Inicio Autores Posts por Ricardo Andrade

Ricardo Andrade

725 POSTS 0 COMENTÁRIOS

“QUEREMOS SER O ALICERCE E O VETOR DETERMINANTE NOS NOVOS HORIZONTES EMPRESARIAIS”

A AdielSumus foi concretizada em 2018, com o foco de encontrar todas as soluções integradas de apoio à apresentação, construção e conclusão de projetos em qualquer país da Lusofonia. Como surgiu a ideia da Associação e que balanço faz deste período de inteira dedicação?
Em outubro de 2016, em Talatona – Luanda, Angola, por ocasião da feira de turismo Okavango/Bitur, como CEO da Alegrangola, S.A., (empresa de direito angolano), organizei, em parceria com o Ministério de Hotelaria e Turismo (Minhotur) e com o Infotur, com o apoio da companhia área TAAG, a visita a Luanda de uma representação de direção da MSC Cruzeiros, o Dr. Eduardo Cabrita, e os responsáveis do Porto de Lisboa para os Cruzeiros (o porto recebia neste ano 500 mil passageiros). Já em Angola, juntamente com uma comissão intersetorial para o turismo, integrada por um membro de cada Ministério, nomeados pelo antigo Presidente José Eduardo dos Santos, realizámos visitas técnicas a vários Portos Angolanos.
Em conjunto, a Alegrangola, S.A., e a MSC Cruzeiros, desenvolveram um projeto de turismo marítimo para Angola, que está pronto para ser apresentado. Em termos de projeto nacional e/ou internacional, este será um grande passo para o turismo de cruzeiros no território angolano, a importância espelhada na boa recetividade demonstrada pelo Executivo, com o então Ministro da Hotelaria e Turismo e o Diretor do Infotur. O projeto já foi apresentado ao atual Executivo Angolano e está pronto para implementação assim que estejam reunidas as condições necessárias para a sua execução técnica (ports assessments) e financeira, tal como a confirmação pelo BNA de saída de divisas do país, cumprindo-se com um acordo contratual, entre todas as partes e a companhia MSC Cruzeiros.
Surge assim, dois anos depois, em 2018, fruto da experiência vivida em África e deste forte grupo de trabalho, a ideia da Associação e do projeto “Associação para o desenvolvimento e investimento empresarial na Lusofonia”. O nome surge da junção da expressão em latim Ad Sumus (“Estamos Presentes”) e com a palavra “Adiel”, e assim toma corpo a “AdielSumus – Associação para o desenvolvimento e investimento empresarial na Lusofonia”, a qual nasce efetivamente a 24 de abril de 2019, com três sócios fundadores: um engenheiro, uma médica e uma advogada.
Somos 24 Membros do Conselho de Fundação, Órgãos Sociais e os Diretores das Delegações nos seguintes países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Macau, Moçambique. No corrente mês, foram nomeadas as diversas comissões de instalação, assim como as equipas, que se querem multidisciplinares e pertencentes às mais variadas áreas de negócio.

A AdielSumus assume que “traz ao mundo cinzento uma cor mais alegre”. Sabemos que inúmeras são as suas conquistas e vitórias que terminaram já com esse final feliz. Fale-nos delas.
A AdielSumus, é uma associação empresarial de promotores de projetos e investidores, tem como missão promover o desenvolvimento de projetos de sucesso, nacional e/ou internacionalmente, conjugando os recursos com um conjunto de técnicos habilitados em diferentes setores empresariais, trabalhando sempre com os investidores, públicos ou privados.
Temos hoje uma presença nos cinco continentes do planeta, nos países da Lusofonia, faltando somente São Tomé e Príncipe e Timor Leste, onde já estamos a trabalhar para o efeito, esperamos integrar estes países, assim que possível. Estas conquistas engrandecem a AdielSumus, tornando-a globalmente produtiva e contributiva economicamente, principalmente na Lusofonia.
Sendo também a nossa visão humanitária e social, queremos sim, levar ao mundo cinzento, uma cor mais alegre, e mais ainda neste contexto de grande pandemia do século XXI.
No segundo trimestre de 2021, se a pandemia em curso nos permitir, esperamos fazer a nossa primeira intervenção e com o apoio da nossa Delegação de Moçambique, pretendemos enviar uma missão médica para este país. Integrarão esta futura missão, duas equipas de médicos e enfermeiros (na área de ginecologia especialistas pós-partos) com outros parceiros institucionais, com todos aqueles que a nós se queiram juntar, a concretizar esta ação de cariz social.
Porquê Moçambique? Em 1º lugar pelas razões que todos conhecemos, que vão desde as necessidades de saúde e humanitárias, provocadas pelas intempéries e catástrofes que, de vez em quando, assola o país (2019 foi exemplo).
Em 2º lugar, pelo facto de a vice-presidente da nossa instituição ser médica Ginecologista-Obstetra, tendo no início da sua carreira, e com a AMI, exercido uma longa missão na região da Beira; está realmente no nosso ADN, sermos contributivos e parceiros humanitários para a Lusofonia e para com este maravilhoso povo.

Delegação de Faro, inaugurada a 17 de outubro, será acrescentada à lista dessas mesmas conquistas que prazerosamente falamos. O que veio a complementar às já existentes? Quais são as ideias e os ideais principais para este novo espaço?
Embora a sede da associação se encontre em Lisboa, no Saldanha, efetivamente inaugurámos a delegação em Faro, no dia 17 de outubro de 2020. Não foi tão simples como esperávamos, devido às restrições do estado de calamidade, mas com um comité restrito e cumprindo todas as regras e normas impostas, com muito trabalho e um consequente investimento, foi possível inaugurar e realizar o objetivo a que nos tínhamos proposto.
Aproveito esta ocasião para agradecer a todos os que nos apoiaram nesta inauguração, nomeadamente o Presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, que se fez representar, pelo seu Diretor de Gabinete o Dr. Henrique Gomes, o Dr. Emmanuel Kabungulu, vindo de Madrid para o efeito, com a sua importante contribuição financeira para este evento, e aqueles que se fizeram presentes desde Lisboa, e também de congratular o nosso primeiro membro Honorário, Dr. Eduardo Cabrita, agradeço ainda, a todos os Membros do Conselho de Fundação, por mim convidados para integrar este projeto, cada um na sua área de atividade profissional (médicos, advogados, enfermeiros, economistas, arquitetos, turismólogos, shipping, empresários, entre outros), pois todos foram primordiais para alcançarmos, juntos, este primeiro sucesso.
Pelos importantes laços de amizade criados e pelas parcerias já estabelecidas e existentes desde 2015, pela minha estadia, enquanto empresário em Angola, o passo seguinte será, de abrir a delegação em Luanda, e daí dar continuidade aos projetos já em curso e a todos os novos que venham a surgir. Assim que a situação pandémica nos permitir, retomar o trabalho e abrir todas as delegações nos restantes Países irmãos, e por ordem alfabética.
Conseguimos concluir, finalmente, a 19 de junho de 2020, a eleição dos corpos Sociais; iniciámos com 18 (dezoito) membros fundadores em 2018, em 2020 formamos um grupo de 24 (vinte e quatro). A Covid-19 fez com que os meios de comunicação online nos catapultassem, o que nos permitiu, a comunicação mais regular com mais pessoas do mundo da CPLP, que se juntaram a nós, e tornaram a AdielSumus, uma associação ainda mais inovadora, mais moderna, com maior credibilidade, sem fronteiras e com uma visão de gestão diferenciada.
Pretendemos estabelecer, em conjunto com as delegações em curso de instalação dos países representados, ferramentas para recolha e partilha de informação entre as instituições e os executivos dos países (todos aqueles que assim desejarem), com modelos padronizados, para acordos e memorandos simples, normas, diretrizes e códigos de conduta, entre as partes interessadas.
A Direção da AdielSumus, liderada pelos três membros da Direção Geral, eu, a Dra. Malden, e o Dr. Afonso, é responsável pela definição de toda a estratégia e atuação da mesma, nas áreas de interesse mútuo (sem prejuízo do papel relevante e contributo dos membros fundadores). A nossa primeira imagem de marca, criada na delegação em Faro, que será a base para todas as futuras delegações nos países Lusófonos, foi criada com alguns dos membros fundadores, e auxiliada pela GS Design de Faro.

Garantem serviços de alto valor acrescentado através de procedimentos rigorosos e conhecimentos de excelência. De que forma promovem o desenvolvimento de projetos de sucesso a nível nacional e internacional?
O maior desafio, desde o início do ano, e neste contexto pandémico, tem sido promover o investimento estrangeiro direto e/ou angariar parcerias credíveis, como motor das exportações dos nossos parceiros, entre outros. Devemos manter uma fé inabalável, um trabalho persistente e contínuo na condução de uma política de investimento e internacionalização das exportações dos parceiros empresariais.
Sejam projetos de menor ou maior dimensão, na Europa, África, China, Brasil, entre outros, os investidores procuram recursos humanos com competências específicas. As empresas procuram, cada vez mais, formas alternativas para os seus investimentos, e consequentemente mais cooperação industrial e científica.

Como nos pode descrever o desenvolvimento e investimento empresarial na Lusofonia ao longo dos anos? Que evolução realça no que à proximidade, união e construção de parcerias dos países diz respeito?
Na Europa, as empresas buscam e pretendem adquirir valor e inovação, diferenciação e qualidade, e não tanto incentivos e localizações, para isso têm outros mercados, como os “BRICS”, com outras formas de abordagem, como a subcontratação. Esta postura, esta pretensão, acaba por refletir-se na Lusofonia (países da Europa/CPLP) e no seu desenvolvimento e investimento empresarial, e muitas das vezes, hoje em dia, com “saldo positivo”!
Entre os países e respetivos Executivos, tem-se observado, cada vez mais, uma maior proximidade/parcerias e consequentemente uma evolução, devido ao envolvimento de entidades com trabalho reconhecido e forte presença no mercado. É neste contexto que esperamos enquadrar a AdielSumus, procurar satisfazer as necessidades dos clientes empresariais, e fornecer-lhes as soluções que procuram. Acreditamos que o papel da AdielSumus será de extrema importância, na medida em que pretende colmatar e satisfazer estas ditas necessidades, focando, selecionando e direcionando as mesmas, em complemento com recolha de informação setorial e de negócio junto dos vários organismos públicos, em coordenação com os business plan adequados e as respetivas políticas locais.
Particularmente, a AdielSumus, mais do que um facilitador de projetos de investimentos empresariais, pretende ser um parceiro consultivo, capaz de oferecer soluções adequadas às empresas portuguesas e dos países onde estamos representados. Realizámos, até à data, parcerias com entidades/parceiros internacionais, como é o caso da ABRINTER no Brasil (São Paulo), setor de energias renováveis, com mais de 18.000 membros associados; e, num futuro próximo, com a ABRIG no Brasil, (Brasília) e acordos com empresas no setor da construção brasileiras e chinesas, e outras, assim como bancos vocacionados para investimentos em África, e acordos em programas de formação na Lusofonia, entre outros.

Sem aviso prévio, a pandemia da COVID-19 instalou-se nos vários cantos do mundo acabando por prejudicar muitos pelas suas notórias consequências. Ao mesmo tempo, avivou a memória a tantos outros que subestimaram a sua própria resiliência e dedicação. Como é que a AdielSumus enfrentou esse dilema? Quais foram os principais desafios?
A ação das entidades públicas para colmatar as necessidades das empresas, nesta pandemia da Covid-19, deixou, no meu ponto de vista, muito a desejar, e, infelizmente, continua neste registo. A grande maioria das empresas encerrou portas, após longos períodos de lay-off, estrangularam, colapsaram e as faturas continuam a chegar. Um dos desafios da AdielSumus é de se posicionar junto aos parceiros económicos, dentro das suas possibilidades e da atual situação mundial, tentando minimizar este colapso, contrariar a tendência de estrangulamento, fornecendo “balões de oxigénio” com propostas de financiamento dos seus parceiros (bancos ou fundos), a projetos em curso ou novos projetos. E exemplo disso é o Algarve, onde resido, dependente da economia turística, atingiu o dobro de desempregados registados no mesmo período em 2019, penso que esta situação se agravará nos próximos meses, e que venha a ocorrer noutras regiões do mundo.
Tem sido um ano desastroso para as economias dos países industrializados, e, sobretudo em África, onde as necessidades são maiores no que concerne ao investimento empresarial estrangeiro. O mundo empresarial está numa encruzilhada e com um horizonte cinzento pela frente, assim como a maior parte dos Governos/Governantes, e, exemplo disso, é a dificuldade em gerir, lidar e conciliar estes dois polos: Saúde e Economia. Mesmo nestes tempos extremamente difíceis, e tal como acima referido, a AdielSumus tem como prioridade profissional estar a partir deste momento no mercado, respondendo às solicitações empresariais, para o maior sucesso possível das mesmas.

Além das evidentes mudanças que foram obrigatoriamente implementadas para a segurança e saúde pública, que alterações sofreram as vossas práticas nos diferentes setores em que atuam?
Um dos nossos objetivos é estarmos preparados, adaptarmo-nos e saber como atuar no contexto Covid-19; em Portugal e nos países Lusófonos, não esperamos de braços cruzados por dias melhores! Agimos em conformidade e mediante cada realidade, seja a realidade do setor de atuação, seja a realidade do país onde este se encontra! Este tipo de atitude, permite-nos um maior conhecimento das ações e necessidades a implementar em cada país onde estamos representados, contando sempre com a nossa força motora, a partir de Portugal.
Todos os setores foram afetados e, consequentemente, muitos investimentos engavetados. Exemplo disso, é o do setor bancário, que se retraiu na concessão de créditos às empresas, que sofrem dificuldades de tesouraria no seguimento do Lay off, muitos Governos tardaram a agir, com os apoios financeiros necessários para conter esta crise nunca esperada, de uma pandemia mundial, sendo que, em termos do impacto negativo, nos tecidos económicos dos países, levaremos anos a levantar os muitos setores atingidos que já tinham recuperado das últimas crises financeiras.
Será neste contexto que a AdielSumus deve ser uma alavanca para as empresas, que pretendam obter no mercado uma via de escoamento para os seus produtos e mercadorias, através da prestação de serviços de consultoria, em articulação com as várias delegações, as quais são conhecedoras efetivas da regulamentação e necessidades dos país em que se encontram.

O desenvolvimento e investimento empresarial na Lusofonia acarreta há muito um elevado grau de importância. Contudo, concorda que – e atendendo ao atual contexto pandémico – estes, não são apenas igualmente importantes, como ainda mais vitais para a recuperação económica e social? Qual é o seu ponto de vista?
A AdielSumus, tem como objetivo estar ao lado dos Governos e autoridades, neste momento difícil de situação pandémica, e sempre que nos for possível atrair o investimento estrangeiro nas diversas áreas essenciais das suas economias, para que se reflita, também, e com sucesso e diferenciação, na recuperação económica e social. Para concretização de tal objetivo, consideramos crucial e vital, as melhores práticas nas áreas chave do desenvolvimento (avaliação de projetos, elaboração de relatórios, resultados de pesquisas dos ativos, análise do mercado, risco do investimento).
No que respeita aos países Lusófonos, o nosso ponto de vista, a visão dos membros fundadores da AdielSumus, é dar vida aos projetos, é colaborar no seu desenvolvimento, na sua melhoria, preencher lacunas existentes, estabelecer pontes na sua implementação, acrescentar valor aos mesmos, para que desta forma se tinja de sucesso, especialmente no que diz respeito a projetos de exportação, de consultoria e formação, sejam eles do setor de investimentos industriais, turísticos, marítimos, portuários e/ou outros. Acho que não devemos esperar pelo final da crise para darmos o passo seguinte, como estamos agora e neste preciso momento a fazer, mesmo em contramão e opinião de alguns membros, que não será o momento certo para este investimento, mas acredito por experiência própria, que o sucesso surge aos audazes.

O papel da AdielSumus está inteiramente ligado à abertura de novos horizontes empresariais. Podemos, portanto, afirmar que será um alicerce determinante nas dificuldades que empresas e projetos poderão sentir nestes tempos mais incertos?
Queremos, sim, ser o alicerce e o vetor determinante nos novos horizontes empresariais! Queremos, sim, oferecer a solução ideal para as empresas e parceiros institucionais que a nós se dirigem, que nos procuram, que estão connosco! Temos uma equipa! Os nossos Membros são promotores, profissionais de excelência, colaboradores, conselheiros ao investimento, que se encontram disponíveis para contato com potenciais clientes, distribuidores ou parceiros, nos vários mercados da Lusofonia, concebendo agendas que vão de encontro às suas expetativas individuais e/ou empresariais, e tendo como meta a obtenção de maior retorno considerando o enquadramento legal e regulamentar de cada país.
As necessidades de investimento, de exportação, de consultoria, de formação para estes destinos são evidentes e obrigatórias, e a AdielSumus, chega a este mercado para as concretizar, e as satisfazer!

Apesar destas incertezas, é certo que a AdielSumus tudo fará para que os países da Lusofonia se tornem um só. Que novidades estão preparadas para o futuro da Associação? O que nos pode revelar?
Pretendemos representar uma ampla gama de interesses dos associados, advogando na representação de cada setor, para o mercado dos Países Lusófonos.
Pretendemos promover a formação e partilha de conhecimentos nas diferentes áreas, presencialmente ou online, tais como turismo marítimo, shipping, segurança marítima, gestão portuária, agricultura, indústria, serviços, planeamento estratégico. É também nosso objetivo organizar conferências, workshops, eventos internacionais e realizar ações humanitárias e sociais, as quais considero de extrema importância para a nossa instituição, e de grande contributo para os nossos povos de língua portuguesa.


MÁRIO AUGUSTO DE OLIVEIRA SANTOS, COORDENADOR DA COMISSÃO INSTALADORA DA ADIELSUMUS EM ANGOLA
DELEGAÇÃO DE ANGOLA-COMISSÃO INSTALADORA, 2020
A NOSSA VISÃO: A República de Angola é estado membro parceiro de diversas organizações internacionais, tais como Nações Unidas, OPEP, União Africana, CPLP, SADEC e Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.
É um país rico em diamantes, ouro, cobre, combustíveis fósseis, fosfatos, feldspato, bauxite e urânio. De igual modo, tem potencialidades agrícolas, (banana, cana-de-açúcar, café, milho, algodão, mandioca, produtos florestais e outros) assim como em pecuária. É de realçar o gado bovino, caprino e suíno.
De igual modo, destacar outras potencialidades, tais como, a piscatória, indústrias diversas em ascensão, de minério, ferro, fosfatos, urânio, cimento, derivados de metal, alimentos processados, cerveja, tabaco, açúcar, têxteis e reparação de navios.
Atendendo à sua importância e perspetivas, o País apresenta um potencial turístico nas 18 Províncias com variadas e diferentes paisagens, dignas de um cartão postal, assim como a existência de inúmeros locais com registo diverso de património histórico cultural, autêntico, diferenciado, com identidade e tradição. Consciente deste potencial, e com o objetivo de transformar Angola num destino turístico de eleição no continente Africano.
O Governo aprovou um plano quadro para o desenvolvimento turístico, onde se destaca a Formação e naturalmente a criação de condições para dotar o país de infraestruturas de apoio ao Turismo, nomeadamente no sector de Hotelaria, Restauração e Atividades Turísticas, com recurso ao investimento privado. A ADIELSUMUS, constituiu em Angola uma comissão instaladora com vista à sua formalização no país, à semelhança dos demais países de expressão de Língua Portuguesa, cujo processo está em curso, não obstante o seu empenho na mobilização de parceiros sociais institucionais e privados, para que com o apoio necessário possa atingir o seu desiderato no quadro do seu objeto social e contribuir para o desenvolvimento económico e social de Angola.

CLEUBER LUIZ SOBRINHO, COORDENADOR DA COMISSÃO INSTALADORA DA ADIELSUMUS NO BRASIL
DELEGAÇÃO DO BRASIL-COMISSÃO INSTALADORA, 2020
A NOSSA VISÃO: O propósito da AdielSumus – Delegação Brasil, é de fomentar o desenvolvimento de projetos e implantação de empreendimentos, e para tanto, estará atuando, direta e indiretamente, ou em conjunto, com entidades públicas e privadas para estudar e apresentar soluções com políticas públicas eficazes e assertivas.
O Brasil é um jogador importante no comércio internacional, e tem provado ser um país aberto e vibrante com uma economia diversificada, e um dos maiores mercados consumidores do mundo. Também tem uma agricultura altamente produtiva, uma ampla e sofisticada base industrial, com um dos setores financeiros mais sólidos e prudentemente regulamentados no G20, o maior mercado de ações na América Latina e recursos naturais abundantes.
A AdielSumus – Delegação Brasil, tem como valores desenvolver as suas atividades com ética, respeito, responsabilidade e integridade, mediante atuação conjunta estratégica com os seus associados, buscando sempre um ambiente de trabalho propício ao desenvolvimento e capacitação profissional com excelência.
A AdielSumus – Delegação Brasil, com base nos objetivos estratégicos, pretende ser reconhecida nacionalmente, como a associação que representa de forma legítima, ética e transparente a cadeia produtiva da indústria brasileira, atuando fortemente na defesa de seus associados e na participação efetiva em políticas públicas do setor, pois a nossa missão, é promover a sinergia entre o setor público e privado, e ser um elemento regulatório ou técnico, buscando geração de renda, postos de trabalho e sustentabilidade para o Brasil.

“A Abrinter é uma entidade sem fins lucrativos, dedicada à representação dos empreendedores que movimentam a economia do país, pois acreditamos que a cooperação entre as empresas é uma forma de torná-las mais competitivas em um mercado muito disputado. Temos como objetivo contribuir para o progresso das empresas e das associações nela filiadas, nos domínios técnico, económico, comercial, associativo, cultural e social. Firmamos hoje no Brasil como uma instituição que participa ativamente na evolução socioeconómica e cultural do país”.

VIRGÍLIO CÉSAR DE PINA CORREIA E SILVA, COORDENADOR DA COMISSÃO INSTALADORA DA ADIELSUMUS EM CABO VERDE
DELEGAÇÃO DE CABO VERDE-COMISSÃO INSTALADORA, 2020
A NOSSA VISÃO: Cabo Verde goza de estabilidade económica, social e política o que lhe tem granjeado respeito e reconhecimento no concerto das nações e de instituições internacionais de apoio ao desenvolvimento, e têm sido considerados dos principais ativos estratégicos de Cabo Verde.
Cabo Verde tem apostado no setor privado, como impulsionador do desenvolvimento, através do investimento direto estrangeiro. Em 2019 a economia cabo-verdiana, apresentava o seu PIB a crescer em 5,7%, e continua criando as condições impulsionadoras para o investimento de empresários nacionais, residentes e emigrantes.
As condições estão sendo criadas e vão sendo aperfeiçoadas e adaptadas por forma a melhorar de forma significativa o ambiente de negócios e, particularmente, para fazer face à difícil conjuntura motivada pelos efeitos da pandemia da COVID-19.
A Adielsumus, ciente da situação socioeconómica do país e alinhado com a missão e os objetivos estratégicos da associação, pretende constituir-se como parceiro no processo de desenvolvimento de Cabo Verde, com especial destaque na promoção do país, na atração de investimentos em áreas chave de desenvolvimento, no apoio ao setor privado nacional em processos de internacionalização, de consultoria especializada, no apoio ao financiamento, na capacitação e captação de recursos humanos, entre outros.
A Adielsumus em Cabo Verde, visa criar as condições, incentivar e incrementar as relações comerciais entre empresas cabo-verdianas e dos outros países representados na Associação e convidar os nossos empresários, individualidades e empresas, a associarem-se à nossa Instituição, fazendo-a crescer, desenvolver e melhor contribuir para o desenvolvimento do nosso país.

SULEIMANE DJALÓ, COORDENADOR DA COMISSÃO INSTALADORA DA ADIELSUMUS NA GUINÉ-BISSAU
DELEGAÇÃO DA GUINÉ-BISSAU-COMISSÃO INSTALADORA, 2020
A NOSSA VISÃO: Uma Guiné-Bissau positiva, politicamente estabilizada pelo desenvolvimento inclusivo, boa governação e preservação da biodiversidade do Arquipélago Bolama-Bijagós, sítio natural e excecional de 80 ilhas e ilhotas, é reconhecido na UNESCO MAB (Man & Biosphere); várias ilhas (e sítios terrestres) são classificadas como RAMSAR (zonas húmidas de importância internacional).
A Adielsumus na Guiné-Bissau, tem a firme convição de que, após todos estes anos de incertezas, e deste ano desastroso de pandemia mundial, tenha chegado finalmente o momento de contruirmos um futuro risonho para as gerações vindouras destes últimos 20 anos. O Governo entende que teremos que investir massiva e eficazmente na saúde, educação e infraestruturas, todavia, temos que, simultaneamente, investir nos guineenses para que cheguem ao pleno emprego e produzam por conta própria, isto é, para que o guineense liberte a sua energia criativa e empreendedora, vencendo a pobreza, “pela sua própria cabeça, com as suas próprias mãos e marchando pelo seus próprios pés.”
A Adielsumus Guiné-Bissau, propõe-se, deste modo a articular os parceiros empresariais na Lusofonia, com as políticas transversais de reforma e incitamento à modernização e industrialização da economia guineense, fazendo recurso, especificamente, neste contexto mundial, aos projetos que estejam acompanhados dos instrumentos de financiamento próprios, pretendendo fundi-los com os Programas de Financiamento do País.
A nossa estratégia para o apoio ao desenvolvimento e investimento no país, será de nos concentrarmos nos projetos de investimento estrangeiro, fomentando emprego e desenvolvimento industrial, 2020-2025.

CARLOS LOBO, COORDENADOR DA COMISSÃO INSTALADORA DA ADIELSUMUS EM MACAU
DELEGAÇÃO DA JURISDIÇÃO DE MACAU-COMISSÃO INSTALADORA, 2020
A NOSSA VISÃO: Macau – o útimo território do império – 20 anos da transição da soberania Portuguesa, uma porta Lusófona para a China, no delta do rio Cantão.
O território de Macau localiza-se a sul da China. Portugal foi a primeira nação ocidental a estabelecer colónias e postos comerciais no Extremo Oriente.
Foi há 20 anos, que numa emotiva cerimónia, Portugal viu a sua bandeira e demais símbolos nacionais, serem substituídos pelos da RAEM – Região Administrativa Especial de Macau.
Vinte anos depois, Macau, um pequeno território que vai conquistando terreno ao Rio das Pérolas, continua a ter uma importante ligação a Portugal, não só por força dos acordos então assinados, mas também porque a língua portuguesa continua a ser a língua oficial e porque os portugueses continuam a sonhar com o Oriente mítico, onde desembarcaram no sec. XVI.
A AdielSumus Macau, é representada pelo Coordenador da Comissão Instaladora, Carlos Lobo. É membro dos corpos sociais da AdielSumus em Portugal. É residente em Macau há mais de 25 anos, tendo exercido funções para o Governo da Região Administrativa Especial de Macau, durante vários anos, bem como na maior operadora de jogo daquela região, e exercendo neste momento como advogado na área comercial.
É também bastante ativo nas áreas associativas, sendo Presidente da Câmara de Comércio de Angola em Macau e Vice Presidente da Associação Sino-Lusófona da Indústria e Promoção de Intercâmbio Cultural (Macau).

RENÉ MUCAVELE, COORDENADOR DA COMISSÃO INSTALADORA DA ADIELSUMUS EM MOÇAMBIQUE
DELEGAÇÃO DE MOÇAMBIQUE-COMISSÃO INSTALADORA, 2020
A NOSSA VISÃO: “Terra dos Sorrisos!” Num país com a vida selvagem do incrível Parque Nacional de Gorongosa, a ilha de Moçambique, o paradisíaco Arquipélago das Quirimbas, a praia do Tofo, a cosmopolita capital Maputo, o charme de Inhambane, o Arquipélago de Bazaruto, o Lago e Reserva de Niassa, a cidade costeira de Pemba e até mesmo a barragem de Cahora Bassa, não faltam motivos para se encetarem viagens e investir em Moçambique.
No que diz respeito à situação económica, à semelhança do que está a acontecer em todas as economias, a ocorrência da pandemia Covid-19, está a afetar negativamente a economia Moçambicana. Em janeiro de 2020, a previsão da taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) era de 4,3%, apesar das adversidades macroeconómicas geradas pela ocorrência dos ciclones Idai e Kenneth em 2019. Contudo, por conta da pandemia, a previsão da taxa de crescimento foi revista em baixa, passando para 2,2% num cenário pessimista ou 3,8% num cenário optimista, podendo passar ainda por outra revisão.
A Adielsumus Moçambique, em termos de potencialidades económicas, irá inserir-se neste contexto, direcionando a sua ação, para a realização dos investimentos e projetos nos objetivos da luta contra a pobreza e promoção do desenvolvimento económico. A República de Moçambique, atribui particular importância ao investimento direto estrangeiro, como um complemento dos esforços nacionais nessa direção; Investir num país longínquo pode representar um grande desafio.
A Adielsumus Moçambique, é o parceiro necessário para apresentar as propostas de investimento ao Centro de Promoção de Investimentos (CPI) ou ao Gabinete das Zonas Económicas de Desenvolvimento Acelerado (GAZEDA) em formulário próprio, em língua portuguesa ou inglesa.

EMMANUEL KABUNGULU OMBENI, COORDENADOR DA COMISSÃO INSTALADORA DA ADIELSUMUS DE PAÍSES NÃO LUSÓFONOS
DELEGAÇÃO DE PAÍSES NÃO LUSÓFONOS, 2020
A NOSSA VISÃO: Como representante da Adielsumus para os países não Lusófonos, em representação de 47 países Africanos e sendo Presidente da Federação Africana de Pequenas e Médias Empresas, Vice-Presidente do Conselho de Governação Global (GGC), Coordenador do Fórum Euro-Africano de Investimento no continente africano, estabelecemos quatro objetivos estratégicos para fortalecer a cooperação entre os países lusófonos e não lusófonos, principalmente nos setores dos transportes, proteção ambiental, internacionalização e financiamento de pequenas e médias empresas.
O transporte rodoviário representa 80% do tráfego de carga e 90% do tráfego de passageiros no continente africano, e isso é responsável por 19% dos acidentes de trânsito no mundo devido às más condições das estradas e dos veículos de transporte de passageiros. Por isso, a nossa prioridade é proporcionar aos operadores do setor dos transportes, os financiamentos em condições favoráveis para a renovação da frota de transportes públicos com a colaboração do nosso parceiro e fabricante na China de autocarros ANKAI.
Ao mesmo tempo, África tem 30.725 km de costa, com 90 portos principais, que representam 92% do transporte de mercadorias de e para o continente. Os 29 dos 53 países africanos, têm rios e lagos navegáveis, e a nossa intervenção consiste no apoio financeiro a instituições públicas e privadas para a renovação da sua frota de transporte de carga e passageiros com o nosso parceiro estratégico e fabricante de barcos, JANTLEMARINE.
No setor ambiental, a prioridade da nossa ação é dar uma resposta no combate aos efeitos adversos da poluição no continente, incluindo a qualidade do ar nas residências que atinge cerca de 90% da população de África. A África Subsaariana, a qualidade e o acesso à água doce, a degradação do solo, devido à erosão do solo, salinização, poluição e desmatamento que afetam cerca de 500.000 quilómetros quadrados de terra.
Esta minha posição na Adielsumus não Lusófona, permite fortalecer a cooperação entre os países, reunindo os recursos técnicos e financeiros existentes para oferecer aos países diferentes soluções para a criação de riqueza e o combate à pobreza. A nossa prioridade é apoiar o estabelecimento de centros nacionais de prevenção e controle da poluição, com a colaboração do nosso parceiro OILEA ESP, para tratar dos problemas ambientais do continente.
No setor das Pequenas e Médias Empresas em África, conscientes da sua importância na criação de emprego e riqueza, e dos inúmeros problemas que enfrentam para desenvolver a sua atividade noutros países. Para apoiar o seu crescimento e tirar o máximo partido dos mercados, queremos colocar à disposição das PME a nossa rede de contatos da Federação Africana de Pequenas e Médias Empresas e do Fórum Euro-Africano de Investimento. No setor do financiamento, as PMEs de países africanos, através do nosso parceiro, a Global Governance Council Foundation (GGC), poderão beneficiar do financiamento estabelecido através do novo banco em constituição “Banco de Investimento Sino-Africano”.

A IGUALDADE DE OPORTUNIDADES NA PROFISSÃO DE ROC

O universo da AMM & Associados é composto por quatro revisores oficiais de contas e uma equipa de auditores. Serviço de qualidade é a máxima principal e é por ela que se regem diariamente no que à relação com os seus clientes diz respeito. Importa compreender quais são os restantes fatores que diferenciam esta empresa, num meio que é cada vez mais competitivo.
Sofia Magalhães Pires (SMP) Acreditamos na diversidade – cultural e geracional, de que é reflexo a nossa equipa, com formações, interesses e mesmo faixa etária diversa. Entendemos esta aposta como um dos drivers de sucesso junto do tecido empresarial com que trabalhamos.
Além disso, toda a nossa equipa se pauta por valores de proximidade.
Sabemos que as empresas são muito mais do que os números que vemos e que só o conhecimento da atividade do nosso cliente, e o seu acompanhamento em todos os momentos chave da vida da empresa, nos permite prestar um serviço de qualidade, passível de acrescentar valor.
Se tivesse de resumir diria que é isto – a proximidade com o negócio do cliente e a diversidade dentro da nossa equipa – que nos permitem acompanhar bem as empresas, nas suas diversas fases e desafios!

A AMM & Associados orgulha-se (e bem) de ter uma experiência sólida em vários setores de atividade. Como é que essa experiência se traduz em valor para os vossos clientes?
SMP Essencialmente por duas vias: primeiro porque o facto de especializarmos elementos da equipa em determinados setores com características muito específicas, faz com que, quando entramos em clientes desse setor de atividade haja realmente um aporte de valor, quer quanto às práticas do setor, quer quanto ao conhecimento da regulamentação legal do mesmo.
Neste momento, posso dar o exemplo de quatro setores de atividade muito específicos e onde temos já elementos especializados – o setor não lucrativo, o setor dos transportes, o agroalimentar e o setor da saúde – e, onde o feedback pós primeiro ano de auditoria em novos clientes tem sido muito positivo pois, ao conhecer com profundidade o setor, conseguimos não só não consumir ao cliente todo o tempo que normalmente teríamos que consumir para perceber melhor a sua realidade, como também – e respeitando sempre a confidencialidade – , aportar valor por via das boas práticas do setor que conhecemos.
A segunda via pela qual esta experiência em diversos setores traz valor ao cliente é precisamente o facto de termos um papel muito privilegiado ao contactarmos com empresas tão diferentes e em setores distintos. Este conhecimento permite-nos ver além dos “muros” da empresa que estamos a analisar no momento, identificar melhor os riscos a que se encontra exposta e perceber, em determinadas questões, como está a ser prática tratá-las no tecido empresarial com que lidamos.

Sabemos que esta é uma profissão cada vez mais espartilhada por exigências, sendo também atualmente bastante concorrencial e vivendo num mundo em permanente mudança. Que caminho tem trilhado a AMM & Associados para se adaptar às recorrentes mudanças a que a sociedade está sujeita, sem descurar a qualidade que vos é intrínseca?
SMP Um dos pontos que está sempre na nossa agenda, considerando as exigências da profissão, são as atualizações técnicas. Para isso, promovemos regularmente ações de formação – internas e externas – a todos os nossos colaboradores.
Temos também muito foco na evolução de ferramentas digitais e aplicamos no trabalho de auditoria as melhores ferramentas que encontramos disponíveis no mercado – um exemplo muito acarinhado pelos nossos clientes, foi a adoção de uma plataforma que nos permite fazer todo o processo de circularização de saldos sem necessitar de recorrer à equipa do cliente na emissão e expedição de cada carta. Atualmente o cliente fornece-nos um ficheiro de contactos e a nossa equipa, através de uma plataforma, trata do resto!
Por fim, naturalmente, vivemos atentos às evoluções da nossa sociedade e à forma como impactam os nossos clientes e isso tem-nos levado a aprofundar formação em outras áreas que não apenas as de exclusivo domínio técnico dos ROC.
Por isso, também aqui procuramos a diversidade: contamos com uma equipa técnica de coordenação de trabalhos de auditoria com formação especializada em valências como fiscalidade, contabilidade e auditoria interna e externa, ao passo que eu me tenho afastado dos trabalhos de auditoria e dedicado nos últimos anos a aprofundar formação e experiência em temas de gestão, estratégia e marketing, estando hoje mais presente como apoio em trabalhos de consultoria.
Isto é uma grande mais valia para a empresa pois permite-nos ter, e partilhar com os nossos clientes, uma visão global e também adaptarmo-nos rapidamente para responder às necessidades do mercado, apostando na diversificação dos trabalhos da sociedade abrangendo trabalhos de consultoria em reorganizações empresariais ou processos de Due Diligence, por exemplo.

Como referiu a Sofia Magalhães Pires, apostam na diversidade – cultural e geracional, de que é reflexo a equipa, com formações, interesses e faixa etária diversa. Algo que, não deixa de ser interessante, uma vez que está comprovado em estudo que a média de idades dos profissionais Revisores Oficiais de Contas está entre os 49 e os 59 anos. A Dr.ª Diana, que ingressou na SROC em 2017, sentiu essa aposta na diversidade com um fator diferenciador? Apostar nos jovens é para a AMM & Associados importante? Porquê?
Diana Simões (DS) Esse foi precisamente um dos fatores decisivos na minha decisão de integrar este projeto e esta sociedade, a convite da Sofia – quebrar a ideia de que esta profissão apenas tem espaço para os mais experientes e demonstrar que a menor experiência se pode compensar largamente pela maior proximidade e dedicação aos clientes e aos seus negócios.
Isto não significa que seja um caminho sem desafios, felizmente estes surgem diariamente e exigem de mim, e de todos nós, um esforço adicional de superação. Não obstante, afirmo, sem hesitação, que está a ser uma aposta ganha, o que se demonstra no crescimento contínuo da empresa e da equipa, e principalmente no feedback positivo dos nossos clientes.

Este mesmo estudo revelou que o número de mulheres Revisores Oficiais de Contas corresponde a um terço da profissão. Quais são, para vocês, os fatores que potencializam este baixo acesso, comparativamente ao sexo masculino?
SMP Bom, eu não sou muito adepta de discussões de género. Acredito na diversidade como algo natural… não escolho um funcionário ou parceiro de negócio pelo seu género e gosto de acreditar que vivemos cada vez mais num mundo assim!
No caso concreto da profissão de ROC, penso que importa recordar que estamos a falar de uma profissão que, pelo papel de garante de credibilidade que representa na sociedade, está sujeita a uma forte regulamentação legal e acesso condicionado, nomeadamente pela realização de diversos exames técnicos de aptidão, bem como de um estágio, e cujo período de realização – entre exames e estágios – não é nunca inferior ao período de conclusão de uma licenciatura, licenciatura essa que é um requisito prévio à realização dos exames e estágio para ROC.
Pessoalmente considero que este fator – que obriga a uma enorme dedicação de tempo nos anos de acesso à profissão, conjugado com o facto da nossa sociedade ainda ser, de um ponto de vista genérico bastante discriminatória no que toca à divisão de tarefas domésticas, contribuem para que o acesso se torne menos difícil aos homens.
DS Eu concordo com o que a Sofia refere, acrescentando apenas que, em minha opinião, discriminação cultural não é apenas no que toca à divisão de tarefas domésticas, mas persiste ainda uma perceção da qualidade de trabalho e capacidade profissional, em favorecimento do sexo masculino o que, não só nesta profissão, trava a maior presença feminina na atividade.

Consideram que, nesta profissão, a igualdade de oportunidades é, de facto, uma realidade ou que, contrariamente, ainda é algo que se sente e tem de se melhorar?
SMP Voltamos ao tema anterior… a profissão de ROC, como qualquer outra, existe num contexto de sociedade.
Há algum tempo tive o prazer de assistir à apresentação do estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos sobre a igualdade de género ao longo da vida e, entre as várias conclusões deste estudo, marcou-me o facto de Portugal e Espanha serem os países europeus onde se verificam maiores diferenças entre o tempo gasto semanalmente por homens e mulheres jovens em tarefas domésticas (sete horas de diferença, o que é praticamente um dia de trabalho!).
Parece-me óbvio que esta assimetria é um dos fatores que mais contribui para a desigualdade entre homens e mulheres, não só no emprego, mas também na participação cívica e política, na generalidade dos países europeus, sendo que Portugal não é exceção!
Em suma, a profissão em si não condiciona de forma alguma a acessibilidade a homens ou mulheres, mas a necessidade de dedicação, já numa fase da vida em que muitos casais estão a formar família, no contexto cultural em que vivemos, torna naturalmente, o acesso mais condicionado às mulheres.
DS Aqui não estou completamente de acordo com a Sofia. Como disse, acredito que ainda persiste uma perceção de qualidade de trabalho associada ao sexo masculino em virtude de, historicamente, este estar mais presente em determinadas profissões – entre as quais a de ROC – e, por isso, sou da opinião que não há ainda uma igualdade de oportunidades nesta profissão, como em outras.
O facto de, em muitos quadros de gestão, a presença feminina ainda ser minoritária, também contribui, em minha opinião, para a manutenção desse preconceito aquando da contratação de um ROC.

Ainda que decorrentes de um contexto cultural, acreditam ser possível minimizar as lacunas associadas à diversidade e igualdade de oportunidades e ao difícil acesso pelos jovens à profissão Revisores Oficiais de Contas?
SMP Acredito que é possível fazer evoluir a profissão, a sua forma de desempenho e o acesso à mesma de uma forma global para todos, com ferramentas que contribuirão para a aceleração desta mudança e para que possa existir uma melhor conciliação entre as exigências da profissão e as da vida familiar.
Este ano, por um motivo infeliz, mas assistimos a uma generalização do teletrabalho e de webinares e várias formações à distância. Acredito (ou quero acreditar) que todos percebemos que temos ao nosso dispor ferramentas poderosíssimas para a conciliação vida familiar – vida profissional e que tanto as instituições – possibilitando formações e regimes de acesso com condições à distância, ou em regime misto presencial / online -, como as empresas, potenciando o recurso ao teletrabalho em determinadas circunstâncias, têm, enquanto agentes de mudança, a obrigação de contribuir para a aceleração da mudança cultural necessária.
Como é que isso se faz? É, mesmo em pós-covid, mantendo e fomentando a conciliação do presencial com estas formas e ferramentas de trabalho… no trabalho junto dos clientes, nas formações internas da empresa, nas formações da OROC.
No caso concreto da OROC, acredito que é essencial aumentar a quantidade e qualidade dos serviços prestados por esta aos seus membros – qualquer que seja o género -, contribuindo assim para a mudança que refiro.
Por exemplo, esta é uma profissão que nos obriga a um estudo diário, a uma análise constante de alterações legislativas – porque não termos uma OROC de suporte aos seus membros neste sentido, para que a informação relevante que sai para o mercado, quer a nível de alterações fiscais, contabilísticas ou normas de auditoria – possa vir já numa forma que facilite aos profissionais a sua atualização e que lhes permita dispor do seu tempo para uma reflexão e contributo sobre essas alterações?
DS Sim, concordo com o que a Sofia refere e acrescentaria que, também em virtude da pandemia que vivemos e da forma como nos forçou a aderir a novas tecnologias e formas de trabalho, acredito que existe agora uma janela de oportunidade para que os mais jovens, que tendencialmente estão mais confortáveis com as ferramentas tecnológicas, se integrarem acrescentando muito valor à profissão.

UM PROJETO DE VIDA DEDICADO À RESPONSABILIDADE SOCIAL, PESSOAL E EMPRESARIAL

Os problemas sociais que predominavam no pós 25 de abril despertaram até aos dias de hoje a forma como Eugénio Leite encara a comunidade e o mundo. Levaram-no desde logo a integrar o movimento leonístico – um movimento de solidariedade social, Lions Clubes de Portugal e do qual chegou a ser Governador – sendo cada vez mais evidente a necessidade de olhar para os outros de modo diferente e a auxiliar sempre fosse necessário.
Com um percurso académico de mérito incontestável e na sua carreira profissional de médico foi reconhecido com mérito nas vertentes académica, assistencial e de investigação, tendo por isso participado em congressos, palestras e conferências e publicado inúmeros trabalhos da sua autoria.
Em entrevista, Eugénio Leite frisou que “se sou quem sou, devo à comunidade que me acolheu e há um momento na vida em que devemos retribuir à comunidade aquilo que ela nos permitiu ser”. Assim, as Clínicas Leite, com mais de duas décadas de existência, são uma referência na área da saúde, destacando-se pelos seus serviços de excelência e pela aposta constante na inovação, assumindo um papel de responsabilidade enquanto educadores para a saúde. Mas não só, desde sempre que também a vertente solidária com a infância foi marcante e apoiaram instituições de crianças, “com a perspetiva de lhes oferecer qualidade e ajudá-las a trilhar o seu caminho de esperança no futuro”, afirma Eugénio Leite.
A Fundação Eugénio Leite é, assim, um completar e expandir da responsabilidade social que tanto se tem vindo a evidenciar na sua vida pessoal e empresarial, e na qual resultaram duas missões distintas: “por um lado uma delas assumiu a minha pessoa como ser humano e como profissional, que está por detrás da Fundação, o médico oftalmologista e o ser humano Eugénio Leite, e que tudo tem a ver com a medicina e dando origem à missão #1, na área da saúde. Esta missão trabalha a educação do doente diabético em múltiplas vertentes do quotidiano do diabético, dando-lhes as ferramentas possíveis, e acima de tudo que é totalmente plausível ter uma alimentação adequada sem gastar muito dinheiro, o domínio da economia familiar e todos os exercícios que são necessários realizar assim como um conjunto de outros cuidados necessários para uma boa qualidade de vida”, explica o nosso entrevistado. Neste âmbito, serão organizados workshops e formações onde serão apresentadas por elementos da sociedade altamente qualificados, demonstram que tudo aquilo que é defendido pela Fundação é uma realidade possível e fornecem pistas, dicas e estratégias para alcançarem os objectivos pretendidos.
Já a missão #2 está relacionada com a infância e juventude, nomeadamente de crianças e jovens institucionalizados. Nesta vertente, é-lhes dado um suporte técnico, social e humano para a sua reintegração social e profissional, promovendo e orientando o seu trajeto escolar, investindo na sua orientação vocacional e potenciando oportunidades válidas no mercado profissional. “Na prática o objetivo é identificar quem são as crianças e jovens institucionalizadas com potencial futuro e a partir desse momento, arranjar apoios para que os mesmos possam fazer o seu percurso académico, humano e integração no mercado de trabalho, sabendo que têm um apoio financeiro, um acompanhamento e suporte profissional e humano para atingirem este objetivo final, ”, acrescenta Eugénio Leite. Este objetivo final acontece no momento em que ingressam no mercado de trabalho. Nessa altura, eles voam e a mesma oportunidade será oferecida a outros que necessitam.
É certo que a Fundação Eugénio Leite não vive pelo e para o seu reconhecimento social, mas sim pelo exemplo e pela mensagem que pode, com as suas diversas virtudes, transmitir à comunidade. Ainda assim, ao fim de 23 meses, o passado dia 6 de novembro de 2020 ficará marcado na sua curta existência pela congratulação e reconhecimento como Utilidade Pública em Diário da República. Eugénio Leite viu o seu trajeto de mais de três décadas dedicadas ao amor ao próximo distinguido por fazer a diferença na comunidade. Perante este facto, o nosso interlocutor afirma que “o facto de sermos vistos como Utilidade Pública, potencia e muito a nossa capacidade de arranjar apoios e os suportes necessários para desempenhar as missões a que nos propusemos. E aqui está o fundo da virtude, o complemento que marca o passo seguinte para a Fundação”.

UM FUTURO COM MARGEM EXPONENCIAL PARA AUMENTAR A CAPACIDADE DE INTERVENÇÃO SOCIAL
O ano de 2021 promete ser promissor para a Fundação Eugénio Leite e para a concretização dos seus objetivos. Na vertente da saúde, especificamente na educação do doente diabético, são já três os workshops agendados, em três pontos diferentes de Portugal. Também extremamente importante, será o trabalhar do princípio da economia familiar, que surge como um complemento, onde serão dadas as ferramentas para rentabilizar as receitas existentes e assim criar condições para que tenham os cuidados necessários e mais adequados para a sua condição diabética.
No que à missão na área da infância diz respeito, o propósito passará por aumentar exponencialmente a identificação de crianças e jovens com potencial – os mesmos que também terão de mostrar que, além do seu potencial, existe empenho, dedicação e por fim o mérito desejado para que a Fundação Eugénio Leite conceba as oportunidades que marcarão eternamente o seu futuro.
Atualmente a Fundação tem neste momento dois polos de apoio, um em Lisboa e outro em Coimbra. Mas a intenção é que as ações desenvolvidas sejam a nível nacional, mas não ficará pelo plano nacional. Eugénio Leite vive lado a lado com a ambição da solidariedade social pessoal e empresarial nacional e internacional e para si, só assim faz sentido. “Solidariedade social e empresarial só tem sentido e significado quando se expressa na comunidade e só nos realizamos quando devolvemos á comunidade um pouco daquilo que ela nos deu para sermos o que somos.”, frisou.
Por conseguinte, estão a ser já tidas conversações e abordadas parcerias internacionais que farão parte a curto prazo das ações no futuro da Fundação Eugénio Leite.

“QUEREMOS QUE A CREDIBILIDADE DA PROFISSÃO SE MANTENHA A ELEVADO NÍVEL E ISSO SÓ PODE ACONTECER SE FORMOS INCLUSIVOS”

Enquanto Bastonário da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas (ROC), como nos pode descrever a evolução da profissão nos últimos tempos?
A evolução dos negócios e das empresas é que determinam a evolução da auditoria. A globalização da economia, a crescente inovação tecnológica e a digitalização de alguns negócios, particularmente desde os anos 80, levou a que a auditoria tivesse que se ajustar e pudesse fazer uma avaliação de risco compatível com essa evolução. Houve necessidade de muito investimento em novas competências traduzidas em recursos técnicos e humanos mais sofisticados e com valências diversificadas. Mais recentemente, essa evolução passou por uma tentativa de melhorar e tornar mais eficaz a comunicação do auditor com os destinatários do seu relatório.

O seminário “Desafios para a Década: Igualdade de Oportunidades e Diversidade” organizado pela OROC, apresentou um estudo que revela que o número de mulheres ROC corresponde a menos de um terço da profissão. Quais são os fatores que potencializam, na sua opinião, este baixo acesso?
É uma situação comum a muitas profissões e que tende a mudar. Posso dizer que nos últimos 20 anos a percentagem de mulheres que aderiu à profissão é de 40%, tendo elas as mesmas oportunidades que os homens. Mas é uma profissão de elevado desgaste, com uma grande rotação, sejam homens ou mulheres, e o sacrifício que muitas vezes lhe está associado nem sempre é compatível com os objetivos pessoais ou com constrangimentos que por vezes as famílias enfrentam.

Apesar de as opiniões se distinguirem, ainda há mulheres que – em algum momento da sua vida – sentiram estigma por ocuparem determinados cargos profissionais. Acredita que, no âmbito dos ROC, a igualdade de oportunidades é uma questão bem assente?
Sem dúvida. Não existe qualquer descriminação na admissão de mulheres e as regras de acesso estabelecidas no Estatuto da Ordem não conduzem a qualquer tipo de desfavorecimento.

Ainda neste seminário, foram apresentados dados confirmados no que concerne à repartição por idade e podemos verificar que, a idade média dos profissionais ROC varia entre 49 (mulheres) a 59 anos (homens). Por que motivo os jovens, atualmente, não demonstram tanto interesse pela área? Estarão os acessos à profissão mais dificultados?
Mais dificultados não estão. O acesso à profissão sempre foi exigente dada a multidisciplinaridade de matérias e as responsabilidades cometidas aos ROC. Esta é uma questão transversal na Europa e aparenta estar ligada a uma maior regulação e à assunção de novas responsabilidade como, por exemplo, as legisladas sobre a prevenção do branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.

Ainda assim, a OROC oferece variados tipos de formações baseadas na informação e conhecimento de excelência. O intuito destas formações passa também por atrair jovens à profissão? Quão importantes são estes conhecimentos para os profissionais da área?
Queremos aumentar a atratividade da profissão. Estamos a fazê-lo e vamos intensificar essas ações, nomeadamente de presença junto do meio académico. As formações patrocinadas pela Ordem são mais dirigidas aos membros e fazem parte da atualização de conhecimentos e competências que todos os ROC devem fazer e para melhoria contínua da qualidade dos trabalhos. Porém, qualquer pessoa as pode frequentar estando as nossas ações devidamente publicitadas no nosso sítio da internet. Abordamos matérias de interesse para outros profissionais e temos registado com agrado uma crescente procura das nossas ações de formação por terceiros.

Na perspetiva da Ordem dos ROC, o que continuará a ser realizado, quanto à persecução da igualdade de oportunidades, valorização do trabalho e do mérito que caracteriza a OROC?
A profissão de revisor oficial de contas é reconhecida como integrando profissionais de elevada capacidade e competência e esse reconhecimento é dado não só pelas entidades a quem prestamos serviços, mas também pelas instituições públicas que reconhecendo a nossa valia connosco interagem chamando a Ordem a pronunciar-se sobre propostas de legislação ou integrando grupos de trabalho sobre matérias que nos dizem respeito. Temos colaborado com o Tribunal de Contas e a Inspeção Geral de Finanças, bem como com o Ministério Público, e reforçado o diálogo com os reguladores e supervisores. Queremos que a credibilidade da profissão se mantenha a elevado nível e isso só pode acontecer se formos inclusivos e mantivermos a atitude de rigor e integridade que nos tem caracterizado.

CÉLULAS ESTAMINAIS DO CORDÃO UMBILICAL: A IMPORTÂNCIA EM TEMPOS DE PANDEMIA

As células estaminais do cordão umbilical são um bem que deve ser guardado, sendo que as células estaminais do sangue do cordão umbilical são usadas no tratamento de diversas doenças. Este cenário ocorre desde o ano de 1988 e, portanto, mais de 30 anos depois, estão os portugueses sensibilizados e consciencializados para a importância da criopreservação das células estaminais do cordão umbilical?
O primeiro transplante com células estaminais do sangue do cordão umbilical realizou-se há mais de 30 anos, Mathew Farrow, com apenas cinco anos, recebeu o sangue do cordão umbilical, doado pela sua irmã recém-nascida, para tratamento de anemia de Fanconi. Desde então realizaram-se mais de 45.000 transplantes, em todo o mundo, para o tratamento de mais de 80 doenças.
Atualmente, encontram-se em curso mais de 400 ensaios clínicos, com células estaminais do cordão umbilical de modo a alargar as opções de tratamento para doenças como a paralisia cerebral, doenças do espetro do autismo e diabetes tipo 1.
No entanto, a mensagem sobre a importância de guardar as células estaminais do cordão umbilical nem sempre fica clara para os futuros Pais, é por isso fundamental, para a Crioestaminal, continuar a trabalhar para que a mensagem seja recebida por cada vez mais famílias, de modo a que possam tomar uma decisão informada.

O Dia Mundial do Sangue do Cordão Umbilical assinalou-se no passado dia 17 novembro. Na sua opinião, quão relevante é esta efeméride? De que forma é que a Crioestaminal promoveu o mesmo?
O Dia Mundial do Sangue do Cordão Umbilical é uma iniciativa de âmbito global, cujo objetivo é expandir o conhecimento sobre o sangue do cordão umbilical, reforçando a importância de todas as famílias guardarem as células estaminais do cordão umbilical, aquando do nascimento de um filho. Trata-se de uma iniciativa promovida pela organização internacional Save the Cord Foundation à qual se associam vários bancos de criopreservação. A Crioestaminal associa-se à iniciativa todos os anos, pois não só reconhecemos a sua importância, como trabalhamos diariamente para que a importância das células estaminais seja clara não só para os futuros Pais, mas também para a sociedade em geral. Este ano promovemos um Open Day Virtual que decorreu no nosso Facebook, ao longo do dia, fomos partilhando vários vídeos em direto, que abordaram diversos temas, por exemplo, que tratamentos já são, hoje, realizados com células estaminais do sangue do cordão umbilical, qual a investigação que se encontra a decorrer nesta área e quais a perspetivas futuras, e possibilitamos também uma visita virtual ao nosso laboratório. Os vídeos permanecerão disponíveis para visualização em https://www.facebook.com/paginacrioestaminal

De que forma é essencial continuar a promover a importância do sangue do cordão umbilical no sentido de fomentar a ampliação da informação sobre o sangue de cordão umbilical, e de consciencialização da sua importância em todo o mundo?
É importante divulgarmos continuamente os tratamentos que vão sendo efetuados com o sangue do cordão umbilical, bem como partilhar os resultados dos projetos de investigação nesta área. É o facto de tratarem doenças, como se de um medicamento se tratassem, que torna as células estaminais tão importantes. Acredito que é esta consciência, que possibilitará, que mais famílias optem por guardar as células estaminais dos seus filhos. Destaco que vinculamos esta informação diariamente, por exemplo, através de sessões de esclarecimento para futuros Pais, que atualmente decorrem online, e promovemos sessões de formação para profissionais de saúde.

Vivemos atualmente momentos complicados, fruto da pandemia da COVID-19 e que tem provocado enormes contrariedades e dificuldades a nível mundial. Primeiramente, de que forma é que a Crioestaminal tem sabido lidar com este novo «normal» e como se tem adaptado e ajustado a esta realidade?
A nossa prioridade tem sido, desde o início de março, garantir a prestação do serviço de criopreservação de células estaminais do cordão umbilical, respeitando todos os critérios de qualidade que garantam uma eventual utilização futura da amostra, assegurando sempre a segurança dos nossos colaboradores. Assim, a equipa de Técnicos Superiores de Laboratório foi dividida em vários grupos de trabalho, que alternam, semanalmente, a atividade entre si, diminuindo significativamente o risco de contágio organizacional e eventuais períodos de quarentena, garantindo sempre um grupo apto a efetuar a atividade laboratorial. Todas as outras equipas encontram-se maioritariamente em regime de teletrabalho. De modo a salvaguardar, que toda a atividade se mantenha sem limitações, reforçamos o stock de todos os materiais necessários ao processamento das amostras de células estaminais do cordão umbilical. No sentido de ultrapassar a impossibilidade de comunicação presencial dinamizamos sessões online semanalmente, nas quais explicamos em detalhe a importância de guardar as células estaminais e o rigor dos nossos processos. No que respeita à Investigação e Desenvolvimento produzimos, em tempo record, um medicamento experimental constituído por células estaminais para o tratamento da COVID-19. Em suma, todos os dias, nas diferentes áreas, adaptamos as nossas atividades e iniciativas ao contexto em que todos nos encontramos.

É legítimo afirmar que dado este novo cenário da COVID-19, hoje damos maior relevância às vertentes da Criopreservação e das Células Estaminais?
Creio que hoje damos maior relevância à saúde em geral, constituindo as células estaminais do cordão umbilical uma opção de tratamento adicional, é natural que mais famílias optem por guardá-las para a sua família, ou doá-las para investigação para que se possam desenvolver novos medicamentos para doenças atualmente sem tratamento.

No domínio da investigação relativamente a possíveis tratamentos com células estaminais da COVID-19, qual tem sido o papel da Crioestaminal? De que forma é que se têm dedicado a tentar, pelo menos, encontrar resultados favoráveis em ensaios clínicos?
A Crioestaminal desenvolveu um medicamento experimental (SLCTmsc02) à base de células estaminais do cordão umbilical expandidas para tratar doentes mais graves com infeção por SARS-CoV-2.
O medicamento experimental é constituído por doses de 100 milhões de células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical. Foram produzidas, até ao momento, as primeiras doses deste medicamento inovador, submetidas aos necessários controlos de qualidade, que permitiram a validação de todo o processo e a qualificação do mesmo como terapia experimental a ser testada em doentes com COVID-19 em condição mais grave.
A utilização deste tipo de células para tratar doentes com pneumonias graves associadas a COVID-19 tem vindo a ser testada na China, EUA e alguns países europeus, estando já em curso mais de 20 ensaios clínicos para estudar de forma alargada a segurança e eficácias desta terapia.
O objetivo da Crioestaminal é disponibilizar este medicamento aos hospitais, quer seja num contexto de ensaio clínico, que esperamos venha a ser desenvolvido também em Portugal, quer seja no contexto de isenção hospitalar em que cada hospital obtém autorização para a realização deste tratamento experimental num grupo restrito de pacientes.

Uma das abordagens avançadas para atingir este objetivo é a administração de células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical, conhecidas pela sua capacidade para regular o sistema imunitário. Explique-nos um pouco este processo e dê a conhecer ao nosso leitor como o tecido do cordão umbilical pode ser importante neste combate.
O tecido do cordão umbilical é uma fonte rica em células estaminais mesenquimais células essas que apresentam uma capacidade ímpar de regular a atividade do sistema imunitário, estando já a ser testadas em humanos em situações de doença onde ocorre uma resposta exacerbada do sistema imunitário do paciente que pode levar à destruição dos tecidos e órgãos do próprio paciente. Em doentes graves com COVID-19 ocorre uma reação deste tipo em resposta a infeção pelo vírus, pelo que as células estaminais mesenquimais poderão aqui ter um efeito muito positivo na redução do tempo de recuperação destes doentes e na gravidade dos efeitos secundários à infeção por COVID-19.
A função pulmonar e os sintomas de doentes submetidos a este tipo de tratamento experimental melhoraram significativamente após a administração de células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical, tendo-se observado um reequilíbrio nas populações de células do sistema imunitário destes doentes, bem como do perfil de moléculas pró e anti-inflamatórias. Os resultados publicados permitiram observar que esta terapia foi capaz de inibir a hiperativação do sistema imunitário e de promover a reparação celular endógena, melhorando o microambiente pulmonar permitindo a recuperação destes doentes.
Apesar destes estudos terem sido conduzidos num número ainda restrito de doentes, os resultados favoráveis obtidos sugerem que as células estaminais mesenquimais podem constituir uma nova estratégia terapêutica para o tratamento desta doença.

Dentro desta realidade de Investigação & Desenvolvimento, acredita que deveria existir um diálogo superior entre entidades privadas como a Crioestaminal e entidades de saúde estatais?
Sem dúvida, na realidade este diálogo tem sido constante no âmbito do medicamento experimental para tratamento da COVID-19 que a Crioestaminal desenvolveu, estamos em contato com Pneumologistas e Intensivistas dos principais hospitais do País.

No domínio da orgânica normal da Crioestaminal, ou seja, na promoção de I&D, quais são os grandes desafios da marca? Continuarão direcionados para ajudar a, pelo menos, encontrar tratamentos promissores em doentes com COVID-19?
Quanto à COVID-19 a nossa expetativa é que o medicamento que desenvolvemos possa ser útil a doentes que dele precisem e que venha a ser requisitado pelos hospitais portugueses até ao final do ano.
Em 2021 continuaremos a desenvolver a área das terapias celulares de modo a produzirmos novos medicamentos com células estaminais, para doenças atualmente sem tratamento, particularmente no que respeita a tratamentos para doenças autoimunes, acidente vascular cerebral e também na área das doenças do desenvolvimento da criança. Como não podia deixar de ser, continuaremos a trabalhar para continuar a garantir a melhor amostra de células estaminais a todas as famílias que guardem as células estaminais do cordão umbilical na Crioestaminal ou que optem por doá-las para investigação.

“SUCESSO DISCRETO, MAS RECONHECIDO”

O CEDIPRE, sendo um centro de investigação instituído em 2000, no seio da FDUC, tem como principal propósito dedicar-se à investigação e ao ensino pós-graduado na área do direito público, em geral, e do direito da economia e da regulação, em especial. Passado 20 anos de existência, como vê a concretização deste projeto e que mais-valias tem apresentado o mesmo ao longo dos tempos na comunidade?
O CEDIPRE foi criado no seio da FDUC por impulso do seu fundador, o Prof. Vital Moreira. O valor acrescentado do CEDIPRE para os estudos do Estado Regulador e do Estado Contratante está materializado num conjunto invulgar, em extensão e em qualidade, de obras publicadas (livros, artigos, relatórios e revistas, como a Revista de Contratos Públicos) e de eventos realizados (colóquios, seminários, congressos) e, de uma forma imaterial, na transferência de conhecimentos e de reflexões para os nossos auditores.

Desde a sua criação, tem promovido a realização de diversos estudos na suas áreas de intervenção e põe à disposição de toda a comunidade um conjunto de cursos de pós-graduação, estruturados para quem os frequenta possa elucidar-se nos diversos temas de direito público. Que qualidades aponta a este ensino?
No capítulo do estudo pós-graduado, creio que a “receita do sucesso” reside na nossa preocupação em promover a investigação, a publicação de obras e a realização de cursos que, pela sua atualidade, interessam a um universo amplo de pessoas (magistrados, advogados, juristas da Administração Pública, etc.), e em mobilizar, para este efeito e de forma articulada, académicos e profissionais que conhecem e dominam, com profun­didade, os contornos teóricos dos temas que lecionam.

Nos últimos anos, na sequência da publicação do Código dos Contratos Públicos, o tem conferido uma especial atenção ao direito da contratação pública. Qual o contributo fundamental que a CEDIPRE pretende proporcionar aos agentes públicos ou privados, interessados ou intervenientes no mercado da contratação pública?
Um dos sinais distintivos do CEDIPRE assenta na prestação de um ensino pós-graduado que se revela muito cuidado do ponto de vista científico sem deixar de ser próximo das pessoas e afeiçoado à realidade. Neste sentido, penso que contribuímos de forma decisiva para a formação contínua de alto nível dos nossos auditores, respondendo pragmaticamente aos seus interesses imediatos (por ex., conhecimento de nova legislação), mas procurando ir mais além, por ex., através do estímulo para a elaboração de estudos de reflexão e de pesquisa por eles mesmos.

Recentemente o Governo estabeleceu medidas especiais de contratação pública e altera o Código de Contratos Públicos e o Código de Processo nos Tribunais Administrativos. Para melhor entender, o que irá mudar neste âmbito e com estas alterações?
Para essas duas perguntas, duas respostas telegráficas: as medidas especiais de contratação são o resultado de uma proposta do Governo seguida de um compromisso político parlamentar; nas áreas a que se aplicam (por ex., tudo o que diz respeito a contratos financiados com fundos europeus ou às compras do Estado que um membro do Governo entenda submeter a esse regime), enterram-se os concursos públicos, abertos a quem queira concorrer, e institui-se a regra do convite; a lei dá luz verde para que os contratos do Estado sejam convertidos em negócios para empresas convidadas. É um retrocesso surpreendente, para o qual não há justificação aceitável. Já quanto à segunda pergunta, sobre as alterações do CCP, a lei revela-se equilibrada e ajuizada, introduzindo retoques cirúrgicos, em geral necessários e bem pensados.

Considera que estas medidas visam a simplificação e a aceleração dos procedimentos? Ou pelo contrário – e na prática – será mais complexo do que isso?
As medidas são justificadas pela retórica da simplificação e da aceleração dos procedimentos. É possível que estes objetivos se atinjam, mas à custa da eliminação da concorrência, da igualdade de tratamento dos operadores económicos e da publicidade nos negócios públicos. Trata-se de promover a adjudicação de contratos públicos de forma célere e simplificada a quem os decisores políticos escolhem em vez de se procurar um modelo de adjudicar bem e depressa às melhores propostas que o mercado apresente.

No dia 28 de novembro será realizado o Colóquio de Encerramento do XII Curso de Pós-Graduação em Contratação Pública, onde serão debatidos temas acerca da mesma. Estas alterações ao Código de Contratos Públicos serão debatidas entre os envolventes? Que outras finalidades pretendem com a realização do evento?
No colóquio do dia 28/11 (para o qual estão inscritas neste momento mais de 500 pessoas) serão apresentadas e analisadas as novas medidas especiais da contratação (seguindo um método técnico-científico, e, naturalmente, já não no registo crítico e opinativo de há pouco), bem como as alterações ao CCP. Além disso, analisaremos a evolução recente da jurisprudência – Tribunais Administrativos, Tribunal de Contas e Tribunal de Justiça da União Europeia – em matéria de contratação pública.

A terminar, onde pretende ver o CEDIPRE daqui a mais 20 anos?
O trabalho que temos feito no CEDIPRE, no âmbito dos estudos da regulação e da contratação pública, é para continuar, com a qualidade a o reconhecimento que o tem distinguido. Com colegas de exceção, professores de direito público da nossa Faculdade, como o Professor Licínio Lopes Martins, membro da direção e cocoordenador dos cursos de pós-graduação, ou o Professor Bernardo Azevedo, aos quais se junta um grupo alargado de colegas mais novos que colaboram de forma empenhada e competente em todas as realizações e ações que promovemos, antecipo para o CEDIPRE um futuro de sucesso: de um sucesso discreto, mas reconhecido.

“A NOSSA VISÃO ESTÁ NA INTEGRAÇÃO DO ECOSSISTEMA DA GESTÃO DE ATIVOS FÍSICOS”

A missão da NextBITT tem sido, ao longo de cinco anos, construir soluções que resolvam problemas de gestão de ativos, independentemente do setor ou indústria. Que balanço faz destes anos de atuação, em que a inovação foi – e continua a ser – palavra de ordem?
Na realidade têm sido cinco anos de crescimento sustentado do volume de negócios mas, acima de tudo, do número de clientes e da sua diversidade e relevância no ecosistema empresarial.
Orgulhamo-nos hoje do nosso portfólio de clientes, onde temos representantes das principais empresas do setor da saúde, da ferrovia, das telecomunicações, das utilities aos setores do retalho, da banca, arenas, entre outras.
Este desempenho está assente numa equipa altamente qualificada, dedicada e dinâmica, que diariamente desafia os nossos clientes!
De destacar que neste ainda curto percurso já fomos brindados com os prémios de parceiro do ano da Microsoft em 2017 e 2019, em Washington e Las Vegas respetivamente, um grande feito para uma tecnológica Portuguesa, que muito orgulha a comunidade NextBITT!

Afirmam que o ADN da NextBITT, leva-os constantemente a uma procura pela melhor, mais rápida e segura solução técnica. Podemos dizer que essa é a grande mais-valia da empresa? Que diferentes tecnologias utilizam que posteriormente trazem valor acrescentado à solução?
Confirmo! A NextBITT não é uma empresa conservadora. Focamo-nos diariamente em facilitar e agregar valor às operações dos nossos clientes, através da constante oferta de soluções inovadoras e disruptoras.
Trabalhamos numa filosofia de “agilidade”, empregando nos nossos projetos as melhores e mais recentes práticas internacionais. O nosso foco é estar sempre na linha da frente, procurar liderar com inovação e com qualidade de serviço.
A título de exemplo, lançamos já este mês um projeto em que o objetivo é utilizar RTLS – REAL TIME LOCATION SYSTEM integrado na solução NextBITT. Por norma esta informação existe, mas em locais diferentes. O que oferecemos ao cliente é que consiga localizar todos os seus ativos num único dashboard, de forma integrada.
A nossa visão está na integração do ecossistema da gestão de ativos físicos, por diferentes softwares e até diferentes hardwares, e, desta forma, o gestor no seu dia a dia, apenas tem que consultar a app mobile NextBITT, e atuar!

À medida que o mercado cresce e expande para novas necessidades, é natural que haja uma readaptação por parte das empresas. De que forma as vossas soluções têm esta flexibilidade, por exemplo, para se adaptarem aos modernos requisitos da gestão de edifícios?
Nos últimos tempos e a título de exemplo, a NextBITT já tem sido solicitada ainda na fase de projeto de edifícios, para integração com BIM – Building Information Modeling, ou seja, a digitalização da gestão de ativos físicos passou a ter maior destaque desde o “desenho e projeção do edifício”, bem como na identificação de diferentes tipos de sensorização.
A flexibilidade e agilidade da tecnologia NextBITT, desde a sua raiz, sempre foi pensada, para ser permanentemente transversal às áreas não core dos nossos clientes. De salientar, que a mesma tecnologia que “gere” a manutenção preventiva de um grande hospital, ou da sede de um Banco, é a mesma que também monotoriza, o consumo de energia, a estafetagem, a jardinagem, a limpeza, ou um pedido de catering! No final do dia, ajudamos os nossos clientes a gerir todos os seus SLAs – Service Level Agreement de forma integrada.

Por falar em novas necessidades, não poderíamos deixar de abordar a atual realidade intitulada por COVID-19, e nas soluções de asset & facility que a NextBITT promoveu. Como é que estas soluções podem ajudar as empresas, no que ao Modelo de Plano de Contingência diz respeito?
A tecnologia NextBITT, no que à COVID-19 diz respeito, foi muito importante para alguns dos nossos clientes, por exemplo, permitiu garantir e evidenciar novas e mais rotas de serviços de limpeza do seu parque de ativos, de manutenção dos “ar condicionados”, avaliar a qualidade do ar interior e também, não menos importante, com o teletrabalho, passamos a gerir os “ativos” que os colaboradores tiveram que levar para as suas casas, garantindo desta forma os postos de trabalho, ou seja, secretárias, cadeiras, pc´s, entre outros. A tecnologia acompanha todo o processo de saída da empresa até à casa do colaborador, sabendo sempre onde estão os ativos da empresa.

NextBITT está atualmente presente em Portugal e Angola a trabalhar de igual forma em diversos setores, como saúde, transportes, indústria, entre outros. A procura por estas soluções tecnológicas de que falamos é comparativamente semelhante internacionalmente ou existem diferenças significativas?
Para além dos Países que refere, a tecnologia NextBITT também já é usada em Espanha, EUA, entre outros Países, dado trabalharmos com alguns clientes internacionais e clientes nacionais que operam em outros países.
Mas gostava de destacar, e com muito orgulho, que o setor dos facility em Portugal é uma das grandes referências internacionais. Nas diferentes interações e consultas que temos com grandes players internacionais de outros mercados e até com investidores de diferentes origens percebemos que estamos na linha da frente do que melhor se faz.
De facto, somos cada vez mais solicitados por empresas de outros Países!

Em outubro, a NextBITT completou cinco anos de vida. Talento, força de vontade e persistência foram os alicerces das inúmeras conquistas?
Sem dúvida! Mas também porque contamos com uma Equipa muito coesa, colaborativa e dedicada, mesmo em modo de teletrabalho, contamos com a compreensão das nossas famílias, mas acima de tudo, contamos com parceiros e clientes que nunca deixaram de acreditar na capacidade da NextBITT em entregar soluções criativas e disruptoras que promovem a agilidade e eficiência!

Onde pretendem chegar daqui a (mais) cinco anos? Qual é o próximo passo?
Eu acredito que não há limites definidos! Aliás, como bem vivemos hoje, o mundo está a mudar e a acelerar uma série de desenvolvimentos que estavam no imaginário, mas agora são realidade: a digitalização, a segurança, a sustentabilidade, só para mencionar alguns.
Mas queremos e aspiramos alcançar uma posição de referência a nível internacional, sempre com grande solidez e consistência.

“ESTAMOS SEMPRE A INOVAR E A SER CONSIDERADOS OS PRIMEIROS, OS MELHORES… SEMPRE”

A Fénix Lusitana é o importador exclusivo e representante da marca Rainbow Portugal desde 1993. Contando já com largos anos de uma sequência de inúmeras conquistas e vitórias, como nos pode descrever a evolução da mesma ao longo do tempo?
Desde que a Rainbow chegou a Portugal em 1993 tem vindo a construir a sua reputação como produto e empresa líder no mercado. Vinte e sete anos depois, a Rainbow Portugal orgulha-se de representar um produto de excelência com 80 anos de história, de ser a família profissional de mais de 500 agentes autorizados e mais de 200 colaboradores, de ser uma empresa de gerações em constante crescimento e de continuar a ser uma referência de qualidade e confiança para os nossos mais de 325 mil clientes em Portugal.
A nossa dedicação e paixão pelo que fazemos e representamos levou-nos à conquista de 70 prémios da Rexair como organização nº 1 no mundo entre mais de 80 países e a deter o recorde de ganhar consecutivamente 13 desses prémios.
Ao longo dos anos fomos também premiados Escolha do Consumidor por quatro anos consecutivos, Produto 5 Estrelas em 2015 e 2016 e Produto do Ano em 2014 e 2020.
Somos recomendados pela Fundação Portuguesa do Pulmão e mantivemos os nossos certificados da Fundação Americana de Asma e Alergias, da Associação Americana de Fabricantes de Eletrodomésticos que certifica a Rainbow como um aparelho de higienização do ar comprovado, e do Instituto das Carpetes e Tapetes por satisfazer os padrões da indústria de alcatifas no que respeita à eliminação de sujidade, redução do pó e aparência da alcatifa.
Tudo aquilo que temos vindo a atingir é fruto de uma equipa unida, que partilha a mesma missão, visão e valores. Somos reconhecidos por pensarmos sempre em novas formas de inovarmos e reinventarmos para sermos os primeiros.
Atualmente, a Rainbow conta com 21 escritórios ativos em Portugal e investe continuamente no crescimento pessoal e profissional da equipa para dar continuidade à missão de proporcionar ambientes saudáveis e limpos às famílias portuguesas.

Exemplo concreto desse sucesso – e mais recentemente -, a Rainbow foi considerada Escolha do Consumidor 2020 e o seu modelo SRX foi eleito Produto do Ano 2020. Qual é a razão deste êxito? Qual tem sido o elemento-chave?
O novo modelo Rainbow SRX surgiu em Portugal em novembro de 2019 e, olhando para trás, foi como se os engenheiros da Rexair tivessem previsto os desafios que iriamos enfrentar ao nível da saúde neste ano de 2020 e os benefícios que este modelo inovador da Rainbow iria trazer às famílias de todo o mundo. A Rainbow é, sem dúvida, o reflexo de uma genuína preocupação com a saúde e o bem-estar das pessoas, o que levou o governo dos EUA a considerar recentemente o equipamento Rainbow e os seus escritórios um produto e serviço essenciais por estar certificado para a limpeza do ar.
Termos sido premiados a marca Escolha do Consumidor 2020 na categoria de Sistemas de Higienização e o modelo SRX ter sido eleito Produto do Ano 2020 apenas prova a responsabilidade que a minha equipa tem em prestar um serviço digno e honesto e a importância que os portugueses dão à saúde e, consequentemente, à limpeza das suas casas, exigindo como aliado não um aspirador convencional mas um sistema de limpeza que apresente resultados eficazes, notórios e duradouros, combinando praticabilidade e inovação. Quando os portugueses decidem melhorar a saúde das suas famílias, encontram todas estas caraterísticas na Rainbow, o que a torna sempre a primeira opção.

Que vantagens este modelo Rainbow SRX traz à vida das pessoas? Quais são os seus aspetos diferenciadores?
A ideia de um sistema de limpeza doméstico nasceu com a Rainbow em 1922. O novo modelo SRX é o ponto de partida para uma nova era na limpeza da casa e o resultado de décadas de inovação, pesquisa, desenvolvimento e de constantes melhorias para que seja um sistema de confiança, que dure e que seja eficaz. É um modelo revolucionário que se distingue pelas mais de 20 novas funções e melhoramentos em relação aos modelos anteriores, oferece uma tecnologia mais recente e um design inovador capaz de garantir mais poder e eficácia, botões de controlo digital, um motor com quatro velocidades, novos encaixes, mais poder de sucção, um temporizador, maior durabilidade, uma nova tecnologia de levantamento automático e dez anos de garantia no motor e controlador.
Com mais de 80 anos de experiência como o principal fabricante de sistemas de limpeza a água, a Rexair fez do novo modelo Rainbow um sistema de higiene doméstico ainda mais forte, mais leve e mais fácil de usar na limpeza da casa em prol da melhoria do ar que respiramos e da nossa qualidade de vida.

A Rainbow foi certificada pela Fundação Portuguesa do Pulmão como um aparelho de limpeza e purificação do ar. Acredita que o facto de aliarem a tecnologia à saúde é uma mais-valia num mercado cada vez mais competitivo?
A Rainbow é recomendada pela Fundação Portuguesa do Pulmão desde 2014 e esta é uma das razões que nos deixa tão felizes por levarmos até aos portugueses aquele que é considerado o melhor equipamento de higiene e saúde do mundo. Ter a tecnologia aliada à saúde é, claro, uma mais-valia porque quando os nossos clientes escolhem o equipamento Rainbow, escolhem um equipamento com um filtro HEPA de alta eficiência que impede as finas partículas de pó e as bactérias de voltarem a ser lançadas para o ar que respiram. Escolhem um equipamento capaz de eliminar os ácaros, que limpa, lava e desodoriza ao mesmo tempo que faz a aspiração da sujidade. Escolhem um equipamento que aromatiza ao mesmo tempo lhes devolve um ar mais puro para respirarem.
Desde o início da pandemia, a Rainbow tornou-se numa das protagonistas na luta contra o COVID-19 e os nossos clientes ficaram gratos por conseguirem garantir um maior cuidado na higienização das suas casas. No contexto atual vimo-nos obrigados a adaptar-nos a novas rotinas, passamos mais tempo em casa em teletrabalho e a cuidar da família, onde por vezes o ar é mais perigoso para a nossa saúde, sendo a ventilação da mesma essencial. A Rainbow é conhecida por eliminar 99,9% das partículas do ar graças ao seu sistema de filtragem e essa eficácia torna-se ainda mais completa quando é utilizada a nossa solução concentrada Fresh Air, uma poderosa bactericida que possui propriedades terapêuticas, elimina fungos, bactérias e odores desagradáveis. Como a Rainbow é fundamental na prevenção de problemas respiratórios, nos últimos meses tivemos também uma participação ativa em ações de solidariedade através da disponibilização de equipamentos a lares da terceira idade e às unidades hoteleiras que acolhem doentes COVID-19, para suporte aos profissionais de saúde ao serviço no combate ao vírus.

Mudanças efetivas não são só parte integrante de qualquer empresa como são necessárias para uma readaptação a novas necessidades, tal como pede a sociedade. Assim, o que trará a mudança para as novas instalações em Alfragide nas práticas da marca e que outras serão ainda implementadas?
Quando conversei com a minha equipa sobre a mudança para as instalações de Alfragide, o objetivo sempre foi darmos continuidade ao trabalho de excelência a que os nossos clientes e distribuidores estão habituados. Esta mudança traz-nos mais visibilidade, aproxima-nos de outras grandes empresas e deu-nos também a oportunidade de aumentar a nossa equipa e de termos um espaço dedicado exclusivamente aos nossos clientes.

Atualmente as pessoas têm procurado ainda mais os vossos produtos. O que vos distingue no processo de relacionamento com o mercado e os clientes?
Não precisamos de anunciar ou vender o nosso produto. Somos a única empresa que paga um bónus aos nossos agentes apenas por mostrarem o nosso produto profissionalmente (independentemente do resultado). As pessoas veem o valor do equipamento e decidem comprá-lo e recomendá-lo… contamos sempre com a confiança e o “passar a palavra” dos nossos clientes para a continuidade da nossa empresa.

É legítimo afirmar que a pandemia provocada pela COVID-19, veio demonstrar, ainda mais, que o vosso produto é importante, principalmente num momento em que vivemos mais um confinamento?
Agora com a Covid notámos um aumento de recomendações do nosso produto por parte dos médicos e um aumento de pessoas a entrarem em contacto connosco porque estão interessadas em ter o nosso produto em casa para cuidar de suas famílias. Muitos dizem “devíamos tê-lo tido na nossa casa antes do confinamento”. As pessoas perceberam ainda mais que é uma necessidade numa casa. E há muitas pessoas qualificadas a quererem juntar-se à nossa empresa para melhorar suas vidas e a saúde de seus entes queridos e ao mesmo tempo agarraram a oportunidade que a Rainbow lhes dá de recuperarem o investimento do equipamento.

O que é ser líder de mercado no vosso segmento?
Ser líder no mercado é uma grande responsabilidade que levamos muito a sério. Estamos num negócio de pessoas, então o nosso foco principal é cuidar de nossos clientes e das nossas equipas e ao mesmo tempo garantir que oferecemos qualidade e que estamos sempre a inovar e a ser considerados os Primeiros, os Melhores… Sempre.

Enquanto Presidente e CEO da Rainbow Portugal, a que patamares pretende elevar a empresa? Qual é o próximo passo rumo a um futuro radiante?
Enquanto a minha responsabilidade e motivação permanecem com o mesmo peso e medida, o meu foco é manter a organização com uma estrutura sólida, estável, com consistência e um crescimento saudável. O nosso segredo é sermos mais do que uma máquina de limpeza, é fazer a diferença ao partilhar uma oportunidade sem limites, mudar vidas, acreditar e alcançar, ter uma fé inabalável e superar desafios. Na Rainbow aprendemos, crescemos, cuidamos e cumprimos sonhos e objetivos. Temos a ambição de nos tornarmos melhores para podermos ajudar outros a tornarem-se melhores e construirmos juntos a equipa de vendas diretas mais bem-sucedida do mundo. Pessoas melhores criam melhores pessoas, melhores famílias, melhores amigos, melhores clientes e melhores profissionais. Estamos num negócio de pessoas e entender essa responsabilidade leva-nos a um propósito ainda maior.
Em 2019, cerca de 1.300 pessoas que procuravam uma vida melhor viram na Rainbow Portugal a esperança de a encontrarem ao tornarem-se agentes autorizados Rainbow. Ao dia de hoje a Rainbow continua a demonstrar um crescimento notável na área da saúde, pela necessidade de um equipamento eficaz na limpeza doméstica, e no recrutamento dado à situação do aumento das despesas e do desemprego que Portugal atravessa. Ao representarmos um produto de excelência o meu objetivo é elevar ainda mais o nível de desempenho da empresa em tudo o que fazemos e eu sei que tenho a equipa perfeita para o fazer a todos os níveis. Os desafios que superámos tornaram-nos ainda mais unidos, fortes e dedicados em ter sempre a Rainbow nos nossos corações.
Planeio manter a Rainbow Portugal entre as três melhores organizações do mundo, apoiar os meus 19 distribuidores, abrir os novos escritórios em Évora e na Guarda com a ambição de conseguirmos ter um escritório em cada distrito de Portugal a dar ainda mais apoio aos nossos mais de 325 mil clientes, aumentar ainda mais a nossa equipa nacional de mais de 500 agentes autorizados, haver uma Rainbow em cada casa portuguesa, continuarmos a ser distinguidos como PME Excelência e manter a Rainbow Portugal unida, forte, confiante e apaixonada.

ALTERAÇÕES AO CÓDIGO DOS CONTRATOS PÚBLICOS

OPINIÃO DE LUÍS ARRUDA, SENIOR DIRECTOR, PUBLIC PROCUREMENT DA WILLIS TOWERS WATSON

Concluída que está a aprovação pela AR do texto final global da Proposta de Lei n.º 41/XIV, para alteração do CCP, importa agora determo-nos sobre os impactos positivos e negativos para os diversos prestadores de serviços, designadamente para os operadores da atividade seguradora em que me enquadro (Seguradoras, Corretores e Consultores de Seguros em geral).

Pontos positivos, que poderão fomentar novas oportunidades para os prestadores de serviços:
• Modificação das regras do critério de adjudicação (Art.º 74 º/3), possibilitando o recurso à contratação dos prestadores de serviços com base em aspetos de execução contratual estritamente qualitativos.
• O gestor do contrato (Art.º 290.º/A/6), passa a poder ser contratualizado com recurso a um terceiro.

Pontos negativos, que poderão afetar o grau de concorrência dos prestadores de serviços:
• Dispensa de fundamentação da não adjudicação por lotes (Art.º 11.º), que poderá desincentivar a participação dos operadores económicos mais especializados em determinados nichos de mercado, bem como das PME`s.
• Ajuste direto na sequência de concursos com todas as propostas excluídas (Art.º 24.º da PL, conjugado com o Art.º 24.º/4/c do CCP), deixando a entidade adjudicante de ter o dever de adotar o procedimento concorrencial de consulta prévia.
• Contratos reservados por critérios geográficos e económicos (Artigos 54.º e 42.º/e), podendo as entidades adjudicantes reservar a possibilidade de ser concorrente às PME’s ou às entidades com sede e atividade no território em que se localize.
• Admissão de propostas concorrentes que ultrapassem o preço base (Art.º 70 º/6/d), tendo a entidade adjudicante a possibilidade de admitir as propostas cujo preço proposto não exceda em 20 % do montante do preço base.
• Preço ou custo anormalmente baixo (Art.º 71 º), permitindo o órgão competente para a decisão de contratar de discricionariamente decidir pela exclusão de uma proposta.
• Possibilidade de remoção dos impedimentos atualmente existentes quanto à contratação sucessiva dos mesmos adjudicatários nos procedimentos de consulta prévia ou de ajuste direto (Art.º 113.º), sempre que se trate de uma PME com atividade no concelho, e não haja outro fornecedor naquele território.

Se a ausência de regras promove a discriminação, a arbitrariedade, a corrupção, e o aumento da despesa pública, igualmente o excesso de regras pode ser o meio necessário para se contornar os princípios base estruturantes da Contratação Pública e promover a corrupção legal.
Qualquer iniciativa legislativa com vista à simplificação deste tipo de processo aquisitivo, já de si complexo e difícil, não pode distanciar-se na sua formulação dos princípios base estruturantes da Contratação Pública (v.g. princípios da concorrência, transparência, igualdade, não discriminação), sob pena de se desviar da sua “rácio” principal, que é o da boa, correta e transparente aplicação dos dinheiros públicos,
Contudo, o sentido das alterações acima indicadas parecem, em grande parte, desvirtuar aqueles princípios axiomáticos da contratação pública acima identificados.
Tendo por base o atual panorama concorrencial na prestação de serviços no setor segurador que é caraterizado por um reduzido grau de concorrência (3 seguradoras dominam 84% dos valores totais adjudicados e 50% dos concursos têm a participação de um único concorrente), e por uma elevada percentagem de concursos desertos (20%) as alterações agora previstas ao CCP poderão acentuar ainda mais estes indicadores, reforçando-se ainda mais o papel dos operadores económicos que possuam uma extensa capilaridade regional ou implantação territorial.

“AJUDAR AS PESSOAS A VIVER DIAS MELHORES”

A Teva está comprometida em desenvolver e produzir medicamentos inovadores e de qualidade para todas as pessoas que deles precisam no mundo inteiro. Presente em 60 mercados, como nos descreve a evolução da marca até atingir o desiderato que foi, desde sempre, predominante: ser líder mundial?
O caminho não tem sido fácil, tem sido um processo de trabalho contínuo, de internacionalização e uma cultura constante de esforço e melhoria. Ser líder mundial em medicamentos genéricos e em algumas áreas de inovação tem sido difícil, mas o nosso principal desafio é continuar, mantermo-nos com a intenção de que os mais de 200 milhões de doentes que servimos em todo o mundo e que têm acesso aos 3.500 medicamentos que fabricamos, continuam a confiar em nós e em que as administrações de saúde vejam na Teva um parceiro de confiança com o qual podem colaborar e avançar.

Num mundo em constante mudança, o que distingue a Teva da concorrência no mercado internacional?
O nosso perfil de “empresa híbrida” é uma de nossas principais caraterísticas, somos uma empresa que alterna a fabricação de matérias-primas, genéricos e medicamentos inovadores e fazemo-lo com uma firme convicção em toda a cadeia de valor: as matérias-primas permitem-nos produzir medicamentos de alta qualidade, enquanto os medicamentos genéricos permitem uma maior acessibilidade e um contributo notável para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde e por fim a inovação permite-nos oferecer soluções para necessidades não satisfeitas; tudo isto é um círculo e todos os pontos são assim catalisados.

Desenvolver tratamentos inovadores é sempre uma prioridade. Acredita que a qualidade tem impacto positivo na inovação? De que forma?
A qualidade é a base de tudo, nos genéricos e também nos medicamentos inovadores, os processos devem ser excelentes assim como os ensaios clínicos, pois só a partir do rigor podemos oferecer soluções que beneficiem os doentes.

Recentemente a Teva lançou a sua nova imagem corporativa em Portugal a fim de refletir o compromisso e responsabilidade da companhia, a missão e os valores que dela fazem parte, como forma de aproximação aos doentes, cuidadores e diferentes profissionais de saúde. O que conduziu a esta mudança?
Esta renovação insere-se na adaptação e mudança constantes que permite às empresas adaptarem-se aos tempos em que vivemos e às circunstâncias que caraterizam cada momento, com o lançamento da nova marca queremos refletir proximidade, transparência, rigor e sensibilidade a tudo que envolve pacientes e cuidadores, e é nos cuidadores que vamos focar grande parte das nossas atividades. São os grandes esquecidos em muitos momentos, e quando falamos em cuidadores estamos a referir-nos muitas vezes aos familiares, que estão sempre presentes, estão envolvidos e também precisam de cuidados, atenção e apoio. Vamos dedicar-nos principalmente à melhoria do seu bem-estar, à sua formação e informação e ao apoio constante no seu papel decisivo.

Pretendem, com esta transformação – que vai além de uma mudança de logótipo -, desenvolver todo um projeto que visa melhorar a vida das pessoas. De que forma é que, na prática, tal será concretizado? Que portefólio terão para assegurar e responder às necessidades da maioria dos doentes?
Por detrás desta nova imagem de marca há muito trabalho. Uma grande equipa multidisciplinar dentro da Teva Portugal tem trabalhado incansavelmente para além das suas responsabilidades formais para que este projeto seja concretizado. Esta equipa está a preparar muitos projetos e atividades centradas no doente e cuidadores, já que iremos tentar colocar nas suas mãos ferramentas que melhorem a sua qualidade de vida e lhes permitam viver dias melhores.

Parte desta estratégia corporativa da Teva Portugal passa por unir um conjunto de parcerias que ajudem a tornar a jornada do cuidador menos onerosa, disponibilizando informações cientificamente válidas sobre a doença. Partilhar informação fidedigna é, hoje mais do que nunca, essencial, tendo em conta todo o acesso facilitado, por vezes, à desinformação que consta num mercado cada vez mais digital? Como pretendem contornar tais desafios?
Queremos acompanhá-los ao longo de todo o processo e, como já disse, fornecer-lhes ferramentas e informações confiáveis, pois, como se diz, na era digital disruptiva que vivemos “desinformação” e boatos na saúde também existem e causam impacto negativo nos doentes e no seu ambiente, nesse aspecto também queremos contribuir para uma saúde sem embustes onde a informação que chega é confiável e comprovada.

“Ajudar as pessoas a viver dias melhores” é o lema que, atualmente, representa a Teva nos países em que atua. Em Portugal, afirmam que a empresa irá dar especial atenção a todos os cuidadores. Qual é o motivo?
Porque, como comentei anteriormente, acreditamos que eles precisam de atenção e apoio especial, o seu esforço e envolvimento muitas vezes traduzem-se em problemas de saúde para eles também. Os cuidadores e principalmente os familiares que cuidam diariamente dos doentes, requerem o reconhecimento de todos e, por sua vez, uma ajuda especial para que possam desenvolver o seu acompanhamento de uma forma mais confortável.

É inevitável falar da pandemia da COVID-19 que nos afeta a todos. Como tem a marca lidado com a mesma e de que forma tem realizado um esforço para continuar próxima de todos aqueles que precisam do vosso apoio o know how?
Nós, na Teva, temos feito todos os esforços para colaborar com as administrações de saúde nestes tempos difíceis, tanto no fornecimento de medicamentos no ambiente da Covid como em outras patologias, pois não devemos esquecer que ter saúde não é apenas estar livre da Covid e por isso devemos continuar a cuidar de milhões de pacientes que sofram de outras doenças e condições. Na vertente social procurámos também contribuir em tudo o que nos foi possível, quer na doação de EPI, quer na doação de medicamentos. Os próprios colaboradores da Teva têm sido sensibilizados e têm dado contribuições pessoais, por isso estou muito orgulhosa de todas as pessoas que fazem parte da Teva Portugal e que, nestes tempos de dificuldade têm mostrado o seu total envolvimento e sensibilidade. Só tenho palavras de agradecimento para todos eles.

EMPRESAS