhorar. A expressão de sucesso já é muito grande”.

SoftFinança lado a lado com a evolução do mercado

Há 30 anos que a SoftFinança consolida parcerias com os seus clientes, fundadas na experiência e know-how acumulados em projetos de sucesso e soluções tecnológicas nos diferentes setores de atividade onde atua.
Atualmente, e após, como já mencionado, inúmeros casos de sucesso, a marca está por detrás de diversos projetos inovadores e disruptivos em Portugal e lado a lado no setor dos meios de pagamento eletrónicos, através de soluções que permitam acelerar a adoção destas transformações digitais.
“Seguimos a tendência daquilo que se considera um movimento da FINTECH 2.0, em que procuramos disponibilizar não um conjunto de métodos de pagamento, mas sim agregar as necessidades, dando ao cliente uma visão centrada nele. Desta forma, o mesmo, vai conseguir utilizar os meios de pagamento disponíveis na mesma interface e, assim, optar pela solução que mais se adequa em cada desafio com que se poderá deparar”, termina Luís Teodoro.
Como em todas as fases anteriores do processo de inovação, a SoftFinança irá continuar a agregar valor às soluções que disponibiliza, quer aos comerciantes, quer às instituições financeiras.

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