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Elisabete Teixeira

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NA LINHA DA FRENTE

Ao longo das últimas décadas temos vindo a assistir a uma necessidade de uma maior e melhor interação entre o poder local e a população. O autarca dever assumir um papel de destaque para contribuir para o desenvolvimento da região, mas com a nova reforma administrativa e a união de freguesias, esta questão do poder local visto como o poder mais próximo da população está a ser posto em causa.

João Almeida, enquanto Presidente da Junta de Freguesia de Caia e São Pedro e Alcáçova tem vindo a tomar medidas para conseguir dar respostas céleres e eficazes na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos da freguesia, mas “essa questão de um presidente de junta estar sempre junto das suas gentes começa a ser um problema para quem é presidente de uma união de freguesias”, começa por explicar o autarca.

Sendo as Juntas de Freguesia o local onde as pessoas recorrem em primeira instância, “nós somos, cá na gíria, quem vai à cabeça do touro. Qualquer situação é o presidente quem está na linha da frente, na linha de fogo”, refere o Presidente.

Como representante da população, um presidente de junta de freguesia tem um papel fundamental no desenvolvimento económico-social local. Com uma população maioritariamente idosa e sendo uma das freguesias que detém o maior número de habitações sociais, o autarca tem como foco o apoio social e financeiro das suas freguesias, criando condições para aumentar os seus rendimentos. “Tenho colocado pessoas com o rendimento de inserção social a trabalhar na Junta de Freguesia para que possam ter as condições mínimas necessárias que um ser humano deve ter. Felizmente, temos o apoio do município que tem feito um bom trabalho para ajudar a nossa população local. A prioridade máxima é não termos situações de fome e precaridade extrema”, refere João Almeida.

A aposta no Turismo

Com a problemática do desemprego a afetar a região Alentejana e com a falta de uma aposta no investimento no interior do país ou de investimentos públicos e apoio ao tecido empresarial para se desenvolver a economia, o caminho alternativo tem sido apostar fortemente no turismo.

E a oferta turística nestas freguesias é bastante atrativa e diversificada. Comecemos pelo Castelo que se insere num conjunto de fortificações e obras anexas; o Forte da Nª. Sr.ª da Graça, a maior obra da arquitetura militar; o Aqueduto da Amoreira que liga o local da Amoreira à cidade de Elvas, com 843 arcos, mais de cinco arcadas e torres de 30 metros de altura, todos elementos classificados Património da Humanidade desde 30 de junho de 2012. Não esquecendo a rica gastronomia, artesanato e autenticidade das suas gentes.

O Poder Local

“Temos um presidente empenhado em levar a cidade de Elvas para a frente. Temos sentido o seu apoio a 100%”, afirma João Almeida.

Contudo, o autarca considera que há uma necessidade de descentralizar ainda mais as competências do Governo para os municípios e, principalmente, descentralizar os serviços das cidades do litoral para as cidades do interior. “O governo central devia fazer uma melhor distribuição dos dinheiros do fundo europeu pelos municípios do país. O que se tem verificado é que ficam nos grandes centros urbanos”, refere o Presidente.

O DOMÍNIO DE TOPO DE PORTUGAL: .PT

A Associação DNS.PT foi edificada em 2013, comemorando este ano três anos de atividade. Que balanço é possível perpetuar deste triénio de existência?

Findo o primeiro triénio de atividade da Associação DNS.PT, podemos fazer um balanço muito positivo e perspetivar o futuro num misto de orgulho pelo trabalho desenvolvido e de vontade de fazer cada vez mais numa busca e crença em tornar o .PT uma referência nacional e internacional pela sua gestão criteriosa, pela forma de fazer e saber fazer, criar, inovar e pôr ao dispor da comunidade Internet nacional o resultado do nosso trabalho, potenciando a sociedade do conhecimento, do digital e da inclusão social e económica de todos os cidadãos e empresas.

Ao longo destes três anos muitos devem ter sido os sucessos e êxitos alcançados. Quais aqueles que considera de maior referência e que marcaram a dinâmica da marca no mercado?

Foram muitas as atividades, os projetos e as realizações que fizemos e apoiámos, não querendo destacar uma em especial. Pelo impacto e abrangência, refiro o 3em1.pt, dedicado às empresas e o sitestar.pt, dirigido aos estudantes, a certificação Integrada ISO9001 e ISO27001 que garante a qualidade e a segurança da informação do .PT, mas aquilo que mais marcou estes três anos foi o sucesso do modelo que foi implementado de gestão multisstakeholder e que recebeu dos nossos associados, parceiros e público em geral um grande entusiasmo e atingiu a grande meta que nos propúnhamos: potenciar o .PT como o Domínio de Portugal.

2015 fica marcado pelo crescimento do .pt e pelo lançamento de novos serviços e iniciativas. Como avalia o crescimento do .pt e quais as razões que encontra para este desenvolvimento?

A gestão do .PT conheceu desde 2013 um enorme impulso ao tornar-se numa entidade independente e cuja missão é focada no .PT. Tradicionalmente o .PT foi gerido no âmbito da entidade que gere a rede académica, a NREN nacional- fccn, o que implicava uma secundarização do seu papel. Com a autonomização e o modelo de gestão onde todos os atores da comunidade Internet nacional estão envolvidos, porquanto são membros fundadores, foi possível traçar um plano estratégico a 3 anos que passava pelo crescimento do .PT, a sua afirmação nacional e internacional, a sustentabilidade financeira da Associação e uma aposta forte na missão de contribuir para o desenvolvimento da Internet em Portugal, assente na prestação de um serviço de qualidade, prosseguindo uma política de inovação e atualização tecnológicas, e garantindo a correta gestão técnica, jurídica e administrativa do espaço de nomes sob o TLD .PT.

Com o posicionamento da nossa marca no mercado nacional e internacional, e as diversas iniciativas levadas a cabo nestes três anos, foi possível ver os números crescer de forma sustentada, tendo o .PT atingindo consecutivamente, nos últimos quadrimestres, um lugar no Top5 dos TLDs que mais cresceram na Europa.

Em três anos, quais foram os serviços e iniciativas lançadas e que foram fundamentais para a marca?

Como referi antes, foram muitas as atividades, os projetos e as realizações que fizemos e apoiámos e que contribuíram decisivamente para o posicionamento do .PT como uma marca de referência. De destacar, a iniciativa www.3em1.pt, à qual se associaram um conjunto de agentes de registo, registrars, de .pt. e que garante a atribuição, a quem crie uma empresa, associação ou sucursal na hora,  de um pacote de serviços gratuitos, pelo período de um ano, que inclui um domínio registado sob .pt, uma ferramenta para desenvolvimento de um site, o respetivo alojamento técnico e caixas de correio eletrónico. Esta iniciativa, que tem o apoio também do IRN – Instituto de Registos e Notariados – Balcões Empresa na Hora, visa contribuir para a presença das nossas empresas na Internet quer com sites de comércio eletrónico, quer com sites sem essa característica mas que sejam uma presença das empresas on-line. Num estudo que o .PT efetuou em parceria com a ACEPI – Associação da Economia Digital, pudemos constatar que apenas 30% das empresas portuguesas têm uma presença online, o que significa que existe um caminho a percorrer e que é missão do .PT potenciar essa evolução essencial ao desenvolvimento das empresas e da economia.

Refiro ainda o www.sitestar.pt, concurso efetuado em parceria com a DECO Jovem e que lançou o desafio aos jovens das escolas básicas e secundárias para desenvolverem sites na Internet sob .PT, em várias categorias: Saber e Ciência; Faz a Diferença; Jovens com Talento e Noticias na Escola e que já abrangeu, em 3 anos, mais de mil alunos, trezentos projetos a concurso e muitas, muitas ideias vencedoras de qualidade.

Muitas outras iniciativas como a www.mostradosautoresdesconhecidos.pt, efetuada em parceria com a IGAC, a Internet week e Prémio Navegantes XXI com a ACEPI, o Banco de Bens Doados ou o www.darereceber.pt com a Associação Entreajuda, o Concurso Apps for Good com a CDI Portugal, a realização do Internet Governence Forum Portugal nestes três anos com a FCT,IP e a ISOCP, são alguns dos exemplos.

Considera o “Revela o teu .PT” o projeto de maior envergadura, visto que convidaram os portugueses a retratar Portugal e os seus valores de identidade? Esta foi uma forma da marca se «envolver» com a sociedade? Isso é fundamental para a DNS.PT?

Não gostaria, como referi, de destacar uma iniciativa ou projeto uma vez que são tantos que envolvem os cidadãos e empresas. O projeto “Revela o teu .PT” foi um dos muitos que chamou a comunidade a fazer parte do domínio de Portugal e a expressar o que o .PT tem de mais característico: a força, a paixão, a confiança, a tradição, a segurança. Os portugueses souberam responder com criatividade e muita da nossa presença da marca atualmente tem a imagem dos concorrentes a esse concurso. Aproveito para agradecer a todos os que participaram.

A língua portuguesa tem aproximadamente 280 milhões de falantes, o português é a 5ª língua mais falada no mundo e a mais falada no hemisfério sul. De que forma tem vindo a DNS.PT a promover ainda mais a língua portuguesa e como o tem realizado?

A língua portuguesa e a cooperação com os países de língua portuguesa é um tema que é para nós muito importante para a presença deste nosso importante valor comum na Internet. Para além dos Protocolos de colaboração bilateral que temos, desde há vários anos, com .ao (Angola), .cv (Cabo verde), .gw (Guiné Bissau) e .st (São Tomé e Príncipe), em 2015 com a iniciativa do .PT, foi celebrada em Lisboa a escritura de constituição de uma Associação dos Registries de Língua Portuguesa – LusNIC, cuja missão central está focalizada nos seguintes princípios gerais: cooperar e partilhar conhecimento nas áreas de intervenção dos ccTLD’s em matérias técnicas e segurança, legais, promoção e divulgação e desenvolvimento de políticas comuns; envidar ações conjuntas para potenciar o crescimento sustentado dos domínios de Topo de língua portuguesa: .pt ; .br ; .ao; .cv; .gw; .mz; .st; .tl;,  promover e colaborar na defesa dos interesses do ccTLDs de língua portuguesa; promover a utilização da língua e dos conteúdos portugueses na Internet.

Com a primeira reunião já em 2016 em São Tomé, a LusNIC levou a cabo uma conferência com a participação dos vários países de língua portuguesa sobre a importância da presença na Internet em língua portuguesa e que foi um sucesso. Mais informação em www.lusnic.org .

De que forma pretende a marca continuar a contribuir para o desenvolvimento da internet em Portugal de futuro? Este é o grande desiderato?

O grande desafio é manter um crescimento sustentado do domínio .PT, garantindo a sua fiabilidade e segurança técnica, uma gestão rigorosa e criteriosa, e como resultado deste, na continuidade da gestão e dos valores que nos pautaram nos primeiros três anos, pretendemos continuar e aprofundar a nossa contribuição para o desenvolvimento da Internet em Portugal.

Para além dos projetos iniciados no primeiro triénio de atividade, e que são para continuar, temos muitos projetos para o futuro para materializar esta missão, e que aliam o desenvolvimento da Internet com a segurança e confiança que os utilizadores cada vez mais exigem. Um dos mais emblemáticos exemplos, e previsto para junho, é um importante serviço efetuado em parceria com a ACEPI e a DECO, que visa promover a confiança na utilização da Internet em Portugal.

Além desse, que outros desafios e prioridades tem a marca? Que mensagem lhe aprazaria deixar por esta efeméride?

O .PT está muito vivo e por isso os desafios e as perspetivas para o futuro são animadoras. A presença efetiva de todos os parceiros no nosso desenvolvimento e o apoio que nos têm dado e reconhecido na gestão que temos prosseguido leva-nos a acreditar que o .PT é já uma referência nacional e internacional e que todos, com a dedicação que os colaboradores do .PT têm mostrado, podemos fazer crescer mais e consolidar com confiança. A confiança é o nosso lema para o domínio de topo de Portugal: .PT

Spielberg diz que a realidade virtual é uma ameaça para o cinema

“Eu penso que estamos a direcionar-nos no sentido de um media perigoso com a realidade virtual (RV)”, afirmou Steven Spielberg, considerando que a apresentação de filmes neste formato terá um “profundo impacto” na experiência cinematográfica dos espectadores.

A advertência do realizador norte-americano foi feita no Festival de Cinema de Cannes, que este ano dá grande destaque à RV, tendo um pavilhão inteiro dedicado a este formato, com debates e visionamentos.

A animação “Madagascar” foi um dos filmes apresentados em RV, com os espectadores a usarem os óculos que permitem a cada um ter uma experiência personalizada, na medida em que podem virar-se livremente e escolherem o local para onde decidem olhar. Falando sobre o novo formato, o correalizador Eric Darnell disse: “Não é apenas uma extensão do cinema, é toda uma coisa nova e nós temos de descobrir tanto sobre quais são as ferramentas de que dispomos (…) É toda uma nova linguagem”.

Spielberg apresentou-se contudo em contracorrente com a onda de entusiasmo em relação RV. “O único motivo pelo qual digo que é perigoso é porque dá ao espectador muita latitude para não seguir a direção dada pelos contadores das histórias e para fazer as suas próprias opções sobre para onde prefere olhar”, afirmou.

Serralves em Festa vem para juntar mundos ao longo de 40 horas “non-stop”

A 13.ª edição do Serralves em Festa tem como tema “Juntar Mundos e apresenta o trabalho de artistas oriundos de diversas culturas e latitudes, ao longo de mais de 40 horas entre os dias 4 e 5 junho. A programação é multidisciplinar e engloba música, dança, performance, circo contemporâneo, teatro, cinema, fotografia e ainda diversas oficinas e visitas orientadas.

Na conferência de apresentação do programa, a diretora da Fundação de Serralves Ana Pinho destacou que o Serralves em Festa é “o maior evento da cultura contemporânea em Portugal e um dos maiores da Europa”. A responsável enaltece igualmente a “transversalidade” da programação e a “democratização da cultura” que o evento promove.

A programação abarca propostas que ilustram a interação das artes visuais com as artes performativas, apresentadas numa relação estreita e integrada com as atividades desenvolvidas no Museu e no Parque de Serralves.

Dentro da vasta oferta cultural, destaque para o concerto dos Natural Information Society & Guests, que acontece às 18h de sábado, 4 junho. A formação fundada pelo músico norte-americano Joshua Abrams apresenta traz a Serralves um espetáculo com músicos portugueses convidados e transporta o público para “ambientes psicadélicos que aliam um vasto leque de sonoridades e metodologias contemporâneas, incluindo o jazz e o minimalismo”, descreve a organização.

Ainda na música, as atenções viram-se igualmente para a atuação da banda italiana de funk Calibre 35. Neste concerto, a formação milanesa revisitará trilhas sonoras de filmes que se juntam a elementos de vários estilos musicais, como o rock, o jazz ou a música improvisada. O espetáculo terá lugar no Prado, às 20h15 do dia 5 de junho.

A Festa no Prado, no sábado de madrugada, é um dos “pontos altos de todas as edições” do Serralves em Festa, enaltece a organização. Este ano destaca-se, às 3h, o projeto “Powerplant” de um dos nomes mais importantes da música eletrónica britânica dos últimos anos: Shackleton. Antes, à 1h30, atua o norte-americano RP Boo, um dos criadores do movimento footwork que surgiu em Chicago.

O circo e a dança contemporânea são outros dois focos de interesse a ter em conta, bem como o teatro que estará representado, por exemplo, com o projeto “E se tudo fosse amarelo?”, de Sílvia Real. A peça é dedicada ao público infantil e pretende levá-lo à experimentação e ao contacto com várias disciplinas, como a dança, o teatro, a música e até mesmo a filosofia.

À semelhança de edições anteriores, o evento abre-se à participação da comunidade local e nacional, para além da integração de artistas de todo o mundo. O Serralves em Festa vai decorrer nos vários espaços da fundação, mas também fora de portas, nos dias 2 e 3 de junho, em alguns locais da baixa portuense. Dentro dessas iniciativas exteriores, sobressai a apresentação do projeto musical “Wreck”, de Jon Rose: o artista transforma um automóvel de uma sucata num instrumento musical e trabalha com ritmos metálicos, zumbidos e outros sons arrancados dos destroços.

A organização destaca que o evento se tornou ao longo dos anos um “ponto de passagem obrigatório para milhares de visitantes portugueses e estrangeiros”. Na globalidade de todas as edições, já passaram por esta “Festa” cerca de um milhão e 100 mil pessoas. Na edição de 2016, entre os muitos visitantes, há uma presença já garantida: a do Presidente da República Marcelo Rebelo Sousa, que estará de visita no dia 5 de junho, pelas 11h.

Todos os eventos são de entrada gratuita e realizam-se entre as 8h do dia 4 de junho e a meia-noite do dia seguinte.

Voo MS804: restos mortais encontrados no Mediterrâneo

Restos mortais, duas cadeiras e malas dos passageiros do voo MS804 da EgyptAir foram encontrados esta sexta-feira no Mediterrâneo, ligeiramente a sul do local onde o aparelho desapareceu dos radares, pelos militares egípcios, informou o ministro da Defesa grego Panos Kammenos.

Esta manhã, os militares egípcios já tinham anunciado a localização de destroços do aparelho e objetos pessoais de passageiros “290 quilómetros a norte de Alexandria”. “As buscas prosseguem e estamos a retirar da água tudo o que encontramos”, podia ler-se no comunicado.

O voo MS804 da EgyptAir despenhou-se no mar na madrugada de quinta-feira entre as ilhas do sul da Grécia e a costa norte do Egito, por razões ainda desconhecidas.

O Presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi anunciou na quinta-feira à noite a intensificação das operações de busca, após anúncios contraditórios sobre a localização de outros destroços, que se confirmou não pertencerem ao avião da EgyptAir.

A equipa de buscas egípcia está a trabalhar em colaboração com a Grécia, França, Reino Unido, Chipre e Itália.

Na quinta-feira, as autoridades gregas e egípcias confirmaram a descoberta de destroços do aparelho, o que foi em seguida desmentido.

As mesmas autoridades consideraram ainda remotas as possibilidades de existirem sobreviventes, indicação que foi reiterada tanto pela companhia aérea egípcia como pelos governos egípcio e francês, que enviaram as suas condolências aos familiares dos ocupantes.

No avião, viajavam 56 passageiros, entre os quais um português, 30 cidadãos egípcios e 15 franceses, entre outros, e ainda sete tripulantes e três seguranças.

Até agora, apenas se sabe que o Airbus A-320 da EgyptAir desapareceu dos radares e perdeu muita altura quando seguia entre as 10 e as 15 milhas dentro do espaço aéreo egípcio, efetuando duas voltas bruscas enquanto caía de cerca de 37.000 pés para uns 15.000.

As causas do acidente são desconhecidas e todas as hipóteses estão em aberto. Alguns responsáveis apontaram para a possibilidade de ter existido um atentado terrorista, ainda que até agora nenhuma organização tenha reivindicado o derrube do avião.

Voo da EgyptAir. França afasta possibilidade de terrorismo para já

“Todas as as hipóteses estão a ser examinadas mas nenhuma é privilegiada, porque não temos absolutamente nenhuma indicação das causas.” Assim falou esta sexta-feira de manhã, em declarações ao canal de televisão France 2, Jean-Marc Ayrault, ministro francês dos Negócios Estrangeiros, sobre o que poderá ter levado o voo MS804 da companhia EgyptAir a desaparecer dos radares na madrugada da véspera e a despenhar-se no Mediterrâneo.

Ao mesmo canal, o chefe da diplomacia francesa acrescentou que este sábado vai reunir-se com as famílias dos passageiros franceses que seguiam a bordo do aparelho e com representantes de Estado, “para prestar o máximo de informações com toda a transparência”.

Neste momento, as autoridades do Egito em parceria com a Grécia, França e Reino Unido estão a intensificar as buscas ao largo da ilha grega de Karpathos, onde o avião foi detado pela última vez antes de desaparecer dos sistemas de radares pelas 2h45 da madrugada de quinta-feira (menos uma hora em Lisboa), cerca de três horas e 40 minutos depois de o Airbus A320 ter partido do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, com destino ao Cairo.

Esta quinta-feira, a aviação civil grega e as autoridades do Egito confirmaram que o avião fez duas curvas apertadas no ar antes de perder 35 mil pés de altitude, despenhando-se no Mediterrâneo. Em declarações aos jornalistas, o ministro egípcio da Aviação declarou que é mais provável que a queda do MS804 tenha sido provocada por um ato terrorista e não por falhas ténicas.

A bordo do MS804 seguiam 30 cidadãos egípcios, 15 franceses, um português entretanto identificado, dois iraquianos, um britânico, um belga, um saudita, um sudanês, um cidadão do Chade, um da Argélia, um canadiano e um nacional do Kuwait. Segundo a EgyptAir, entre os 56 passageiros contavam-se duas crianças pequenas e um bebé. Para além destes, seguiam a bordo sete membros da tripulação, incluindo os dois pilotos, e três seguranças da empresa de aviação comercial.

Na quinta-feira à tarde, a EgyptAir tinha dito que os primeiros destroços do avião já tinham sido encontrados, mas essa informação foi desmentida pela Grécia perto da meia-noite.

Ministra diz que seleção nacional “terá toda a vigilância” no Euro 2016

A menos de um mês do início do Euro 2016, a ministra da Administração Interna diz que a seleção nacional terá “toda a vigilância e toda as medidas de segurança de acordo com o Plano que foi estabelecido pelas autoridades francesas”.

Constança Urbano de Sousa sublinha que o “conceito de segurança para o Euro 2016” é competência de França, enquanto país organizador. No entanto, adianta que Portugal está a colaborar com as autoridades francesas e que tem já “oficiais de ligação, spotters e uma série de polícias”, incluindo da PSP e também militares da GNR, que vão estar em França a acompanhar a seleção e os adeptos nacionais.

Questionada sobre possíveis ameaças terroristas que envolvem o Europeu de Futebol, Constança Urbano de Sousa respondeu que “há um reforço natural das medidas de segurança em todos os eventos públicos franceses como não podia deixar de ser”.

O Euro 2016 arranca a 10 de junho e termina um mês depois.

Liderança de Costa vai a votos no PS esta sexta-feira e sábado com candidatura alternativa de Adrião

Cerca de 40 mil militantes socialistas vão votar esta sexta-feira e no sábado o secretário-geral do PS, com o líder António Costa a enfrentar desta vez a candidatura alternativa do ex-dirigente Daniel Adrião.

Nesta disputa interna, porém, não está em causa qualquer divergência em termos de orientação face à linha política seguida por um Governo socialista apoiado no parlamento pelo Bloco de Esquerda, PCP e “os Verdes”, nem Daniel Adrião pretende contestar a liderança de António Costa.

Daniel Adrião, que entre os finais da década de 80 e o início dos anos 90 se candidatou por duas vezes à liderança da JS, afirma que o seu objetivo é levar ao congresso uma moção de orientação global crítica do funcionamento “aparelhista” do seu partido e frisa que só concorre à liderança do PS porque os estatutos partidários assim impõem.

Além das eleições diretas para o cargo de secretário-geral do PS, que são limitadas aos 39862 militantes socialistas com as quotas em dia – uma norma que poderá cair em breve por proposta da atual direção -, também na sexta e no sábado serão escolhidos 1764 delegados ao Congresso Nacional deste partido, que se realiza entre 3 e 5 de junho na Feira Internacional de Lisboa.

Em simultâneo com as diretas para o líder e para eleição de delegados ao congresso, parte das mulheres filiadas no PS poderá ainda participar na eleição da única candidata à presidência do Departamento das Mulheres Socialistas, a deputada e ex-secretária de Estado Elza Pais.

Segundo dados disponibilizados à agência Lusa pelo presidente da Comissão Organizadora do Congresso do PS, Francisco César, entre a tarde e a noite desta sexta-feira vão votar as secções da maioria das federações e das duas regiões autónomas: Açores, Algarve, Aveiro, Baixo Alentejo, Bragança, Castelo Branco, Évora, FAUL (Lisboa), Oeste, Guarda, Leiria, Madeira, Portalegre, Setúbal, Viana do Castelo e Vila Real.

No sábado, votará a maior federação socialista do país em número de militantes, a do Porto, bem como Viseu, Santarém, Braga, Coimbra, Europa e Fora da Europa.

Nas últimas eleições diretas, realizadas em novembro de 2014 António Costa concorreu sem qualquer oposição ao cargo de líder do PS, tendo então sido eleito pela primeira vez secretário-geral com 22700 votos, 96% do total de votantes.

Nessa eleição, tinham capacidade eleitoral (ou seja, quotas pagas) 47.727 militantes socialistas, quase mais oito mil militantes do que atualmente.

Ministério Público acusa sete ciclistas profissionais de práticas de doping

O Ministério Público acusou sete ciclistas profissionais federados, sem revelar identidades, de aquisição venda e fornecimento de substâncias e tratamentos dopantes, ocorridos entre janeiro e agosto de 2013.

Segundo uma nota divulgada hoje na página da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), o despacho de acusação foi proferido na segunda-feira, na sequência de “um inquérito que teve por objeto a investigação do fornecimento organizado de substâncias e tratamentos dopantes a ciclistas profissionais federados (…)e a sua aquisição por parte destes”.

De acordo com a nota, “foram acusados sete arguidos por se ter fortemente indiciado que três deles adquiriram, venderam e forneceram” substâncias dopantes “aos outros quatro arguidos”.

A nota considera ainda que foram realizados vários procedimentos, nomeadamente “tratamentos de ozono por via intravenosa [ozonoterapia]”, com o “propósito de obtenção de proventos económicos e de alteração da condição física dos atletas por forma a melhorar o desempenho desportivo”.

Entre as substâncias referidas figuram, entre outras, a Eritropoietina (EPO), IGF-1, uma hormona semelhante à insulina, e um peptídeo TB-500, que ajuda a promover o aumento da massa muscular, resistência e força.

Segundo a nota, as substâncias em causa constam da Listagem de Substâncias e Métodos Proibidos na prática desportiva, e a ozonoterapia não está aprovada pela Agência Europeia do Medicamento.

Ups! Como disse? Deputado do PS descuida-se e troca “matéria” por… “merda”

Carlos Pereira não é uma das vozes mais escutadas no hemiciclo. Nem um dos rostos mais conhecidos entre os deputados. Mas é um político experiente e atual líder do PS/Madeira.

Os políticos também cometem gafes. É lembrar, por exemplo, o ex-primeiro-ministro António Guterres, falando sobre o PIB em 1995, e o célebre episódio em que “é só fazer as contas”. Ou, mantendo a ampulheta em Guterres, a troca-baldroca do major Valentim Loureiro: “Guterr… Gondomar! Gondomar!”

O que é menos comum entre as gafes é o uso de palavreado, como dizer?… impróprio. Palavrões. À boca cheia e não entre dentes — como o “insulto” de José Sócrates à tia de Francisco Louçã; afinal, nenhum “animal feroz” quer ser “manso”. Mas Carlos Pereira disse um: “merda”. E disse-o na casa da democracia, durante um debate no plenário da Assembleia da República sobre turismo esta sexta-feira.

O deputado do PS falava depois de uma primeira intervenção de Paulo Neves, do PSD. Carlos Pereira não gostou do que ouviu e disse:

Os senhores desinvestiram na importância da interioridade. Como sabem, o turismo tem um impacto significativo e os senhores desinvestiram significativamente nessa merda… [hesitação] nessa matéria”
Foi um lapso. Um lapso que não terá consequências políticas (os deputados sociais-democratas, conta o Público, nem deram por ele no plenário). Longe vão os dias dos “corninhos” e das demissões. Outras… matérias.

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