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Elisabete Teixeira

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Lisboa no topo pelo 3º ano consecutivo

 

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 Lisboa mantem-se no primeiro lugar

 

2016 marca o terceiro ano consecutivo em que o município de Lisboa ocupa o primeiro lugar incontestável no Bloom Consulting Portugal City Brand Ranking©. Existem três fatores que justificam estes excelentes resultados estatísticos: o número muito elevado de procuras on-line que recolhe, cerca de 22,5% do total nacional, o elevado número de seguidores nas redes sociais e a notável performance do seu Website.

 

Nesta edição do Bloom Consulting Portugal City Brand Ranking©, os primeiros 5 classificados mantêm-se inalterados em comparação com o ano passado no Top 25. Lisboa, Porto e Braga são indiscutivelmente três dos grandes polos urbanos de Portugal. Cascais apresenta-se como 4º classificado, com excelente desempenho nas categorias Turismo e Negócios, aparecendo nesta edição com uma pontuação quase semelhante a Braga.

 

O município que fecha o Top 5 é Coimbra, à semelhança do que aconteceu no ano passado, com excelentes resultados relativamente às três categorias em análise, com destaque para os Negócios.

 

No 6º lugar observamos Sintra que ultrapassa Oeiras e a deixa na 7ª posição, o 8º lugar é ocupado pelo Funchal. A cidade de Guimarães volta a estar na 9ª posição, que já tinha ocupado em 2014. Na 11ª posição no ano passado, Aveiro regressa ao Top10.

 

As regiões Norte e Lisboa dominam inequivocamente o Top 25, com sete municípios cada uma. A Região Centro segue-se às anteriores apresentando seis municípios e o Algarve, três. Com um município cada, encontra-se o Alentejo e a Madeira. A Região Autónoma do Açores não apresenta nenhum município, embora Ponta Delgada tenha subido 6 posições.

 

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Subidas de destaque
Quatro dos primeiros dez municípios são pertencentes a Lisboa, prova da clara da continua afirmação desta cidade no Ranking. A entrada de Guimarães e saída de Leiria protagonizam a troca do número de cidades no Top 10. Os primeiros 5 classificado permanecem os mesmos do ano passado, no entanto Cascais aproximou-se do s três primeiros.

 

Descidas de destaquegraf 2

Leira é o município que releva a maior descida, saiu pela primeira vez do Top 10, descendo para 12º lugar do Ranking. Oeiras também desce um lugar, ocupando a 7ª posição, passando para o lugar de Sintra.

 

O Bloom Consulting Portugal City Brand Ranking© 2016 mede a performance da marca de cada município, perante os seus públicos-alvo. Baseia-se em fatos concretos, que incluem o desempenho económico, turístico e social dos municípios, desempenho na comunicação através dos seus sites e redes sociais, e capacidade de atrair procuras online por todo o mundo. Um algoritmo matemático analisa todas as variáveis e dita uma classificação para cada município.

 

«A marca é um dos principais ativos de que cada município dispõe. Como tal, deve ser estudada para depois ser gerida e potenciada. Através destas três dimensões, conseguimos aferir, de forma cientifica, esse potencial», explica Filipe Roquette, diretor geral da Bloom Portugal. «Acreditamos que, com esta análise, temos a capacidade para ajudar os municípios, não só no que toca à definição de prioridades, mas também na perceção da imagem que estes têm no resto do País e internacionalmente», completa

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Metodologia – Como foi calculado este Ranking?

 

A Bloom Consulting baseia este seu estudo anual, Portugal City brand Ranking© no seu algoritmo proprietário.

 

Foram consideradas três variáveis na formação deste algoritmo. Os resultados finais deste ranking não só medem as percepções sobre um município, mas também classificam o desempenho da sua marca de uma forma tangível e realista nas três dimensões (Negócios, Visitar e Viver).

 

O algoritmo é composto por três variáveis utilizadas para analisar o sucesso da marca dos 308 municípios portugueses, bem como o seu desempenho relativo entre eles. Esta metodologia utilizada avalia a variável económica representada por dados estatísticos, a variável da procura, pelas pesquisas on-line captadas mundialmente pela ferramenta Digital Demand – D2© e a variável da performance on-line, que mede o desempenho dos sites e redes sociais de cada município. Desta forma concreta e rigorosa, é possível avaliar o desempenho e a eficácia dos diversos municípios na captação de investidores, turistas e novos residentes.

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 Sobre a Bloom Consulting

 

Com 12 anos de existência, a Bloom Consulting é uma consultora especializada na análise e desenvolvimento de estratégias de “Country”, “Region” e “City” branding. Tem sede em Madrid e conta com escritórios em Lisboa e São Paulo.

 

É fornecedora oficial do World Economic Forum na elaboração do seu índice de competitividade turística e já foi entrevistada por meios internacionais de renome como o Economist, Forbes e CNN. O seu CEO, José Filipe Torres, é considerado um dos 3 maiores especialistas do mundo em “Country Brand” proporcionando apoio para a OCDE.

 

Todos os anos publica o Bloom Consulting Country Brand Ranking©, edição Negócios e Turismo, estudos que analisam a performance de marca de 225 países e territórios a nível mundial.

Angola promete acabar com comércio de marfim no país

Em comunicado, o PNUA classifica como um “grande avanço contra o comércio de marfim” a posição de Luanda, que assim promete “fechar um dos maiores mercados domésticos de marfim do mundo”.

A notícia surge nas vésperas de Angola acolher, a 05 de junho, as comemorações globais do Dia Mundial do Ambiente, organizadas pelo PNUA com o tema da luta contra o comércio ilegal de espécies selvagens e que visam mobilizar a ação global nesse sentido.

“A Comissão Contra os Crimes Ambientais apresentou um decreto que proíbe a venda de marfim e de artefactos de marfim em Angola e estamos a instalar uma unidade de fiscalização do crime em vida selvagem no aeroporto internacional de Luanda”, disse a ministra angolana do Ambiente, Maria de Fátima Jardim, durante a Conferência Ministerial Africana sobre Ambiente, que decorre no Cairo entre hoje e terça-feira.

Citada no comunicado do PNUA, a ministra afirmou ainda que o governo angolano está determinado “em acabar com o comércio de marfim e em construir uma nova Angola, onde tanto as pessoas como as espécies únicas possam prosperar”.

Angola prometeu cumprir os seus compromissos ao abrigo da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), incluindo a intensificação dos seus esforços para aplicar o Plano de Ação Nacional de Marfim. Juntou-se também a 12 outras nações como signatária da Iniciativa de Proteção dos Elefantes, que se foca na proteção dos elefantes africanos através de medidas como o encerramento de mercados domésticos.

Segundo o comunicado do PNUA, Angola quer acabar com o todo o comércio interno de marfim, fazer um inventário robusto das suas reservas e comprometer-se a destruí-las antes do Dia Mundial do Ambiente. Para o diretor executivo do PNUA, Achim Steiner, também citado no comunicado, os compromissos de Angola são “um marco e enviam uma mensagem poderosa aos caçadores furtivos e às redes criminosas internacionais que os apoiam, de que não têm futuro”.

Angola já começou a trabalhar com os comerciantes no mercado de Benfica, nos arredores de Luanda, onde grandes quantidades de marfim esculpido são vendidas, entre outras recordações legais, aos visitantes estrangeiros.

“Informámos os comerciantes da nossa intenção de acabar com as vendas de marfim no mercado de Benfica, mas temos de ter cuidado para garantir que não empurramos o comércio para a clandestinidade, tornando-o mais difícil de erradicar”, disse Abias Huongo, diretor do Instituto Nacional de Biodiversidade e Áreas de Conservação.

No final de 2015, Angola acolheu a Conferência Internacional de Procuradores de África sobre Caça Furtiva, na qual foi assinada a Declaração de Cuando Cubango, que apela a um reforço da cooperação internacional no quadro da CITES.

Como parte desse trabalho, e no âmbito do Dia Mundial do Ambiente, Luanda vai tentar envolver as empresas estrangeiras em compromissos pela mudança.

“As populações de elefantes africanos continuam a enfrentar uma ameaça real e imediata à sua sobrevivência devido a níveis inaceitavelmente altos de caça furtiva pelo seu marfim, incluindo em Angola”, disse o secretário-geral da CITES, John E. Scanlon, mostrando-se satisfeito pelos compromissos assumidos por Luanda.

Pouco se sabe sobre a dimensão da população de elefantes em Angola, que historicamente se situava no sudeste do país. Estudos recentes, cujos resultados serão divulgados nos próximos meses, deverão confirmar sérios declínios populacionais durante a guerra civil de Angola, que começou em 1975 e só terminou em 2002.

O número de elefantes mortos em África ultrapassa os 20 mil por ano, numa população estimada em 420 a 650 mil. No entanto, perante relatos de que 100 mil elefantes terão sido abatidos em apenas três anos, entre 2010 e 2012, a população pode na realidade ser inferior.

Números divulgados no Dia Mundial da Vida Selvagem, a 03 de março, pela CITES, revelam que os níveis mais elevados de caça furtiva são registados na África Central e Ocidental, onde a população de elefantes poderá ter diminuído em 60% numa década. Mesmo no Parque Nacional Kruger, na África do Sul, onde se pensava que as populações de elefantes estavam seguras, registou-se pela primeira vez um aumento da caça furtiva àqueles animais.

Sismo no Equador. Número de mortos sobe para 350

O sismo violento que abalou este sábado várias zonas do Equador provocou, pelo menos, 350 mortos, anunciou esta segunda-feira o ministro equatoriano da Segurança, Cesar Navas. “Infelizmente temos que informar que há cerca de 350 pessoas mortas e o número de feridos aumentou também”, declarou Navas à cadeia de televisão Teleamazonas.

A última contagem oficial apontava para perto de 270 mortos e para mais de dois mil feridos. O sismo, de 7.8 Escala de Richter, foi considerado o mais forte desde 1979. A energia libertada foi “provavelmente 20 vezes superior” à do sismo de magnitude 7 que foi sentido na sexta-feira no Japão, explicou à Associated Press, David Rothery, professor na The Open University, em Londres. De acordo com o Instituto Geofísico da Escola Politécnica Nacional, o número de réplicas sentidas desde sábado chegou às 239.

Desde sábado que o número de mortos não tem parado de aumentar, à medida que as buscas continuam em várias zonas do país. Só na cidade de Pedernales, localizada perto do epicentro do sismo, estimam-se que cerca de 400 pessoas tenham morrido.

O presidente do Equador, Rafael Correa, declarou o estado de emergência nacional. Cerca de dez mil militares e 3.500 polícias foram destacados para as áreas afetadas pelo sismo. Vários países, como a Venuzuela, Suíça e Espanha, enviaram ajuda humanitária.

Nutrição à medida para cães

Mesmo que não compreendamos o porquê de um Chihuahua e um Dogue Alemão terem necessidades diferentes, podemos supor que eles não podem comer o mesmo alimento. O tamanho do cão é um fator determinante nas suas necessidades nutricionais. Mas também devem-se ter em conta outros fatores, como a esterilização e a raça.

Adaptado ao tipo de crescimento

As diferenças relacionadas com o tamanho surgem logo na fase de cachorro, uma vez que o tipo de crescimento é diferente (tanto em intensidade como em duração), se é um cão de porte pequeno, porte médio, grande porte ou porte gigante.

Estas diferenças determinam a necessidade de adaptar os alimentos para cachorro. É por isso que o desenvolvimento mais curto e intenso dos cães pequenos e médios exige conteúdos energéticos maiores. Relativamente ao crescimento prolongado dos cães de porte grande e de porte gigante, a quantidade de energia será menor e serão adicionados condroprotetores de forma a promover um desenvolvimento musculoesquelético e articular adequados.

Sensibilidades associadas ao tamanho

Dependendo do seu tamanho, os cães apresentam um maior risco de sofrer alguns transtornos ou certas sensibilidades, sendo os alimentos adaptados em função destes.

Assim, e face ao maior risco que os cães de porte pequeno têm em formar tártaro e de sofrer da doença periodontal, o croquete é adaptado de modo a promover um efeito de escovagem dentária e são incorporados agentes quelantes de cálcio no alimento, que ajudam a prevenir a formação de tártaro.images

Para os cães de porte médio, o alimento é reforçado com nutrientes benéficos para a pele e pêlo, assim como para o aparelho digestivo.

Os cães de grande porte e porte gigante são mais suscetíveis de sofrer de problemas de articulações e têm uma maior sensibilidade gastrointestinal. Por esta razão, os seus alimentos são reforçados com condroprotetores, nutrientes de fácil digestibilidade, assim como prebióticos, para favorecer a saúde do trato intestinal.

Para os cães de porte gigante, o croquete é adaptado ao tamanho das suas enormes mandíbulas, de forma a estimular a mastigação e prevenir a ingestão de ar. Deste modo, ajuda-se a prevenir uma dilatação gástrica e que muitas vezes leva a torção gástrica. Fenómeno muito frequente nos cães de porte gigante.

 

Porquê alimentos especiais para cães esterilizados?

Outro aspeto a ter em conta é a esterilização, que implica uma série de alterações metabólicas que aumentam o risco de obesidade, graças a um menor gasto de energia e aumento do apetite. Por conseguinte, é necessário dar aos cães esterilizados um alimento específico, com um teor calórico controlado e que reduza a sensação de saciedade, de modo a prevenir o aumento do peso.

 

Diferenças no ritmo de envelhecimento

O envelhecimento é um processo progressivo, associado a várias alterações que determinam novas necessidades nutricionais, pelo que a alimentação deve também ser alterada. Trata-se de adaptar o conteúdo energético e reforçar o alimento com antioxidantes, para ajudar a manter a vitalidade do animal e proteger a sua saúde renal, entre outros aspetos.

A altura ideal para fazer a mudança para um alimento sénior dependerá do tamanho do cão, uma vez que este fator é também determinante nas grandes diferenças da sua esperança de vida. Deste modo, quanto menor for o tamanho do cão, maior será a sua longevidade e, pelo contrário, quanto maior for o cão, menor a sua esperança de vida e mais cedo se inicia o processo de envelhecimento.

Deste modo, a alimentação deve ser alterada a partir dos oito anos nos cães pequenos, aos sete anos nos cães de porte médio e aos cinco anos nos cães de grande porte.

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Os mais específicos: alimentos para uma raça

Sendo que a raça pode possuir certas características físicas e fisiológicas, os alimentos específicos, para uma determina raça, têm em conta estas particularidades, sendo por isso o alimento mais adaptado para essa raça.

Ou seja, tendo em conta as características do nosso cão, podemos procurar o alimento mais adequado para ele, satisfazendo especificamente as suas necessidades.

 

“O mote é sempre a proteção do consumidor de seguro”

Entrou recentemente em vigor uma nova diretiva sobre a distribuição de seguros e resseguros na União Europeia, que determina, entre muitas outras normas, que os clientes tenham os mesmos padrões na escolha dos produtos, independentemente do Estado-Membro. Como é que a Liberty Seguros analisa estas novas regras?

A Liberty Seguros tem acompanhado a evolução desta diretiva desde o início, nomeadamente no período de consulta pública, procurando desde sempre informar os seus agentes distribuidores, de modo a prepará-los para a sua implementação.

Em traços gerais, o que importa saber acerca desta nova diretiva?

A nova diretiva sobre a distribuição de seguros vem, em traços muito gerais, exigir uma maior profissionalização dos mediadores, por via de requisitos de horas mínimas de formação e da existência comprovada de capacidade financeira do distribuidor de seguros e resseguros, e trazer uma maior transparência ao setor uma vez que prevê a criação generalizada de mecanismos de divulgação de remunerações. A prevenção dos conflitos de interesses é um dos fatores alicerces desta diretiva, no sentido em que se procura impedir que sejam direcionados clientes para determinados produtos, em prol de um interesse do distribuidor e não do cliente.

Face à legislação de 2002, que principais lacunas, a seu ver, esta nova diretiva vem colmatar?

Vivemos num mundo em que a palavra risco passou a ser da máxima importância, e neste contexto, é importantíssimo que nos adaptemos a esta nova realidade. As Companhias de Seguros já o tiveram de fazer com a entrada em vigor do regime de Solvência II em 1 de janeiro de 2016. Com a diretiva sobre a distribuição de seguros e resseguros todos os agentes distribuidores de seguros reforçarão o seu papel primordial na proteção dos consumidores quer em termos de divulgação de informação correta e atempada, quer na sua própria isenção. A questão da capacidade financeira e a própria divulgação das remunerações dos mediadores, que em certos casos já era obrigatória, mas que agora é generalizada, fará com que tenhamos agentes distribuidores mais profissionais e capazes. O mote é sempre a proteção do consumidor de seguro!

Em contrapartida, o que continua a falhar?

Não é o que continua a falhar mas sim o que pode falhar. Por outras palavras, toda a diretiva é baseada na prevenção dos riscos, à semelhança da diretiva Solvência II, mas se não possuirmos os mecanismos de prevenção e alerta suficientes, o setor segurador continuará a ser classificado como aquele que vende algo que não é exatamente aquilo que era pretendido pelo cliente e que este só se apercebe quando precisa de recorrer aos seus serviços. A ASF terá de possuir mecanismos mais céleres de prevenção e atuação dos aspetos previstos nesta diretiva.

Cada um dos Países-Membros da União Europeia terá 24 meses para adaptar as novas regras às suas legislações nacionais. Ao nível do mercado português, que impacto acredita que esta nova diretiva trará para os principais agentes do setor, incidindo particularmente na atividade da Liberty Seguros?

No mercado português existem certa de 23.000 mediadores. A nova diretiva irá forçosamente provocar movimentos de concentração quer por força de fusões quer por venda de carteiras de seguros. O que é certo é que daqui a dois anos – prazo máximo para a transposição da diretiva para o direito nacional – já estaremos perante um número menor de profissionais, mas isto não significa que a quota de mercado dos diferentes tipos de agentes de distribuição se altere.

Maior transparência. Esta nova diretiva tem como principal objetivo cobrir toda a cadeia de distribuição de seguros, dando-lhe mais transparência e obrigando todos os agentes a disponibilizar aos clientes uma informação mais abrangente sobre os produtos seguradores. Na sua opinião, o mercado nacional peca por esta “falta de transparência”?

Muito se tem dito sobre esta “falta de transparência” e sobretudo no que toca a produtos financeiros, dados os recentes acontecimentos! Só é de salutar que a divulgação dos mesmos seja feita de uma forma mais profissionalizada e concreta e sobretudo com informação detalhada. Mas importa de facto que o seja por profissionais que entendam o que estão a distribuir e que percebam se o cliente que têm pela frente entende o que lhe estão a vender…

A venda de produtos de seguros de vida com investimentos associados será, de igual modo, mais exigente. Ou seja, em que principais aspetos será notório este incremento do nível de exigência? Justificava-se esta mudança?

Claro que sim! Esta diretiva vem impor regras mais restritivas a este tipo de investimento, impondo uma divulgação clara dos ativos que os compõem, e de possíveis conflitos de interesses que possam surgir entre a seguradora e o distribuidor. Se pensarmos que cerca de 85% deste tipo de produtos são vendidos pelo setor bancário, como agente distribuidor de seguradoras, percebemos imediatamente o possível conflito de interesses que pode ser gerado!

“Queremos encontrar a melhor proposta para cada Enfermeiro”

No sentido de contextualizar o nosso leitor, quando foi edificada a PCQ Nurse Recruitment e que balanço é possível perpetuar da atividade da marca?

A PCQ Nurse Recruitment iniciou a atividade em agosto de 2013 na Irlanda. Um ano mais tarde começou em Portugal. Nos últimos 24 meses, passando de oito colaboradores em três países para 34 em sete países. Até agora já ajudamos mais de 1000 enfermeiros a encontrar o melhor emprego no Reino Unido e República da Irlanda.

Assumem-se como uma empresa especializada em recrutamento de enfermeiros para a Irlanda e Reino Unido. Porquê a aposta neste mercado geográfico e quais as mais-valias que «emprestam» a quem procura o vosso apoio?

Tania3Em Portugal a qualidade da formação dos enfermeiros está ao nível do melhor que se encontra internacionalmente. E apesar disso um enfermeiro à procura de emprego, dificilmente encontra oportunidades em Portugal, e quando encontra é mal pago e não tem perspetivas estimulantes de formação ou progressão de carreira. Nestes países a situação é oposta: um enfermeiro português tem oportunidades de emprego na área que preferir, crescimento, reconhecimento, progressão na carreira, formação e maior poder económico. Tanto na Irlanda como no Reino Unido têm vínculos laborais seguros e ganham entre 34.000 a 52.000 euros por ano (rendimento líquido de 2200 a 3800 euros por mês), mesmo para recém-licenciados. Mais, as entidades patronais não só pagam as formações, como ainda aumentam o ordenado do enfermeiro quando as concluem. A maior parte dos Portugueses que decidem tentar a sorte noutro país, fazem-no por sua conta e risco – um enfermeiro tem a vantagem de poder recorrer à nossa empresa que o acompanha e aconselha ao longo de todo o processo. Esclarecemos dúvidas, ajudamos a compor/otimizar o currículo, a preparar para a entrevista, a escolher a melhor proposta para eles, agendamos entrevistas, marcamos voos, tratamos do alojamento e ajudamos com a documentação necessária – a decisão de ir viver noutro país é um marco importante na vida de qualquer pessoa, mas os procedimentos burocráticos e complicados que são necessários, podem levar muitos a desistir dessa oportunidade. Nós tornamos um processo burocrático e complicado numa oportunidade fácil de aproveitar.

Que género de apoio e aconselhamento prestam a todos aqueles que procuram uma oportunidade de emprego nesta área em outros países? Como se desenvolve o processo?

Primeiro ouvimos o enfermeiro: o que pretende e qual é a sua formação e experiência. Depois sugerimos as propostas que melhor se adequam às necessidades e expectativas de cada um e damos início a todos aqueles procedimentos que já mencionei. Quando os nossos enfermeiros chegam ao Reino Unido ou à Irlanda mantemos o contacto próximo. é muito importante acompanharmos os enfermeiros quando chegam ao novo pais e durante a progressão das suas carreiras. Temos enfermeiros que nos ligam às horas mais invulgares para contar como estão. Porque confiam em nós: os nossos enfermeiros sentem que os queremos mesmo ajudar a começar uma nova vida.

Uma das questões vitais, passa pela personalização em cada processo, ou seja, na PCQ todos os candidatos/pessoas são «tratados» de uma forma individual? Este ponto é essencial para promover a proximidade e o nível de confiança?

Com toda a certeza. Cada enfermeiro tem preferências e competências diferentes. E nós queremos genuinamente encontrar a melhor proposta para cada enfermeiro. Para isso, procuramos saber em detalhe o que cada um procura e precisa. Tem de fazer sentido a nível profissional e pessoal. Queremos que os nossos enfermeiros encontrem A oportunidade de carreira. Fazemos muitos amigos. Acabamos por nos preocupar tanto com os enfermeiros como com a nossa família.

Quais são as principais preocupações dos profissionais de Enfermagem que vos procuram? É importante que tenham pleno conhecimento do que é ser Enfermeiro em países como a Irlanda e o Reino Unido?

Querem saber se vão ter realmente progressão na carreira e qual o ordenado, e se o que é prometido nas ofertas será mesmo cumprido – essa garantia é mais uma das vantagens de ter o apoio da nossa empresa. Uma grande parte dos enfermeiros portugueses com quem falamos estão muito frustrados e cansados com a situação em Portugal, a falta de progressão na carreira, poucas oportunidades, excesso de carga horária, baixos ordenados e desemprego. Ajudar os enfermeiros a perceber qual a realidade que vão encontrar no estrangeiro, é uma ajuda essencial para que eles se possam sentir confiantes que estão a fazer a escolha certa e também um passo essencial para que a adaptação ao país de eleição seja bem-sucedida.

Como é realizada a ligação entre a PCQ e aqueles que procuram profissionais de Enfermagem? Tem também de existir uma relação de confiança com as instituições que procuram enfermeiros portugueses? Como o perpetuam?

Nós estabelecemos estas parcerias com empregadores em quem confiamos e que têm boas condições de trabalho para os enfermeiros. Eles por sua parte confiam em nós para conseguir os profissionais mais adequados para as suas vagas. Isso exige bastante avaliação e seleção e um trabalho exaustivo de controlo de qualidade por parte da nossa empresa. Felizmente a qualidade dos enfermeiros Portugueses garante a satisfação dos empregadores que continuam a requisitar mais.

Depois de concluído o processo, a PCQ tem a preocupação de analisar a situação do candidato, ou seja, se está devidamente protegido pelas leis do emprego nesses países?

Com toda a certeza! E não só a nível de questões legais; não os podemos enviar para um outro país sem antes, durante e depois ter a certeza que têm todas as condições para serem respeitados, valorizados e estarem seguros.

Existem perspetivas de alargar o vosso leque de ofertas ao nível de mercado? Se sim, para que países? O facto de tantos enfermeiros portugueses decidirem emigrar para o Reino Unido pode, de alguma forma, saturar o mesmo no futuro?

Sim. A Alemanha é um país que será uma opção ainda este ano. O Reino Unido e Irlanda têm falta de mais de 40.000 enfermeiros e por isso, a curto/médio prazo, não se antecipa que essa necessidade de enfermeiros diminua substancialmente. Existe também grande crescimento a nível de unidades privadas, nomeadamente de nursing homes (unidades para idosos e/ou pessoas com problemas mentais)

Quais são as principais prioridades da marca para o futuro? Para os Enfermeiros que não vos conhecem, que mensagem gostaria de deixar?

Nurse woman showing arm muscles smiling. Funny photo of successful young female nurse in blue scrub. Asian Caucasian woman isolated on white background.

O enorme crescimento da PCQ Recruitment tem sido baseado na nossa forma personalizada de recrutar enfermeiros. À medida que vamos crescendo temos de nos lembrar sempre que a marca não existe sem enfermeiros felizes e satisfeitos que encontraram novas oportunidades em novos países com a ajuda da PCQ Recruitment. O que fazemos é ajudar enfermeiros a progredir nas suas carreiras. Tal como existe um cuidado personalizado no cuidado de enfermagem, existe também uma abordagem personalizada em recrutamento.

Os enfermeiros que vão de Portugal para um novo futuro estão normalmente a deixar para trás uma grande rede de apoio social e familiar. A PCQ Recruitment orgulha-se em manter o relacionamento com os enfermeiros mesmo depois de terem feito a mudança e fazemos o nosso melhor para substituir o máximo possível essa rede de apoio, tornando a transição tão feliz e positiva quanto é possível.

Portugal perdeu um quinto dos trabalhadores qualificados para a emigração. O problema é ainda mais grave na Saúde, área que perdeu o equivalente a cerca de um terço dos enfermeiros formados todos os anos pelas universidades portuguesas. Aquilo que vocês perpetuam é uma nova perspetiva de futuro para estes enfermeiros?

Tendo em conta que o destino de 70% dos enfermeiros recém-licenciados é o desemprego, é natural que um terço procure o estrangeiro. Ou seja, os enfermeiros precisam de encontrar soluções de emprego e de vida. Ficar parado em Portugal à espera de uma oportunidade que pode não surgir tão cedo, ou resignar-se a trabalhar em condições precárias ou num serviço de que não se gosta não é bom para ninguém: Sentem-se desmotivados, desvalorizados e muitas vezes tem problemas económicos.

Claro que existem sempre obstáculos e viver noutro país também tem aspetos menos positivos. É uma mudança e uma adaptação, mas as vantagens compensam muito qualquer desvantagem.

CONCEITO DE IMITAÇÃO DE MARCA REGISTADA

1 = Os problemas criados pelo Código de 1995 eram altamente preocupantes para a Indústria, que não via resolvidas muitas situações que necessitavam de urgente correção.

Em síntese, o que é verdadeiramente importante para a indústria?

Sem dúvida, legislação que permita

a) A proteção correta dos direitos de propriedade industrial, com adequado sistema de recursos para Tribunal e com possibilidade de atempada oposição, em fase de pedido, por parte dos titulares de direitos já constituídos;

 

b) Um Instituto de Propriedade Industrial que respeite esses objetivos e que disponha dos meios necessários para os assegurar.

c) Clara definição dos Tribunais competentes para julgar quaisquer problemas de propriedade industrial, que possibilite.

d) A eficiente defesa dos direitos concedidos, através de disposições que permitam impedir as infrações.

2 = A CIP – Confederação da Indústria Portuguesa e a Delegação Portuguesa da CCI – Câmara de Comércio Internacional, resolveram enfrentar o problema e criar uma Comissão – com a aprovação do Sr. Ministro da Economia – para rever o Código e propor as indispensáveis alterações.

Essa Comissão teve a seguinte constituição:

Dr. Jorge Cruz (Coordenador)

Dr. César Bessa Monteiro

Dr. Gonçalo Moreira Rato

Engº. José Batista de Almeida (Jaba Farmacêutica, S.A.)

Dr. Guy Villax (Hovione Farmaciência, S.A.)

O Sr. Eng.º. Ivan Villax e o Dr. Nuno Cruz estiveram presentes em todas as reuniões da Comissão e deram importante contributo para a elaboração do Projeto.

Antes do prazo previsto, de três meses, o Projeto ficou concluído.

Na verdade, a Comissão entrou em funções no dia 26 de novembro de 1996 e entregou o Projeto pronto ao Dr. Pedro Ferraz da Costa, Presidente da CIP, no dia 14 de fevereiro de 1997 – ou sejam cerca de 2 meses e meio depois de ter iniciado a sua atividade.

E em 27 de fevereiro os Vice-Presidentes da CIP, Dr. João Gomes Esteves (também Presidente da APIFARMA) e Dr. João Mendes de Almeida (também Presidente da Delegação Portuguesa da CCI), entregaram ao Senhor Secretário de Estado da Indústria o Projeto de Revisão do Código da Propriedade Industrial elaborado pela referida Comissão. 

3 = Com data de 6 de maio de 1998, recebi um ofício do Gabinete do Sr. Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Economia, do seguinte teor:

Encarrega-me o Senhor Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Economia de, por razões de urbanidade, de junto enviar cópia do despacho, nesta data enviado para publicação no Diário da República.

O prazo de 60 dias nele referido, para apresentação das conclusões obtidas no decorrer dos trabalhos, começará a contar a partir da data da sua publicação.

O Eng.º. José Mota Maia, Presidente do I.N.P.I. – Instituto Nacional da Propriedade industrial irá entrar em contacto com V.Exª. tendo em vista o início dos trabalhos.

Com os melhores cumprimentos 

4 = E esse despacho, assinado pelo Sr. Secretário de Estado Dr. Vítor Ramalho, era o seguinte:

“Com a aprovação do Código da Propriedade Industrial, pelo Decreto-Lei nº.16/95 de 24 de janeiro, e a consequente revogação do antigo Código, aprovado pelo Decreto nº 30679 de 24 de agosto de 1940, foi reformada a legislação sobre a Propriedade Industrial, especialmente, no que resulta da integração de Portugal na União Europeia. Assim, o Código da Propriedade Industrial transpôs para a ordem jurídica portuguesa as diretivas comunitárias, adaptou a legislação nacional aos regulamentos comunitários, com a preocupação de a harmonizar com as legislações dos outros Estados Membros, procurando simultaneamente simplificar os processos administrativos e manter um equilíbrio de interesses entre os titulares dos direitos e o conjunto dos utilizadores do sistema da propriedade industrial.

No entanto, decorridos três anos sobre a entrada em vigor do Código de 1995, com base na experiência adquirida, reconhece-se a necessidade de aperfeiçoar e clarificar determinados preceitos bem como de consensualizar posições sobre certas matérias.

Assim no uso das competências delegadas pelo Ministro da Economia, através do despacho nº 13169/97 de 23 de dezembro, considerando a alínea c) do artigo 199º da Constituição da República Portuguesa, determino o seguinte: 

1 – É criada, junto do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (I.N.P.I.), a Comissão para a revisão do Código da Propriedade Industrial, adiante designada, abreviadamente, por Comissão.

2 – A Comissão é composta por:

  1. a) Presidente:

Eng.º. José Mota Maia;

  1. b) Vogais:

– Prof. Dr. António Castanheira Neves

– Dr. César Bessa Monteiro

– Dr. Jaime Quesado

– Eng.º. João Arantes de Oliveira

– Dr. Jorge Pereira da Cruz

– Dr. José Luís Arnaut

– Dr. José Luís Soares Curado

3 – O presidente poderá assessorar-se de dirigentes e técnicos do I.N.P.I.

4 – A Comissão visa consensualizar posições sobre as matérias mais controvertidas e que foram objeto de contribuições por parte de alguns meios interessados, coligindo, para tal, os respetivos pontos de vista.

5 – A Comissão apresentará ao membro do Governo, da tutela, no prazo de sessenta dia, as conclusões obtidas no decorrer dos trabalhos.

………

Lisboa, 30 de abril de 1998

O Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Economia 

(Vítor Manuel Sampaio Caetano Ramalho)

5 = É interessante notar que esta Comissão foi nomeada ao fim de cerca de ano e meio do Projeto ter sido enviado ao Sr. Secretário de Estado e depois concederam-se 60 dias para fazer a Revisão do Código.

Como é possível rever um Código, em condições, em tão curto prazo?

6 = Passaram-se dias e a Comissão não reunia – até porque o despacho não tinha ainda sido publicado no Diário da República.

Nem chegou a ser…

Entretanto, o Sr. Prof. Doutor António Castanheira Neves pediu escusa, creio que por motivos profissionais e a Comissão “viu-se” aumentada de mais três membros: O Prof. Dr. José Oliveira Ascensão, o Dr. Manuel Couceiro Nogueira Serens e o Dr. Miguel Moura e Silva.

7 = Foi o que – com certa surpresa – verifiquei quando o despacho de nomeação da Comissão foi publicado no Diário da República, II Série, nº. 166, de 21 de julho de 1998 – cerca de dois meses e meio depois e era um pouco diferente do anterior, referindo, entre outros, os seguintes pontos:

a) Parece útil e será seguramente proveitoso, decorridos três anos sobre a entrada em vigor do Código de 1995, fazer o balanço da experiência entretanto colhida, ponderando-se a eventual necessidade de o aperfeiçoar no todo ou em parte, bem como a metodologia a utilizar, caso tal necessidade seja reconhecida.

b) A ponderação e análise serão efetuadas por uma comissão que integra personalidades de reconhecido mérito que habilitem o Governo a decidir a oportunidade e o sentido das medidas a adotar, tendo em vista a relevância e a complexidade delas.

c) A Comissão procurará consensualizar posições sobre os dois objetivos do presente despacho e, sempre que tal não for possível, os seus membros deverão exercer os fundamentos dos respetivos pontos de vista.

 d) A Comissão apresentará ao membro do Governo da tutela, no prazo de 60 dias, as conclusões obtidas no decorrer dos trabalhos. 

8 = É extremamente curioso notar a diferença entre os dois despachos:

  1. a) Enquanto o primeiro admite – muito justamente – que

decorridos três anos da entrada em vigor do Código de 1995, com base na experiência adquirida, reconhece-se a necessidade de aperfeiçoar e clarificar determinados preceitos bem como de consensualidade sobre certas matérias,

no seguinte, apenas se diz que

parece útil e será seguramente proveitoso, decorridos três anos sobre a entrada em vigor do Código de 1995, fazer o balanço da experiência entretanto colhida, ponderando-se a eventual necessidade de o aperfeiçoar no todo ou em parte, bem como a metodologia a utilizar, caso tal necessidade seja reconhecida.

Em todo o caso, ambos os despachos previam a possibilidade de fazer a completa revisão do Código – o primeiro refere, mesmo, que o objetivo da Comissão era a revisão do Código da Propriedade Industrial, enquanto que, o segundo, a admite por outras palavras, ou seja, a necessidade de o aperfeiçoar no todo ou em parte e deixando, naturalmente, essa opção à Comissão – pelo que esse ponto ficou claramente definido desde o início.

Mas nunca houve explicação para as alterações da Comissão.

E a Comissão alterada nunca entrou em funções, pelo que, na verdade, apenas houve uma oficialmente nomeada.

No próximo artigo, veremos como decorreram os trabalhos que duraram, apenas, cerca de três meses.

Visitar Montenegro é apaixonar-se

Há sete anos no cargo, Steven Sousa Piedade desde cedo se interessou por movimentos associativos. Enquanto estudante fez parte de associações estudantis e mais tarde de associações de cariz cultural e desportivo. Recentemente tornou-se diretor nacional da Associação Nacional de Jovens Empresários pelo Algarve (ANJE), e também Presidente da Associação Humanitária de Bombeiros de Faro – Cruz Lusa.

Numa era desenvolvida e em constante evolução, a tecnologia torna-se numa importante aliada na comunicação entre autarquia e população, tornando o processo mais célere e eficaz e promovendo a transparência na informação. Porém, quando em 2009 chegou à presidência da JFM, Steven Sousa Piedade encontrou um nível de serviços internos muito desajustado às efetivas necessidades. “Existiam apenas três computadores que estavam completamente obsoletos, por isso praticamente todos os procedimentos eram feitos em papel, com todas as desvantagens que daí advém, nomeadamente ao nível de celeridade. A Junta não dispunha de um sítio na Internet”, começou por explicar.

Deparou-se, também, com diversas necessidades a nível da mobilidade e acessibilidades, as quais, devido ao aumento da população local e consequente crescimento urbano e económico, se foram agravando com o passar do tempo. Para este crescimento, em muito contribuíram a instalação na freguesia do Aeroporto Internacional de Faro e da Universidade do Algarve – Campus Gambelas, que aumentaram a procura de habitações. Este aumento de procura, se por um lado fomentou a especulação imobiliária, por outro impulsionou a dinâmica da construção civil, e em dez anos – de 2001 a 2011- a freguesia de Montenegro viu a sua população residente aumentar mais de 50%. Contudo, as transferências de fundos que sustentam a Junta, não acompanharam a tendência, tendo vindo a decrescer desde 2009, facto que muito tem condicionado o trabalho deste executivo.

“Estou ciente das necessidades ao nível dos acessos à Freguesia, da falta de manutenção de algumas vias, do número insuficiente de parques de estacionamento para fazer face as necessidades dos serviços existentes, mas não deixo de ficar inconformado com a falta de civismo de alguns cidadãos que fazem do Montenegro um local de passagem”. Afirma o Presidente referindo-se a algumas empresas de transportes de passageiros que limpam as viaturas e abandonam o lixo na via pública, ou ocupam todos os estacionamentos de uma urbanização. “Temos, dentro da nossa capacidade financeira e competências atribuídas, efetuado bastantes melhoramentos, sendo evidente a evolução que o nosso território tem apresentado. Este executivo tem estado atento e procura sempre ouvir a população e aquelas que são as suas preocupações”, termina.

O poder da população

Sendo o poder autárquico o elo de gestão mais próximo da sociedade, o executivo tem trabalhado no sentido de beneficiar desse fator de proximidade à população, essencial para definir qual o percurso a tomar e quais as medidas mais pertinentes para o desenvolvimento socioeconómico da freguesia.

Promover a economia local, manter a tendência de fixação da população e criar postos de trabalho, têm merecido uma especial atenção por parte do executivo. “O cargo que ocupo, aliado aos conhecimentos que detenho a nível empresarial têm-me permitido ajudar alguns empreendedores locais. Munícipes, com ideias de negócios que apenas necessitam de ser impulsionados, existindo já casos de sucesso!”, refere, orgulhoso, Steven Sousa Piedade.

Para a população mais envelhecida e com menos recursos, a Junta criou programas com um elevado valor para a comunidade. São exemplos o projeto “Transporte Solidário” em que “Um idoso que, por exemplo, não tenha transporte para se deslocar a uma consulta, pode contar com o nosso transporte, aumentando assim a sua mobilidade”; o programa “Junta Amiga” que intervém também nesta camada mais idosa, quando necessitam de algum trabalho simples de manutenção: “Contamos com os nossos colaboradores para efetuar pequenos trabalhos que estes idosos já não conseguem, seja trocar uma lâmpada, um vidro, uma fechadura, ou simplesmente ligar uma botija de gás. Basta que contactem os nossos serviços, e façam o agendamento” e ainda o projeto de “Apoio Alimentar” “que distribui semanal ou mensalmente (conforme a necessidade da família) bens alimentares de primeira necessidade”.

Outra das medidas levadas a cabo para promover a proximidade com a população local foi a criação de quatro gabinetes nas instalações da junta. Serviços que estão disponíveis a preços mais acessíveis para os recenseados na freguesia, de que fazem parte os Gabinetes de Nutrição, Psicologia, Terapia da Fala e Jurídico decorrente do protocolo recentemente celebrado entre a ANAFRE e a respetiva ordem. “Somos a primeira porta onde as pessoas vêm bater. Quando necessitam de algo é a nós que recorrem em primeira estância e é nosso dever estar cá para os ouvir e ajudar. Senão para que serviria a Junta? Para passar atestados e certificados de residência?”, questiona, ironicamente, o presidente.

Vila Verde, a terra do amor

“Vila Verde. O nome encanta. A paisagem deslumbra…”. Pela antiguidade e riqueza cultural, o município de Vila Verde é detentor de um vasto património. Os Lenços de Namorados, da marca Namorar Portugal, verdadeiros ex-libris desta terra, são exemplo dessa riqueza cultural. De que forma estes ícones Lenços de Namorados promovem o município de Vila Verde?

A inspiração da marca Namorar Portugal baseia-se nos motivos dos Lenços de Namorados e nas suas escritas de amor. Este ícone é um legado histórico e cultural. Surgiram nos finais do século XVIII, bordados pelas raparigas que aprendiam a bordar umas com as outras e movidas por sentimentos amorosos de uma paixão secreta, de amizade, saudade, esperança. A sua origem simples e bela está presente nos ícones mais carismáticos bordados: a chave (do coração), o passarinho (como mensageiro de segredos), o coração (como símbolo do amor) e o barco, um ícone muito usado em meados do século passado, testemunhando o enorme fluxo de migração para o Brasil, das promessas de regresso e da saudade deixada. As cores ricas e os motivos ligados à natureza e ao campo são uma das imagens de marca dos Lenços de Namorados. Mas a singularidade está nos versos escritos pelas jovens e replicados por outras, no português da época, oralizado, que os tornam únicos no mundo!

A estratégia da marca Namorar Portugal visa trazer para a contemporaneidade esta riqueza, os valores, as cores, através de diversas formas de arte, de produtos modernos e inovadores, de eventos e iniciativas, divulgando-os a nível nacional e internacional.

Namorar Portugal é uma marca territorial e identitária do Município de Vila Verde. Com efeito ‘umbrella’, Namorar Portugal engloba eventos e produtos com vista a promoção do território e a atratividade turística, através da temática do Amor. Em que sentido este produto define a região?

O conceito Namorar Portugal nasce da estratégia do Município de Vila Verde em aproveitar o enorme potencial turístico e cultural dos Lenços de Namorados, ícone identitário local. A estratégia baseia-se na promoção de um elemento de tradição que permite criar um evento, uma programação e todo um vasto conjunto de produtos, aliando esta tradição com a modernidade, e criando objetos contemporâneos de elevado valor cultural.

Começamos em 20imagem exterior-espaço namorar portugal03 com um concurso de moda dirigido a criadores e designers, para que apresentassem propostas inspiradas no mote ‘Lenços de Namorados, Escritas de Amor’. Esse concurso tem atualmente projeção internacional, com participações que vêm, inclusive, do Brasil. Todos os anos na noite de 14 de fevereiro, Dia dos Namorados, é materializado na gala Namorar Portugal um evento destacado pelo Turismo de Portugal com a certificação de ‘Evento de Interesse para o Turismo’. O enorme interesse suscitado em torno da gala Namorar Portugal, e da sua inspiração maior, os Lenços de Namorados, levaram em 2009, à criação de uma programação denominada fevereiro, Mês do Romance, composta por iniciativas culturais, na esmagadora maioria gratuitas, como concertos, desfiles de moda, saraus culturais, passeios, recitais de poesia, caminhadas, workshops, concursos, degustações e programas turísticos como Sabores do Romance, que une restaurantes, unidades de alojamento, bares e pastelarias do concelho, com descontos e campanhas especiais. Todo este universo, que se traduz em marca registada pelo Município de Vila Verde, transforma Vila Verde na terra do Amor, a capital dos Lenços de Namorados. Este é um conceito forte e diferenciador que traz mais-valias económicas a todo o concelho. Muitas são as empresas que apostam na marca Namorar Portugal para reforçarem o seu potencial económico. Tem, além disso, permitido que muitas pessoas em situação de desemprego encontrem na marca uma forma de criar negócio e responder aos desafios do futuro.

Associado a conceitos como o “Amor” e o “Romance”, de que forma é que este desafio aporta uma maior notoriedade para a região, nomeadamente na promoção da região de Vila Verde enquanto destino turístico romântico?

Os novos desafios da Indústria Farmacêutica

A sua empresa está preparada para a Nova Legislação de Segurança e Qualidade de Medicamentos? Para responder a esta questão, a Antares Vision e a Logomark desenvolveram uma ação de esclarecimento e demonstração, em Lisboa, sobre a implementação dos equipamentos de segurança para a serialização de medicamentos.

Com convidados representantes das demais empresas nacionais de renome ligadas à indústria farmacêutica, este seminário contou com a presença de oradores especialistas nas diversas áreas ligadas ao tema debatido: Élvio Ornelas, Sócio-Gerente da Logomark; Beatriz Jorge, Técnica de Desenvolvimento de Negócios da GS1 Portugal; e, por fim, Alessandro Marras e Alberto Paletti, representantes da Antares Vision – empresa italiana reconhecida como fornecedora líder mundial em sistemas de Serialização e Track & Trace para a indústria farmacêutica, e que escolheu a Logomark para sua representante em  Portugal.

E quem são a Logomark, a Antares Vision e a GS1? Que papéis representam no que diz respeito ao processo de serialização de medicamentos?

A Logomark – Soluções e Equipamentos Industriais, Lda, é uma Empresa que se move pela constante procura por novas e melhores soluções em equipamentos e tecnologia para os setores farmacêutico, cosmético e alimentar.

Oferece soluções personalizadas que são baseadas na qualidade, elevada fiabilidade de cada produto e na cuidadosa integração de novas tecnologias. Para tal, tem sempre como alvo prioritário a escolha e a representação das melhores marcas que atuam nestes setores, como é exemplo a sua representada Antares Vision.

Já a Antares Vision é o Fabricante Líder Mundial de Sistemas de Visão Artificial, Serialização e Track&Trace para a indústria farmacêutica. Possui a maior experiência do mercado no seu setor. No início de 2016 já tinha instaladas soluções de software e hardware de Track&Trace em 750 linhas de produção, em 140 unidades fabris em todo o mundo. Isto representa mais de cinco mil milhões de SKU’s serializados, agregados, expedidos e notificados às autoridades competentes.

Por sua vez, a GS1 é uma organização sem fins lucrativos com dimensão mundial que facilita a colaboração entre parceiros de negócios, organizações e prestadores de serviços tecnológicos de forma a resolver desafios de negócios que alavancam as normas e asseguram a visibilidade ao longo da cadeia de valor.

A importância deste evento

Numa primeira parte deste seminário, após a apresentação formal, Beatriz Jorge falou ao público sobre aquele que é o papel da GS1 e a sua DSCF1909importância. Com cerca de 7.700 empresas associadas ligadas ao grande consumo, retalho e saúde, Beatriz Jorge abordou um dos processos da GS1 e inerente no dia-a-dia da população: códigos de barras para a identificação de informações, produtos e pessoas que fornecem dados entre os parceiros de negócios. “É importante falarmos a linguagem das máquinas, o código de barras, que nos permite a captura automática de informação e que ajuda na segurança do paciente, neste caso, reduzindo as falhas humanas que acontecem nos tratamentos adicionais”, referiu a nossa entrevistada. Considerando ser necessário existir um dispositivo de segurança único, Beatriz Jorge realça ainda a importância dos códigos de barras para ajudar a combater a contrafação na indústria farmacêutica, promover a rastreabilidade ao longo de todo o processo do fabrico e transporte dos medicamentos e fomentar a eficiência e a produtividade de toda a cadeia de abastecimento de medicamentos. Isto porque um código de identificação único identifica o nome, a determinação comum, forma farmacêutica, dosagens, tamanho da embalagem e tipo de embalagem, número do lote e validade de uma vez só.

Como se processa a instalação dos equipamentos de serialização?

DSCF1789Se você que está a ler este artigo estiver com dúvidas e pertencer à indústria farmacêutica, saiba que em termos de instalação de equipamentos de codificação serão os fabricantes a ter essa responsabilidade em identificar qual será a melhor opção para eles. Por sua vez, os sistemas de verificação ficarão à responsabilidade das farmácias e dos grossistas. Existirá ainda um repositório para que os grossistas e as farmácias possam aceder às informações necessárias sobre os medicamentos.

Numa segunda parte do seminário, Alessandro Marras, Diretor Comercial da Antares Vision e Alberto Paletti, Arquiteto de Soluções Técnicas da Antares Vision, falaram sobre a experiência da empresa na implementação da nova Legislação para Serialização de Medicamentos, bem como apresentaram soluções específicas para a indústria farmacêutica.

Abordaram ainda a questão da arquitetura de software para implementação de Serialização e Track&Trace em linhas de produção existentes e os desafios da integração/upgrade da Indústria.

Ao longo do seminário, os convidados presentes puderam assistir à realização de testes ao vivo com equipamentos em demonstração: um módulo de serialização de medicamentos da Antares Vision modelo Print&Check EVO e uma Estação de Inspeção e Agregação de Embalagens da Antares Vision modelo MatrixTop View.

Em paralelo, numa sala adjacente, existiam outros equipamentos aptos para a realização de testes com produtos dos clientes: três detetores de contaminantes metálicos CEIA; duas controladoras de peso dinâm. IDECON.

O sistema de serialização funciona através do controlo no ponto de dispensa associado a dispositivos que garantam a inviolabilidade da embalagem de todos os medicamentos. Será eficaz e suficiente para combater a contrafação? Até 2019 as empresas irão conseguir implementar este processo, uma vez que a serialização implica custos elevados e, por sua vez, limitações. O regulamento prevê a obrigação da instalação destes dispositivos podendo, cada empresa, escolher o fabricante.

Se para alguns este processo será exigente para a indústria farmacêutica acarretando desvantagens, uma vez que as empresas terão de se responsabilizar inteiramente pelo processo, para outros é possível verem benefícios neste sistema, uma vez que um sistema de código único será benéfico para os pacientes.

No entanto, há quem considere que irá afetar a rentabilidade das linhas e a capacidade da produção, para além de ser um processo que irá exigir um investimento inicial elevado.

“Como operadores no mercado resta-nos cumprir as normas europeias que agora descem à realidade nacional e portanto temos que nos ajustar ao que é imperativo a nível europeu. Estamos, em parceria com outras associações, a criar um consórcio nacional para conseguirmos chegar ao prazo com o regulamento implementado. Para a indústria é uma mudança enorme no funcionamento do sistema e trará enormes custos, mas são normas imperativas e temos de nos adaptar”, Tiago Rodrigues, Groquifar – Associação de grossistas de produtos químicos e farmacêuticos

“Se a legislação obriga à implementação destes equipamentos, devia existir algum tipo de apoios; senão, no final quem irá pagar serão os cidadãos”, José Garcia, Responsável Comercial e Marketing de fabricante espanhol de equipamentos para o setor farmacêutico

“Será um processo difícil e ainda há muitas dúvidas para esclarecer. Estamos a analisar a gestão de como o vamos fazer e o impacto que irá ter. O prazo não é muito longo, teremos de trabalhar muito nesse sentido de cumprir a diretiva. Os investimentos serão longos e as eficiências operacionais irão deteriorar muito, o que significa que os nossos custos como indústria vão aumentar muito ao longo dos anos. Será um grande desafio. Para grandes multinacionais com produtos muito caros cuja contrafação poderá ser maior justifica-se este projeto, mas para pequenas empresas nacionais não”, Paula Marante e Rui Rodrigues, Laboratórios Bial

“É importante existirem seminários como estes para se esclarecerem dúvidas e termos conhecimento de como se vai proceder à codificação das embalagens, por exemplo. Mas, as dúvidas vão-se manter na mesma porque não está nada definido a 100%. Não sei se todas as empresas estão preparadas para suportar estes custos. Há projetos comunitários em curso para esse fim, mas não sei se será viável ou não. A contrafação existe e esta é uma forma de a tentar travar, não sei se irá travar de todo mas, diminuir irá de certeza. Este processo traz vantagens pelo menos no que diz respeito à modernização das indústrias”, João Mourão, Sidefarma

“Confiamos nesta parceria com a Logomark. Trabalhamos com eles não apenas por causa da vertente comercial, mas porque têm uma parte técnica e um background muito forte”, Alessandro Marras, Antares Vision

“Apesar de não sermos fabricantes, neste seminário tirei ilações que nos serão úteis para o nosso dia-a-dia. Esta ação funcionou como uma primeira abordagem, um kick-off junto das empresas. No entanto, irão continuar a existir dúvidas no futuro com a implementação obrigatória até 2019 deste processo”, Nuno Teixeira, COO da BeyonDevices

“Ficámos com uma perspetiva mais positiva daquilo que são as capacidades da Antares Vision. Para nós, produtores de medicamentos, não acrescenta valor, mas será um investimento elevadíssimo para as empresas. Temos de respeitar a diretiva. É uma solução para o problema da contrafação que existe, mas talvez seja demasiado. Com este fórum, na minha opinião, cada um dos participantes irá perceber em que fase do processo está e o que terão de fazer a seguir”, Paulo Moreira, Sofarimex

“Sinto que as pessoas ficaram bastante mais esclarecidas com esta nossa ação. Ainda estamos numa fase inicial, ninguém sabe como as coisas vão decorrer, mas vamos continuar a promover ações deste género para as esclarecer. A Antares Vision é um bom parceiro, tem uma solução completa para todo o processo da instalação de equipamentos para o sistema de inspeção dos medicamentos”, Raúl Alves, Logomark

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