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Vinte regiões com risco muito alto de exposição à radiação UV

Radiações UV - Portugal

Vinte regiões do país apresentam hoje risco muito alto de exposição à radiação ultravioleta (UV), de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
De acordo com o IPMA, Viana do Castelo, Aveiro, Beja, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Funchal, Guarda, Leiria, Lisboa, Penhas Douradas, Porto, Porto Santo, Sagres, Santarém, Setúbal, Sines, Viseu e Vila Real estão hoje com risco muito elevado de exposição à radiação ultravioleta (UV).

O IPMA adiantou ainda que as regiões da Horta, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada (Açores), Portalegre e Faro apresentam hoje risco alto de exposição à radiação UV e Santa Cruz das Flores (Açores) está com níveis moderados.
Para as regiões com níveis muito altos e altos, o IPMA recomenda o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol, protetor solar e evitar a exposição das crianças ao sol.
De acordo com o IPMA, a radiação ultravioleta pode causar graves prejuízos para a saúde se o nível exceder os limites de segurança, sendo que o índice desta radiação apresenta cinco níveis, entre o baixo e o extremo, com onze.

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade nas regiões centro e sul, em especial durante a tarde, com ocorrência de aguaceiros dispersos no Baixo Alentejo e Algarve.
Está também previsto vento fraco a moderado do quadrante leste, sendo do quadrante sul na região sul, soprando temporariamente moderado de nordeste nas terras altas e de noroeste no litoral a norte do Cabo Raso durante a tarde e pequena subida de temperatura nas regiões norte e centro.
Em Lisboa as temperaturas vão variar entre 18 e 29 graus Celsius, no Porto entre 18 e 27, em Bragança entre 10 e 26, em Viseu entre 11 e 25, na Guarda entre 8 e 23, em Coimbra entre 15 e 28, em Leiria entre 10 e 28, em Castelo Branco entre 15 e 29, em Portalegre entre 17 e 29, em Évora entre 11 e 30, em Beja entre 14 e 30, em Santarém entre 14 e 31 e em Faro entre 17 e 23.

Santa Maria admite processar autores do estudo que detectou corrupção no hospital

Teste

O presidente do Hospital Santa Maria, em Lisboa, admitiu hoje processar os autores do estudo encomendado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, cuja análise apresenta esta unidade de saúde como estando minada pela corrupção.

“O que está em causa é toda uma instituição que é património de SNS e dos portugueses. Uma instituição como o [Hospital] Santa Maria não pode ser tratada desta forma, nem se pode reescrever a história”, disse Carlos Martins, em entrevista à agência Lusa.

Segundo o administrador, o hospital vai enviar o estudo para “as entidades que têm competência inspetiva e de auditoria externas” e para o escritório de advogados da instituição para que verifiquem de que forma é que podem “valer o bom nome da instituição”.

Questionado sobre a intenção de processar a Fundação Francisco Manuel dos Santos, Carlos Martins foi perentório: “Não descarto nenhuma hipótese, nenhuma em absoluto”.

Segundo o estudo “Valores, qualidade institucional e desenvolvimento em Portugal”, encomendado pela fundação, o Hospital de Santa Maria está minado por uma teia de interesses e lealdades a partidos políticos, à maçonaria e organizações católicas.

“A Maçonaria, a Opus Dei e a ligação a partidos políticos ainda são três realidades externas que intersetam a esfera do Hospital de Santa Maria”, refere o estudo.

Carlos Martins, que desde 2013 dirige o conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN), de que fazem parte o Santa Maria e o Pulido Valente, recebeu as notícias sobre o estudo com “surpresa e indignação”.

“Surpresa porque, de acordo com o compromisso assumido pela equipa de investigadoras com esta instituição, o estudo tinha um âmbito académico, um grau elevado de confidencialidade, seguia as boas práticas científicas e seria do conhecimento do conselho de administração o seu relatório preliminar”, disse à Lusa.

A indignação do administrador deveu-se ao facto de, em termos de rigor científico e em relação ao compromisso entre a equipa de investigadores e a instituição, “nada disso foi cumprido”.

“Mais lamentável é que se coloque em causa, perante um país, uma instituição com 60 anos de serviço público”, afirmou.

Para Carlos Martins, este estudo “lança sobre toda a instituição uma imagem de más práticas de gestão, de interesses organizados, de captura, de orfandade, de abandono pelos acionistas da instituição”, o que “é de uma irresponsabilidade tremenda”.

“Quem diz que a instituição está órfã e está capturada tem de provar”, sublinhou.

O administrador reconhece que se vive hoje “um momento politicamente mais quente que o normal: estamos em ano de eleições legislativas”.

“Sei que, internamente, também é um momento com uma temperatura mais elevada, já que há eleições para a faculdade [de Medicina] — também visada no estudo — e o conselho de administração termina o seu mandato no final do ano”.

“Não acredito que há bruxas, mas começam a existir circunstâncias demasiado estranhas”, desabafou.

O estudo envolveu vários investigadores e foi coordenado pela professora da Universidade Nova de Lisboa Margarida Marques e pelo professor da Universidade de Princeton Alejandro Portes.

Entretanto, um comunicado, a Reitoria da Universidade Nova de Lisboa veio esclarecer que o estudo em causa “é da exclusiva responsabilidade dos investigadores envolvidos e não reflete a posição institucional desta universidade”.

Também a organização Opus Dei desmentiu “categórica e integralmente” as afirmações que constam do estudo de que nos processos de nomeação dentro do Hospital de Santa Maria interferem “dinâmicas externas próprias à sociedade portuguesa — como (…) a Opus Dei”.

Tecnologia & Dança

Português Frederico Phillips e japonesa Maria Takeuchi criam projecto que une tecnologia de baixo custo e dança. O resultado é as•phyx•i•a.

As imagens que resultam do projecto as•phyx•i•a, do português Frederico Phillips e da japonesa Maria Takeuchi, são hipnotizantes e de uma beleza fantasmagórica. Milhares de linhas unidas por outros milhares de pontos desenham o movimento de um corpo que dança, criando uma espécie de nuvem. O desafio de experimentar e usar ferramentas tecnológicas para fins pouco habituais levou a dupla a escolher o Kinect, sensor de movimentos da consola Xbox, para mostrar como um computador “vê” uma pessoa e como é possível ser “expressivo sem limites”.
Frederico Phillips é um português de 25 anos que aos 17 deixou Boliqueime, no Algarve, para ingressar num curso de Media Digital na Suécia. Parte do currículo do curso incluía seis meses de estágio obrigatório. Frederico decidiu tentar a sorte em Nova Iorque, Estados Unidos. Acabou por ficar e é aí que vive e trabalha desde 2009. Designer, usa tecnologia 3D como ferramenta principal para tentar encontrar um equilíbrio entre o técnico e artístico. No seu currículo encontram-se participações em vários projectos que envolvem marcas como a Mini, Ford ou Hyundai, Nike, Swarovski ou Panasonic.

Recentemente uniu-se a Maria Takeuchi, 29 anos, uma produtora de música de Brooklyn, para desenvolver as•phyx•i•a, um projecto experimental que “surgiu por existir a necessidade e uma vontade constante de experimentar e combinar novas ferramentas sem a pressão muitas vezes existente em trabalhos comerciais”, como explicou ao PÚBLICO.

A dupla decidiu recorrer ao Kinect para capturar a performance da bailarina Shiho Tanaka e utilizar não um mas dois sensores, para captar o máximo de informação possível. “Essa informação foi posteriormente combinada e filtrada de maneira a que pudéssemos prosseguir com o desenvolvimento visual. O projecto foi completado de início ao fim em cinco a seis semanas e todas as imagens renderizadas em cinco computadores”.

Frederico e Maria decidiram juntar vários softwares e o Kinect (Microsoft) para a captura de imagens de Shiho Tanaka a dançar. “Estas técnicas de captura já são possíveis e utilizadas constantemente há vários anos por produções com grandes capacidades financeiras, mas estes pequenos sensores permitem agora que a maioria das pessoas tenha a mesma oportunidade por um custo bem baixo”, diz o designer.

Através de sensores pouco dispendiosos, a dupla conseguiu captar dados dos movimentos da bailarina durante 30 minutos, que foram depois trabalhados em cinco computadores com ferramentas de tecnologia 3D que transformaram a coreografia interpretada por Shiho Tanaka em imagens computorizadas, que dançam ao som de uma banda sonora criada por Maria Takeuchi.

A associação da tecnologia com a arte da dança levou a as•phyx•i•a, um filme de três minutos, onde a “performance está centrada numa coreografia eloquente que enfatiza o desejo de ser expressivo sem limites”.

Desde que o trabalho de Frederico e Maria chegou à Internet, há poucos dias, o feedback que têm recebido é avassalador, conta o português ao PÚBLICO. “Foi muito surpreendentemente devido ao volume de visitas [ao site de as•phyx•i•a] e ainda estamos a tentar digerir todos os e-mails que recebemos. Faz, de facto, com que todo o trabalho e as horas em que trabalhámos neste projecto tenham valido a pena.”

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