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Ricardo Andrade

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Start-ups portuguesas ganham 5 prémios EIT Health InnoStars Awards 2019 contra outras start-ups Europeias

Nuno Viegas

As 15 start-ups vencedoras dos InnoStars Awards 2019 foram selecionadas de entre 116 concorrentes de países do Centro, Leste e Sul da Europa que integram o esquema de inovacao regional – Regional Innovation Scheme (RIS) -, um programa Europeu que pretende apoiar as regiões que têm níveis mais moderados de inovação do que outros países europeus no que diz respeito ao desenvolvimento de inovação no setor de saúde e outros setores.

No grupo distinguido, além das cinco empresas oriundas de Portugal, encontram-se duas start-ups da Polónia, duas da Hungria e duas da Letónia, uma da República Checa, uma da Lituânia, uma de Itália e uma da Roménia.

As start-ups vencedoras vão receber financiamento, mentoria individual durante quatro meses e têm ainda a oportunidade de participar em dois bootcamps na Europa. O EIT Health InnoStars também proporciona aos vencedores do prémio encontros com potenciais clientes, investidores e parceiros. Após o programa de quatro meses são escolhidos dez finalistas para o pitch final do InnoStars Awards, em novembro, onde estarão a concurso três prémios, correspondendo a um financiamento adicional de €25.000, €15.000 e €10.000.

O programa InnoStars Awards está aberto a micro e pequenas empresas, spin-offs e start-ups que já tenham um protótipo ou um produto mínimo viável -Minimal viable product (MVP). Todos os concorrentes têm de pertencer a países do RIS, onde se concentra um forte talento tendo em conta o crescente número de candidaturas qualificáveis.

“Temos excelentes equipas científicas a nascer em Portugal, nos países do Mediterrâneo e na  Europa de Leste”, afirma Nuno Viegas, Business Creation Manager do EIT Health InnoStars.” O InnoStars Awards proporciona fundos às start-ups desses países que lhes permite validar as suas soluções de saúde, formação sobre como criar um plano de negócio e é ainda uma oportunidade de entrar em contacto com investidores e chegar a mentores especialistas noutras regiões da Europa, que podem partilhar a sua rede e experiência”, acrescenta.

Vencedores InnoStars Award 2019

B-CULTURE: start-up portuguesa que desenvolve modelos de tecido humano in-vitro em 4D para testar medicamentos. Oferece uma solução eficiente e ética para screening e validação dos compostos e implantes para as industrias farmacêutica, dentária e biomédica.

BrachyDOSE: equipa lituana de experientes engenheiros e cientistas que oferece uma ferramenta de controlo de qualidade de tratamento para cancro que permite um tratamento mais eficaz e personalizado. Os seus produtos são feitos para oncologistas que procuram precisão e os melhores resultados possíveis em tratamentos de radioterapia.

BRIGHT – Beyond Research and Information Graphics for Health and Technology: uma empresa portuguesa inovadora que desenvolveu o projeto Serious Games for Health, que ajuda os doentes a gerir a sua doença e promove a adesão à terapêutica.

Femyo: empresa romena criada com o objetivo de reduzir em metade a taxa de mortalidade infantil e no parto. A empresa quer alcançar este objetivo através da construção da primeira organização de gestão digital da saúde na Europa, para garantir que todos os subscritores dão as melhores condições de vida às crianças.

HydrUStent: start-up portuguesa focada no desenvolvimento de dispositivos médicos inovadores baseados em necessidades médicas, que junta uma equipa altamente capacitada com diferentes percursos, da medicina à engenharia e ciência dos biomateriais. A empresa está a desenvolver uma tecnologia de teste portátil, wireless e menos invasiva na área da urologia, que permite a monitorização contínua e a longo prazo das pressões intra-urinárias. Isto impacta positivamente a vida dos doentes, ao reduzir o desconforto associado a este tipo de testes, atualmente realizados apenas em ambiente médico.

InoCure: empresa de bionanotecnologia da República Checa que fabrica soluções para a indústria farmacêutica e de ciências da vida. O produto DifMATRIX é a primeira membrana ativa de cultura de células 3D que permite testes pré-clínicos mais rápidos, confiáveis e éticos.

InSimu Patient: esta inovação húngara é uma aplicação móvel que permite aos alunos praticar com doentes simulados. A app ajuda os estudantes de medicina e os médicos a ganhar experiência clínica com a tomada de decisões para tratar os doentes virtuais em situações simuladas. Imitando todos os possíveis aspetos do diagnóstico da vida real, a InSimu muda a forma como os jovens médicos pensam e aprendem.

Mosaic Software Srl: start-up inovadora nascida em Itália centrada na transformação da investigação clínica pelo foco numa abordagem centrada no doente e em tecnologias digitais de vanguarda. A sua plataforma PatchAI é a primeira plataforma cognitiva para recolha e análise preditiva de dados do doente em ensaios clínicos, incorporando um assistente virtual baseado em inteligência artificial, que imita conversas humanas empáticas para envolver e motivar os doentes e aumentar a adesão ao protocolo.

Mhydrogel: start-up química sediada na Letónia que oferece lentes de contacto terapêuticas para salvar a visão depois de uma lesão ocular química.

OASIS Diagnostics SA: empresa polaca de tecnologia médica que desenvolve o ONIRY, um dispositivo médico não-invasivo utilizado para um diagnóstico rápido e robusto de lesões no esfíncter anal provocadas pelo parto, usando um modelo de machine learning. Este exame pode ser benéfico para qualquer mulher que tenha passado por um parto vaginal.

Sineko: empresa húngara cujo software GRAID pretende revolucionar a telerradiologia transfronteiriça ao traduzir relatórios radiológicos. O GRAID é um assistente de relatórios sinóticos que permite aos profissionais de saúde não apenas criar relatórios médicos estruturados de alta qualidade, mas também traduzir facilmente todo o relatório para vários idiomas com apenas um clique. A plataforma melhora a eficiência e a qualidade da documentação médica e estimula o internato e a educação terapêutica do doente, ao mesmo tempo em que prepara o caminho para a conversão automática de imagem de Inteligência Artificial (AI) para texto.

SurgeonMate: tecnológica portuguesa focada no desenvolvimento de solução técnicas que visam melhorar as condições de trabalho dos prestadores de saúde. Desenvolveram e patentearam uma solução têxtil para ser usada pelos profissionais prestadores de cuidados de saúde enquanto trabalham em locais onde o frio é problemático e existe uma fonte potencial de desconforto.

TimeUp: equipa portuguesa que trabalha no desenvolvimento de um dispositivo médico que pode ser usado para monitorizar e detetar a presença de bactérias na urina, alertando profissionais de saúde sobre o potencial desenvolvimento de uma infeção.

UVera: start-up polaca que pela inovação e abordagem interdisciplinar quer apresentar uma solução para proteger a pele contra todo o espectro de radiação solar UV. A sua missão é criar produtos naturais e seguros para proteção UV, associando-se uma redução do impacto ambiental negativo no planeta.

Vigo: start-up sediada na Letónia que desenvolve um guia de reabilitação que usa inteligência artificial para ajudar as pessoas a recuperar mais rapidamente e de forma mais eficiente de um AVC ao proporcionar orientação terapêutica, assistência prática e ferramentas baseadas na terapia cognitivo-comportamental, através de um interface de smartphone.

Assembleia da Républica recebe “A violência não está na moda”

A iniciativa visa a sensibilização do público para a valorização social das mulheres que são vítimas de violência doméstica. Trata-se de uma chamada de atenção para um problema social dramático em Portugal.

A violência não está na moda” é um evento no qual estarão reunidas, não só manequins profissionais, mas também outras mulheres com papéis de responsabilidade política e social na sociedade, assim como mulheres que foram acompanhadas pela APAV. As participantes do desfile de moda serão vestidas por uma nova marca portuguesa na área da economia circular, que tem como missão o zero desperdício têxtil e o upcycling, integrando e reinventando na sua confeção técnicas tradicionais como o patchwork. A coleção, que será cedida para o desfile, apresenta uma visão que promove a sustentabilidade do nosso planeta e dá continuidade ao compromisso social de apoio no combate à violência doméstica.

Neste mesmo dia serão disponibilizados quatro pontos de recolha de desperdício têxtil pela DariAcordar/Desperdício Zero numa iniciativa conjunta com a Assembleia da República.

A iniciativa terá lugar no dia 17 de setembro às 18H30. A presença no desfile de moda é sujeita a convite endereçado pelas entidades organizadoras.

Especialistas nacionais recomendam rastreio universal da anemia e ferropenia às grávidas

Por cá, os dados do estudo EMPIRE, que caracterizou a prevalência de anemia na população portuguesa, confirmaram este problema, ainda que com diferenças regionais. Esta preocupação mundial levou a Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal (SPOMMF) a recomendar que se passe a fazer o rastreio de anemia e ferropenia, ou seja, deficiência de ferro, a todas as grávidas.

Tendo em conta que “a anemia ferropénica é a causa mais frequente de anemia gestacional”, a SPOMMF publica um conjunto de Normas de Orientação Clínica referentes à Anemia na Gravidez e no Puerpério, das quais fazem parte a recomendação do rastreio, que deve ser feito antes da conceção e/ou no 1º trimestre, entre as 24 e 28 semanas de gravidez, assim como no 3º trimestre de gestação. É ainda “essencial que todas as mulheres recebam aconselhamento dietético, relativamente a como aumentar a ingestão e absorção de ferro”, como forma de prevenção, lê-se no documento.

Nesta fase da vida da mulher, o défice de ferro pode assumir várias formas, desde uma ausência de reservas de ferro ainda sem a presença de anemia, até à existência da mesma, associada à deficiência de ferro. Uma situação que aumenta o risco para as futuras mamãs, que enfrentam problemas como pré-eclâmpsia, descolamento prematuro de placenta, falência cardíaca e até morte, mas também para o feto. É que, também para este, poderão ocorrer consequências graves (parto pré-termo, restrição no crescimento do feto e até morte fetal).

As normas, agora publicadas, incluem ainda as melhores opções para tratar os diferentes tipos de anemia na gravidez, assim como a necessidade de suplementação, não só com ácido fólico, que “é uma medida universalmente preconizada para a prevenção dos defeitos do tubo neural”, mas também com ferro, em mulheres sem anemia.

Livraria Lello em parceria com a Insight Editions lança livro “Harry Potter Magical Places”

Um espetáculo grandioso de magia e música, com o famoso e premiado ilusionista português Hélder Guimarães, e a Lisbon Film Orchestra, que interpretará partituras originais dos filmes da saga.

Neste espetáculo vai ser possível ver, pela primeira vez em público, a primeiríssima edição do livro “Harry Potter and the Philosopher’s Stone”, adquirido pela Livraria Lello no âmbito da OPA, Oferta Publica de Aquisição, que lançou em janeiro deste ano por ocasião do seu aniversário.

Como ter acesso ao espétaculo?

Na compra de um livro “Harry Potter Magical Places”, a Livraria Lello oferece um bilhete para o espetáculo no Coliseu Porto AGEAS. Basta ser rápido a comprar o livro!

A venda do livro decorrerá no espaço Armazéns do Castelo da Livraria Lello (entrada pela Rua das Carmelitas), nos dias 11 e 12 de setembro, entre as 9h00 e as 20h00.
O livro também pode ser adquirido através do site www.livrarialello.pt, a partir das 09h00 do dia 11 de setembro.

 

Azeites CAMB recebem medalhas de ouro em concurso internacional

Acabaram de ser comunicados os resultados do 16º concurso internacional OLIVINUS 2019 – o qual integra o ranking mundial dos melhores azeites virgem extra do mundo (www.evooworldranking.org) e que recebeu participações de 194 empresas pertencentes a 18 diferentes países  – tendo os azeites CAMB sido, uma vez mais, reconhecidos e premiados: o Azeite de Moura DOP com medalha Prestígio Ouro e o Azeite Premium CAMB com medalha Grande Prestígio Ouro e com o Prémio Apresentação.

Só em 2019, os azeites CAMB foram já distinguidos com outros prémios e reconhecimentos nacionais e internacionais: o Azeite Moura DOP, para além de ser Sabor do Ano 2019, recebeu medalha de prata no Olive Japan 2019, medalha de prata no World Edible Oils Paris 2019 e distinção Grande Menção no China International Olive Oil Competition 2019. Já o Azeite Premium CAMB recebeu medalha de prata no Olive Japan 2019 , medalha de bronze no World Edible Oils Paris 2019, medalha de ouro no World’s Best Olive Oils 2019, medalha de prata no Concurso Nacional de Azeites de Portugal e medalha de bronze no China International Olive Oil Competition 2019.

“O melhor azeite nasce no Alentejo”

O Azeite de Moura DOP da CAMB é exclusivamente obtido das variedades Cordovil, Galega e Verdeal, sendo, na sua produção, apenas utilizadas as azeitonas colhidas diretamente das árvores sãs e em plena maturação. O transporte das azeitonas até ao lagar é efetuado o mais rapidamente possível após a colheita, para não comprimir a azeitona e não provocar danos mecânicos. O Azeite de Moura DOP foi reconhecido em 2018 com medalha de ouro no Concurso de Azeite Virgem da Feira Nacional de Olivicultura 2018 e com duas estrelas de ouro na categoria Superior Taste Award da iTQi (International Taste & Quality Institute).

Já o Azeite Virgem Extra Premium CAMB é um produto de alta qualidade que, em 2016, recebeu medalha de ouro em Los Angeles, duas estrelas de ouro no ITQI Bruxelas e menção honrosa em Pequim, tendo sido ainda premiado com medalha de ouro, na categoria frutado maduro, no concurso Mario Solinas (o principal concurso internacional na área dos azeites virgens extra, organizado pelo International Olive Oil Council). Em 2017, este azeite foi distinguido como finalista da categoria frutado maduro no Mario Solinas Portugal e ganhou a medalha de ouro em Nova Iorque, continuando a ser reconhecido pela sua extraordinária qualidade. Em 2018, o Azeite Virgem Extra Premium CAMB recebeu igualmente medalha de prata no Olive Japan, medalha de ouro Gran Prestígio no Olivinus e Menção Honrosa no Argoliva.

 

Proteção Civil apela a cuidados redobrados face ao perigo de incêndios e deixa aviso à população

Foto Observador

Depois da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), também o Governo declarou, até domingo, situação de alerta de agravamento de risco de incêndio florestal em todo o continente. Em comunicado enviado às redações na noite desta terça-feira, a Proteção Civil destaca a “continuação de tempo quente e seco” e as “condições de instabilidade atmosférica que dificultam o controlo dos incêndios rurais”. Assim, a ANEPC alerta para o risco de certos comportamentos e deixa avisos e conselhos à população.

Para além das habituais proibições de queimadas, do uso de fogareiros ou grelhadores em espaço rural e do lançamento de fogo de artifício, a ANEPC proíbe a desinfestação de apiários, “exceto se os fumigadores tiverem dispositivos de retenção de faúlhas”. É também proibido o uso de máquinas como “motorroçadoras (exceto se possuírem fio de nylon), corta-matos e destroçadores” e “usar dispositivos de retenção de faíscas e de tapa-chamas nos tubos de escape e chaminés das máquinas de combustão interna e externa nos veículos de transporte pesados e 1 ou 2 extintores de 6 Kg, consoante o peso máximo seja inferior ou superior a 10 toneladas”.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil apela à população para adequar os comportamentos e atitudes face ao risco de incêndios e para acompanhar e tomar “especial atenção à evolução do perigo de incêndio para os próximos dias”.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os termómetros podem atingir nos próximos dias os 40º C em Portugal. Devido às altas temperaturas, estão em alerta vermelho — o mais elevado da escala — os distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Santarém, Coimbra, Guarda, Portalegre, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Viseu e Leiria.

 

Fonte: Observador

Aumentaram recaídas e novos dependentes de álcool e drogas seguidos pelo SNS

Foto LUSA

O número de doentes dependentes de álcool ou drogas seguidos nos Centros de Respostas Integradas (CRI) baixou no ano passado, mas subiram os novos casos e os de utentes readmitidos, segundo dados divulgados esta segunda-feira.

De acordo com o Relatório Anual de Acesso aos Cuidados de Saúde nos Estabelecimentos do SNS e Entidades Convencionadas relativo a 2018 baixou o número total de utentes seguidos nas unidades locais responsáveis pelos cuidados especializados em Comportamentos Aditivos e Dependências CAD), atingindo os 13.422 para problemas ligados ao álcool (13.828 em 2017) e 25.582 para outras substâncias psicoativas (27.150 em 2017).

O relatório indica que em 2018 foram acompanhados nos CRI para problemas relacionados com o álcool 3.403 novos utentes (3.352 em 2017) e foram readmitidos 1.202 utentes (1.047). Em relação à dependência de outras substâncias psicoativas foram acompanhados no ano passado 1.858 novos casos (1.769 em 2017) e readmitidos 1.603 (1.538).

O relatório sublinha os programas em curso a nível nacional nas várias áreas de intervenção (Prevenção, Redução de Risco e Minimização de Danos, Tratamento e Reinserção), sobretudo o Programa de Troca de Seringas, que permitiu a troca de mais de 58 milhões de seringas desde o seu início até 2018.

Destaca ainda os Programas de Substituição de Heroína por Metadona, frisando que “têm um papel fundamental na diminuição dos consumos e a aproximação dos utentes aos cuidados e aos profissionais de saúde”.

Refere ainda que foram seguidos em CRI em 2018 um total de 2.728 crianças e jovens em risco, 1.242 novos casos (1.319 em 2017) e 165 readmitidos (182).

Segundo os dados esta segunda-feira divulgados, os episódios de internamento nas unidades de desabituação baixaram em 2018 para 1.251, dos quais 630 relativos a pessoas com problemas ligados ao álcool e 613 relacionados com outras substâncias psicoativas ilícitas.

Fonte: LUSA

Primeira Lei de Bases da Habitação entra em vigor em 01 de outubro

Foto LUSA

A primeira Lei de Bases da Habitação em Portugal foi publicada esta terça-feira em Diário da República e entra em vigor em 1 de outubro, determinando que “o Estado é o garante do direito à habitação”.

Em 6 de agosto, o Presidente da República promulgou a Lei de Bases da Habitação com dúvidas sobre a “concretização das elevadas expectativas suscitadas” e apontou a “excessiva especificação” do diploma.

“Apesar de dúvidas quer quanto à possível concretização das elevadas expectativas suscitadas, quer quanto à porventura excessiva especificação para uma lei de bases, atendendo ao seu significado simbólico volvidas décadas de regime democrático, o Presidente da República promulgou o diploma que aprova a Lei de Bases da Habitação”, lê-se na nota de anúncio da promulgação por parte do chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, publicada na página na internet da Presidência da República.

De acordo com o diploma, a Lei de Bases “entra em vigor no primeiro dia do mês seguinte ao da sua publicação”, ou seja, em 1 de outubro, exceto as medidas que tenham impacto orçamental, que “entram em vigor posteriormente à publicação do primeiro orçamento a que esse impacto corresponda”.

Em termos de adaptação do quadro legal e regulamentar, “as propostas necessárias à conformação do ordenamento jurídico com a presente lei são submetidas aos órgãos competentes no prazo de nove meses a partir da sua publicação”.

A primeira Lei de Bases da Habitação foi aprovada em 5 de julho, em votação final global, na Assembleia da República, com os votos a favor de PS, PCP, BE, PEV e PAN, e os votos contra de PSD e CDS-PP.

O diploma foi consensualizado entre os deputados do grupo de trabalho parlamentar da Habitação, Reabilitação Urbana e Políticas de Cidades, no âmbito do processo de apreciação dos projetos de lei de PS, PCP e BE para a criação da Lei de Bases da Habitação, que suscitaram cerca de uma centena de propostas de alteração, apresentadas pelos diferentes grupos parlamentares, incluindo PSD e CDS-PP.

“O Estado é o garante do direito à habitação”, lê-se no diploma da Lei de Bases, indicando que “todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar”.

Além da “efetiva garantia desse direito a todos os cidadãos”, o diploma estabelece a função social da habitação, em que “os imóveis ou frações habitacionais detidos por entidades públicas ou privadas participam, de acordo com a lei, na prossecução do objetivo nacional de garantir a todos o direito a uma habitação condigna”.

Entre as medidas que compõem a Lei de Bases, destaca-se a criação do Programa Nacional de Habitação e da Carta Municipal de Habitação, assim como a proteção no despejo e a integração do direito à habitação nas políticas de erradicação de pessoas em condição de sem-abrigo.

O dever de o Estado acelerar os processos judiciais de heranças indivisas que incluam bens imóveis com aptidão habitacional, a possibilidade da entrega da casa às instituições bancárias para extinguir a dívida no crédito à habitação, e a regulação e fiscalização da atividade dos condomínios são outras das medidas incluídas.

 

Fonte: LUSA

P&G Portugal aumenta licença de paternidade para até 10 semanas

A P&G tem vindo, ao longo dos anos, a fomentar o comportamento inclusivo de forma a fortalecer a sua cultura e melhorar os resultados. Situando a P&G como uma das empresas na Península Ibérica que mais semanas oferece aos seus funcionários para o cuidado dos fihos recém-nascidos, a medida é aplicada retroativamente desde 1 de janeiro de 2019, sendo extensível aos 12 primeiros meses a partir do nascimento do bebé. As semanas são desfrutadas em dias completos e adjacentes ao período de gozo legal.

Isabel Castro, Diretora de Recursos Humanos da Procter & Gamble em Portugal, afirma: “na P&G, oferecemos uma licença de paternidade de dez semanas desde o passado mês de janeiro. Esta medida faz parte de um programa mais amplo chamado #SharetheCare, cujo objetivo é que ambos os pais possam viver plenamente a experiência do cuidado do bebé, e contribuir para uma maior igualdade de oportunidades de trabalho entre homens e mulheres”.

 “A extensão da licença de paternidade até dez semanas representa um novo marco no desenvolvimento do nosso compromisso com a igualdade de condições e oportunidades para homens e mulheres. A partilha no cuidado dos filhos, juntamente com outras formas de corresponsabilidade, é um elemento chave para se alcançar um local de trabalho inclusivo e diversificado a todos os níveis da empresa”, acrescenta.

Mudança cultural a nível europeu

A medida foi tomada no âmbito da política de corresponsabilidade da P&G na Europa e faz parte da iniciativa #ShareTheCare para a promoção da partilha no cuidado dos filhos, através de ações que evitam os preconceitos de género e favorecem a igualdade de oportunidades para ambos os pais.

“Não se trata apenas de uma nova política ou benefício social, mas de um desafio cultural que procura criar uma empresa mais inclusiva e comprometida com a corresponsabilidade e igualdade de oportunidades entre mães e pais”, afirma Pilar Mª Pérez Gil, líder de diversidade e inclusão na P&G RRHH Espanha e Portugal.

Estudos mostram que políticas que oferecem apoio aos pais melhoram o bem-estar dos funcionários e aumentam o vínculo familiar. Quando os homens dividem as tarefas domésticas e os cuidados dos filhos com as mulheres, as crianças apresentam um melhor rendimento escolar e aumentam a sua autoestima.

Pedro Rego, colaborador da P&G, foi pai há seis meses e poderá usufruir desta política que considera “uma iniciativa fantástica para os pais, mas principalmente para os bebés e para as mamãs. No primeiro ano de vida um bebé cria os laços familiares e as competências de socialização que o prepararão para a vida. Nesse processo, o pai deverá ter um papel importante e, quanto mais tempo dedicar à família, melhor.”

 

Rastreio do cancro do colo do útero subiu 10% em Portugal desde 2005

Foto LUSA

Um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) concluiu que o número de mulheres portuguesas que se submeteram ao rastreio do cancro do colo do útero aumentou 10% face a 2005, foi anunciado esta terça-feira.

Em comunicado, o ISPUP explica que a investigação, publicada no Journal of Obstetrics and Gynaecology Research, visava “descrever o uso do exame de rastreio do cancro do colo do útero” em Portugal, assim como “identificar os fatores” que levam as mulheres portuguesas a não recorrerem ao teste.

Os investigadores analisaram por isso dados de 5.884 mulheres, com idades entre os 25 e 64, que responderam ao Inquérito Nacional de Saúde de 2014 e concluíram que 87% das mulheres portuguesas se submeteram ao exame de rastreio.

“O uso do teste aumentou em cerca de 10% em comparação com os dados obtidos no Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006″, frisa o ISPUP, adiantando, contudo, que 12% das mulheres continuam a não seguir “as recomendações europeias relativas à periocidade de realização do exame”.

De acordo com o instituto, foram ainda observadas “assimetrias” de acordo com as diferentes regiões do país, sendo que a região Norte foi a zona onde se registaram as “percentagens mais altas” de adesão ao exame, contrariamente ao que se sucedeu no Alentejo, Algarve e Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, em que se verificaram os maiores níveis de “não adesão” ao teste.

Citada no comunicado, Bárbara Peleteiro, investigadora do ISPUP, afirma que apesar do programa de rastreio do cancro do colo do útero abranger várias regiões do país, as mulheres que vivem em “regiões mais pobres e que têm estilos de vida menos saudáveis, aderem menos ao rastreio”.

“Nestes últimos anos, conseguimos aumentar o número de pessoas que fazem o rastreio, o que é positivo. Contudo, quando analisamos as características sociodemográficas que explicam a não adesão das mulheres, vemos que estas continuam a ser as mesmas de há 10 anos. Isto significa que chegamos a mais pessoas, mas não às mulheres que já não utilizavam antes o exame“, sublinha.

Para a investigadora, apesar dos números serem “positivos”, é necessário pensar-se em “estratégias que ajudem a motivar esta população a utilizar o programa de rastreio organizado”.

O cancro do colo do útero é o quarto tipo de cancro mais comum nas mulheres, representando 7,5% das mortes femininas por cancro em todo o mundo.

 

Fonte LUSA

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