Inicio Autores Posts por Beatriz Quintal

Beatriz Quintal

111 POSTS 0 COMENTÁRIOS

“Inovação como pilar da criação de valor para os clientes”

A Climex é uma empresa de serviços de higiene e limpeza, líder em criação de valor, inovação e sustentabilidade. Como descreve a evolução da marca no setor onde atua?
A história da Climex nasce da inspiração. Com o propósito de proporcionar aos clientes um ambiente melhor. Desde 1967 já passámos por todo o tipo de desafios e a constante que nos permite superá-los é a implementação de novas tendências no setor. Com a inovação como pilar da criação de valor para os clientes.

Sabemos que é uma marca que disponibiliza um ecossistema de serviços inteligentes, uma vez que aplica a inovação tecnológica e a robótica às soluções de limpeza. Porquê a criação deste conceito?
Mais do que a criação de um conceito, foi a evolução natural na forma como prestamos os nossos serviços. A necessidade de adequação às expetativas dos clientes. Existe uma simbiose entre as necessidades sentidas pelas diversas atividades do mercado e a capacidade de resposta oferecida pelos serviços Climex. A capacidade de inovação e a aplicação de tecnologia e inteligência artificial em todo o nosso ecossistema de serviços permite-nos oferecer relações de parceria win-win aos clientes. O valor que este tipo de relações aporta permite, em simultâneo, que o mercado cresça na procura e na oferta de soluções inteligentes, inovadoras e tecnologicamente mais desenvolvidas. O setor de facilities services em Portugal ainda tem muito por onde crescer quando comparado por exemplo com outras áreas de atividade ou com outros países. Onde a realidade da inteligência artificial e IOT já está envolvida em todos os pontos ao longo dos processos. Permite empoderar as operações, o que as torna mais eficientes e inegavelmente mais inteligentes de todos os pontos de vista.

“Climex Mobile System – Intellingent Cleaning”, é uma aplicação que permite gerir, organizar e monitorizar os serviços de limpeza. De que forma se dá este processo? Que vantagens oferece esta aplicação aos clientes?
Rastreamento e transparência. Se houve um ponto positivo que podemos reconhecer que a pandemia trouxe ao mundo, foi o crescimento exponencial da transformação digital e tecnologia assente em dados. O mundo passou a depender da análise rápida de dados e de resposta das tecnologias para implementar soluções on time em quase todas as áreas do mercado e a nível mundial. O cliente necessita de serviços que lhe dê um suporte efetivo, em tempo real, na sua tomada de decisão e na informação que transmite aos seus colaboradores internos. O mundo que resulta da transformação pandémica, vai necessitar de maior capacidade de relação e de adaptação às micro necessidades de cada ambiente de trabalho. É isto que já hoje o Climex Mobile System permite. A transformação do serviço para um novo paradigma.

Acredita que o destaque dado a esta inovação de ponta e tecnologia de vanguarda, contribui para uma melhoria significativa da saúde em Portugal? Em que medida?
É necessário pensar cada espaço como único e assegurar o reajuste da limpeza e desinfeção. Permite-nos atuar de forma preventiva e não tanto reativa na prestação dos nossos serviços. Ao conseguirmos antecipar conseguimos dar uma resposta mais rápida e mais oportuna. A adequada higienização dos espaços torna-os mais eficazes porque promove a qualidade de ar interior e ambientes mais saudáveis. Ter colaboradores doentes, com momentos de paragem não planeados, pode sair mais caro do que o investimento na limpeza e desinfeção adequada das instalações. Aqui a tecnologia e robótica disponíveis assumem um papel fundamental, com uma gestão assente em dados analíticos.

Recentemente a Climex lançou um produto inovador que afirmam ser “o mais avançado robot autónomo com desinfeção por UVC”. De que produto estamos a falar? O que o diferencia?
O poder de desinfeção da luz UV-C permite atingir um menor risco para a saúde e menos danos nas superfícies. O robot de desinfeção UV-C da Climex, é um robot autónomo, criando uma desinfeção consistente e fiável a 360º. Com uma base robótica da OMRON, amplamente testada ao nível de circulação e segurança dos espaços. Permite quatro horas de desinfeção contínua. O poderoso sistema de radiação desinfeta, em minutos, qualquer espaço, eliminando em 99,9% a presença de bactérias, vírus, germes e outros microrganismos, através de 16 lâmpadas UV-C. Agora imaginemos que este robot funciona dentro do hipermercado onde faz compras, em escolas ou nas unidades de saúde onde todos vamos a consultas regulares.

A atual pandemia da Covid-19 tem contribuído (e muito) para a emergência de uma realidade automatizada, nomeadamente com a utilização robótica. Assim, como nos pode descrever a relação que existe hoje entre o robot de desinfeção desenvolvido pela Climex e a higienização que eficazmente resulta da sua utilização?
A pandemia veio amplificar a nossa necessidade de segurança e da garantia da qualidade do ambiente nos espaços onde circulamos. O que acelerou a necessidade de intervenções rápidas e eficazes ao nível de limpeza e desinfeção. Com baixos tempos de deployment nas soluções implementadas, nomeadamente, nas várias soluções da linha de desinfeção Climex BioSafety, onde se inclui também o robot UV-C. Este robot está a revolucionar a forma como mantemos o ar limpo e saudável. Toda a metodologia da linha de desinfeção Climex BioSatefy, é garantida com métodos e técnicas desenvolvidos com base científica e resultados confiáveis.

Neste sentido, qual a relevância deste produto no atual panorama da Covid-19 no nosso país?
Esta é exatamente a questão, o robot de UV-C não é apenas essencial em contexto de pandemia nem em específico da COVID-19. O robot dá resposta a outros tipos de ameaças que envolvam várias tipologias de microrganismos, nomeadamente na eliminação eficaz de bactérias multirresistentes por exemplo em ambientes hospitalares ou unidades de saúde. Outra questão relevante prende-se também com o que se verifica em Portugal ao nível da falta de mão-de-obra, na generalidade das áreas. O robot de UV-C tornou-se assim mais um elemento disponível na equipa, que permite cobrir a desinfeção de grandes áreas de forma segura e sistemática.

A terminar, que novidades podemos esperar da Climex no ano que se avizinha?
Em 2022 a Climex vai lançar uma novidade “gamechanger”. Uma inovação portuguesa, que vai revolucionar o mercado mundial da robótica aplicada à limpeza. Este projeto “i-RoCS – Research and Development of an Intelligent Robotic Cleaning System” é promovido pela Climex em parceria com a Atena e Universidade de Aveiro. Contamos ainda com o apoio do parceiro Renault/Cacia, num projeto aprovado pelo programa Compete do Portugal 2020. Em breve daremos mais detalhes ao mercado.

 

“Estamos muito confiantes de que o mercado português se manterá positivo em 2022”

Atualmente com uma forte presença em Portugal e na Holanda, a Nomad Capital foi criada com o objetivo de adquirir, conceber e desenvolver projetos residenciais e resorts com serviços de luxo. Acompanhando a tendência recente das cadeiras hoteleiras usarem Portugal como mercado de teste para uma futura expansão europeia, a Nomad Capital está a desenvolver a Nomad Bay, no Algarve, que será, com toda a certeza, o próximo marco residencial da zona sul do país, abrindo portas no verão de 2023. Debruçada sobre o mar e situada no concelho de Carvoeiro, esta é uma construção nova, desenhada de raiz, e que conta com 74 apartamentos de alto padrão com paisagens de «cortar a respiração». Como residência principal, casa de férias ou investimento, existe um imóvel à espera de todos os que pretendem usufruir desta experiência.
Com características únicas e, dificilmente, antes vistas em Portugal, a Nomad Capital e as suas residências de luxo têm evoluído exponencialmente no mercado sendo que, o CEO – através da sua experiência e know-how adquirido em vários pontos do mundo – considera que “existe um potencial muito grande na Europa para estas residências de marca ditando, por isso, um crescimento rápido na próxima década. Portugal foi o país que eu escolhi para viver e apostar, não estou a promover porque acredito nisso, nem porque venho de lá”.

O impacto dos desafios de 2021 no mercado português

É do conhecimento geral que as adversidades da pandemia que (ainda) vivemos assoberbou vários países e as suas atividades. Portugal enfrentou neste ano que agora acaba um conjunto de desafios que, caso não tenham sido devidamente geridos, poderão levar a uma estagnação da economia. Contudo, e sendo Alexandre Mansour positivo por natureza – e acreditando na qualidade e potencial enorme do país – assume que “o mercado imobiliário em Portugal é um setor muito resiliente acabando, até, por beneficiar efetivamente de toda esta situação. Desde o início da pandemia, Portugal ficou conhecido mundialmente como um ótimo lugar para se viver e um paraíso seguro para os nómadas digitais, jovens aposentados e até empreendedores. Tem sido uma sensação muito boa ver o impacto positivo que o setor e o país têm recebido”.
Assim, e sempre a pensar no futuro, a Nomad Capital rapidamente ajustou as suas práticas e hoje está a tornar-se totalmente digital, utilizando as redes sociais e o marketing, sendo que, e graças a isso mesmo, está mais próxima do seu público, podendo, portanto, comunicar diretamente com ele e receber feedback em tempo real de investidores, da equipa e dos compradores finais das residências. Desta forma, e contra todas as adversidades, a Nomad Capital está mais resiliente do que nunca.
Importa ainda compreender se, esta perceção otimista, se irá manter no ano que se avizinha. “Estamos muito confiantes de que o mercado português se manterá positivo em 2022. Apesar, claro está, de todas as mudanças que estão a chegar, como é o exemplo dos Golden Visa. A partir do dia 1 de janeiro de 2022, o Governo português irá introduzir alterações ao regulamento do programa, que deixará de abranger as zonas costeiras de Portugal, nomeadamente Lisboa, Porto e Algarve, de forma a atrair maior investimento para o interior do país. Penso que janeiro e fevereiro serão meses essenciais uma vez que nos darão uma ideia mais firme de como o mercado está a reagir a estas mudanças”.
Ainda que os desafios sejam, certamente, rigorosos, a Nomad Capital acredita que Portugal, e o seu carisma diferenciador, estará mais do que preparado para acompanhar as tendências que surgirão.

Olhos postos no futuro

O mercado, a população e os clientes já estão cientes do que esperar para 2023: o sucesso do projeto Nomad Bay. Contudo, a marca, não fica por aqui.
A Nomad Capital espera nos próximos meses anunciar mais dois prestigiados projetos, ambos localizados no Algarve. “Estamos muito confiantes de que o mercado reagirá positivamente. Posso, desde já, assumir que ambos terão um conceito semelhante ao Nomad Bay”, garante Alexandre Mansour.
Com inúmeras ideias prontas para serem desenvolvidas, o objetivo primordial da Nomad Capital, a curto prazo, será expandir ainda mais as suas operações no Algarve. Já a longo prazo, existe um potencial imenso para que estes produtos e serviços sejam integrados em vários locais da Europa – assim deseja o nosso entrevistado. Certo é, o mesmo, garante que estarão “sempre no topo das tendências das residências de marca. Para já em Portugal e na Holanda, mas, em breve, nos restantes pontos da Europa”, termina.

“A HRV tem evoluído graças aos Parceiros, Clientes, Fornecedores e à Resiliência dos nossos Colaboradores”

O Grupo HRV conta já com quase 40 anos de existência e sabemos que tem vindo cada vez mais a afirmar-se no mercado fruto de todo o know-how e competências adquiridas. Como descreve a evolução da marca nos setores onde atua? Qual o segredo para tamanho sucesso?
A HRV tem evoluído graças aos parceiros, clientes, fornecedores e à resiliência dos nossos colaboradores. A exigência dos nossos clientes, as soluções apresentadas pelos nossos fornecedores e a nossa equipa técnica têm sido os pilares da nossa evolução. Esta exigência dos clientes implicou a viajar pelo mundo a conhecer diversas realidades, a visitar muitas feiras e congressos para nos mantermos atualizados na melhor solução tecnológica a apresentar. As parcerias feitas com os fornecedores obrigam-nos a investimento contínuo em maquinaria, materiais, know-how, em métodos e processos produtivos.

Dentro do mesmo grupo foram concebidas outras duas empresas: a HRV Elétrica S.A e a VERISTEEL Laser S.A. Quais os motivos que fomentaram esta criação?
A HRV Elétrica foi criada para permitir à HRV (Processo) fornecer a solução completa. Já fazíamos a parte do desenvolvimento tecnológico (Projeto) já fazíamos a parte da construção e montagem mecânica de máquinas (Engenharia), faltava-nos a componente elétrica das mesmas. Assim os clientes possuem um só correspondente, uma só interface, caminho muito mais simples e fácil, não só na componente projeto, como na própria montagem e assemblagem, como no start-up e claramente um serviço muito mais integrado e mais eficiente no pós-venda e assistências técnicas. Tenha a máquina/linha de processo uma avaria, o cliente fala com um interlocutor HRV, que tem assim a capacidade e know-how de dar resposta, de saber definir se avaria mecânica, se avaria elétrica. A HRV Elétrica permite-nos também, dentro de portas desenvolver, testar, otimizar os equipamentos e ou processos de fabrico. Na HRV Elétrica já fazemos o desenvolvimento de Softwares de produção, verdadeiros “Big Brothers” no setor industrial, que permitem não só aos empresários de obter deles todas as informações para custeio de operações,
como permite aos operadores fabris perceber e otimizar a produção com a finalidade de um funcionamento de excelência. A VERISTEEL (Corte Laser) autonomia, excelência nos produtos e facilidade nas assemblagens.
Autonomia, pois partimos de chapas em aço e paramos na montagem integral de um a linha de processo. Controlamos melhor os custos e gerimos melhor as prioridades sem estar a depender de fornecimento desse serviço de terceiros.

Tendo sido 2021 um ano bastante atribulado quer na vida profissional, bem como na vida pessoal de toda a sociedade, como é que enquanto “empresa familiar” lidaram com a pandemia? Que aspetos negativos esta acarretou? E positivos?
“Esquecemos” os objetivos financeiros (lucro) e mantivemos os objetivos estruturais e de postura anteriormente deliberada. Dois anos de pandemia, em Portugal com projetos Agroindustriais a serem cancelados ou adiados, projetos cancelados em Angola e no Brasil, objetivos financeiros de manter a empresa a laborar. Tivemos de investir em meios humanos, para dar resposta à maior solicitação para reparações de equipamentos (que devido à pandemia os clientes não substituíram por novos). Capacitámos as empresas com mais meios informáticos para ser possível o teletrabalho. Investimentos nas instalações, criando mais e melhores gabinetes, para que todos os gabinetes fossem separados e arejados. Investimentos em formação. Investimos em reorganização.  O confinamento permitiu-nos ter mais tempo para pensar a empresa internamente. Com a ajuda de um parceiro (com experiência relevante na área) delineámos um novo modelo de gestão, cuja implementação está atualmente a ser finalizada. Em resumo, na HRV aproveitámos este período para dar mais alguns passos na melhoria de processos internos.
Estávamos a meio de uma transição acionista de pais para filhos. Tudo está assim a ser feito e mantido.

Acredita que promover constantemente um espírito de resiliência nos colaboradores, faz com as empresas estejam mais bem preparadas para lidar com eventuais imprevistos? Neste sentido, de que forma é motivado este conceito no seio do Grupo HRV?
É uma característica cuja importância tem sido relevada no âmbito da pandemia, e bem. Mais do que nunca, o espírito de equipa foi essencial. Nesse campo, a gestão de equipas e a comunicação entre as mesmas ganhou uma especial relevância. Percebemos que a multidisciplinaridade que cultivávamos nos trouxe vantagens; e que o equilíbrio entre experiência e a jovialidade das equipas permitiu, por exemplo, a rápida adaptação às novas formas de trabalho. Resiliência nos colaboradores, com o incentivo à formação, com a procura de melhoria de meios de proteção e segurança e ambiente do trabalho, com a criação de alguns eventos festivos. Foi criado um Departamento de Recursos Humanos, com uma colaboradora afeta exclusivamente aos assuntos relacionados com os colaboradores. Para além das funções mais administrativas considerou-se relevante atuar na gestão do clima organizacional e motivar as equipas. Com uma pessoa responsável de RH sempre presente, disponível, interventiva e a servir de elo de ligação com a Administração. Com a tentativa de também dar as melhores “ferramentas” de trabalho (sejam um torno de CNC, seja o melhor Software/Hardware, entre outras). Ter assim melhores profissionais e garantir a saúde e bem-estar de cada um dos nossos colaboradores.

Foi uma marca que começou com produção de peças metálicas e de alimento composto para animais, mas hoje em dia já produz também “pellets” de biomassa, o que nos leva a afirmar que é uma empresa multifuncional. Assim, o que podemos esperar do Grupo HRV em 2022?
A HRV iniciou em 1981 como fabricante de peças simples, de desgaste, para as fábricas de alimentos compostos para animais (vulgo fábricas de rações). Hoje, além de fábricas completas para alimentos compostos para animais (Ração Gado, Ração PET, Ração Peixe), instalámos também fábricas completas de transformação de biomassa, unidades completas de produção de fertilizante, composto orgânico e projetos completos para a indústria química em alguns setores.

Quais as perspetivas que o Pedro Veríssimo tem para o próximo ano enquanto Administrador de uma empresa desta dimensão?
Grupo de empresas pequeno, de 80 pessoas, enquanto administrador e responsável comercial, gostaria de no próximo ano terminar todas estas alterações estruturais e financeiras e conseguir retomar os mercados, o Nacional, o Angolano e o Brasileiro. Gostaria de ver os valores das matérias-primas estáveis, sejam os cereais e a biomassa para que os nossos clientes possam fazer uma gestão longo prazo e investimentos de longo prazo, sejam das matérias-primas ferro, componentes, para que a HRV possa conseguir orçamentação convenientemente.

“A Cultura da Inovação é fulcral para que o país possa continuar a ter uma Indústria Competitiva no Mundo”

Os Parques Empresariais são “localizações” que oferecem as condições necessárias para a instalação rápida, eficiente e segura de projetos de investimento nacional e estrangeiro de qualquer atividade industrial, logística e de serviços. Estes são, portanto, zonas de extrema importância para a economia portuguesa, até porque para além dos Parques Empresariais – que são de facto as zonas de instalação empresarial mais conhecidas – existem também outras realidades diversas como é o caso dos tecnopolos, mais centrados nas áreas de serviço, tecnologias de informação e comunicação, sendo, portanto, segundo o nosso entrevistado “uma zona aberta”.
“Os Parques Empresariais representam do ponto de vista da angariação e instalação, um elemento central de competitividade dos territórios porque são o espaço de acolhimento que permite que um investimento aterre literalmente no território e se instale da forma mais eficiente, não apenas por uma questão de rapidez, mas também para garantirmos que naquela localização em concreto, estão presentes as infraestruturas que tornam eficiente uma localização naquele território, que são: infraestruturas de transportes rodoviários e ferroviários, infraestruturas energéticas como o gás, natural e também o abastecimento elétrico, – cada vez mais importante”, inicia o Secretário de Estado da Internacionalização. Do ponto de vista económico e evolutivo para um país como o nosso, os Parques Empresarias são o que permite ter uma economia de aglomeração, uma vez que junta as empresas e os trabalhadores, ao mesmo tempo que são uma espécie de “via verde” para aqueles que querem investir.
Efetivamente, mais do que investidores portugueses, é fundamental o investimento estrangeiro – para que cada vez mais se dê uma internacionalização – e para isso é necessário que o nosso país se encontre bem posicionado e suficientemente atrativo de forma a captar o investimento estrangeiro que irá elevar Portugal a um novo paradigma. Portanto, segundo Eurico Brilhante Dias, “para o investidor português que conhece bem o território, os Parques Empresarias são a solução mais eficiente para relocalizar e expandir, mas o investidor estrangeiro não conhece em detalhe as realidades, mas sabe à partida, que uma localização que é um parque empresarial, ou um tecnopolo, ou uma zona industrial, é um espaço que é adequado para a instalação. Portanto, para nós, que trabalhamos na angariação de investimento estrangeiro, a qualificação dos parques empresariais e das áreas de acolhimento empresarial, é um aspeto muito importante”. Assim, sabemos, portanto, que é fulcral dar visibilidade aos Parques Empresariais, melhorar a qualidade de serviço dos mesmos, empreender um esforço para que possam de alguma forma distinguir a sua oferta dos restantes e ainda permitir que essa oferta seja vista como uma janela para o mundo.

Associação Portuguesa de Parques Empresariais

Foi no dia 9 de dezembro o lançamento da Associação Portuguesa de Parques Empresariais (APPE), que visa qualificar os Parques Empresariais. Mas porque é que a APPE é um fator-chave para os mesmos? O nosso entrevistado revela que, “a APPE é um instrumento que junta os parques privados e os públicos o que permite construir um entendimento comum, criar boas práticas e partilhar experiências de serviços prestados a empresas em diferentes áreas”. O resultado espera-se positivo, uma vez que, a visão primordial é construir uma base de oferta ao mesmo tempo que se desbrava um caminho comum de qualificação da mesma, o que de facto, é importantíssimo no ponto de vista da melhoria da atratividade do território português para desenvolver investimento. “Permitir angariar mais investimento estrangeiro e também fazer mais desenvolvimento do investimento nacional. O objetivo é que com este conjunto de parques e com os que se venham a somar, ter uma oferta qualificada para oferecer aos investidores estrangeiros de norte a sul do país”, sustenta o interlocutor.
Esta será, portanto, uma estratégia eficaz na promoção de Portugal como destino de investimento, quem o garante é Eurico Brilhante Dias, acrescentando ainda que “vamos mostrar ao exterior que temos mais-valias no nosso território, caso queiram vir instalar-se em Portugal, com os serviços mais eficientes”. Mas mais importante do que momento de investimento, é ter a capacidade de antecipá-lo, isto porque “quem consegue instalar com rapidez e eficiência, consegue transformar um projeto que pode demorar um ano a instalar-se, num projeto que pode demorar apenas seis meses. Estes seis meses permitem aos investidores começar a oferecer aos clientes mais cedo os seus produtos. Porque pode ter-se um impacto verdadeiramente significativo na economia do projeto se formos mais rápidos”.

Covid-19: a porta aberta para a Inovação e Competitividade

Sabemos que a internacionalização é um passo fundamental que a maioria das empresas tem que dar para que se possam relacionar com mercados mais promissores, mas para isso existem dois fatores centrais a cumprir: inovação e modernização. Além deles, também a pandemia da Covid-19 tem vindo a ser crucial, isto porque, apesar das fases de confinamento e do fecho de fronteiras – que levou a várias incertezas no mercado da exportação afetando assim a economia nacional e estrangeira – obrigou vários modelos negócio a adaptarem-se e a adotarem novos hábitos, enraizando o conceito de inovar. “A crise pandémica gerou grandes restrições, mas também gerou um grande movimento que em algumas áreas pode ser aproveitado para o futuro. Por exemplo, houve uma diminuição de vendas muito severa no setor têxtil. Isto fez com que essas empresas se vissem obrigadas a desbravar um novo caminho: produzir máscaras e fatos de proteção num movimento absolutamente extraordinário. Portanto, o setor têxtil gerou uma nova área de negócio que resulta da necessidade urgente que tivemos todos de responder”, afirma Eurico Brilhante Dias. No setor da saúde, deu-se também um aceleramento da digitalização relacionado com a telemedicina. Segundo o entrevistador, “existe uma grande necessidade, perante esta pandemia, de ter camas nos hospitais, portanto é uma vantagem, nesse sentido, este acompanhamento de doentes de forma remota. Isto são tudo oportunidades criadas a partir de um contexto muito severo de resposta a pandemia, que resultou num conjunto de aprendizagens acumuladas que geraram negócios novos”.
No reverso da moeda, estão os impactos negativos que não escaparam a nenhuma área de atividade. Para o Secretário de Estado da Internacionalização, a primeira contrapartida sentida foi “o adiamento de decisões”, também a interrupção de algumas cadeias de abastecimento afetou o setor “o que nos deixou sob um stress da qual ainda não saímos. Há uma pressão sob o preço das matérias-primas e sob o preço do transporte marítimo, que esta a levar a uma rarefação de oferta em alguns casos e a um aumento de preços”, afirma. Além destes, e muito devido às fases de confinamento a que toda a sociedade se viu imposta, estão as questões da mobilidade.
Quando falamos em inovação não se trata apenas do desenvolvimento de novos produtos, mas também da promoção de novos modelos de negócios, onde são oferecidos serviços inovadores que melhoram a vida das pessoas. No entanto, para que cada vez mais esse “fenómeno” aconteça, é importante que a inovação seja entendida como um investimento. Neste sentido, a modernização está cada vez mais presente no seio de todas as empresas porque efetivamente acrescenta valor e aumenta a competitividade, tornando-se, portanto, num valor central. Segundo Eurico Brilhante Dias, “as empresas que concorrem no mundo global, sabem que se não forem capazes de continuamente lançar novos produtos e serviços, terão grandes dificuldades em garantir que os seus clientes permanecem fiéis. A inovação é a âncora central para continuar a estar num mercado que é muito competitivo e que tem oferta gerada em todo o mundo, portanto aquilo em que temos vindo a investir fortemente é numa política que reforce a investigação e desenvolvimento, a inovação dentro das empresas e na ligação das empresas às universidades. Portanto, a cultura da inovação é fulcral para que o país possa continuar a ter uma indústria competitiva no mundo”.
Com o aproximar do final do ano de 2021, e perante uma altura de reflexão para todos, o Secretário de Estado da Internacionalização quis deixar uma mensagem de alento onde assinala que “o combate à pandemia ainda não terminou. É muito importante olhar para 2022 com a esperança de que vamos ser capazes de construir a solução que permita ter a estabilidade que responda a estas grandes desafios que temos que enfrentar”, termina.

Investimento Estrangeiro em Portugal: O que o Ano de 2022 nos vai trazer de novo?

A Macias y Associados tem como missão – além de aportar as suas valências jurídicas na defesa dos interesses dos seus clientes – ser parceira, consultora e conselheira de confiança. Há seis anos em atividade, como analisa os desafios «sólidos e triunfantes» que têm feito parte da história deste Law Boutique?
Esta Law Boutique discreta mas dedicada em aportar soluções e definição de estratégias aos seus clientes, tem sustentado o seu crescimento, quer pelo elevado padrão de conhecimento jurídico das áreas a que se dedica, quer pela confiança que os nossos queridos clientes e parceiros têm depositado em nós, bem como na referenciação que fazem de nós aos seus pares.
A MyA de forma a dar melhor assessoria aos seus clientes alargou os seus escritórios no ano passado para a Comporta, pois a sua atividade relacionada com investimentos | investidores do sector imobiliário, seja em due diligencies nas compras e vendas, seja na criação de empreendimentos turísticos seja no licenciamento de projetos camarários, impulsionou a que estivéssemos mais perto deste centro de negócios.
Este ano, por força também de investimentos ao nível societário, alargou as suas parcerias para Luanda, pois bem conhecedora deste mercado pelos anos que aqui viveu, foi convidada para estar presente em projetos quer financeiros quer relacionados com Direito bancário, área em que muito se orgulham pelas provas já prestadas e bem reconhecidas.
Curiosamente, e quase em última mão, a MyA por necessidade de expandir os seus espaços e a sua equipa de advogados, durante o ano de 2022, irá mudar as suas instalações de Lisboa, muito agradecendo aos seus colaboradores, e clientes e parceiros pelo desenvolvimento in crescendo dos últimos tempos.

Sabe-se que o mercado e, consequentemente, os inúmeros setores de atividade, estão em constante evolução. Assim, e com uma visão centrada na Advocacia atual, quais foram, para si, as transformações que mais impactaram o universo do Direito em Portugal?
As diversas alterações legislativas referentes ao Direito Imobiliário bem como as do Direito do Ambiente e Energia criaram as condições que permitiram a renovação de um parque imobiliário em todas as regiões (não obstante as urbanas terem sido as mais beneficiadas) quer através de reabilitação de edifícios urbanos, criação de empreendimentos turísticos, desenvolvimento de múltiplos projetos de eco turismo, desenvolvimento de projetos sensíveis às energias renováveis.

Uma das áreas de atuação da Macias y Associados, e com forte incidência, diz respeito ao Golden Visa. Para melhor entender, o que tem representado este programa para Portugal nos últimos anos?
Nos últimos dez anos, desde a data de criação do regime de Autorização de Residência para Atividade de Investimento (ARI), em vigor desde o dia 8 de outubro de 2012, permitiu que cidadãos nacionais de Estados Terceiros tenham obtido uma autorização de residência temporária para atividade de investimento com a dispensa de visto de residência para entrar em território nacional.
Esta possibilidade de entrada de cidadãos estrageiros fora do espaço Europeu, com vista ao investimento permitiu a revitalização do sector da construção, da reabilitação urbana, da criação de unidades de turismo não necessariamente hoteleiras que abriu as nossas cidades a um turismo multicultural.
A estes investidores e beneficiários do regime especifico ARI / Golden Visa, foi-lhes concedida a possibilidade de entrar em Portugal com dispensa de visto de residência; residir e trabalhar em Portugal, bastando para tal permanecer por um período não inferir a sete dias no primeiro ano e não inferior a 14 dias nos anos subsequentes; circular pelo espaço Schengen, sem necessidade de visto; bem como beneficiar de reagrupamento familiar, e ainda solicitar a concessão de Autorização de Residência Permanente nos termos da Lei de Estrangeiros (Lei n.º23/2007, de 4 julho, com a atual redação). Aos cidadãos titulares de autorização de residência para atividade de investimento e seus familiares, que cumpram os requisitos previstos no artigo 80.º do REPSAE e tenham requerido a concessão de autorização de residência permanente, foram emitidas autorizações de residência para atividade de investimento permanente, excecionando a este regime o previsto na alínea b) do n.º 2 e n.ºs 3 e 4 do artigo 85.º do mesmo diploma (cancelamento do direito por ausências do território nacional, cf. artigo 65º-K do Dec. Reg. 84/07 de 5/11, na sua atual redação).
Creio que Portugal também através do NHR – Residente Não Habitual previsto no Código Fiscal do Investimento, aprovado pelo Decreto-Lei n.o 249/2009, de 23 de setembro, criou o regime fiscal para o residente não habitual em sede do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS), tendo em vista atrair para Portugal profissionais não residentes qualificados em atividades de elevado valor acrescentado ou da propriedade intelectual, industrial ou know-how, bem como beneficiários de pensões obtidas no estrangeiro, ou para os chamados “nómadas digitais” que podem operar em qualquer lado do mundo e que pelas fantásticas condições de vida que Portugal oferece têm vindo a instalar-se e a dinamizar a nossa economia com os seus conhecimentos polivalentes e enriquecidos em multiculturalidade.
A MyA tem assessorado vários ou inúmeros projetos quer de Golden Visa quer de NHR, e pode assegurar que todos os beneficiários criaram ligações económicas com Portugal e com parceiros portugueses, que em muito beneficiam a nossa economia e que espero se mantenham como instrumentos quer de investimento quer de globalização da nossa economia.

Não sendo exceção às naturais alterações do mercado, a partir do dia 1 de janeiro de 2022 o Governo português fará modificações nas regulamentações do Golden Visa. Para melhor entender, o que irá mudar?
O Decreto-Lei n.º 14/2021, de 12 de fevereiro altera o regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional. Esta alteração vem limitar a concessão das Autorizações de Residência para Investimento (ARI), mais conhecidas por ‘Vistos Gold’, nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto e nos territórios das Comunidades Intermunicipais (CIM´s) do litoral que ficam excluídas do âmbito de aplicação do regime no caso dos investimentos em imobiliário para habitação, no entanto nestas zonas manter-se-ão os investimentos em imobiliário para turismo, comércio e serviços.
A aquisição de imóveis, de valor igual ou superior a € 500,000, e a aquisição e realização de obras de reabilitação urbana, em montante global igual ou superior a € 350,000, que se destinem a habitação, continuam a permitir o acesso a este regime, mas apenas quando se situem nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira ou nos territórios do interior, identificados no anexo à Portaria n.º 208/2017, de 13 de julho.
Com esta alteração há também um aumento dos valores que envolvem ‘atividade de investimento’. Assim, passam a ser considerados os seguintes valores: transferência de capitais no montante igual ou superior a € 1,5 milhões; transferência de capitais no montante igual ou superior a € 500 000, que seja aplicado em atividades de investigação desenvolvidas por instituições públicas ou privadas de investigação científica, integradas no sistema científico e tecnológico nacional; transferência de capitais no montante igual ou superior a € 500 000, destinados à aquisição de unidades de participação em fundos de investimento; transferência de capitais no montante igual ou superior a € 500 000, destinados à constituição de uma sociedade comercial com sede em território nacional.
O novo regime entra em vigor a 1 de janeiro de 2022 e é aplicável a todos os pedidos de Autorização de Residência para Investimento (ARI) requeridos após a sua entrada em vigor. Fica claro que o novo regime «não prejudica a possibilidade de renovação das autorizações de residência», nem «a possibilidade de concessão ou renovação de autorizações de residência para reagrupamento familiar», quando a ARI tenha sido concedida ao abrigo do regime legal aplicável até à data de entrada em vigor do novo regime.

As renovações nas regras do Golden Visa têm como objetivo impulsionar o investimento nas áreas de baixa densidade populacional de Portugal, aliviando a pressão das regiões metropolitanas. Neste sentido, tendo em conta a sua experiência, quais são as expetativas para o mercado em 2022?
Se estamos a referenciar as mudanças geográficas para o investimento imobiliário, vale ressaltar que isto só ocorre para imóveis residenciais. Com uma panóplia de cidades no Interior com excelente qualidade de vida, elevada segurança e reconhecida capacidade de reabilitação imoveis em zonas históricas, entendo que não será difícil escolher um bom lugar para viver em Portugal.
Saliente-se que para os que pretendem investir em imóveis para turismo ou hotelaria, todo o território português é elegível, sem nenhuma restrição. Ou seja, para essa modalidade não há novas regras para o Visto Gold Portugal.
A partir de 1 de janeiro de 2022, será apenas possível obter a concessão de um Visto Gold através de investimento em imóvel com destino a habitação se este for realizado nos Territórios do Interior e nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, tendo esta restrição incidência nos concelhos das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto (neste caso, com exceção do Concelho de Arouca e das freguesias de Arões e Junqueira do Concelho de Vale de Cambra).
Os investidores poderão continuar a obter um Visto Gold através da compra de imóveis comerciais, tais como escritórios ou espaços de retalho, que continuam abrangidos pelo programa, podendo continuar a investir-se em qualquer zona do país, nomeadamente em Lisboa e no Porto.

A terminar, e porque estamos agora em momento de reflexão e de «esperança» por um ano melhor, enquanto representante da Macias y Associados, que mensagem especial gostaria de deixar a todos os amigos, clientes e parceiros que têm caminhado lado a lado com o sucesso da empresa?
Nos momentos áureos da economia a qualquer um é fácil ter sorte e sucesso, no entanto é nas fases difíceis que a sorte é trocada por trabalho, sólidos conhecimentos e a confiança ajuda a alcançar o sucesso.

Qualidade como agente diferenciador no setor da Contabilidade

Foi em 2012 que a CEO, Elisabete OIiveira Martins, com a ajuda do companheiro, Fernando Jorge Martins, decidiu desbravar este caminho da contabilidade. Um projeto que começou em casa e em nome individual, rapidamente se tornou numa função a tempo inteiro quando em 2015 o casal comprou a primeira carteira de clientes. “Aí começámos a crescer efetivamente e em 2017 constituímos uma empresa porque já estávamos num patamar acima. Portanto a SRS Consulting enquanto empresa só existe desde 2017, o que acabou por ser o produto do trabalho de vários anos”, confessa a interlocutora. Hoje em dia a prestigiada SRS Consulting é uma empresa de contabilidade e consultoria que todos os dias procura garantir um serviço de excelência.

SRS Consulting e o compromisso com a qualidade

Quatro anos se passaram e a realidade é que a SRS Consulting ainda não estagnou a sua evolução no mercado, – atualmente contam já com oito funcionários e a caminho de um novo espaço de trabalho. Nunca contentes com o seu posicionamento e donos de uma ambição saudável em realizar sempre mais e melhor, os fundadores da empresa têm já um novo projeto em mente. “No próximo patamar, queremos ter um novo espaço com a parte jurídica, que será assegurado pelo Fernando Jorge Martins”, revelam os entrevistados. Isto porque segundo os mesmos “é uma necessidade que existe por parte dos clientes. Termos este setor dentro da empresa acaba também por ser uma mais-valia nos serviços que oferecemos”.
Ao presenciar tamanho sucesso num mercado que todos sabemos ser competitivo, rapidamente se percebe que neste caso, o fator-chave é só um: Qualidade. A verdade é que o setor da contabilidade requer a devida importância, e a SRS Consulting, não descura nem por um segundo de oferecer um serviço digno de ser recomendado. Aquando da pandemia da Covid-19 e sem mãos a medir com a numerosa procura pelos serviços, Elisabete Oliveira Martins e Fernando Jorge Martins admitem mesmo que se viram obrigados a recusar clientes. Isto porque, mais uma vez, a qualidade do serviço está em primeiro lugar. “Tivemos que salvaguardar a qualidade dos nossos serviços, porque ao aceitarmos todos os clientes, iria existir uma maior pressão e isso iria desviar-nos daquele que é o nosso foco: trabalhar com qualidade”, sustentam.
Esta primazia por serviços de excelência confere obviamente um posicionamento com valor acrescido à organização, uma vez que a publicidade que lhes é concebida passa pela recomendação dos próprios clientes. Segundo a CEO, “isso para nós tem sido ótimo e a nível de mercado temos visibilidade porque nos recomendam, somos uma referência. Os nossos próprios colegas procuram a nossa ajuda para esclarecimento de dúvidas”.
Certo é que o desenvolvimento de uma cultura baseada na qualidade de diferenciação e competitividade de serviços abre caminho à eficácia organizacional. Por esse motivo, para os nossos entrevistados, é fundamental que no setor da contabilidade se aposte firmemente na Certificação de Qualidade. “O próximo patamar que queremos atingir é precisamente obter uma Certificação de Qualidade. Porque é uma salvaguarda para os nossos clientes e cada vez mais aquilo que nos acrescenta valor é apostar na qualidade. Cada vez mais a nível de gestão, é necessário que a contabilidade tenha padrões de qualidade. Se primarmos sempre por um trabalho exímio, estaremos preparados para lidar com qualquer adversidade sem nunca deixar qualquer cliente desamparado”, garantem.

A importância da Transformação Digital

A verdade é que o mundo se encontra em constante evolução no que diz respeito à Transição Digital – que cada vez mais é um fator-chave no seio de qualquer empresa. As mais-valias de acompanhar esta tendência são inúmeras e para a SRS Consulting é imprescindível investir nesta ordem, e por isso têm “procurado sempre ter o equipamento mais moderno possível e que facilite uma rápida e eficaz resposta”.
“Efetivamente sabemos que o digital é o futuro”, garantem Elisabete Oliveira Martins e Fernando Jorge Martins. Mas tal como em todas as mudanças, existe sempre quem ofereça alguma resistência, “não conseguimos ter todas as empresas no digital, porque há clientes que não são recetivos. Mas temos tentado mostrar da melhor forma as vantagens que o digital tem para o cliente”, asseguram.
Mais uma vez, o foco nesta adaptação à era digital, prende-se com a continuidade de uma oferta de serviços com particular cuidado. “Todo o equipamento que temos é de forma a diminuir o erro humano, porque isso na nossa área é o mais problemático. Essa possibilidade de erro pode efetivamente levar a um prejuízo que será sempre nosso. Por isso temos vindo a investir bastante nesta parte, para diminuir esta possibilidade de erro, mas também para fazer com que os nossos colaboradores sintam que o trabalho é muito mais fácil e eficiente”, sustentam.
E se muitos foram os dissabores que a pandemia da Covid-19 acarretou, no reverso da moeda está a transição digital – um dos grandes impactos positivos da mesma. Entre a adaptação a esta nova realidade e os entraves colocados às empresas, a SRS Consulting já se encontrava preparada para enfrentar todas as adversidades. “No ano anterior nós já tínhamos investido num sistema que nos permitia ter a equipa toda em teletrabalho. Fomos fazendo investimentos parcelarmente que nos permitiram dar uma resposta muito eficiente aquando desta pandemia. Nunca deixámos de trabalhar, e conseguimos dar uma resposta bastante positiva. Sem nunca esperar, acabámos por preparar a equipa e a empresa de uma forma muito boa para todo o caos que surgiu a seguir”, revelam os interlocutores.
E se dúvidas existiam no que concerne à importância da transformação digital a que cada vez mais se assiste, a Covid-19 veio acabar com elas, quem o garante é Elisabete Oliveira Martins, “a pandemia veio mostrar-nos todas as mais-valias que o digital tem. E temos vindo a ganhar clientes por causa disso também, porque os clientes sabem que numa eventualidade nós vamos estar aqui prontos para dar resposta da melhor forma”.
Apesar de toda a facilidade de trabalho que as tecnologias oferecem, no outro lado está a impessoalidade que esta transformação acarreta. Para a SRS Consulting, o maior problema foi mesmo manter a equipa motivada, principalmente no período de pandemia. “Tivemos que fazer uma gestão de expetativas e tentar que as coisas fossem o mais normais possível. A nossa maior dificuldade foi mesmo passar o enorme e constante fluxo de informação à equipa e aos clientes, numa situação em que todos estávamos esgotados e saturados, e as alterações legislativas eram constantes. Basta ver o número de diplomas aprovados e publicados, neste período”, confessam os donos da empresa
Além do cansaço mental que a Covid-19 trouxe a todos, existe também quem ainda ofereça alguma resistência quando confrontado com a nova realidade digital, e no mundo da contabilidade não é diferente. Elisabete Oliveira Martins afirma que “os obstáculos prendem-se por uma certa oposição que alguns clientes oferecerem quando confrontados com este novo método de trabalho digital. O serviço 100% digital sabemos que não é possível para todos os clientes. E nós temos que ter a sensibilidade de perceber com que clientes o podemos fazer ou não. Nós sabemos que o digital é o futuro, no entanto, temos que ter a salvaguarda de que há clientes, nomeadamente de faixas etárias mais avançadas, que não vão querer os serviços dessa forma. É muito importante respeitar essa escolha do cliente, até porque temos que ser uma mais-valia ao cliente”.
Já todos sentimos a certa altura da vida a complexidade que existe em ter que gerir uma montanha de papel, desde faturas a declarações. Hoje em dia, – felizmente – isso já não é uma realidade para a maioria das pessoas, e essa é precisamente a maior vantagem que a SRS Consulting sente nos clientes: não existir documentação em papel. Esta solução de os serviços serem realizados e entregues digitalmente aumenta a eficiência do trabalho. Além disso, os interlocutores garantem que “outra coisa muito interessante para o cliente é o facto de que tendo tudo anexado digitalmente, não correm riscos de perder nada. Torna todos os processos e a gestão mais fácil para ambos os lados. Para nós, enquanto empresa, também é ótimo porque também facilita bastante o nosso trabalho”.

Plano de Recuperação e Resiliência no futuro da SRS Consulting

Sabemos que o Plano de Recuperação e Resiliência é um programa de âmbito nacional, com um período de execução até 2026. Várias medidas e investimentos serão implementadas com o propósito de impulsionar ao país um crescimento económico, primando pelo conceito de sustentabilidade. A questão que se impõe é: será esta uma estratégia eficaz para tornar o setor da contabilidade mais moderno e digital? Para os nossos entrevistados não há dúvidas de que será. “Cada vez mais, para dar uma boa resposta, as empresas precisam de poder aceder aos fundos europeus. Estamos numa ótima fase para quem quer investir de uma forma diferente e inovadora, mais sustentável. Portanto o Plano de Recuperação e Resiliência vai ser fundamental agora, e deve ser aproveitado”, sustentam.
Para a SRS Consulting, estes fundos serão aproveitados para colocar em prática um projeto que já se encontra em andamento, onde oferecem um serviço mais inovador. Sem nunca descurar de quem mais valor lhes dá, para os interlocutores, é fundamental que os seus clientes também seja contemplados com esta ajuda.
Com os olhos postos no futuro, o foco da SRS Consulting será sempre o seu crescimento enquanto empresa com serviços exímios. Para isso, “vamos adquirir um novo espaço para conseguirmos dar uma melhor resposta e queremos fazer um novo serviço que passe pela ajuda às pessoas a conseguirem colocar em prática as suas ideias e começar o seu próprio negócio. Ou seja, inserir novos empresários no mercado”.
Para terminar, se Elisabete Oliveira Martins e Fernando Jorge Martins pudessem descrever a SRS Consulting seria: “uma empresa a desenvolver-se com mente jovem”.

“Trabalhamos com os melhores produtores de frutos secos nacionais e internacionais”

Fundada em 1988, a Frutorra opera no setor da importação, transformação e distribuição dos mais diversos aperitivos, frutos e legumes secos. Com mais de 30 anos no mercado, como nos pode descrever a evolução da empresa até ao momento?
Tudo começou como uma brincadeira nos anos 80: das idas constantes ao Algarve, na zona de Aljezur, João Pimenta, o meu avô, teve a ideia de começar a levar para o centro do país o amendoim torrado com casca.
No início, foi na padaria de um amigo que mandava torrar este fruto seco. Mais tarde começou a fazê-lo na sua própria fábrica.
Com a evolução do próprio país e a procura por produtos diversificados, a Frutorra começou igualmente a crescer.
Hoje em dia, e já na terceira geração, operamos na importação, transformação e distribuição dos mais diversos e saborosos aperitivos e frutos secos. Dos diversos pontos do globo chega a nossa matéria-prima, que selecionamos cuidadosamente, para assegurar os produtos com a maior qualidade.
Temos o orgulho de partilhar desde 1988, confiança, tradição e boas memórias, mas estamos com os olhos postos no futuro e no desenvolvimento dos nossos processos e negócio.

Desde o início, o posicionamento da marca centrou-se na qualidade e processo de transformação dos seus produtos. Quais são as mais elevadas exigências na certificação alimentar que a Frutorra possui e que, assim, a diferencia e destaca no setor?
Trabalhamos com os melhores produtores de frutos secos nacionais e internacionais e todos os dias passam pela nossa fábrica toneladas de frutos secos, que são posteriormente selecionados pelas mãos hábeis e experientes dos nossos trabalhadores.
A qualidade para nós é um assunto sério, por isso estamos dotados de meios técnicos de qualidade, com HACCP e certificação IFS devidamente implementados, para dar resposta às mais avançadas exigências na certificação alimentar.
No nosso Laboratório de Qualidade é feito um controlo rigoroso a todos os produtos e processos, sendo que anualmente somos auditados, tendo sempre em vista a melhoria contínua.

Sempre um passo à frente na modernidade, a empresa assume inúmeras vezes uma estratégica inovadora, que vai muito além da linha Frutorra original, para chegar a novos públicos e mercados. Que outras marcas próprias diferenciadas hoje podemos encontrar?
A nossa estratégia está em fazer crescer a marca Frutorra transversalmente aos nossos distintos segmentos, em termos de Notoriedade. Temos algumas subcategorias, como é o caso da nossa gama de produtos nacionais, a qual destacamos não só pela origem dos produtos ser portuguesa, como pelo maior investimento ao nível de packaging, exatamente para elevar aquilo que é “nosso”. Mas não só, criámos uma gama, além dos produtos Naturais e de Aperitivos, dedicada à Culinária, exatamente pela crescente tendência de utilização de frutos secos e sementes para cozinhar.
Mais recentemente, lançámos os nossos Mixes Funcionais, Energy, Veggie e Focus, que complementam a nossa oferta, ao trazer benefícios para a alimentação do consumidor, tendo um maior aporte nutricional.

Sabemos que a sociedade e as necessidades dos consumidores estão em constante mudança e evolução – daí a aposta frutífera, por parte da Frutorra, na inovação. Quão importante é, no setor alimentar, haver uma renovação persistente, seja dos produtos, como na forma de atuação?
Como líderes de mercado, acreditamos que um dos nossos grandes desafios é procurarmos continuamente surpreender o consumidor, através da identificação de tendências de consumo. Estas inovações podem passar por trazer diferentes sabores, momentos de consumo, packaging inovador ou dar primazia a determinados processos, de forma a estarmos um passo à frente.
Mantemos a aposta no nosso forte portefólio de base, mas temos procurado lançar continuamente novidades, que nos mantenham presentes na mente do consumidor e auxiliem a marca a continuamente crescer.

Ainda assim, é essencial para a marca, continuar o crescimento estruturado nas suas linhas fundadoras, ainda que se ajuste frequentemente às novas tendências do mercado. É legitimo afirmar que as «raízes», misturadas com a modernidade, é o que torna a marca única? É sempre possível inovar, sem descurar do papel que se assumia há 30 anos?
Acreditamos que a nossa base é sólida e é o que nos permite continuamente crescer e inovar, pois minimiza fatores de risco e permite-nos um crescimento sustentado. Afirmamo-nos como especialistas em frutos secos e é toda a experiência acumulada nestes mais de 33 anos, que permitiu criar o espaço necessário para agora podermos continuamente inovar e aventurar-nos em novos produtos e categorias.

Sempre à procura de novos e melhores resultados, quais são as perspetivas da Frutorra para o ano de 2022? Com que novidades e projetos podemos contar?
Como empresa certificada há sete anos com a norma IFS Food, queremos continuar a garantir essa segurança aos nossos consumidores e clientes. A ambição é melhorar processos e continuar a arriscar lançar novos artigos, alinhados com as tendências de mercado e que surpreendam pelo seu sabor. Temos algumas novidades para 2022, que a seu tempo divulgaremos.

Enquanto CEO da Frutorra gostaria, por fim, de deixar uma mensagem a todos os clientes e parceiros que têm caminhado lado a lado com o sucesso da marca?
É com grande satisfação que vemos que os nossos clientes e parceiros já nos acompanham há largos anos, e outros, felizmente tivemos a oportunidade de conquistar, através do trabalho transversal da nossa organização e das suas pessoas.
Queremos continuamente continuar a garantir esse voto de confiança e sermos merecedores do mesmo, com humildade, mas também com vontade de fazer mais e melhor.

Benefícios dos frutos secos
Contêm uma quantidade extraordinária de vitaminas, fibras e minerais, tais como o cálcio, magnésio, potássio e sódio. São também ricos em hidratos de carbono, constituindo, assim, uma imensa fonte de energia.

“A era digital não é o futuro, é o presente”

A Paula Franco foi reeleita bastonária da Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC) para o quadriénio 2022-2025. Quão gratificante é assumir novamente este cargo? O que se pode continuar a esperar de si nos próximos anos?
Antes de mais, gostaria de destacar que é um orgulho e uma responsabilidade servir esta instituição e os cerca de 68 mil profissionais que nela estão inscritos.  E essa responsabilidade foi substancialmente acrescida com a concludente vitória da lista por mim liderada nas eleições realizadas a 18 de novembro. Obter uma votação a rondar os 89% é revelador do respaldo que a esmagadora maioria dos 23600 contabilistas certificados deram ao projeto deste conselho diretivo. A responsabilidade para os próximos quatro anos é, por isso, aumentada. Construídas as bases e reforçada a nossa posição social, teremos agora de partir à conquista de novos patamares no ciclo dos próximos quatro anos, agora iniciado, com a tomada de posse dos órgãos sociais para o quadriénio 2022-2025.

A OCC é atualmente a maior ordem profissional portuguesa e conta com cerca de 68 mil membros. Assim, enquanto bastonária da mesma, como descreve o seu papel e o da entidade que “lidera”?
A prioridade absoluta continuará a ser prestar toda a ajuda e acudir às necessidades diárias dos membros. Iremos até qualquer recanto do país e, se for preciso, do mundo para auxiliar um profissional em apuros. Numa primeira análise até pode parecer paradoxal, mas a pandemia de Covid-19, declarada em março de 2020 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), reforçou o papel dos contabilistas certificados em Portugal e no mundo. Quando o conselho diretivo, por mim liderado, assumiu funções, dois anos antes, estávamos longe de imaginar a distópica situação que todos tivemos de enfrentar, para a qual ninguém tinha a mínima preparação. A profissão e os seus profissionais deram sucessivas provas de resistência, rigor e inigualável competência, afirmando-se como os agentes económicos mais qualificados para, sempre na primeira linha, apoiarem todas as necessidades e emergências do tecido empresarial.

Aquando da sua tomada de posse em 2018, referiu a importância de delinear novos objetivos de modo a erradicar as condições de trabalho precárias, a concorrência desleal, as avenças baixas, entre outros. Que caminho tem vindo a ser traçado neste sentido? Como se encontra atualmente o panorama da OCC?
As prioridades estão identificadas: aperfeiçoar o calendário fiscal, reduzir ao máximo as redundâncias fiscais e tributárias, e pugnar por honorários mais justos e apropriados ao trabalho dos contabilistas certificados são pilares nucleares da linha de ação traçada para o último mandato dos órgãos sociais. Como foi feito no primeiro mandato, queremos continuar a manter um diálogo permanente com o governo e muito em particular com os deputados da comissão parlamentar de Orçamento e Finanças. Não podemos esquecer que foi em sede do Parlamento que foi atingido o histórico objetivo das férias fiscais.

Na conferência “Perspetiva macro”, organizada pela OCC, confidenciou que num período pós-pandemia as expetativas por parte das empresas eram outras em relação ao Orçamento de Estado (OE). De que expetativas estamos a falar? De que forma o OE 2022 foi “pouco virado para as empresas”?
Entendo que a proposta apresentada defraudou as expetativas das empresas e dos empresários. Tratava-se de um documento demasiado focado no IRS e no que podia trazer às famílias, descurando medidas específicas e cirúrgicas que se aguardavam para as empresas, num ano (2022) que se espera que seja de retoma económica e dos negócios. Em termos legislativos, esta proposta de Orçamento introduzia ainda o diferimento de todas as obrigações tributárias durante o mês de agosto, o que seria mais um passo no aprofundamento da conquista alcançada este ano com as chamadas “férias fiscais”. Contudo, com o chumbo do OE 2022 e a marcação de eleições para final de janeiro, esta possibilidade gorou-se. Esperemos que possa ser recuperada pelo próximo governo, assim como um ambicioso pacote de incentivos para as empresas e os empresários.

Sabemos que o processo da Certificação de Qualidade consiste na implementação de um Sistema da Qualidade. Quais são as vantagens que este certificado acarreta?
Uma das primeiras medidas deste conselho diretivo, em 2018, foi suspender a comissão de controlo de qualidade e as equipas de controladores destacados para desenvolver ações no terreno, nos gabinetes de contabilidade. Decidiu-se dar um compasso de espera, de modo a conceber um novo modelo de certificação de qualidade completamente diferente do que existia no passado. Como em muitos outros dossiês, também aqui a pandemia trocou-nos as voltas e aguardamos que a situação sanitária esteja completamente estabilizada para avançarmos, em definitivo, neste processo. O que parece fundamental é retirar a carga de «polícia» associada aos controladores da Ordem e dotar este processo de uma componente mais pedagógica.

Certo é que o mundo caminha a passos largos na direção da Transformação Digital, em praticamente todos os setores. Na área da contabilidade, quais são os maiores desafios e ameaças?
A era digital não é o futuro, é o presente. Os contabilistas certificados devem acompanhar as novas tendências, com um perfil digital e global, transversal e multidisciplinar. Cabe à Ordem fornecer aos seus membros as ferramentas necessárias para que os profissionais estejam capacitados e apetrechados com conhecimento e valências e, deste modo, enfrentar este enorme desafio. Um marco importante neste domínio foi a organização, em 2019, do nosso VI Congresso, no Altice Arena, em Lisboa, subordinado ao lema «Liderar a profissão digital». Durante três dias foi possível antecipar, debater e perspetivar os aspetos negativos e positivos decorrentes da era digital. Mas continuo a pensar que as vantagens superam largamente as desvantagens.

Positivamente, o que a Transição Digital traz à OCC? Neste sentido, como é que os contabilistas certificados preveem o seu futuro?
Os equipamentos e os sistemas contabilísticos mais automatizados permitem libertar os contabilistas de tarefas repetitivas, deixando-os exclusivamente focados em contribuir com o seu valor acrescentado e o seu papel de conselheiros dos empresários na tomada de decisão no processo de gestão. Este novo enquadramento permite aos contabilistas certificados aportarem novidades para o modelo de negócio, fornecendo informação mais atempada e rigorosa para o acompanhamento das atividades dos empresários. Em suma, estão reunidas as condições para que esta seja uma profissão com futuro. Estou convicta que a nova geração de profissionais será capaz de agarrar as oportunidades, até porque neste novo contexto a profissão será também mais aliciante para os novos contabilistas certificados.

O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) é um programa de aplicação nacional com um período de execução até 2026, que visa implementar algumas mudanças com o propósito de repor o crescimento económico e de reforçar a junção com a Europa. Assim, e com os olhos postos no futuro, que oportunidades se avizinham no ano de 2022?
O PRR é uma grande oportunidade, cuja execução não deve ser desaproveitada, sob pena de estarmos a prejudicar seriamente o futuro do país. E também aqui os contabilistas certificados podem ter um papel fundamental.  Nesse sentido, a Ordem dos Contabilistas Certificados e a Estrutura de Missão «Recuperar Portugal» assinaram a 6 de dezembro um protocolo de cooperação com o objetivo de ter o apoio dos profissionais nas ações administrativas de controlo interno e nas ações de acompanhamento junto dos beneficiários intermediários e beneficiários finais das verbas provenientes do plano. Este protocolo pretende assim garantir que a execução dos fundos “NextGeneration EU”, num curto espaço de tempo, se processa com rigor e transparência e insere-se na estratégia de controlo interno e eficácia nos procedimentos de execução dos investimentos financiados pelo PRR, de forma a garantir a cumprimento das legislações nacional e europeia.

Qualidade, Profissionalismo e Rigor: Palavras de ordem na Domingos Salvador

A Domingos Salvador é uma organização competente nas áreas da contabilidade, consultoria fiscal e gestão de recursos humanos, totalmente comprometida com a qualidade. Com mais de 40 anos de experiência, de que forma esta marca tem vindo a reforçar a sua posição no mercado?
Na nossa empresa, desde o primeiro dia – e já lá vão 45 anos – que o seu fundador, Domingos Salvador, abraçou estas áreas com uma característica que nos define até hoje: Trabalho. Trabalho com profissionalismo, rigor e qualidade. Na verdade, é colocar todo o nosso empenho naquilo que fazemos no dia a dia. Só assim conseguimos a prestação de serviços com qualidade, que nos permite reforçar a nossa posição no mercado, particularmente nos nossos clientes, o que nos tem permitido atingir um crescimento de forma orgânica.

No seio da empresa, acredita-se, sobretudo, que a prestação de um serviço de excelência assenta no profissionalismo e rigor, em que a proteção da informação dos seus clientes é pedra basilar. Num mundo em constante evolução, de que forma a Domingos Salvador tem inovado e adaptado os seus serviços no sentido de acompanhar as novas tendências?
A Domingos Salvador aposta num serviço personalizado, assente na qualidade, atendendo ao tecido empresarial e às necessidades de cada cliente, que nos faz estar em constante aprendizagem. Para isso, apostamos fortemente na formação contínua da nossa equipa, bem como na especialização de equipas de trabalho, consoante as diversas áreas de atuação, contabilidade, consultoria fiscal e gestão de recursos humanos, dotando os nossos colaboradores de conhecimento técnico especializado em matérias específicas, consoante o departamento a que estão associados, permitindo dar uma resposta célere e mais eficaz aos nossos clientes.

Em 2019, o Gabinete de Contabilidade Domingos Salvador obteve a Certificação da Qualidade com sistema de gestão em conformidade com a ISO 9001:2015, pela AENOR. Em que medida tal facto se traduziu num marco histórico para a empresa?
A obtenção em 2019 da Certificação da Qualidade com um sistema de gestão em conformidade com a ISO 9001:2015, pela AENOR, era uma vontade da Domingos Salvador que já existia há alguns anos. Sentíamos que tínhamos internamente um sistema de gestão adequado à Certificação da Qualidade e, por isso, desafiámo-nos a comprovar isso mesmo. É um facto que conseguimos, e que ficará como um marco histórico para a empresa mas, mais do que isso, é a vontade de sermos, efetivamente, qualidade. Contudo, estes processos, para serem eficazes, necessitam de um verdadeiro comprometimento por parte da administração da Domingos Salvador, conseguindo assim entusiasmar, envolver e responsabilizar toda a nossa equipa na manutenção deste sistema. A prova disso é que, no passado mês de novembro, obtivemos a Renovação da Certificação da Qualidade UNE-EN ISO 9001:2015, reforçando a prática efetiva de um sistema de gestão em conformidade, mais do que a obtenção do marco em si mesmo.

A transição digital é um dos grandes impactos da pandemia que atravessamos há vários meses. Para melhor entender – e após inúmeras consequências da mesma –, de que forma o setor da contabilidade, e em particular a Domingos Salvador, se adaptou a esta realidade?
De facto a pandemia veio acelerar a predisposição de muitos empresários a acederem à era digital. A contabilidade não foi exceção e, também, este setor teve a necessidade de acompanhar o processo de adaptação na transformação digital. Na nossa área foi importante a utilização de todos os programas de forma remota. Uma imposição inerente à adoção do regime de teletrabalho com o qual fomos confrontados. Se bem que, antes da pandemia, a Domingos Salvador tinha como preocupação a aquisição de diversos softwares que possibilitassem um processo contabilístico mais célere e eficaz. Esta preocupação mantém-se, no sentido de podermos continuar a acompanhar as tendências de mercado.

Toda e qualquer mudança acarreta adaptação. Assim, quais os grandes desafios com que o setor se tem vindo a deparar? Do ponto de vista dos clientes, que vantagens são percecionadas com os serviços de contabilidade digitais?
Nas nossas áreas de intervenção a mudança é uma realidade que nos impõe uma adaptação constante. Mas isso, também é uma consequência inata a quem tem por princípio base a qualidade, pois sabemos que podemos fazer sempre mais e melhor: estarmos atentos às oportunidades de melhoria. Este é o princípio da melhoria constante. No caso dos serviços associados à “contabilidade digital” os nossos clientes dispõem de uma área reservada onde conseguem aceder mais rapidamente e de forma remota a diversa informação em tempo útil e real.

Por fim, e com os olhos postos em 2022, de que forma a Domingos Salvador vai aliar a inovação dos seus serviços à qualidade dos mesmos? Que novidades e projetos estão a chegar?
Quando um processo é uma constante, a inovação não pode ser dissociada. A inovação dos nossos serviços aliada à qualidade dos mesmos é a busca permanente da melhoria constante. Conforme já referi, a Domingos Salvador acredita que podemos fazer sempre mais e melhor. E por isso, está sempre atenta e aberta a sugestões de melhoria internas e externas, que nos surjam, quer por parte da nossa equipa de trabalho, quer por parte dos nossos clientes. Só assim, conseguimos prestar um serviço de excelência. Por outro lado, vamos continuar apostar na valorização do Contabilista Certificado, uma profissão cada vez mais virada para o interesse público. Neste momento em que o tecido empresarial vive numa incerteza provocada não só pela pandemia, mas também pela não aprovação do Orçamento do Estado, a Domingos Salvador vai continuar a manter o foco nos seus clientes e nos potenciais, apostando fortemente no seu departamento de marketing e comunicação, uma aposta da Domingos Salvador.

Considera que o Plano de Recuperação e Resiliência será uma estratégica eficaz no caminho de tornar o setor da contabilidade o mais moderno e digital possível? De que forma este setor foi abrangido?
Em primeiro lugar, aquilo que posso referir é que os Contabilistas Certificados irão ter um papel fundamental na execução do Plano de Recuperação e Resiliência nas empresas. Quanto à digitalização associada ao setor da contabilidade, esta transformação já está a acontecer e, posso acrescentar, que a um ritmo acelerado, fruto também da pandemia que obrigou a classe dos Contabilistas Certificados a se reinventar. Entre outras coisas, nomeadamente, a dotar-se de capacidade de resiliência, para fazer face às dificuldades que surgiram e para as quais o Contabilista Certificado foi imprescindível no apoio às empresas.

Transformação Digital: Uma ambição TCAGest

A TCAGest é uma organização global que conta já com uma experiência de 31 anos na área da contabilidade. O propósito passa por proporcionar aos clientes os melhores elementos de apoio à tomada de uma decisão, o que conferiu um bom posicionamento da empresa no mercado onde atua. Assim, enquanto CEO da marca, como descreve a sua evolução ao longo dos anos?
Consciente de que as necessidades das organizações em matéria de contabilidade e de gestão variam consoante a sua atividade e dimensão, a TCAGest criou um conjunto de soluções que permitem disponibilizar serviços adaptados e customizados às reais necessidades de cada empresa. Em 2002 afirmou-se como uma empresa inovadora, lançando o conceito de Gestão On-line. Com esta moderna ferramenta de gestão, a TCAGest imprimiu transparência nos seus processos, dando aos clientes a possibilidade de acompanhar a execução da contabilidade à distância, podendo visualizar com detalhe todas as operações. No início de 2007 criamos o primeiro portal da empresa com o objetivo de disponibilizar “Just in Time” o acesso à informação contabilística, financeira e de recursos humanos. E, desta forma, democratizamos o acesso online às pequenas e médias empresas. Ao mesmo tempo, alargamos o âmbito territorial de atuação, conquistando novos clientes nos mercados internacionais  com a abertura de escritórios em Madrid e Barcelona.

Sabemos que são uma organização pioneira no que diz respeito a Transição Digital – uma realidade cada vez mais presente no seio de todas as empresas – ao lançarem o conceito de Gestão Online. Porquê a criação deste conceito?
A atividade da prestação de serviços de contabilidade e assessoria está no centro do processo económico, porque cuida da saúde das empresas alimentando-as com informações imprescindíveis para a gestão, e adicionalmente fornece-lhe as indicações de liquidação de impostos e contribuições sociais. O conceito de Gestão Online, permitiu disponibilizar “Just in Time” aos nossos clientes, informações económicas e indicadores financeiros que permitem aos gestores maior segurança e rapidez na decisão. Este conceito possibilitou a criação de KPI adaptados a cada empresa independentemente do país ou do modelo de análise utilizado, bem como o envio mensal de informação contabilística e de gestão, para a Ásia, América Latina, Central e do Norte. Países nórdicos e da europa de leste e central

Assim, qual a importância desta contínua aposta nas tecnologias para uma marca como a TCAGest?
Quando a pandemia chegou ao mercado, e o teletrabalho se tornou obrigatório, o isolamento social, foi uma das preocupações das organizações. Em pouco tempo, implementaram-se novas formas de comunicação interna, de atendimento ao cliente, e de prestação de serviços. Os meios digitais tornaram-se fundamentais para a sobrevivência dos negócios, nomeadamente: Comunicação e relacionamento. A TCAGest aproveitou estes novos tempos para aumentar os processos tecnológicos, nomeadamente a desmaterialização documental e o relacionamento com os clientes. O ano de 2021, foi um ano de viragem com a implementação do Portal de Gestão Documental. Esta decisão veio facilitar o trabalho interno. Os documentos são partilhados pelos clientes com as equipas de trabalho, num portal de gestão documental certificada, desmaterializando totalmente o processo de assessoria. Esta tecnologia, permite aos clientes acederem em tempo real aos documentos, ligados ao sistema contabilístico. Desta forma, deixou de ser um problema o local físico onde estamos e agilizou o tempo e qualidade de resposta ao cliente.

O Plano de Recuperação e Resiliência é um programa de aplicação nacional com um período de execução até 2026, que visa implementar algumas mudanças com o propósito de repor o crescimento económico. O que significa este plano para a TCAGest?
O PRR é essencialmente um instrumento estratégico de política pública nacional no valor de 16,6 mil M€. Para a Transição Digital a dotação é de apenas 650 M€, que visa reforçar a digitalização das empresas, o que denota bem a falta de financiamento para a totalidade do tecido empresarial. A TCAGest já tem o seu processo de digitalização totalmente concluído, o qual será colocado ao serviço do cliente juntamente com um CRM desenvolvido à medida. Desta forma, apenas podemos beneficiar na parte formativa das equipas e na disponibilização do nosso apoio aos clientes para a apresentação de candidaturas.

Certo é que o mundo cada vez mais caminha na direção da Transformação Digital. Neste sentido, na área da contabilidade, quais são os maiores impactos (positivos e negativos) que esta realidade acarreta?
A transformação digital chegou para qualquer área e a contabilidade não pode ser diferente. Esta transformação era aguardada por aqueles que lutam pela modernidade de seu setor e temida pelos restantes. Eu defendo que a contabilidade é uma prática social pautada em informações para diferentes utilizadores, que são também produtores dessas informações. Quem utiliza o modelo tradicional de contabilidade focado na divulgação de informação sem se preocupar com o processo de accountability, falhou claramente e será ultrapassado no modelo de negócio. Por outro lado, é preciso ter uma mentalidade digital dentro da empresa e não perder o foco na confidencialidade e integridade. Isso possibilita que os profissionais modernos não fiquem sobrecarregados com tarefas manuais e repetitivas, mas em vez disso, evoluam para um perfil de consultor de negócios, fornecendo um suporte mais qualificado e abrangente para o sucesso do cliente.

Assim, e com os olhos postos no futuro, que oportunidades se avizinham no ano de 2022?
O perfil dos gestores e das empresas tem mudado muito nos últimos anos, e por isso, a presença digital é uma das principais tendências para o futuro da consultoria. Desta forma, estamos fortemente empenhados em estar presentes no meio digital para não perdermos espaço no mercado. A contabilidade digital é uma tendência que vai continuar a crescer muito nos próximos anos. Com ela, escritórios de consultoria vão prestar um serviço mais rápido, prático, moderno e eficaz aos seus clientes. A tecnologia no digital não veio para substituir o trabalho humano, mas para otimizá-lo. Em outras palavras, trata-se de um investimento em serviços online que auxiliam na gestão, organização e armazenamento de dados utilizando a automação para que as equipas possam usar o seu tempo e energia em atividades realmente importantes. Um bom sistema de gestão é capaz de automatizar processos burocráticos e repetitivos. A utilização dos meios digitais deve ter como objetivo a valorização da figura do profissional e a sua valiosa contribuição intelectual na análise e orientação com respeito pelos clientes.

A terminar, enquanto CEO da TCAGest que novos projetos os clientes podem esperar num futuro a médio e longo prazo?
Estamos focados em agregar tecnologia à profissão e não substituir pessoas por inteligência artificial! Este é o futuro. A inteligência artificial, em particular, irá mudar a forma como o mundo trabalha e é nessa medida que continuaremos a antecipar e a inovar, porque “não é o mais forte quem sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças” (Leon C. Megginson).

EMPRESAS