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Ricardo Andrade

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“A MARCA HOMEGEST É UMA BOUTIQUE REAL ESTATE QUE PRESTA UM SERVIÇO PERSONALIZADO”

A Homegest – Real Estate Consulting, assume-se atualmente como um parceiro de excelência no domínio do mercado imobiliário, apresentando-se perante o mesmo com uma postura de confiança e rigor. No sentido de contextualizar junto do nosso leitor, de que forma é que a marca tem vindo a contribuir para o mercado, quais são as mais-valias que possui?
Estamos no mercado com parceiros internacionais e, portanto, o nosso modelo de negócio assenta numa base de confiança e respeito pelos contratos que temos. Os nossos parceiros captam clientes internacionais, nós operacionalizamos as visitas e as vendas, focados no segmento Premium Residencial, com oferta de imóveis no centro de Lisboa, Cascais/Estoril/Sintra, Troia/Comporta e zona Oeste. Dada a nossa pequena dimensão e forma de atuar no mercado imobiliário, a marca Homegest é uma Boutique Real Estate que presta um serviço personalizado de aconselhamento, mantendo uma relação de proximidade com os clientes durante vários anos.

Um dos vossos principais desideratos baseia-se em proporcionar aos vossos clientes e parceiros os melhores serviços para viver ou investir em Portugal. De que forma concretizam esse fito e quais são as vantagens em escolher a Homegest?
A maioria dos nossos clientes são investidores visto gold, famílias que procuram Portugal e que precisam de apoio na escolha do investimento que vão realizar, mas também na procura de um bom escritório de advogados, de um serviço bancário eficaz e em alguns casos, Arquiteto e Construtor para a reabilitação do imóvel. Na fase pós-venda apoiamos os clientes na decoração casa, no processo de arrendamento ou na gestão de propriedade. A Homegest presta estes serviços de uma forma personalizada e profissional. O emprenho e a relação de confiança que estabelecemos com os nossos clientes são a mais-valia da empresa. Estamos muitos focados na qualidade dos serviços que prestamos, apresentando produtos com boa rentabilidade financeira.

Por que é que Portugal é uma região de excelência para viver ou investir? O vosso papel também passa pela dinâmica do aconselhamento a pessoas exteriores ao país? Como o realizam?
Portugal tem condições únicas para se viver e para investir. Temos uma qualidade de vida ótima, com um custo de vida mais baixo quando comparado com outras capitais europeias. É um país seguro e acolhedor, que sabe receber. Tem um custo por m2 inferior das principais capitais europeias. Temos um bom sistema de saúde, educação, serviços e tecnologia. Somos um destino de excelência, com um grande Património Histórico.

Hoje vivemos num mundo novo, denominado por um «novo normal», fruto da pandemia da Covid-19 e que afetou inúmeros setores de mercado. Que impacto teve o mesmo na vossa orgânica e no setor em concreto? Que medidas promoveram no sentido de contornar essas dificuldades?
Infelizmente esta pandemia veio travar uma dinâmica de vendas muito boa que trazíamos, mas penso que o setor soube “aguentar” e a retoma da atividade está a acontecer. O interesse dos clientes estrangeiros mantém-se e esse foi o nosso trabalho durante esta paragem forçada: manter uma dinâmica de comunicação e promoção, mas também avançar e concluir processos de compra que trazíamos de trás.

O investimento captado através de Autorizações de Residência para Atividades de Investimento (ARI), como são conhecidos os Vistos Gold, quase triplicou (192%) em maio, face ao mês homólogo de 2019, para 146 milhões de euros. Um grande aumento, nomeadamente em tempos de Covid-19. Na sua opinião, o que levou a este incremento, principalmente num ano tão atípico como tem vindo a ser 2020?
O motivo desse aumento está relacionado com o anúncio no Orçamento de Estado 2020, em rever o Regulamento do ARI. Essa medida fez precipitar os investidores a avançarem com os processos junto do SEF, processos esses que já estavam em curso. Foi o que fizemos, ajudar os nossos clientes para que não fossem surpreendidos pela alteração do regulamento e ficassem defraudados nas suas expectativas.

Qual é o papel da Homegest no domínio dos Vistos Gold e de que forma é que este setor de mercado é essencial na dinâmica do negócio da marca? Que impacto têm tido em 2020 no âmbito dos Vistos Gold?
60% dos nossos clientes são Visto Gold e a nossa empresa será fortemente afetada se houver alteração ao regulamento atual, mas existem outras atividades onde também se vai sentir o impacto negativo, como Escritórios de Advogados, Notários, Gabinetes de Arquitetura, empresas de Construção Civil, Decoração, Property Management, etc. No fundo todos iremos perder com esta proposta de alteração e o Governo não está em condições de rejeitar investimento estrangeiro, só porque tem de fazer uma contrapartida política à coligação parlamentar. Outros países irão captar esse investimento.

Analisando a situação económica e difícil que Portugal atravessa atualmente, por que é que os Vistos Gold assumem um cariz ainda mais importante para Portugal?
Precisamos de investimento estrangeiro como “pão para a boca” e os Visto Gold são um veículo importante que dinamiza vários setores da atividade económica. Será muito importante que o Governo retome as medidas de incentivo ao investimento estrangeiro, pois o Estado arrecada muitos impostos em cada venda concretizada, através do IMT e Imposto de Selo.

O programa de atribuições de Vistos Gold tem feito correr muita tinta, visto que as alterações ao regime, aprovadas no Orçamento do Estado para 2020 (OE2020), previam um travão em Lisboa e Porto. Uma medida, de resto, muito contestada por vários ‘players’ do setor imobiliário. No entanto, por causa da pandemia da Covid-19, ficou em suspenso, tendo o Governo decidido deixar em ‘stand by’ a decisão de alterar as regras. Quão fundamental para o setor é que esta medida continue suspensa?
Dos mais de 5,1 mil milhões de euros de investimento captados através do regime de ARI, 90% ficou a dever-se à compra de imóveis. Isto mostra bem a importância deste programa no setor imobiliário, mas também para a fileira da Construção Civil e Materiais de Construção. Estamos a falar de muitos postos de trabalho envolvidos. A decisão em alterar o regulamento deve “cair” definitivamente e não ficar em “stand by”. É fundamental clarificar para devolver a confiança ao mercado e aos investidores.

Mais do que nunca, é fundamental continuar a cativar o investimento estrangeiro, sendo que os Vistos Gold devem continuar a desempenhar um papel central nesta solução?
Qualquer programa de captação de investimento é importante para Portugal. Infelizmente não somos ricos e precisamos de investimento estrangeiro para fazer crescer a nossa economia e manter postos de trabalho. Os Vistos Gold são mais uma ferramenta que tem ajudado o País a desenvolver-se e a regenerar-se urbanisticamente. Lisboa e Porto são um bom exemplo de recuperação e desenvolvimento urbano desde 2012 e o investimento estrangeiro tem contribuído muito para essa regeneração.

Na sua opinião, é também essencial que este setor promova mais a inovação e a digitalização, pois sabemos que o processo de candidatura a esta autorização obriga, pelo menos uma vez, que os candidatos se desloquem presencialmente aos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras, algo que atualmente pode inviabilizar inúmeros processos.
Sem dúvida, a inovação e a digitalização já está a acontecer no setor imobiliário, mas deve acontecer também nos Serviços do Estado, na Banca, nos serviços de Notário e na Justiça. Todos os intervenientes perceberam que é preciso desenvolver novas ferramentas no digital devido à falta de mobilidade, mas não podemos cair na tentação de facilitar na segurança, devido à pandemia. Acho que a presença dos investidores em Portugal é fundamental e acredito que os Serviços de Estrangeiros e Fronteiras vão manter essa norma, tanto mais que é indispensável realizar a recolha dos dados biométricos de todo o agregado familiar do investidor.

Quais serão os grandes desafios da Homegest no futuro e de que forma é que espera que o sector dos Vistos Gold em Portugal se desenvolva?
Quantos aos Vistos Gold gostava de dizer o seguinte: não são vistos e que não são Dourados. São uma Autorização de Residência concedida durante cinco anos através de investimento em Portugal e que são um cartão normal como o CC. Gostava que a evolução dos Vistos Gold fosse no sentido de deixar de ter uma conotação negativa e servir de ataque político, como se todos os investidores Vistos Gold fossem criminosos. Até o Luanda Links serve para associar aos Vistos Gold: ridículo! Se há suspeitas de problemas de segurança ou de branqueamento de capitais no programa ARI, então que se melhorem os regulamentos e reforcem os controlos de movimentação de capitais entre países.
A solução não passa por destruir um programa que capta investimento estrangeiro e que é reconhecido como um dos melhores programas a nível mundial. Temos muitos clientes visto gold que são famílias normais, com empregos normais e que procuram Portugal para investir, para obterem um plano B nas suas vidas e uma alternativa para os seus filhos. Esse é o principal objetivo dos investidores Vistos Gold.
Quanto à Homegest, vai continuar a apostar no mercado premium residencial, focados no comprador e em prestar um serviço de excelência. Estamos a adaptar-nos à nova realidade, mas otimistas na recuperação gradual para 2021.

“MAINTAINING QUALITY SERVICE TO OUR PARTNERS AND CLIENTS WAS OUR NUMBER ONE PRIORITY”

Owned 100% by Foyer Group – the largest private financial group in Luxembourg since 1922 and whose shareholder structure is based on the descendants of the families that created it – WEALINS, with over 25 years of experience, is a company that is aimed to provide “tailor-made” solutions of life insurance and capitalization on 10 European markets.
Letícia Soares, Country Manager in Portugal at WEALINS, confessed to us that the key element for the success of the company is – first and foremost – belonging to Foyer Group, since it contributes with a strong solidity, trust and credibility in terms of the relationship with the client and the market itself. But not only that. The commitment in the market that is assumed and guaranteed is, without a doubt, its DNA based on five corporate values: trust, integrity, independence, excellence and innovation.
WEALINS develops tailor-made solutions to meet the needs and expectations of each client. It is essentially governed by a BtoBtoC approach (Business to Business to Client) in the markets where we are active, and its strategy is not to seek direct clients. “We work to provide or develop solutions to our partners,” explains our interviewee.
An example of this is the portability of the insurance contract, considering the global world in which we live, taking advantage of the possible structuring “of the way the client wants to invest, where his children reside or where the beneficiaries live. We are able to advise the client when he changes residence, for example, according to the legislation of each country” she adds, assuming that, “people are already more informed, although Portugal has a mature market for this type of insurance. It’s a market where people are increasingly used to being offered this type of solution”, the company’s national representative says.
WEALINS offers a service of excellence that differentiates the company from the (seriously) competitive market. Being a flexible company and belonging to a solid Group like Foyer, “we are far above what the regulator demands: we are talking about a Group with a solvency ratio – according to today’s directive – of more than 200% ”, she says.

NEW TIMES, NEW PIPES
It was important to understand how a Group of such size – and operating in 10 different countries, with different markets – reacted to the reality that today is defined and called Covid-19. For our interviewee, “maintaining quality service to our partners and their clients was our number one priority”, in response to the pandemic that was rapidly spreading worldwide. Within a few weeks Foyer Group put their 800 employees on telework. Being a family business, the primary concern and desideratum was to safeguard the entire body of resources of the company, i.e. our employees and collaborators and this rapid initiative was extremely important and fundamental”, explains our interviewee.
In the case of Letícia Soares, since she works in Luxembourg, she quickly returned to Portugal until she got through the most complex phase of the crisis. Thus, new measures had to be put into practice, without ever neglecting the commitment that defines them as a prestigious team. “We have always been available, we have tried to ensure that the excellence and level of service we offer to our clients and partners would not be altered, in fact, this problem has never arisen, because we have the true notion of what it is to support our partners and clients”.
Looking back at this not too distant past, our interlocutor takes pride in the spirit and joint effort that was created and fostered, opening doors to a curious growth in a difficult period. “At WEALINS the demand for life insurance has increased. This happened because the whole company made a point of being present by any means: phone, e-mail or videoconference, using any available means to reach those who needed us and our services. This is the kind of business where our partners and their clients need to know that there’s always someone available,” stresses Letícia Soares.

“FROM ADVERSITIES ARISE OPPORTUNITIES”
We are talking about a company that works in freedom to provide services, – with an european passport, the insurance company can have activity and distribute insurance in other countries of the European Union always with physical presence. This means that “even being a company based in Luxembourg – and even in a time of lockdown, the company never stopped giving an answer, or a feedback to any existing question”, guarantees Leticia Soares who describes the important role of the back office in the whole process. “The company readjusted itself and all this environment ended up helping us to affirm and focus on our mission, and we all managed to understand it. It was something that made us grow”.
Despite the work of our interviewee, who usually went through travel – and less office – there were tools that were not fully developed and that started to be, since “from adversities arise opportunities”, she explains, highlighting the fact that the Group has made innovation one of its strategic axes and aims to become a “technological company specializing in the provision of top quality insurance services that meet the expectations of its clients”. “The world is digital and we have to learn to live with it, because we have to make use of the added value that this new format brings us”, she assures, remembering that currently, they bet on a new and technologically advanced system “that will create efficiency in the work structure”.
The digital solutions were already being planned for the technological era ahead and, in the future, the goal is to find the right balance between digitalization and human relations to meet the needs and expectations of our partners and their clients, since “trust and physical presence are still essential in building long-term relationships and especially in this type of business”, says our interlocutor.

HOW WILL THE INSURANCE INDUSTRY AND ITS TRENDS CHANGE IN THE CURRENT ENVIRONMENT?
Simple question, but one that may have a complex answer. We asked Letícia Soares about this scenario and she started by explaining that “although Foyer Group is the leader in the local insurance market in Luxembourg, we, at WEALINS, basically work with life insurance for wealth management, wealth transmission and protection. So I think that, increasingly, and this being a personal view, I believe that what can be changed, and speaking of Portugal, is the mentality, the way we face our mortality”.In this way, our interviewee believes that life insurance, as well as the transmission of wealth, have become more conscious issues in global society, and the coronavirus has awakened a sense of its importance. “Especially in the transmission of wealth, where people have begun to worry about safeguarding their heirs in the future”, she assumes, adding that “we work with insurance linked to investment funds, but I think it has helped to think more about tomorrow and the future”. Making a deeper analysis of the market, Letícia Soares admits that all countries lived the pandemic in a different way, not least because there was no survival manual before this unknown reality.

EYES ON THE FUTURE
For Foyer Group and consequently for WEALINS, what will be most important, first of all, is to understand what the pandemic has changed in the market, to verify the impact caused and to act according to the conclusion observed. “For now our purpose is to make sure that if a second wave comes, we will be even better prepared so that the client does not feel a difficulty in the proximity and relationship with the company,” says Letícia Soares, who adds that “the fact that the market and the economy change, also ends up affecting the way we think and act, so we will understand what will impact in the near future, so that we can develop and offer the best solution”.
With a new CEO, WEALINS will keep the same strategy and the same commitments. The company operates in ten markets, and the main objective – at the moment – is, before looking for new markets, to consolidate those that already exist, and the primary purpose is always the same: “to be always present for our partners and their clients, giving them a concrete and efficient response”, concludes the Country Manager in Portugal of WEALINS, Letícia Soares. ▪

Lidl vai lançar umas sapatilhas fabricadas com plástico recolhido nas praias

Comprometido a cuidar do nosso planeta, o Lidl procura diariamente as melhores práticas de sustentabilidade e inovação. Assim sendo, – como parte da estratégia global da cadeia de supermercados alemã na redução do plástico – estreia-se agora na sua primeira coleção de sapatilhas fabricadas com plástico reciclado.

São da marca Crivit e 25 por cento do tecido foi produzido com materiais recolhidos em praias, ilhas e zonas costeiras da Ásia. Os restantes 75 por cento foram concebidos através de garrafas recolhidas e recicladas de forma convencional, sendo que cada sapatilha tem aproximadamente 11 a 16 garrafas.

O novo modelo do Lidl foi ainda pensado para toda a família: existe para criança e para adulto e em diferentes cores, como rosa, cinzento e preto. O exterior é feito em malha respirável e a palmilha com espuma de memória, adaptando-se ao pé e proporcionando um maior conforto.

O lançamento desta coleção será no dia 31 de agosto.

A Nova Normalidade chegou: o “reset” do consumo mundial

Num momento em que a economia e o emprego se tornaram instáveis e os consumidores se acostumaram a novos hábitos, surge uma nova realidade e novos comportamentos ao quais o mercado terá de se adaptar. Chegou o “Novo Normal”.

Scott McKenzie, responsável pela Intelligence Unit da Nielsen, destaca que “as condições únicas originadas por uma pandemia que conduziu a uma recessão económica estão a forçar os consumidores a repensarem o modo como compram e o que compram. O ser humano conta, normalmente, com meses ou anos para se ajustar a novas condições. Mas este já não é o mundo em que vivemos. Perante as novas necessidades dos consumidores, as marcas devem ser altamente focadas e ágeis nas suas respostas.”

Neste ambiente de enorme disrupção do consumo e de transformação de tendências, cabe às marcas e retalhistas continuarem a avaliar o valor percecionado que os consumidores atribuem a cada momento de compra. O clima económico está a conduzir a enormes mudanças na perspetiva financeira dos consumidores. As marcas e retalhistas que se mostrarem incapazes de oferecer produtos que se possam ajustar a uma disponibilidade financeira mais limitada e a sensibilidades acrescidas a respeito de preço podem perder tração a longo-prazo junto de consumidores essenciais para assegurar o seu negócio. Este é um desafio que exige capacidade de antecipação, compreensão de uma nova realidade e reestruturação da oferta num “Novo Normal” que já chegou.

Centro Cultural de Carnide reabre em setembro

O Centro Cultural de Carnide, em Lisboa, vai reabrir portas com aulas uma vez por semana de ballet, bachata, salsa, dancehall, hip-hop e também de fotografia. Além destas aulas, estão ainda pensados workshops intensivos, que vão desde canto e voz a maquilhagem.

Todas estas aulas estão a ser preparadas para reforçar o cumprimento das medidas de segurança e higiene, determinadas pela Direção-Geral de Saúde. Assim, as aulas terão turmas com menos de dez alunos, a desinfeção e higienização das mãos antes de entrar nas salas será obrigatória, tal como o uso de máscara. A medição de temperatura dos alunos e professores, à entrada, será também uma das medidas.

As inscrições estão abertas e devem ser efetuadas apenas online, através dos formulários disponíveis no site da Junta de Freguesia de Carnide.

Práticas responsáveis na Banca: estudo da Mazars aponta necessidade de integrar fatores ambientais, sociais e de governance

Os resultados mostram que os critérios ambientais, sociais e de governance (ESG) não são ainda totalmente integrados nas estratégias dos bancos e indicam que práticas bancárias mais responsáveis podem ser alcançadas se os bancos integrarem estes critérios na sua estrutura de gestão de risco e os medirem de forma mais eficaz.

Os resultados apresentados no relatório ‘Responsible banking practices: benchmark study 2020’ revelam que apenas três dos 30 bancos avaliados demonstram as melhores práticas numa ampla gama de fatores de sustentabilidade, com dez bancos a revelarem uma abordagem sustentável em alguns fatores e mais de metade (17) dos bancos a apresentarem uma abordagem sustentável de carácter limitado na maioria dos fatores.

Depois de avaliar bancos como Barclays, BBVA, Citi, Credit Suisse, Santander e UBS, a Mazars não identificou nenhum banco como ‘excecional’ – uma pontuação reservada aos bancos com uma pontuação positiva em mais de 90% dos critérios analisados. Os critérios de referência incluíram cultura organizacional e governance, gestão de risco, processos de monitorização, reporting, targets, entre outros.

O relatório é apresentado num momento em que os bancos se encontram a refletir acerca dos seus propósitos e valores, à medida que novos movimentos sociais pressionam os agentes financeiros a investir não apenas de forma ambientalmente sustentável, mas também socialmente inclusiva.

Leila Kamdem-Fotso, Partner da Mazars, afirma: “A Covid-19 reafirmou o papel positivo que o setor bancário pode desempenhar, trabalhando com governos e reguladores para manter a economia a funcionar. Estes resultados devem relembrar aos bancos que a crise é uma oportunidade para olharem além das prioridades imediatas, reavaliarem os seus objetivos e valores e usarem algumas das melhores práticas descritas no nosso relatório para incorporar realmente fatores ESG na tomada de decisões sobre investimentos para o bem dos negócios, dos seus clientes e da sociedade”.

Virginie Mennesson, Head of Regulatory Affairs da Mazars no Reino Unido, acrescenta que: “Os reguladores esperam que o setor bancário desempenhe um papel fundamental no esforço de recuperação pós-Covid-19. Na Europa, encaram uma recuperação robusta como aquela que promove investimentos “verdes” e sustentáveis a longo-prazo, no sentido de garantir um futuro justo e resiliente para todos. Os resultados deste estudo mostram que alguns bancos estão a liderar o caminho, com a maioria a ter ainda algum trabalho a realizar para incorporar totalmente os fatores ESG nos seus processos de estratégia corporativa, governança e gestão de riscos”.

Os bancos começam a concentrar-se em questões socioeconómicas
O inquérito constata que a maioria dos bancos adotou ou está a implementar padrões voluntários de relato sobre ESG, mas a maioria (57%) ainda não integrou totalmente estes fatores nos seus processos de gestão de risco, fazendo uso de abordagens qualitativas e quantitativas.
Paralelamente, a maioria dos bancos apoiaram estruturas de sustentabilidade e lançaram programas de responsabilidade social, mas a definição e divulgação de metas de sustentabilidade não é ainda uma prática comum. E apesar de todos os bancos avaliados oferecerem produtos ambientalmente responsáveis, apenas 43% desenvolvem uma oferta de produtos que endereça verdadeiramente questões socioeconómicas.

Metas e incentivos
O relatório conclui que a introdução de metas explícitas poderia ajudar os bancos a aumentarem as suas conquistas no que respeita a ESG. Apenas 27% possuem um conjunto específico e mensurável de objetivos socioeconómicos em conformidade com estruturas de sustentabilidade. Por outro lado, apenas 13% dos bancos avaliados praticam incentivos financeiros associados à sustentabilidade para os seus cargos de Direção.

Uma gama mais ampla de compromissos
O relatório cita exemplos recentes de bancos que se encontram a tentar cumprir metas sociais. Por exemplo, o Barclays encontra-se a incorporar considerações acerca de direitos humanos no seu processo de due diligence de clientes. O Citi vai desenvolver um plano de ação ambiental e social como condição de financiamento quando existirem lacunas nos padrões internacionais e nas práticas ambientais e sociais de um cliente. O relatório faz igualmente referência à Goldman Sachs (que não foi um dos bancos avaliados) e que vai passar a aconselhar apenas as empresas em IPOs onde exista um Conselho de Administração diversificado que comprove o esforço realizado nesta área.

Porto vai receber espetáculos gratuitos de setembro a dezembro

Numa fase em que a pandemia provocada pelo coronavírus ainda é frágil, todos os eventos passaram a realizar-se de acordo com as normas ditadas pela Direção Geral de Saúde. Assim sendo, embora o programa Cultura em Expansão tenha entrada livre para todos os eventos, existem novas regras de acesso: o uso de máscara vai ser obrigatório, assim como a desinfeção das mãos à entrada. Será necessário levantar o bilhete a partir de duas horas antes do início de cada sessão e todos os espetáculos terão lugares sentados.

A programação vai dividir-se entre a Associação da Pasteleira Torres Vermelhas, o Auditório Junta de Campanhã, o Auditório Grupo Musical de Miragaia e Associação de Moradores da Bouça.

Incluídos no programa estão concertos dos Clã, Lena d’Água, The Legendary Tigerman, entre outros. Pode ainda assistir a espetáculos como “Variações a partir de um coração” pelo Quarteto Contratempos, “Coleção de Amantes”, de Raquel André, ou “Cozinha(s)” do Teatro Experimental do Porto. Além disso, terá também peças de teatro com atores profissionais e amadores, como “Os Sete Pecados Mortais”, e sessões de “Campanhã é a Minha Casa”, iniciativa que desafia os moradores a participarem.

Para encerrar, no dia 19 de dezembro, o Rivoli irá receber a Blind Zero, com Orquestra Juvenil da Bonjóia.

3.ª edição de Drawing Room Lisboa terá versão presencial e online

Foi hoje divulgado num comunicado pela organização da Drawing Room Lisboa que, este ano, a 3.ª edição realizada em outubro foi adaptada. “Terá uma versão de Feira presencial onde serão apresentadas e comercializadas obras das galerias e artistas nacionais, e uma versão online onde se juntam as galerias internacionais. Seguindo todas as normas da DGS (Direção-Geral da Saúde), a Feira terá lugar de 14 a 18 de outubro, na Sociedade Nacional de Belas Artes”.

O destaque desta edição “recairá sobre o desenho contemporâneo Português, privilegiando no espaço físico da feira as galerias e artistas nacionais, bem como algumas galerias espanholas pela presença da Feira congénere Drawing Room Madrid”. Além disso, a Drawing Room “dará espaço e voz a artistas sem galeria, numa curadoria convidada pela Feira, numa mostra coletiva também disponível para venda, contribuindo para o reconhecimento cultural e comercial do trabalho criativo de uma geração de artistas”.

Nesta 3.ª edição, a programação paralela irá decorrer “maioritariamente em formato digital e live, mantendo um programa ativo diário, exibido da biblioteca da Sociedade Nacional de Belas Artes para todos os interessados via online”.

Já o programa presencial de colecionadores será “com marcações de visitas e encontros com artistas no decorrer da feira, bem como um complemento on-line da DR Lisboa em formato digital, com a criação de momentos live exclusivos para o programa de colecionadores internacionais de outros países e mercados”. Segundo a organização, “está igualmente prevista a realização de visitas, por marcação, a ateliers de artistas e a exposições de instituições públicas da cidade que valorizam o desenho e os estudos artísticos”.

Festa do Jazz com transmissão em direto a partir do CCB em Lisboa

A organização refere que “face às condições atuais da pandemia, esta edição da Festa do Jazz não terá público presencial, porém todos os conteúdos serão disponibilizados gratuitamente nas plataformas da RTP Palco – todos os conteúdos Festa do Jazz 2020 estarão disponíveis nesta plataforma, além dos concertos serem transmitidos em direto”.

Desde a primeira edição a Festa do Jazz dedica-se a apoiar os músicos de jazz portugueses e este ano – principalmente este ano – a organização salienta que “esse apoio se torna ainda mais urgente e relevante devido às dificuldades que os técnicos, produtores, músicos e todos os envolvidos nesta área enfrentam”. Conforme as edições anteriores os concertos e outras atividades permitirão refletir sobre o momento que esta área da cultura vive atualmente, revelando assim “o melhor da música improvisada portuguesa”, mas não só. A 18.ª edição terá também, como habitualmente, o Encontro Nacional de Escolas, “permitindo que os jovens novos talentos do jazz nacional possam mostrar o seu trabalho e valor, integrados numa programação de excelência”.

A programação musical inclui atuações de, entre outros, Tomás Marques Quarteto, Andy Sheppard Quarteto, João Barradas a solo, Susana Santos Silva e Angélica Salvi, Sound of Desire (trio de Ricardo Toscano), Maria João e Carlos Bica e uma homenagem a Bernardo Sassetti, com a participação de João Mortágua (saxofone alto), João Pedro Coelho (piano), Carlos Barretto (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria).

Nesta edição terão ainda especial atenção à solidariedade, tal como se lê no comunicado. “A Festa do Jazz 2020 associa-se ao Fundo de Solidariedade com a Cultura lançado pela Santa Casa, GDA, Audiogest e GEDIPE através da recolha de donativos, via website Associação Sons da Lusofonia, que revertem a 100% para o fundo”.

Mais 49 novos medicamentos inovadores concluídos pela Infarmed

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos em Saúde revelou que, da totalidade dos medicamentos avaliados, 36 obtiveram aprovação para utilização e financiamento pelo Serviço Nacional de Saúde, sendo que as áreas terapêuticas com maior número de novos medicamentos aprovados foram a Oncologia e a Neurologia. Já no campo do financiamento da inovação, foram aprovados mais 70 medicamentos genéricos e biossimilares.

Segundo o Infarmed, os processos submetidos após 07 de setembro de 2017, data em que ocorreu uma alteração legislativa do Sistema Nacional de Avaliação de Tecnologias da Saúde (SiNATS), incluindo no prazo de avaliação, tiveram um prazo de conclusão médio de 253 dias.

No entanto, o acesso a estas terapêuticas inovadoras durante o período de avaliação dos medicamentos é possível, nos casos legalmente previstos, através de autorizações excecionais (AUE). Tendo em conta os dados do Infarmed, no primeiro trimestre de 2020 foram concedidas 420 autorizações de utilização excecionais.

O número de aprovações de medicamentos novos bateu recordes dos últimos anos. Os dados oficias do Infarmed fornecidos à aAgência Lusa, descrevem que em 2016 foram aprovados 51, em 2017 foram 60, baixou para 40 em 2018 e em 2019 atingiu os 74 novos fármacos.

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