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Ricardo Andrade

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“O LNEG ESTÁ A PARTICIPAR NO ESFORÇO DE TORNAR MADURA A TECNOLOGIA DO H2”

O LNEG promove Ciência em Energia e Geologia com vista à aplicação em soluções avançadas que alavanquem economia. Assim, qual tem sido o papel do LNEG no domínio do H2?
O H2 é há muito utilizado na indústria nomeadamente para a produção de amónia. O LNEG tem mantido competências avançadas em toda a cadeia de valor, desde a avaliação das diversas fontes de água até à identificação dos vários processos de eletrólise, incluindo a produção a partir da biomassa até ao uso final. Somos um parceiro com conhecimento em toda a cadeia do H2. Recentemente, fizemos um estudo exploratório com vista à implantação de projetos H2 verde, com eletricidade renovável, identificando os obstáculos ainda em toda a cadeia. Numa postura prospetiva, produzimos em 2019 um “Roteiro para a IDI em H2 como vetor energético” – contribuição para o alinhamento do desenvolvimento desta tecnologia com o investimento, enquadrado numa estratégia que mobilize e integre as capacidades nacionais.
O LNEG tem sido chamado para os diversos fóruns promovidos pelo MAAC e pelo SEAE tendo contribuído para a consulta pública para a EN-H2.

Portugal reúne as condições necessárias no sentido de continuar a promover e a elevar o H2 como o combustível do futuro? O que falta na sua opinião? Como tirar partido das mais valias do H2?
É esta a política da CE, todo o quadro de fundos se foca na economia verde. Portugal quer reunir as condições e tem todas as possibilidades para tal, não há outra solução!
Uma nova revolução industrial. Precisamos de renováveis, de segurança no abastecimento e de descarbonização, mas há setores completamente dependentes do GN e a eletrificação não resolve todos os problemas, mesmo com armazenamento. Temos metas a cumprir e fundos do EGD que não se aplicam a combustíveis fósseis. A neutralidade carbónica, compromisso, pós Acordo de Paris, não será atingida sem descarbonização em todos os setores, transporte rodoviário, navegação de longo curso, aviação, processos industriais, incluindo fornos de altas e muito altas temperaturas. No entanto, no contexto de descarbonização do sistema energético e da promoção de H2, existem várias questões chave que necessitam de ser trabalhadas para criar condições que garantam os investimentos necessários, olhando a sustentabilidade, a potenciação das atividades de IDI, a criação de postos de trabalho e as questões de aceitação social. O LNEG elaborou um documento resposta à consulta pública EN-H2 onde realçamos pontos onde atuar:
• Regulamentar a produção de gases renováveis;
• Regular a injeção de gases renováveis na rede nacional de GN;
• Projetar mecanismos de apoio à produção de H2 (2 GW de eletrolisadores até 2030);
• Implementar garantias de origem para gases renováveis;
• Garantir que os recursos financeiros disponíveis, nacionais e europeus, permitam o apoio à produção de gases renováveis;
• Propor metas vinculativas, que orientem os investidores, até 2030.
Garantidos estes pontos o H2 não oferece apenas um contributo para o armazenamento que permite otimizar a utilização dos recursos renováveis, é um vetor que a ser utilizado na forma gasosa substitui o gás natural e na forma líquida substitui os combustíveis fósseis nos transportes, nos setores do longo curso rodoviário, na aviação, na navegação e no ferroviário.

Que mensagem gostaria deixar sobre esta aposta nas mais valias do H2?
Confiança na aposta. A varinha mágica está na capacidade de fazer uma análise sistémica aproveitando ao máximo todas as sinergias da panóplia tecnológica ao nosso alcance. Como garantir a segurança do abastecimento de energia a Portugal? Nada fazer? Apostar nos combustíveis fósseis? Avançar para o nuclear? Mais hidroelétricas? Aceitar a intermitência, da energia eólica e solar?
O LNEG está a participar no esforço de tornar madura a tecnologia do H2 e contribuir para a industrialização do nosso país. Como o MAAC e o SEAE referem, garantindo que todo o processo tarifário será desenhado de forma a não haver custos adicionais para os contribuintes, o Governo definiu a estratégia com base no estado da arte nesta matéria, colocou-a em consulta pública e promoveu discussão em fora aberto a todos os setores – da comunidade académica aos setores da indústria, dos transportes, da energia e inclusive nas necessidades de formação.
Não estamos sós numa estratégia para o H2, temos como exemplos: Espanha, Alemanha e Holanda. Abracemos esta oportunidade que tem a apetência dos investidores, vem criar potencial de exportação e se nada fizermos arriscamo-nos a ficar para trás, poluentes e dependentes. Ficarmos na cauda da Europa.

CENTRO DE CONTACTOS ENTRE PORTUGAL E SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

Quem é a Maria João Mortágua enquanto pessoa e profissional? Como nos pode descrever o seu percurso?
O gosto, o fascínio e a curiosidade sobre o outro, necessariamente diferente de mim, fazem parte da minha essência. A vontade de contribuir para um mundo melhor também. Inevitável e felizmente, o meu percurso académico espelha isso mesmo. A escolha por estudos superiores em Relações Internacionais, uma formação em Gestão de Projectos de Ajuda Humanitária e depois mais tarde um doutoramento versando fluxos migratórios deram-me conhecimentos importantes. Depois, dediquei uma dúzia de anos à Investigação, sobretudo como investigadora e membro do Conselho Diretivo da Unidade de Investigação em Economia Internacional onde tive a oportunidade de participar em diversos projetos, eventos científicos e redes de investigação internacionais, de elaborar um conjunto de produção científica, e onde estive sempre ligada a países africanos de língua portuguesa.
Sem razão lógica, a minha preferência (paixão) por São Tomé e Príncipe sempre existiu. No final de 2007, eu e o Jorge Batista de Sousa, com conhecimento do descontentamento que empresários portugueses sentiam em relação à falta de uma Câmara de Comércio e Indústria e sabendo do potencial de investimento de STP, constituimo-nos sócios fundadores da CCIPSTP.

Assumindo-se como centro de contactos, a Câmara de Comércio e Indústria Portugal – São Tomé e Príncipe tem como objetivo fomentar as relações económicas de Portugal e São Tomé e Príncipe. O que fizeram para diligenciar este objetivo?
Logo após a criação da Câmara, no final de 2017, STP começou a viver um período de crise política que nos obrigou a adiar muitas das atividades que estavam programadas. Praticamente dois anos depois, esta situação foi ultrapassada com a entrada em funções do atual Governo. Não obstante, apesar disso e agora com a pandemia COVID- 19, a Câmara tem vindo a dar apoio a empresários, portugueses e de outras origens, interessados em investir em STP ou em estabelecer relações económicas com empresas são-tomenses, nomeadamente através do estabelecimento de contactos empresariais e de assessoria jurídica e fiscal. Também tem estado presente em eventos empresariais e tem colaborado com instituições, como o AICEP e a União Europeia, no desenho de ações e políticas impactantes na atividade económica e comercial dos empresários portugueses em STP (e no espaço CPLP) e contribuindo para o desenho da nova estratégia UE-África e das prioridades estratégias da UE e dos Estados Membros para STP.

Considera que esta associação é um reforço fulcral para os empresários portugueses e são-tomenses? Quais são as eventuais oportunidades de negócio para ambos?
As câmaras de comércio permitem a aproximação dos empresários, o que contribui para o reforço das relações económicas e comerciais entre os países, contribuindo de modo positivo para a eficiência empresarial, o aumento do bem-estar das famílias e dos indivíduos.
Existe um conjunto de oportunidades de negócio na área das infraestruturas, construção civil, agricultura, indústria e turismo. Esperemos que a pandemia não prejudique muito esta realidade.

As opiniões distinguem-se, porém ainda há relatos de mulheres cujo percurso profissional foi alvo de preconceito por ocuparem cargos de liderança. Sente que o facto de ser mulher lhe criou mais obstáculos?
De toda a experiência profissional que tenho até ao presente, e tendo sempre trabalhado maioritariamente com homens, posso dizer que nunca fui alvo nem senti qualquer tipo de preconceito pelo facto de ser mulher.

Acredita que as características para ser líder de um projeto são inatas ou são traços que se desenvolvem em determinados desafios? Quais são a características que destaca como fundamentais?
Acredito que são sobretudo inatas. O investimento pessoal em formação em liderança pode ser importante, mas é preciso ter-se um determinado perfil e características marcantes, como ter visão, paixão, pensamento estratégico, motivação, disciplina, saber ouvir, ter a habilidade de gerir e unir pessoas, ser criativo, confiante, inspirador, empático, coerente, justo, responsável e íntegro.

Que mensagem gostaria de deixar a todas as mulheres que lutam pelo seu direito à igualdade, para começar uma carreira empreendedora?
Que não desistam, que acreditem em si próprias, que sejam resilientes, que saibam contornar obstáculos quando tem de ser e nunca abdiquem de ser íntegras.

A PALAVRA A AN-SOFIE DE VOS, ADMINISTRADORA DA IMMO PORTUGAL: VIEMOS PARA FICAR E SINGRAR

Eu queria ter a minha própria empresa e esse fio condutor e motivação já estavam dentro de mim desde que era criança, embora para que esse desiderato fosse uma realidade, faltava-me ter um suporte financeiro superior. Assim, levou-me muito tempo a encontrar essa oportunidade, mas esse dia chegou quando uma empresa de promoção e construção belga me deu a chance de me desenvolver e seguir na área do real estate. Tive de tomar uma decisão em menos de uma hora e assim decidi abandonar o meu emprego na altura e tomar uma nova direção na minha carreira que haveria de mudar a minha vida completamente.
A maior parte das pessoas apenas vê o lado bom do sucesso, mas a estrada para alcançar esse êxito foi difícil e muito longa. Os primeiros anos deste novo desafio, significaram trabalhar setes dias sobre sete dias por semana, 15 horas por dia, sem tempo para a família e amigos, pois estava completamente focada no desenvolvimento da minha carreira.
Mas todo esse esforço e sacrifício foi recompensado dois anos após esse começo, e edifiquei a minha empresa no domínio do imobiliário na Bélgica e especializei-me na comercialização de projetos de construção nova para investidores e de residentes na Bélgica e França.
Os valores que o imobiliário estava a atingir na Bélgica naquele período estavam em crescendo, rumo ao topo, o que fez com que o interesse por parte dos investidores na compra de propriedades no país fosse decrescendo. Vendo este panorama, decidi analisar o mercado europeu, em outros países, para analisar onde seria mais interessante investir no imobiliário.
Este estudo levou-me a conhecer a Costa de Prata, também chamada Silver Coast, que é conhecida como uma das regiões de crescimento mais interessantes neste momento e uma das melhores para investir na Europa. Encontrava-se na segunda posição naquele período, apenas atrás da Polónia. Analisando esta combinação de sol, praias, boa gastronomia e a hospitalidade local, a minha escolha foi muito célere e decidi apanhar um avião e descobrir a Costa de Prata.

COSTA DE PRATA – PAIXÃO IMEDIATA
Apaixonei-me de imediato e desde que cheguei que soube que este seria o local onde faria o meu negócio crescer e prosperar.
Assim, nesta nova direção, comecei com uma espécie de teste com um projeto e organizei um seminário na Bélgica no sentido de introduzir esta nova ideia e o resultado foi um sucesso imediato, pois encontrei investidores disponíveis para adquirir esse projeto, o que me provou que o mercado belga estava realmente interessado. Passado pouco tempo, decidi promover Portugal exclusivamente e mudei a designação da minha empresa para Immo Portugal.
Os anos seguintes foram os mais difíceis e complicados. Como devem compreender, não é fácil ou simples uma mulher loira, que não falava uma única palavra de português, entrar num país estranho e no mercado da construção. Posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que este foi o maior desafio da minha carreira. Os players da construção nem sempre estavam disponíveis para este novo desafio, ou seja, de abrir portas aos seus projetos para o mercado belga. Além disso, o estilo arquitetónico português, é completamente diferente do estilo belga, bem como a forma de fazer negócios. Levou-me anos até que um construtor local confiou em mim. Esses atores desse mercado, finalmente compreenderam a dedicação e o trabalho árduo que eu tinha para alcançar esses bons resultados e isso levou a que o mercado começasse a reconhecer a nossa qualidade e começamos a ganhar o respeito e o prestígio por parte de um construtor local da zona da Costa de Prata. Que não subsistam dúvidas, levou-me muito tempo para criar um negócio sólido, sustentado e reconhecido.

CRIAR UMA IMAGEM DE CONFIANÇA E SEGURANÇA
Passado um tempo, compreendi que era crucial para o sucesso da marca estar em permanência em Portugal, ou de outra forma não iria funcionar. Por isso, decidi deixar tudo para trás na Bélgica e mudei-me definitivamente para Portugal, para me focar na minha empresa e carreira. Inaugurei um espaço de vendas em São Martinho do Porto, bem como um escritório pós-venda, para guiar os clientes durante a fase de construção de um determinado projeto. Além disso, contratei uma equipa local de portugueses, que treinei e orientei para que se tornassem uma equipa comercial de sucesso.
Durante estes anos, conseguimos ir criando uma imagem de confiança e sucesso e isso levou-me também a encontrar os parceiros certos para que isto resultasse como construtores, advogados, contabilistas experientes, parceiros do setor e outros, para que assim conseguíssemos ser capazes de oferecer o pacote completo a todos os clientes.

CLIENTE COMO FOCO PRINCIPAL
A Immo Portugal trabalha de uma forma um pouco diferente de outras congéneres. Primeiro de tudo, somos especialistas em projetos de construção nova. Exigimos dos nossos construtores uma forma segura de venda, que inclui garantias bancárias, algo que não é fácil de encontrar no mercado luso. Temos uma equipa própria de pós-venda, o que significa que mantemos regularmente o contacto e a comunicação com o cliente até ao momento em que a propriedade é entregue. Isso é positivo porque fazemos tudo dentro das nossas portas e sob a nossa vigilância e o cliente tem uma garantia de que estamos atentos a todas as vertentes e que tomamos conta dele até ao final do processo. Falamos holandês, francês, inglês e português, e assim podemos assistir facilmente qualquer cliente internacional, pois a língua não é uma barreira. Preparamos o projeto a 100 % antes do seu lançamento, o que significa que confirmamos tudo com os nossos advogados, negociamos os melhores valores com os construtores e preparamos toda a burocracia legal para que assim os nossos clientes possam assinar o contrato e finalizar a sua comprar em apenas um dia.
Além disso, a Immo Portugal é um membro ativo do setor do imobiliário, o que significa que estamos a realizar muita publicidade a nível internacional. Temos contratos anuais com os maiores jornais, organizamos diversos seminários para investidores e participamos em inúmeras exposições internacional. Naturalmente que toda esta dinâmica aporta custos elevados para a orgânica da empresa, mas somos compensados através dos elevados níveis de vendas que temos atualmente.
Inicialmente estávamos apenas focados no mercado belga. Temos um escritório em Antuérpia e uma equipa local belga que assiste os clientes no seu país natal. Mas nos últimos anos, e com a abertura do escritório em Portugal e com uma equipa portuguesa, estamos cada vez mais a entrar no mercado luso. Sentimos que muitos portugueses de Lisboa e de outras cidades começam a conhecer-nos e vêm até nós porque apreciam a nossa forma de estar e atuar no mercado e isso é fantástico.
Hoje temos mais de 200 unidades/projetos de nova construção para comercializar, localizadas em áreas AAA da Costa de Prata. Atendendo que a Immo Portugal vende cerca de cem unidades anualmente, temos produto suficiente para os próximos dois anos. Entretanto, continuamos a investir, a solo e em conjunto com outros construtores, em novos projetos. Ainda temos muito mais para mostrar e fazer, por isso vão continuar a ouvir falar mais de nós. Viemos para ficar e singrar.

“AO IMPACTARMOS POSITIVAMENTE NO OUTRO, SOMOS LÍDERES”

O que é a Blacktower Financial Management (International), Ltd e de que forma tem singrado no mercado?
A Blacktower foi fundada em 1986 por John Westwood e oferece um serviço de consultoria financeira. Já celebrámos mais de 30 anos de sucessos que refletem a nossa capacidade de responder com pragmatismo às exigências do setor. Esse é o fator de excelência da Blacktower, tendo em conta a complexidade do contexto: a incerteza e ciclicidade económica, a variabilidade dos interesses dos investidores, a mutabilidade das legislações nacionais e internacionais. Toda a equipa, deste e do outro lado do Atlântico, tem noção dos desafios, mas quando se está entre pessoas dedicadas, para quem o objetivo cardeal é oferecer um serviço de qualidade que prima pela proteção do investidor, tudo fica mais fácil. Na Blacktower, o esforço é coletivo daí a flexibilidade desta marca global ser orientada para os resultados, centrada nas pessoas, garantindo a confiança dos investidores.

Que análise faz da sua carreira e de que modo se cruzou com a Blacktower?
Após ter concluído os meus estudos em Business Economics, na África do Sul, iniciei a minha carreira em Portugal, tendo-me mantido ao longo destes últimos 30 anos sempre no setor financeiro. Passei por várias multinacionais, como Barclays e Deutsche Bank acabando por ingressar na Blacktower em fevereiro 2013. Sou Country Manager desde 2015 e sinto-me realizada com o rumo que dei à minha carreira continuando com a mesma motivação.

Sendo uma gestora de pessoas e líder reconhecida, que características aponta como cruciais para estes papeis?
Uma líder é sempre uma gestora, mas nem sempre uma gestora é uma líder. Do mesmo modo que uma líder é uma empreendedora, mas nem todas as empreendedoras são líderes. Uma líder é uma empreendedora social, que partilha o mérito e o conhecimento, que se corrige, que é capaz de promover relações interpessoais positivas e de ter um compromisso ético. É saber ser empática, saber motivar, ser inspiradora e ter consciência do seu impacto na vida do Outro.

Quem é Manuela Robinson como líder e mulher?
Sou determinada, frontal, desafio-me a mim própria. Sou mãe e aí tento ser a melhor líder que há em mim. Venho sempre aprendendo com todos os projetos em que participo e faço parte de várias associações. Destaco o Rotary, sou Governadora Assistente 2020/21 e fui Presidente de um Clube Internacional em 2017/18, aí exploro o meu lado empático e humano: conhecendo, ouvindo e sentindo os sentimentos do Outro, como diz Daniel Goleman: não ser mera espectadora. Devemos ser e dar o exemplo.

Ser mulher é um fator impeditivo no setor financeiro?
Ele é, basicamente, masculino – não é nenhum segredo e já tenho falado sobre isso. Mas temos visto mudanças no sentido de uma maior inclusão feminina. Empresas têm vindo a realizar programas de mentoria e coaching para jovens mulheres a dar os primeiros passos. Este esforço é fundamental. Mas as mulheres têm de ajudar mulheres. Não podemos ser conformistas ou complacentes com a cultura organizacional que nos envolve.

Existe diferença entre uma liderança feminina e uma masculina? Ou a liderança positiva não tem género?
A existir, é uma diferença que não deixa de ser subjetiva. A ideia de liderança positiva é, ao invés, neutral e resume-se a transformar a “liderança como posição”, afetada por fenómenos como o glass ceiling, que dificultam o acesso de mulheres a cargos elevados, em “liderança como mindset”. Qualquer pessoa pode ser líder, se tiver o mindset adequado. Ao impactarmos positivamente no Outro, somos líderes.

O que podemos esperar de si e da Blacktower?
Vamos continuar a garantir um futuro financeiro com a máxima tranquilidade aos nossos clientes, sempre atentos aos desafios dos tempos. Recentemente vimos a correção mais rápida do mercado de ações norte-americano desde o pós-guerra, o medo e o pânico tomaram de assalto os mercados. Vimos hoje, sinais promissores de recuperação económica: bancos centrais com políticas monetárias e governos com políticas fiscais para estabilizar os mercados. Contudo não temos uma bola de cristal e é impossível prever como vão reagir os mercados. Estou confiante que a economia global resistirá e valorizará, a longo prazo, os ativos dos investidores, sobretudo, dos que têm um portfólio diversificado. Os mercados são resilientes e, geralmente, a sua recuperação traz ganhos expressivos. Os mercados financeiros olham para o futuro e a economia informa-nos do que ocorreu no passado. Afinal, “it’s about time in the market – not timing the market”.

“COM VONTADE E DEDICAÇÃO AS COISAS ACABAM POR ACONTECER”

A escolha do curso de Arquitetura veio mexer com a dinâmica da sua família – inteiramente direcionada para a medicina. No entanto, não só foi bem aceite, como foram os mesmos que a influenciaram na decisão: “a minha mãe tem um bom gosto invejável a nível de decoração e o meu pai era um verdadeiro esteta – as coisas bonitas fascinavam-no”, conta-nos Filipa Borges Nascimento. Estas influências cativaram-na também, seguindo assim para uma das suas primeiras (e imensas) aventuras.
“Quando terminei o curso, fiz o meu estágio para acesso à Ordem dos Arquitetos, num atelier de arquitetura em Lisboa, sendo que no final tive oportunidade de dar continuidade ao trabalho que estava a desenvolver, como projetos de grande escala: estádios, escolas ou edifícios públicos”, afirma, lembrando, contudo, que o seu objetivo maior era “trabalhar numa escala mais pequena, de habitação. Sempre tive curiosidade em Arquitetura e Design de Interiores”, salienta a nossa entrevistada. E foi desta forma que se deu início a mais uma aventura: A nossa interlocutora, munida de uma boa dose de coragem e força, voou até Londres, onde tirou um curso de Design e Decoração de Interiores na Inchbald School of Design. Para otimizar o seu tempo ao máximo, dedicou-se ainda a frequentar outros cursos mais curtos, como de Design de Eventos e Interiores, na Central Saint Martins, University of the Arts, e que apesar de mais exíguos, foram também importantes nesta caminhada.
Quando decidiu regressar a Portugal conseguiu acrescentar mais duas experiências ao seu currículo, sendo uma delas na construtora Ramos Catarino, onde trabalhou como Arquiteta de Interiores. Para a nossa entrevistada “foi uma grande mais-valia e uma grande escola, uma vez que tinha acabado de concluir as áreas de Arquitetura e Design de Interiores”.
Mesmo com estas conquistas, para Filipa Borges Nascimento ainda faltava algo na sua vida, talvez uma experiência que a completasse e enriquecesse. Numa fase de fuga à sua área de formação, concorreu à Emirates e num processo de seleção de seis meses, entrou e foi até ao Dubai. Por questões pessoais, passado cinco meses mudou de destino para São Paulo, onde esteve durante três anos a trabalhar na Vista Alegre, na área do Marketing.
Ao voltar, mais uma vez, ao seu país, a Arquiteta trabalhou na empresa TGV Interiores, onde cresceu profissionalmente, relembra, “no último ano, estive responsável por uma das lojas, tudo correu muito bem, tive um contacto mais direto com o cliente e com uma parte mais comercial, que é uma área de que eu gosto imenso. Além de que me deu mais atributos para continuar em busca dos meus sonhos”, salienta convicta.

UMA JORNADA QUE CONCRETIZOU UM SONHO
A verdade é que para Filipa Borges Nascimento criar a sua marca nunca foi um desiderato idealizado. No entanto, a quantidade de pedidos foram crescendo e o tempo começou a diminuir – a ideia de ter o seu escritório começou a fazer sentido.
Assim, a sua marca surgiu em outubro de 2018 e a nossa entrevistada garante que “não trabalho de maneira diferente por hoje ter a minha marca, até sempre vesti a camisola e sempre dei tudo de mim”. Começou por trabalhar em casa, mas resultado do esforço, empenho e dedicação, sentiu necessidade de passar para um escritório que, passado meio ano ficou pequeno demais tendo em conta a rápida evolução do projeto, sendo por isso obrigada a mudar novamente para um espaço maior.
O atendimento da Filipa Borges Nascimento – Arquitetura e Interiores é personalizado. “Com o cliente sou sempre eu que lido, vou à primeira reunião, realizo o briefing com o cliente e faço a apresentação. Estou presente em todas as montagens, um dos momentos mais esperado pelos clientes”, garantindo ainda que “a partir do momento que não conseguir estar em todo o lado, terei uma equipa forte e consolidada capaz de tomar o meu lugar”. Na sua opinião “uma marca ou uma empresa faz-se das pessoas que nela trabalham”.
Confessou-nos ainda que aquilo que a move e não a deixa baixar os braços, é ver o brilho nos olhos dos seus clientes no final de cada projeto, acabando “por ser muito gratificante chegar ao fim do projeto e ver o feedback das pessoas, a satisfação das mesmas e os miúdos felizes no quarto novo”.
Tivemos obviamente curiosidade em perceber como funciona o processo no seu escritório, sendo que a Arquiteta ao explicar dividiu em dois setores: projetos residências e projetos comerciais ou de hotelaria. No projeto de habitação – os que são em maior quantidade e dos quais gosta mais – há clientes com peças já existentes que querem manter, sendo a sua missão completar o espaço, há também quem não tenha nenhuma peça e queira tudo de raiz, existindo ainda quem apenas vá completando o projeto à medida que está a ser construído. “Mexemos na intimidade das pessoas, é uma grande responsabilidade. Já nos restantes, o cliente está tão preocupado com os detalhes, muitas vezes partimos de um tema, que terá de ser desenvolvido, maturado e complementado”, afirma.
O grande desafio diário tem sido “promover projetos apelativos, com qualidade, onde se veja que foram pensados por um profissional, dentro do orçamento que o cliente nos dá. É aí que me diferencio”. Além disto, a Arquiteta acha também importante o estudo constante e o conhecimento, tendo por isso presença assídua em feiras internacionais, como a de Milão e a de Paris e em formações variadas.

COMO É SER MULHER EMPREENDEDORA EM PORTUGAL?
Quando abordamos a nossa entrevistada sobre este tema, a resposta dividiu-se: a dificuldade maior não é ser mulher, mas sim apenas empreendedora, especialmente na sua área. Uma vez que Filipa Borges Nascimento vive de corpo e alma o seu negócio, o retorno que tem vindo a sentir não é, de todo, o ideal. Conta-nos, “eu tinha noção que era uma realidade difícil, há dias em que corre tudo bem e eu penso que vai ser bom, que vai ter retorno, mas também há dias em que ponho em causa se vale a pena todo este esforço”, assume, assegurando que mesmo assim olha sempre para o futuro, até porque “acredito que o trabalho, a dedicação e o empenho têm de ter algum retorno. E as coisas aos poucos estão a acontecer e o feedback está a ser muito positivo.”
Quanto à questão de género, a nossa interlocutora afirma que a nível da arquitetura “vou às obras, fazer o acompanhamento, definir várias questões e resolver situações e sinto que, por vezes, o aparecer uma mulher acaba por descredibilizar. Sinto que em determinadas ocasiões o meu género e a minha imagem fazem as pessoas questionarem a minha credibilidade profissional. É importante desmistificar esta ideia, ou seja, o ser-se bonito ou elegante, pode estar a par do ser-se competente, sem qualquer dúvida”. No entanto, no seu meio diário, que é a Decoração e o Design de Interiores, já não sente esse estigma.

PARA O FUTURO
Uma das maiores prioridades de Filipa Borges Nascimento é consolidar a sua marca e, por fim, equilibrar a vida pessoal com a profissional que, até então, tem sido difícil. Para que tal seja possível, tem em mente melhorar o seu escritório, para ter mais espaço e consequentemente ter o seu trabalho mais segmentado, aumentar a equipa – que já conta com mais duas pessoas, e ateliers no Porto e em Coimbra, a sua cidade natal – e assim conseguir dar respostas mais céleres a todos os pedidos. A nível pessoal, “gostava de ser mãe, e queria conseguir ter mais tempo para a minha família e amigos e quase não me esquecer de mim”.
Por fim, e em forma de mensagem para todos os que queiram iniciar um projeto, “é importante acreditar que funciona e é necessária muita dedicação e muito trabalho. Tudo o que acontece não é resultado de sorte, mas sim de suor, sangue e lágrimas, como costumo dizer. Ter muita disponibilidade e acreditar – é difícil – mas com vontade e dedicação as coisas acabam por acontecer”, conclui a nossa entrevistada.

O NOSSO COMPROMISSO TOYOTA CAETANO PORTUGAL EM TEMPOS DE PANDEMIA

Desde o início, mantivemos os serviços de assistência totalmente operacionais e disponibilizamo-nos para colaborar com os nossos clientes na procura de soluções que pudessem mitigar os efeitos penalizadores da paragem de muitas operações. E tudo foi possível graças às excelentes relações de parceria que temos com os nossos clientes, e à robustez do Grupo Salvador Caetano.
Neste período, a boa comunicação foi de extrema importância e por isso foram tomadas medidas para apoio a nível interno e externo, através por exemplo de uma série de documentos criados especificamente para responder a dúvidas que os colaboradores e clientes nos iam colocando. Estes documentos abordam regras para funcionamento durante a pandemia, com o objetivo de reduzir riscos na utilização dos equipamentos por várias equipas. Exemplos destes documentos são: regras sobre como utilizar e limpar equipamentos; regras sobre como lidar com as equipas que trabalham e assistem equipamentos de movimentação de cargas; regras de atuação quando os equipamentos ficam parados durante muito tempo, etc. Estes guias são disponibilizados livremente via website da marca www.empilhadores.toyota.pt.
Deparamo-nos com a necessidade de apoiar empresas que pararam as suas atividades e que por isso precisaram de alternativas para reduzir custos e igualmente com empresas que tiveram que dar resposta a um aumento da procura. Por isso mantivemos a atividade, no que diz respeito aos serviços de assistência e ao aluguer. Já no que diz respeito a vendas de equipamentos novos, assistimos a uma quebra substancial de mercado (superior a 50%), que nos afetou bastante, nomeadamente nos meses de estado de emergência, mas mantemo-nos confiantes e a acreditar que a recuperação ainda vai ocorrer este ano, até porque o último mês já foi bastante mais promissor.
Até lá continuamos a dar todo o nosso apoio para responder da melhor forma às necessidades, reconhecendo que temos várias alternativas para ajudar os clientes. A incerteza relativamente a uma segunda vaga do vírus, tem levado alguns clientes a optarem pelo nosso aluguer de curto prazo, dada a maior flexibilidade e à redução do risco em termos de investimento.
Curiosamente este ano, estamos com novidades de lançamento de produtos novos e várias campanhas a decorrer. Temos estado a comunicar o novo LEVIO LWI160 com capacidade para 1,6 ton. Este porta-paletes elétrico foi pensado à volta das baterias de iões de lítio, e por isso surge muito mais compacto, mais leve e por isso com uma eficiência energética muito superior. Estamos muito satisfeitos com a reação positiva que está a criar no mercado e confiantes nos resultados de vendas que traga para a marca.
Atualmente estamos a lançar um novo porta-paletes elétrico de entrada de gama e que estamos igualmente muito confiantes na aceitação por parte do mercado. Para além de implicar um reduzido investimento vem dar resposta a uma multiplicidade de aplicações e por isso permite-nos afirmar que “encaixa em qualquer negócio”. Na verdade, todos os utilizadores de porta-paletes manuais que procuram aumentar a sua produtividade ou melhorar a saúde e o bem estar das suas equipas, podem agora obter a resposta ideal por menos de 1900 euros, com o novo BT TYRO da Toyota, que também está disponível para encomenda direta através do website da marca www.empilhadores.toyota.pt.

O SEGREDO DE UMA LIDERANÇA? “MÉRITO, CONHECIMENTO E MÉTODO”

A Revista Pontos de Vista foi conhecer a António Marante e Matilde Ferreira, Sociedade de Advogados, também conhecida pela sua sigla “AMMF”, e conversou com um dos principais rostos da marca, Matilde Ferreira, Advogada e Sócia do escritório, localizado no Algarve, que nos deu a conhecer um pouco mais do seu trajeto, das conquistas que teve ao longo deste caminho na advocacia, desde que se formou em 1987, pela Universidade Católica do Porto, sem esquecer que o mais importante é continuar a manter a AMMF Sociedade de Advogados como uma referência no Algarve.
A jornada da nossa interlocutora em terras algarvias começou três anos após concluir a sua licenciatura. Foi em 1990 que Matilde Ferreira enveredou neste percurso, quando o Advogado António Marante “me convidou para trabalhar com ele”. A Advogada conta que, nesse mesmo ano, a sociedade foi formalmente constituída e, logo dois anos depois, foi convidada para ser sua sócia. “Foi um desejo concretizado”, afirma Matilde Ferreira, salientando que esta aventura tem sido extremamente gratificante, “pois faço o que gosto e tem-me permitido conhecer personalidades de enorme valia”.
E o que marca a diferença da AMMF Sociedade de Advogados? Interessa saber que a sociedade está presente em dois locais relevantes no Algarve: Albufeira (onde tem a sua sede) e Quinta do Lago. Operam essencialmente com clientes internacionais, sendo a maior parte de origem inglesa, alemã, holandesa, francesa e, mais recentemente, com o mercado Benelux (este último em franco crescimento na zona algarvia devido aos benefícios fiscais existentes). “O que marca a diferença quando escolhem a AMMF Sociedade de Advogados é a capacidade que temos em tratar e resolver pragmaticamente os assuntos do cliente, sem que ele precise de ter qualquer preocupação: estamos aqui para simplificar o seu quotidiano”, revela a nossa interlocutora, assumindo que a satisfação dos clientes é o grande veículo de publicidade da empresa. “Quando termino um processo, o mais importante é perceber que o cliente sentiu que connosco tudo foi simples e prático; isso dá-nos a motivação para continuar a fazer mais e melhor”, revela, assegurando que é primordial ter capacidade de inovação. “No escritório damos resposta a diversas valências. Considero que somos uma espécie de clínica geral em advocacia, onde temos de encontrar resposta para qualquer problema do cliente e, se não tivermos capacidade para algo, iremos procurar quem o faça, nunca deixando o cliente desprotegido”.

DEFENSORA DA ADVOCACIA PREVENTIVA
É importante salientar que a AMMF Sociedade de Advogados se encontra localizada numa zona com um mercado especial face ao resto do país, até porque, operando maioritariamente com clientes estrangeiros, a questão do conhecimento de línguas torna-se absolutamente essencial. A nossa entrevistada tem profundos conhecimentos de inglês e francês, mas são também relevantes as valências linguísticas do resto da sua equipa, que conta com um advogado alemão e um jurista holandês. “É essencial que o nosso cliente nos compreenda, até porque atuamos sempre com transparência e queremos transmitir confiança”, salienta Matilde Ferreira, que é uma acérrima apologista da denominada advocacia preventiva. “Quando estamos a trabalhar para o mercado internacional e dada a morosidade e paralisação dos tribunais, acredito que a melhor forma de defender os interesses dos nossos clientes é através dessa advocacia preventiva, em que nos antecipamos e prevenimos os problemas”, salienta a nossa entrevistada.

ADVOGADA DEDICADA A UM PROJETO
E como é ser uma líder, advogada e gestora de pessoas? Defensora da liderança pelo exemplo, Matilde Ferreira, que lidera cerca de 12 pessoas, assume-se como uma profissional que «veste a camisola», estando sempre disponível para as necessidades e exigências dos seus clientes. “Só assim podemos ter sucesso”, relata, assegurando que a tarefa de liderar pessoas não é (nem nunca foi) simples. “Naturalmente que se consegue, mas é importante compreender que numa equipa lidamos com personalidades distintas, o que implica uma constante capacidade de adaptação. Acredito que o verdadeiro líder tem de estar ao nível das pessoas, mas, quando necessário, deve assumir a sua posição de liderança, para conseguir visualizar o panorama global e geral do negócio, da sociedade e dos seus colaboradores”, esclarece a sócia da AMMF Sociedade de Advogados.

A BOA LIDERANÇA NÃO TEM GÉNERO
A terminar, Matilde Ferreira assume que nunca sentiu qualquer dificuldade no universo da advocacia por ser mulher e reconhece que, neste momento, a profissão está um pouco mais equilibrada no que concerne à existência de ambos os géneros. Mas haverá uma liderança feminina versus liderança masculina? “Não acredito de todo nisso. Para mim, o género não é determinante para uma liderança positiva. O que faz realmente a diferença é o mérito, o conhecimento e o método”, conclui a nossa interlocutora, com uma final nota de agradecimento: “A função do líder pode ser algo solitária nos momentos de gestão e tomada de decisões, mas é acompanhada das pessoas certas que me sinto grata e segura numa equipa extraordinariamente dedicada em seguir rumo ao nosso propósito comum: os interesses dos nossos clientes”.

“NÃO PODEMOS PERDER A OPORTUNIDADE DA ECONOMIA DO HIDROGÉNIO”

A SCT Power é hoje um dos principais players no domínio da vertente da Energia, perpetuando uma dinâmica de produtos e serviços que apoiam os seus clientes a alcançar o sucesso. Para contextualizar junto do nosso leitor, de que forma é que a marca tem vindo a promover o desiderato de tornar os seus clientes energeticamente mais eficientes?
A SCT iniciou a atividade em 2014, fruto de uma oportunidade de poder ajudar as empresas a reduzir custos com a energia elétrica, numa altura em que o mercado liberalizado estava a ganhar força em Portugal. Dada a experiência dos fundadores da SCT em vários setores da economia, identificou-se que atuando sobre os processos consumidores de energia tornando-os mais eficientes, se traduzia numa redução de custos significativamente mais elevada que reduzir os custos diretos com as fontes de energia utilizadas. Ao identificar esta realidade, a SCT evoluiu e passou a desenvolver soluções integradas de energia, sendo hoje reconhecida pelas melhorias realizadas e reduções de consumo e custos proporcionadas nas mais variadas vertentes (p.ex. frio, calor, ar comprimido, eletricidade), em mais de 200 parceiros que acreditaram nas nossas competências para torná-los mais eficientes e economicamente sustentáveis.

A Inovação faz parte do ADN da marca, algo que se reflete na relação com o mercado. Neste domínio, de que forma é que a SCT Power tem vindo a realizar uma forte aposta no domínio do hidrogénio e qual será o futuro do hidrogénio em Portugal?
A SCT é associada da Associação Portuguesa para a Promoção do Hidrogénio (AP2H2) e participa com regularidade em ações desenvolvidas pela mesma, bem como em feiras da especialidade realizadas a nível internacional. Sobre o futuro em Portugal, é com agrado que vemos cada vez mais empresas interessadas em colocar o H2 no mapa, embora esteja a ser um caminho difícil e longo, já que o H2 já é muito utilizado a nível mundial há vários anos.

Olhando para o que tem vindo a ser realizado em Portugal no domínio do hidrogénio, acreditam que estamos no bom caminho no sentido de promover e elevar o hidrogénio como combustível do futuro?
Os desafios e as dificuldades encontradas obrigam a que este caminho seja feito em marcha lenta e por vezes com retrocessos, mas acreditamos que o futuro do H2 é, sem dúvida, o caminho, uma vez que as soluções existem e estão disponíveis.

Que género de soluções tem vindo a SCT Power a desenvolver para a utilização do hidrogénio como energia alternativa?
As empresas estão abertas ao investimento nas três potenciais vertentes do H2 (armazenamento de energia, mobilidade e aplicações industriais), mantendo-se a SCT a par das mesmas, por forma a identificar soluções, mas enquanto não existir Regulamentação aplicável à realidade nacional, estas soluções não passam de projetos de intenções. Acreditamos que os decisores políticos estão atentos e a curto prazo estaremos em condições de tornar estes projetos em soluções efetivas.

Uma das grandes questões que tem rodeado a vertente do hidrogénio passa pela questão do preço/valor. Acreditam que este ceticismo é infundado?
A questão preço/valor é válida, mas ao massificar, o preço será garantidamente competitivo. Olhando para todo o ciclo de vida da grande maioria dos ‘concorrentes’ atuais do H2 como fonte de energia e forma de armazenamento, esses têm um valor incomparavelmente baixo.

Qual o grande desafio da SCT Power para o futuro no âmbito do hidrogénio? É uma oportunidade, a do hidrogénio, que Portugal não pode falhar?
O H2 surge não só como uma parte da solução para as alterações climatéricas, mas também como uma oportunidade para Portugal reduzir a dependência em termos energéticos face ao exterior. Neste sentido, não podemos falhar e Portugal deve posicionar-se na linha da frente no que respeita à vantagem económica que o hidrogénio trará.
O grande desafio da SCT é continuar a acreditar que brevemente o hidrogénio será entendido como uma oportunidade e uma solução e não como uma ameaça. Como empresa pioneira no que diz respeito ao desenvolvimento de produtos e serviços no âmbito do H2, apenas desejamos que o mesmo se possa tornar uma realidade em Portugal.

SAYU CRIA MARCA DA REDE DAS MULTILATERAIS

A SayU Consulting foi responsável pela identidade visual da plataforma ‘Multilaterais Network PT’, a nova rede gerida pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (aicep Portugal Global) e o Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) do Ministério das Finanças. A plataforma pretende ser um espaço próximo e dinâmico de partilha e networking para empresas e entidades nacionais com interesse nas organizações multilaterais internacionais e ainda profissionais portugueses a exercer funções nas mesmas.
Para Marta Gonçalves, Managing Partner da SayU Consulting, “a abordagem criativa implementada parte dos conceitos de contacto, rede, partilha e interligação, essenciais à construção de uma plataforma agregadora das organizações e profissionais a atuar no contexto do investimento e comércio externo. A estratégia de lançamento sustenta-se na abordagem metodológica própria GO360º, na experiência de desenvolvimento de soluções de comunicação em contexto B2B e numa relação de trabalho consolidada com a aicep Portugal Global, nos últimos seis anos”.

Corticeira Amorim galardoada nos Prémios de Sustentabilidade da revista World Finance

São disso claro exemplo as rolhas de cortiça Amorim, cujo balanço de carbono pode atingir -309 gCO2eq na rolha natural e -562 gCO2eq na rolha de vinho para espumante quando considerado o sequestro da floresta de sobro. Estes resultados, apurados em recentes estudos conduzidos pela EY, permitem concluir que a rolha de cortiça contribui de forma relevante para a descarbonização da indústria do vinho. Tendo presente a produção anual de 5,5 mil milhões de rolhas Amorim, dir-se-á que representa um impacto com repercussões a nível mundial.

António Rios de Amorim, Presidente e CEO da Corticeira Amorim, manifesta uma enorme “satisfação pelo prémio que testemunha o nosso compromisso coletivo com a sustentabilidade, em particular no segmento mais representativo do nosso negócio – a rolha de cortiça”. E sublinha “que temos de crescer garantindo a segurança e o bem-estar de todos, a gestão eficiente dos recursos naturais, a proteção do equilíbrio dos ecossistemas e a circularidade dos processos e da economia, rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável e a uma sociedade mais coesa, consciente e preparada para enfrentar com ambição, determinação e tenacidade os desafios vindouros”.

Através dos Prémios de Sustentabilidade são premiadas empresas que demonstraram um compromisso assinalável com o desenvolvimento sustentável, destacando-se aqueles que, como refere a World Finance, “fizeram um esforço extra para integrar valores financeiros, sociais e de governança (ESG) em diferentes áreas do negócio. “

Ainda de acordo com a World Finance, a Corticeira Amorim “foi premiada pelo seu compromisso de longa data com a produção de relatórios de âmbito ambiental, social, de governação e de Investidores Socialmente Responsáveis, pelo seu alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, a sua gerência responsável da oferta, a sua certificação pela FSC e o seu compromisso contínuo com investigação e desenvolvimento. O júri internacional levou em consideração os esforços de investimento na silvicultura sustentável através da preservação da terra e a biodiversidade com a colheita cíclica da cortiça sem danificar as árvores, além de cuidarem do bem-estar dos trabalhadores.”

“A Corticeira Amorim é reconhecida pela análise dos impactos ambientais dos seus produtos, comparando o ciclo de vida das rolhas de cortiça com o das screwcaps de alumínio e o dos vedantes de plástico, o que destaca o esforço da Corticeira Amorim em coordenar os seus processos de produção com ciclos ambientais naturais e a promoção da economia circular. “

A Corticeira Amorim, o maior grupo de transformação de cortiça do mundo que labora ininterruptamente desde 1870, assume a sua liderança mundial indo muito além da otimização os seus processos e da redução dos impactos ambientais das suas operações. Liderando uma indústria naturalmente sustentável, promove, valoriza e viabiliza as florestas de sobro que são importantes sumidouros naturais de CO2, regulam o ciclo hidrológico, protegem contra a erosão e os incêndios e fomentam uma biodiversidade de elevada importância. Depois, é a extração da cortiça que mantém a vitalidade dos montados e que promove o desenvolvimento económico, ambiental e social que lhe está associado, permitindo que milhares de pessoas continuem a viver e a trabalhar em zonas áridas e semiáridas.

Todos os vencedores dos prémios World Finance Sustainability são anunciados em www.worldfinance.com/ e na edição impressa da revista World Finance Summer 2020.

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