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Elisabete Teixeira

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Brambles patrocina FoodBank Leadership Institute

A Brambles, empresa líder em soluções de logística para a cadeia de abastecimento que opera em mais de 60 países, maioritariamente através da marca CHEP, tornou-se num dos patrocinadores do evento Food Bank Leadership Institute (FBLI), como parte da parceria da empresa com a The Global FoodBanking Network (GFN). Criado em 2006, o FBLI é o único evento global focado em fortalecer as comunidades, através do incentivo à recuperação e recolha de alimentos para diminuir o problema da fome. A contribuição financeira da Brambles ajudará os membros da GFN a abordar a falta de formação no banco alimentar, aumentando assim a eficácia deste.

Os participantes do evento FBLI incluem responsáveis por bancos alimentares, parceiros e líderes empresariais de todo o mundo, que promovem o modelo de recolha e distribuição de alimentos para diminuir a fome e reduzir o desperdício. Estes intervenientes juntam-se neste evento para discutir os desafios específicos que o setor enfrenta, à medida que trabalham para satisfazer as necessidades de populações em situação de insegurança alimentar, enquanto reduzem o desperdício alimentar a nível mundial. Até à data, cerca de 500 pessoas de 63 países beneficiaram da formação, partilha de ideias e redes de contacto proporcionadas pelo FBLI. O evento deste ano decorreu em Londres, entre 25 e 27 de março, com o tema “One Network. Toward Zero Hunger” (“Uma Rede. Rumo à erradicação da fome”).

Craig A. Nemitz, Diretor dos Serviços Externos da Global FoodBanking Network, afirma que “a realização do FBLI é possível graças ao apoio generoso de parceiros empresariais. Estamos profundamente agradecidos pelo grande apoio da Brambles, cuja experiência certamente ajudará a fornecer o conhecimento e as boas-práticas que vão permitir que os novos bancos alimentares e os que estão em fase inicial se estabeleçam mais rapidamente, que expandam os serviços de forma célere e que funcionem de acordo com os mais altos padrões de excelência“.

Como parte do evento FBLI de 2019, Juan Jose Freijo, Diretor Global de Sustentabilidade da Brambles, moderou o painel “Emerging Trends in the Global Food Industry Made Possible by Brambles”. Juntamente com oradores de empresas como a Danone, Nielsen e Walmart, entre outros representantes corporativos, foram abordadas tendências em crescimento, boas-práticas e abordagens eficazes a questões emergentes, de forma a ajudar os bancos alimentares a estabelecerem-se.

Segundo Juan Jose Freijo, “a disponibilidade de produtos é a chave para todos os bancos alimentares, assim como o conhecimento e a formação. O nosso apoio histórico ao GFN tem-se baseado essencialmente na coordenação de voluntários nos armazéns e no fornecimento de paletes para o transporte de mercadorias para os bancos alimentares, um trabalho que passa despercebido, mas que é essencial para a recolha de alimentos. Estamos orgulhosos por ir mais longe e, além de contribuir para o crescimento dos bancos alimentares existentes, poder fortalecer também as suas capacidades e partilhar as boas-práticas para ajudar quem necessita“.

Há três anos, a Brambles comprometeu-se com uma contribuição financeira anual e contribuições em espécie para a GFN, como formação e consultoria em gestão de armazéns, logística e segurança, numa base de voluntariado. A Brambles concordou também com a disponibilização e promoção da utilização de serviços de pooling de paletes e contentores com os seus clientes na cadeia de abastecimento global, em envios para bancos alimentares membros da GFN.

Acerca da Brambles Limited (ASX:BXB) Através das marcas CHEP e IFCO, a Brambles ajuda a transportar mais mercadorias para mais pessoas e mais locais do que qualquer outra organização no mundo. As suas paletes, grades e contentores formam a espinha dorsal invisível da cadeia de abastecimento global e as maiores marcas do mundo confiam em nós para as ajudar a transportar as suas mercadorias de forma mais eficiente, sustentável e segura. Sendo pioneira da economia de partilha, a Brambles criou uma das empresas de logística mais sustentável do mundo, através da partilha e reutilização das suas plataformas, a partir de um modelo denominado “pooling”. A Brambles opera essencialmente nos sectores de bens de consumo rápido (por exemplo: produtos alimentares secos, mercearias e produtos de saúde e higiene pessoal), produtos frescos, bebidas, retalho e indústrias de fabrico em geral. O Grupo emprega cerca de 12.000 pessoas e é proprietário de aproximadamente 610 milhões de paletes, grades e contentores numa rede com mais de 850 centros de serviço. A Brambles opera em mais de 60 países, encontrando-se a maioria das suas operações na América do Norte e na Europa Ocidental. Para obter mais informações, aceda a www.brambles.com

Acerca da The Global FoodBanking Network

A The Global FoodBanking Network (GFN) é uma organização internacional sem fins lucrativos, sediada em Chicago, que alimenta a fome mundial através da criação e fortalecimento de bancos alimentares em mais de 30 países. A GFN centra-se no combate à fome e na prevenção do desperdício alimentar, prestando informação especializada, direcionando recursos, partilhando conhecimentos e desenvolvendo ligações que aumentam a eficiência, garantem a segurança dos alimentos e alcançam mais pessoas que passam fome. No ano passado, os bancos alimentares membros da GFN recuperaram e redirecionaram alimentos para mais de 9 milhões de pessoas que passam fome.

Portugal, Japão e Alemanha juntos no desenvolvimento de uma vacina de nova geração contra a Malária

O IBET – Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica – participa num projecto internacional para o desenvolvimento de uma vacina contra a Malária. Equipas de cientistas do Japão, Portugal e Alemanha juntaram-se para combater esta doença que já foi endémica em Portugal e que actualmente infecta mais de 200 milhões de pessoas e causa quase meio milhão mortes todos os anos.

A pesquisa por uma vacina contra a malária conta com mais de 40 anos. Por todo o mundo, diversos grupos de cientistas procuram prevenir a transmissão do parasita de mosquitos para humanos. Contudo estas vacinas de primeira geração revelaram ser pouco eficazes protegendo no máximo 30% das pessoas vacinadas. Uma alternativa que se tem revelado significativamente mais eficaz é o desenvolvimento de vacinas que protegem os glóbulos vermelhos da entrada do parasita impedindo assim a sua replicação no sangue. Porém, o elevado grau de heterogeneidade entre diferentes isolados tem-se revelado o principal obstáculo ao desenvolvimento deste tipo de vacinas.

Recentemente, investigadores do Proteo-Science Center da Universidade de Ehime (Japão) e da Sumitomo Dainippon Pharma (Japão) descobriram um novo antigénio do estádio sanguíneo do parasita com destacado potencial terapêutico devido ao seu elevado grau de conservação entre diferentes isolados, o PfRipr5.

A fim de transformar esta descoberta numa vacina de nova geração, estes investigadores contam com a ajuda de investigadores Portugueses e Alemães que serão responsáveis pela produção e formulação do novo antigénio, respectivamente. Em Portugal, o iBET – Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica, em Oeiras, será responsável por desenvolver o processo de produção e de garantia da qualidade desta proteína, PfRipr5.

Este projecto é de maior importância internacional uma vez que o parasita da malária é um dos organismos prioritários para o desenvolvimento de uma vacina segundo o Global Vaccine Action Plan (GVAP) da Organização Mundial de Saúde. Ainda de acordo com a Organização Mundial de Saúde, mais de 3 mil milhões de pessoas em 92 países estão em risco de contrair malária durante a sua vida.

Denominado “Further development of a new asexual blood-stage malaria vaccine candidate”,  este projeto é financiado do Fundo Japonês Global Health Innovative Technology Fund (GHIT), uma parceria público-privada entre o governo do Japão, várias empresas farmacêuticas, a Fundação Bill and Melinda Gates, o Wellcome Trust e o Programa para o Desenvolvimento das Nações Unidas, O GHIT tem como objectivo estimular o desenvolvimento de novas vacinas e medicamentos para o tratamento de doenças tropicais negligenciadas.

O Dia Mundial da Luta Contra a Malária assinala-se anualmente a 25 de Abril e tem como objectivo reconhecer o esforço global para o controlo efectivo da malária, sublinhar os avanços e apelar à acção e ao investimento de forma a acelerar o progresso contra a doença.

Concurso Montepio Acredita Portugal já tem os 21 finalistas

Já são conhecidos os 21 projetos finalistas do Concurso Montepio Acredita Portugal, promovido pela Acredita Portugal e pelo Banco Montepio.

Os 21 finalistas são:

Empreendedorismo Social:

– “Hug-a-Group” – Plataforma comunitária focada na saúde mental que combina atividades de grupo e a orientação de profissionais para trazer a melhor solução para o utilizador.

– “Pata D’Açúcar” – Um projeto que alia duas causas sociais: diminuição do abandono animal e aumento da qualidade de vida das pessoas com diabetes. Por um lado, contribui para a diminuição da taxa de abandono animal através do regaste de cães de abrigo, do treino dos mesmos para deteção antecipada de baixas dos valores de glicémia no sangue e posterior entrega para tutela dos mesmo a pessoas com diabetes.

– “Estimula+” – Criação de jogos para desenvolver várias competências cognitivas e/ou motoras para a população adulta e sénior, com ou sem patologias do foro neurológico ou neurodegenerativas. Destina-se preferencialmente a organizações com ou sem fins lucrativos mas também a profissionais que exerçam a sua atividade profissional direta ou indiretamente com este tipo de população.

Prémio Brisa Mobilidade 2019:

– “Parqist” – Aplicação desenvolvida para ajudar os utilizadores a encontrarem rapidamente um lugar de estacionamento. Os utilizadores partilham a localização do seu lugar de estacionamento, quando tiverem intenção de o deixar disponível, permitindo a outros localizá-lo facilmente e usufruir dele. Para além disso, é aplicado um sistema de compensação, na medida em que, quantos mais lugares um utilizador disponibilizar, mais vantagens terá no momento da procura de um local para estacionar.

“SAFY: a sua segurança em mobilidade urbana” – A SAFY pretende criar um produto que se associe a vários tipos de veículos elétricos (bicicletas/trotinetas/segways). Sendo a segurança e a sinalização escassa nestes veículos, este produto associado a um serviço inovador pretende ser uma solução para o problema.

“Call Car Wrist” – Pulseira para chamar táxis e garantir a segurança dos clientes a partir de parâmetros definidos na pulseira.

Prémio K.Tech:

– “Alfredo” – Tecnologia de inteligência artificial criada para organizar e trazer clareza ao mercado imobiliário.

– “Nutshell” – Plataforma online de troca de alojamento que dá aos nómadas digitais a oportunidade de eliminar as despesas de alojamento enquanto vivem as cidades de forma local e de acordo com as suas necessidades e/ou interesses de trabalho.

“PillDeal” – A toma irregular de medicação, como a pílula ou medicação crónica, tem consequências negativas para o paciente. O PillDeal pretende gerir a medicação de forma simples, portátil e discreta, porque previne o esquecimento da toma e fornece recomendações médicas específicas.

Prémio Autónoma:

– “Escola.Cinema.Ação!” – O projeto Escola.Cinema.Ação! pretende usar o cinema como uma ferramenta de aprendizagem, contribuindo para a educação do público mais jovem e o aumento da literacia visual e inclusão social.

– “Escola de sentido” – É uma revista ou manual online, com áudios, leituras e exercícios para estimular a inteligência emocional e desenvolver uma linguagem emocional.

– “Carga de Trabalhos” – Portal de recrutamento online, dedicado à procura e oferta de emprego no sector da comunicação, marketing, design e novas tecnologias.

Prémio H2O Inovação by Águas de Gaia:

– “Micro Catch” – Tecnologia que combate a presença de microplásicos na água e alimentos que consumimos. Trata-se de uma solução que retém as fibras libertadas pelas suas peças de roupa sintéticas durante o processo de lavagem, impedindo assim que estas se espalhem para os oceanos.

– “Agristarbio” – Testa fertilizantes a partir de lamas de ETAR e está em fase de negociação para construir e financiar a sua primeira unidade.

– “SCUBIC” – Plataforma inteligente que melhora a gestão de ativos em redes de água.

Produtos e Serviços:

– “KACAU” – Primeira marca portuguesa de roupa interior especializada em lingerie, collants, meias e acessórios cor de pele, para mulheres de tonalidade castanha.

– “iRcycle – Custom Handmade Sneakers” – Transforma plástico recolhido nos oceanos em sapatilhas personalizadas pelo cliente, podendo utilizar outros materiais reciclados e ecológicos.

– “Swim Together”: Pretende comercializar pacotes de treino e de férias para amantes da Natação em Águas Abertas. Seja em mar, lagos, rios ou albufeiras, qualquer pessoa pode nadar em liberdade, em segurança e com companhia, em locais naturais únicos, através de uma experiência próxima, e informada, social e ambientalmente responsável para o nadador. Todas as atividades são acompanhadas por guias experientes que dão suporte e apoio aos nadadores, em embarcações e/ou kayaks.

Saúde e Bem-Estar:

“Seaweet” – Comercializa snacks com alto valor nutricional, a partir de um alimento chave – as microalgas. O produto inicial – uma barra energética – é especialmente importante para melhorar a dieta de quem vive num ritmo acelerado e sem tempo para a preparação de um snack saudável.

“Eu +”Smartwatch que, através de pictogramas, mostra informação anteriormente programada na App, sendo esta gerida por profissionais de saúde, cuidadores ou os próprios. Avalia 4 sinais vitais, notifica sobre posicionamentos para acamados, medicação e interações alimentares, marcações, SOS e queda.

“e-Rehab” – Ferramenta online que permite a realização da reabilitação neuropsicológica à distância, com recurso à realidade virtual, favorecendo tanto a estimulação cognitiva, como a reabilitação psicossocial de pessoas com lesão cerebral adquirida, pessoas com perturbações degenerativas, etc.

Estes 21 projetos tem a oportunidade de passar por um Programa de Pré-aceleração, com a duração de seis semanas. Cada um tem direito a um mentor e acesso a sessões desenvolvidas por especialistas nas quais serão abordados temas como: como construir um MVP (Produto Mínimo Viável), enquadramento jurídico das empresas, Propriedade Intelectual, Comunicação e Posicionamento das marcas, Marketing Digital e Formas alternativas de financiamento. Adicionalmente, será realizado também um Demo Day para os finalistas, para o qual é convidado um painel de investidores.

Os projetos foram selecionados numa sessão de pitch que contou com um quadro de jurados especializado, integrado, entre outros, por José Vale, Diretor de Inovação e Empreendedorismo do IAPMEI, Nelson Pimenta, Diretor Digital do Grupo Renascença Multimédia, e Davide Catarino, Angel Investor na Red Angels.

Para além destes, foram destacados outros projetos, que devido ao seu alto potencial receberam menções honrosas: Logrise, Maudde – Pre Loved Luxury, Erwin, Mães à obra, Cuidar&Morar, Banana Box e Fly For Water.

Os finalistas da IX edição do Concurso Montepio Acredita Portugal serão conhecidos na Gala final da iniciativa, que terá lugar a 8 de junho de 2019, em Lisboa.

Sobre a Acredita Portugal:

A Acredita Portugal é uma organização sem fins lucrativos focada no desenvolvimento e promoção do empreendedorismo nacional, que nasceu em 2008 pela mão de José Miguel Queimado. Desde então, a Acredita Portugal trabalha por, e para todos os portugueses, independentemente da sua formação ou cultura, permitindo que qualquer cidadão tenha oportunidade de perseguir o seu sonho empreendedor. Cada ideia em competição é submetida de forma gratuita, passando por uma avaliação e vendo desenvolvido o seu plano de negócios. Aos projetos vencedores é dada a oportunidade de desenvolver parcerias estratégicas com vista à sua implementação no mercado.

A 3ª edição do National Geographic Summit conta com uma nova oradora

Em 2019, National Geographic traz de novo a Portugal algumas das mais proeminentes vozes que trabalham em prol da proteção do planeta e da conservação das espécies. Especialistas nacionais e internacionais que trazem até nós a sua experiência, ideias e formas de atuação, com o objetivo de reduzir (e em alguns casos) eliminar a produção e o consumo de plásticos descartáveis.
Nesta conferência serão abordadas duas perspetivas, a primeira, de enquadramento e tomada de consciência do problema e suas consequências, mostrando o quão belo é o nosso planeta e aquilo que está a ser posto em causa, com:
Brian Skerry, fotógrafo National Geographic, um dos principais fotógrafos subaquáticos do mundo, e uma das mais reputadas vozes na área da conservação marinha. Tivemos recentemente a sua exposição “Sharks” no Oceanário de Lisboa, onde podemos conhecer o seu trabalho em prol da conservação dos tubarões;
Lucy Hawkes, ecologista e investigadora, foca o seu trabalho nas migrações feitas pelas aves e algumas espécies marinhas, trazendo a palco a perspetiva dos animais relativamente à poluição dos oceanos através do plástico;
Paula Sobral, bióloga, especialista em microplásticos e lixo marinho, fundadora e Presidente da Associação Portuguesa do Lixo Marinho. Irá partilhar connosco o seu trabalho e dar-nos uma perspetiva científica sobre este problema.
foto Claire.jpgE uma segunda parte em que vamos endereçar as soluções e os caminhos a seguir, com:
Jamie Butterworth, responsável pela gestão de investimentos na Circularity Capital, vai falar sobre a economia circular e sobre como esta pode ser uma mais-valia para as empresas, nomeadamente PME, reduzindo custos e otimizando recursos. Abordará o desafio de como poderemos evitar o consumo de plásticos a montante na cadeia de valor;
Claire Sancelot, que vai partilhar a sua experiência ao viver um estilo de vida com Desperdício Zero, sem produzir lixo. Distinguida pelas Nações Unidas pelo seu trabalho em prol de um desenvolvimento sustentável, vai mostrar como é possível (também para as famílias, já que tem 3 filhos) ter um estilo de vida com o mínimo de desperdício e sem abdicar do conforto ou qualidade de vida. Claire Sancelot estará presente no National Geographic Summit 2019, no lugar de Lauren Singer, que por motivos alheios à organização, não poderá estar presente.
A conferência realiza-se no dia 29 de abril, na Casa da Música, no Porto e tem início às 15h00 e termina às 19h00. Os últimos bilhetes estão à venda por 50€ e ainda podem ser adquiridos em www.ticketline.pt ou na Casa da Música.
Saiba mais sobre o National Georgraphic Summit em www.natgeo.pt/summit2019 e assuma o compromisso “Planeta ou Plástico?” em https://www.natgeo.pt/planeta-ou-plastico-assuma-o-compromisso.

A Ciência vive no Centro Vasco da Gama

Nos pisos 0 e 1 do centro, poderá encontrar:
A Harpa com cordas invisíveis, que pode ser tocada e emite sons. As notas são reproduções de sons de harpa que foram armazenados eletronicamente e quando os dedos “soltam as cordas”, a nota faz-se ouvir.
A esfera de plasma que irradia pequenos raios elétricos, mas não dá choque! A esfera contém gás a baixa pressão, neste circulam minúsculas correntes elétricas que originam descargas luminosas de plasma.
A cadeira de Beuchet que “encolhe” a pessoa sentada porque o cérebro reconhece as duas peças da cadeira como uma só, dificultando o reconhecimento das distâncias.
Uma cabeça para jantar. Uma ilusão que separa a cabeça do corpo e para a descobrir, só servindo o prato principal.
Quente ou frio? A bobina tem placas com diferentes temperaturas, como o cérebro não identifica as diferentes temperaturas na mesma zona do corpo, dá informações erradas sobre o que está a sentir.
A tempestade fluvial. Ao girar a esfera faz circular a água que esta contém, se a água girar suficientemente rápido, arrasta consigo partículas de areia. A uma determinada velocidade, a areia irá formar uma série de dunas, este processo é semelhante à forma como o vento cria dunas na praia.
Direcionada para famílias, a exposição Ciência Viva estará patente de 27 de abril a 5 de maio, no Centro Vasco da Gama, é gratuita e pode ser visitada durante o horário de funcionamento do centro
Sobre o Centro Vasco da Gama
Estrategicamente localizado numa zona nobre de Lisboa – no Parque das Nações – o Centro Vasco da Gama dirige a sua oferta aos turistas, habitantes e trabalhadores da zona da sua área circundante, cidade de Lisboa e Loures, alargando desta forma o seu público-alvo. Inaugurado em 1999, o Centro Vasco da Gama é já uma referência para quem gosta de fazer as suas compras, aliadas às atividades de lazer e ocupação de tempos livres.
O Centro dispõe de cerca de 2.600 lugares de estacionamento e 170 lojas distribuídas pelos 48.914 m2 de Área Bruta Locável (ABL). Para além de uma vasta oferta comercial, o Centro Vasco da Gama tem à disposição dos seus visitantes 6 salas de cinema, um Health Club  e magnificas esplanadas com vista para o Parque das Nações e para o Rio Tejo.
A par da experiência única de compras e de lazer que oferece aos seus clientes, o Centro Vasco Gama assume a responsabilidade de dar um contributo positivo para um mundo mais sustentável, trabalhando ativamente para um desempenho excecional nas áreas ambiental e social.
Todas as iniciativas e novidades sobre o Centro podem ainda ser consultadas no site www.centrovascodagama.pt.

Há um português a colaborar com os U2 na erradicação da pobreza extrema

«Desde 1990, que o número de pessoas que vive em Pobreza Extrema foi reduzido em cerca de 60%. E com os investimentos correctamente aplicados a esta poderá descer ainda mais até 2030 com a implementação da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável, criado pelas Nações Unidas. Por isso a importância em envolver desde já todos os candidatos ao Parlamento Europeu», comenta Fernando Gaspar Barros, que irá manter reuniões com os candidatos.

Esta relação entre a Brands Like Bands, de Fernando Gaspar Barros, e a ONE, de Bono Vox, surgiu no ano passado quando os U2 passaram por Lisboa, local onde o número de adesões bateu todos recordes comparativamente às outras cidades europeias e dos EUA, por onde também passou a Experience & Innocence Tour. E que serviu, posteriormente, ao vocalista da banda irlandesa, defender esta sua causa no Fórum Económico Mundial, em Davos, durante o passado mês de Janeiro.

Após a campanha ONE Vote, Fernando Gaspar Barros continuará ligado ao projecto de Bono Vox ao apoiar a ONE na edição deste ano do festival Brands Like Bands, o único Festival de Empresas do Mundo, que contará com a presença de cerca de trinta empresas nacionais e multinacionais.

Caso seja necessário, confirmar com: Billy Hill |  +44 (0)7880 187 467- ONE Against Poverty (UK) | 8th Floor | Endeavour House | 189 Shaftesbury Avenue | London | WC2H 8JR

KCS IT ultrapassa marca dos 10M€ de faturação

A KCS IT encerrou 2018 com um resultado de faturação de 11,6M€ em Portugal – um crescimento de 27% face ao ano anterior – ultrapassando pela primeira vez a marca dos 10M€. No ano transato a equipa da consultora registou também um incremento considerável, de 252 para 318 colaboradores.

O plano para 2019/2020 integra como objetivos alargar a rede existente de clientes, potenciar a presença em mercados internacionais e identificar novos segmentos demográficos e setores de atuação.

Para Tiago Farinha, Diretor Geral da KCS IT, “o marco agora alcançado é a constatação de uma estratégia eficaz de procura de crescimento sustentado que temos vindo a desenvolver. A oferta de soluções originais, alinhadas com as necessidades identificadas no mercado e tendências esperadas para os próximos anos, permite posicionar-nos na dianteira no contexto nacional e apresentar uma experiência e know-how diferenciados.  Esta é uma estratégia a ampliar em 2019 e 2020, assegurando um papel de agente facilitador, tornando os processos dos nossos clientes mais eficientes e potenciando o seu sucesso.”

O ano de 2018 foi marcado pela aposta da consultora na reestruturação da oferta de serviços da unidade Key Services, que disponibiliza soluções no âmbito da Inovação, Research & Development, Nearshore Services e Desenvolvimento de Produtos Digitais. A reestruturação assentou em cinco eixos operacionais: liderança, retenção e obtenção de novos clientes, desenvolvimento, gestão de projeto e marketing digital. O objetivo de potenciar a unidade irá continuar em 2019, orientada ao crescimento em novas áreas, nomeadamente Marketing e Comunicação Digital, Business Intelligence e Data Science & Analytics.

A KCS iT foi reconhecida, em 2018, como empresa idónea pela Agência Nacional de Inovação para atividades de I&D. O carácter de criação e desenvolvimento de produtos diferenciadores faz parte, cada vez mais, da matriz da consultora.

A oferta da KCS iT passa a integrar em 2019 o carácter pioneiro na representação de importantes parceiros do ecossistema Salesforce, exemplo do Mulesoft, solução de integração, DocuSign, assinatura eletrónica, e Visual Cue, visualização de KPIs através de ícones de sinalização. 

Sobre a KCS IT:

A KCS IT é uma empresa de serviços de tecnologia com um alinhamento inovador e uma equipa ágil, orientada à criação de valor para Clientes através da execução de consultoria estratégica, gestão de projetos e formação. Possui uma multifacetada oferta de serviços e de parcerias com as quais eleva os negócios de Clientes a novos patamares de excelência. Desenvolve a sua inovação empresarial. É reconhecida pela experiência em gestão de projeto, através da implementação de boas práticas internacionais do PMI®. Está alinhada com as soluções Microsoft, Oracle, Esri, Salesforce e VisualCue. Cria valor para os negócios na era digital, desenvolvendo estratégias e dinâmicas através da unidade Key Services. Informação adicionais em www.kcsit.pt.

Dia da Terra: Emirates Group ajuda a proteger a vida selvagem

A Reserva de Conservação do Deserto do Dubai e o Emirates One&Only Wolgan Valley, na Austrália, representam o compromisso de longa data do Grupo na proteção de ecossistemas frágeis e no apoio ao turismo sustentável em diferentes partes do mundo. Ambas as reservas de conservação protegem ecossistemas valiosos e, ao mesmo tempo, proporcionam experiências únicas e sustentáveis ​​para os visitantes de todo o mundo.

A Reserva de Conservação do Deserto do Dubai

O Emirates Group financia as operações da Reserva de Conservação do Deserto do Dubai, de 225 quilómetros quadrados (DDCR em inglês), um habitat no deserto que é protegido pelo Governo desde 2003. Esta é a maior área que o Dubai dedicou a um único projeto e que visa preservar o ambiente único do deserto do Dubai para as gerações futuras. A DDCR assume um papel importante na pesquisa ecológica, colaborando ativamente com universidades locais e internacionais. As descobertas e resultados das pesquisas têm ajudado a melhorar o conhecimento sobre o ecossistema do deserto, reunindo dados científicos sobre espécies raras e ameaçadas do deserto, acabando também por monitorizar o seu equilíbrio e a preservar o seu ambiente natural.

Em 2018, a DDCR recebeu a visita de mais de 285.000 turistas, através da Arabian Adventures, de vários operadores turísticos parceiros da Emirates e do Al Maha Desert Resort. A DDCR oferece experiências no deserto, além de atividades de limpeza do deserto em coordenação com a Arabian Adventures. Durante o ano passado, a DDCR foi aceite como candidato à Lista Verde da IUCN para Áreas Protegidas e Conservadas, um padrão global para as Áreas Protegidas mais bem geridas do mundo.

Emirates One&Only Wolgan Valley

Já há mais de 10 anos que a Emirates apoia a proteção da vida selvagem e da flora da Austrália, através do Emirates One & Only Wolgan Valley, em New South Wales. A propriedade foi o primeiro resort de luxo do mundo a receber uma certificação internacional pela CarboNZero, baseada na Nova Zelândia, a qual passou por uma avaliação abrangente das emissões de gases de efeito estufa. O Emirates One & Only Wolgan Valley também realiza pesquisas regulares para identificar oportunidades e desafios para a conservação de espécies ameaçadas.

A Emirates e o Emirates One&Only Wolgan Valley financiaram em conjunto o desenvolvimento da aplicação e do site WomSAT em colaboração com a Universidade de Western Sydney para ajudar os investigadores a identificar oportunidades para a conservação do vombate – os vombates são uns animais com origem australiana que estão a ser ameaçados pela sarna sarcótica, uma doença de pele, muitas vezes fatal. Esta ferramenta é usada para registar sempre que se avistam estes animais e rastrear a saúde da população desta espécie, de modo a contribuir para o tratamento dos vombates afetados pela sarna sarcótica. O Emirates One&Only Wolgan Valley também está a liderar uma série de outros projetos de conservação, como o Projeto de Restauração do Rio Wolgan, um programa contínuo de manuseamento de ervas daninhas e apoio a projetos de pesquisa com a Universidade de Western Sydney.

Unidos pela vida selvagem e pela Declaração de Buenos Aires

Desde 2015, a Emirates continua o seu forte apoio em ações para travar o comércio ilegal da fauna e flora selvagens, que está a ter consequências devastadoras para os animais ameaçados em muitas partes do mundo. Em 2018, o Emirates Group também assinou a Declaração de Buenos Aires sobre Viagens e Turismo e o Comércio Ilegal de Animais Selvagens, uma iniciativa que está a ser liderada pelo Conselho Mundial das Viagens e Turismo (WTTC em inglês) com o objetivo de alcançar mil milhões de viajantes através de mensagens para travar o comércio ilegal de animais selvagens e trabalhar com as comunidades para desenvolver um turismo sustentável que forneça os meios de subsistência e proteja a vida selvagem. O WTTC e o World Wildlife Fund estão a desenvolver diretrizes para eliminar o tráfico ilegal de vida selvagem.

O Emirates Group adotou ainda uma política de tolerância zero ao tráfico de animais selvagens e criou formações específicas para que seus colaboradores vigiassem e soubessem identificar sinais de alerta de contrabando de animais selvagens durante o transporte e a triagem de cargas. A Emirates não transportará espécies proibidas, troféus de caça ou quaisquer produtos associados a atividades ilegais de vida selvagem.

Usando o seu reconhecimento enquanto marca para aumentar a consciencialização sobre o tráfico ilegal de animais selvagens ameaçados, a Emirates apresentou quatro dos seus A380 com decalques especiais inspirados nos animais selvagens. Desde então, os aviões já voaram milhões de quilómetros em 48 cidades, em 29 países, em cerca de 6.000 voos, levando esta mensagem importante pelo mundo inteiro e estimulando conversas sobre a preservação da vida selvagem.

Conservação e Natureza da Vida Selvagem dnata

A dnata assinou recentemente um memorando de entendimento (MOU) com a Universidade de Pretória na África do Sul para apoiar os seus projetos de pesquisa e reabilitação. Sob o dnata4good, a parceria visa salvaguardar a vida selvagem e o meio ambiente, fortalecendo e melhorando a pesquisa, formação e consciencialização veterinária. Além disso, aumentar ainda o envolvimento através de oportunidades de voluntariado e garantir medidas necessárias para cuidar de animais feridos e reabilitá-los para voltar à natureza. A iniciativa será parcialmente impulsionada pela participação dos colaboradores para proteger a biodiversidade na África do Sul e manter os ecossistemas equilibrados.

Oferta de um Ghaf

Os funcionários do Emirates Group que moram em Meydan Heights (Emirados Árabes Unidos) poderão participar num evento, a 27 de abril, para a plantação de árvores Ghaf, em parceria com a Goumbook. O evento tem como objetivo consciencializar para a importância da conservação do deserto, com um foco específico na árvore Ghaf. O Ghaf é uma árvore tolerante à seca, que suporta ambientes desérticos severos e que pode ser utilizada para fins de florestação, economizando água.

No need to fear, the Directive is here

Tecerei, a esse propósito, breves considerações a quatro níveis: (i) político, (ii) técnico, (iii) prático e (iv) nacional.

(i) A nível político a Directiva gerou enorme controvérsia e falsas questões. A verdadeira questão é que o tratamento que a Directiva dá ao direito de autor na Internet desafia o status quo existente, retirando poder às grandes plataformas da Internet (norte americanas) em benefício de entidades europeias do mundo cultural e editorial.

Não foi por acaso que as grandes plataformas da Internet criticaram fortemente a Directiva. Os artigos 11º e 13º (15º e 17º de acordo com a nova numeração) foram os mais contestados: curiosamente os artigos que alteram o equilíbrio de poder entre tais plataformas e a indústria cultural e editorial europeia.

O Pirate Party liderou uma campanha europeia contra a Directiva, sendo que a protagonista de tal campanha, Julia Reda, actuou com base numa ideologia que propugna a erradicação do direito de autor em nome de reivindicações de ordem pública. Na prática, talvez inconscientemente, a campanha em causa serviu, ou tentou servir, os interesses das referidas plataformas.

(ii) A nível técnico, tentando respeitar o imprescindível equilíbrio entre os interesses do criador e os da sociedade no que concerne à produção e ao uso das obras do espírito, a Directiva estabelece medidas que beneficiam os utilizadores (artigos 3º, 4º, 5º e 6º, entre outros, de acordo com a nova numeração) bem como medidas que beneficiam os autores e titulares de direitos (os famosos artigos 11º e 13º, 15º e 17º de acordo com a nova numeração).

Em benefício dos utilizadores, a Directiva identifica três domínios de intervenção para criação de novas excepções: a prospecção de textos e dados no domínio da investigação científica, as utilizações digitais e transnacionais no domínio da educação e a conservação do património cultural.

Em benefício dos autores e titulares de direitos, a Directiva propõe regras no que toca à utilização digital das publicações de imprensa (press right) e à utilização de conteúdos protegidos pelas grandes plataformas da Internet (value gap).

(iii) A nível prático, as grandes plataformas acabarão por conceder alguns dos proventos obtidos a quem cria cultura (e que, em regra, não obtém ordenado mas apenas royalties), os investigadores, os professores, os alunos e as instituições responsáveis pelo património cultural passarão a ter a possibilidade de executar certos actos em nome do interesse público no acesso à informação, à cultura e ao conhecimento e os utilizadores poderão praticar de forma legítima certos actos que até agora praticavam de forma ilícita.

Note-se, por exemplo, que a paródia, que torna lícitos os famosos memes, não é permitida à luz do direito de autor português mas passará a sê-lo em função da implementação da Directiva, o que significa que os memes passarão, em Portugal, de ilícitos a lícitos.

Mas recorramos ao artigo 13º (artigo 17º de acordo com a nova numeração), que incide, como sabemos, sobre a utilização de conteúdos protegidos pelas grandes plataformas, para ilustrar de forma mais detalhada, tomando como exemplo a polémica norma, as consequências práticas da Directiva.

Por um lado, o preceito, que na sua versão inicial defendia a Cultura Europeia de forma incisiva, foi diluído à medida que as negociações foram avançando e, por outro lado, é acompanhado de um Recital, o Recital (64) que pode ser interpretada, se a leitura não for atenta, no sentido de que a lei comunitária não é, neste campo, alterada mas somente esclarecida.

Uma leitura cuidada do artigo em causa permite concluir que as plataformas efectivamente abrangidas pelo artigo 13º:

  • Devem, antes de mais, tentar obter autorização para o uso de conteúdos nos seus sistemas;
  • Se não conseguirem obter autorização apesar dos seus best efforts devem tentar evitar actos ilícitos nos seus sistemas, mas só têm de recorrer a medidas tecnológicas (a) se tiverem à sua disposição medidas adequadas e eficazes, (b) se tal não for demasiadamente oneroso em termos financeiros e (c) se forem devidamente avisadas pelos titulares de direitos de autor;
  • Se apesar dos seus best efforts surgirem conteúdos ilícitos nos seus sistemas, devem as ditas plataforma remover ou impedir o acesso a esses conteúdos, desde que devidamente avisadas pelos titulares de direitos de autor. Ou seja, a ausência de notificação elimina qualquer responsabilidade por parte das grandes plataformas.

Quanto aos utilizadores:

  • Desde que as plataformas tenham obtido autorização, os utilizadores podem usar conteúdos (a) para fins privados ou (b) até para fins comerciais desde que apenas obtenham proventos insignificantes;
  • Mesmo que as plataformas não tenham obtido autorização, os utilizadores podem fazer upload de conteúdos livremente desde que para citação, crítica, caricatura ou paródia, isto é, podem partilhar livremente memes e gifs;
  • As medidas tecnológicas para evitar usos ilícitos não devem impedir usos legítimos pelos utilizadores;
  • Está prevista, à cautela, a criação obrigatória, pelas grandes plataformas, de mecanismos de reclamação e de recurso.

(iv) A complexidade surgirá, penso, a nível de implementação doméstica uma vez que a Directiva deixa múltiplos conceitos em aberto.

Por exemplo:

  • Que prestadores de serviços de partilha de conteúdos em linha são abrangidos pelo artigo 13º (artigo 17º de acordo com a nova numeração)?
  • A que montam os best efforts das grandes plataformas no sentido de obterem autorização para uso de conteúdos protegidos pelo direito de autor?
  • Em sede de medidas tecnológicas para evitar actos ilícitos nos sistemas das grandes plataformas, em que consistem medidas adequadas e eficazes?
  • Em sede de medidas tecnológicas para evitar actos ilícitos nos sistemas das grandes plataformas, quando é que o processo é demasiadamente oneroso em termos financeiros para as grandes plataformas?
  • No que respeita aos professores e alunos, em que circunstâncias específicas estão facilmente disponíveis no mercado acordos de licenciamento adequados às necessidades e especificidades dos estabelecimentos de ensino?
  • No que toca a partilhas executadas online pelos utilizadores, em que consistem proventos insignificantes?
  • No atinente à possibilidade de os utilizadores executarem hiperligações a notícias, em que consistem excertos curtos?

Conclui-se que nada há a temer, excepto alguma complexidade na transposição da Directiva para o território nacional.

O difícil processo de negociação, a intensa polémica e os constantes anúncios da iminente morte da Internet levaram à introdução, no texto aprovado pelo Parlamento Europeu, de soluções de compromisso sob a forma de múltiplos conceitos vagos que agora carecem de estudo e de preenchimento a nível nacional.

As consequências desta reforma legislativa ficarão, assim, em grande medida, dependentes das opções tomadas pelo legislador nacional aquando da implementação da Directiva, sendo que após publicação no Jornal Oficial da EU a mesma terá de ser transposta no prazo de dois anos.

Patrícia Akester, PhD

Fundadora do Gabinete de Propriedade Intelectual (https://www.intellectualpropertyoffice.net/)

“Um líder é aquele que não precisa de se afirmar como líder”

Em primeiro lugar, parabéns pelo seu excelente percurso. São 25 anos de Toyota Caetano Portugal, são 25 anos de…?

Completo 25 anos de Toyota Caetano Portugal este ano de 2019. São 25 anos de paixão, de relações, de Kaizen (melhoria continua), de batalhas, de dedicação, retorno, satisfação.

A Toyota e o Grupo Salvador Caetano são um exemplo de persistência, de nunca desistir, e de muito trabalho.

Que momentos ou aspetos considere fulcrais para o seu crescimento pessoal e profissional retira deste seu percurso dentro de uma marca de renome como Toyota Caetano Portugal?

Foram vários como deve imaginar, mas o mais recente foi a minha última ida ao Japão (em fevereiro deste ano), onde estive cerca de dez dias a “mergulhar” na cultura japonesa do “omotenashi” (hospitalidade), e no Toyota Way (kaizen).

Aqui consegui, mesmo após quase 25 anos na Marca, trazer para a minha vida profissional e pessoal valor acrescentado de enorme retorno e valor.

É um percurso marcado pela ascensão e aprendizagem e, certamente, marcado por muitos desafios e dificuldades. Consegue referir-nos alguns?

Sim, alguns desafios marcados pelas crises do setor, e principalmente por alguma resistência à mudança que este mercado acarreta. Mas na filosofia da nossa empresa, as dificuldades transformam-se em oportunidades, e é assim que queremos sempre pensar, e agir.

Numa altura em que se debate cada vez mais questões relacionadas com a desigualdade de género, como diria ter sido o seu percurso profissional neste sentido? A desigualdade de género é uma realidade para si?

Sim e não. Sim, porque sendo mulher, e principalmente neste setor, existe sempre desconfiança e eventualmente alguma falta de “tato” para algumas reações, conclusões e decisões. E porque normalmente sou a única mulher, ou das poucas mulheres, por vezes torna difícil ser ouvida, ou pelo menos compreendida.

Não, porque no Grupo Salvador Caetano e na Toyota, não se sente diretamente estas questões, e porque talvez como qualquer mulher em lugares de liderança, marcamos sempre a nossa presença de uma forma muito assertiva e contundente.

É diretora da Toyota Caetano Portugal. O que é mais desafiante para si neste cargo?

Manter o nível de motivação da equipa, gestão de pessoas e conflitos, a criação contínua, e a procura de mais e melhor.

A sociedade ainda impõe bastantes limitações à mulher e ao seu papel na sociedade. Ter uma carreira profissional de sucesso significa abdicar do sucesso na vida pessoal ou vice-versa?

Acho que sim, mas acredito que é possível se houver partilha entre os casais, e mais igualdade. Ainda não estamos lá, mas também cabe aos educadores, mães, pais, sociedade, meios de comunicação, etc., criar seres humanos que não vejam a diferença de género como uma diferença de oportunidades e responsabilidades.

Assim teremos uma sociedade onde todas as mulheres podem ter o seu espaço e usufruir na plenitude do seu potencial e capacidades.

Pode partilhar connosco o seu exemplo? É fácil conciliar uma carreira profissional de sucesso com a vida pessoal e familiar?

Como não tenho filhos, imagino que torna as coisas eventualmente um bocado menos desafiantes, mas a constante necessidade de viajar e estar muito tempo fora de casa, torna as coisas mais complicadas.

Hoje as organizações debatem-se com múltiplos desafios relacionados com a transformação digital, mas também com a liderança, a gestão de pessoas ou a retenção de talento. O que é para si um bom líder? Que características a definem enquanto líder?

Um líder é aquele que não precisa de se afirmar como líder. É aquele que consegue que o acompanhem, e que acrescente sempre valor (quer profissionalmente quer pessoalmente). Que construa. Um líder precisa de agir com paixão e com determinação.

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