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Beatriz Quintal

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“A CMA garante a segurança e estabilidade que qualquer profissional necessita”

Enquanto Associada Júnior, acredita que a CMA – Carla Monteiro & Associados adota um compromisso permanente com as suas pessoas e com a sua evolução? De que forma?
Acredito que sim. Desde o primeiro dia que entrei para a CMA – Carla Monteiro & Associados senti-me em casa, tive e continuo a ter um bom relacionamento com todos os meus colegas e funcionários, neste sentido a própria empresa adota medidas no sentido de termos uma boa comunicação de forma a resolver qualquer litígio que possivelmente possa surgir no seio desta.
A CMA garante a segurança e estabilidade que qualquer profissional necessita, além de investir no nosso aprendizado contínuo.
Para o nosso desenvolvimento profissional a mesma aposta na política do feedback, que pode ir desde um elogio a uma crítica construtiva, sendo que a empresa sempre está disponível para ouvir também o que temos a dizer.
Os trabalhos que nos são pedidos são sempre desafiadores e propícios à exploração das nossas habilidades e competências, incentivando-nos a ser uma equipa produtiva e capaz de buscar e gerar avanços significativos e sair daquilo que é óbvio. Além disso, a CMA investe em infraestruturas e ferramentas de trabalho adequadas de forma a melhorar os resultados de trabalho.

Estando há três anos nesta empresa, quão gratificante tem sido a sua evolução profissional na mesma?
Entrei na CMA – Carla Monteiro & Associados como advogada-estagiária, ainda verde, mas com grande vontade de aprender e explorar este novo mundo, o mundo da advocacia, o mundo que desde pequena já queria. Vestir a toga e ajudar os que se sentissem injustiçados e violentados nos seus direitos seria a concretização de um sonho, e graças à CMA o pude concretizar.
Perceber como funcionava a estrutura desta grande empresa, desde o simples atendimento aos clientes até a elaboração da peça mais complexa, eram as minhas grandes curiosidades. Comecei a trabalhar diretamente com os advogados desta empresa, efetuando ainda pequenos trabalhos, mas que ao mesmo tempo exigiam grande cuidado. Depois, com o passar do tempo, peças mais complexas e que exigiam tempo e dedicação, me foram facultadas.
Iniciei a trabalhar em várias áreas de direito explorando minuciosamente cada uma delas, o que enriqueceu e muito os meus conhecimentos.
Tive e continuo a ter o apoio e orientação necessário em absolutamente tudo o que necessito nesta empresa. Todos os dias, uma nova lição, novos conhecimentos são transmitidos. Não tem nada mais gratificante em saber que a nível profissional se está a alcançar tudo aquilo que se queria.

Merck – Uma cultura Diversificada, Igualitária e Inclusiva

Fundada em 1668 a Merck é a farmacêutica mais antiga do mundo e, atualmente, uma empresa vibrante de ciência e tecnologia. Presente em Portugal desde 1934, a nível Global a empresa atua em três áreas essenciais: Healthcare, onde lidera os tratamentos de infertilidade, ajudando à nascença de cerca de mil bebés por ano em Portugal e quatro milhões em todo o mundo. Ainda dentro deste setor, a organização foca-se em patologias com grande relevo em termos de peso económico e social – hipertensão arterial, diabetes, insuficiência cardíaca e disfunção da tiroide. Também na vertente oncológica e imunológica, desenvolvem terapêuticas que visam prolongar a vida dos doentes. E finalmente na área de Neurologia & Imunologia onde tem um historial rico na esclerose múltipla, uma patologia que está no centro da sua atenção.
No que diz respeito à área de Life Science, Pedro Moura sustenta que “na Merck fortalecemos a comunidade científica. A nossa plataforma digital e os nossos produtos e serviços simplificam a investigação, tornando a pesquisa mais precisa e ajudando a alavancar descobertas revolucionárias. As nossas soluções aceleram o acesso à saúde e garantem a precisão das análises e a fiabilidade das nossas soluções terapêuticas”. Finalmente na área de Eletronics, a Merck é a empresa que está por detrás das empresas, fazendo avançar o canal digital. A ciência está presente em tecnologias que estão a mudar a forma como acedemos, armazenamos, processamos e apresentamos informações e este é o setor de atividade na empresa que para isso contribui.  ”As nossas inovações despertam o poder e o potencial dos dados para criar novas possibilidades de moldar e transformar a vida como hoje a vivemos. Temos pois por isso, um conjunto de áreas de atividade que são na área da ciência, mas também na da tecnologia e temos o propósito de contribuir com o melhor que a ciência e a tecnologia têm para o bem da humanidade”, inicia o interlocutor.
“De facto, acreditamos que a investigação científica e o empreendedorismo responsável são fundamentais para os avanços tecnológicos com benefício para a Humanidade. É assim que a Merck prospera há mais de 350 anos e continuaremos a desafiar os limites das possibilidades para criar oportunidades para todos. Isso é o que nos motiva e é para isso que trabalhamos. Este é o nosso futuro. Somos mentes curiosas dedicadas ao progresso humano” acrescenta Pedro Moura.

“As One for Diversity, Equity & Inclusion”

Não restam dúvidas: a cultura da Merck baseia-se na diversidade, equidade e inclusão. Por esse motivo, lançou a iniciativa “As One for Diversity, Equity & Inclusion”, em parceira com a AESE Business School, onde pretende debater e alertar para a necessidade de praticar valores tão necessários como estes. No seio da Merck, este é já um desígnio de longa data, daí a existência e defesa de equipas com diversas culturas, nacionalidades e géneros. Segundo Pedro Moura, “apostamos também na equidade que é o reconhecimento dos direitos de cada um e o pleno exercício desses direitos com justiça, e ainda na inclusão porque a diversidade é um dado adquirido, já a inclusão é uma opção. Isto é, pode optar-se ou não por ter inclusão dentro das organizações e, portanto, acreditamos que a diversidade, a equidade e a inclusão são fontes de energia, fortalecimento e inovação, porque a singularidade de cada um nestas várias vertentes da diversidade acrescentam valor às organizações e fortalecem também esse ângulo tão importante”.
A realidade é que a Merck se caracteriza, orgulhosamente, por ser uma equipa de mentes curiosas, mentes estas que são enriquecidas com as particularidades das várias presenças nos mais diversos ângulos, que seguramente acrescentam valor às organizações. “Em 2021, a Forbes considerou a Merck no top10 das empresas mais amigas das mulheres, e, portanto, estamos não só a defender algo no papel, como a fazer realmente acontecer. Em Portugal, metade da liderança é feminina e temos a convicção de que de facto as empresas não se podem dar ao luxo de terem desequilíbrio de género. Restringir as mulheres nas organizações significa coartar as mesmas da diversidade, da curiosidade e do talento que as mulheres – uma vez em paridade – aportam às organizações. De facto, as mulheres têm menos acesso e não têm as mesmas oportunidades que os homens. Isto porque sabemos que as tarefas de cuidar de ascendentes e descendentes, são maioritariamente das mulheres. E, portanto, olhando para estes factos, não podemos dizer que mulheres e homens têm o mesmo acesso às oportunidades. Aliás, nós sabemos que as mulheres são educadas no sentido que têm que ser close to perfection para conseguirem atingir um fim, os homens são educados mais numa perspetiva de alta competição e por causa disso, não precisam de ser perfeitos porque apenas sendo bons, conseguem competir e chegar exatamente ao mesmo fim”, confidencia o Diretor da Merck.
Porque o caminho para a equidade ainda é longo, é fulcral e urgente, aos dias de hoje, adotar hábitos nesse sentido, nomeadamente no que diz respeito à mudança de mentalidades tanto a nível corporativo como pessoal, uma vez que é precisamente nessa vertente que toda a mudança começa. É importante que, no seio das organizações, exista uma chamada de atenção para uma problemática como esta. Apostar numa cultura organizacional de inclusão, não por ser “moda”, mas pela constatação – como já referido – de que a singularidade que cada uma das diversidades aportam valor acrescido às mesmas.  Por esse motivo, esta parceria com a AESE, “visa que mais setores de atividade para além da farmacêutica, estejam alertas para a realidade da falta de paridade. Estamos absolutamente convencidos de que se os CEO das várias organizações forem alertados e sensibilizados para esta questão, mais facilmente poderão chegar a bom porto. Não se trata de aparecer, mas sim de colocar estas questões nas agendas das empresas”, garante Pedro Moura.
Questionado acerca de quais, na sua perspetiva, são as maiores disparidades que ainda existem entre homens e mulheres, profissional e pessoalmente, o entrevistado assegurou que a Merck levou a cabo um estudo, onde foi possível constatar a situação atual desta problemática: “Há um gap muito grande entre homens e mulheres em cargos de liderança, há também um gap salarial entre homens e mulheres para funções semelhantes, e isto tem que ver precisamente com o acesso que não é igual, assim como a igualdade de oportunidades, que não existe”.
No seio da Merck Portugal, estes são já desafios ultrapassados, uma vez que metade da liderança é ocupada por mulheres, isto porque, esta é uma marca cultural que para além de defender os valores, fá-los acontecer, “não só é possível, como é saudável e inteligente”. Mas certo é que, factualmente, serão ainda precisos mais de 30 anos para que o salário médio em Portugal seja o mesmo para mulheres e homens, e inegavelmente, para erradicar e mitigar esta realidade, é crucial que se mudem mentalidades, sublinhou, novamente, Pedro Moura, acrescentando que, “precisam de existir mudanças nas vidas das pessoas e nas organizações, e isso leva tempo a ser posto em prática”.

Movimento Cuidar dos Cuidadores Informais

O Movimento Cuidar dos Cuidadores Informais – o qual a Merck apoia – tem como missão ajudar os cuidadores informais. Perceber o que ainda falta fazer pelos cuidadores informais em Portugal é uma prioridade para todas as associações que integram esta iniciativa, melhorando, assim, a sua qualidade de vida e dos “seus” doentes.  Da parte da Merck, a luta é já longa e bem feita. “Tivemos há dois anos a publicação do Estatuto do Cuidador Informal, aprovado pela Assembleia da República, o que foi um importantíssimo passo, mas também um passo que precisa de todos os que vêm a seguir, no sentido da sua materialização”, garante o interlocutor.
A farmacêutica realizou, neste âmbito, um inquérito que mostra que cerca de 12% da população portuguesa são cuidadores. Cuidadores esses que se dedicam de forma não remunerada, abdicando das suas férias, dos seus empregos e da sua vida social, para cuidar de outros. Por este motivo, Pedro Moura sustentou que, “foi também já criada uma rede de Autarquias que Cuidam dos Cuidadores Informais onde estão reunidas já 24 Câmaras Municipais, que têm projetos que, na prática, significam tornar mais fácil a vida dos cuidadores”.  Para além disso, foi desenvolvida também uma campanha e apelo para que sejam ouvidas as necessidades dos Cuidadores Informais, tendo em conta que segundo as indicações do mesmo inquérito, foi possível perceber que os cuidadores não se sentem ouvidos, particularmente no que diz respeito às suas necessidades.
E porque a luta é e será necessária e longa, a Merck, ainda no decorrer do ano de 2022, irá envolver cerca de dez autarquias que juntamente com o Movimento vão dar sessões de esclarecimento Cuidadores Informais de norte a sul do país. Isto porque, “um estudo realizado em 2021 demonstrou que mais de metade dos cuidadores portugueses se queixa da falta de ajuda a nível administrativo e da formação de que tanto precisam. O trabalho de capacitação dos cuidadores vai continuar e este passo de envolvimento das autarquias vai ser importante”.

Merck, um Great Place to Work

Depois de ter conquistado o reconhecimento de Great Place to Work, a farmacêutica, passou a integrar também a lista restrita de Best Workplaces, este ano. O que para o Diretor e toda a equipa, é um motivo de orgulho sem igual. E já que se trata de reconhecimento, é importante sublinhar que o mesmo se deve às boas práticas das quais a empresa nunca prescinde e que diariamente são cultivadas. Pedro Moura garante que, “sempre nos preocupámos em criar iniciativas que visam proximidade e colaboração. Sabemos que independentemente da área funcional que representamos, estamos todos dentro de uma organização que tem um propósito comum que é estarmos todos virados para os doentes, patient directed, e de mãos dadas com eles.
Para que esta vivência se aprofunde na Organização, colocámos em prática várias iniciativas nomeadamente reuniões internas informais onde temos a oportunidade de uma forma absolutamente transparente e sem agenda, debater e discutir aquilo que vai na alma de cada um sem qualquer barreira. Temos também outra iniciativa que move pessoas de áreas diferentes a aprenderem uma com a outra de forma a puderem ajudar-se. E ainda o nosso “cup of talk” que começou na pandemia e permite-nos fazer um check in. Isto é, um momento onde todos nos sentamos à volta de uma mesa e falamos de tudo, menos de trabalho”.
Para além das várias atividades que inevitavelmente tornam a Merck numa referência e exemplo de união, têm ainda uma política de trabalho flexível, que permite aos colaboradores usufruírem de um equilíbrio entre a vida familiar, social e laboral.

O compromisso com a Sustentabilidade e as Mentes Curiosas e Inovadoras

O compromisso, preocupação e sensibilidade com as questões da sustentabilidade é também uma das prioridades da farmacêutica, uma vez que esta vertente é um pilar estratégico da mesma, para além de ser uma questão dos dias de hoje.  Sabemos que atualmente se debate tudo o que está relacionado com alterações climáticas, perda de biodiversidade, poluição e pobreza: todos estes são fatores de insustentabilidade. Portanto, nesta vertente, existem metas muito claras, como é o exemplo do progresso científico capaz de contribuir para o aumento da sustentabilidade. O Diretor confessa mesmo que, “estamos obviamente preocupados com a proteção ambiental, temos dados muito concretos sobre como estamos a evoluir nesta ótica de alcançar a neutralidade de carbono, temos um compromisso em ajudar a Organização das Nações Unidas a alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável, e, portanto, mais uma vez, uma contribuição que é mensurável. Queremos chegar à neutralidade climática já em 2040, e obviamente, que estamos interessados também em substituir o plástico pelo cartão reciclável, em aumentar o consumo de recursos de energia elétrica renováveis, em olhar para aqueles que são os nossos fornecedores ou intermediários e refletir sobre as suas próprias políticas de sustentabilidade, para que possamos escolher os que estão em comunhão com estes nossos valores que tanto defendemos”.
A realidade é que por ser uma marca líder na área da saúde, tem uma responsabilidade acrescida ao oferecer tecnologias que permitam um maior acesso e maior qualidade de vida à população que não dispõe do mesmo, daí a sustentabilidade e inovação caminharem de mãos dadas.
Certo é que os doentes são, inegavelmente, o centro de todos os esforços de investigação e desenvolvimento da Merck, o que a torna numa marca pioneira na inovação e tecnologia, principalmente porque, como sabemos, o setor da saúde é um dos que mais carece destes meios. Segundo Pedro Moura, “as necessidades que hoje se colocam ao nível da saúde são progressivamente diferentes porque se vive felizmente mais, e de uma forma diferente, o que despoleta novas doenças em maior quantidade, que sempre existiram, mas que agora afetam mais pessoas porque se vive mais. Portanto, torna-se necessário na vertente tecnológica ligada à saúde, encontrar formas de prevenção mais adequadas que façam virar o objetivo estratégico de uma ótica de tratamento para uma ótica de evitar que aconteça, e por outro lado oferecer tecnologias que permitam aceder mais rapidamente e de uma forma mais eficaz a essas soluções terapêuticas e ainda desenvolver na área de Healthcare, soluções mais avançadas para tratar doenças que já existam há muito tempo e que infelizmente ainda não têm cura”.
É importante ter a consciência de que a ciência e tecnologia devem estar ao serviço da profilaxia, instituindo mecanismos que tornem a vida mais saudável, sustentável e compaginável com vidas mais longas, mas “sabemos que as doenças vão continuar a existir e a existir em maior escala porque se vive mais”, portanto são, cada vez mais, necessárias soluções terapêuticas adaptadas a esta realidade: mais eficazes, com menos efeitos secundários, e também sustentáveis do ponto de vista económico

A Arte de ajudar a Criar, Melhorar e Prolongar vidas

Melhorar todos os dias e elevar à excelência os serviços que prestam, é um desiderato das mentes curiosas que integram a equipa Merck. Quem o admite é o próprio Diretor, “ajudar a criar, melhorar e prolongar vidas está no nosso propósito de Healthcare”, portanto têm no coração da sede em Darmstadt na Alemanha um centro de inovação onde estão interligadas uma série de iniciativas que permitem o contacto com empresas visionárias de todo o mundo, com o intuito de criar soluções revolucionárias.
“Temos vindo a desenvolver um papel que se caracteriza por uma procura incessante de inovação com as nossas mentes curiosas no sentido de conseguirmos soluções cada vez mais sustentáveis, inovadoras e eficientes”, termina Pedro Moura.

Hidrogénio Verde: acelerador da descarbonização e da autonomia energética

Pedro Amaral Jorge, CEO da APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis

A análise apontava para uma descida dos custos de produção de hidrogénio verde na ordem dos 75% até ao final da década à medida que diminuísse o preço dos eletrolisadores, aumentasse a experiência na sua operação e aumentasse a potência renovável disponível em termos capacidade e horas/ano de funcionamento disponível.
O potencial desta solução estava, portanto, a ser equacionado muito antes da ilegítima invasão da Ucrânia por parte da Rússia, que veio gerar uma revolução do paradigma energético a nível global pressionando a aceleração da transição energética. O aumento do preço do gás natural e a subida do preço das licenças de emissão de carbono, aliados a questões geopolíticas e a metas de descarbonização, já tinham levado muitos países a olhar para esta opção.
Não admira, por isso, que a estratégia REPowerEU, apresentada a 18 de maio pela Comissão Europeia, que pretende pôr fim à dependência europeia do gás natural proveniente da Rússia, traga novidades nesta área. O foco é impulsionar a implementação e o consumo das energias verdes e dos gases renováveis, como o hidrogénio verde e os combustíveis sintéticos de origem não biológica, mas está também prevista uma forte aposta no aumento substancial da eficiência energética e diversificação geográfica de abastecimento de gás natural.
Uma das metas previstas neste plano aponta para a produção interna anual de 10 milhões de toneladas de hidrogénio renovável e para a importação anual de 10 milhões de toneladas até 2030, a fim de substituir o gás natural, o carvão e o petróleo em setores industriais e dos transportes difíceis de descarbonizar.
Para acelerar o desenvolvimento do mercado do hidrogénio será necessário chegar a acordo sobre submetas mais exigentes para setores muito específicos. A Comissão Europeia pretende assegurar também que a produção de hidrogénio verde conduz a uma descarbonização líquida.
Para acelerar os projetos no setor do hidrogénio está reservado um financiamento adicional de 200 milhões de euros para investigação. A Comissão Europeia já anunciou que quer concluir a avaliação dos primeiros projetos interesse europeu comum (IPCEI) até ao Verão.
Com a reorganização da geopolítica energética, ao nível global, novas superpotências energéticas poderão emergir em países tradicionalmente dependentes de combustíveis fósseis. China e Estados Unidos da América encabeçam a lista dos grandes promotores. Outros 22 países manifestaram intenção de adotar estratégias para o hidrogénio em 2022 juntando-se a outros 26 países com planos apresentados já em 2021.
Portugal tem as condições para continuar a aproveitar os seus recursos endógenos – o sol, a água e o vento – para a produção de eletricidade a partir de energia solar, hídrica e eólica onshore e offshore, mas deve apostar também nos gases renováveis, como o hidrogénio verde, fundamentais para apoiar áreas onde a eletrificação direta é mais difícil.
Sines, em particular, está a posicionar-se neste domínio, assumindo uma nova centralidade na transição energética enquanto ponto de conetividade com o mundo.
Os projetos para produção de hidrogénio e outros gases renováveis poderão ser apoiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PPR), na vertente de transição climática, que tem associada uma verba de três mil milhões de euros.
Estes projetos, de acordo com a nova estratégia da União Europeia serão considerados de interesse público, o que poderá constituir uma “via verde” para acelerar esta transição.
O primeiro aviso para a produção de hidrogénio e gases renováveis, no âmbito do PRR, lançado pelo Fundo Ambiental ainda em 2021, recebeu 41 candidaturas que totalizam um investimento de 380 milhões de euros. Os promotores apresentaram projetos para apoios diretos na ordem dos 204 milhões de euros, embora o aviso tenha uma dotação prevista de 62 milhões de euros.
Mais do que nunca o hidrogénio verde deve ser encarado como uma possível e viável solução para acelerar a descarbonização dos consumos de energia, garantir um leque mais alargado de tecnologias no mix energético e contribuir para a segurança e soberania energética.
O hidrogénio verde pode ser a solução mais económica para indústrias consumidoras intensivas de energia onde a eletrificação direta é mais difícil ou mesmo inexequível com as tecnologias hoje disponíveis comercialmente. A indústria pesada liderará a procura de hidrogénio, nomeadamente a indústria química e a do aço.
Não existe segurança sem autonomia energética. Só apostando em energias verdes e gases renováveis conseguiremos colocar um travão no aumento da temperatura média do planeta impedindo a multiplicação de eventos climáticos extremos, que já são sentidos em várias partes do mundo, potenciados pelas consequências das alterações climáticas.

“Sinto-me honrado em fazer parte e aprender com os melhores”

Tendo integrado recentemente a CMA – Carla Monteiro & Associados, quais os frutos que, face à qualidade da empresa e ao rigor dos seus serviços, espera ver cumpridos a curto/médio prazo?
Como o mais recente membro da CMA – Carla Monteiro & Associados, só tenho a agradecer e orgulhar-me por fazer parte de uma equipa jovem, qualificada e liderada por Carla Monteiro. Sinto-me honrado em fazer parte e aprender com os melhores, e, portanto, pela qualidade, rigor e pelo profissionalismo de cada membro, com certeza, a curto/medio prazo, terei as bases técnico-científicas, deontológicas e humanas para crescer, enquanto profissional, e desenvolver com sucesso a atividade de Advocacia.

A verdade é que, na CMA – Carla Monteiro & Associados, a ideia de abrir as portas do escritório a jovens candidatos a Advogados é apostar na renovação e no crescimento das equipas. Porque é que tem vindo a ser importante, enquanto Advogado Estagiário, desenvolver este processo no seio desta entidade? Que mais-valias existem, no seu entender?
Integrar a CMA – Carla Monteiro & Associados, enquanto uma família, tem sido uma experiência única e gratificante. É uma sociedade de advogados referência e com uma presença forte em Cabo Verde e a nível internacional, sendo uma mais-valia pertencer e partilhar os valores desta equipa, e, pessoalmente, o melhor sítio para se estar, senão o único de momento, para aprender e crescer enquanto Advogado Estagiário. O ambiente e a boa relação profissional que se vive no seio do escritório é propício para a minha integração, e agradeço a forma como fui e continuo a ser recebido por todos. Além disso, é uma equipa de advogados dedicada, de profissionais de excelência cuja base de atuação é orientada para a satisfação dos interesses dos clientes e acima de tudo, extremamente humana, que procura ser melhor todos os dias, permitindo que cada membro dê o seu contributo da melhor forma e assim colaborar para que a sociedade cresça e atinja os seus objetivos.

Danone – Por uma Alimentação Saudável

A missão da Danone é levar a saúde através da alimentação ao maior número de pessoas, inspirando-se na convicção de que o bem-estar depende precisamente deste fator, bem como da nutrição. Para melhor compreendermos, qual tem vindo a ser, ao longo dos anos, o papel desempenhado pela marca nesta “luta”?
A Danone é provavelmente a empresa de alimentação com o portfólio de produtos mais saudável do mercado. Desde o início da década de 90 que, inspirados pela nossa missão, fomos alienando os negócios que tínhamos de produtos menos saudáveis e fomos construindo o nosso portfólio em redor de um conjunto de categorias que levassem saúde ao maior número de pessoas possível e que atualmente são: produtos lácteos frescos (onde temos, por exemplo, as marcas Activia e Yopro), alternativas vegetais aos lácteos (com a marca Alpro), alimentação para bebés (através das marcas Aptamil e Blédina) e nutrição especializada para que as pessoas que têm doenças e limitações importantes possam nutrir-se adequadamente (onde temos por exemplo os produtos da marca Fortimel).

Sabemos que a nutrição e alimentação são vistas hoje como uma questão determinante da sociedade moderna e na sua qualidade de vida. De que forma a Danone promove e sensibiliza esta vertente perante a sociedade?
Somos aquilo que comemos. E a Danone promove isto ao construir o seu negócio apenas com categorias saudáveis e com produtos que se vão continuamente reformulando para serem cada vez mais saudáveis, acompanhando as necessidades dos consumidores. Além da oferta de produtos, trabalhamos também na educação alimentar através de programas de sensibilização. Exemplo disso é Programa de Alimentação Saudável nas Escolas Primárias que tivemos nos últimos anos em que se ensinava as crianças a comerem melhor. Outro exemplo, agora na área da Nutrição Especializada, é o continuo apoio à formação que fazemos aos Profissionais de Saúde, através de cursos, simpósios e outros eventos, diminuindo o GAP entre a publicação científica e implementação na prática clínica. Este apoio à formação é muito relevante em nas categorias de leites infantis, em que, cada vez mais, a oferta de produtos é adequada aos desafios de cada bebé, ou na categoria de adultos que sofrem de malnutrição derivada de doença, através de que produtos que são adaptados a cada doença.

Esta é uma marca atenta às necessidades do mercado, realizando continuamente estudos do consumidor e troca de informações com profissionais. Quão importante é, na área da alimentação e nutrição, acompanhar as tendências?
É fundamental e as marcas que não o façam estarão a comprometer a sua continuidade. Na Danone estamos permanentemente atentos às necessidades do consumidor, do paciente, os inputs dos profissionais de saúde, líderes de opinião e demais relevantes stakeholders. É por isso que vão aparecendo constantemente novos produtos. Por exemplo, nos produtos de grande consumo, assistimos a uma grande procura nas gerações mais jovens por produtos com alto teor de proteína ou produtos mais amigos do ambiente como são os de base vegetal, o que explica o crescimento de marcas como Yopro e Alpro. Já na unidade de Nutrição Especializada, no que toca aos leites para bebés, tentamos aproximar-nos sempre o mais possível das características do leite materno, tendo lançado há cerca de um ano, com enorme adesão dos profissionais de saúde e país, Aptamil Profutura, que é o nosso leite com mais componentes idênticos aos do leite materno. Sendo Portugal um dos países da Europa com maior taxa de nascimentos por cesariana (cerca de 36%) acabámos de alargar a gama Profutura com o lançamento do Aptamil Profutura Care, um leite pensado para bebés que nascem por cesariana ou outros desafios imunitários, e cujo produto, por ter o probiótico B. breve, promove o equilíbrio da microbiota intestinal e ajuda ao desenvolvimento do sistema imunitário.

É legítimo afirmar que, no caso da Danone, a inovação tem um impacto positivo na qualidade e vice-versa? De que forma?
Sem dúvida, é o que denominamos de círculo virtuoso. Os exemplos já mencionados impactam positivamente a qualidade, que vai sendo cada vez maior e mais exigente, o que por sua vez faz continuamente elevar o nível das inovações.

A Danone Nutricia é pioneira na resolução de patologias como o nascimento prematuro, desafios nutricionais e alergias alimentares. Prestes a celebrar o Dia Mundial da Criança, qual diria que é a melhor forma de implementar bons hábitos alimentares na vida dos mais pequenos?
Por incrível que possa parecer, os bons hábitos alimentares começam mesmo desde o início das suas vidas, quando a escolha ainda é dos pais. No caso da Danone Nutricia, efetivamente preocupamo-nos em nutrir todas as fases da vida, mesmo quando a mesma começa cedo demais cá fora – no caso dos bebés prematuros, mas também dos que nascem de termo através de parto por cesariana – que têm desafios imunitários acrescidos e é importante, na impossibilidade de amamentarem, que consigam ter um leite que ajude a equilibrar da microbiota intestinal, ou até mesmo dos que desenvolvem alergia às proteínas do leite de vaca já que é uma limitação grave que tem de ser colmatada. É através da oferta de soluções que respondem a cada uma destas e de outras necessidades que trabalhamos para ajudar os bebés desde cedo a crescerem e a desenvolver-se para a vida.

De que forma a Danone Nutricia incentiva as crianças e os pais a criar bons hábitos alimentares? Quais os maiores desafios, neste que também é um desiderato da marca?
Falando especificamente da unidade de Nutrição Especializada, o nosso principal desafio junto dos pais e dos profissionais de saúdes, tem sido colocar cada bebé na jornada certa, ou seja, que cada bebé que não possa ser amamentado, possa consumir o produto que melhor se adapta à sua necessidade específica. Isso é extremamente importante, não só para a saúde do bebé, mas também para o bem-estar de toda a família, pois quando o bebé não está bem, se chora, se não dorme, o impacto que isso tem no bem-estar da família é enorme. E, para ilustrar o que é isto da jornada certa e do produto certo para cada bebé, já aqui falámos do novo lançamento do Aptamil Profutura Care, um leite pensado para bebés que nascem por cesariana ou outros desafios imunitários, por ter o probiótico B. breve para o equilíbrio da microbiota intestinal, ajuda ao desenvolvimento do sistema imunitário, prevenindo futuras complicações. Mas podemos falar de outros exemplos como o Aptamil Confort para a obstipação, cólicas e distúrbios gastrointestinais ou das fórmulas para os bebés com alergia às proteínas do leite de vaca (APLV). Nesta área existem fórmulas para a alergia severa (são fórmulas que em lugar de proteína têm os aminoácidos que as constituem), como o Neocate LCP e o Neocate Junior, produtos inclusivamente comparticipados pelo estado, e fórmulas para a alergia moderada (fórmulas em que as proteínas estão extensamente hidrolisadas), onde temos produtos como o Aptamil Pepti Syneo que, infelizmente, ainda não são comparticipados. Este é um exemplo em que a política de saúde pública não está a contribuir para que cada bebé esteja na jornada certa, pois sabemos que, por uma questão de acessibilidade, existem bebés com APLV moderada (que são inclusivamente a maior parte) consomem fórmulas para a APLV severa, que são inclusivamente mais caras podendo por isso prejudicar financeiramente o estado. É urgente atualizar esta política e alargar a comparticipação também às fórmulas extensamente hidrolisadas. A APLV é um dos melhores exemplos da relevância do apoio à formação dos profissionais de saúde, porque o diagnóstico em muitos casos demora meses, a saúde do bebé e o bem-estar da família são colocados em causa.

A terminar, com os olhos postos no futuro, que novos produtos e campanhas inovadoras estão a ser desenhadas nesta problemática tão necessária a todos?
Ainda não podemos revelar, mas podemos garantir que novos produtos e novas campanhas virão, perseguindo esta nossa obsessão de colocar cada bebé na jornada certa disponibilizando o produto que mais se adapta às suas necessidades específicas.

“Ano após ano, temos vindo a demonstrar a pertinência do Comércio de Proximidade”

A rede de supermercados de proximidade Aqui é Fresco realizou, a 29 e 30 de maio, a sua Convenção anual, no Altice Forum Braga. Que balanço faz desta 11ª edição da iniciativa?
Após dois anos com eventos online, regressámos finalmente aos eventos presenciais, reunindo, durante dois dias, mais de 700 retalhistas, 17 grossistas, 84 fornecedores e mais de 50 convidados com interesse em aderirem ao projeto “Aqui é Fresco”.
O evento contou ainda com mais de 1500 convidados do setor do retalho e não só, dez stands Premium e 74 Standard, onde estiveram representadas as principais marcas da indústria do grande consumo, pertencentes a setores como a alimentação, bebidas, higiene pessoal e lar.
Em termos de faturação, atingimos um total de 4.720.000€, pelo que, o balanço não podia ter sido melhor.
Ano após ano, temos vindo a demonstrar a pertinência do Comércio de Proximidade e, uma vez mais, os resultados desta XI Convenção, falam por si.

Há 11 anos que se promove esta Convenção que reúne players chave do setor do retalho e, sempre com o objetivo de proporcionar aos Fornecedores parceiros Aqui é Fresco o contacto pessoal com mais de 700 retalhistas integrados na rede. Neste sentido, face aos dois complexos anos de pandemia, em que o contacto físico era escasso, qual a importância desta iniciativa «próxima»?
Somos um negócio de pessoas e para pessoas, pelo que, foi muito importante para todos, Retalhistas, Grossistas, Fornecedores Parceiro e equipa Unimark e AeF, o regresso a este formato. As edições anteriores foram igualmente pautadas por excelentes resultados, mas faltaram a relação, os afetos, o convívio a troca de ideias, as sugestões, que tão bem caracterizam as habituais Convenções da Sociedade Aqui é Fresco.

O mote desta edição foi “Aqui queremos um futuro mais sustentável”. Como é ser um comércio de proximidade, assente em valores sustentáveis e com foco no crescimento local?
Efetivamente assim foi, na XI edição, o tema da Convenção Aqui é Fresco destacou a importância da sustentabilidade, em várias áreas, social, ambiental e económico-financeira. Mas o exemplo começou em nós, com a redução significativa no consumo de papel com a eliminação dos dossiers com as notas de encomendas, através da informatização de todo o processo de negócio. Neste momento tudo é digital. Os sacos utilizados no nosso evento a serem alvo de uma criteriosa escolha, ao serem reconhecidos com o selo Blue Angel, a mais antiga certificação de produtos e serviços ambientalmente corretos. Mas o nosso compromisso foi mais além. Promovemos workshops com a presença de fornecedores como a Too Good To Go, onde se deu a conhecer medidas para o combate ao desperdício alimentar e redução da emissão de 10% dos gases de efeito de estufa. Também a GS1 deu a conhecer a plataforma europeia Lean & Green, a maior plataforma europeia de colaboração para a Sustentabilidade, que pretende ajudar as empresas na redução das emissões de CO2 associadas aos processos logísticos.
Também os fornecedores presentes, como a Bluesun, Delta, Nestlé, Schweppes, Sumol Compal, e tantos outros, estão apostados em contribuir para um mundo melhor, dando a conhecer as várias medidas implementadas.

Além do tema da sustentabilidade, a Convenção primou também pela oportunidade dos dez stands premium e dos 74 standarts presentes desmontarem a inovação e a transformação digital que, cada vez mais, fará parte do setor do retalho. Assim, a este respeito, quão importante é reforçar o posicionamento digital do Aqui é Fresco e, consequentemente, dos Associados e Parceiros?
Devido à concorrência crescente entre mercados, consideramos que inovar e ser criativo, são dois fatores fundamentais para o sucesso da Sociedade Aqui é Fresco.
Atualmente temos já cerca de 60% de retalhistas com capacidade de cumprir as encomendas online, de forma flexível, eficiente e rentável. Tais medidas contribuíram para que atualmente, já a viver o “novo normal”, exista uma maior flexibilidade na utilização dos meios digitais à nossa disposição e hoje conseguimos reagir e adaptarmo-nos de forma mais célere, a mudanças repentinas da indústria que tem sido, igualmente, uma componente vital para o nosso sucesso, nos últimos meses.
A evolução é notória. Um exemplo recente é o processo de Encomendas referido acima. Anteriormente, eram produzidos dossiers, em papel, com encomendas tripartidas de todos os fornecedores. Neste momento, tudo é digital. Mesmo aqueles que têm mais dificuldades com estas ferramentas, contaram com a colaboração do Associado e/ou fornecedor na utilização do software existente para o efeito.

Após dois dias em que mais de 700 Retalhistas se uniram com o objetivo de melhor servir os consumidores, quais as perspetivas e as tendências para o futuro deste setor e, em particular, para a Aqui é Fresco?
O futuro do Aqui é Fresco, assenta essencialmente em quatro pilares:
Serviço de Excelência. Estamos focados no desenvolvimento e consolidação da nossa marca UP, do nosso Cartão de Fidelização AeF e na melhoria da performance dos nossos folhetos quinzenais, por serem uma grande mais-valia na nossa atividade e para a nossa rede de lojas de proximidade. Queremos melhorar não só em termos de preço, como oferta de produtos.
Número de Lojas com Imagem AeF. Pretendemos ampliar, a curto prazo, o número de lojas existentes com a nossa imagem corporativa e consequentemente obter uma maior notoriedade da rede.
Digitalização. Neste novo normal, os consumidores estão também cada vez mais exigentes sendo por isso muito importante, incorporar a tecnologia no nosso dia a dia. As nossas redes sociais são exemplo deste nosso empenho, com atualizações diárias e inovadores.
Sustentabilidade. Por último, mas não menos importante, o nosso quarto pilar, a sustentabilidade. Acreditamos que as empresas têm um papel fundamental na construção de uma sociedade saudável e próspera à qual se exige uma maior aposta no desenvolvimento sustentável a longo-prazo.
Estamos comprometidos e envolvidos nesta obrigação que é de todos!

Por fim, sabendo que a rede Aqui é Fresco surgiu de uma grande determinação e ambição por parte da Carla Esteves, Diretora Executiva da mesma, como é olhar para trás e percecionar tudo o que se tem vindo a conquistar, ano após ano?
É um orgulho enorme conseguir ano após ano, fazer crescer esta rede de lojas de proximidade tanto a nível de adesões, volume de negócio, parcerias ao nível da indústria e dos serviços, e ao nível das ferramentas que leva a um incremento da fidelização – chave do nosso negócio.
O nosso foco sempre foi o crescimento sustentado e equilibrado, com o propósito de melhor servir os nossos associados e clientes.
O desenvolvimento pessoal e profissional tem sido muito importante para o Sucesso. Tenho crescido ano após ano na liderança, dou o exemplo o melhor que sei e encorajo a minha equipa vencedora a crescer cada vez mais. Só conseguimos ter sucesso com uma boa equipa a caminhar lado a lado.
Tenho um lema sempre presente no meu dia a dia – tentar ser sempre melhor que no dia anterior.
Vamos continuar a fazer acontecer!

“O Hidrogénio viabiliza um novo paradigma energético inesgotável e sustentável”

Fundada em 2003, a Associação Portuguesa para a Promoção do Hidrogénio (AP2H2) é uma entidade sem fins, cujas atividades estão direcionadas para a promoção e facilitação do hidrogénio como vetor energético em Portugal. Após 19 anos de história, como tem vindo a ser o consumar do propósito da sua criação?
É hoje genericamente valorizado o contributo da AP2H2 na colocação do Hidrogénio na Agenda política, meta atingida em 2020 com a publicação a 14 de agosto da Estratégia Nacional para o Hidrogénio (ENH2). Foi a conclusão de uma tarefa perseverante de divulgação realizada através de workshops, seminários, estudos e ações de formação que contribuíram para informar e formar opinião sobre a inevitabilidade do Hidrogénio como vetor energético, face aos desafios enfrentados da sustentabilidade climática e mais recentemente da autonomia energética, permitindo antever o términus da dependência dos hidrocarbonetos como fonte energética.
A AP2H2 é hoje reconhecida como um interlocutor com um contributo importante na definição das políticas de transição energética e sustentabilidade, enquanto porta-voz dos seus 134 associados. Contamos com a participação dos principais players nacionais na economia do Hidrogénio.

Desta forma, promover a introdução do hidrogénio como vetor energético, apoiar o desenvolvimento das tecnologias associadas e incentivar a utilização do mesmo em aplicações comerciais e industriais em Portugal é a missão da AP2H2. Fazendo uma análise ao panorama nacional, acredita que Portugal já possui sentido de responsabilidade e compromisso em relação ao hidrogénio?
A adesão da comunidade nacional à Economia do Hidrogénio é um facto inquestionável, como provam as candidaturas apresentadas aos concursos que foram lançados no quadro do PRR. A descarbonização da indústria é a aplicação que suscita nesta fase um número mais significativo de projetos, nomeadamente através de projetos PtG, com a injeção de H2 nas redes locais de GN e com a produção de amónia verde. A mobilidade é outra aplicação que suscita igualmente o interesse dos investidores na economia do hidrogénio embora haja ainda que ultrapassar as limitações que decorrem da inexistência da infraestrutura logística para abastecimento dos veículos, esperando-se que em breve essa infraestrutura esteja disponível.

Com um – cada vez mais – profundo conhecimento, o uso do hidrogénio ainda tem potencial para surpreender. Assim, que vantagens identifica na sua utilização?
São essencialmente três os drivers atuais da economia do Hidrogénio verde e que explicam e justificam o interesse suscitado. O Hidrogénio associado a fontes de energias renováveis vai permitir eliminar as limitações características destas formas de energia: intermitência, aleatoriedade e sazonalidade. É, pois, um novo paradigma energético que se está a construir, que se caracteriza por ser:
▶ Inesgotável;
▶ Sustentável, não emitindo gases poluentes que contribuem para o efeito de estufa
▶ Autónomo, cada comunidade terá capacidade para produzir a sua própria energia.

Certo é, Portugal comprometeu-se em assegurar a neutralidade carbónica até 2050, traçando uma visão clara relativamente à descarbonização profunda da economia nacional. De que forma se destaca o papel do hidrogénio no processo em direção à descarbonização e sustentabilidade?
Como se conclui da resposta anterior o hidrogénio viabiliza um novo paradigma energético inesgotável e sustentável. Serão eliminados os gases com efeito de estufa, maximizando o recurso a fontes energéticas renováveis. A descarbonização da economia, do consumo privado e da mobilidade está, pois, ao nosso alcance.

Considera que é expetável que vejamos um impacto significativo em alguns setores – indústria, transportes, energia – posicionando o hidrogénio como uma solução custo-eficaz a médio prazo?  Que desafios se avistam, neste sentido?
A otimização das tecnologias, o scale-up dos equipamentos e a produção a uma escala industrial permitem antever a produção de H2 a um custo inferior a 2€/kg, viabilizando a produção de H2 a um valor competitivo face aos valores atuais dos combustíveis fósseis. Scale-up e produção industrial são, pois, os principais desafios que a economia do hidrogénio tem à sua frente. A meta para os ganhar é 2030.

A versatilidade do hidrogénio, aliada à ambiciosa estratégia portuguesa, confere a esta solução uma centralidade no processo de descarbonização, contudo, para isso, é necessária inovação tecnológica. Sendo que a AP2H2 apoia as tecnologias associadas ao hidrogénio, de que forma esta inovação será um importante motor de transformação?
As tecnologias atuais já são, por si, soluções eficazes. Mas a inovação tecnológica mantém-se como desafio, e novas tecnologias estão emergentes em toda a cadeia de valor o que virá reforçar o posicionamento competitivo do hidrogénio como solução energética. Portugal está a participar nesse esforço coletivo de inovação. Temos uma posição privilegiada no quadro europeu para a produção de H2 e já temos empresas que dominam parte relevante da cadeia de valor.

A AP2H2 pretende observar e apoiar a implementação do hidrogénio como novo vetor energético, nomeadamente a produção de combustíveis e a sua utilização como fonte de energia, o desenvolvimento das tecnologias associadas, bem como a investigação e o ensino. No que concerne a estas vertentes, como perspetiva o ritmo de mudança e o futuro do panorama nacional?
O REPOWEREU dá já uma indicação para o ritmo das mudanças. 2030 representa uma meta para a independência energética da EU, obrigando a acelerar os planos para a produção do H2 e sua utilização. Os objetivos do FIT 55 tornaram-se insuficientes e esperamos que possam ser antecipados. O desafio para a indústria europeia é o de ter capacidade para responder à procura de mercado, quer na cadeia logística da economia do hidrogénio, quer na adaptação do consumo a esta nova realidade energética. A ENH2 terá de ser atualizada para enquadrar estas novas metas, e a AP2H2 está disponível para colaborar nessa revisão. Esperamos em breve apresentar ao governo a nossa proposta de plano de curto prazo para a mobilidade, com a criação de uma infraestrutura de abastecimento de viaturas ligeiras e pesadas.

“A ADIPA está sempre a aprender”

Formalmente constituída em 1975, a ADIPA representa as empresas privadas que se dedicam à distribuição alimentar, vertentes grossista e retalhista. Apesar de completar este ano 47 anos de existência, a verdade é que a sua história remonta à constituição do Grémio dos Armazenistas de Mercearia, em 1939. Conforme nos contou Luís Brás, “na génese da constituição da ADIPA estiveram as empresas grossistas que, na sequência da extinção dos grémios, em 1975, sentiram a necessidade de criar uma estrutura que continuasse a assegurar a sua representação institucional. Foi assim que as empresas que integravam o Grémio se associaram e constituiram esta associação patronal”. Criaram, dessa forma, uma estrutura ímpar, que conhece na perfeição o tecido empresarial que representa, graças à ligação direta que mantém com os empresários do setor.
Com quase 50 anos de história, muitos foram os momentos que marcaram o caminho da organização, tal como a elaboração das convenções coletivas que regulam as condições de trabalho para o setor, nos canais grossista e retalhista. Tal vertente representa a importância que a associação atribui ao diálogo social com os seus parceiros sociais, nomeadamente as estruturas representativas dos trabalhadores. De destacar, igualmente, o papel preponderante da associação na organização do movimento associativo, lembrando o papel desempenhado na constituição da CCP, a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, através da fusão das Federações Grosssista e Retalhista.
“Integrámos desde o início este movimento, contribuindo com o nosso conhecimento para o trabalho desenvolvido pela direção da CCP, no seio da qual estivemos sempre representados.  Fazer valer a voz deste setor junto de um organismo que congrega centenas de associações que representam os mais variados setores do comércio e serviços, constitui um pilar do desenvolvimento da nossa atividade”, sublinha o Secretário-Geral.
Conforme refere Luís Brás, “a ADIPA tem evoluído por forma a acompanhar as mudanças do mercado. Se num primeiro momento, na década de 80, os empresários eram maioritariamente grossistas, com a evolução do mercado percebemos que, de facto, é cada vez mais ténue a linha que separa o comércio grossista do retalhista. Foram as próprias empresas grossistas que, a certa altura, sentiram a necessidade de chegar ao consumidor final através da abertura de retalho próprio. Por essa razão e após uma reflexão interna, entendeu-se adaptar os estatutos da associação por forma a dar expressão a esta nova realidade, nomeadamente ao nível da representatividade das empresas retalhistas da distribuição alimentar. Com esta alteração quisemos também dar representação ao retalho alimentar em geral e ao de proximidade em particular”.
O setor retalhista assume atualmente para a associação, a par do grossista, uma importância preponderante, e uma das missões atuais passa por “apresentar a associação às empresas retalhistas para que estas tenham conhecimento de que existe uma organização com inúmeras valências e que se encontra totalmente disponível para prestar todo o apoio de que estas necessitam”, assegura Luís Brás.

O papel e importância da ADIPA

A ação da ADIPA desdobra-se em diversas áreas de intervenção, quer na vertente institucional, de representação do setor perante as instâncias oficiais, quer na vertente associativa, através da sua inclusão na CCP, quer ainda no âmbito do apoio técnico prestado às empresas associadas. Na componente institucional, uma das áreas mais importantes, destaca-se o papel de representação das empresas associadas no diálogo permanente que mantém com os diversos membros do Governo, quer diretamente, quer através da CCP.
No entanto, “para podermos desenvolver este papel na sua plenitude, obviamente que é necessário estudar aquilo que é o enquadramento económico-social e o desenvolvimento da atividade, assim como estarmos na posse de todos os dados que se prendem com as dificuldades sentidas pelas empresas no seu dia a dia. Por outro lado, a política e a visão estratégica da ADIPA passa por encarar as estruturas de representação sindical como um parceiro e não como um adversário e, por essa razão, ano após ano esforçamo-nos por lograr a obtenção dos acordos de revisão das CCT’s para o setor com essas estruturas”, refere Luís Brás.
Segundo Luís Brás, “tão importante como todas as outras valências, é o fato da ADIPA estar sempre ao lado das empresas prestando-lhes todo o apoio informativo de que necessitam nas áreas laboral, jurídica, económica, entre outras que balizam o desenvolvimento da sua atividade, sendo esta uma mais-valia extremamente relevante e diferenciadora do trabalho desenvolvido. Prestar um apoio direto e personalizado é, no fundo, o pilar essencial da associação”.

“Estamos presentes em todos
os eventos organizados pelos nossos associados”

A rede “Aqui é Fresco”, associada da ADIPA, irá reunir novamente este ano mais de 2000 convidados na sua convenção anual, à qual a associação representativa do setor não faltará. Isto porque “estamos presentes em todos os eventos organizados pelos nossos associados. A rede “Aqui é Fresco” é um excelente exemplo de uma estrutura dinâmica. Não só a “Aqui é Fresco”, mas todas as empresas nossas associadas fazem um excelente trabalho a todos os níveis. Como o nosso lema é caminhar ao lado dos nossos associados, fazemos sempre questão de estar presentes neste tipo de eventos”.
A verdade é que este género de eventos é muito importante para manter a coesão das estruturas económicas. São precisamente as convenções realizadas tanto pelas empresas, como pela própria associação, que diferencia pela positiva o ambiente empresarial que se vive em Portugal, “porque junta as pessoas, fá-las dialogar, aprender e partilhar conhecimentos”.  Neste âmbito, o Secretário-Geral da ADIPA não prescindiu de saudar a excelência da rede “Aqui é Fresco” pela dinamização da atividade, para além de que esta foi uma das primeiras empresas a realizar uma convenção totalmente digital, tendo sido mesmo a primeira no retalho alimentar, motivada pelo período pandémico que atravessávamos, o que, segundo Luís Brás, “é de louvar. Quando, em plena pandemia, uma empresa é capaz de realizar um encontro digital com um nível de qualidade exímio, significa que a organização, muito antes da pandemia, já estava a preparar a transição  digital. Podemos ainda referir inúmeros outros exemplos do trabalho de excelência desenvolvido pelas empresas associadas, nomeadamente as 71 que ganharam o estatuto PME Líder 2021, e que muito orgulharam a associação”.
Depois de dois anos atípicos para todos os setores económicos, não há dúvida de que a realização destes eventos contribui para o conhecimento do comportamento do consumidor e do mercado no seu todo, aportando inúmeras mais-valias aos novos desafios que se avizinham. “Este tipo de eventos proporcionam, num ambiente informal e fora do trabalho diário, espaços de reflexão e debate com personalidades de reputado reconhecimento no meio empresarial e político português. Ninguém consegue prever o futuro com rigor, mas podemos procurar desvendar algumas possibilidades a partir desta troca de conhecimentos. Estas convenções ajudam as empresas a analisar o passado e o presente, estimulando-as na procura de soluções que lhes permitam encarar a mudança com confiança”, sublinha Luís Brás.

O Futuro de um setor indispensável

O comércio retalhista e grossista enfrentou um período dos mais desafiantes da sua história, pelo que agora é fundamental estar com os olhos postos no futuro. Segundo Luís Brás, “a ADIPA está sempre a aprender”. Marcar presença nos eventos do setor é fundamental. Perceber o “estado da arte” do mundo empresarial, bem como conhecer as suas principais preocupações, constitui um ponto essencial para desenvolver estratégias que assegurem as suas expetativas futuras. A organização de seminários e de outras iniciativas similares constitui um meio para atingir aquele desiderato. “É muito importante que as empresas estejam alerta sobre o que é verdadeiramente importante para o crescimento do seu negócio, por forma a sentirem menos dificuldades no desenvolvimento da sua atividade”, termina o Secretário-Geral da ADIPA.

Les Roches: O Futuro passa pelo Turismo Sustentável

Administração Les Roches

Parte do Grupo Sommet Education, grupo suiço de educação superior especializado em Gestão Hoteleira, a Les Roches é uma instituição de ensino privada internacional líder no seu segmento. Na Les Roches Global Hospitality Education, os estudantes têm a oportunidade de receber formação segundo o modelo suiço de educação e aprender em vários campus universitários em todo o mundo. A escola oferece cursos e especializações que refletem a natureza do local onde são mestrados e permitem aos estudantes a possibilidade de terem formação e trabalharem com estudantes de mais de 90 nacionalidades, aprendendo várias línguas e culturas de negócio.

LES ROCHES GLOBAL HOSPITALITY EDUCATION

Fundada em 1954, a Les Roches é atualmente uma das mais prestigiadas instituições de ensino superior do mundo, ocupando o Top 3 do ranking para melhor instituição ao nível da Gestão Hoteleira e Turismo e ao nível da reputação junto dos empregadores segundo o QS World University Ranking By Subject 2021.
O modelo de educação combina aulas teóricas e práticas com a possibilidade de seleção pelos vários Campus – Suiça, Marbella e Shangai – e estágios nas melhores cadeias hoteleiras internacionais e empresas da área de serviços e luxo, sendo uma das instituições de ensino com maior taxa de empregabilidade dos seus alunos – cerca de 90% dos alunos têm entre uma a três ofertas de emprego durante o curso.
A Les Roches orgulha-se de promover o espírito empreendedor junto dos alunos e os conteúdos das várias formação mestradas têm por objetivo formar para a liderança e dar soluções inovadoras para potenciar uma mudança global ao nível da indústria hoteleira e de lazer, algo que a pandemia acelerou colocando no centro temas como a sustentabilidade e a digitalização dos setores da hotelaria e turismo.
Os cursos e pós-Graduações da Les Roches refletem as mudanças a apontam tendências numa das indústrias que mais tem mudado nos últimos anos. A Licenciatura em Gestão Hoteleira Global é um dos ex-libris da instituição de ensino e integra especializações em Empreendedorismo Hoteleiro; Estratégias de Marketing Digital e Gestão Financeira aplicada à Hotelaria, Pós-Graduação em International Hospitality Management e Master of Business Administration (MBA) in Global Hospitality Management, são alguns dos cursos mais reconhecidos da instituição.
Recentemente, a Les Roches em Crans-Montana criou uma especialização em Desenvolvimento Sustentável, fazendo jus a esta reputação de instituição de ensino de vanguarda. O último semestre do Bachelor of Business Administration (BBA) in Global Hospitality Management é agora dedicado à sustentabilidade, uma das quatro especializações, que os estudantes podem escolher no campus de Crans-Montana, juntamente com Empreendedorismo, Estratégias de Marketing Digital e Gestão de Performance Financeira.
Contribuindo para 10% do PIB mundial, o setor da hotelaria e turismo é proporcionalmente um dos ecossistemas mais preocupados com as questões de desenvolvimento sustentável e os instrumentos de controlo como os critérios ambientais, sociais e de governação têm um impacto direto na sociedade e no ambiente. Em resposta a isto, está em curso a criação de uma indústria de turismo sustentável que promova iniciativas significativas e ciclos eficientes em termos de recursos. De acordo com a sua filosofia académica de fomentar um espírito de inovação e criatividade, a Les Roches pretende, desta forma, reforçar a capacidade dos futuros líderes para impulsionar a sustentabilidade e a mudança.
A nova especialização foi concebida para dotar os estudantes de competências de gestão e conhecimentos necessários para transformar a hospitalidade, o turismo e a economia da experiência. Os cursos cobrem as exigências em mudança dos clientes, interessados e comunidades, eco-turismo, design e questões de ética e gestão empresarial. Outras especializações são oferecidas no último semestre dos programas BBA, tanto nos campus de Crans-Montana como de Marbella: Empreendedorismo, Estratégias de Marketing Digital e Gestão do Performance Financeira. O campus da Les Roches, em Marbella, tem uma especialização adicional em desenvolvimento e gestão de resorts e centra-se na gestão de resorts de luxo e negócios diretamente relacionados.
A especialização “Desenvolvimento e Práticas Sustentáveis” será oferecida no campus de Crans-Montana a partir de Setembro próximo, com cursos ministrados por membros de destaque do corpo docente, tais como Dr. Dimitrios Diamantis, Decano Académico Executivo, um visionário cuja tese de doutoramento já abordava o Envolvimento do Consumidor e o Ecoturismo. O programa incluirá também master classes ministradas por especialistas externos à instituição de ensino.

“O sucesso da Crossjoin é perpetuado através da partilha da sua cultura, estado de espírito e mentalidade perante os desafios tecnológicos”

Os Product Line Manager (PLM’s) são, internamente, os líderes e responsáveis das diversas áreas da Crossjoin. Analisando o sucesso alcançado pela empresa até ao momento, em que medida esta equipa tem reunido vantagens que favoreçam o alcance dos objetivos e metas da mesma?
André Simões (AS) –
A equipa de PLM’s da Crossjoin é quem, de facto, tem estado na linha da frente dos projetos na empresa. Todos os nossos PLM’s são colaboradores com um grande nível de experiência nas áreas que lideram e acabam também por ter um papel fundamental na entrega ativa de projetos, o que garante uma entrega sempre com a mais alta qualidade.
Parte da função de PLM na Crossjoin está na pré-venda e no iniciar os projetos da Crossjoin em conjunto com os nossos clientes para garantir que não só a identificação da missão/problema é a correta, como também a identificação do roadmap e/ou das tecnologias a serem utilizadas para os atingir.
Internamente, o PLM é quem lidera uma área de negócio e garante que a Crossjoin se mantém atualizada e competitiva tecnologicamente, tanto ao nível das ofertas, como da procura de mercado. Assegura também que a equipa tem não só a formação adequada como a entrega com a qualidade suprema que a Crossjoin tem vindo a fazer desde a sua criação. O lema “Perform to Perfection” está enraizado em tudo o que fazemos desde os nossos processos internos.
Importante também acrescentar que o “ser PLM” é incutido em todos os nossos colaboradores desde a sua entrada na Crossjoin para que todos possam participar nesta evolução ativa e contínua que é a entrega da Crossjoin.
São todos estes fatores que contribuem para que, independentemente de qual a equipa que esteja a fazer uma entrega representando a Crossjoin, seja movida pelos mesmos objetivos e sempre extremamente alinhada em fazer uma entrega eficiente de qualidade.

Considera que o PLM tem impulsionado o valor competitivo e o reconhecimento da empresa além-fronteiras, sendo, por si só, um forte fator distintivo da mesma? Qual a estratégia do grupo PLM para lidar com o mercado além-fronteiras?
Bruno Ribeiro (BR) –
Sem dúvida! O PLM permite a agregação e reconciliação das experiências nacionais e além-fronteiras, resultando na análise de highlights e lessons learned. Cada país tem a sua cultura e cada cliente a sua maneira de comunicar as suas metodologias de trabalho, os seus métodos de controlo (Project management). Estas variáveis são importantes serem comparadas com o nosso knowledge base quando se aborda um novo cliente/país a fim de otimizar e personalizar a solução/serviço de forma a que o cliente veja o fator “joiner” (trabalhamos juntamente com a equipa do cliente) e o consultor “Crosser” (adaptamo-nos às metodologias do cliente).
A componente de Workforce Management permite que o PLM redirecionar esforços (Recrutamento, Academia, Marketing, entre outros) de uma forma prioritária e compatível (cultura ou forma de trabalhar) com as experiências acima  indicadas.
Adicionalmente o PLM tem a componente de inovação que permite analisar as tendências do mercado juntamente com as tendências dos clientes por forma a criar produtos e serviços inovadores que melhor respondem às necessidades futuras além-fronteiras.

Assim, esta equipa tem sido um vetor de mudança no reconhecimento da empresa. De que forma a visão inovadora da mesma tem resistido aos processos de transformação, do ponto de vista interno e externo, traduzindo-os em oportunidades a longo prazo?
Pedro Coimbra (PC) –
Os PLM’s são responsáveis por analisar as tendências no mercado de IT e ajustar a estratégia e visão de cada área tendo em consideração estes elementos. Só assim é possível conciliar e ajustar os nossos processos de trabalho, formação e inovação juntamente com os nossos Crossers, bem como estarmos melhor preparados para responder aos novos desafios tecnológicos que os nossos clientes nos apresentam.

Certo é, a Crossjoin não quer ter apenas bons especialistas em tecnologia. Quer Crossers orgulhosos de entregar no tempo e com qualidade. Nesta perspetiva, de que forma os PLM’s permitem que a engenharia, a fabricação e todas as equipas acelerem os processos dos serviços com rigor?
AS – De facto, um dos grandes desafios que temos internamente é como continuar a crescer e manter a qualidade de entrega pela qual a Crossjoin é conhecida no mercado. Temos feito nos últimos anos um grande investimento interno na melhoria dos nossos processos desde:
O recrutamento, para que possamos continuar a selecionar os melhores profissionais para se juntarem à nossa equipa;
A nossa academia, para introduzir não só a aprendizagem técnica mas também incutir o espírito Crosser e Joiner nos nossos colaboradores desde o início, para que todos procurem fazer mais e melhor não só internamente como nas equipas com o cliente;
O nosso processo de inovação, para que possamos organicamente continuar atualizados e incutir ativamente este desafio de missão e procura em todos os colaboradores;
A formação ativa, para ter a certeza que continuamos todos competitivos até ao nível pessoal, todos os Crossers fazem a diferença;
O controlo e auditoria, para que possamos ativamente saber o que corre bem e mal nos projetos e poder atuar pró-ativamente.
Adicionando a este investimento nos processos internos, temos fomentado cada vez mais o espírito “One team”, em que todos os colaboradores são incentivados a de alguma maneira poder participar em diferentes áreas de negócio/técnicas para que a nossa resposta seja cada vez mais flexível e elástica. Não é um caminho fácil, mas tem tido um impacto significativo na nossa capacidade de resposta rápida a pedidos dos nossos clientes.
Os PLM’s como mencionado anteriormente são o principal catalisador para a evolução destes processos e nesta procura incessante de entregar mais e com qualidade que tanto caracteriza o nosso serviço.

O sucesso do serviço da Crossjoin é conseguido, assim, através de metodologias aperfeiçoadas ao longo dos anos através de experiência em consultoria e recursos humanos com elevadas competências tecnológicas. Face aos serviços que a marca apresenta e aos desafios que inevitavelmente surgem, é sempre possível garantir disponibilidade, curto tempo de resposta, segurança e fiabilidade? De que forma?
André Bela (AB) –
Para isso contamos com a diversificada e grande experiência tecnológica que temos no nosso Competence Center. O papel do PLM não é “saber tudo”. A cada desafio que nos é colocado, o PLM é responsável por identificar necessidades e montar uma equipa “Client Facing” adequada para as necessidades do projeto e, todos os projetos sem exceção, são apoiados pelo Competence Center. Este é o segredo que nos faz nunca perder um desafio e garantir todas essas frentes e que nos permite responder um SIM a esta questão. Na Crossjoin não existe um projeto sem Competence Center.
Existe, claro, o fator “Metodologia” que pertence ao DNA de cada Crosser. Estas metodologias estão já intrínsecas em cada PLM e naturalmente são passadas a cada um dos nossos consultores, o que nos permite manter a dinâmica e qualidade na nossa entrega.

Sendo pioneira no tipo de serviços que oferece, qual diria que será o próximo passo a dar no sentido de implementar tecnologia em praticamente todo o tipo de negócios, no sentido de tornar a Crossjoin – cada vez mais – no parceiro estratégico para as empresas?
BR – Tem havido um investimento muito grande do nosso lado, especialmente no desenvolvimento de competências nas áreas de foco tecnologicamente nos últimos anos para que os nossos clientes possam contar connosco para todos os tipos de desafios em sistemas de IT. Neste momento a Crossjoin já é o parceiro estratégico para alguns dos nossos clientes no  planeamento, desenvolvimento e acompanhamento de todo o ciclo de desenvolvimento de sistemas complexos de IT. Temos ajudado clientes nossos a melhorar os ciclos de entrega de software, participando em todas as fases deste, apontando, melhorando e participando nas iniciativas que permitem melhorar e otimizar toda a entrega.
Rodrigo Garcia (RG) – Parte deste investimento culminou também em certificações como a ISO27001 que obtemos em 2022 e na formação da nossa área interna de inovação, onde damos oportunidade aos nossos crossers de participarem na exploração tecnológica e desenvolvimento de produtos, que nos permitam ter contacto com as tecnologias e desafios prementes dos próximos 5 anos.
AS – A entrega de um serviço multidisciplinar orientado à qualidade e performance, faz com que qualquer  colaborador da crossjoin, os nossos crossers, se destaquem em todas estas missões com os nossos clientes.

Os clientes da Crossjoin podem contar sempre com serviços e soluções inovadoras, que vão ao encontro das necessidades do seu negócio. Assim, o que podemos continuar a esperar da equipa daqui para a frente?
Paulo Cunha (PC) –
Podemos contar com a qualidade que nos caracteriza, com aprendizagem contínua assegurada pela CrossMind Academy promovendo a partilha de conhecimento nas mais recentes tecnologias e garantindo que as novas contratações são formadas no mesmo método, cultura e DNA Crossjoin.

Do Board, atualmente, integram três elementos. Contudo, no futuro, os PLM’s serão incorporados, constituindo, desta forma, um executivo que, por mérito de competências e experiência, enriquecem a contribuição na direção e dinâmica da empresa. Assim, sendo uma «equipa-exemplo» e o futuro da casa Crossjoin, que passos serão dados no sentido de fazer jus aos valores que a caracterizam no mercado?
Mauro Farracha (MF) –
PLM é sinónimo de líder, responsável pela concretização da visão estratégica da Crossjoin, o líder de hoje e que acreditamos continuará a ser o de amanhã. Lado a lado na entrega e liderança, passam o seu testemunho e experiência acumulada ao longo de anos de histórias e aprendizagens dentro das equipas. O sucesso da Crossjoin é perpetuado através da partilha da sua cultura, estado de espírito e mentalidade perante os desafios tecnológicos, o Kendo (“Can Do”). Não nos autolimitarmos é a chave do sucesso. Assim, preparamos os novos elementos que ingressam na Crossjoin, na arte e metodologia única que nos caracteriza na entrega dos nossos serviços. Um novo desafio, uma nova tecnologia, não são e não devem ser encarados como problemas, mas sim novas oportunidades de ganharmos conhecimento e de crescermos corporativamente em novos negócios.

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