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Ricardo Andrade

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Como pode o Portugal 2020 catapultar as empresas de uma economia periférica?

João Machado

Foi no final de março deste ano que, finalmente, o Portugal 2020 abriu a sua porta às empresas através de um manancial de instrumentos de apoio financeiro designados de ‘Sistemas de Incentivo’. Desde esse momento, nenhum stakeholder da economia portuguesa ficou indiferente a este programa, desde empresas-estrela do setor das Tecnologias de Comunicação sediadas em Lisboa, às fábricas de bens de consumo sediadas nas regiões beirãs, passando pelo entrepreneur-to-be que há muito que estuda o mercado e a melhor forma de iniciar o seu pequeno projeto.

O Portugal 2020 é, nada mais, nada menos que o programa que enquadrará a aplicação dos fundos comunitários em Portugal para o período de 2014-2020. Durante este período Portugal vai receber cerca de 25 mil milhões de euros que serão canalizados para a economia nacional sob a forma de estímulo ao crescimento e à criação de emprego. Com uma regulamentação que, no seu essencial, é semelhante à que vigorava no antigo programa 2007-2013 (que ficou conhecido com o QREN – Quadro de Referência Estratégica Nacional), foram definidos como prioritários, quatro domínios de intervenção para a implementação do programa Portugal 2020: I) Competitividade e Internacionalização; II) Inclusão Social e Emprego; III) Capital Humano; IV) Sustentabilidade e Eficiência no uso dos recursos.
Constituindo algumas novidades face ao programa do QREN, o Portugal 2020 destaca-se do seu antecessor devido ao maior número de atividades económicas envolvidas, na introdução de métodos de custeio mais simples e na introdução de processos de reembolso de despesas bastante mais facilitados. Contudo, o processo de candidatura permanece bastante semelhante.
Considerando a maior exigência técnica do Portugal 2020, este programa também faz uso de um processo concursal, no qual terão de ser submetidas as candidaturas até uma data determinada pelo mesmo. As datas em questão são apresentadas nos calendários previsionais que são publicados com bastante antecedência (mas que, até ao momento, pouco foram respeitados).
Relegando para segundo plano as polémicas com a suspensão dos Vales Simplificados na zona de Lisboa devido a um elevadíssimo número de candidaturas rececionado pelas Autoridades de Gestão dos Programas Operacionais, o Portugal 2020 reúne as condições indicadas para ser, não apenas um instrumento catalisador de uma maior proficiência técnica e humana na economia interna, mas também uma plataforma de oportunidades de apoio à internacionalização dos produtos e serviços das empresas portuguesas.
Já ninguém duvida que Portugal possui uma economia recheada de bens e serviços de qualidade elevada, com características diferenciadoras e capacidade de incorporação nos mercados internacionais. Todavia, a imutável condição de player periférico, associada a uma carga fiscal altíssima e a uma recente situação macroeconómica deveras desfavorável, tem travado o crescimento da economia e abafado, consideravelmente, o ímpeto empreendedor do povo português. A emigração em massa registada nestes últimos anos foi apenas uma das inúmeras consequências deste cenário!
O Portugal 2020 surge então como uma lufada de ar fresco junto da comunidade empresarial nacional ao permitir que as empresas vejam diversos tipos de despesas comparticipadas por Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEDER, Fundo de Coesão, FSE, FEAMP e FEADER) geridos pela Comunidade Europeia, mediante a apresentação de um projeto futuro bem fundamentado e alinhado com os princípios-base de um Sistema de Incentivo entre as dezenas existentes. Para este programa, salvo algumas exceções, mantém-se o princípio de que o pagamento dos custos previstos na candidatura, por parte destas instituições à empresa candidata, apenas terá efeito mediante a justificação dos mesmos através de faturas pagas ou outros documentos contabilísticos de valor probatório equivalente.
Os agentes económicos nacionais ficam, desta forma, com acesso a uma ferramenta financeira que lhes permite promover a sua competitividade, através do aumento das próprias capacidades técnicas, humanas e operacionais, contribuindo diretamente para o aumento e aperfeiçoamento da capacidade de produção. Por outro lado, as portas da internacionalização também ficam entreabertas com a disponibilização de diversos Sistemas de Incentivo que permitem a comparticipação das elevadas despesas inerentes a uma campanha de internacionalização de uma marca ou empresa e que no passado tantas vezes inviabilizaram esse ‘sonho’ aos empresários portugueses. Na atualidade, com todos estes processos significativamente mais ágeis e as comparticipações a fundo perdido para a internacionalização a ascenderam aos 45%, as empresas portuguesas encontram no programa Portugal 2020, a oportunidade perfeita para iniciarem a exportação dos seus bens ou serviços e aumentarem os seus volumes de negócios para níveis impensáveis para a realidade interna.
Em clima de retoma económica previsional, o programa Portugal 2020 propõe-se assim a contribuir significativamente para a estabilização do tecido empresarial nacional, apoiando-o financeiramente na sua internacionalização e contribuindo para que o mesmo possa almejar níveis de receitas muito superiores. No que diz respeito às consequências tanto no curto, como no médio-longo prazo, as mesmas são imensas e diversificadas. Não obstante, destacamos a consequência principal das economias em crescimento sustentado: a necessidade imensa de indivíduos para trabalhar!

“Reabilitar é ir ao local, conhecer, cheirar, sujar-se”

“O Porto está na moda”. Cláudia Machado, Arquiteta de formação e profissão, não se cansou de recorrer frequentemente a uma expressão que é hoje o cartão-de-visita de uma cidade que fica na memória quer pelo ambiente acolhedor quer pela riqueza do seu património. E é esta riqueza que se pretende preservar. Com a elevação da zona histórica à condição de Património da Humanidade da UNESCO em 1996, pequenos passos começaram a ser dados mas apenas há cerca de oito anos se tem conhecido na íntegra o verdadeiro conceito de reabilitação urbana nesta cidade. Da Sé à Ribeira, hoje, passear por velhas ruas que outrora não eram convidativas tem um sentido diferente e, para tal, muito tem contribuído a atuação da CPPM Arquitectura, um atelier criado em 2006 e que assumiu desde logo como setor estratégico de desenvolvimento a grande temática da reabilitação urbana.

Cláudia Machado
Cláudia Machado

“Arquitetura é uma área bastante abrangente. Temos que conhecer a legislação e saber de construção, o que exige um grande estudo não só do edifício em si mas de todo o processo de construção”

Respeitando sempre, quer seja num projeto de pequena ou maior envergadura, a preexistência e o Património edificado, a CPPM Arquitectura aposta num serviço completo de acompanhamento de todo o processo de licenciamento até à fase de obra, tal como explicou Cláudia Machado, fundadora do gabinete. “Muitas pessoas têm um edifício mas não conhecem o potencial do mesmo e procuram-nos. Fazemos esse estudo prévio e acompanhamos todo o processo, desde licenciamento até à obra”, evidenciou. Mais do que fazer um bom projeto, ir ao local é o fundamental. Não se pode correr o risco de “desenhar sobre incertezas” mas importa “estudar o edifício”. “Para mim é impensável fazer um projeto sem antes realizar um levantamento. Reabilitar é ir ao local, conhecer, cheirar, sujar-se”, defendeu a arquiteta. Só “vestindo a camisola” a CPPM Arquitectura conseguirá prestar um serviço digno a um cliente que muitas vezes desconhece o processo e tem, por isso, que encontrar um parceiro que o ajudará em todas as fases. Isso exige do arquiteto muito mais do que conhecimento de arquitetura. Assim, quer seja para um escritório, um empreendimento turístico, uma moradia ou edifícios de habitação, o processo é sempre o mesmo. “Arquitetura é uma área bastante abrangente. Temos que conhecer a legislação e saber de construção, o que exige um grande estudo não só do edifício em si mas de todo o processo de construção”, definiu Cláudia Machado. Em consonância, em todos os espaços com os quais trabalha há sempre uma preocupação: manter a identidade do edifício. Claro que tudo dependerá do estado de conservação do mesmo mas, sempre que seja possível, a CPPM Arquitectura reaproveita elementos, o que também se traduz numa poupança na construção.

O papel do arquiteto na reabilitação

Inevitavelmente ou não, a verdade é que a reabilitação urbana está hoje na ordem do dia e veio para ficar. Com a crise que se fez sentir no setor da construção civil, este “renascimento dos centros urbanos” trouxe um novo paradigma para a arquitetura portuguesa e, neste novo mundo, qual é o papel assumido pelo arquiteto? “A cidade é feita de arquitetura. O nosso principal desafio prende-se com o método construtivo. Durante muitos anos existiu a construção nova, em altura e em betão. Hoje temos que ter a noção de que não podemos fazer reabilitação nos centros históricos da mesma forma. Deste modo, grande parte dos construtores e arquitetos há mais tempo no ativo tiveram de alterar os seus métodos de trabalho e a sua forma de construir”, partilhou Cláudia Machado em conversa com a Revista Pontos de Vista. E, apesar do boom que se tem feito sentir nos últimos anos, a verdade é que, na perspetiva da arquiteta, tal não se tem traduzido numa diminuição da taxa de desemprego dos jovens licenciados nesta área que, de acordo com algumas estatísticas, é das mais altas da Europa. “Não acredito que a reabilitação tenha trazido mais trabalho, sobretudo aos mais jovens, uma vez que os clientes acabam por procurar arquitetos com mais experiência. Estamos a falar de reabilitação, que exige algum conhecimento construtivo que quando acabamos um curso não possuímos. Falo por mim. Comecei há dez anos e ainda tenho muito para aprender”, defendeu.

“Hoje temos que ter a noção de que não podemos fazer reabilitação nos centros históricos da mesma forma”

E a aprendizagem é constante numa área que ainda tem algumas lacunas ao nível da legislação em vigor. “Grande parte da nossa legislação foi feita para construção nova e nos edifícios a reabilitar nem sempre conseguimos cumprir grande parte das disposições. Já houve alguns progressos com a publicação da lei da reabilitação (DL 53/2014) onde se define um regime excecional para reabilitação de edifícios, mas seria importante haver uma revisão do Regulamento Geral das edificações Urbanas, mais adaptado à reabilitação”, afirmou. Mesmo assim, ao nível do Porto, a arquiteta elogia a atuação da autarquia portuense que muito tem apostado na reabilitação da cidade, não só ao nível da arquitetura, destacando a reabilitação do eixo Mouzinho/Flores, “um exemplo de como o urbanismo pode cativar e atrair as pessoas”.

Saindo do cenário geral da cidade para o universo particular da CPPM Arquitetura, Cláudia Machado não esconde o carinho especial por um projeto com o cunho deste gabinete. Trata-se de uma obra na Praça de Parada Leitão que terminou este ano mas que está a ser estudada desde 2007. “Fica na memória porque começou para ser um hotel e depois acabou por ser algo completamente diferente, sendo agora dois estabelecimentos de restauração e bebidas. O resultado foi bem melhor do que o previsto”, colmatou a arquiteta. É esta “dedicação” e “amor à causa” que Cláudia Machado continuará a abraçar porque só assim será possível afirmar-se num mercado onde todos querem entrar mas só os melhores ficam.

Alguns serviços da CPPM Arquitectura:

– Levantamentos arquitetónicos, tipológicos do edificado e topográficos;
– Pedidos de informação prévia;
– Projetos de licenciamento;
– Projetos de execução (mapa de acabamento, mapa de vãos, medições e cadernos de encargos);
– Consultoria na área da reabilitação e património;
– Fiscalização;
– Acompanhamento de obra e assessoria técnica; entre outros.

 

Qual é o papel do arquiteto?

Cláudia Costa Santos

Inevitavelmente ou não, a verdade é que a reabilitação urbana entrou na ordem do dia em Portugal e veio para ficar. Neste sentido, têm surgido novos paradigmas para a arquitetura portuguesa? Qual é o papel do arquiteto neste “novo mundo”?
A crise imobiliária e financeira que vivemos exigiu uma mudança de paradigmas não só na arquitetura mas em todas as outras áreas, com reflexo nas condições económicas, sociais e políticas. A Reabilitação Urbana é uma consequência da transformação estrutural da economia nacional. As cidades, como centros económicos ativos que sempre foram, para assim continuarem, sofreram as respetivas adaptações. A arquitetura sempre foi e continua a ser, uma componente vital da sociedade civil, sem a qual não é possível perspetivar um modelo de desenvolvimento sustentado. E como tal, o “novo” paradigma para a arquitetura portuguesa é o de contribuir para (re)fazer, para a (re)humanização da cidade e do território. O ato como ser humano integrado numa sociedade e o ato profissional (ético, social e estético) são valores básicos da formação do arquiteto. É impensável o arquiteto dissociar-se de todas as áreas existentes numa sociedade, pois um dos seus principais atributos profissionais advém da dimensão cultural, social e económica ao serviço da sociedade. O espaço como “matéria-prima” do arquiteto é trabalhado com o intuito de criar relações que se estabelecem entre ele, o tempo, a deslocação, o movimento, entre o interior e o exterior desse espaço. Assim, a condição humana, em toda a sua complexidade, é imprescindível para o estabelecimento dessas relações. O que quero dizer é que o papel do arquiteto é, como sempre foi, o de transformação do espaço (com inteligência, racionalidade e sensibilidade) para o desenvolvimento qualitativo das relações sociais. O papel do arquiteto continua a ser o de encontrar respostas para um “mundo em constante mudança” traduzido, formalmente, numa arquitetura de qualidade, forte, potenciadora de uma sociedade ativa, saudável e desenvolvida.

A reabilitação urbana não tem como objeto primordial a economia ou os setores da construção e do imobiliário, nem se limita ao arquiteto ou a outros profissionais. Há cada vez mais a noção de que a reabilitação urbana existe com o simples motivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas?
Inevitavelmente, ou não, a verdade é que na prática a execução do que formalmente destacamos como Reabilitação Urbana ainda é muito direcionada para a rentabilidade económica na vertente da construção civil e do imobiliário, não estando disponível a todos os cidadãos, a todos os grupos sociais.
Na prática há que criar condições de organização de profissionais de uma forma pluridisciplinar, promovendo o diálogo direto com as pessoas para que seja concretizado esse propósito (a melhoria da “qualidade de vida das pessoas”). É necessário que a triangulação “capacidade financeira”, “capacidade técnica” e “vontade política” funcione em prol da sociedade. A solução poderia passar pela execução assumida de uma estratégia nacional de reabilitação, trabalhada no sentido da potencialização de políticas públicas e respetiva territorialização (local, regional e nacional), em diferentes domínios do ambiente urbano, que congregasse o ambiente, a educação, saúde, mobilidade, habitação, energia, emprego, a emancipação e integração social e individual, a qualidade de vida e produção de riqueza das populações residentes nas áreas rurais e urbanas. Com preocupação nas várias disciplinas de âmbito social, numa arquitetura qualitativa, na defesa da memória, na valorização do conhecimento, das qualificações profissionais, da cidadania participativa (informada e concertada por compromissos) e da qualidade de vida como garantia prestada aos cidadãos. Como sociedade desejamos a melhor qualidade de vida que envolve o nosso desejo de melhor economia, de cidades atraentes, seguras, interessantes e divertidas. Por isso, a reabilitação urbana tem de proporcionar a continuidade das relações entre os homens, com as coisas, com a sua memória e o seu futuro. Tem de ser encarada, não como um simples ato com foco no edifício, no quarteirão ou numa zona da cidade, não cingida apenas a fachadas, volumes, envolvências a algumas situações de cenários urbanos de qualidade ambiental a manter ou a melhorar, mas também com uma abrangência nacional, com dinâmica e coerência própria relacionada com a vida e as necessidades da sociedade, as suas exigências e espectativas, garantindo a dinamização económica e social, o bem-estar e a melhoria das condições de vida futura da nossa sociedade. Sem esse efeito, há o receio que as áreas de intervenção culminem, futuramente, numa ruína ou em cenários para os turistas verem. E isto também é arquitetura, como disciplina intrinsecamente pluralista e diversificada, com fluxos e sub-fluxos de atividade na política, no ativismo, na história, na educação cívica, na estratégia, na comunidade, ecologia, e mais, tudo a funcionar de forma paralela. A arquitetura é uma síntese de valores cívicos transpostos no ambiente construído, para que eles possam continuar a manifestar-se ao longo do tempo.

Portugal é dos países que apresenta a mais elevada taxa de desemprego de arquitetos, sendo a crise na construção civil um dos principais focos deste problema. De que forma o segmento da reabilitação urbana tem permitido retomar a confiança no setor e reter jovens arquitetos no país?
A crise, também na área da construção civil, desencadeou um elevado aumento de desemprego na classe dos arquitetos, agravada ao facto de a comercialização da arquitetura explorar a independência e a novidade do edifício como objeto, em vez da sua conexão com a sociedade. Infelizmente tem surgido uma corrente dominante que se limita a uma imagem de especulação arquitetónica para “entreter” os pares e para a comercialização, reduzindo a arquitetura a uma prestação de serviços cumpridores das exigências da especulação e do mercado imobiliário. Mas o trabalho de um arquiteto, conforme já referi anteriormente, é muito mais complexo, pluralista e diversificado.
Os contextos político-económicos e as transformações sociais (principalmente no que toca às necessidades de redesenhar a esfera pública) reforçam as ambiguidades e indefinições da profissão, dificultando a afirmação de uma identidade profissional clara nos seus contornos, forte na sua coerência interna e especificamente reconhecida na sua relação externa. A Reabilitação urbana, como instrumento estratégico, apoiado na criação de novas políticas financeiras e de incentivos (onde o programa Portugal 2020 assume-se como crucial) poderá ser um grande apoio para a expansão das fronteiras criadas à prática profissional da arquitetura e assim permitir a confiança no setor económico-profissional. Uma estratégia nacional de reabilitação pode fazer mais do que simplesmente contribuir para uma alavancagem profissional. Pode inclusive ajudar a população no respetivo direito a um enquadramento edificado de uma vida digna e harmoniosa. Compete ao Estado garantir a qualidade desse enquadramento edificado à população. Caberia assim também ao Estado garantir à totalidade da população, independentemente da capacidade económica de cada um, o benefício dos serviços do arquiteto. Uma estratégia nacional de reabilitação definidora de políticas financeiras que promovam a equidade, favorecendo os cidadãos de baixos rendimentos e tornando-os participantes das estratégias globais de reabilitação urbana; de políticas de contabilidade assentes na determinação do valor económico dos bens e serviços que tenham em conta os justos custos da qualidade dos profissionais; políticas que conduzam à simplificação de procedimentos de execução das operações urbanísticas e respetiva celebridade; políticas que conduzam à criação de emprego, da produtividade e da coesão e inclusão social, de proteção e eficiência energética. O arquiteto, em vez de autónomo, terá então que se integrar no sistema, articular e cooperar em redes, em alianças e além do alcance político. Tem de considerar a conceção espacial como uma ferramenta dentro de uma estratégia culturalmente ampla, informada por um amplo conjunto de indicadores sociais, económicos, políticos e materiais, sendo sempre motivado para fazer a diferença.

De acordo com as metas previstas no Compromisso para o Crescimento Verde, em 2030 a reabilitação urbana deverá representar cerca de um quarto do volume de negócios do setor da construção. Acredita que este objetivo será concretizado? Que barreiras continua a ser necessário ultrapassar para que tal seja possível?
O Compromisso para o crescimento verde, pelo volume de financiamento elevado em causa, pode-se tornar num programa de grande importância e bastante ambicioso. Resta saber qual o encaminhamento da discussão para o respetivo uso: se para projetos privados, e em que percentagem, para que tipo de projetos, quais as componentes de operacionalização,… Ainda existem muitas dúvidas de como se irá operacionalizar o pacto. Acresce a instabilidade/indefinição política vivida no nosso país dos últimos dias que adia qualquer decisão económico – financeira. Sem uma definição no campo político, os agentes económicos e os investidores, principalmente os privados, retraem-se e adiam decisões por tempo indeterminado, sendo muito difícil fazer qualquer previsão. Desta mistura entre a indefinição das operacionalizações do compromisso para o crescimento verde, as indefinições políticas, lidas e interpretadas por alguém que foca a reabilitação como uma estratégia política de interesse público, com o objetivo de desenvolvimento das relações entre os vários paradigmas sociais das cidades, do povo e da sua relação com as coisas, resta a esperança para a sensibilização futura das necessidades de uma sociedade civil.
Para além das presentes incertezas, e como em qualquer política, os apoios financeiros e incentivos têm que ser conseguidos em paralelo a todos os conceitos e objetivos, para um resultado prático, eficaz e duradouro. E nestes termos a cobertura prática no que diz respeito à facilitação e simplificação processual, à valorização das qualificações dos profissionais, o direito e fomento da participação dos particulares e a integração social como principio fundador da comunidade, são princípios que devem ser considerados.

Apesar dos avanços lentos, já existe uma maior sensibilização por parte dos agentes para a necessidade de reabilitar o património que se encontra em mau estado. Portugal tem conseguido ombrear a este nível com outros congéneres europeus?
O facto de nosso país existir um foco para a reabilitação urbana do edificado, muito vocacionado para a condição urbana do território, do património e centros históricos, faz com que não consigamos estar ao nível dos nossos congéneres europeus.
O debate de transformação da paisagem construída a partir da participação ativa de quem a usufrui, a comunidade, com introdução das respetivas preocupações culturais, históricas, anseios, é ainda recente no nosso país.
À semelhança do que manifestamente ocorre em alguns países europeus, Portugal tem ainda pouquíssimos casos práticos desenvolvidos a partir de processos abertos e dinâmicos, que procuram responder às exigências e necessidades da população, fomentando a respetiva participação ativa e integrada, no sentido de conseguir um retorno de uma vida social comunitária. Os que há / houve situam-se nos dois maiores municípios portugueses, Lisboa e Porto. Para que a reabilitação funcione e se expanda é necessário, em primeiro lugar, a intervenção dos poderes públicos, com um empenho superior das autoridades locais e da população (esta diretamente beneficiada).
Em paralelo, são necessários incentivos e apoios fiscais e financeiros que promoverão a reabilitação também aos pequenos e novos promotores. Portugal precisa de uma estratégia nacional de reabilitação (ou salvaguarda). No essencial, é necessário alargar o debate da forma e das funções dos seus aglomerados, dos seus usos, das suas gentes, a todo o território nacional. O processo deve ser encarado como uma atitude cultural e como ato de gestão que seja garantia do desenvolvimento económico, o bem-estar e a melhoria das condições de vida dos habitantes.

Tendo em conta que o futuro da profissão passará, como tudo leva a crer, pela reabilitação urbana, o que podemos continuar a esperar da atuação desta entidade?
A Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitetos possui uma relevante experiência na aproximação social e cultural, na formação e apoio técnico aos seus membros, de que é exemplo a transmissão de experiências práticas no terreno.
No âmbito das suas competências, de estreita relação com os seus membros, para além da verificação das condições em que a arquitetura é adquirida e praticada e os efeitos significativos que estes têm sobre os resultados construídos, dedicaremos especial atenção à contínua procura de soluções para as questões que se apresentam e refletem no dia a dia profissional dos membros e da sociedade no que toca à intervenção no ambiente construído. E para tal é importante um olhar atento sobre a valorização da profissão, no interesse em manter uma competitividade razoável e sadia, centrada na eficiência em oposição à coação na desqualificação profissional.
É importante reabilitar a dignidade da profissão na sociedade e honrar a melhor tradição de excelência técnica desta entidade, atraindo a participação do público, educando-o, transmitindo que os arquitetos desempenham uma função social relevante. É importante insistir com o poder central e local na condução da facilitação e simplificação procedimental de execução de operações urbanísticas e respetiva celeridade.
Igualmente importante é construir relações de colaboração de outros profissionais fora do âmbito da arquitetura, mas cujos saberes são essenciais para uma formação completa e abrangente do Arquiteto, como profissional e como cidadão. É assim necessário e imprescindível, em toda e qualquer situação em que se discutam interesses com relevância urbanística e arquitetónica, seja qual for o local e a sua natureza, a presença do arquiteto, porque este é detentor de competência técnica para contribuir, de forma elucidativa, na formação esclarecida da qualidade de um futuro humano num ambiente construído. A Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitetos, à semelhança da essência da profissão do arquiteto, atuará a partir do que existe hoje, transformando para o que pode ser o amanhã. E para isso muito contribuirão as novas instalações da Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitetos, que inaugurará no início do ano de 2016. A programação funcional refletirá a promoção do edifício como um centro de diálogo aberto, de muitas vozes, conversas, muita colaboração e várias ações, com foco nos profissionais e nas relações sociais entre estes e outras profissões.

Compromisso Real com a Qualidade

Fernando Pais

A Rural Futuro assume-se como “uma empresa criada a pensar em si”. Qualidade é, aliás, um conceito desde sempre integrado na cultura desta entidade. Em que principais aspetos têm manifestado esta total e consistente preocupação com a pessoa que vos procura?
Na Rural Futuro, a qualidade é assumida como objetivo estratégico e desde o início os responsáveis e colaboradores da empresa têm desenvolvido um trabalho permanente e sistemático no sentido de integrar os conceitos de qualidade na cultura da empresa.
A nossa permanente focalização nas necessidades e expectativas do mercado permite identificar como fatores essenciais para o cliente o fornecimento de produtos seguros e o cumprimento de requisitos legais e regulamentares aplicáveis, que sejam evidenciados pelos elevados padrões de qualidade apresentados. Nesse sentido a Rural Futuro; Lda tem um comportamento pró-ativo e rigoroso no que respeita à qualidade e segurança alimentar, procurando manter uma imagem assente na elevada qualidade e segurança dos nossos produtos e na total satisfação dos nossos clientes e consumidores.
Nesse sentido, a filosofia de gestão da Rural Futuro, Lda, baseia-se na satisfação dos seus clientes e consumidores, na segurança dos seus produtos, na satisfação dos colaboradores e numa relação de confiança com os seus fornecedores, assumindo o compromisso de fornecer produtos de qualidade e seguros que proporcionam total confiança ao nosso cliente e consumidor.
Com base nos requisitos deste referencial, a Rural Futuro, Lda. garante a conformidade dos processos e procedimentos que contribuem para a qualidade e segurança alimentar dos produtos por si comercializados, desde a sua origem, procurando através de relações de parceria com os seus clientes estender esses níveis de qualidade até ao consumidor final.
Aspeto fundamental para a qualidade dos nossos produtos são os nossos fornecedores com os quais mantemos uma relação de grande proximidade e confiança. Desta forma garantimos a elevada qualidade de produtos por nós fornecidos, reforçada por processos controlados com base em critérios de elevada exigência ao nível da qualidade e segurança alimentar e em total conformidade com requisitos legais e regulamentares aplicáveis.
Ruralfuturo1
Para a qualidade extrema do leite, é feito um exaustivo e rigoroso controlo das explorações. Passo a passo, que procedimentos são tomados para que nada falhe?
Explorações – O controlo nas explorações é um dos fatores determinantes para a qualidade deste produto-leite. Assim temos um controlo rigoroso desde a sanidade dos rebanhos, frio dos tanques, alimentação e todos os fatores que de uma forma ou outra nos garantam a inocuidade do produto. Para isso possuímos uma equipa nos domínios da Zootecnia e Veterinária que faz o controlo rigoroso nas explorações. Antes de ser retirado o leite das explorações é verificada a acidez, ph, temperatura, odor e aspeto físico do leite. Após este procedimento é retirada uma amostra individual por produtor a fim de ser enviada para o laboratório.
Recolha e transporte – No centro de recolha antes da descarga do leite são retiradas amostras para as análises físico-químicas do mesmo:
– deteção de antibiótico
– Mistura de outras espécies
– Acidez
– Temperatura
– Ph
Para uma maior fiabilidade e transparência das análises, alem das anteriores são enviadas outras para um laboratório interprofissional. Este centro de recolha permite um controlo rigoroso de toda a restabilidade desde as explorações até ao consumidor final.
Entrega – Com uma frota de viaturas com ATP, ou seja certificados e homologados para transporte de produtos alimentares, podemos deslocarmo-nos a qualquer lado com pontualidade e eficiência de serviço. Aquando da entrega verificamos novamente algumas características químicas do leite, principalmente ph e temperatura ou seja conseguimos através de um rigoroso controlo todo a rastreabilidade do Produto desde a origem ate ao consumidor final.

Se o leite de cabra possui propriedades mais benéficas para a saúde do que o leite de vaca, o leite de ovelha, por sua vez, é de todos o mais aceitável pelo sistema digestivo humano. Quais são as principais diferenças entre estes dois produtos que importa dar a conhecer ao nosso leitor? Que mitos ainda existem?
O leite de cabra tem propriedades mais benéficas para a saúde do que o leite de vaca, nomeadamente na prevenção da falta de ferro e da desmineralização óssea. Uma boa opção para as mães que não conseguem amamentar é dar leite de cabra ao bebé.
Para além disso, este tipo de leite:
– favorece a utilização digestiva e metabólica de minerais como o ferro, cálcio, fósforo e magnésio.
– ajuda a prevenir doenças como a anemia e a desmineralização óssea.
– é especialmente ativo na neutralização da acidez gástrica, contribui para a cicatrização das paredes do estômago.
– causa menos alergias.
– é mais fácil de ser digerido.
– tem menos colesterol, mais cálcio e menos açúcar.
O leite caprino não é o substituto ideal do leite materno, mas, dentro das outras opções, é o que mais se aproxima em relação aos benefícios que traz ao bebé.
O leite de ovelha é tanto nutritivo quanto saboroso. Possui uma coloração branca intensa e homogénea.
O seu sabor é levemente adocicado e suave, com aroma próprio.
Contém glóbulos de gordura, conferindo uma cremosidade única ao leite e seus derivados, temos que ver este produto como futuro alimento na dieta humana.
O leite de ovelha é mais aceitável pelo sistema digestivo humano em comparação aos leites de vaca e cabra. Comparado ao leite de vaca, o iogurte feito com leite de ovelha tem o dobro de quantidade de cálcio e proteínas e 50% mais de ferro. É também mais rico em vitaminas A,D,C,E e complexo B e contém menos sal.
O queijo de ovelha contém alta concentração de nutrientes essenciais, em particular proteínas e cálcio de alta qualidade, assim como outros nutrientes como fósforo, zinco, vitamina A, riboflavina e vitamina B12.
A lactose é o maior carboidrato no leite de ovelha, é um nutriente valioso porque favorece a absorção intestinal do cálcio, magnésio e fosforo e a utilização da vitamina C.
O leite de ovelha contem ácido lático, uma forma conversora de lactose, tornando-a mais facilmente aceite pelas pessoas intolerantes à lactose.

As empresas lusófonas procuraram na MIF novos parceiros de negócios chineses para relações sustentáveis e a longo prazo. Foi também este o propósito da Rural Futuro? Que balanço é possível fazer da vossa passagem pela Feira Internacional de Macau?
Sim, sem dúvida. Fazemos um balaço positivo, uma vez que só em termos da comunidade lusófona existem cerca de 250 milhões de pessoas que falam a língua de Camões; e possível trocar ideias, definir estratégias, entre países que embora com cultura muito diferentes tem muitas afinidades Por outro lado, mostrarmos que apesar de sermos um país pequeno, somos um país com uma riqueza endógena de produtos de alta qualidade. Estes produtos podem ser utilizados para um nicho de mercado diferenciado.

“A Workview® tem como objetivo ajudar as empresas”

Paulo Pereira

Assumindo-se como uma empresa que introduz no mercado uma nova visão na área da Higiene, Segurança e Saúde no Trabalho, Consultoria e Formação, a Workview posiciona-se atualmente como uma das líderes. Ser uma entidade credível, com serviços de qualidade e focada no cliente é o segredo do vosso sucesso?
O nosso sucesso no fundo é o congratular do esforço individual de cada um dos nossos Colaboradores, um quadro de recursos humanos qualificado, que desempenha as suas tarefas com esforço e determinação com o objetivo de assegurar serviços de qualidade para os nossos Clientes. A Workview® está enquadrada num mercado muito competitivo e o nosso sucesso é sustentado na aposta no capital humano, e a diferenciação é o fator fundamental que nos tem permitido crescer continuamente ao longo dos anos.

Asseguram um serviço de qualidade, proximidade e conforto. Em que isto consiste? De um modo geral, que serviços disponibilizam hoje e, para breve, há a ambição de alargar este leque de atividades para outras áreas ou chegar a outras geografias?
Estamos constantemente atentos às necessidades dos nossos clientes com o objetivo de lhes proporcionamos serviços adequados às suas necessidades e com altos padrões de qualidade. Por exemplo, os nossos clientes podem ter acesso à gestão dos serviços diariamente através da nossa plataforma online disponível em www.workview.pt, e ainda uma linha de apoio ao cliente, de modo a assegurar que todas as necessidades de acompanhamento sejam satisfeitas, estreitando assim a nossa relação. Procuramos as melhores e inovadoras soluções para colmatar as necessidades dos nossos clientes, como o caso das unidades móveis de saúde e clínicas, equipadas com a mais moderna tecnologia, que permitem uma maior proximidade e melhor conforto no atendimento, na área da Saúde no Trabalho.
O nosso foco tem sido a modernização e melhoramento dos nossos espaços. Recentemente iniciamos a modernização na delegação de Lisboa e temos como objetivo a concretização do mesmo em todas as instalações até final do próximo ano.
A Workview® começou a nível local com a prestação de serviços de saúde e segurança no trabalho, que são os serviços base obrigatórios por lei. Mas temos vindo a agregar novos serviços que complementam a nossa atividade, quer com desenvolvimento de projetos na área do ambiente, com o licenciamento no âmbito industrial e comercial, quer com a prestação de serviços de formação em empresas, dos mais diversos setores de atividade uma vez que em fevereiro deste ano acreditámos as nossas ações de formação na DGERT (Direção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho) aumentando assim o nosso portfólio de serviços. Atualmente a aposta da Workview® é no mercado nacional reforçando a nossa presença em todo o país, sendo a possibilidade de internacionalização uma realidade que estamos a analisar internamente.

As campanhas “Locais de trabalho seguros e saudáveis” (nas quais integrou a Semana Europeia da SST 2015 que decorreu na semana de 19 a 23 de outubro) são já reconhecidas como as maiores iniciativas de SST a nível mundial. Na sua opinião, na realidade portuguesa, hoje as organizações estão empenhadas na gestão do stresse e dos riscos psicossociais? O que ainda falha?
Tem ocorrido uma grande consciencialização da sociedade a todos os níveis para a importância desta temática bem como o reforço da implementação de medidas de na gestão de stresse. O tecido empresarial necessita ter em conta o stresse relacionado com o trabalho e os riscos psicossociais, bem como o reflexo destes, nos vários contextos interpessoais no conjunto dos seus Colaboradores. Denota-se que este esforço é transversal a empresas de grande e média dimensão. Infelizmente, ainda se encontram à margem os negócios mais pequenos, quer seja por falta de apoios, ou ao acesso a conhecimentos especializados e orientação na matéria. Por vezes até o próprio colaborador não identifica possíveis fatores de stresse e quando os identifica não os transmite assim, também cabe ao colaborador a interiorização desta temática. As empresas deverão trabalhar enquanto equipa pois todos são importantes para o reconhecimento não só deste mas de outros fatores importantes para o desenvolvimento das mesmas. No entanto, esta campanha é muito importante pois tem levado o conhecimento a mais pessoas, sensibilizando as empresas para a importância da gestão do stresse e do seu impacto na motivação dos seus trabalhadores e produtividade da empresa.

Aproximadamente metade dos europeus considera o stresse uma situação comum no local de trabalho, o que contribui para cerca de 50% dos dias de trabalho perdidos. O stresse continua a ser uma problemática desvalorizada e incompreendida? A crise veio agudizar estas situações?
A sociedade atual está mais sensibilizada e consciencializada sobre a temática do stresse organizacional e sobre o seu impacto tanto na empresa, como na vida dos trabalhadores e sociedade em geral. Contudo, ainda existe um grande passo a dar por parte das empresas portuguesas na adoção de medidas que reduzam o stresse. Sinal de que estamos no bom caminho, tem sido a existência de campanhas de sensibilização para esta problemática, que tem aumentado a consciencialização da mesma, alertando pessoas e empresas para a importância da gestão do stresse. As crises não são livres de consequências para a sociedade e empresas. A necessidade económica de diminuição de recursos por parte das organizações leva a uma maior sobrecarga de trabalho do seu capital humano este, entre outros fatores, podem conduzir a aumento dos níveis de stresse.

Segundo dados divulgados pela Autoridade para as Condições de Trabalho, estima-se que morre diariamente uma pessoa por acidente de trabalho ou doença profissional. De quem é a responsabilidade de apostar na prevenção dos acidentes de trabalho? Qual tem sido o papel da Workview?
O empregador tem um papel ativo na prevenção dos acidentes de trabalho através da implementação de planos para prevenir/reduzir os riscos resultantes da sua atividade profissional. Os quadros dirigentes intermédios na medida em que interagem com os trabalhadores diariamente desempenham um papel essencial neste contexto. Embora os empregadores detenham a responsabilidade de assegurar as condições adequadas de trabalho é importante que os trabalhadores sejam envolvidos e adotem as medidas de segurança adequadas sabendo, desta forma, que se estão a proteger.
A Workview® tem como objetivo ajudar as empresas na prevenção de doenças profissionais e acidentes de trabalho ajudando-as a conhecer os riscos, implementar os requisitos legais e as condições de segurança adequadas para cada situação. Temos igualmente em conta a situação mais adequada para cada empresa, em função dos riscos existentes para os trabalhadores, avaliando caso a caso, de modo a que sejam reduzidos os níveis de sinistralidade, de doenças profissionais e de acidentes de trabalho. Este é um trabalho que fazemos individualmente em colaboração com cada um dos nossos clientes em função das suas necessidades específicas, pois trabalhamos com realidades organizacionais muito diferentes.

Para o futuro, qual continuará a ser a estratégia da Workview para cimentar a sua posição de liderança no mercado?
A continuação na aposta nos recursos humanos mais qualificados, motivados e envolvidos com a política estratégica da organização. Somos uma empresa de serviços feita do desenvolvimento das competências das pessoas e que, acima de tudo, tem por base um forte espírito de equipa. Apenas assim, se consegue manter uma equipa coesa e com bons índices de motivação ao longo destes anos. A orientação para o cliente é fundamental sendo a sua satisfação prioridade. Gerimos uma carteira de mais de 5000 clientes, temos ocorrências e algumas reclamações, como todas as empresas de serviços. Mas a nossa atitude é procurar fazer dessas situações oportunidades únicas para melhorar o nosso serviço.
A estratégia da Workview® inclui o desenvolvimento do negócio em outras áreas da medicina, segurança e do ambiente e estamos sempre à procura de novos modelos de serviços para satisfazer as necessidades que o mercado nos apresenta, criando assim serviços que complementem. O futuro da Workview® passa por manter a sustentabilidade e diversificar o modelo de negócio no sentido de aumentar a satisfação dos clientes e oferecer cada vez mais serviços de qualidade num mercado cada vez mais competitivo.

“Juntos na Saúde”. Esta é a Lifeway

Rui Calçada e Pedro Guimarães

A edição de 2015 da Feira Internacional de Macau foi a maior de sempre. Este evento cresceu e é hoje o mais importante encontro de trocas comerciais e de investimento entre Macau, a República Popular da China e o Mundo, com especial incidência nos mercados lusófonos. Para a Lifeway este é, por isso, o local ideal para estar. Com qualidade e sentido de adequação às necessidades dos mercados onde atua, a empresa quis marcar presença e sabe que estar num evento que é hoje um dos mais importantes encontros comerciais do Mundo é de extraordinária mais-valia. Atualmente, em termos internacionais, o volume de negócios da Lifeway ronda os 95%, o que apenas demostra que esta é uma empresa que adotou, desde a sua génese, uma estratégica visão de negócio global. “A Lifeway é claramente uma empresa com visão de internacionalização e de exploração de mercados lusófonos. Começamos com os PALOP, sendo que em Angola já temos uma posição consolidada. Conseguimos entrar em Cabo Verde e em Moçambique temos feito alguns contactos”, explicou Rui Calçada, Diretor Financeiro da Lifeway. E Macau? “É um mercado que queremos conhecer, testar e ver como poderemos ser um player competitivo localmente”, acrescentou o responsável. Na sequência desta informação, para Pedro Guimarães, Diretor Geral da empresa, não importa esquecer outro dado importante. “Macau é uma possível porta de entrada para o mercado chinês”, colmatou. Esta “ponte” é cada vez mais encarada como crucial para o sucesso das abordagens a este enorme e potente mercado mundial e tal consciência não é de todo esquecida pela Lifeway.
Para lá chegar, a empresa continuará a manter os mesmos valores que sempre a nortearam. Qualidade e segurança são dois pontos fulcrais em qualquer atividade e na área da saúde de um modo muito particular. Como tal, “importa criar relações de confiança com todos os clientes, quer sejam de Portugal ou de outro país. Damos todas as respostas na área da saúde, quer com a nossa linha de produtos Festivit, quer com outro tipo de solicitação que nos chegue, como sejam medicamentos, suplementos alimentares, cosméticos, entre outros”, explicou Pedro Guimarães. Esta é hoje a Lifeway. Uma empresa dinâmica e jovem mas que não deixa que esta “juventude” seja sinónimo de pouca experiência. Aliando um serviço rápido e competitivo a nível de preço à extrema qualidade, a Lifeway trabalha com produtos europeus e registados em Portugal.

Produtos inovadores e funcionais
A um preço justo e com boas margens comerciais, a Lifeway, atenta às necessidades dos seus clientes, desenvolveu uma linha de suplementos alimentares na área da nutrição tendo em vista as carências mais básicas a este nível tanto de crianças como de adultos. A linha Festivit “apresenta-se quer com formulações sólidas para adultos, quer com formulações líquidas para crianças ou para pessoas com dificuldades de deglutinação, por norma mais idosas”, explicou Pedro Guimarães. Esta foi também uma linha desenvolvida com o objetivo de suprir necessidades de populações específicas. Desde sempre que a principal atividade da Lifeway é a comercialização de produtos de saúde, medicamentos hospitalares, genéricos e de marca para os PALOP, com especial incidência para Angola. E foi também a pensar na população angolana que nasceu a linha Festivit. “Angola é dos países a nível mundial com maior taxa de mortalidade infantil até aos quatro anos de idade. Esta é, por isso, uma linha muito funcional”, rematou Pedro Guimarães.

Atuação nos PALOP
Contribuir para a evolução sanitária, social e económica em todos os mercados onde se encontra é um dos grandes alicerces desta empresa e diariamente, para atingir este desígnio, são alguns os muros a derrubar. Por exemplo, no caso de Angola. “Uma das principais exigências deste mercado é a acessibilidade ao produto, especificamente ao medicamento. A nossa posição naquele país é de forte apoio na satisfação das necessidades da população, seja através do simples fornecimento do produto, seja através da capacidade financeira que aportamos ao apoio e às relações que mantemos com os clientes”, defendeu o Diretor Geral. Assim sendo, assumindo sempre o risco inerente a qualquer operação, a Lifeway consegue suprir estas necessidades num país onde a procura por este tipo de produtos supera largamente a oferta. “Dentro das nossas capacidades e admitindo as restrições, a Lifeway tenta ao máximo colmatar as necessidades que encontra”, assegurou o responsável.
Neste percurso pela internacionalização, em 2013 iniciaram a comercialização da linha de produtos de produção europeia para o mercado português e africano (PALOP). Pelo caminho encontraram as dificuldades intrínsecas ao lançamento de qualquer produto novo. “Conquistar a confiança dos nossos clientes, do consumidor final e adequar o produto ao mercado, nunca descurando a qualidade e sempre a um preço competitivo são os desafios”, partilhou Rui Calçada. Este é naturalmente um caminho que não se constrói por acaso. “É um trabalho que está a ser feito a médio e longo prazo. Mas já atingimos números bastante interessantes”, revelou o Diretor Financeiro. Em traços gerais, em 2014 e 2015 a Lifeway já ultrapassou as 200 mil unidades para o mercado dos PALOP. Para Rui Calçada, o investimento em países lusófonos é claramente um caminho que uma empresa deve seguir mas apenas se se sentir confortável para arriscar. Foi o que aconteceu nesta casa. Na Lifeway esta é uma característica presente desde o início. “A direção para os mercados lusófonos está associada à nossa génese e à origem da empresa”.
A rota está traçada. É preciso tempo para que se consiga atingir os objetivos propostos. Mas a ambição está lá. O desejo de voar está presente. Crescer. Estar entre as cinco principais empresas exportadoras de medicamentos e produtos de saúde para o mercado dos PALOP é a visão de futuro desta equipa. Com quatro anos de existência, a Lifeway está a consolidar a sua posição à velocidade que é permitida, nunca perdendo o foco e o compromisso que sempre assumiu: “Juntos na saúde”.


Parcerias no mercado português
Para conseguir responder de forma rápida e comercialmente competitiva aos clientes, a Lifeway estabeleceu várias parcerias com empresas de renome a operar em Portugal, nomeadamente a Atral Cipan, Bayer, Baxter, B. Braun, Cinfa, Labesfal, Medinfar, Novartis, Sandoz, entre outras.

Atividade da Lifeway
A sua atividade centra-se na distribuição por grosso de medicamentos de uso humano (inclusivamente substâncias estupefacientes e psicotrópicas) e outros produtos da área da saúde, nomeadamente dispositivos médicos, suplementos alimentares, reagentes, testes de diagnóstico, cosméticos, biocidas, entre outros).

20ª MIF
A 20ª edição da Feira Internacional de Macau, organizada pelo Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau (IPIM), realizou-se entre os dias 22 e 25 de outubro no Centro de Convenções do Hotel Casino Venetian, em Macau. Contou com mais de 150 expositores dos países de língua oficial portuguesa, sendo que a maioria era proveniente de Portugal.

As mais-valias da Telemedicina

Pedro Henriques

São pioneiros na Telemedicina adaptada à Medicina no Trabalho em Portugal. Que obstáculos enfrentaram e ainda enfrentam para promover esta tecnologia na vossa área de atuação?
A utilização de novas tecnologias traz sempre algumas preocupações e renitências por parte das pessoas ou dos grupos mais conservadores, que compõem ainda grande parte das nossas Autoridades Administrativas.
A telemedicina pode ser definida como o conjunto de tecnologias e aplicações que permitem a realização de ações médicas à distância e já se encontra hoje aplicada a praticamente todos os ramos da ciência médica, desde os mais complexos e minuciosos como a cirurgia ou cardiologia, como aos mais frequentes ou simplesmente de rastreio.
Reconhecendo as valências da mesma, o poder legislativo tem vindo a regulamentar com normativos legais, tanto da União Europeia, como em legislação nacional ou mesmo em diretrizes emanadas por Autoridades Administrativas Portuguesas.
No entanto, e mesmo reconhecendo as mais-valias do uso das novas tecnologias, ou mesmo estando regulamentada legalmente, existe ainda muita resistência. Sendo pioneiros nesta área em Portugal, temos vindo a desbravar um terreno árduo, contra mentalidades conservadoras, havendo necessidade de apelar muitas vezes à legislação nacional e europeia ou aos tribunais para ultrapassar obstáculos que se levantam diariamente.

Neste momento há ainda quem duvide da legalidade da Telemedicina nesta área da saúde. Esta questão cria constrangimentos no desenvolvimento do vosso trabalho? Enquanto empresa especializada nesta área, o que podem dizer a futuros clientes no sentido de assegurar a legitimidade deste método?
Respondemos quase diariamente a esta pergunta, suscitada quer por empresas que pretendem contratar os nossos serviços, quer por empresas concorrentes nesta área, quer mesmo por autoridades que questionam os nossos serviços e já tivemos mesmo que apurar responsabilidades das mesmas junto dos tribunais portugueses.
A telemedicina está regulamentada no seio da União Europeia, que solicitou aos Estados Membros que se adaptem às novas tecnologias no âmbito da saúde. Por forma a cumprir as recomendações europeias, em 2012 foi criado um grupo de trabalho em Portugal com vários ilustres representantes da medicina. Em 2013 e 2014, o Ministério da Saúde português emitiu despachos, decretando a utilização da telemedicina nas Instituições de Saúde. A Direção-Geral de Saúde emitiu já este ano uma norma orientadora para as Instituições do Serviço Nacional de Saúde que pretendem adaptar a telemedicina e até mesmo a Ordem dos Médicos dedicou um capítulo (Capítulo XII) ao mesmo assunto, atribuindo aos médicos a liberdade completa e independência de decidir se usa ou recusa a telemedicina (n.º 1 do art.º 95.º do Código de Deontologia da Ordem dos Médicos).
Face ao exposto, podemos afirmar a total legalidade da prestação destes serviços por meio da telemedicina.

Que mais-valias trouxeram à Medicina no Trabalho ao introduzirem a Telemedicina? Para o leitor que ainda não conhece esta fase evolutiva da medicina, como definem este vosso serviço?
A telemedicina veio solucionar alguns problemas práticos com que, por exemplo, empresas de recursos humanos em Portugal se deparam, por forma a conseguirem cumprir a legislação no âmbito da medicina do trabalho, sobretudo quanto aos exames de admissão que devem ser realizados antes da integração dos trabalhadores.
As grandes empresas de recursos humanos ou de trabalho de temporário que têm uma grande rotatividade de admissão de colaboradores em todo o território nacional, sempre com um prazo de resposta muito curto, tinham uma dificuldade muito grande para realizar os exames médicos antes de ceder o trabalhador na empresa cliente.
Estas empresas tinham que contratar dezenas de prestadores de serviços de medicina do trabalho, que lhes pudessem dar uma cobertura nacional e ainda contar com a disponibilidade dos mesmos para a realização dos exames médicos de admissão antes do início das funções dos trabalhadores.
Neste processo aconteciam atrasos, adiamentos, faltas aos exames e horas perdidas nas deslocações às clínicas, que nem sempre eram conseguidas no espaço temporal desejável.
Através da telemedicina a Born2Score veio revolucionar a realização dos exames de admissão nestas empresas. Desenvolvemos um software que permite fazer a gestão dos mesmos e receber antecipadamente a avaliação de riscos a que cada colaborador estará exposto. Através de equipamentos médicos preparados para a telemedicina, que são levados às empresas clientes, é possível realizar exames complementares de diagnóstico a partir do escritório das mesmas e transmiti-los eletronicamente ao departamento médico, que com o recurso a uma chamada de videoconferência realiza a consulta, como se presencialmente se encontrassem.
Com este método, além da nossa capacidade de resposta praticamente imediata, eliminámos as faltas aos exames, deslocações e horas de trabalho perdidas, podendo o trabalhador no dia em que vai assinar o contrato, realizar de imediato o exame médico de admissão e receber imediatamente a ficha de aptidão para ser assinada quer pelo trabalhador, quer pelo responsável de recursos humanos.
Tudo isto se traduz num aumento de produtividade que tanta falta faz ao nosso tecido empresarial, resolvendo um dos problemas com que se têm que deparar diariamente.

Através deste método tecnológico, realizam consultas a partir de Portugal para todo o mundo e, assim, promovem a admissão ao trabalho a cidadãos que não se encontrem em território luso. Esta é a grande vantagem da telemedicina?
Efetivamente as novas tecnologias permitem ultrapassar barreiras que até então eram intransponíveis, nomeadamente pela distância ou horários, podendo mesmo realizar exames a trabalhadores que se encontram destacados por empresas portuguesas noutros países.

A modernização constante das tecnologias é uma mais-valia fundamental na área da saúde e, nomeadamente, neste vosso setor de intervenção? O que mudou e mudará com esta evolução tecnológica?
Ao contrário do que se possa imaginar, a Telemedicina não é um conceito recente, fruto da imaginação de criadores de filmes de ficção científica. Conceptualmente é uma técnica antiga e que se tem vindo a desenvolver na sua forma de aplicação e alcance, a par da evolução dos meios tecnológicos de telecomunicação à disposição.
A primeira referência a cuidados de saúde prestados à distância aparece no século XIX, numa altura em que o principal meio de comunicação era o correio. Nessa altura, o médico trocava informações com os seus doentes ou outros médicos através de carta. Como se pode imaginar, a velocidade com que a informação se propagava nessa altura não era ideal. Alguns autores reportam-se a épocas mais longínquas considerando que a comunicação da existência de um surto de peste numa povoação através de fogueiras ou outro tipo de sinais também se pode considerar telemedicina.
Atualmente e com as mais recentes tecnologias de comunicação, é possível desenvolver sistemas de Telemedicina com maior qualidade e versatilidade. É de registar, por exemplo, a utilização de sistemas de transmissão de ECG e vídeo entre ambulâncias e o hospital para a prestação de cuidados em situações de emergência e catástrofe. Sistemas de TeleRadiologia e TeleCardiologia que permitem a realização de exames em locais remotos do planeta e a sua visualização e análise de exames por especialistas em centros de referência.
A massificação da utilização da Internet tornou-a um meio poderoso de disseminação da informação clínica. Tornando possível o desenvolvimento de sistemas de informação e sistemas de educação e sensibilização da comunidade.
Não conseguimos, portanto, prever o futuro, mas sabemos que o mesmo continuará a trazer evoluções tecnológicas que permitirão a melhoria contínua da ciência médica.

No âmbito dos serviços prestados, a Born2Score não se foca apenas na Telemedicina. Em que outras áreas a marca utiliza as novas tecnologias no sentido de melhor exercer as suas funções?
De facto, a B2S não se limita apenas à prestação de serviços de telemedicina. Além deste departamento, temos várias áreas de ação, como por exemplo, a contratação pública com serviços especializados para dar resposta à necessidade do cumprimento no âmbito da medicina do trabalho aos Organismos Públicos e a medicina do trabalho convencional, (idêntica às restantes empresas certificadas), onde já prestamos serviços a cerca de um milhar de empresas.

Afirmam adequar os vossos serviços às necessidades práticas de cada ramo de atividade e especificamente de cada cliente. De que modo se comprometem com este objetivo?
Este é um dos nossos lemas, de que cada cliente é um cliente com especificidades próprias. E como tal, devemos apresentar uma solução personalizada às necessidades de cada um. Esta é a visão de trabalho partilhada por todos os colaboradores da Born2Score que tem permitido a garantia de satisfação de cada um dos nossos clientes e, simultaneamente, a motivação de cada pessoa que colabora connosco.

O vosso trabalho é suportado por profissionais experientes e altamente qualificados. Como definem a vossa equipa?
A nossa equipa é realmente composta por profissionais altamente qualificados e extremamente motivados no trabalho que têm vindo a desenvolver, tendo sido selecionados quer pela componente prático-científica que apresentam, quer pela motivação para ingressar numa empresa jovem, dinâmica e inovadora, quer pela disponibilidade que apresentam na aposta de uma constante melhoria dos serviços que a B2S vai oferecendo. Cada um dos profissionais que colabora com esta empresa tem contribuído para um crescimento sustentado e inovador e sem eles não seria possível termos chegado onde chegamos nem almejar chegar onde todos pretendemos chegar.
A Born2Score conta com uma equipa de profissionais com provas dadas em vários ramos, desde médicos do trabalho altamente experientes a um departamento de enfermagem exigente, mestres e engenheiros em segurança no trabalho, técnicos de segurança alimentar, gestores, advogados, formadores, etc. Todos com intensa paixão pelo trabalho que têm vindo a desenvolver, transmitindo essa alegria aos clientes.

São estas questões, abordadas ao longo da nossa entrevista, que possibilita o fator diferenciador relativamente a outras empresas ligadas a esta atividade?
Julgo que sim. O nosso fator diferenciador é a aposta em profissionais que acreditam na potencialidade das novas tecnologias e se esforçam diariamente para que, por meio destas, possamos responder com qualidade às especificidades de cada cliente.

Que planos têm delineados para a Born2Score no sentido de continuar a fazer parte da evolução da Medicina no Trabalho? A internacionalização é já uma realidade no âmbito da Telemedicina, mas será integrada no contexto de outros serviços da marca?
Temos objetivos bem delineados para a Medicina do Trabalho e para toda a componente que envolve estes serviços, como a sensibilização para hábitos saudáveis no ambiente de trabalho, a ergonomia, a segurança e higiene no trabalho, a segurança alimentar, entre outros.
Temos vindo a dar passos seguros quanto à internacionalização dos nossos serviços, assim como à criação de outras valências no âmbito nacional, que permitirão revolucionar outras áreas que não só a medicina do trabalho e que brevemente se tornarão público.

Num balanço final, um dos vossos objetivos é sensibilizar para a importância da saúde no trabalho. Esta tem sido uma missão facilmente concretizável?
Nunca é demais a sensibilização das empresas e dos empresários para a importância da saúde no trabalho e para fazer entender o fundamento que está por trás das prerrogativas legais que levaram à criação deste instituto (a medicina do trabalho). A nossa tarefa nunca é fácil, tendo em conta que não nos conformamos com o facto do cumprimento destes serviços apenas porque é legalmente obrigatório. Mas, fazendo um balanço final, julgo que estamos no caminho certo, continuando esta luta diária de sensibilização empresarial e, nalguns casos institucionais, tem trazido resultados positivos.

A tecnologia como instrumento fundamental de trabalho

Eduardo Luís

O FisioZero é um software que promove uma maior organização da informação em clínicas de fisioterapia e osteopatia. Em que consiste exatamente este programa? Quais são as suas mais-valias no dia-a-dia de consultórios dedicados a estas duas especialidades?
O FisioZero consiste numa ferramenta de trabalho fundamental para quem deseja ter o seu gabinete/clínica mais organizado e funcional. Num único software, estão disponíveis para consultas e registos: calendário de marcações, anamneses, avaliações aos pacientes, envio de ficheiros de apoio às consultas (raios-x, fotos, relatórios médicos…), gestão de pagamentos, envio automatizado de mensagens de texto, entre outras ferramentas úteis e indispensáveis. O software possui ainda campos personalizáveis para ajustar o mesmo às necessidades do utilizador.

Aquando da conceção deste software, por que motivo optaram pela fisioterapia e osteopatia especificamente? Existia ainda uma lacuna nestas áreas? No futuro poderemos ver este programa adequado a outras especialidades?
O Fisiozero, tal como o nome indica, nasceu em virtude da ausência de software na área dos registos exclusivos para Fisioterapia – corria o ano de 2012. O recurso habitual era o registo escrito em papel ou folhas de Excel, que estão longe de trazer a dinâmica e as ferramentas que o Fisiozero oferece. Este ano foi ainda introduzido o módulo de Osteopatia e prevemos que em 2016 seja inserido um outro módulo, a psicologia, numa tentativa de ir alargando o software a outras especialidades.

O Multi Terapeuta é uma outra ferramenta que permite a partilha de conhecimentos e opiniões entre profissionais. De que modo esta solução permite uma maior qualidade no tratamento de doentes?
Esta é sem dúvida uma funcionalidade bastante importante para que o paciente seja bem acompanhado. Existem clínicas com vários terapeutas e nem sempre é possível o paciente ser seguido pelo mesmo terapeuta. Neste contexto, é necessário que todos os terapeutas possam aceder ao histórico do paciente de forma a que este seja avaliado de forma consistente e contínua. Outra vantagem desta ferramenta é a possibilidade de partilha da agenda de marcações.

O software proporciona uma melhor gestão em ambiente de consultório e maior qualidade médica, mas contém ainda uma componente direcionada para os pacientes. O envio de SMS aquando da aproximação da data de consulta é um exemplo desta questão. Assim, de que forma os pacientes saem beneficiados com o FisioZero?
O envio automatizado de mensagens de texto traz grandes vantagens a todos os seus intervenientes e é já uma prática comum em centros hospitalares privados e públicos. A clínica beneficia com uma menor taxa de absentismo dos seus pacientes e há, consequentemente, um melhor fluxo das marcações. Outra vantagem é a questão de proximidade e cumplicidade que se gera entre todos os intervenientes, principalmente através das mensagens de aniversário.

A nível tecnológico, este software tem ainda mais-valias que beneficiam os seus utilizadores, nomeadamente a facilidade de utilização e a não obrigatoriedade de atualizações. O que podem dizer-nos sobre este programa num contexto mais técnico?
O Fisiozero, desde o primeiro dia que nasceu, foi desenvolvido com dois objetivos centrais: ser simples – necessitando de poucos minutos para ficar a conhecer globalmente o software; e ter uma linguagem de acesso universal e comum a todos os dispositivos eletrónicos – através de linguagem web. Este tipo de linguagem permite-nos criar novas funcionalidades que ficam disponíveis imediatamente para os nossos clientes, sem qualquer necessidade da sua intervenção. Outra vantagem é libertar por completo o cliente das cópias de segurança de ficheiros informáticos que possam ter de executar – no caso de usarem qualquer outra base de dados de pacientes ou registos –  essa passa a ser uma responsabilidade do Fisiozero.

Fazendo um balanço do que tem sido a atuação do FisioZero nos consultórios médicos, o que mudou desde a sua entrada no mercado? O que poderá ainda mudar no futuro?
O feedback obtido dos nossos clientes é muito positivo e motivador. Referem que adquiriram uma maior dinâmica interna nas suas clínicas, maior rapidez e facilidade na gestão das marcações, acesso imediato a todo o histórico do paciente, uma gestão simples e facilitada de pagamentos e a possibilidade de consulta de estatísticas. Referem ainda uma maior rentabilidade proporcionada com o envio automatizado de mensagens de texto e com a rápida consulta das fichas dos pacientes.

O que podem os vossos clientes contar com o Fisiozero hoje e no futuro?
As nossas principais premissas são o respeito pelos dados dos clientes e, por isso, temos de os manter salvaguardados através do uso de tecnologia de ponta. Uma outra premissa é a inovação contínua através da implementação de novas funcionalidades que proporcionem uma maior rentabilidade.

Uma empresa onde o tradicional não ocupa espaço

José Pedro Farinha e Hernâni Duarte

A existirem lacunas na área contabilística, em 2010 nasceu uma empresa portuguesa de serviços de contabilidade, auditoria e consultoria fiscal que veio colmatá-las. “A BTOC distingue-se no mercado pelo contributo que dá ao cliente com informação útil, atempada e compreensível. De nada serve termos uma contabilidade bem elaborada se chegar tarde ou se tiver uma linguagem de tal forma técnica que ninguém a compreende e hoje em dia a decisão deve ser tomada tendo como base a informação dos números”, explicou em conversa com a Revista Pontos de Vista José Pedro Farinha, Partner da empresa, à margem da 20ª edição da Feira Internacional de Macau. Assim, fortemente vocacionada para as áreas de atuação referidas, fruto de mais de duas décadas de experiência dos seus consultores, a BTOC surgiu para responder aos desafios lançados pela entrada em vigor do Sistema de Normalização Contabilística (SNC). E, numa área tão sensível e de vital importância como esta, conquistaram clientes que “davam e dão muito valor ao facto de receberem todos os meses informação sobre os seus números”. Isso permitiu que esta empresa crescesse não só em termos geográficos (estando hoje em quatro continentes), como no que diz respeito às áreas de negócio. Consultoria fiscal, consultoria financeira e consultoria na área da formação são áreas prioritárias que disponibilizam ao cliente para que ele tenha acesso a quadros capacitados e conhecedores do mercado e da legislação em vigor.
No acompanhamento ao cliente, esta equipa pode exercer funções em escritórios próprios ou integrada nas instalações das empresas clientes e este foi, durante muito tempo, o grande segredo do sucesso da BTOC. Seguindo todas as normas contabilísticas e todo o rigor que a profissão exige e assumindo uma linguagem simples e percetível, a BTOC vai a casa do cliente e passa-lhe a informação. Se em Portugal são muitas as empresas que recorrem a esta prática, noutros países esta característica era totalmente desconhecida e, como tal, era encarada como uma tremenda mais-valia. “Em países como Angola, Brasil, Moçambique, Macau ou Cabo Verde era um modus operandi pouco conhecido e conseguimos acrescentar valor ao introduzir esta nova forma de relacionamento entre a contabilidade e as empresas e que tira um maior proveito não só da comunicação como da segurança da informação”, revelou José Pedro Farinha.
Quebrando por completo com a linguagem tradicional entre as empresas e os escritórios de contabilidade, a BTOC assumiu-se como uma alternativa mais eficaz, que maximiza todo o processo, deixando de existir redundâncias ou ineficiências. “Esta nossa forma de trabalhar só é possível graças à tecnologia e ao facto de os sistemas serem cada vez mais comunicativos entre eles. Hoje as empresas têm os seus próprios sistemas de faturação e de gestão administrativa. A BTOC capitaliza isso e integra a informação dos clientes no nosso sistema que está constantemente em evolução. Aliás, na nossa equipa temos pessoas totalmente dedicadas ao desenvolvimento tecnológico de apoio a todos os escritórios e trabalhamos ainda com parceiros tecnológicos muito importantes que nos dão o apoio necessário”, sintetizou o responsável. Este modo de atuação é, aliás, o espelho do nome da empresa: BTOC – Business Technology Outsourcing Consulting. Mas mais do que fornecedores de uma mão-de-obra simples, a BTOC assume-se como uma “vendedora de conhecimento”.

Uma empresa que “respira” formação
Como o conhecimento não pode nem deve ficar guardado a sete chaves dentro de um armário, esta é também uma empresa empenhada em formar, em ensinar e em partilhar tudo o que sabe com os mais jovens, sejam portugueses ou não. A aposta clara na formação é outra característica que desde sempre fez parte do ADN da BTOC, tal como evidenciou José Pedro Farinha. “Os recursos humanos são o nosso principal ativo. Procuramos sempre os melhores alunos de faculdades com cursos muito específicos dentro destas áreas. Depois disso, esforçamo-nos em capacitar estes técnicos para que possam crescer e é hoje um enorme orgulho vê-los em cargos de chefia de equipa ou a liderar projetos importantes. É como um filho nosso que cresce”, partilhou o responsável. Mas esta preocupação trespassa as fronteiras do território nacional. “Temos protocolos com universidades de vários países com esse mesmo objetivo. Neste momento queremos receber estagiários de Macau que falem português nos Países de Língua Portuguesa para que assim consigamos aumentar a nossa competência no que diz respeito a clientes asiáticos que estão a investir nesses mercados. Da mesma forma levamos estagiários portugueses para esses países. No fundo, a BTOC compra e vende horas e têm definitivamente de ser horas competentes”, acrescentou José Pedro Farinha, colmatando a sua ideia com uma expressão bastante popular: “não somos beneméritos ao ponto de dar o peixe mas tentamos ensinar a pescar”.
Também assim a BTOC tem procurado contribuir para o desenvolvimento económico dos países onde marca presença. Apoiando jovens empresários em Moçambique, Portugal, Cabo Verde ou Angola, a empresa assume como missão capacitar os recursos disponíveis para que, no futuro, possam vestir a camisola da BTOC e contribuírem todos juntos para a evolução das economias. A presença nesta feira é a prova viva desta estreita relação com as associações locais uma vez que foi a ligação à Associação de Jovens Empresários Portugal-China que os levou a Macau.
DDD
“Quem não pensar global pode fechar a porta”
O enfoque que a empresa tem dedicado ao mercado internacional tem trazido o reconhecimento expectável e, para José Pedro Farinha, esta capacidade de internacionalização foi muito aperfeiçoada pelas empresas portuguesas nos mais recentes períodos de crise económico-financeira. Fazendo alusão a uma tremenda herança deixada pelos nossos antepassados, o responsável acredita que o facto de hoje a língua portuguesa estar dispersa pelos quatro cantos do Mundo é um elemento facilitador. A língua promove negócios e cria oportunidades sem dúvida. Mas é preciso saber “jogar” com os elementos que se tem ao alcance e, na visão de um dos partners da BTOC, “quem não pensar global pode fechar a porta”.
Além de hoje estar presente em Portugal, Angola, Cabo Verde, Brasil e Moçambique, a BTOC já se “aventurou” por África do Sul onde tem um escritório em modo standby, esteve já em Espanha e Polónia e acredita ainda que Macau tem condições especiais até por ser uma extraordinária plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Certamente seguir-se-ão outros destinos mas sempre partindo de um pressuposto fundamental. “A entrada num novo mercado deve ser sempre feita com uma empresa portuguesa. Depois disso surgem novos contactos e clientes”, explicou. Não tendo uma escala gigante, a BTOC ambiciona ser a melhor empresa a nível mundial na sua área de atuação. “Podemos não ser os maiores mas queremos claramente ser os melhores”, assegurou.  E ser o melhor trará também mais-valias para Portugal uma vez que, pelo mundo fora, a BTOC ergue a bandeira portuguesa com orgulho e torna o nosso país apelativo e atrativo ao olhar atento do investidor estrangeiro.

A casa será sempre Portugal
A BTOC assume-se como uma empresa portuguesa que tem feito com que o nosso país tenha um lugar cativo no cenário económico internacional. Lado a lado com empresários, a BTOC apoia-os nesta aventura da internacionalização, auxiliando-os num momento que para muitos é completamente desconhecido. “Precisam de ter segurança na informação, segurança nos impostos que pagam, precisam de auditar as empresas com as quais se vão associar, elaborar estudos acerca da sua própria empresa e avaliações que possam eventualmente apresentar a investidores externos”, exemplificou José Pedro Farinha. E para tudo isso está lá a BTOC, uma empresa que continuará a apostar no mercado nacional com o reforço da sua presença no norte e centro do país e que nunca esquece que “Portugal é o centro do Mundo, o melhor país para viver”.


Por onde andam estes consultores de gestão?
– Portugal (Lisboa, Porto, Cascais, Faro e Funchal);
– Angola (Luanda);
– Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro);
– Moçambique (Maputo);
– Cabo Verde (Praia).

Revista Pontos de Vista – Tendo em consideração a ambição de participar na evolução social, o que mudou em Portugal desde que se tornaram presença assídua neste nicho de mercado?
José Pedro Farinha – Despertamos o interesse de jovens que se querem tornar contabilistas certificados, contribuindo assim com informação útil e atempada para os clientes. Assumem-se como médicos das empresas. Não falo de médicos que curam doenças mas sim daqueles que dão vacinas e previnem as desgraças atempadamente. Contribuímos para que a nossa profissão não esteja associada à imagem de um cobrador de impostos. Contribuímos para que a profissão seja mais digna e possa servir como um instrumento útil à gestão das empresas. Acreditamos que somos uma boa empresa para trabalhar e que tem formado jovens profissionais. Com os colegas de profissão, que não são concorrentes, acredito que vamos contribuir para um futuro melhor das empresas portuguesas, seja em Portugal, seja pelo mundo fora. Esse é o nosso bem social.

Serviços prestados pela BTOC:
Tesouraria – atuar com pragmatismo e determinação;
Contabilidade – contribuir para melhorar os resultados dos clientes;
Recursos Humanos – descobrir e valorizar talentos;
Gestão de ativos fixos – promover a satisfação e a fidelização de clientes;
Fiscalidade – garantir o cumprimento das normas legais em vigor;
Sistemas de informação – pensar estrategicamente e imaginar o futuro;
Reengenharia de processos – otimizar fluxos e tecnologias;
Financeiros – conhecer para determinar o justo valor;
Formação – investir no desenvolvimento pessoal e profissional.

“A organização espera contribuir para a partilha e discussão de conhecimentos”

José Gouveia

O III Congresso Internacional do CINEICC realiza-se de 17 a 21 de novembro na Universidade de Coimbra. Quais são as expectativas para este evento que se subdivide entre Workshops e o próprio Congresso?
Este Congresso engloba o III Congresso Nacional da APTC e pretende que investigadores e profissionais troquem experiências e reflitam sobre a forma como a investigação e intervenção se influenciam e enriquecem mutuamente, e como os resultados das investigações influenciam as práticas de intervenção.
Para além dos dias de Congresso, haverá 2 dias de workshops com uma componente formativa e prática.
A organização espera contribuir para a partilha e discussão de conhecimentos junto de estudantes e profissionais na área da saúde mental e neurociências.

Qual a importância deste acontecimento no sentido de alavancar as áreas cognitivas e comportamentais e fomentar o seu desenvolvimento?
Desejamos promover a discussão sobre a relação existente entre as três áreas que dão o mote ao tema do Congresso – “Investigação, Avaliação e Intervenção: Que ligações?”. Pretende-se sublinhar a importância da articulação e interligação entre as três dimensões, fomentar o desenvolvimento de novas diretrizes de intervenção, refletir sobre processos básicos ao nível das neurociências e, assim, promover conhecimento empiricamente sustentado que conduza a uma prática rigorosa.

O Congresso contará com a presença de oradores nacionais e internacionais, que abordarão temas como psicologia, psicopatologia, neurociências, terapias de 3ª geração, entre outras. De que modo esta partilha de conhecimentos promove o progresso desta área da saúde? Que nomes portugueses e estrangeiros importa referir?
Eventos como este, alargados à comunidade profissional e não apenas circunscritos ao meio académico, permitem-nos apresentar e partilhar resultados que ajudam a guiar e orientar práticas de saúde mais rigorosas.
Neste Congresso, contamos com a participação de convidados internacionais, nomeadamente o Professor Paul Gilbert (Universidade de Derby), o Professor Cristiano Gomes (Universidade Federal de Minas Gerais) e o Professor Stirling Moorey (King’s College)

Quem poderá estar presente neste evento internacional? Apenas dedicarão este Congresso a profissionais da área ou estarão recetivos à presença do público em geral?
O Congresso será aberto a todos os interessados nos temas abordados: profissionais de psicologia e saúde mental, investigadores, estudantes e público em geral. Para efetuar a inscrição basta aceder a https://congressocineicc2015.wordpress.com/.

O CINEICC foi fundado em 2003 com o propósito de incentivar e promover a investigação nas áreas comportamentais e cognitivas. Qual tem sido o vosso papel nesta década dedicada ao estudo e investigação?
O CINEICC foi criado por um grupo de docentes/investigadores da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra e posteriormente alargado, tendo atualmente 22 membros integrados, 38 colaboradores e acolhe 50 doutorandos financiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Foi reorganizado para o período 2015-2020 em 3 grupos de investigação: 1) Processos Cognitivos e Comportamentais e Mudança; 2) Relações, Desenvolvimento & Saúde; 3) Neurociência, Neuropsicologia e Avaliação Cognitiva.
Na última década o CINEICC tem tido como principais objetivos promover a saúde e a qualidade de vida e prevenir a doença; estudar processos psicológicos envolvidos no desenvolvimento e manutenção de psicopatologia; desenvolver instrumentos de avaliação (neuro) psicológica; e desenvolver e aplicar programas de intervenção.

Numa era em que os profissionais estão mais atentos à saúde mental, quer no âmbito clínico, quer no contexto investigativo, como descrevem a importância que o CINEICC tem junto da sociedade civil e médica?
Temos tido a preocupação de estabelecer protocolos com entidades com responsabilidade civil (Ministério da Justiça, Ministério da Saúde) e entidades de saúde, serviços hospitalares, entre outros, com os quais temos partilhado conhecimento especializado que advém das investigações realizadas. Sublinhamos alguns projetos desenvolvidos e que têm sido úteis quer na área da saúde pública (BEfree, KgFree, Promoção de saúde pública em mães adolescentes seropositivas, Ageing@Coimbra), quer ao nível da justiça e promoção do comportamento pró-social (GPS – Growing Pro-Social).

De que modo o facto de o CINEICC ser uma entidade da Universidade de Coimbra (UC) traz uma maior responsabilidade, mas também uma prova de confiança? Qual é o peso desta ligação? De que modo, no futuro, continuarão lado a lado no sentido de promover a investigação cognitivo-comportamental?
O CINEICC é uma unidade I&D da UC e, como tal, está alinhado na sua visão estratégica para a investigação, a qual visa contribuir para o progresso científico e tecnológico enquanto promotor do conhecimento e, consequentemente, da melhoria da vida das pessoas.
Para além disso, a UC tem apostado na promoção da excelência e numa maior ligação com a sociedade, fornecendo recursos essenciais para que estes objetivos sejam cumpridos.
Neste sentido, o CINEICC não só se identifica com a estratégia e objetivos da UC, como tem tentado corresponder a estas diretivas. Recentemente a nossa Unidade I&D foi avaliada com classificação de Excelente no âmbito da avaliação das Unidades de I&D, promovida pela FCT, o que parece ser um bom indicador desta ligação e da qualidade da investigação realizada no CINEICC.

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