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Elisabete Teixeira

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A chuva de regresso, e com temperaturas mais baixas

De acordo com a especialista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), para hoje não está prevista ocorrência de precipitação, apenas nebulosidade alta, em especial nas regiões do norte e do centro.

“Em relação ao dia de hoje, prevê-se também uma subida da temperatura máxima e da mínima. Amanhã [terça-feira] temos a passagem de um sistema frontal que vai trazer a precipitação, em especial nas regiões do norte e centro, a partir da manhã. Começa no Minho e Douro Litoral e estende-se às regiões do norte e centro”, adiantou.

Segundo Madalena Rodrigues, hoje as temperaturas máximas vão ser de 22 graus no Porto, 26 em Lisboa e 25 em Faro.

“Na terça-feira temos 19 graus para o Porto, 21 para Lisboa e 23 para Faro. As temperaturas descem uns 04 a 05 graus, em especial no norte e no centro. As mínimas variam entre os 05 e os 08 graus nas regiões do interior e 10 e 11 graus no litoral, sendo que na terça-feira sobem 04 a 05 graus”, declarou.

De acordo com o IPMA, a passagem da depressão a oeste do continente vai trazer alguma precipitação nos próximos dias, principalmente no norte e centro.

O instituto prevê para hoje no continente céu geralmente muito nublado por nuvens altas e vento em geral fraco, do quadrante leste, soprando moderado nas terras altas, tornando-se gradualmente do quadrante sul e rodando temporariamente para o quadrante oeste no litoral, durante a tarde.

A previsão aponta ainda para uma pequena descida da temperatura mínima e subida da máxima.

Na Madeira, estão previstos períodos de céu muito nublado e vento fraco, tornando-se moderado do quadrante oeste a partir do meio da tarde.

Para o grupo ocidental (Flores e Corvo), os técnicos prevêm períodos de céu muito nublado com boas abertas, aguaceiros, geralmente fracos e vento oeste forte com rajadas até 75 quilómetros por hora, rodando para noroeste e tornando-se muito fresco.

No grupo central (Graciosa, São Jorge, Terceira, Pico e Faial), estão previstos períodos de céu muito nublado, com abertas, aguaceiros e vento oeste moderado a fresco, com rajadas até 55 quilómetros por hora, rodando para noroeste.

Para o grupo oriental (São Miguel e Santa Maria) prevê-se períodos de céu muito nublado, com boas abertas a partir da manhã, aguaceiros, mais frequentes durante a madrugada e manhã e vento oeste moderado a fresco com rajadas até 55 quilómetros por hora, rodando para noroeste.

Quanto às temperaturas, em Lisboa vão variar entre 11 e 26 graus Celsius, no Porto entre 10 e 22, em Vila Real e Viseu entre 08 e 23, em Bragança entre 05 e 21, na Guarda entre 07 e 18, em Coimbra entre 10 e 25, em Castelo Branco entre 11 e 24, em Santarém entre 09 e 28, em Évora entre 10 e 28, em Beja entre 11 e 29, em Faro entre 16 e 25, no Funchal entre 19 e 24, em Ponta Delgada e na Horta entre 16 e 20 e em Santa Cruz das Flores entre 15 e 19.

Despedimento coletivo avança de imediato no Porto de Lisboa

Os operadores do Porto de Lisboa vão avançar com um despedimento coletivo por redução da atividade, depois do Sindicato dos Estivadores ter recusado, na sexta-feira, uma nova proposta para um novo contrato coletivo de trabalho.

“Chegamos ao limite. Há mais de um mês que o Porto de Lisboa está completamente parado. Vamos avançar para um despedimento coletivo, porque temos que redimensionar por não termos trabalho”, afirmou Morais Rocha, presidente da Associação de Operadores do Porto de Lisboa (AOPL).

Em declarações à Lusa, Morais Rocha explicou que os operadores do Porto de Lisboa avançaram esta segunda-feira com os trâmites para um despedimento coletivo, que é fácil de fundamentar, tendo em conta que “o Porto de Lisboa está completamente parado”.

O responsável da Liscont recusou adiantar quantos dos 320 estivadores serão abrangidos pelo despedimento coletivo, adiantando que a análise terá que ser feita “secção a secção”.

A decisão do recurso ao despedimento coletivo foi tomada depois de, na sexta-feira, o Sindicato dos Estivadores, em greve desde 20 de abril, ter recusado a proposta de acordo de paz social e para a celebração de um novo contrato coletivo de trabalho para o trabalho portuário no porto de Lisboa.

“Foi um ponto final”, declarou o administrador da Liscont, referindo que os pontos em que ainda não foi possível chegar a um acordo estão previstos na lei e vigoram nos outros 14 portos. Na proposta a que a Lusa teve acesso, a AOPL comprometia-se a “encontrar uma solução relativamente ao futuro da empresa de trabalho portuário Porlis”, cuja extinção era uma das reivindicações dos sindicatos.

Em contrapartida, o Sindicato dos Estivadores ficava obrigado a desconvocar de imediato as greves declaradas e a concluir um novo contrato coletivo de trabalho no prazo máximo de 15 dias.

Carlos Caldas Simões, representante da AOP – Associação Marítima e Portuária, realçou que “os armadores estão a perder 300 mil euros por dia” e que as sucessivas greves e mais de 100 pré-avisos de greve causaram “danos irreversíveis”. “Já perdemos mais de 50% das cargas. Levaria meses ou até anos a retomar”, acrescentou.

Os operadores prometem também resolver o problema de “milhares” de contentores por descarregar no Porto de Lisboa, recusando-se a adiantar qual será a solução. “Vamos tentar pelo caminho da paz social”, garantiu

A última fase de sucessivos períodos de greve, que se iniciou há três anos e meio, arrancou a 20 de abril com os estivadores do Porto de Lisboa em greve a todo o trabalho suplementar em qualquer navio ou terminal, isto é, recusam trabalhar além do turno, aos fins de semana e dias feriados.

De acordo com o último pré-aviso, a greve vai prolongar-se até 16 de junho. A Lusa tentou sem sucesso contactar o sindicato dos estivadores.

Greve tem efeito “insustentável”

Ao fim da manhã, a ministra esteve na tomada de posse da nova administração da Docapesca, onde já tinha deixado preocupações sobre os efeitos da greve dos trabalhadores na sustentabilidade do Porto de Lisboa. “É uma situação que não pode continuar porque neste momento começa a ser posta em causa a viabilidade económica do próprio Porto de Lisboa. Isto não pode acontecer, estamos a degradar uma atividade extremamente importante para a economia nacional e para a criação de emprego”, lamentou, à margem da tomada de posse da nova administração da Docapesca.

Ana Paula Vitorino afirmou igualmente que o Ministério do Mar “tem vindo a trabalhar em rede com todas as entidades para detetar e ultrapassar incumprimentos” quanto os serviços mínimos decretados pelo Governo, mas salientou igualmente que o país e o Porto de Lisboa não pode viver de serviços mínimos, pelo que serão necessárias outras soluções.

Questionada sobre os prejuízos causados pela greve que se prolonga há um mês, explicou que o impacto não se mede apenas no Porto de Lisboa, já que as empresas de outros portos têm feito esforços adicionais para acolher o tráfego de mercadorias desviado de Lisboa, nomeadamente Leixões ou Sines, o que se traduz em maiores custos, mas também mais receitas para essas infraestruturas.

Por outro lado, há custos indiretos que não estão quantificados e que se traduzem em atrasos na laboração de fábricas por falta de material ou produtos que deixam de ser exportados. A ministra do Mar salientou que a greve, que dura há quatro anos de forma intermitente e atualmente há cerca de um mês “é uma situação muito grave para a economia” que“persiste há demasiado tempo” e isso é “insustentável”.

Assinalou ainda que existem muitas empresas dependentes do Porto de Lisboa “e mesmo que se faça todo o apoio logístico à transferência de cargas, quer para os serviços mínimos, quer para a transferência de cargas para outros portos nada justifica esta situação”.

Adrien afirma que Portugal vai ‘quase jogar em casa com tantos emigrantes’, no Euro2016

Adrien prometeu, esta segunda-feira, “paixão e suor” na campanha que Portugal vai realizar na fase final do Euro2016 de futebol e considerou que a seleção nacional é candidata a vencer o torneio, que se vai realizar em França.

“É um objetivo, uma realidade grande. Portugal é candidato à vitória. Vamos quase jogar em casa com tantos emigrantes. Podemos prometer paixão e suor”, afirmou o médio do Sporting durante uma ação promocional de uma marca de material desportivo, em Cascais.

O jogador de 27 anos vai disputar com Portugal a sua primeira fase final de uma grande competição, depois de uma temporada em que se destacou no meio campo do Sporting, e logo em França, país em que nasceu.

“Estou muito motivado por estar na fase final. Estou feliz e entusiasmado. Foi uma época importante para a minha evolução como jogador. Soube muito bem ver o meu nome na convocatória”, confessou o capitão ‘leonino’.

Adrien, que é um dos jogadores convocados por Fernando Santos que se concentra esta segunda na Cidade do Futebol, em Oeiras, destacou o “nível elevado” dos jogadores da seleção nacional e a importância de Cristiano Ronaldo.

“É um líder e quanto mais alto foi o seu nível, melhor para a seleção”, referiu.

O médio abordou ainda a temporada do Sporting, que terminou com um “sabor amargo” por ter falhado a conquista do campeonato nacional, e defendeu a continuidade de João Mário no clube, numa altura em que a imprensa desportiva falha numa possível transferência do também internacional português.

“O final do campeonato foi difícil para todos nós. Foi complicado. Fizemos tudo, faltou talvez alguma felicidade. Quanto ao João Mário, eu espero que ele fique. Fez uma excelente temporada, mas se sair e isso acontecer é porque será bom para o Sporting”, disse.

Adrien desvalorizou o ambiente ‘quente’ que existiu entre os dirigentes do Sporting e Benfica durante a última época e lembrou que a sua vida “é jogar futebol”.

“Não me preocupa o que se passa fora. Jogar à bola é a minha vida, a minha paixão e estou a viver o meu sonho de criança”, concluiu.

Na fase final do Euro2016, Portugal vai disputar o Grupo F com Islândia, Áustria e Hungria.

Viabilidade económica do Porto de Lisboa está em causa

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, disse esta segunda-feira que a greve dos estivadores compromete a viabilidade económica do Porto de Lisboa e voltou a apelar a um entendimento entre as partes.

“É uma situação que não pode continuar porque neste momento começa a ser posta em causa a viabilidade económica do próprio Porto de Lisboa. Isto não pode acontecer, estamos a degradar uma atividade extremamente importante para a economia nacional e para a criação de emprego”, lamentou, à margem da tomada de posse da nova administração da Docapesca.

Ana Paula Vitorino afirmou igualmente que o Ministério do Mar “tem vindo a trabalhar em rede com todas as entidades para detetar e ultrapassar incumprimentos” quanto os serviços mínimos decretados pelo Governo, mas salientou igualmente que o país e o Porto de Lisboa não pode viver de serviços mínimos, pelo que serão necessárias outras soluções.

Questionada sobre os prejuízos causados pela greve que se prolonga há um mês, explicou que o impacto não se mede apenas no Porto de Lisboa, já que as empresas de outros portos têm feito esforços adicionais para acolher o tráfego de mercadorias desviado de Lisboa, nomeadamente Leixões ou Sines, o que se traduz em maiores custos, mas também mais receitas para essas infraestruturas.

Por outro lado, há custos indiretos que não estão quantificados e que se traduzem em atrasos na laboração de fábricas por falta de material ou produtos que deixam de ser exportados.

A ministra do Mar salientou que a greve, que dura há quatro anos de forma intermitente e atualmente há cerca de um mês “é uma situação muito grave para a economia” que “persiste há demasiado tempo” e isso é “insustentável”.

Assinalou ainda que existem muitas empresas dependentes do Porto de Lisboa “e mesmo que se faça todo o apoio logístico à transferência de cargas, quer para os serviços mínimos, quer para a transferência de cargas para outros portos nada justifica esta situação”.

Assaltante de bancos detido. E afinal não era solitário

Quando percebeu que o homem que andava a assaltar vários bancos na zona centro do país era o mesmo, a Polícia Judiciária emitiu um discreto alerta à PSP, à GNR e aos seguranças de vários bancos. Deviam estar atentos a um homem que atuava sozinho, disfarçava-se de peruca e de óculos de sol e já tinha feito mais de uma dezena de roubos com ameaça de uma arma. O suspeito acabou por ser identificado quando se preparava para consumar o seu 14.º assalto a uma dependência bancária de Rio Maior. E, afinal, tinha um cúmplice.

Segundo o comunicado da Polícia Judiciária (PJ), desde dezembro os dois suspeitos terão feito um total de 13 roubos a bancos. Em todos eles, um ficaria no exterior. O outro entrava disfarçado de peruca, óculos de sol e arma em punho. Só saía com o dinheiro roubado nas mãos. A dupla chegou a fazer dois assaltos num só dia.

Há duas semanas a Polícia Judiciária decidiu pedir uma ajuda discreta a outras polícias e aos próprios funcionários responsáveis pela segurança dos bancos. Forneceu-lhes imagens dos outros roubos, praticados em Pombal, Buarcos, Murtede, Cantanhede, Torres Vedras, Valadares, Golegã, Leiria, Vila Nova da Barquinha e A-dos-Francos e mostrou como podia ser o assaltante. Que pensaram ser um solitário.

Com base em informação recolhida e atendendo às movimentações de um entual suspeito, a Polícia Judiciária difundiu e partilhou alguns dados com outros órgãos de polícia criminal e funcionários de segurança das instituições bancárias assaltadas, criando assim, durante as duas últimas semanas, um discreto dispositivo de vigilância, na região de Leiria”, avança a PJ.
Na última quarta-feira, dia 18 de maio, a GNR de Rio Maior foi alertada pelos funcionários de um banco daquela zona. Havia um homem perto do banco que podia ser “Solitário” que procuravam. Quando os militares chegaram, o suspeito ainda se encontrava no exterior. Acabou por ser interpelado e detido por estar na posse de uma arma de fogo e com um carro com matrículas falsas. Não chegou a consumar o 14.º assalto.

A investigação da PJ concluiu que o suspeito usava uma identidade falsa. E que já tinha sido condenado a pena de prisão e a expulsão do país. O que não cumpriu. Mais. Ao contrário do que se pensava ele não atuava sozinho. Tinha um cúmplice, já referenciado pelas autoridades.

Nas diligências de prova realizadas foi encontrada e apreendida uma réplica de arma de fogo, uma quantidade significativa de dinheiro em notas do BCE, alguns disfarces usados na prática dos roubos, nomeadamente barbas e cabeleiras postiças, bem como diversa documentação relacionada com os crimes praticados”, avança o comunicado da PJ.
Os dois suspeitos, de 34 e 35 anos, foram presentes ao juiz e ficaram em prisão preventiva.

Governo surpreendido com recusa dos estivadores em aceitar fim da PORLIS

A ministra do Mar demonstrou “surpresa” com a recusa dos estivadores em aceitar a proposta dos operadores portuários que satisfazia uma das suas principais reivindicações – a desativação da PORLIS – e sublinhou que os prejuízos da greve são nacionais.

“Foi com grande surpresa que vi que a reivindicação tornada pública pelo sindicato e que os operadores portuários se propunham acolher (…) não foi suficiente para acabar o conflito e agora aguardo que os operadores me digam que atitudes vão tomar para resolver o problema”, afirmou Ana Paula Vitorino à Lusa, à margem da tomada de posse da nova administração da Docapesca, em Lisboa.

Em causa está uma proposta apresentada na sexta-feira ao sindicato dos estivadores, que incluía a desativação da PORLIS (uma empresa de trabalho portuário pertencente ao grupo Mota-Engil) que, “infelizmente, não foi aceite”, disse a ministra.

A ministra do Mar adiantou que os estivadores terão apresentado uma contraproposta que “vem adicionar exigências” relativamente aos motivos que tinham invocado para a greve e que se deviam essencialmente ao aparecimento da nova empresa de trabalho portuário “que, no entender do sindicato, iria aumentar a precariedade e a concorrência relativamente à empresa de estiva já existente”.

Ana Paula Vitorino sublinhou que “a questão é problemática”, acrescentando que “a greve já causou prejuízos muito elevados”, não só ao Porto de Lisboa e aos seus operadores diretos, mas a toda a região e ao país, pelo que “devem ser tomadas algumas medidas” além dos serviços mínimos que o Governo já decretou.

Desde 20 de abril que os estivadores do Porto de Lisboa estão em greve a todo o trabalho suplementar em qualquer navio ou terminal, isto é, recusam trabalhar além do turno, aos fins de semana e dias de feriado. De acordo com o último pré-aviso, a greve vai prolongar-se até 16 de junho.

Hélio Sousa diz que sub-17 foram quase perfeitos na conquista do Europeu

O selecionador português de futebol de sub-17, Hélio Sousa, disse que a equipa das ‘quinas’ foi quase perfeita na conquista do campeonato da Europa, no Azerbaijão, reiterando a vontade de melhorar no futuro.

“Foram incríveis, foram fantásticos. Alguns jogos foram quase perfeitos e não concedemos uma oportunidade ao nosso adversário. Isso demonstra a nossa qualidade e maturidade e, na final, conseguimos superar-nos. Esperamos ser mais fortes no futuro”, começou por dizer o técnico, à chegada da equipa ao aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

Hélio Sousa frisou que a receita para vencer o Europeu foi pensada passo a passo, lembrando que já procurava erguer o troféu há algum tempo.

“Há alguns anos que temos estado à procura de conseguir um êxito destes e conseguimos agora. Acreditei sempre que era possível vencer todos os jogos que íamos disputar. Fizemos jogo a jogo e concretizou-se com a vitória na final”, explicou.

O treinador português, de 46 anos, enalteceu as “condições oferecidas pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF)”, sublinhando que esta “geração conseguiu afirmar-se e mostrar a qualidade do jogador e do futebol português”.

Já o capitão de equipa Diogo Queirós destacou a oportunidade única de representar Portugal num Europeu, mostrando-se também contente pelo feito conseguido.

“É uma experiência que só se vive uma vez na vida e nós trabalhámos o máximo possível. Estamos muito felizes com esta conquista, acreditámos sempre e tivemos fé”, confessou.

O jogador do FC Porto disse ainda que “a união foi a chave para o sucesso”, apelidando a equipa das ‘quinas’ como uma “família”, o que “facilita” o jogo no campo.

A finalizar, o defesa português admitiu que chegar à seleção A é um sonho e que cada jogador dá sempre o máximo para conseguir os objetivos.

“Não posso prever o futuro, mas sei que cada jogador que está nesta seleção vai dar o máximo para atingir os seus objetivos. A seleção A é o objetivo e o sonho de todos os jogadores. Acredito que todos os meus colegas têm qualidade para chegar lá”, concluiu.

Costa afirma que Portugal tem ofertas para integrar refugiados pelo emprego e educação

O primeiro-ministro considerou esta segunda-feira essencial a integração dos refugiados pelo emprego e educação, adiantando que Portugal tem ofertas nesse sentido, e defendeu que as migrações representam simultaneamente um desafio e uma oportunidade face ao desequilíbrio demográfico mundial.

Esta posição foi assumida por António Costa num dos debates da Cimeira Humanitária Mundial, que decorre até terça-feira em Istambul e na qual participam mais de 50 líderes mundiais.

Na sua intervenção, que foi proferida no âmbito de um painel intitulado “Não deixar ninguém para trás”, o líder do executivo português demarcou-se totalmente da linha política europeia que defende o encerramento de fronteiras e sustentou em contraponto que os fenómenos das migrações são “tão antigos quanto a humanidade”, razão pela qual não devem ser “demonizados”.

Pelo contrário, segundo António Costa, a imigração pode até ter efeitos positivos para a resolução dos desequilíbrios demográficos globais.

“Por isso, é do interesse de todos promover a migração segura e ordenada”, vincou.

Em relação à atual vaga de refugiados, que resulta sobretudo dos conflitos militares na Síria, Iraque e Afeganistão, António Costa observou que Portugal está entre os países menos afetados pelo problema.

“Mas estamos dispostos a contribuir para encontrar soluções”, declarou, referindo-se então ao programa de recolocação de refugiados da União Europeia, que atribuiu a Portugal uma quota de acolhimento de cerca de cinco mil pessoas.

“Estamos dispostos a dobrar essa quota, num ato de solidariedade com outros países diretamente mais afetados. Portugal compromete-se a colocar em prática vias adicionais para admissão de refugiados, oferecendo também oportunidades de educação e de emprego para facilitar a integração dos refugiados”, salientou o primeiro-ministro.

Neste ponto, Costa especificou a importância do acesso ao Ensino Superior por parte de alguns refugiados – um missão que disse ser apoiada por “governos, organizações internacionais e regionais, comunidades académicas, fundações, organizações não governamentais e setor privado”.

Em Istambul, o primeiro-ministro referiu-se também ao programa “Simplex +” aprovado na semana passada em Conselho de Ministros, designadamente ao chamado “kit de boas-vindas” a refugiados.

Costa explicou que esse “kit” está escrito na língua materna dos refugiados e inclui informações sobre direitos básicos, direitos das mulheres, cuidados de saúde, acesso a educação e proteção social.

Num plano mais político, António Costa considerou que a nível diplomático já estão identificadas as linhas de orientação para uma resposta eficaz ao fenómeno dos refugiados.

Falta, no entanto, segundo o chefe do Governo português, “um quadro global de atuação fundado numa política coerente, em que todas as partes ajam melhor e mais rapidamente”.

“Gostaria de sublinhar que não considero as migrações apenas um desafio que temos de enfrentar. As migrações são sobretudo uma oportunidade que importa aproveitar”, acrescentou António Costa.

Mais de 50 líderes mundiais dos quatro continentes estão presentes na cimeira, incluindo sete mesas-redondas temáticas baseadas num relatório do secretário-geral da ONU sobre o atual “estado do mundo”.

Nesta primeira cimeira humanitária está previsto o lançamento de uma proposta das Nações Unidas, denominada “Grande Pacto” e deverão ser apresentadas as linhas de ação e os compromissos concretos comuns com o objetivo de garantir a Agenda para a Humanidade 2030.

Ator Elijah Wood afirma exisitr pedofilia em Hollywood

Quando marcou uma entrevista com Elijah Wood, Oliver Thring pretendia falar do filme mais recente do protagonista de “O Senhor dos Anéis”. No entanto, o ator aproveitou a oportunidade para falar do abuso a crianças em Hollywood.

Na entrevista dada ao Sunday Times, o ator que começou a entrar em filmes quando tinha apenas oito anos, afirmou que embora nunca lhe tenha acontecido, sabe que muitos dos seus colegas mais novos foram alvos do interesse de predadores sexuais. Wood afirma mesmo que o abuso de menores em Hollywood é uma prática organizada.

O ator que desempenhou o papel de Frodo Baggins afirmou ainda que “há muitas víboras na indústria – pessoas que só têm os seus próprios interesses na mente”.

Segundo o The Guardian, o ator considera que muitas vezes os crimes não foram divulgados já que as vítimas não falavam por considerarem “não ter tanto poder como as pessoas que mandam”.

Anne Henry, co-fundadora da Bizparents, um grupo que tenta ajudar jovens atores, afirma que em Hollywood existem atualmente 100 predadores no ativo.

Homem-forte de Michel Temer sugere “pacto” para “delimitar” investigações da Operação Lava Jato

O jornal Folha de S. Paulo avança esta segunda-feira que Romero Jucá, ministro do Planeamento do governo interino de Michel Temer, sugeriu que uma mudança na Presidência do Brasil resultaria num “pacto” para “estancar a sangria” da Operação Lava Jato, dias antes da votação da abertura do impeachment de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, em março.

A afirmação foi divulgada a partir de conversas gravadas de forma oculta com Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, empresa subsidiária da Petrobras, e tem sido alvo de críticas nas redes sociais por opositores do governo Temer, uma vez que Romero Jucá e Sérgio Machado são alvos de inquéritos da Operação Lava Jato. Jucá é considerado o homem-forte do governo interino e tem sido um dos principais articuladores políticos do PMDB, partido de Michel Temer, durante o processo de destituição de Dilma Rousseff.

Segundo relata a Folha de S. Paulo, Machado terá procurado lideranças do PMDB, porque temia que as investigações que recaem sobre ele, no âmbito da Operação Lava Jato, fossem transferidas do Supremo Tribunal Federal, para o juiz federal Sergio Moro, principal responsável pela operação na justiça brasileira. Em março, data da gravação da conversa entre Jucá e Machado, Moro libertou escutas telefónicas entre Dilma Rousseff e Lula da Silva, que resultaram no agravamento da crise política do governo petista antes da abertura do processo de impeachment na Câmara dos Deputados.

Numa das partes divulgadas da conversa, Machado diz a Jucá que Rodrigo Janot, procurador-geral da República, teria a intenção de atingir o PMDB a partir de uma possível “delação premiada”, recurso utilizado por um réu da justiça brasileira que aceite colaborar na investigação ou denunciar outros envolvidos num crime, em troca de uma redução de pena.

Sérgio Machado: Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo [Tribunal Federal] fez [autorizar prisões de réus da Operação Lava Jato após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.
Romero Jucá: Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo [Odebrecht] e a Odebrecht [empresa investigada no âmbito da operação] vão fazer.
Sérgio Machado:Odebrecht vai fazer.
Romero Jucá: Seletiva, mas vai fazer.
Sérgio Machado: Queiroz [Galvão, empresa também investigada pela operação] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa, outro alvo da Operação Lava Jato] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que… oJanot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. (…)
Romero Jucá: Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. (…) Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra… Tem que mudar o governo para poder estancar essa sangria.
Machado sugeriu a Jucá que fosse montada uma “estrutura” para protegê-lo: “Aí f…. Aí f… para todo mundo. Como montar uma estrutura para evitar que eu ‘desça’? Se eu ‘descer’…”. E sentenciou: “Estou preocupado com o quê? Comigo e com vocês. A gente tem que encontrar uma saída”.

Na gravação, Jucá concorda que a investigação sobre Machado “não pode ficar na mão desse [Sérgio Moro]” e propõe “articular uma ação política”, sugerindo que Machado se reúna com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) e com o ex-presidente do Brasil e uma das figuras mais importantes do PMDB, José Sarney. Machado questiona se poderia ser feita reunião conjunta. “Não pode”, respondeu Jucá, acrescentando que a ideia poderia ser mal interpretada, segundo descreve a publicação.

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