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Elisabete Teixeira

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TAP espera ganhar 60 milhões com ponte aérea Lisboa-Porto

A TAP antecipa um ganho líquido de 60 milhões de euros com a ponte aérea entre Lisboa e Porto, inaugurada neste fim-de-semana, um “valor que contribuirá para o equilíbrio das contas da companhia e para novos investimentos que beneficiarão o serviço”, afirma a transportadora em comunicado citado pelo i.

A ponte aérea, já experimentada pelo Observador (e comparada com a mesma viagem em comboio), implicou a supressão de nove rotas à parida de Lisboa e quatro à partida do Porto, indica a companhia, que lhes chama “deficitárias”. As mudanças têm sido duramente criticadas pela Câmara Municipal do Porto e pelo seu presidente, Rui Moreira, que acusam a TAP de tirar 74 voos semanais ao Aeroporto Sá Carneiro.

A empresa não revelou o número de passageiros no primeiro dia (domingo) mas indicou à imprensa que “todos os voos estavam cheios ou praticamente cheios”. Algo que “não deixa margem para dúvidas” sobre a oportunidade destas mudanças.

Médico de Abrantes entrou em guerra de fome como protesto contra falta de pagamentos

Rui Oliveira Teixeira deu início ao protesto através da greve de fome a 21 de março. O médico de 51 anos protesta contra a “impunidade” da empresa RPSM – Serviços Médicos que, segundo o próprio, deve mais de 150 mil euros a um total de sete médicos, informam o Público e a agência Lusa.

Rui Teixeira faz parte do quadro do Hospital de Abrantes, prestando ainda serviço na Urgência do Hospital de Santarém. Segundo O Mirante, o médico tem a haver mais de oito mil euros por honorários.

Em informações dadas à Lusa, o médico informou que a empresa foi declarada insolvente e condenada a pagar os montantes em dívida, com acréscimo de juros, mas que até este momento a empresa não tinha dado as compensações, por não ter meios monetários para o fazer.

O médico, que se viu mais longe de receber o dinheiro que lhe é devido, decidiu entrar numa greve de fome para chamar atenção para o caso. No passado fim de semana, enquanto estava de serviço no Hospital de Santarém, já no quinto dia sem comer, Rui Teixeira teve de ser colocado a soro. As análises feitas ao clínico mostraram resultados com “algum grau de gravidade”.

Apesar deste episódio, o médico afirmou que continuará a greve e que apenas trabalhará enquanto se sentir capaz.

Rui Teixeira informou que cessará a greve de fome caso lhe paguem o montante devido, ou quando for assinado um acordo para pagamento das verbas em dívida a outros seis médicos.

O presidente do conselho de administração do Hospital de Santarém, José Josué, afirmou à Lusa que o hospital “tudo fez até ao limite” para tentar resolver o pagamento dos honorários aos médicos, tendo acabado por rescindir com a empresa da RPSM, reforçando que o hospital sempre cumpriu atempadamente com os pagamentos.

Um morto, 5 feridos graves e 220 leves em operação “Páscoa em segurança 2016”

A Polícia de Segurança Pública registou 800 acidentes na operação “Páscoa em segurança 2016”, dos quais resultou um morto, cinco feridos graves e 220 feridos leves, informou esta segunda-feira a PSP.

Na operação foram ainda detidas 367 pessoas e apreendidas 65 viaturas e 21 armas, segundo um comunicado da PSP.

Do total de detenções, 157 deveram-se a condução sob excesso de álcool, 56 a falta de habilitação legal para conduzir e 45 a tráfico de estupefacientes. Vinte e oito detenções decorreram de mandados de detenção e 21 a furto.

Além das 21 armas apreendidas, das quais seis eram armas brancas, a Polícia apreendeu ainda 1.500 doses de produto estupefaciente. Os efetivos da polícia realizaram 1.045 operações, tendo fiscalizado 28.175 viaturas.

A PSP fiscalizou 6.639 condutores (tendo detetado 81 com taxa de alcoolemia entre 0,5 e 0,8 gramas de álcool por litro de sangue e 106 com taxa de 0,8 a 1,20). Foram ainda controladas, por radar, 2.794 viaturas e detetadas 2.340 infrações graves e 68 muito graves.

A PSP registou ainda 3.628 outras infrações ao Código da Estrada, das quais 1.350 por estacionamento ilegal ou irregular, 205 por falta de inspeção periódica do veículo, 177 por uso de telemóvel durante a condução, 124 por não utilização do cinto de segurança e 46 por incumprimento de semáforos.

No total, a PSP levantou 76 autos, tendo realizado, igualmente, 1.458 ações de prevenção da vitimização junto da comunidade idosa.

Retomadas buscas por mulher desaparecida na praia da Foz do Arelho

A autoridade marítima e a Força Aérea retomaram às 07h15 desta terça-feira as buscas por uma mulher alegadamente desaparecida na segunda-feira no mar da Foz do Arelho, informou a Capitania do Porto de Peniche.

“Os meios da autoridade marítima e os bombeiros das Caldas da Rainha e de Óbidos iniciaram buscas em terra e no mar às 07h15 e uma hora depois foram reforçadas com um helicóptero da Força Aérea”, disse à agência Lusa Marco Augusto, comandante da Capitania de Peniche.

A mulher, de 60 anos, residente na Foz do Arelho, no concelho das Caldas da Rainha, foi dada como desaparecida ao início da noite de domingo.

Na segunda-feira, as suas roupas foram encontradas na praia da Foz do Arelho por familiares, que alertaram a autoridade marítima para a possibilidade de a mesma ter entrado no mar.

As buscas foram iniciadas às 17h30 de segunda-feira, envolvendo meios da capitania, das duas corporações de bombeiros e de um helicóptero A 101 da Força Aérea Portuguesa.

De acordo com o comandante do porto de Peniche, “o mar encontra-se com condições favoráveis para as buscas, que estão a ser intensificadas aproveitando sobretudo o período da manhã, até à preia-mar”.

As buscas estão também a ser acompanhadas pela GNR e no local encontra-se uma embarcação da Capitania de Peniche.

Costa lança Programa Nacional de Reformas que envolverá até 11 mil milhões de euros

O primeiro-ministro apresenta nesta terça-feira, no Centro de Congressos de Lisboa, o Programa Nacional de Reformas, que envolverá até 11 mil milhões de euros nos próximos cinco anos, com apostas na qualificação e no combate ao sobre-endividamento das empresas.

Após esta sessão de lançamento a cargo de António Costa, o Programa Nacional de Reformas será depois, durante as próximas semanas, objeto de discussão pública, envolvendo partidos e a concertação social, antes de ser entregue pelo Governo português em Bruxelas.

Em declarações à agência Lusa, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, disse que o executivo pretende alocar nos próximos cinco anos “cerca de metade dos fundos comunitários disponíveis no Portugal 2020”, ou seja, “entre 10 a 11 mil milhões de euros”.

“O programa vai assentar em seis pilares estratégicos: A qualificação dos recursos humanos, a qualificação do território, a inovação tecnológica, a modernização do Estado, a capitalização das empresas e o reforço da coesão social. Apostamos numa agora numa verdadeira estratégia, tendo um horizonte de um mais longo prazo, e não numa lógica imediatista”, afirmou Pedro Marques, coordenador do documento, numa primeira alusão crítica ao anterior executivo PSD/CDS-PP.

Pedro Marques sustentou mesmo que o Programa Nacional de Reformas que hoje será lançado por António Costa representa “uma inversão estratégica política, económica e social” face ao passado recente.

“Neste documento, partimos para as nossas respostas do diagnóstico recente feito pela União Europeia sobre o perfil económico-social do país. Um país que a União Europeia considerou ter problemas de competitividade, uma economia excessivamente endividada no setor privado, baixas qualificações e regressão ao nível da coesão social”, referiu o ministro do Planeamento e das Infraestruturas.

O membro do executivo rejeitou a tese de que o Governo socialista tente concentrar as atenções mediáticas no Programa Nacional de Reformas para desviar as atenções do Plano de Estabilidade, documento que também terá de ser entregue em Bruxelas até ao final de abril, que inclui as metas orçamentais para os próximos anos e cujo consenso se antevê difícil com os partidos que suportam a coligação governamental no parlamento, o Bloco de Esquerda e o PCP.

“Compreendemos bem a importância de fazermos uma política com sustentabilidade ao nível das contas públicas. Mas a política financeira deve ter como suporte uma política económica assente no crescimento e no emprego”, defendeu Pedro Marques.

A submissão do Programa Nacional de Reformas é considerada um dos momentos centrais do chamado semestre Europeu, em particular na sua vertente económica e de avaliação global pela Comissão Europeia.

Em abril, cada Estado-membro submete um documento de estratégia económica de médio prazo, o Programa Nacional de Reformas, devidamente articulado com o documento congénere da vertente orçamental, o Programa de Estabilidade.

Em maio, a Comissão Europeia propõe recomendações específicas por país (Country-Specific Recommendations), com base na análise anual do crescimento e nos documentos de estratégia submetidos pelos Estados-membros em abril.

As recomendações específicas por país são depois adotadas pelo Conselho da União Europeia em julho, sendo monitorizadas pela Comissão Europeia ao longo do ano.

Segundo o Governo português, o Programa Nacional de Reformas deve assim “explicitar de que forma as políticas propostas por cada país se enquadram nas prioridades definidas anualmente para a União Europeia e respondem às recomendações – e a eventuais alertas – da Comissão Europeia na sequência da análise específica a cada Estado-membro”.

Número de mortos do atentado no Paquistão sobe para 72

Zaeem Qadri, porta-voz do Governo da província de Punjab, da qual Lahore é capital, afirmou que entre as vítimas mortais se encontram 29 crianças.

Outras 315 pessoas ficaram feridas na sequência do atentado no parque público Gulshan-i-Iqbal, indicou o mesmo responsável citado pela agência oficial chinesa Xinhua.

Zaeem Qadri indicou que foram identificadas 54 vítimas, cujos corpos foram entregues aos familiares.

O atentado, cuja autoria foi reivindicada pelo grupo talibã Jamaat ul Ahrar, foi levado a cabo por um suicida de 28 anos oriundo da cidade de Muzaffargarh, pertencente a Punjab.

O suicida entrou no parque e fez-se explodir perto da zona de jogos para crianças, pelo que a maior parte das vítimas são crianças e mulheres, explicou um responsável administrativo da cidade, Mohammad Usman, acrescentando que o balanço poderá agravar-se.

O ministro-chefe de Punjab, Shahbaz Sharif, anunciou três dias de luto devido ao atentado e que todos os edifícios governamentais da província vão colocar a bandeira nacional a meia-haste.

Salário mínimo sobe para 540,6 euros na Madeira

O salário mínimo na Madeira vai subir para 540,6 euros. A alteração foi publicada hoje em Diário da República mas tem efeitos a 1 de Janeiro.

Tal como acontece desde 1987, indica o diploma, o Governo Regional fixa um acréscimo de 2% à remuneração mínima estipulada para o território continental, que actualmente se encontra nos 530 euros. O objectivo é “atenuar os efeitos dos custos da insularidade”.

Esta actualização tem em consideração “a necessidade de melhorias das condições remuneratórias dos trabalhadores mais desfavorecidos e em simultâneo, a necessária racionalidade económica que a conjuntura actual exige face aos objectivos de competitividade da economia e ao seu importante contributo no reforço da coesão social, não obstante as condicionantes da actual crise económica e as exigências de contenção e austeridade”, explica o Decreto Legislativo Regional publicado hoje.

“Nesta linha de preocupações sociais e económicas, o Governo da Região Autónoma da Madeira prossegue a sua política de actualização, iniciada em 1987, no sentido de atenuar os efeitos dos custos da insularidade que afectam particularmente os trabalhadores que auferem menores níveis de remunerações, fixando acréscimos regionais de 2% aos montantes da retribuição mínima estipulada anualmente para o território continental, medida que se tem revelado importante para a prossecução de tais objectivos e consequentemente para a elevação sustentada do salário médio, aproximando-o da média nacional”, continua.

Assim, o valor do salário mínimo, acrescido de complemento regional, passa a 540,60 euros na Madeira.

Bombista suicida causa mais de 70 mortos no Paquistão

A explosão causada por um bombista suicida num parque em Lahore matou pelo menos 70 pessoas e feriu mais de três centenas. A detonação aconteceu ao início da noite de domingo, hora local, numa zona movimentada do parque Gulshan-e-Iqbal, próxima de um local com baloiços para crianças. O atentado foi reivindicado por um grupo taliban paquistanês e foi dirigido contra a minoria cristã paquistanesa, reunida no parque no final deste domingo de Páscoa.

O atentado foi reivindicado pelo grupo taliban Jamaat-ul-Ahrar. “O alvo eram os cristãos”, disse o porta-voz desta facção, Ehsanullah Ehsan, citado pela Reuters. “Queremos mandar ao primeiro-ministro, Nawaz Sharif, a mensagem de que entrámos em Lahore. Ele pode fazer o que quiser, mas não será capaz de nos travar. Os nossos bombistas vão continuar estes ataques.”

O impacto da explosão gerou debandadas entre as centenas de pessoas presentes no parque, separando muitas crianças das suas famílias. “Quando a explosão aconteceu, as chamas eram tão grandes que chegaram ao topo das árvores e vi corpos a voar pelos ares”, disse à Reuters Hasan Imran, uma testemunha que passeava perto do local no momento da detonação.

Lahore é a capital da região do Punjab, a base política do primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, e tradicionalmente mais pacífica do que outras partes do país, onde a violência sectária e jihadista se faz notar com mais intensidade. Muitos dos feridos foram transportados para o hospital em veículos improvisados, dada a escassez de ambulâncias. A maior parte das vítimas e feridos são mulheres e crianças.

O exército foi chamado para gerir as multidões que acorreram ao parque Gulshan-e-Iqbal. “Há muitas pessoas a receberem tratamento no teatro de operações e tememos que o número de vítimas aumente consideravelmente”, alertou à Reuters um conselheiro de Saúde no governo regional do Punjab, Salman Rafique.

Na reacção ao atentado, o Vaticano disse que este “lança uma sombra de angústia na festa da Páscoa”, é um “horrível massacre de dezenas de inocentes” e atinge “com uma violência fanática” os “membros das minorias cristãs”. “Mais uma vez, o ódio homicida atinge vilmente as pessoas que menos se podem defender”, disse o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.

O atentado deste domingo coincide com várias manifestações violentas em outras partes no país, que se vêm prolongando desde a controversa execução de Mumtaz Qadri, no final de Fevereiro. Qadri foi condenado à morte depois de assassinar Salman Taseer, o governador da província de Punjab de quem era guarda-costas. Este governador era uma das mais populares vozes seculares no Paquistão: foi abatido a tiro pelo seu próprio guarda-costas quando prometia reformar as leis de blasfémia.

A execução por enforcamento de Mumtaz Qadri, por sua vez, acabou por galvanizar a parte mais extremista da comunidade muçulmana paquistanesa, que se opõe ao actual Governo. Neste domingo, em Punjab, centenas de manifestantes atearam vários fogos diante do Parlamento e arremessaram pedras contra a polícia. Mais de 60 pessoas, a maioria delas polícias, ficaram feridas.

CTT preveem “normalidade no serviço postal” durante greve de 28 de março

Em comunicado, os CTT “informam a população da existência de um pré-aviso de greve geral para esta segunda-feira”, 28 de março, mas acrescentam que “preveem normalidade no serviço postal”.

“De modo a salvaguardar ao máximo o serviço aos seus clientes, e apesar de não se preverem condicionalismos significativos na atividade postal, os CTT desencadearam os habituais planos de contingência”, referem os CTT, liderados por Francisco Lacerda.

Entre estes, destacam, está “a priorização de todo o correio prioritário e EMS [serviço expresso], bem como o correio social (contendo vales de prestações sociais) no dia da greve” e a organização do circuito postal de modo a antecipar a entrega de alguma correspondência.

Os CTT chegaram na quarta-feira a acordo com 10 dos 11 sindicatos para a atualização da remuneração fixa dos seus trabalhadores em 2016.

As atualizações preveem aumentos de 1,3% nas remunerações até 1250,90 euros, com a garantia de um aumento mínimo de 10 euros neste escalão de rendimentos, mas atingindo um aumento máximo de 1,9% no escalão mínimo da tabela salarial.

As remunerações entre 1250,91 euros e 1872,70 euros contarão com um aumento salarial de 0,9% e as que se situam entre 1872,71 euros e 2753 euros aumentarão 0,7%, estando previsto o pagamento de retroativos a 01 de janeiro.

O acordo alcançado entre a administração e os restantes sindicatos define que o aumento de 1,3% abrange 8.000 trabalhadores, a subida de 0,9% abrange 1.600 trabalhadores e a de 0,7% aplica-se a 350 trabalhadores.

Todos os sindicatos dos trabalhadores dos CTT chegaram a acordo com a administração dos Correios quanto aos aumentos salariais, à exceção do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), que considera o aumento salarial proposto pela administração dos CTT “ofensivo”, mantendo por isso a greve de 28 de março.

“A proposta de aumentos salariais é ofensiva, tendo em atenção que o presidente do Conselho de Administração dos CTT ganha um milhão de euros por ano”, apontou na quarta-feira o secretário-geral do SNTCT, Vítor Narciso, explicando que o que seria “razoável” para o sindicato seria um aumento “nunca menor a 2%”.

“Os trabalhadores não tiveram aumentos salariais em seis anos, perderam o poder de compra devido à inflação e aumento de impostos e agora é proposto este aumento de 10 euros, que representa 33 cêntimos por dia”, afirmou então o secretário-geral do SNTCT, sindicato que afirma representar “5.200 trabalhadores, ou seja, quase 50%” dos funcionários do grupo CTT.

Além da greve, o sindicato vai “fazer um pedido de conciliação ao Ministério do Trabalho”, estando a ser ponderada uma semana de luta entre 25 e 29 de abril.

A assembleia-geral anual dos acionistas dos CTT está agendada para 28 de abril.

O SNTCT, adiantou Vítor Narciso, representa carteiros, trabalhadores do atendimento e quadros médios e superiores da empresa.

No final do ano passado, o SNTCT tinha proposto um aumento de 4% dos salários em 2016, com subida mínima de 35 euros.

Morais Sarmento candidato um dia a líder do PSD? Nunca direi desta água não beberei…

Nuno Morais Sarmento, ex-ministro de Estado e da Presidência, candidato à presidência do PSD? Não. No entanto, como militante do PSD, não abdica de nenhum dos seus direitos, pelo que nada o impede de se candidatar à presidência do PSD, disse numa entrevista à Antena 1. Mas hoje, como há um ano, está mais interessado na sua vida pessoal e profissional. Sendo que a “liderança do PSD não está em causa neste Congresso”.

Nesta entrevista, realizada a uma semana do início do Congresso do PSD, em Espinho, Morais Sarmento — que ainda não sabe se irá à reunião máxima dos sociais-democratas — lembra que “sempre fez um percurso muito solitário” e nunca se prendeu a nenhum dos “ismos” do seu partido.

Apesar de, ao longo dos últimos quatro anos, ter feito muitas críticas à governação da coligação PSD/CDS, considerou que, “com este seu mandato como primeiro-ministro, Passos Coelho ficou no pequeno grupo de portugueses de quem penso que nós, como portugueses, ficámos credores por aquilo que fez“. É um grupo onde também inclui Mário Soares e Cavaco Silva, independentemente do que se ter estado ou não de acordo com eles. Isto porque “assumiu o governo no momento mais angustiante para o país que vivemos, e esse peso cai todo sobre os ombros do primeiro-ministro”.

Antigo ministro do governo de Durão Barroso e Santana Lopes, considera que Passos Coelho é o único candidato “que faz sentido que o PSD apresente” em caso de eleições antecipadas, já que foi o candidato que foi mais votado nas eleições de outubro. “Ganhou as eleições”, sublinhou por mais de uma vez. Por isso “Passos é o líder ideal agora, daqui por um ano não sei”.

Daí que considere que apenas com “enorme dificuldade é que [Passos Coelho] poderá ser candidato a primeiro-ministro daqui a três anos”. Não considerou contudo que Passos Coelho fosse um líder de “curta duração”. É sim o homem certo neste momento, porque foi o “protagonista desta realidade”. No futuro, num quadro de uma legislatura longa do PS, o PSD terá de, na sua opinião, apresentar outras propostas, necessariamente diferentes.

Dizendo conhecer muito bem Pedro Passos Coelho, considera que este não lida com a palavra “sonho” e que tem enorme dificuldade em acreditar para lá do que vê. Alguém assim pode não ser a pessoa ideal para liderar um ciclo político depois de vários anos de Costa no poder, acrescenta. Para além de que “tem muito pouco jogo de cintura”, contrapondo a sua forma de liderar com a de Marcelo, “que em 15 dias transpira política por todo o lado”.

Morais Sarmento considera nomeadamente que a política está a viver um período de mudança, em que as pessoas vão precisar menos da mediação dos partidos para chegar diretamente às pessoas. “Só Marcelo percebeu esta mudança e faz política com as regras do passado e com as regras do futuro“, especificou.

Quanto à nova liderança do CDS, Morais Sarmento entende que “Cristas é uma espécie de tranquilizante entre duas lideranças politicas: Portas e Nuno Melo. Nuno Melo é um líder claro, Cristas é uma coisa simpática,in between”. Ou seja, uma líder de passagem.

Sobre a intervenção de António Costa na banca o antigo ministro considera “que Costa não está a cometer nenhuma ilegalidade quando entende que está a defender o interesse nacional e, neste momento, tem a cobertura do Presidente”. Sarmento considera no entanto que a intervenção dos governos na economia, sobretudo dos socialistas, “é a causa do nossa miséria atual”.

O Congresso do PSD decorre entre os dias 1 e 3 de Abril, em Espinho.

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