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Elisabete Teixeira

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NASA mostra aurora boreal vista do espaço

O acontecimento foi filmado enquanto os austronautas sobrevoavam as áreas norte-americanas de Virgínia, Nova Jersey, Nova Iorque e Massachusetts.

O fenómeno dá-se quando os ventos solares, que carregam partículas do espaço, entram em contacto com a alta atmosfera da Terra. Se visto no hemisfério norte, tem o conhecido nome de aurora boreal, mas se for observado no hemisfério sul apelida-se de aurora austral.

 

Desvendado mistério dos sons da Aurora Boreal

Sons das auroras polares

Em 2012, um grupo liderado pelo professor Unto Laine, da Universidade Aalto, na Finlândia, demonstrou que um daqueles “mitos históricos” – os relatos de que a aurora boreal emitia sons – era um facto.

E, mais do que isso, a equipa demonstrou que, embora as Luzes do Norte ocorram a altitudes entre 80 e 150 km, a fonte dos sons associados a elas parecia estar localizada bem perto do chão, a uma altitude de aproximadamente 70 metros.

Agora a equipa encontrou uma explicação para o mecanismo que cria o som e confirmou a sua origem de baixa altitude. Para isso, eles combinaram medições acústicas locais com os perfis de temperatura atmosférica medidos pelo Instituto Meteorológico da Finlândia.

Camada de inversão

Num fenómeno que a equipa chamou de “hipótese da camada de inversão”, os estalidos e crepitares associados com a Aurora Boreal surgem quando a tempestade geomagnética que produz as luzes na alta atmosfera ativa as cargas elétricas que se acumularam na camada de inversão da atmosfera, fazendo-as descarregar como se fossem minúsculos raios.

“As temperaturas geralmente caem quanto maior a altitude. No entanto, quando as temperaturas estão abaixo de zero e, em geral em condições climáticas claras e calmas durante a tarde e a noite, o frio fica perto da superfície e o ar mais quente fica em cima”.

“Esse ar quente não se mistura, ele sobe em direção a uma camada mais fria levando cargas negativas do solo. A camada de inversão forma uma espécie de tampa, dificultando os movimentos verticais das cargas. O ar mais frio acima dela é positivamente carregado”.

“Finalmente, uma tempestade geomagnética faz com que as cargas acumuladas descarreguem na forma de faíscas que criam pulsos magnéticos e sonoros mensuráveis,” explica o professor Laine.

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De acordo com o pesquisador, a hipótese da camada de inversão também dá uma explicação credível para o facto de os sons das auroras boreais só serem ouvidos em condições meteorológicas calmas.

A hipótese não exclui outros mecanismos, mas esta é a primeira explicação para todos os mistérios relacionados com os sons das auroras polares.

“Além do mecanismo que gera o som, isso ajuda-nos a entender como podemos ouvir o som quando a fonte de luz da aurora está a uma distância de 80 a 100 km. A hipótese da camada de inversão também oferece respostas para como é possível que os eventos sonoros ocorram quase simultaneamente com as observações visuais: partindo de uma altitude de 75 metros, o som atinge o ouvido humano em apenas 0,2 segundo,” conclui.

Quanto valem a guitarra de Prince e uma mecha de cabelo de David Bowie?

A guitarra de Prince “Yellow Cloud” e uma mecha de cabelo de David Bowie foram vendidas por mais de 150 mil dólares num leilão no sábado em Berverly Hills, foi anunciado este domingo.

A guitarra de cor amarela, que era o instrumento preferido do cantor no final dos anos 1980 e no início dos anos 1990, foi vendida por 137.500 dólares (cerca de 124 mil euros). Segundo informações não confirmadas, o comprador terá sido Jim Irsay, proprietário da equipa de futebol Indianapolis Colts.

No final dos anos 80, Prince foi raramente fotografado com a guitarra amarela. “Esta peça é tão única como o piano de Beethoven ou o saxofone de John Coltrane”, declarou Garry Shrum, diretor de recordações musicais da Heritage Auctions. O cantor utilizou-a em estúdio, em vídeos e em concertos antes da mesma se partir durante uma emissão transmitida pela televisão em França em 1994. A guitarra foi arranjada mas depois reservada para registos em estúdio e tornou-se no símbolo das últimas canções de Prince.

O cantor britânico morreu em janeiro último devido a um cancro, que conseguiu esconder do público até ao fim, um dia depois de fazer 69 anos. Em relação a Prince, morreu repentinamente com 57 anos em 21 de abril sem filhos e não deixou qualquer testamento. Um mandatário foi encarregado de administrar a fortuna do cantor enquanto se espera por uma clarificação da ordem de sucessão do cantor, que tinha uma irmã e cinco meios-irmãos.

Uma mecha dos cabelos louros de David Bowie foi vendida por 18.750 dólares (cerca de 17 mil euros), segundo a empresa Heritage Auctions que organizou o leilão em Los Angeles. A Heritage Auctions precisou que esta pequena mecha de cabelos louros atados com um fio azul era de uma antiga empregada do museu de cera Madame Tussauds de Londres. Esta antiga empregada foi encarregada de recriar o cabelo de David Bowie em 1983 para a sua estátua de cera e tinha guardado a mecha como recordação.

Os robôs devem ter direitos e deveres? Investigadora de Coimbra acha que sim

Uma investigadora de Coimbra admite a necessidade de criar um estatuto próprio para os robôs, cujas relações com os humanos levantam questões como compensações de danos e para as quais o Direito não tem resposta.

“O Direito não está preparado para regular as relações sociais, profissionais e pessoais entre humanos e robots”, que são máquinas cada vez mais sofisticadas e inteligentes, afirma Ana Elisabete Ferreira, do Centro de Direito Biomédico (CDB) da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (UC).

Perante esta realidade, deveriam os robôs ter responsabilidade jurídica, questiona a investigadora, que está a desenvolver um estudo sobre o assunto desde 2011.

“A programação da inteligência artificial é hoje muito complexa e já não se limita a dizer ao robot o que fazer — prepara o robot para fazer escolhas éticas, com base naquilo que um ser humano, em regra, faria”, afirma a investigadora, citada pela UC, numa nota divulgada esta segunda-feira.

“O problema jurídico hoje mais relevante é o de compensar os danos provocados por robots que tomam decisões autónomas, ou seja, danos provocados por uma decisão do robot, e não por um defeito técnico, de programação ou de fabrico”, sublinha Ana Elisabete Ferreira.

Segundo o estudo da especialista do CBD, desenvolvido no âmbito da sua tese de doutoramento sobre direito e neurociências, a responsabilidade jurídica dos robôs “é uma questão que pode ter diferentes respostas no sistema jurídico português, dependendo sobretudo de quem é o proprietário do robot e para que fim é utilizado, mas não há uma solução unitária”.

“O nosso sistema jurídico vê os robots como coisas dominadas pelos humanos, pelo que os humanos (e as empresas que os utilizam) são responsáveis por eles”, salienta Ana Elisabete Ferreira. Esta perspetiva, observa a investigadora, “está agora a ser colocada em causa, defendendo-se que os robots devem ter um estatuto jurídico próprio e ser titulares de direitos e deveres”.

O Comité de Assuntos Jurídicos do Parlamento Europeu divulgou, a 16 de maio, um relatório no qual é proposto o estatuto jurídico de ‘pessoa eletrónica’ para os robôs mais avançados, bem como “a criação de um sistema de ressarcimento dos danos através de seguro obrigatório para esse efeito, a ser suportado, em última instância, por um fundo estadual”.

“Abrindo-se um novo estatuto jurídico específico (o que tem sido negado, por exemplo, aos animais ou aos embriões), enceta-se uma nova era para a responsabilidade”, conclui Ana Elisabete Ferreira.

Semana arranca com muito calor e temperaturas acima dos 30 graus

“Hoje e amanhã [terça-feira] serão dias de céu pouco nublado ou limpo, embora com alguma nebulosidade no interior centro e sul. Vamos ter também uma pequena subida da temperatura máxima”, adiantou a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com Madalena Rodrigues, o vento vai soprar fraco a moderado do quadrante leste e nas terras altas das regiões do norte e centro, com rajadas que podem atingir os 70 quilómetros por hora.

“Amanhã [terça-feira], não será um dia muito diferente, estando prevista apenas uma pequena descida da temperatura máxima da ordem dos 03 graus Celsius”, declarou.

A especialista indicou que hoje as temperaturas máximas vão oscilar entre 34 e 36 graus celsius na região sul e Vale do Tejo.

“Amanhã [terça-feira] prevê-se uma pequena descida das temperaturas no litoral norte e centro, mas nada de significativo. Depois, vão manter-se sempre com os mesmos valores: acima dos 30 graus”, adiantou.

A tendência para o resto da semana, segundo Madalena Rodrigues, é de céu pouco nublado ou limpo, vento fraco a moderado e valores das temperaturas máximas acima dos 30 graus, principalmente na região sul e Vale do Tejo.

Máquinas recondicionadas em destaque no “Salão de Usadas” Jungheinrich no Estádio do Dragão

Presente em Portugal há já 18 anos, Jungheinrich Portugal encontra-se entre os principais líderes do mercado nacional de equipamentos e serviços para armazenagem.

Atualmente com 70 colaboradores, a Jungheinrich Portugal tem a sua sede em Mem Martins (Lisboa) e a sua Delegação Norte no Mindelo (Porto). Com esta estrutura é possível oferecer total cobertura nacional e um serviço técnico próprio em todo o território nacional.

Para Rui Dionísio, Diretor de aluguer e usadas, a importância deste evento prende-se pelo facto de ser uma verdadeira “montra” do que são os produtos e os serviços da Jungheinrich onde se pode privilegiar o contacto direto com o cliente para que este possa esclarecer todas as suas dúvidas e, por sua vez, a equipa da Jungheinrich poder auxiliar e direcionar de uma forma personalizada o cliente para a solução mais adequada ao que pretende.

A escolha do espaço para a realização do evento, o Estádio do Dragão considerado um ícone no Porto, deve-se ao facto de ser um ponto interesse e à associação de uma marca de grande importância a uma empresa de renome e com forte presença no mercado.

Mark Wender, Managing Director da Jungheinrich faz um balanço positivo da marca em Portugal no último ano que conseguiu, num mercado em crise, ter uma evolução positiva no que diz respeito ao volume de vendas e à forte participação no mercado. O forte papel de responsabilidade para com os clientes é o principal foco da empresas que tem uma estratégia de crescimento da bem definido e que aproveita todas as oportunidades de mercado para crescer enquanto grupo. “Hoje em dia, estando nós numa aldeia global, as fronteiras são cada vez menos e garantimos aos nossos clientes de qualquer parte do mundo a mesma qualidade do serviço prestado, avança Mark Wender.

O grupo Jungheinrich que já está presente em 37 países como uma sociedade de vendas direta está a apostar em soluções de aluguer de curto prazo, para fazer face aos períodos de maiores picos de trabalho de pequenas, médias e grandes empresas.

“FERNÃO DE MAGALHÃES”, UMA MARCA COM HISTÓRIA

A Adega Cooperativa de Sabrosa, tem como principal imagem de marca, o seu caráter tradicionalista, aliado à inovação e ao desenvolvimento dos seus produtos. Os seus vinhos são marca registada Fernão de Magalhães, navegador português nascido em Sabrosa, que, coincidentemente ou não, também ele deixou, a sua marca no Mundo. A coragem do navegador incentivou a comunidade a seguir os seus próprios destinos, a traçar os objetivos certos, de forma a atingi-los seguindo as ondas que a vida lhes impõe.

Assim, a tradicional Adega, oferece muito mais do que a simples comercialização de vinhos produzidos na Região Demarcada do Douro. Distingue-se pela sua inclusão e preocupação social, pelo sentido prático e afável com que, desde sempre, tratou os seus colaboradores/associados.

Porque, afinal, as marcas não estão isoladas no mundo, não podem sofrer de miopia de marketing e centrarem-se nelas próprias. É assim, que os vinhos Fernão de Magalhães, da Adega Cooperativa de Sabrosa, se destacam no meio vitivinícola em que estão inseridos, têm em consideração as necessidades que o meio, e principalmente o Consumidor apresenta. Foi com este intuito que a Cooperativa, decidiu apostar num inovador packaging de vinhos Helix, pioneiro na região do Douro. Tendo em consideração o público-alvo a que se dirige, foi decisão da Adega Cooperativa de Sabrosa utilizar este packaging, em que a garrafa tem formato hélice interior que permite desenroscar e enroscar a rolha, nos vinhos Fernão de Magalhães Moscatel e Rosé 2015. O público destes vinhos é maioritariamente feminino (principalmente o Rosé) e assim, passa a ser dispensável a utilização do saca-rolhas. Facto relevante para esta marca, é a notória presença que tem, no mercado de mulheres líderes mundiais. A Direção da Adega Cooperativa de Sabrosa integra uma mulher, que ao mesmo tempo é a responsável técnica pelos departamentos de Enologia e Produção, Engenheira Celeste Marques. Nomeada, no presente ano, a Mulher do Douro 2016, é com ela ao comando que a Adega já alcançou vários prémios a nível Nacional e Internacional, conseguindo alcançar cada vez mais um novo posicionamento e afirmação no mercado.

Os vinhos da marca têm sido fortemente premiados, elevando o nome da Adega a outros níveis, ultrapassando o pensamento que se tinha da fraca qualidade dos vinhos de uma Adega Cooperativa.

Criar esta imagem não tem sido fácil, mas o esforço tem compensado. A marca que se quer deixar é sempre de uma imagem positiva e coerente, transmitindo segurança e confiança ao consumidor.

A recente aposta que se realizou, foi na área do Marketing, algo que mostra o caráter inovador e, um pouco aventureiro também, que a Adega Cooperativa de Sabrosa possui. Os vinhos são de excelência, tal qual os prémios em concursos internacionais o comprovam, e portanto, pretende utilizar-se mais uma ferramenta de comunicação com objetivo de dar ainda mais ênfase ao que a própria marca pode proporcionar ao cliente, abrindo caminho a uma afinidade que conjuga na perfeição a procura por parte deste, e a oferta de que a Adega dispõe. Nestes 58 anos de existência, a Adega Cooperativa de Sabrosa tem conseguido ser reconhecida internacionalmente pela qualidade que confere a todos os seus vinhos e aos processos que utiliza, mas principalmente pela ligação que tem vindo a ser fortificada com o cliente final. A relação tem vindo a ser estrita e, tendo em conta o mundo digital em que já está inserida, a distância será, com certeza, cada vez mais reduzida, fazendo com que o consumidor seja parte integrante na Marca. Em suma, espera-se, cada vez mais, que a Adega Cooperativa de Sabrosa MARQUE. Pela diferença, qualidade, honestidade e segurança, com que sempre nos marcou.

OPINIÃO DE Daniela Alves, departamento de marketing/publicidade e Celeste Marques, enóloga DA ADEGA COOPERATIVA DE SABROSA

ENFERMEIROS, UMA FORÇA PARA A MUDANÇA

É a imprescindibilidade dos enfermeiros e dos seus conhecimentos técnico e científicos que têm determinado os vários alertas da Organização Mundial de Saúde (OMS), para as consequências da escassez destes profissionais, a nível mundial. Se nada for feito, pelos governos nacionais, nos domínios da formação e da retenção, os sistemas de saúde estarão numa situação de colapso, colocando em causa o acesso dos cidadãos aos cuidados, também no nosso país.

De acordo com alguns estudos e entre outros fatores (determinantes da saúde, desigualdades sociais, literacia em saúde, etc), as questões agroalimentares, climatéricas e demográficas vão suscitar novos problemas e mais necessidades em cuidados de saúde. Ou seja, estaremos confrontados com novas e mais doenças raras e com novas doenças crónicas e de maior cronicidade. Em termos demográficos, devido à longevidade e inerente deterioração dos sistemas, aparelhos e órgãos, teremos milhões de pessoas a viver mais anos com várias doenças crónicas, com elevada diminuição da sua autonomia e em situações de dependência diversa (em Portugal, em 2011, tínhamos mais de 3,5 milhões de pessoas com mais de 65 anos, das quais, 900 mil tinham mais de 75 anos).

Para além da inovação (tecnológica ao nível dos dispositivos médicos e farmacológica), os desafios em termos de respostas em cuidados de saúde são enormes. Desde logo, este novo “perfil epidemiológico” requer mais conhecimento integrado e articulado nos planos e processos terapêuticos de resposta. Ou seja, mais e melhor funcionamento de equipas multiprofissionais, mais inter e transdisciplinaridade. Será que a estrutura, organização e modelo de formação dos atuais profissionais de saúde estão ajustados a estes desafios? Julgo que não. Neste quadro, terá vantagem regular legal e autonomizadamente os denominados “atos” específicos de cada uma das profissões de saúde? Nenhuma. Só vai potenciar conflitos entre profissionais.

Ao nível da enfermagem, estando claro que “as novas necessidades em saúde” das pessoas incorporam uma elevada dimensão de “cuidados de manutenção”, que, no essencial, são prestados por enfermeiros, significa que: i) os dispositivos/redes prestadoras terão que integrar muitos mais enfermeiros; ii) também por outros fatores, todos os enfermeiros, sem “perder a perspetiva global da concreta pessoa”, deverão vir a ser enfermeiros especialistas num determinado domínio de especialização.

Para que haja “mais saúde” e signifique “mais futuro”, entre outros aspetos, é ainda determinante: i) que as medidas de política de saúde sejam fortemente centradas nos domínios da prevenção das doenças e da promoção de saúde (desfocar do negócio da gestão da doença e por termo ao “contrabando” de dinheiro público a favor de interesses privados); ii) plano estratégico de desenvolvimento (investimento) das denominadas redes públicas de proximidade (cuidados de saúde primários, aditivos e dependências, cuidados continuados e paliativos), ou seja, mais meios e, desde logo, mais enfermeiros; iii) criação de sistemas/comunidades locais de saúde que, integrando o conjunto de recursos de saúde de determinada área geodemográfica, operacionalize de forma articulada e integrada os planos locais de saúde; iv) que, face à previsão da OMS (em 2050, as mortes por resistência aos antibióticos serão em número superior às provocadas por cancro), se planifique a prestação de cuidados a pessoas com doença aguda “internadas” no seu domicílio; v) que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) desenvolva a atual dimensão e capacidade prestadora pública, para que continue a ser o elemento estruturante do Sistema de Saúde Português e a garantir a universalidade do acesso à generalidade dos cuidados; vi) repensar o modelo de financiamento e de alocação de recursos às entidades do SNS.

E porque os profissionais são o recurso mais valioso para a obtenção dos melhores resultados em saúde, é fundamental que haja investimento nas suas condições de trabalho. É nesta perspetiva que o SEP entregou no Ministério da Saúde o seu Caderno Reivindicativo. Nos diversos domínios (emprego, desenvolvimento profissional e salarial e outras condições específicas inerentes ao exercício profissional), identificou o diagnóstico de situação e apresentou as suas propostas de solução.

No domínio do emprego, entre outras medidas, é fundamental: i) negociar um plano de admissões de médio/longo prazo, que dê resposta à carência estrutural de enfermeiros; ii) regularizar a situação dos enfermeiros que detêm um vínculo precário; iii) potenciar, agilizar e consolidar as situações de mobilidade.

Ao nível do desenvolvimento profissional e salarial, é determinante, designadamente: i) implementar legalmente os processos de avaliação do desempenho; ii) operacionalizar a evolução na carreira profissional; iii) implementar legalmente a hierarquia funcional (Chefias) nas Instituições; iv) valorizar economicamente os enfermeiros como os de igual habilitação e qualificação; v) consequenciar economicamente o elevado contributo dos Enfermeiros Especialistas nos resultados em saúde dos cidadãos; v) harmonizar os modelos remuneratórios entre enfermeiros e com restantes profissionais que exercem funções na área dos cuidados de saúde primários.

OPINIÃO DE José Carlos Martins, Presidente do SINDICATO DOS ENFERMEIROS PORTUGUESES

 

FAVAIOS É UMA REGIÃO, UM LUGAR, UMA MARCA MUITO PRÓPRIA

Sobejamente conhecida, a Adega Cooperativa de Favaios é hoje um player inquestionável no mercado. Que análise é possível perpetuar da orgânica da marca e quais os principais elementos diferenciadores da mesma?

É uma marca em “movimento”, muito dinâmica, sem preconceitos, que se mantem jovem com os seus mais de 60 anos de historia, que se renova ano após ano, que conjuga muitíssimo bem a popularidade, a tradição, a portugalidade, com a inovação, a globalidade de diversidade de mercados e consumidores e que consegue ser regional e cosmopolita, de massas e de nichos.

A Adega Cooperativa de Favaios tem como missão prosseguir o desenvolvimento do consumo e a imagem do Moscatel de Favaios como uma das mais importantes categorias de vinhos a nível nacional. Como o têm perpetuado?

Com um enorme trabalho ao nível da vinha, da enologia e do mkt, comercial. A Adega de Favaios está neste momento a preparar-se para a certificação pela qualidade e aposta fortemente nos seus recursos humanos que são o pilar fundamental de qualquer empresa. Tem uma visão bem focada no consumidor, e juntamente com o seu distribuidor, consegue ter um mercado para os seus vinhos de excelente qualidade, quer sejam os indiscutíveis moscatéis quer sejam os vinhos tranquilos, espumantes e vinhos do Porto.

É assim que conseguimos gerir uma marca que é muito mais que um estilo de vinhos; é uma região, um lugar. “Favaios” é uma marca que tem uma forma de se apresentar no mercado, ano após ano, com sucesso e crescimento, quer nos seus vinhos mais conhecidos, quer nos lançamentos de novos vinhos.

Quais são as principais dificuldades que ainda vivem vosso quotidiano? Que tipo de apoio prestam aos vossos associados?

A nossa maior dificuldade resulta da interioridade das nossas instalações. Muitos dos nossos custos resultam do facto de estarmos longe do litoral e do grande consumo. O esforço é maior. Mas também isso superamos com vontade de ferro.

Quanto aos apoios que prestamos aos nossos associados dizem respeito sobretudo à vinha. Temos um gabinete de apoio técnico que presta gratuitamente todos os serviços relacionados com a viticultura. Não podemos esquecer que os grandes vinhos resultam de grandes uvas.

De que forma tem o Moscatel de Favaios «criado» a sua história juntamente com os portugueses?

São já mais de 60 anos de história, num caminho muito intimista com o consumidor. O Favaito, um dos produtos estrela da adega de Favaios, pela sua significativa distribuição numérica e aceitação junto dos consumidores, é muitíssimo popular e está constantemente presente em momentos “ chave” de consumo tais como nas voltas a Portugal em bicicleta, Rallys, Queimas das Fitas, concertos e festas populares, no Rock in Rio onde é presença assídua das três últimas edições. Em 2016 pela primeira vez marca presença no Lisbon Bar Show, onde apresentamos o Favaito a um conjunto de bartenders de referência mundial, naquela que é considerada uma das maiores feiras de bar no mundo.

A nível internacional que passos têm sido dados? Qual a abrangência atual além fronteiras do Moscatel de Favaios?

A Adega de Favaios aposta fortemente na exportação. Neste momento 20% da faturação da Adega provém das exportações. Estamos presentes em 22 países, sendo que a maior quota diz respeito ao chamado mercado da saudade. Onde há um português tem de haver um Moscatel de Favaios; é o nosso lema.

Há cerca de 12 anos, decidiram apostar fortemente na modernização e revitalização das infra estruturas da Adega Cooperativa de Favaios. Porque esta mudança de paradigma? Foi uma estratégia de readaptação a mercado mais global e inovador?

Foi sobretudo uma aposta na modernização das nossas instalações que datavam de 1952 e que, dado o sucesso que o Moscatel de Favaios estava a alcançar, não era mais possível continuar com os mesmos equipamentos que os nossos pais tinham instalado no início da década de 50. Houve que ganhar coragem, sobretudo coragem financeira e investir fortemente na modernização. A manutenção da qualidade dos nossos vinhos, atendendo ao nosso atual volume de vendas, só é possível porque temos uma adega moderna e equipada com o que de melhor se utiliza em centros de vinificação e engarrafamento.

Modernidade e Tradições Seculares. É fundamental que estes dois conceitos se mantenham conjugados? Têm-no realizado em prol da qualidade do vinho?

Sim fundamental, é preciso inovar, modernizar, adaptar aos tempos, e consumos atuais, mas a tradição e respeito pela região (douro) pela sabedoria e trabalho dos Associados, nunca pode ser descuidada.

A qualidade dos vinhos tem de resultar do respeito pela região que está integrada, pelo caráter de linha de tradição de produto, pela criação de vinhos de excelência, enfim criar vinhos adaptados aquilo que é o gosto e expectativa d consumidor, nunca descurando a linha tradicional dos produtos de favaios que ao longo dos anos fidelizaram os consumidores.

Em que pontos podemos identificar focos de inovação na vossa orgânica e interação com o mercado? A Inovação tem sido um vetor essencial para o vosso sucesso?

Sem dúvida. A inovação é essencial ao sucesso de uma empresa. A Adega de Favaios tem apostado sempre numa inovação sustentada procurando agradar e surpreender pela positiva os seus consumidores; inovamos em imagem e posicionamento e inovamos na qualidade que apresentamos dos nossos vinhos, no mercado. Estes dois fatores, entre outros têm contribuído para a longevidade e sucesso no mercado.

A história das marcas surge pela aceitação por parte da sociedade aos respetivos produtos. Somente por esta premissa, a Adega Cooperativa de Favaios já tem uma história rica. Quais serão os próximos capítulos desta história?

Continuar a inovar usando as uvas da casta Moscatel Galego. É apostando na inovação que uma empresa ganha vantagem e competitividade no mercado.

 Escolher Favaios é…?

“É escolher um dos melhores moscatéis portugueses; é escolher um Vinho com qualidade e que, ano após ano, é considerado pelos portugueses, um “Produto 5 Estrelas”.

“LUCRIDEAL, A SUA CASA ESTÁ AQUI”

Armindo Pires, Gerente da LUCRIDEAL, começou por explicar que a empresa, constituída em 2006, atravessou, logo nos seus primeiros anos de atividade, a crise que se instaurou no país em 2008, de forma perseverante e confiante.

O foco da empresa passa essencialmente por prestar o melhor serviço possível a quem os procura, com soluções viáveis e concretas. A resposta que vem da LUCRIDEAL pretende ser a mais honesta e direta possível. E foi esta postura que levou a imobiliária a ser selecionada para a gestão de dois empreendimentos de referência na cidade da Maia. Segredos? A objetividade e apresentação de dados concretos nas propostas. Para além disto, havia um trabalho árduo e empenhado para trás que permitiu reunir toda a informação necessária para a apresentação de melhores soluções comparativamente com a concorrência.

O mercado da Maia representa mais de 80% do volume de negócios da LUCRIDEAL, porém, temos realizado negócios no Porto, Matosinhos, Vila do Conde, Póvoa de Varzim e Vila Nova de Gaia.

Apesar de ter sido fundada no início da crise, Armindo Pires, afirma que, contrariamente ao que era esperado, a empresa não sentiu grandes dificuldades e adaptou-se de forma positiva ao mercado. Tendo mesmo em 2009 ganho robustez para adquirir instalações próprias e superar os objetivos a que se propuseram.

 

APOSTAR NA DIFERENÇA

O nosso interlocutor ressalva que os clientes confiam no trabalho da imobiliária e que é graças a essa confiança que os negócios perduram em força e saudáveis.

“Os clientes recomendam os nossos serviços de uma forma inequívoca, o que nos permite alavancar os negócios em cada ano que passa. Periodicamente realizamos estudos de mercado, de forma a perceber as tendências e construir respostas nesse sentido”

“ Construímos relações fortes de negócios saudáveis e duradouros”.

AS TENDÊNCIAS EM PORTUGAL

“A tendência com a crise alterou-se, antes as pessoas preferiam os imóveis novos, com a crise, os usados passaram a ter mais adesão. As pessoas ganharam consciência acerca das suas possibilidades”, revela o Armindo Pires.

De relembrar que em 2008, a banca portuguesa cortou drasticamente o crédito à habitação, e como resultado, o volume de transações caiu em flexa, o que provocou a chamada crise imobiliária.

 

COMPRAR OU ARRENDAR?

A nova tendência do arrendamento é muitas vezes entendida como temporária no setor, no entanto, há quem acredite que é uma tendência com a qual o mercado irá ter de aprender a lidar de forma intemporal, sem prazo de validade.

A questão da preferência do arrendamento face à compra deve-se sobretudo aos mais jovens que por questões de mobilidade profissional acabam por optar pelo arrendamento. Mas o que temem os jovens? “Os jovens não estão recetivos à compra devido à instabilidade profissional que se vive no país. Esta é a mais forte das razões. O arrendamento torna a mudança mais flexível”, explica o gerente. “O maior argumento que há para tentar contrariar isto é a questão dos custos, uma vez que os preços do arrendamento ainda se mantêm superiores face à compra, fator que se deve há imensa procura para arrendar. No entanto a maioria dos casos acaba por não ceder”, conclui.

O INVESTIMENTO ESTRANGEIRO COMO ALAVANCA DO MERCADO

“Portugal é um país em crise e vive-se tão bem? Perguntam os estrangeiros”.

Para Armindo Pires, quem vem de fora vê qualidade de vida, sente o clima, aprecia a gastronomia e a segurança. Estes são fatores que tornam Portugal apetecível no momento em que os estrangeiros querem investir no país. O mercado nacional começa a dar sinais positivos de recuperação e grande parte da recuperação deve-se ao capital externo que alavanca o setor. O nosso entrevistado acredita que o mercado português vai continuar a ser impulsionado pelo investimento estrangeiro, porém, internamente já se começa a denotar que há portugueses a quererem investir cada vez mais no país.

O mercado continua a crescer, e na LUCRIDEAL há vários investidores a comprar imóveis para arrendar.

Dos entraves que todo o processo acarreta é de destacar a questão burocrática, que ultimamente tem sido muito discutida, e a carga fiscal que incide sobre os imóveis. Armindo Pires não tem dúvidas que são estes os principais fatores de penalização do mercado.

Portugal é, no entanto, uma boa localização para o investimento imobiliário e há uma razão óbvia para tal: o preço médio por metro quadrado é dos mais baixos da Europa.

A missão da LUCRIDEAL assenta na satisfação plena do cliente. Para isso a equipa que incorpora a empresa é parte fundamental. A motivação da equipa ajuda quem procura, a encontrar o imóvel que pretende.

Cada obstáculo ultrapassado são a garantia da qualidade e gestão do serviço. Armindo Pires declara que “a meta é chegar onde queremos ir”. O nosso projeto é continuar a crescer e a desenvolver um trabalho diferente. Pretendemos explorar ainda mais o mercado de luxo. “Por vezes não valorizamos o país que temos. Portugal tem um conjunto de fatores imensamente atrativos para quem nos visita. A questão da alimentação, por exemplo, que está a um nível excelente comparativamente com o resto da Europa, o acolhimento, a segurança, o clima… há qualidade, boa apresentação e quem nos visita apercebe-se rapidamente destes factos”.

 

SABIA QUE?

A LUCRIDEAL está constantemente a zelar pelo bem-estar dos seus clientes, por isso alerta-os sobre uma questão que é polémica mas que ainda não é do conhecimento de todos.

Se tiver uma casa com o IMI desatualizado basta ir às finanças e o valor do seu IMI pode descer substancialmente.

 

A LUCRIDEAL FAZ 10 ANOS E LEVA-O DE FÉRIAS

De que está à espera? Se está a pensar comprar ou vender um imóvel, corra para a Lucrideal. Esta é sem dúvida uma oportunidade única de duplicar a sua felicidade, Casa + Férias!

DOCWORLD, O SUCESSO CONQUISTADO

Situada em Matosinhos, é uma empresa de produtos consumíveis hospitalares, descartáveis cirúrgicos, vestuário não estéril e instrumentos cirúrgicos/tratamento de feridas. Hoje contam com 14 funcionários e instalações com cerca de 2.500m2. A primeira contratação aconteceu em 2010. Uma comercial, desempregada, com experiência no setor. Começou como comercial, atingindo o título de melhor vendedora da Docworld, e hoje é chefe de vendas. A questão da progressão de carreira é vista pela direção como essencial à motivação dos seus colaboradores e por isso quando agora abrem novas funções/oportunidades na empresa, os primeiros a ser equacionados para estas novas funções são os atuais colaboradores. Em fevereiro de 2008 acontecia a assinatura do primeiro contrato de representação exclusiva, realizado na República Checa. Hoje são várias as representações exclusivas para o mercado Ibérico, principalmente oriundas da Europa.

Em agosto, chegava a Portugal o primeiro camião de artigos para venda pela Docworld. “Cada camião de material custava, em média, 25 a 27 mil euros. Tínhamos de o pagar 30 dias antes da remessa. Recebíamos os produtos e íamos vendê-los aos hospitais, que nos pagavam num prazo que ia dos 30 aos 90 dias”, explica José Luís Rebelo. Os produtos começaram a ser vendidos, numa primeira fase, a clínicas e hospitais privados. Depois de ganhos alguns concursos em grupos hospitalares privados, seguiram-se os concursos dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) e, atualmente abastecem Portugal de norte a sul e Ilhas. Em 2009 a faturação atingia já os 225 mil euros, em 2010 chegaram aos 365 mil euros e em 2011 os 814 mil euros, e assim continuou até hoje… a subir (já ultrapassaram os 5 milhões de Euros de faturação anual).  “Em 2009, no período em que a crise se instaurou, contrariamente ao ciclo, os bancos abriram-nos as portas. “Um dos nossos maiores desafios é conseguir gerir os tempos de pagamentos a fornecedores e recebimentos de clientes”, revela o nosso entrevistado. A partir daí, todas as contratações, designadamente para a área administrativa e de armazém, foram de pessoas que se encontravam à procura de emprego. Atualmente, a Docworld assume-se como uma empresa de ex-desempregados, e assim querem continuar, a dar a oportunidade a quem precisa dela.

 A CONFIANÇA DE DENTRO PARA FORA

O sucesso explica-se, segundo o nosso interlocutor, com a honestidade e palavra. O rigor nos negócios e o cumprimento de prazos foram determinantes para atingirem um grau excelso de credibilidade. “Fomos provando aos nossos parceiros que estávamos aqui com boas intenções, de forma séria, com o objetivo de criar postos de trabalho, de crescer e de querermos ser uma referência alternativa no mercado. O nosso trabalho foi premiado pelos nossos clientes. Hoje temos um capital social de 200 mil euros, uma autonomia financeira a crescer, pagamos religiosamente as nossas responsabilidades,” explica José Luís Rebelo assim o sucesso da empresa. O setor apesar de complicado é visto pelo empresário como rigoroso e muito competitivo. Cumprir o acordado é a base para haver confiança entre todas as partes.

INTERNACIONALIZAÇÃO E CRESCIMENTO

A empresa foi criada em 2008 mas a internacionalização não tardou a acontecer. Para além de abastecer Portugal, a empresa criou a Docworld Espanha, em Santiago de Compostela, apenas com um delegado e que já fatura 20 mil euros por mês. Para José Luís Rebelo o mercado espanhol “é um mercado cinco/seis vezes superior ao nosso e com caraterísticas muito próprias”.

“Estamos a repensar a nossa estratégia no país vizinho. Já temos algo, mas queremos mais”. revela ainda que na mira da empresa, além de Espanha, estão os mercados da América do Sul.

a criação de produtos com a marca Docworld e a expansão da mesma fazem parte das prioridades da empresa. “O nosso primeiro produto foram as luvas de nitrilo, o que faz com que a Docworld ande nas mãos de toda a gente”, graceja o diretor.

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