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Elisabete Teixeira

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Maia testa passadeiras 3D para abrandar condutores

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Em causa está, de acordo com informação remetida à agência Lusa pela câmara da Maia, um conceito pioneiro em Portugal que teve início no Japão e já foi implementado em Ísafjorour, na Islândia.

“Trata-se de uma solução simples, quase um ‘ovo de Colombo’, na qual vemos potencialidades no incremento da segurança rodoviária, particularmente na defesa dos peões. Por isso esta solução ficará em teste e se a sua eficácia der provas no terreno eventualmente passará a ser usada noutros locais do concelho”, disse o presidente da câmara, António Silva Tiago.

A primeira passadeira 3D da Maia foi pintada esta semana junto ao Colégio Novo da Maia, em Milheirós, e a próxima será colocada, indicou a autarquia, no perímetro da nova Cidade Desportiva da Maia, no centro da cidade, estando o local exato a ser avaliado pelos técnicos.

Na prática, trata-se de uma pintura 3D no chão que dá o efeito de relevo das riscas brancas, o que, de acordo com estudos elaborados, provoca uma redução da velocidade dos condutores.

A passadeira cria uma ilusão de ótica que faz os condutores travarem ao aproximarem-se, uma técnica semelhante à aplicada nos painéis publicitários que normalmente se usam ao lado das balizas em estádios de futebol.

O efeito ótico 3D funciona de uma certa distância e durante breves segundos, provocando um abrandamento suave e não uma travagem abrupta.

Questionado sobre a adesão a este projeto, o autarca apontou que “quer aumentar a segurança rodoviária” e que os resultados de estudos feitos sobre este conceito são “muito interessantes”.

“Vamos avaliar o impacto e se funcionar pretendemos adotar o conceito em mais locais do concelho”, disse António Silva Tiago, estando a avaliação de resultados programada para durar cerca de um ano.

LUSA

China vai lançar lua artificial para iluminar a Terra

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Este satélite, equipado com uma película refletora terá como missão iluminar a grande cidade de Chengdu (sudoeste) e deverá ser oito vez mais luminoso do que o astro lunar, noticiou o jornal China Daily.

Um primeiro exemplar deverá ser enviado para o espaço, seguido, em caso de sucesso, de três outros em 2022, explicou ao diário Wu Chunfeng, chefe da Tian Fu New Area Science Society, organismo responsável pelo projeto.

“A primeira lua será sobretudo experimental, mas as três a enviar em 2022 constituirão o produto final. Terão um grande potencial em termos de serviços à população e do ponto de vista comercial”, acrescentou.

Ao reenviar para a Terra a luz do sol, o satélite, que subirá a 500 quilómetros de altitude, deverá substituir parcialmente as lâmpadas. Poderá também fazer poupar cerca de 1,2 mil milhões de yuan (150 milhões de euros) em eletricidade na cidade de Chengdu se conseguir iluminar uma superfície de 50 quilómetros quadrados.

A fonte de iluminação artificial poderá igualmente ser usada após catástrofes naturais, enviando os raios solares para as zonas terrestres onde a iluminação elétrica tenha sido cortada, sublinhou Chunfeng.

LUSA

Projeto digital vai combater “falta de interesse de alunos em tecnologia”

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“Este programa surgiu com a identificação de um problema, mas também pela urgência que existe, em Portugal, de dirigir a educação das crianças e jovens para a área da tecnologia e ciências aplicadas”, explicou à Lusa o presidente da Fundação da Juventude, Francisco Maria Balsemão.

O programa, designado “MAKE CODE: PROGRAMA O TEU FUTURO”, vai abranger, nos próximos três anos letivos, cerca de oito mil alunos, que frequentam os 1.º, 2.º e 3.º ciclos de escolaridade, e mais de 500 professores de escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária) da região Norte.

Segundo o presidente da Fundação da Juventude, este programa, baseado sobretudo na programação e nas ciências da computação, vai “tornar mais fácil a compreensão destas matérias” ao permitir que os alunos “usem e apliquem estes métodos às disciplinas que estudam, como Estudo do Meio ou até Geografia”.

“A essência do programa é tornar interessante e apetecível a programação, porque, mesmo que o aluno não queira seguir as áreas da informática profissional avançada, vai ter algumas noções daquilo que a programação significa”, salientou.

Francisco Maria Balsemão acredita que, apesar de o “contexto de sala de aula ter evoluído muito”, é ainda necessário tornar “acessível a compreensão destas áreas” e criar nas crianças e nos jovens “o bichinho pela programação”.

“Estas são e vão continuar a ser áreas bastante procuradas a nível nacional e internacional. Atualmente, a grande maioria dos alunos das áreas da informática e tecnologia são logo absorvidos pelo mercado de trabalho. Portanto, esta iniciativa permite também adequar a procura, que vai certamente continuar a aumentar no futuro”, acrescentou.

A Fundação da Juventude vai admitir, até ao final do mês, inscrições para a implementação do projeto nas escolas, sendo que a escola do Cerco e a escola secundária Rodrigues de Freitas, no Porto, vão ser as primeiras a receber o ‘roadshow’ de apresentação do projeto e a formação para os professores e alunos.

“MAKE CODE: PROGRAMA O TEU FUTURO”, uma iniciativa promovida pela Fundação da Juventude e cofinanciada pelo Programa Operacional Capital Humano, Portugal 2020 e União Europeia, conta ainda com a parceria da Microsoft.

LUSA

Exposição de Pedro Costa em Serralves “vai surpreender o público”

© Lusa

“Como sempre, Serralves tem tido salas cheias e acho que, neste caso, vai ser surpreendente porque o museu sofreu uma grande reestruturação e remodelação, uma encenação que vai surpreender o público”, afirmou aquela responsável.

Numa visita exclusiva para a comunicação social, Marta Almeida disse que esta instalação obrigou a um trabalho de iluminação, montagem e modificação dos espaços, bastante complexo, que, a poucas horas da abertura da exposição, ainda estava a ser ultimado.

“Serralves está transformado para mostrar cinema. A exposição foi desenha em grande colaboração do arquiteto José Neves com Pedro Costa, e contou com a colaboração da Marta Mateus e Andy Rector, um critico de cinema próximo de Pedro Costa, que está a produzir e a conceber uma peça especifica para esta exposição”, referiu.

Para a diretora adjunta do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, esta exposição “é uma viagem sobre a obra de Pedro Costa e de quem o acompanha”, onde podem ser vistas colaborações de diversos artistas e ainda 24 excertos de filmes da história do cinema, bem como do próprio cineasta.

A obra de Pedro Costa, que expõe em Serralves pela segunda vez, é, para aquela responsável, “um diálogo permanente com os artistas e as personagens dos seus filmes”, pelo que esta exposição é fruto deste trabalho conjunto, a que se chamou ‘Companhia’.

Questionada sobre a abertura do concurso para o cargo que ocupa desde a demissão de João Ribas, Marta Almeida disse que ainda não há uma data, escusando a confirmar se o concurso vai ser lançado antes do Conselho de Fundadores em dezembro, onde se decide pela continuidade ou não do atual Conselho de Administração de Serralves.

Marta Almeida sublinhou que está “concentrada na concretização da programação”.

Com arquitetura de José Neves e coordenação de Filipa Loureiro e Marta Almeida, ‘Companhia’ é inaugurada hoje, pelas 22h00, e, no sábado, pelas 21h30, conta com uma sessão que junta os filmes ‘O Nosso Homem’ (2010) a ‘Cavalo Dinheiro’ (2014), do cineasta.

Apresentado pelo próprio Pedro Costa e pelo subdiretor do Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, João Fernandes, a curta ‘O Nosso Homem’ antecede o filme que lhe valeu o Leopardo de Ouro, por Melhor Realização, no Festival de Locarno, há quatro anos.

A exposição, patente até 27 de janeiro de 2019, inclui várias expressões artísticas, de pinturas a esculturas, desenhos, livros e outra documentação que dialogam com a obra cinematográfica do lisboeta, sendo que as visitas orientadas, destinadas a enquadrar as várias referências, contam com nomes como Joaquim Manuel Caetano, Melissa Rodrigues e Marta Mateus.

Entre os nomes destacados como importantes na vida e trabalho de Pedro Costa estão Pablo Picasso, Robert Bresson, António Reis, Jeff Wall ou Jean-Luc Godard, com Chantal Akerman, Jean-Marie Straub, Danièle Huillet, Paulo Nozolino ou Rui Chafes, como colaboradores, em obras patentes na exposição.

Além das sessões, Serralves organiza ainda várias visitas orientadas, convidando figuras ligadas à obra e à mostra, como o comissário Nuno Crespo, o realizador João Dias, o historiador de arte Joaquim Manuel Caetano e o escultor Rui Chafes – este último em 1 de dezembro, no encerramento do programa.

No próximo domingo, será ainda apresentado, na Livraria de Serralves, um livro sobre o cineasta, da autoria de Carlos Melo Ferreira, numa parceria com a editora Afrontamento, e que se apresenta como a “cartografia da obra de um cineasta contemporâneo ímpar”.

Nascido em Lisboa, em 1959, Costa estudou História antes de se deixar levar pela área pelo cinema, estreando-se em longas-metragens em 1989 com ‘O Sangue’, cinco anos antes de ‘Casa de Lava’, selecionado para o Festival de Cannes.

LUSA

‘A maior flor do mundo” e outras histórias de Saramago em Espanha

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No dia 24, a peça sobe ao palco da sala Russafa, em Valência, no dia 26 será representada no Teatro De la Estación, em Zaragoza, e, no dia 28, na La Nave Duende, em Cáceres, informou hoje a companhia.

Apresentar grandes autores da literatura universal, em teatro, tem sido um dos trabalhos privilegiados do Teatro Art’Imagem.

“Pequenas memórias”, “Deste mundo e do outro”, “Cadernos de Lanzarote”, “Poemas possíuveis” e discurso de aceitação do prémio Nobel da Literatura em 1998 foram alguns dos textos de José Saramago de que a companhia partiu para construir esta peça.

Blimunda Se Luas e Baltazar e Sete Sóis, do “Memorial do convento”, a mulher do médico e o cão das lágrimas, de “Ensaio sobre a cegueira”, além das criaturas reais da vida de Saramago, como os avós Jerónimo e Josefa, foram igualmente fontes de inspiração para a peça.

Dois atores — uma mulher e um homem — interpretam e representam em palco e na plateia as palavras e as ações escritas e descritas por José Saramago.

Com dramaturgia e encenação de José Leitão, interpretação de Daniela Pego e Flávio Hamilton, música de Alfredo Teixeira e pinturas de Agostinho Santos, a peça tem cenário de José Leitão, José Lopes e Fátima Maio, que também assina o figurino.

LUSA

Detidos em fuga estavam sob a responsabilidade do tribunal

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“Tanto quanto eu sei, a PSP fez o seu trabalho. Eles estavam já à ordem do Tribunal, portanto, a partir daí ultrapassa aquilo que é a nossa responsabilidade e sobre isso não me pronunciarei”, afirmou Isabel Oneto.

A secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, que falava aos jornalistas em Cascais, distrito de Lisboa, à margem da apresentação de um estudo sobre a abstenção em Portugal, acrescentou ainda que “será feita a avaliação relativamente à forma” como aconteceu a fuga dos detidos do Tribunal de Instrução Criminal do Porto (TIC).

Apesar de a secretária de Estado considerar que a PSP fez o seu trabalho, o Comando Metropolitano do Porto abriu uma averiguação interna sobre a fuga, na quinta-feira, dos três suspeitos de assaltar residências de idosos.

“Terá havido uma falha” após a descida dos arguidos às celas do TIC, no piso -2 das instalações judiciais, uma possibilidade que está a ser averiguada internamente pelo Comando Metropolitano da PSP do Porto, disse fonte da PSP do Porto à Lusa, ao final da manhã de hoje.

Questionada hoje à tarde, fonte da direção nacional da PSP explicou à agência Lusa que as zonas de detenção dos tribunais são da responsabilidade da polícia e que, neste caso concreto, competia aos serviços prisionais apenas o transporte dos detidos para cumprimento da prisão preventiva.

Os três suspeitos de dezenas de furtos a idosos no Grande Porto fugiram do TIC na quinta-feira, à tarde, depois de um juiz de instrução lhes decretar prisão preventiva.

Após a fuga, as autoridades policiais desencadearam uma operação de captura, sem resultados até ao momento.

PSP pediu a colaboração da população para capturar os foragidos, alertando que são considerados perigosos e estão “potencialmente” armados.

Caso sejam localizados, a PSP pede que seja “dado conhecimento imediato às autoridades policiais” e que as informações úteis com vista à sua localização e captura deverão ser comunicadas para a Divisão de Investigação Criminal.

Os foragidos são dois irmãos gémeos, de 35 anos, mais um cúmplice, de 25, com antecedentes criminais, que foram presentes ao juiz de instrução depois de terem sido detidos em flagrante delito na terça-feira em Baguim do Monte, concelho de Gondomar.

São-lhes imputados pelo menos 30 assaltos violentos, que terão rendido meio milhão de euros em dinheiro e bens, em residências de idosos na zona mais oriental do Porto e em concelhos periféricos, como Gondomar, Valongo ou Maia.

Os alvos do grupo eram pessoas com idades entre os 65 e os 95 anos.

LUSA

Açores relançam concurso para construir navio de passageiros e viaturas

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Tendo em conta o desfecho deste processo, é altura de seguir em frente, nomeadamente com o relançamento do concurso que carece de nova deliberação do Conselho Regional, a tomar em breve”, afirmou o diretor regional dos Transportes, Luís Filipe Melo, estimando que o novo concurso decorra até maio de 2019.

O governante falava numa conferência de imprensa, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, onde esteve também presente o presidente do júri do concurso, José Manuel Monteiro da Silva.

Segundo o diretor regional, no novo concurso, a lançar em breve, “as peças do novo procedimento serão fundamentalmente as mesmas, apenas com alguns ajustamentos resultantes dos esclarecimentos que foram prestados no procedimento cessante, da introdução da tramitação eletrónica e de algumas alterações ocorridas na legislação da contratação pública”.

O Governo dos Açores estima que, entre junho e julho, decorra a fase da outorga do contrato e do processo de visto do Tribunal de Contas.

“Assim sendo, se tudo decorrer dentro do previsto, o início da execução do contrato poderá ter lugar algures entre julho/agosto de 2019, sendo que o prazo de execução é de 580 dias (pouco mais de 19 meses)”, explicou Luís Filipe Melo, estimando a entrega do novo navio no início de 2021.

O diretor regional sublinhou que o novo navio RO-RO de passageiros para a região visa assegurar “uma operação o ano inteiro, com caráter regular” e que possa ligar “os três grupos” (oriental, central e ocidental) dos Açores, “movimentar carga e passageiros todo o ano e, com isso, dinamizar o mercado interno”.

“E este navio, depois de adquirido, será colocado à exploração. E, se houver algum privado que tenha interesse também em explorar o navio, terá oportunidade de concorrer”, lembrou.

De acordo com Luís Filipe Melo, “os três concorrentes já foram informados” da decisão do júri “e não se pronunciaram”.

O presidente do júri do concurso explicou que uma proposta apresentada pela ASTILLEROS ARMON GIJON, S.A. foi excluída porque essa empresa não foi a empresa qualificada na primeira fase do concurso e convidada a apresentar proposta, mas sim a ASTILLEROS ARMON, S.A.

A proposta da HIJOS DE J. BARRERAS, além de conter diversas irregularidades na documentação técnica, apresentou um preço superior ao máximo previsto no caderno de encargos.

Já “a proposta do agrupamento constituído pela AMEDEO RESOURCES PLC e TAIZHOU KOUAN SHIPBUILDING CO, LTD, além de ter sido apresentada fora do prazo fixado para o efeito, continha diversas irregularidades na sua documentação técnica”, indicou.

Monteiro da Silva referiu que o relatório final de análise das propostas foi apresentado na quarta-feira pelo júri à secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas, para decisão.

“No mesmo dia, deu-se a aprovação do teor e das conclusões do relatório, com a decisão de não adjudicação e, consequentemente, a revogação da decisão de contratar”, adiantou.

Em novembro do ano passado o concurso público para a conceção e construção do novo navio, com preço-base de 48 milhões de euros, foi publicado em Diário da República.

A 16 de outubro de 2017, através de uma resolução do Conselho do Governo, foi autorizado o lançamento do concurso e a realização da despesa até 48 milhões de euros, acrescidos do IVA.

LUSA

Novas regras para alojamento local entram em vigor no domingo

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As novas regras foram aprovadas na Assembleia da República, com os votos contra do PSD e do CDS-PP, em 18 de julho, e promulgadas pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em 02 de agosto, que ressalvou existirem “soluções pontuais questionáveis e de difícil conjugação de alguns preceitos legais”.

Em 22 de agosto, a nova legislação para a atividade do alojamento local foi publicada no Diário da República, determinando a entrada em vigor no prazo de 60 dias conforme está estipulado no diploma.

“Com o objetivo de preservar a realidade social dos bairros e lugares, a câmara municipal territorialmente competente pode aprovar, por regulamento e com deliberação fundamentada, a existência de áreas de contenção, por freguesia, no todo ou em parte, para instalação de novo alojamento local, podendo impor limites relativos ao número de estabelecimentos de alojamento local nesse território, que podem ter em conta limites percentuais em proporção dos imóveis disponíveis para habitação”, segundo o diploma, que procede à segunda alteração ao regime de autorização de exploração de estabelecimentos de alojamento local.

Nas áreas de contenção a definir pelos municípios, que devem ser reavaliadas, no mínimo, de dois em dois anos, “o mesmo proprietário apenas pode explorar um máximo de sete estabelecimentos de alojamento local”, critério que apenas se aplica aos estabelecimentos que se instalem após a entrada em vigor da lei.

Até à entrada em vigor do regulamento municipal, a câmara municipal pode “suspender, por um máximo de um ano, a autorização de novos registos em áreas especificamente delimitadas”.

Neste âmbito, a Câmara Municipal de Lisboa anunciou já que vai suspender novos registos de alojamento local nos bairros de Madragoa, Castelo, Alfama, Mouraria e Bairro Alto.

Além da intervenção dos municípios na regulação do alojamento local, “não pode haver lugar à instalação e exploração de ‘hostels’ em edifícios em propriedade horizontal nos prédios em que coexista habitação sem autorização dos condóminos para o efeito”.

Neste sentido, “no caso da atividade de alojamento local ser exercida numa fração autónoma de edifício ou parte de prédio urbano suscetível de utilização independente, a assembleia de condóminos, por decisão de mais de metade da permilagem do edifício, em deliberação fundamentada, decorrente da prática reiterada e comprovada de atos, que perturbem a normal utilização do prédio, bem como causem incómodo e afetem o descanso dos condóminos, pode opor-se ao exercício da atividade”.

A decisão da assembleia de condóminos tem que ser comunicada ao presidente da Câmara Municipal territorialmente competente, que tem que decidir sobre o pedido de cancelamento do registo do estabelecimento de alojamento local.

A lei determina, também, que o condomínio pode fixar o pagamento de uma contribuição adicional correspondente às despesas decorrentes da utilização acrescida das partes comuns, com um limite de 30% do valor anual da quota respetiva.

LUSA

Gestão de Talento e Capital Humano – O Futuro da Geração Millennial em Portugal

Esta analogia não é ficção, havendo evidências claras que a Guerra pelo Talento é real. Começo pelas centenas de euros que as faculdades de topo cobram às empresas para participarem em jobshops, eventos até algo sobrevalorizados que ficam aquém das expectativas devido à fraca afluência de finalistas.

De modo a reverter esta situação, várias empresas adotam estratégias de employer branding cada vez mais originais/agressivas, de modo a diferenciarem-se dos seus concorrentes. As equipas de Recursos Humanos asseguram a presença nestes eventos mas são cada vez mais os próprios CEOs das empresas que dão a cara e estão presentes nas faculdades ou em eventos open door nas próprias empresas, privilegiando o contacto direto com os millennials. De notar que apenas os temas críticos das empresas requerem tal atenção por parte dos CEOs, estando agora também o tema do Talento em cima da mesa executiva. As faculdades estão cada vez mais alinhadas com esta perspetiva, criando e divulgando pelas empresas listagens de finalistas para que os alunos sejam contactados rapidamente. Conhecem-se situações em que os alunos ainda estão no penúltimo ano do curso, estando já comprometidos com empresas para a sua contratação um ano depois.

Efeitos secundários destas medidas? Estão a inflacionar o real valor desta geração no mercado, conferindo-lhes um poder negocial para, sobretudo nas áreas Tecnológicas e Financeiras, negociar condições de entrada inflacionadas considerando o seu valor como profissional sem experiência.

Assim, num mercado cada vez mais competitivo, as empresas estão a sentir mais necessidade de redefinir a sua gestão estratégica, apontando para a criação de vantagem ao nível dos seus Recursos Humanos. Equipas qualificadas, mais comprometidas com os resultados e envolvidas com os objetivos estratégicos é uma realidade cada vez mais presente. É dentro desse contexto que o Recrutamento e Seleção, ganha cada vez mais importância no contexto organizacional.

Empresas de Consultoria de Recursos Humanos firmam-se como parceiros, dando suporte às ações de recrutamento e seleção, desempenhando um papel de pesquisa, identificação e apresentação de profissionais recorrendo a técnicas que possam dar resposta às necessidades apresentadas pelo Cliente. O recurso à externalização é cada vez mais frequente para fazer face a um mercado cada vez mais complexo, permitindo vantagens ao nível da otimização de custos e rentabilização de tempo.

Se antigamente seria de valorizar que uma empresa de Executive Search possuísse um rigoroso mapeamento dos profissionais Middle e Top existentes no mercado de trabalho, nos mais diversos sectores, atualmente todas essas bases de dados perderam o seu valor com a proliferação das redes sociais profissionais, em que a atual referência é o Linkedin. Mais do que em qualquer base de dados criada por terceiros, no Linkedin, os dados apresentados são introduzidos pelos próprios profissionais e partilhados publicamente, sujeitos à confirmação social dos seus pares e superiores. A vantagem competitiva oferecida por um parceiro como a TalentSeed passa, entre outros aspetos, pela presença constante no Linkedin e outras redes sociais, por um domínio das técnicas de pesquisa e filtragem de informação, bem como uma gestão de contactos diretos com os profissionais de modo à apresentação imediata de novos projetos profissionais e reencaminhamento para os nossos clientes.

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Filme ‘Pedro e Inês’ estreia-se hoje em mais de 40 salas portuguesas

Diogo Amaral e Joana de Verona são os protagonistas desta longa-metragem, inspirada na lenda de Pedro e Inês e no romance ‘A Trança de Inês’, de Rosa Lobato de Faria.

A narrativa do filme passa-se em três momentos temporais distintos – na época medieval, no presente e no futuro – e em todos eles surgem as personagens Pedro e Inês, interpretadas sempre pelos mesmos atores.

“São três histórias em três tempos diferentes, cada uma com um princípio, um meio e um fim, mas que se vão contando umas às outras”, com cenas no passado, presente e futuro a sucederem-se e a “preencherem os buracos das outras histórias”, disse à agência Lusa António Ferreira, realizador de Coimbra a residir no Brasil.

Apesar de serem três histórias distintas, “fica a sensação de que é tudo uma”, resumiu.

‘Embargo’, sobre um conto de José Saramago, e ‘Esquece Tudo o que te Disse’ são as duas longas-metragens de ficção anteriores de António Ferreira, autor também da curta-metragem ‘Respirar – Debaixo D’Água’.

Entre os projetos de António Ferreira contam-se ainda o documentário “Humanos – A Vida em Variações” e “Posfácio nas Confecções Canhão”, e a encenação de “As Lágrimas Amargas de Petra von Kant”, de Rainer Werner Fassbinder, para o Teatro Nacional D. Maria II.

Antes de chegar aos cinemas portugueses, ‘Pedro e Inês’ teve estreia mundial em agosto em competição no Festival de Cinema de Montreal, no Canadá.

Para fevereiro de 2019, já está programada a estreia do filme no Brasil, com a equipa a assumir o objetivo de internacionalizar a história de Pedro e Inês, o ‘Romeu e Julieta português’.

LUSA

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